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O Canal De Conexão Com O Criador

939.01Comentário: Tenho a sensação de que cada um de nós tem seu próprio canal de conexão com o Criador.

Minha Resposta: Sim.

Pergunta: Devemos examinar o canal de conexão que nossos amigos têm?

Resposta: Isso não é da sua conta. Desconecte-se desse pensamento. Seja você mesmo e, nesse nível, tente estar com a dezena inteira.

0Da Convenção Mundial de Cabalá de 23/05/25, Lição 4, “Não Há Outro Além Dele na Dezena”

Exílio Interior

747.01Os filhos do povo de Israel que deixaram o Egito continuam sua correção durante a jornada de quarenta anos pelo deserto com a ajuda da Torá que receberam, entram na terra de Israel e chegam ao nível chamado Primeiro Templo.

Depois disso, eles devem se misturar com uma Aviut (espessura) ainda maior, que aumenta tanto dentro deles quanto entre as nações do mundo. Isso se aplica, é claro, ao sistema das almas, mas é evidente pela história que processos correspondentes também ocorrem em corpos físicos.

Como resultado, cada um de Israel sente uma adição de Aviut, e o que é chamado de exílio interior acontece quando eles não são mais capazes de permanecer no grau de adesão ao Criador que haviam alcançado.

Agora, são capazes de menos; novos desejos se fortalecem dentro deles. Isso significa que a pessoa entra em conexão com as nações do mundo dentro de si mesma e, de acordo com isso, processos externos se desenvolvem, levando à destruição.

Destruição significa que nos desconectamos mentalmente daquela percepção da vida na qual estamos unidos a uma força, a um pensamento, e começamos a cair na multidão de desejos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

O Mérito Dos Pais

631.3O propósito da criação é destinado a todas as almas — cada uma individualmente e todas juntas. No entanto, é impossível que todas alcancem esse objetivo coletivamente, pois em algumas pessoas a condição de Arvut (Garantia Mútua) é inicialmente incapaz de despertar imediatamente; ela só pode emergir após o trabalho prévio realizado por outras almas.

Baal HaSulam escreve que os antepassados não precisavam da condição de Arvut porque suas almas eram sutis e, devido à sua exaltação e pureza, eles já estavam em Dvekut (Adesão) com o Criador sem realizar ações práticas, isto é, sem realizar correções preliminares ou cumprir mandamentos.

Eles não precisavam atingir a condição de “faremos e ouviremos” porque, em virtude de sua sutileza, suas almas estavam originalmente prontas para existir em garantia mútua, sem fazer os esforços que são exigidos de nós com nossa espessa Aviut.

Devido à sua pureza, as almas sutis recebem a Torá, e a garantia mútua se realiza dentro delas. Isso leva ao cumprimento da condição “ama o teu próximo como a ti mesmo”. Então, a luz da Torá as reveste e elas permanecem em união com o Criador.

Depois que nossos antepassados alcançaram isso, o mérito dos pais surgiu para os filhos. Em outras palavras, aquelas almas que agora são capazes de unir as almas sutis com sua Aviut mais espessa usam essas almas puras por meio de conexão e inclusão mútua.

Portanto, a lei da garantia mútua também se aplica a eles, mas somente após a realização de determinados trabalhos e ações prévias. Quais são essas ações? Tudo o que pode levá-los à condição de garantia mútua.

E uma vez que eles alcançam isso, eles merecem receber a Torá, isto é, a luz, o sistema de correção de sua Aviut com o propósito de alcançar o princípio “ama o teu próximo como a ti mesmo” quando o Criador já estiver habitando em seu Kli (vaso) comum.

Para receber a Torá, basta cumprir a condição “faremos e ouviremos”, isto é, o acordo de que o poder da garantia mútua deve existir para que desejemos cumpri-la, para que essa capacidade venha do alto. E ao receber o poder da Torá, começamos a executá-la, e então nos tornamos “como um homem com um coração” e um único Kli (vaso). Merecemos receber a Torá, e então devemos cumpri-la, isto é, iniciar as correções.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 08/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

De Acordo Com A Opinião Do Grupo

528.03Pergunta: Suponha que eu seja capaz de sentir uma certa qualidade dentro de mim e a chame de Moisés. Até que ponto posso confiar nesse Moisés para me guiar aonde preciso ir?

Resposta: Até que ponto alguém pode acreditar ou se render aos próprios pensamentos e decisões? Afinal, rotulo parte dos meus pensamentos como fatos, outra parte como dúvidas e parte como mentiras. E tudo isso muda constantemente dentro de mim.

O fato é que testar a validade dessas percepções depende, antes de tudo, do meu discernimento de acordo com o princípio da verdade e da falsidade, e não do amargo e do doce.

O primeiro discernimento real para agir com base na verdade versus falsidade, em vez do amargo versus doce, acontece somente quando uma pessoa restringe seus desejos após receber a força do Arvut (garantia mútua).

Antes disso, ela não pode confiar em si mesmo em nada. E, certamente, todas as decisões e julgamentos feitos antes disso são errôneos.

Então, o que ela deve fazer? Ela deve agir de acordo com a opinião do grupo. Ela deve entender que não tem entendimento próprio, que está completamente enganada e que deve aceitar o conhecimento do grupo. É isso que significa ir acima da razão.

Estamos falando do grupo em relação ao qual ela decidiu que avançará de acordo com o que receber dele. Mas primeiro a pessoa deve entender que, se quiser se elevar acima do nível animal e iniciar um certo tipo de desenvolvimento, deve se submeter a alguma orientação externa.

Então, ela escolhe um grupo que lhe transmite sua direção. Ela aceita do grupo suas opiniões, intenções, decisões, visão de vida, tudo o que for necessário, e se entrega a ele. Isso significa que a pessoa vai além de sua própria razão, seguindo o que o grupo dita. Ao fazer isso, ela triunfa sobre todas as outras forças em sua vida que deliberadamente a confundem para que ela possa alcançar esse discernimento.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Aonde O Egoísmo Pode Nos Levar?

115.06Comentário: De acordo com estatísticas, quando alguém ataca outra pessoa e vê sinais de fraqueza, o agressor geralmente sente uma vontade ainda maior de machucá-la.

Minha Resposta: Naturalmente, isso é egoísmo. Quando vemos a fraqueza de outra pessoa e temos certeza de que não seremos punidos, instintivamente desejamos reprimi-la ainda mais.

Somos facilmente atraídos por extremos, seja para um lado ou para o outro. Tudo depende da sociedade, do ambiente, que pode nos influenciar em qualquer direção. É uma força enorme que reside dentro de nós, uma força aterrorizante!

Neste momento, estamos em um ponto crucial no desenvolvimento histórico, onde podemos mudar de direção. Poderíamos recuar para o fascismo, só que, desta vez, seria muito pior, culminando em uma guerra mundial de tal magnitude que apenas um pequeno remanescente da humanidade sobreviveria, um cenário semelhante aos mostrados nos filmes de Hollywood: uma Terra destruída, com os seres humanos restantes vivendo entre montes de metal e lixo, os últimos resquícios de tudo o que um dia existiu.

A Cabalá diz que isso é possível. Ainda assim, as pessoas que permanecerem cumprirão sua tarefa de trazer o egoísmo à sua forma corrigida. Mas isso acontecerá por meio de imenso sofrimento.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Homossexualidade e Cabalá”, 02/09/10

Devemos Odiar O Ego?

232.05Pergunta: Está escrito que o Criador odeia os corpos. Isso significa que devemos odiar algo ou alguém?

Resposta: Não, a expressão “odeia os corpos” refere-se ao egoísmo. Na Cabalá , o termo “corpo” significa o ego.

Pergunta: Mas devemos odiar o egoísmo ou não?

Resposta: O Criador nos convoca a nos elevarmos acima do ego, a rejeitar seu uso e a substituí-lo por doação, amor e conexão. Mas isso não se refere de forma alguma à destruição do ego.

O egoísmo permanece de qualquer maneira; não podemos eliminá-lo. O que devemos fazer é criar condições para uma reaproximação acima dele, apesar do ego que nos separa.

Da Lição de Cabalá de 22/12/19, “Como Subir os Degraus Espirituais”