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Ao Criador – Através Do Grupo

944Pergunta: A presença do Criador já deveria estar revelada?

Resposta: A presença do Criador não precisa ser clara para nós agora, e não pode ser. Ela é revelada na medida da equivalência de propriedades. Mas deve haver uma demanda por Sua presença como uma força dentro do grupo que fornece a garantia mútua (Arvut).

É como uma garantia que você recebe de um banco e chega até mim dizendo: “O banco me garantiu isso”.

Deve haver um sentimento de que Ele é o fiador, o parceiro, a fonte que dá força e apoio, e que também realiza as coisas se tomarmos a decisão correta.

É como se crianças consultassem umas às outras sobre o que pedir ao pai: “Queremos isso, aquilo e aquilo outro”. Mas se elas se unissem em grupo e finalmente encontrassem o pedido correto para o pai, ele imediatamente atenderia ao desejo delas.

Suponha que o pai queira comprar nozes para elas, mas elas querem sorvete. Até que elas cheguem ao desejo certo — nozes — o pai não comprará nada para elas. Ele não estará com elas. Parece simplista demais, mas, no fim das contas, é assim que Baal HaSulam descreve nosso relacionamento com o Criador.

Como o Criador está oculto de nós, podemos acender esta questão entre nós em nosso trabalho: “O que Ele quer de nós?”

Estamos disponíveis uns para os outros e, em todas as reviravoltas pelas quais passamos, podemos discernir qual é o desejo do superior, o que significa adesão (Dvekut), qual é a intenção correta em prol da doação e assim por diante.

Com o grupo, tudo pode ser feito como em um laboratório. Mas com o Criador, não é assim, pois Ele está oculto. É muito semelhante à relação entre filhos e seu pai: se encontrarem o pedido correto, correspondente ao que o pai preparou para eles, imediatamente descobrem o seu desejo e recebem dele a satisfação.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Trabalhar No Coração

527.02Pergunta: Se o Criador segura o nosso coração em Suas mãos, então o que significa “trabalhar no coração”? O que devemos fazer?

Resposta: Antes de tudo, devemos sentir que o Criador segura meu coração em Suas mãos e determina completamente tudo dentro dele: todos os meus desejos, intenções, pensamentos e impulsos, dos mais aterrorizantes aos mais belos.

Uma vez atingido esse estado, surge a pergunta: o que posso atribuir a mim mesmo? O que o Criador gostaria que eu fizesse agora com o coração que Ele criou dentro de mim? Como posso me elevar corretamente acima do meu coração e reconhecer com gratidão que tudo o que o Criador fez é unicamente para o meu benefício?

Preciso identificar quais são os problemas do meu coração. E só consigo definir o que é um coração correto se ele for criado pelo grupo e não pelo Criador.

Eu devo existir entre duas forças. Uma força é má, maligna, que é o Criador. Ele mesmo admite: “Eu criei o mal”. Por outro lado, Ele criou o grupo, a luz chamada “Torá”, que recebo através do grupo para corrigir esse mal. E eu existo entre essas duas forças.

O Criador mantém meu coração maligno, que Ele deliberadamente criou, para que eu O encontrasse, o verdadeiro Ele, através do grupo. Devo criar tal estado dentro de mim e viver nele. Nesse estado, eu mesmo me torno como a parte central da Sefira Tiferet, a “Klipat Noga“, onde de um lado estão as forças do mal mantidas pelo Criador. Afinal, não é em vão que Ele diz: “Vá ao Faraó, pois endureci o seu coração”.

E do outro lado está a Sua força do bem, chamada “luz”, a “Torá”, através da qual eu realizo a correção. Mas eu corrijo a força do aml usando a força do bem de tal forma que eu existo constantemente em equilíbrio entre elas, e é assim que eu avanço.

O avanço sempre acontece na linha do meio. Minha linha esquerda obscura é constantemente renovada e, portanto, preciso constantemente da linha direita, de uma conexão mais forte com o grupo e de mais luz.

É exatamente assim que se deve imaginar o relacionamento entre mim, o grupo e o Criador.

O Criador não desempenha inicialmente um papel positivo. Inicialmente, Ele é o destruidor, o criador do mal dentro de nós, para que depois possa nos ensinar a fazer tudo corretamente, como uma mãe que se afasta do filho e lhe dá a chance de aprender a andar.

Da Convenção em São Petersburgo, 29/07/16, Lição 1

Siga Os Passos Dos Antepassados

282.01Pergunta: Você diz que em nossa nação, devido à sutileza da Aviut (a espessura do Kli), há uma prontidão para perceber a ideia espiritual. Então, como podemos realmente implementá-la para que as pessoas se envolvam com ela não apenas externamente?

Resposta: A prontidão do povo de Israel (que supostamente seria o primeiro a receber a Torá) decorre do fato de que eles são a parte mais sutil das almas que começaram a emergir na época de Abraão. Naquela época, dentre todas as almas do mundo, essa parte específica que sentiu uma conexão com a luz superior se manifestou.

Da reunião coletiva das almas começou a se formar uma espécie de “tribo”, um grupo, um pequeno punhado de almas que, por sua sutileza, começaram a se corrigir e conseguiram se unir.

Quem são então os “filhos de Abraão” e todo o grupo que descende dele no mundo corpóreo? São as consequências das almas sutis que emergem uma após a outra, repetidamente, mas em níveis cada vez mais elevados de Aviut.

Em nosso mundo, isso acontece por meio da sucessão natural de pais e filhos. De uma forma ou de outra, as almas que vieram de Abraão foram vestidas nos corpos de seus descendentes na primeira, segunda, terceira geração e assim por diante.

E hoje, devido à inclusão mútua, há almas sutis entre as nações do mundo que sentem a parte de Israel que se misturou a elas. E quem sabe qual é o estado atual das tribos de Israel? Onde estão todas elas? Não sabemos disso.

De repente, nos dizem: “Você ouviu? No Paquistão, há 25 milhões de pessoas relacionadas ao povo de Israel”. E, de fato, nos próximos anos, coisas serão reveladas que nem podemos imaginar hoje.

Em última análise, com base no que sabemos hoje, devemos certamente dizer que a parte chamada “judeu” neste mundo é obrigada a alcançar a garantia mútua (Arvut) pela raiz de sua alma. Este é o seu dever.

Ao mesmo tempo, há partes da nação que aparentemente não têm essa obrigação. Portanto, não as vemos e não sabemos sobre elas. De repente, etíopes ou outros aparecem entre a nação. Muitos ainda não foram revelados porque seu tempo ainda não chegou, mesmo entre o próprio povo de Israel.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 09/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Revelar O Pensamento Do Criador

962.3O Criador, o originador, a força superior é um conceito imutável. Toda a realidade foi criada com um único pensamento. Mas surge a pergunta: isso aconteceu em algum momento ou sempre existiu?

Somos nós, as criações, que vivemos dentro da estrutura do tempo e, portanto, parece-nos que a realidade está mudando. Mas, na verdade, estamos em uma realidade constante, onde tudo, tanto o mais elevado quanto o mais baixo, está em um estado de correção final. E é toda essa realidade que precisamos revelar.

A realidade em si já é perfeita; não há desenvolvimento nela e nada de novo surge. As mudanças ocorrem apenas em relação a uma pessoa. Esta é a realidade que precisamos desvendar, descobrindo quem realmente somos. Será que somos realmente tantos, ou somos todos uma única pessoa com tantos pensamentos, desejos e ações diferentes?

Do lado do Criador, a realidade é constante, assim como Ele a criou. Mas o ser humano tem a oportunidade de participar da revelação dessa realidade e determinar a velocidade e a natureza dessa revelação e, mais importante, para quem estamos nos esforçando quando tentamos revelar essa realidade?

Inicialmente, um único pensamento opera: o pensamento da criação.

“Toda a realidade foi emanada e criada com um único pensamento. É o operador, a própria operação; é a recompensa almejada e a essência do trabalho” (Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, “Observação Interior”).

Ou seja, o pensamento inclui tudo, e só precisamos tentar nos unir a ele, querer ser incluídos nele. Todo o nosso trabalho e esforços são direcionados para isso.

O Criador nos revelou o pensamento da criação, isto é, Sua atitude para conosco; da Sua parte, tudo se completa. Mas se nos esforçarmos para nos identificar com o pensamento da criação, por meio disso, alcançaremos o Criador. Ao tentar revelar o pensamento do Criador, passamos a conhecê-Lo, a senti-Lo, a nos incluir Nele, a nos unir a Ele.

Ele quer que revelemos todo esse pensamento. Se, de nosso lugar abaixo, nos elevarmos à sua altura, à raiz do pensamento da criação, ao ponto em que esse pensamento se originou no Criador, então, dessa forma, nos aproximaremos Dele, não do pensamento, mas do próprio Criador, e O revelaremos.

Da Lição Diária de Cabalá de 22/08/19, “Não Há Outro Além Dele”

O Cérebro Da Humanidade

032.01Pergunta: Segundo estatísticas, uma parcela significativa dos americanos se sente sobrecarregada pela abundância de notícias. Sete em cada dez americanos (68%) dizem: “Estamos fartos das notícias; são demais para nós; nos sentimos mal por causa delas”.

Uma pessoa não consegue simplesmente se desconectar? Simplesmente desligar as notícias?

Resposta: Não, não pode. Eu sei disso e também sinto essa pressão. É preciso resistir ativamente e desligar as notícias.

Pergunta: Como uma pessoa comum pode se libertar dessa pressão?

Resposta: Analise as notícias do dia e você ficará com, no máximo, duas ou três pequenas notícias reais. Todo o resto é só preenchimento.

Pergunta: O que é esse fenômeno que faz com que o mundo se imponha sobre uma pessoa e force sua entrada nela?

Resposta: Acho que isso já está começando a se esgotar.

Pergunta: E o que virá depois?

Resposta: Espero que seja a questão sobre o sentido da vida, porque é essa questão que impulsiona toda essa revolução.

Pergunta: Então, finalmente chegaremos a uma comunicação mais profunda uns com os outros?

Resposta: Não. Não chegaremos a essa comunicação de forma natural. Ela é muito ameaçadora para o nosso egoísmo; ela o pressiona e o obriga. É por isso que não acredito que a conexão ou a comunicação sejam o nosso futuro próximo. É o nosso futuro distante. Somente quando percebermos que não podemos mais continuar assim, caminharemos em direção à conexão de uma forma muito especial.

Pergunta: Então, onde você encontra forças para difundir a sabedoria da Cabalá, mesmo que você continue dizendo que, de uma forma ou de outra, precisamos alcançar a unidade e a conexão?

Resposta: Você está pensando como um materialista da velha guarda que acredita que precisa levar a humanidade à felicidade por meio de seus slogans.

Sei que isso acontecerá de uma maneira completamente diferente. Um pequeno grupo de pessoas, movido por uma centelha interior, criará relacionamentos adequados entre si e, por meio da estrutura interna da natureza, influenciará toda a humanidade. E toda a humanidade começará a se assemelhar a eles, sem nem perceber.

Este pequeno grupo se tornará como a cabeça, o cérebro da humanidade. À medida que eles mudarem, toda a humanidade os seguirá automaticamente, como uma sombra.

Pergunta: Então você afirma que toda a responsabilidade recai sobre esse pequeno grupo?

Resposta: Sim. Boa sorte!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 28/12/24

Perguntas Sobre Os Degraus da Escada, Parte 134


Perguntas sobre os Degraus da Escada , Parte 134

Como o desejo muda?

Não devemos tentar mudar o desejo, porque não está em nossas mãos fazê-lo. Uma pessoa não pode mudar desejos. Nossa preparação é discernir que o desejo de mudar o desejo não é bom, que o ser criado não pode mudar nada. Os desejos foram criados pelo Criador.

Não podemos mudar nossos desejos por nós mesmos, nem mesmo passar de um pensamento para outro ou de um desejo para outro, dentro deles. Isso só acontece de cima, por meio de mudanças na luz.