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Incline A Balança Para O Bem

238.01Pergunta: Nós, em nosso estado atual, influenciamos o equilíbrio da balança para o bem?

Resposta: A cada momento da nossa existência, estamos na realização de apenas uma coisa: a garantia mútua (Arvut). Quer queiramos ou não, nós e o mundo inteiro estamos avançando em direção à realização de sua importância, seja através do sofrimento ou pelo caminho da Torá.

Não há nada mais para o qual a humanidade esteja sendo conduzida além da garantia mútua. Devemos compreender que é uma necessidade, que a unidade mútua conduza do “Ama o teu próximo” ao “Ama o Senhor, teu Deus”. Este é o processo pelo qual todas as almas devem passar.

Portanto, tudo o que acontece a todas as almas e a cada indivíduo a cada segundo de suas vidas é essencialmente um movimento em direção ao cumprimento desta lei.

Não importa o quão confusos nós e toda a humanidade possamos nos sentir — sem saber onde estamos, o que estamos fazendo e com o que estamos ocupados — tudo isso é apenas um esclarecimento para que possamos chegar à conclusão final: depende de cada pessoa para que lado a balança penderá.

Em outras palavras, tudo depende do grau de responsabilidade que cada indivíduo assume no cumprimento da lei da garantia mútua.

Mesmo agora, quando você ainda não está corrigido, na medida em que se aproxima de alguma forma da compreensão desta lei que somos obrigados a cumprir, você afeta o mundo inteiro através da sua inclusão em todas as almas. Dessa forma, a lei se revela mais nelas, e você ajuda outros a alcançarem o seu cumprimento.

No entanto, existem pessoas que, devido ao estado de seu ponto no coração, são incapazes de se esforçar para se unir ao Criador e não conseguem cumprir a lei da garantia mútua por si mesmas. Mas, como todas as outras almas estão incluídas nelas, elas receberão alguma iluminação e, como resultado, cumprirão essa lei.

Elas dirão: “Se todos os outros estão fazendo isso, é claro que também devemos fazer”. Mas internamente, elas não sentirão isso porque a penetração de outras almas nelas é realmente mínima.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 11/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Sabedoria Japonesa, Parte 1

926.02Comentário: A misteriosa alma japonesa é muito diferente da europeia. Seus sábios são muito diferentes dos europeus, assim como sua sabedoria. Se possível, comente alguns ditados de sábios japoneses.

“É melhor ser inimigo de uma pessoa boa do que amigo de uma má”.

Minha Resposta: É verdade; é mais benéfico para você. Você pode aprender muito com uma pessoa boa. Mas ser amigo de uma pessoa má é certamente o pior.

Comentário: “Quem quer muito subir inventa uma escada”.

Minha Resposta: Sim. Ele encontrará uma maneira de subri.

Comentário: “Marido e mulher devem ser como a mão e os olhos: quando a mão dói, os olhos choram, e quando os olhos choram, as mãos enxugam as lágrimas”.

Minha Resposta: Lindo!

Pergunta: “O sol não conhece os justos. O sol não conhece os injustos. O sol não brilha com o objetivo de aquecer ninguém”. É assim mesmo?

Resposta: Tudo depende de como você encara. Tudo é relativo a cada pessoa — com ou sem objetivo.

Pergunta: Mas se falamos do calor do Criador emanando Dele, não há realmente nenhum propósito?

Resposta: Tudo é absolutamente pensado e previsto com antecedência. Com base no objetivo final, no estado final, todos os estados intermediários chegam até nós e nos movem em direção a esse objetivo.

Comentário: “Mesmo que uma espada seja necessária apenas uma vez na vida, você deve carregá-la sempre”.

Minha Resposta: Sim, é verdade. Justamente por carregá-la sempre, você estará pronto para usá-la naquela ocasião na vida.

Comentário: “A tristeza, como uma roupa rasgada, deve ser deixada em casa”. Mas uma pessoa não pode deixar de demonstrar tristeza.

Minha Resposta: É uma atitude cultural em relação ao mundo, em relação à vida, o que significa que nada me abalará.

Comentário: “Quando há amor, as cicatrizes da varíola são tão bonitas quanto as covinhas nas bochechas”;

Minha Resposta: Sim, o amor ameniza absolutamente tudo. “O amor cobre todas as transgressões”.

Comentário: “Ninguém tropeça deitado na cama”.

Minha Resposta: O melhor de tudo é deitar.

Comentário: “Dê passagem aos tolos e aos loucos”.

Minha Resposta: Sim, é verdade. Porque os outros podem entendê-lo, mas estes não.

Comentário: “Quando os pais trabalham e os filhos aproveitam a vida, os netos pedem esmola”.

Minha Resposta: É verdade. Os filhos não devem receber nada de graça. Você precisa incentivá-los com todas as suas forças a adquirir uma profissão e dominar a vida, para que, enquanto você ainda existir, eles já estejam se construindo. É isso que significa amor pelos filhos.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 24/01/25

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual — 236

281.02Pergunta: Todo desejo de receber é um Reshimo [registro espiritual] da partida da luz com a qual recebemos as letras da Torá. É um sentimento de realização ou um sentimento de novo vazio por nos aproximarmos do Criador?

Resposta: Acredito que é o vazio que pressiona uma pessoa e a impele em direção ao Criador.

Pergunta: Diz-se que, quando o povo de Israel se reuniu no Monte Sinai, eles tinham uma única intenção e um único pensamento. Isso significa que nos unimos em intenção e pensamento mesmo antes de receber a Torá?

Resposta: Não, antes de receber a Torá, não podemos nos unir em intenção e pensamento.

Mas isso já é um passo à frente. As pessoas começam a sentir como o Criador as corrige e como gradualmente se aproximam umas das outras, formando um só corpo, um só coração.

Da Lição Diária de Cabalá de 02/06/25, Escritos do Baal HaSulam, “Sobre a Entrega da Torá – 1”

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 144


Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 144

Por que não sentimos gosto no trabalho espiritual?

Se progredíssemos espiritualmente seguindo o mesmo padrão na corporalidade, preferiríamos a espiritualidade porque é melhor para nós, ou imediatamente depois, preferiríamos a corporalidade, porque é melhor. Assim, aumentaríamos ambas em nosso desejo de receber.

No entanto, se temos fé naqueles que já alcançaram a realização espiritual, que nos aconselham que isso também vale a pena para nós, e nos convencemos de que neste mundo só podemos saborear prazeres passageiros, e que é melhor ansiar pela espiritualidade, juntamo-nos a um grupo envolvido na Cabalá e começamos a aprender com eles como nos sentirmos realizados pela espiritualidade em vez de labutar em vão buscando os prazeres deste mundo. Realizamos uma lavagem cerebral em nós mesmos e intensificamos nosso desejo por espiritualidade.

Isso significa que pensamos “com o objetivo de doar”? Não, imaginamos constantemente que a espiritualidade nos dará algo, assim como todos os prazeres nos dão algo. Isso se chama crescer em Lo Lishma. Como passamos de Lo Lishma para Lishma? É com um remédio especial (Segula), porque não podemos pensar em benefício do Criador por nós mesmos.

Não devemos nos iludir com o contrário. Essa é a realidade. Cada um de nós pensa apenas em seu próprio benefício, e palavras bonitas e elevadas não mudam isso. Somos construídos de tal forma que pensamos apenas em nós mesmos. Não apenas pensamos, mas somos verdadeiramente programados e estruturados para que todo o nosso corpo, cérebro, hormônios, discernimentos, cada célula e tudo em todos os níveis, dos movimentos mecânicos aos biológicos, se mova unicamente na direção do autobenefício. Isso está arraigado em nossa natureza. Podemos dizer “com o objetivo de doar”, mas agiremos apenas em nosso próprio benefício.

Portanto, somente através de um remédio especial nos movemos de Lo Lishma para Lishma. O remédio nos foi dado pelos Cabalistas em seus livros, e porque estamos engajados no que os Cabalistas escreveram, e eles escreveram sobre o mundo espiritual, estamos verdadeiramente envolvidos no conceito da entrega da Torá. A entrega da Torá é o meio do alto através do qual podemos nos preparar para cruzar a barreira do mundo espiritual.

Ou seja, o crescimento constante do nosso desejo é apenas uma parte do quadro. Nosso desejo cresce dos desejos por prazeres animalescos, por dinheiro, honra, conhecimento e, finalmente, pela Divindade. Mas, à medida que nos aproximamos da Divindade, há um acréscimo especial: não apenas um desejo substitui o outro, mas o desejo pela Divindade precisa adquirir uma forma adicional chamada “com o objetivo de doar”.

Não importa se um desejo é positivo ou negativo. Todos os tipos de desejos crescem continuamente, do estado mais baixo ao mais alto que se revela em nós. Se, por exemplo, nossa alma tem uma tonelada de desejo, nos é mostrada apenas uma parte dele de cada vez, um grama, cinco gramas, outros dez gramas, outros vinte gramas. É como se, a cada vez, uma abertura um pouco maior fosse aberta em nossa caixa de desejos, e sentíssemos cada vez mais desejos.

Os desejos já existem dentro de nós. Eles simplesmente se revelam lentamente e, a cada vez, surgem como desejos mais fortes e maiores. Crescemos de baixo para cima, deste mundo até o fim da correção, na medida absoluta do desejo. No entanto, além disso, se quisermos crescer além do plano específico chamado “este mundo”, o desejo deve ser direcionado não para o nosso próprio benefício, mas para o benefício do Criador.