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Recusando-Se A Receber A Décima Parte

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” (Tzav), 6:20-6:21: E o Senhor falou a Moisés, dizendo: “Esta é a oferta de Aarão e de seus filhos, a qual oferecerão ao Senhor no dia em que (um deles for) ungido; a décima parte de um efa de flor de farinha pela oferta de alimentos contínua; a metade dela pela manhã, e a outra metade à tarde“.

A décima parte de um efa de flor de farinha, simboliza Malchut, que eu tenho que desistir completamente, já que não tenho um Masach (tela) sobre ela, de modo que possa receber a fim de doar. Receber a décima parte é sempre receber a fim de receber (recepção egoísta). Mas é graças ao fato de que eu confio em Malchut que eu trabalho com os desejos que estão acima dela que são santificados, pois quando sou empurrado por ela e me torno separado do meu ego eu posso trabalhar a fim de doar (altruísta).

Como eu poderia trabalhar a fim de doar se não fosse pelo ego? As primeiras nove Sefirot são atributos do Criador. Como eu posso mudar para poder me assemelhar ao Criador? Ao ter a décima parte, Malchut (o ego), e quando eu me desprendo dela, eu me estabeleço e me pareço com o Criador, em contraste com ela.

Assim, a escada de Jacó, que se eleva acima da terra, na diagonal de Malchut à Bina, é formada. Diz-se: “posta na terra, cujo topo tocava nos céus”. Por isso, a décima parte na qual não podemos receber não pode ser usada e é cortada abaixo da Sefira Yesod.

De Kab TV”Segredos do Livro Eterno” 10/12/13

Nós Não Somos Um Modelo Para Os Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós disseminamos a educação integral e a ideia da garantia mútua para o público, de modo que eles tenham uma vida melhor. Mas nós não demonstramos isso a nós mesmos. Nós não precisamos ser um exemplo de uma sociedade que vive de acordo com as leis da garantia mútua? Essa não é uma das etapas ao longo do caminho? Parece que somos desorganizados e não estamos aptos para este objetivo.

Resposta: Nós não podemos servir de modelo porque somos diferentes, temos valores diferentes do público. Se eu tiver um emprego, água corrente, uma mesa e uma cama, eu não preciso de mais nada para seguir o caminho espiritual.

Por outro lado, o público pode precisar de uma casa de dois ou três andares, um gramado, vários carros estacionados na garagem, uma piscina, etc. Cada pessoa tem sua medida de acordo com a qual pode cumprir a sua missão na vida. Acontece que não podemos ser um modelo para eles, porque vivemos de forma diferente e temos valores diferentes.

Mas nós queremos melhorar as suas vidas de acordo com seus valores. Nós não forçamos ninguém a se levantar durante a noite e a vir para as aulas e participar da vida no grupo. Pelo contrário: “Viva a sua vida como quiser, do jeito que está acostumado, nós vamos apenas trabalhar juntos na remoção dos problemas e em como organizar sua vida de uma maneira melhor, de acordo com a sua ideia”.

Não façam nenhuma dieta nem neguem a si mesmos qualquer coisa por um futuro melhor. Pelo contrário, nós levamos a Luz aos quadros normais de suas vidas.

Não podemos e nunca seremos um modelo para os outros. Nós dedicamos nossa vida a outros objetivos e não os vivenciamos da maneira que aqueles que nos rodeiam o fariam.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Perca A Carteira – Encontre Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se uma pessoa perde a carteira com todo o seu dinheiro e os documentos nela, é apenas um problema corporal e ela tem que pedir outra CI de acordo com as leis deste mundo. Internamente eu tento lembrar que não há outro além Dele, e que isso vem da mesma força, mas como isso se relaciona com o trabalho com o grupo, de modo que tudo passe por isso? Como a minha carteira perdida se relaciona com o centro do grupo e a minha conexão com os amigos?

Resposta: Eu tento estar sempre no centro do grupo, com o ambiente e com o mundo todo, e eu tento trazer tudo o que acontece comigo na minha vida corpórea através do centro do grupo onde estou internamente, juntamente com o Criador. No final, eu também começo a ver a espiritualidade em todas essas ações corpóreas.

Eu vejo que em todas as ações corporais eu realmente encontro anjos, ou seja, forças, que me ajudam de diferentes formas: eles me obrigam a perder a carteira ou a encontrá-la, etc. Eu vejo e entendo que todas essas ações me direcionam para outra coisa, para algo novo. Graças à carteira perdida eu alcanço certas pessoas, converso com elas, e executo diferentes ações com elas, e, talvez, estabeleço conexões com elas que são realmente uma grande correção que eu tinha que fazer.

Se eu constantemente me apego à intenção correta de fazer o que for necessário neste caso, o qual “não é para ser condenado nem elogiado”, é uma necessidade e eu sou obrigado a cumpri-lo em cada ação corporal, e com isso quero elevar todas as minhas ações corporais à santidade. Então eu vejo que estas não são ações corporais. Eu as executo com as minhas mãos e pés, mas quem manejou minhas mãos e pés? A força espiritual!

Eu fiz isso sozinho? Não. Primeiro eu pensei que executei as ações, mas verifica-se que o Criador as realizou. Em tal adesão, eu desapareço por um lado, mas por outro lado, é o resultado de todos os meus esforços.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/14, Escritos do Baal HaSulam

O Oposto Do Sucesso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como as pessoas vão medir o seu sucesso na sociedade do futuro?

Resposta: O valor do sucesso será oposto ao que é hoje: até que ponto, apesar do meu ego, eu faço tudo apenas para o benefício da sociedade. Eu só olho para o bem da sociedade e não espero nada para mim. Isso é servir aos outros, sem qualquer recompensa.

Em vez de usar os outros para que eles sirvam o meu bolso e orgulho, eu uso a mim mesmo para servi-los. Esta é uma abordagem oposta ao ego. Isso se chama doação da Luz Refletiva. Graças a esta abordagem, nós começamos a ver a realidade através de um conjunto de pessoas, e o que nós discernimos nessa forma é chamado de mundo espiritual.

Pergunta: O que é o Mundo Superior? Como é possível vê-lo?

Resposta: A pessoa precisa se inverter: começar a pensar nos outros, em vez de estar constantemente pensando em si mesma. É um modo invertido de perceber a realidade, através da sociedade, através do mundo. E em vez de usar todos para o meu benefício, eu usar a mim mesmo para o benefício de todos.

Pergunta: O que pode dar a uma pessoa a força para se transformar assim?

Resposta: Ou a partir de um grande sofrimento até o ponto em que “é melhor morrer do que viver”, que pode empurrar a pessoa para isso, mas não vai ser possível morrer, e da necessidade que eles devem se transformar de egoísmo em doação; ou por meio da reeducação, o estudo da sabedoria da conexão, que devemos fornecer.

Visto que nos relacionamos com as pessoas na forma correta, nós não estamos interessados ​​em esperar até que elas recebam golpes que as forcem a se conectar a despeito das objeções que vêm de sua natureza, mas nós oferecemos usar o sistema de correção agora.

De KabTV “Uma Nova Vida” 29/04/14

Isolamento É Fracasso

Dr. Michael LaitmanOpinião (Nikolai Kashcheev, Diretor Sênior, Chefe do Departamento Corporativo, Promsvyazbank, Rússia): “O mundo de hoje está num ponto de quebra, não em favor dos sistemas que continuam a viver sob as leis da tradição. Direções, tendências, mudam. Agora, o progresso só será alcançado através de esforços conjuntos de pessoas de todo o mundo”.

“Os frutos do progresso são usados ​​com sucesso só por causa da tecnologia e do conhecimento do fluxo de um laboratório para outro, de um país para outro. Estas tendências continuam a trabalhar na criação da economia global horizontal”.

“Para que isso passe efetivamente do sistema de defesa ou dos laboratórios científicos para a nossa vida diária, é necessário o seguinte: a) o sistema capitalista, baseado no lucro e b) a globalização, quando os esforços podem ser concentrados, enquanto está sendo distribuído”.

“Isso funciona nas finanças através de crowdfunding (financiamento coletivo) e crowdsourcing. Ao nos fecharmos, nós falhamos, o que já aconteceu hoje com várias economias obsoletos que podem servir como um aviso”.

Meu Comentário: O principal é entender que somente a unidade pode nos levar para o próximo estágio de desenvolvimento. E a unidade não deve ser capitalista, mas altruísta. Mas esse entendimento virá gradualmente.

Celebremos E Cantemos Com Alegria

Dr. Michael LaitmanSalmo 95:1-2: “Vinde, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação.

Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com salmos“.

Em cada geração, ou seja, em cada estado, é necessário levantar-se de novo, para tomar o coração e continuar avançando em direção à força superior. Apesar do desespero que se faz sentir nos Kelim de recepção, nós devemos descobrir em nossa correção, no poder de doação, que o Criador é bom e benevolente.

E no momento em que avançamos na esquerda, que por enquanto é chamada por nós de peso no coração, nós nos sentimos mal e imediatamente afundamos neste sentimento. Em vez disso, nós temos que subir acima dele especificamente graças a essa emoção desagradável no desejo de receber, a falta de elevação, a falta de espírito, a falta de energia e a importância da meta.

Mas, em vez disso, nós caímos sob o controle do desespero, da fadiga e da ocultação, e nos submetemos a esse inimigo, o nosso desejo de receber. Ele nos enfraquece, subjuga, e derruba, de modo que não estamos prontos para sair deste lugar e somos humilhados. Aqui nós temos que nos levantar, como o rei Davi diz neste Salmo. Rei Davi é Malchut que se eleva apenas e somente porque reúne todas as suas partes.

Portanto, nós temos que organizar um ambiente para nós que nos apoie durante um momento de fraqueza, assim como compramos um plano de seguro em caso de algum dano que não podemos cobrir.

De repente pode haver um acidente de carro e eu tenha que pagar R$ 10.000 para consertar o carro. Onde vou conseguir essa quantia? Mas se todos nós juntos reunirmos R$ 30 por mês, porque um acidente como este não acontece com todo mundo, então teremos dinheiro para pagar o conserto se algo assim acontecer com um de nós.

A mesma coisa também é relevante para o avanço espiritual. E nós não temos apenas o fato de que coletamos de todos os amigos. Todo mundo cai durante o seu tempo particular, por isso não é apenas o total acumulado pelos amigos, mas muito mais. Porque naquele momento, isso é reunido e fortalecido.

Mas nós não usamos isso; pelo contrário, nós rebaixamos um ao outro. Quando vemos que um amigo está enfraquecido, devemos elevá-lo, como o rei Davi escreveu: “Vinde, cantemos ao Senhor; jubilemos à rocha da nossa salvação”. A subida começa a partir disso.

Mas se um reservatório de forças não é preparado no grupo, ele não tem chance de avançar pelo caminho do “eu vou apressá-lo” (Achishena).

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 21/05/14

Escolhendo Entre O Criador E Um Prato

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que uma pessoa alcança a fé no Criador, que é a prova de que ela está no caminho certo?

Resposta: A fé deve ser sempre renovada em cada novo nível. A fé é a doação, o nível de Bina, Hafetz Hesed, doação em prol da doação, fazer o possível para superar o nosso desejo de receber. Isto é o que se chama fé no Criador.

Eu me elevo acima do meu desejo de receber, acima do Tzimtzum, ao nível de Bina, para doar a fim de doar. É assim que eu me dirijo completamente ao Criador.

Nesse meio tempo, eu não posso usar o desejo de doar; eu não posso me sentar à mesa do anfitrião e aproveitar todos os gostos, sentir que gosto dele. Eu carrego as minhas correções preliminares, subo acima das fases de Aviut Shoresh, Aleph, Bet, Guimel, Dalet ao querer estar acima do meu desejo, e me dirijo apenas ao Criador.

Eu olho só para Ele. Odores sedutores se elevam da mesa, mas eu olho para o Criador. Mesmo que eu sinta como os gostos são saborosos, o Criador é mais importante para mim.

Eu não me detenho à força porque tenho vergonha de pegar da mesa. O Criador simplesmente se torna tão importante para mim que eu preciso escolher entre Ele e o prato. Isso é chamado de níveis de fé.

Eu prefiro me voltar ao Criador, em vez de me voltar ao prato. Esta decisão é feita nas quatro fases de Ohr Yashar (Luz Direta), Bina.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/14, Escritos do Rabash

Sem Mãos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que pode ser feito se depois de termos verificado as necessidades e as deficiências dos amigos, vemos que não podemos ajudá-los, não sabemos como satisfazer suas necessidades?

Resposta: Então, nós oramos, pedimos ajuda.

Pergunta: Como a pessoa se volta corretamente com um pedido, com uma oração, de modo que traga a Luz que Reforma?

Resposta: Para isso você deve entrar no problema do amigo, como se fosse o seu problema.

Pergunta: Mas eu não posso mudar a mim mesmo.

Resposta: Certo, só os amigos podem mudar. No caminho espiritual, a pessoa vê o quanto ela é fraca. No caminho espiritual eu descubro que “não tenho mãos”. Eu não tenho como ajudar a mim mesmo e estou completamente à mercê do meu ambiente. Se os amigos quiserem, eu vou avançar; se não quiserem, não vou avançar.

Então nós chegamos ao verdadeiro Arvut. Para avançar, eu exijo uma conexão com os amigos. Portanto, eu estou pronto para dar-lhes tudo.

E vice-versa: eu já não quero nada para mim e não penso no meu progresso. Em vez disso, eu penso em ter a oportunidade de apoiá-los, ajudá-los. Isso é o verdadeiro Arvut.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/14, Escritos do Baal HaSulam

O Pedido Para Que A Luz Volte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível corrigir a conexão negativa entre as pessoas numa conexão positiva?

Resposta: O problema todo está em como corrigir uma conexão negativa entre nós numa positiva. Se tivéssemos sucesso na organização e determinação de uma conexão positiva, poderíamos sentir a força superior entre nós, e em vez da realidade atual, veríamos uma realidade que está completamente cheia de Luz, doação. Esta seria a vida em outra dimensão espiritual.

Mas nós estamos numa quebra no que diz respeito a essa condição de plenitude, de forma que é seu oposto. Todo o nosso trabalho é ir do estado quebrado para o estado de plenitude.

Um vaso que estava cheio de Luz foi criado no início da criação. Este estado é chamado de mundo do Infinito. Mas aqueles que estavam neste mundo não se sentiam como se existissem, porque a Luz suprime todas as diferenças e não permite sentir nada. Por esta razão, a quebra foi criada, e todo mundo lá descobre que não há mais nenhuma Luz. A Luz desapareceu deste mundo; ela foi removida e o mundo ficou vazio. Agora todas as partes da criação tornaram-se egoístas; o ego é revelado entre elas!

Nós precisamos trazer a Luz de volta para que ela volte a preencher o mundo. Este é o nosso objetivo e isso vai indicar o estado do fim da correção (Gmar Tikkun). Mas, devido à diferença entre estes dois estados, nós passamos de um estado negativo para um nível tão positivo, onde começamos a entender e sentir o poder superior, o Criador.

No primeiro estado nós estávamos suprimidos e não sentíamos a nós mesmos, estávamos completamente preenchidos com a Luz Superior, como um bêbado que fica tão bêbado que perde a consciência e não entende o que está acontecendo com ele. Nós estamos agora no segundo estado e estamos começando a sentir o quanto nos falta a Luz, o quanto nos falta a conexão correta entre nós. Esta é a crise que o mundo está enfrentando hoje. A Luz gradualmente desapareceu e agora nós estamos começando a sentir que estamos afundando na escuridão.

E o nosso próximo estado é o início da correção, onde trazemos a Luz de volta para um lugar, na medida em que nossas almas estarão prontas para aceitá-la e atraí-la mais uma vez, conforme exigimos que o Criador esteja conosco. Nós precisamos desocupar um lugar para Ele, e para isso temos que remover o nosso ego, que ocupa todo o nosso espaço vital. É necessário suprimi-lo. Então, todos nós juntos entramos no centro do grupo, onde construímos relacionamentos uns com os outros que são como a Luz. De acordo com essa semelhança e equivalência, de acordo com a lei de equivalência de forma entre a Luz e o vaso, a Luz volta à nossa conexão. Tudo isso é muito fácil de entender e incrivelmente difícil de realizar.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um,” Dia Dois 10/05/14, Lição 2

Canção De Uma Alma Devotada

Tradicionalmente, as pessoas cantavam melodias escritas pelos Cabalistas, em tonalidades menores e tristes. Mas devemos compreender que cada melodia Cabalística está acima do Tzimtzum, ou seja, acima da preocupação por si mesmo.

Todos as melodias são direcionadas ao Criador, com um anseio de se aderir a Ele, com doação e amor, dar-Lhe satisfação, e se assemelhar a Ele em nossos relacionamentos com outras pessoas. Elas não expressam pesar sobre as dificuldades e sofrimentos, ou reclamações sobre a dificuldade da vida, como é normalmente entendido nas religiões.

Preocupações como essas e a tristeza geral de uma pessoa não são mencionados na sabedoria da Cabalá e nos livros de Cabalá. Isso ocorre porque os Cabalistas estão em um estado que está além da Machsom, nas fronteiras do mundo espiritual; portanto, eles não levam em conta a si mesmos, mas somente o Criador.

E se eles se arrependem, é só porque eles não podem alcançar mais devoção e auto-sacrifício para o Criador. Todos os pensamentos, desejos e expectativas são dirigidos para fora da pessoa, e isso deve ser sentido na melodia. Essa música é uma explosão e efusão entusiástica da alma.

Se cantamos uma melodia de Baal HaSulam, temos de imaginar o seu estado e tentar estar o mais perto possível disto. Caso contrário, nós associamos esta melodia com o nosso estado físico, ao nosso choro e pedidos: “Dá, dá, dá!” Nós transformamos o sagrado em profano.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabala 20/5/14