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O Êxodo Do Egito, Antes E Agora

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que a última redenção será diferente do êxodo do Egito?

Resposta: Esses são os mesmos princípios. Não pode ser nada novo, porque as leis da Luz e do desejo não mudam. Mas a última redenção será certamente diferente do êxodo do Egito.

Nós devemos comparar as condições que estamos vivendo agora e as do passado. O vaso da nação de Israel que desceu ao Egito não foi quebrado. Ele era pequeno, mas completo. É assim que ele começou a se juntar ao Egito e a entrar no desejo de desfrutar para si mesmo sem a quebra, mas mantendo a sua intenção de doar. Por isso se diz que os filhos de Israel não mudaram seu nome, sua língua ou seus costumes.

Esta é a razão pela qual a sua saída do Egito não era uma saída da quebra. A Luz operou e revelou quem é quem, separando Moisés da presença do Faraó, a linha direita da linha esquerda, o bastão da serpente.

A nação de Israel permaneceu Israel mesmo no exílio, o que significa que a conexão entre eles foi mantida. Eles queriam estreitá-la ainda mais e depois descobriram que isso não deu certo, mas a conexão em si permaneceu.

No entanto, após a destruição do primeiro e do segundo Templos, a nação de Israel foi destruída e misturada com as nações do mundo, ou seja, com os verdadeiros egípcios, de tal forma que agora está sob o domínio do Egito, que controla cada passo que eles fazem, cada pensamento, cada desejo, todo o seu modo de vida. Eles se dissolveram totalmente entre as nações do mundo no Egito e se tornaram totalmente assimilados. As dez tribos estão perdidas e ninguém sabe quem elas são e onde estão. Mesmo elas não sabem nada sobre si. Este é o nosso estado hoje.

Assim, o atual êxodo do Egito será totalmente diferente do anterior. Depois, houve o núcleo. A nação de Israel estava sob o domínio do Faraó, mas eles sabiam que estavam escravizados. A nação estava no exílio, mas eles entendiam que era o exílio.

Se contarmos aos judeus hoje que eles estão no exílio, eles não vão acreditar. Hoje a redenção é considerada a obtenção de um novo Mercedes ou um salário mais alto. No passado, eles estavam num nível em que entendiam que não tinham o poder de doação. Eles não têm esse entendimento hoje.

Portanto, o atual êxodo do exílio exige primeiro o reconhecimento do exílio e o estabelecimento da nação nele. Quando nós estamos no Egito, começamos a sentir que estamos no exílio, sob o domínio do ego que não nos deixa conectar, o que é chamado de Faraó. Assim nós começamos a estabelecer a nação de Israel entre nós a partir do nosso grupo.

Depois disso, nós teremos que começar a trabalhar com o público, explicando-lhes que estamos no exílio, que a conexão é uma coisa boa, e que vai nos ajudar a nos tornarmos uma nação. Quanto mais nos vermos como uma nação, mais fortemente sentiremos como o nosso ego nos domina e não nos deixa estar juntos. Este trabalho precede o êxodo do Egito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

O Coração Do Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Pinchas“, item 152: Israel, o Criador os fez o coração do mundo, e esta é a forma como Israel está entre as outras nações, como um coração entre os outros órgãos. Assim como os órgãos do corpo não podem existir no mundo, mesmo por um momento, sem o coração, os outros países também não podem existir no mundo sem Israel.

Não há diferenças no mundo de Ein Sof (Infinito). Lá, todo mundo é igual, já que a Luz superior criou a todos igualmente de acordo com a sua natureza.

Depois houve a primeira restrição (Tzimtzum Aleph) e a Luz desapareceu igualmente de todas as fronteiras de Malchut de Ein Sof, e concentrou-se em torno de um ponto central. É assim que realmente aconteceu até a quebra dos vasos.

Após a quebra, os vasos caíram e foram organizados de cima para baixo, e, desde então, os vasos com o menor Aviut (espessura) estão no topo.

No mundo de Nikudim já havia dez Sefirot. Sua parte superior era Bina e a parte inferior era Malchut. Assim, os vasos da fase da raiz, primeira fase, e parte da segunda fase são os vasos de doação (Israel) e os vasos de Aviut três e quatro são vasos de recepção (as nações do mundo).

Assim, os vasos de Bina são esclarecidos em primeiro lugar. Abraão começou esse processo na antiga Babilônia. Como o primeiro ponto, a linha direita, Abraão virou-se para todos os babilônios, para todos os vasos, mas aqueles que se juntaram a ele foram os vasos de doação que sentiram a Luz que iluminava de Abraão quando ele espalhava a sua mensagem. Portanto, eles são chamados de Israel de acordo com os Reshimot (genes espirituais) que foram revelados neles.

Os outros se dispersaram por todo o mundo e, hoje, eles compõem toda a humanidade, que é formada por sete bilhões de pessoas.

Mais tarde, nós temos que entender que há uma grande diferença na essência interior das pessoas que pertencem a essas duas categorias: Israel e as nações do mundo. Em Israel, há Reshimo de Malchut em Bina, e nas nações do mundo, há Reshimo de Bina em Malchut, em conformidade. Malchut domina as nações do mundo e o nível de Bina está nela, e Bina domina Israel com Malchut incorporada nela.

Assim, os Reshimot de Malchut e Bina foram integrados como resultado da quebra, e esta integração existe em cada pessoa, uma vez que somos todos os produtos da quebra da alma comum de Adam HaRishon (o primeiro homem). No entanto, em algumas pessoas, Malchut domina Bina, e em outras Bina domina Malchut.

Isto leva a uma grande diferença durante o despertar. Israel desperta quando a Luz que Corrige os afeta, enquanto que aqueles que estão sob o domínio de Malchut não podem despertar por esta Luz. Eles só podem participar de Bina como Malchut. Quando Malchut se anula diante de Bina, ela constrói a si mesma.

É nisso que nós baseamos nossa disseminação. Afinal, mesmo em Israel, há aqueles que são semelhantes às nações do mundo, e nas nações do mundo, há aqueles que são semelhantes a Israel. Aqueles dentre as nações do mundo que se assemelham a Israel vêm se juntar a nós. Aqueles de nós que lembram as nações do mundo se juntam às nações do mundo. É assim como a disseminação ocorre, sobre a qual se diz: “Israel foi para o exílio apenas para fixar as almas dos gentios a eles”. Esse processo determina o nosso trabalho e nós entendemos que a lei, segundo a qual a correção é feita da parte mais leve para a parte mais pesada, age aqui. É por isso que começamos com pessoas que são atraídas até nós e depois expandimos os círculos de nossa disseminação.

Além disso, de acordo com o Zohar, Israel é o coração do mundo. Isto significa que a Luz só pode vir ao mundo através de alguém que esteja conectado, alguém que possa ser um tubo, um adaptador, um elo, entre o Criador e os vasos, que são as nações do mundo. É o papel de Israel, uma vez que estão conectados tanto à Bina e à Malchut como Malchut está conectada à Keter na sua parte superior, e na sua parte inferior, ZAT de Bina está conectada a Malchut.

Portanto, Israel é um grupo especial que devemos reunir em todo o mundo. Por este tipo de trabalho nós estabelecemos a passagem neste mundo entre a humanidade e o Criador.

Mas o objetivo da criação, em nome do Criador, é que a humanidade entre em contato com Ele. Nós somos apenas uma passagem e servimos tanto ao Criador quanto à humanidade. A nossa honra e o nosso destino reside, na verdade, em estabelecer este contato. Se não fosse pela conexão entre o Criador e as nações do mundo e se nós não pensássemos que iríamos agradá-Lo ao levar toda a humanidade até Ele, não cumpriríamos o nosso papel.

Portanto, nós temos que tratar muito bem as nações do mundo e nos preocupar com o que acontece com elas. Hoje, nós vemos que elas têm problemas, angústias e aflições e este deve ser um sinal para nós de que não estamos tendo sucesso em nosso trabalho.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, A Missão do Povo de Israel

Vida Eterna Dentro Da Conexão Integral: Lição 1 Da Convenção Na França

Dr. Michael LaitmanNós estamos no início do caminho da correção da natureza humana e da correção do mundo. O método de Abraão ensina que a pessoa deve subir acima de sua natureza e se conectar com outros, de tal forma que nós criamos um círculo.

Se cada um tivesse que abandonar a si mesmo e aderir ao centro de nossa conexão geral comum, criaria um poder único, um sentido adicional especial. É como se estivéssemos usando óculos novos que tornam possível ver o mundo através de uma visão integral, que não pertence a mim pessoalmente.

Na vida normal, nós somos construídos de tal forma que eu vejo o que é útil ou prejudicial para o meu desejo de receber. E o que não afeta o meu ego não diz respeito a isso, então eu não vejo, não sinto, e não descubro isso.

Em torno de nós há toda uma criação de sistemas e mundos, mas nós não os sentimos. Nossos sentidos da visão, audição, olfato, paladar e tato não percebem esta realidade, porque estão num nível completamente diferente.

Mas quando nós nos conectamos, cada um com os demais, nós adquirimos o sentido integral compartilhado de um por todos. Este sentimento é chamado de Neshama (alma). Então nós começamos a sentir a vida em outra dimensão que não depende do corpo ou de sua vida e morte.

Eu adquiro um sentido integral que não é encontrado em meu corpo; em vez disso, eu me encontro dentro dele! Assim, não faz diferença se o meu corpo vive ou morre. Nada faz diferença para mim, pois, na verdade, eu subi para um outro nível de existência.

No início, nós nos desenvolvemos no nível inanimado, e depois no nível vegetal. Depois nós chegamos ao nível animal e por enquanto estamos vivendo nesse nível, uma vez que recebemos tudo através de nossos corpos. Agora nós precisamos subir para o nível falante, mas ainda não sabemos o que ele é. Porém, subir até ele só é possível com a condição de que todos nós nos conectamos e unimos. Isso torna nos possibilita sair de nós mesmos e nos elevar acima de nossos corpos.

Portanto, a sabedoria da Cabalá fala sobre a nossa conexão geral no ponto central da nossa relação. Esta é a forma como cada um de nós adquire o sexto sentido.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um” Dia Um 09/05/14, Lição 1

O Mundo Está Ficando Mais Interconectado

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Slon): “O mundo está se tornando mais conectado – 35% dos bens atravessam fronteiras, em comparação com 20% em 1990; mais de um terço dos investimentos financeiros são transações internacionais; 20% do tráfego da Internet é internacional; o comércio total é de 36% do PIB mundial (mas ainda está abaixo dos 52% no pré-crise de 2007). A Rússia ficou em 9º de 131 países no ranking de conexão com a economia mundial”.

Meu Comentário: Todos os relatórios mostram como tudo está interconectado, embora, de fato, a nossa interconexão seja muito maior, porque as conexões entre pessoas, culturas e a mistura de populações não são consideradas.

A natureza programou o desenvolvimento da humanidade no crescimento da unidade, e não podemos evitar este programa. Quanto mais resistirmos, mais vamos ser forçados a obedecer-lhe através de mais sofrimento. As leis da natureza são inevitáveis.

Em fases anteriores do desenvolvimento (evolução), a natureza desenvolveu a matéria do inanimado para vegetal para animal. Nós também pertencemos à parte animal da natureza, porque nos desenvolvemos inconscientemente. Porém, no próximo grau do “ser humano falante” (Adão – da palavra “Domeh“, semelhante à natureza, ao Criador), nós temos que subir de forma consciente, atraindo a força da natureza por nossa própria vontade.

Desta forma, nós nos tornarmos igual a ela, como parceiros, e não como aqueles que seguem instintivamente suas ordens desde dentro. A sabedoria da Cabalá fala sobre como subir para a próxima fase de desenvolvimento. É por isso que ela esteve oculta até o nosso tempo, à espera do fim do nosso desenvolvimento instintivo (inconsciente).

Como Levantar De Uma Só Vez Com Pouco Esforço

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você ora através do centro do grupo, se não sente esse centro?

Resposta: Por enquanto, ore tanto quanto puder. A pessoa nasce sem qualquer conhecimento, como um animal: três quilos que saem da mãe e começam a se desenvolver. Aos poucos, ela cresce e se torna mais sábia na medida que entende e sente mais.

Tudo sempre começa do zero. A principal coisa é a qualidade e o esforço. “A pessoa pode adquirir o seu mundo em uma hora”. Isso significa que ela restringe e foca o seu pequeno esforço no lugar certo, e cria uma alavanca. Embora ela tenha pouca força e não possa levantar uma carga pesada, ela pode levantá-la se aumentar o comprimento da alavanca.

Isto significa que uma abordagem sábia pode encurtar o tempo e ajudar no ganho de força. No passado, as cargas eram levantadas em navios por um sistema de correntes e um bloco de polia. Muitas correntes tinham que ser puxadas, mas elas eram capazes de levantar toneladas de carga.

É o mesmo no trabalho espiritual. Eu não posso me aproximar diretamente do Faraó e de toda essa confusão. Mas eu recebo a oportunidade de organizar um círculo de corpos físicos neste mundo, num estado onde estou totalmente separado da espiritualidade e não pertenço a ela. Portanto, eu sou capaz de começar a pensar nas conexões físicas com o meu cérebro corporal, praticamente do zero, mas ainda não de uma perspectiva mental ou espiritual.

Eu recebo essa oportunidade em cada nível. Se eu me concentro no centro do grupo pela garantia mútua, responsabilidade mútua, cuidado e apoio de outras pessoas, na conexão entre nós, juntamente com o professor e os livros de Cabalá, eu posso concentrar num pequeno ponto o esforço relativamente pequeno que posso fazer e assim avançar.

Mas se eu dispersar meus esforços, isso vai levar a nada; o resultado será a serpente. Este pequeno ponto determina qual será o resultado, se uma serpente ou um bastão. Este ponto é o foco no centro do grupo, onde queremos agradar o Criador.

A disseminação se baseia em ser um homem em um só coração. O centro do grupo é o nosso único coração comum. Nós temos que pensar nessa opção, nesta forma. Mas se eu perambular em direções infinitas, nada vai funcionar. Eu vou realizar várias ações, que no final também se acumularão, mas muito lentamente. Eu não ganho nada e não encurto o tempo.

Pergunta: Do que depende a nossa concentração numa ação?

Resposta: Depende do trabalho mútuo, em se concentrar, e no apoio mútuo, quando todo mundo se concentra no coração e mente no nosso centro e em nossa conexão mútua.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/14, Shamati # 59

“Dia Da Independência”: Artigo Do Instituto ARI Destacado Na Revista Aliya


Artigo do Instituto ARI sobre o Dia da Independência de Israel foi publicado pela Revista Aliya. Abaixo está o artigo.

“Como mais um Dia de Independência de Israel foi celebrado, os cânticos por demais familiares (para não dizer violentos) sobre a necessidade de Israel ser forte e auto suficiente encheram a mídia. Talvez os cantores saibam algo que a maioria de nós não; caso contrário, como você pode explicar a sua insistência de que a independência é possível? Isto é verdade para todos os países, não apenas para Israel. A independência é um mito; a interdependência é a realidade de nossas vidas.

Hoje, um país que quer ser independente deve centrar a sua atenção na sociedade, em vez da economia. A única maneira de um país poder ser independente é se as pessoas nele sentem solidariedade e responsabilidade mútua. E aqui reside a nossa força como nação judaica. Nós somos os proprietários que não se orgulham do lema: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

É uma pena que não nos orgulhemos dele. Se nós reconhecêssemos o seu valor, o aceitaríamos como nosso código social e nossos problemas acabariam. Pode soar como uma declaração talvez ingênua e simplista, mas funciona. A realidade atual é a da conexão e dependência mútua; ainda assim, nós falhamos em aceitá-la como um modo de vida. Em vez disso, nós tentamos passar por cima dos outros em nosso caminho até o topo. Porém, mesmo quando chegamos lá, se isso ocorre, dura apenas um minuto antes que alguém se torne o efêmero rei da montanha.

Nenhuma outra criatura se comporta desta maneira, exceto nós, seres humanos. E nenhuma outra nação é tão zelosa sobre este jogo como nós, judeus, e especialmente os judeus em Israel. E visto que Israel está sempre no centro das atenções, demais para nossa consternação, nós devemos, pelo menos, abraçar a oportunidade de dirigir as coisas num sentido positivo. Como proprietários do lema acima referido, é nossa prerrogativa empregá-lo.

Nós podemos ser uma sociedade fraturada e fragmentada, mas estas são meras fachadas para a nossa origem comum. Aos olhos do mundo, nós somos judeus, independentemente do traje e comportamento. Vamos mostrar que podemos, portanto, nos elevar acima do superficial, e exibir a unidade acima de todas as diferenças, sem eliminá-las. Nós podemos, e talvez deveríamos, permanecer o que somos: religiosos, seculares ou completamente não-denominados. Mas, acima de toda essa disparidade, nós devemos abraçar o lema da unidade. Somente se ousarmos, vamos alcançar não só a independência, mas eliminar o anti do anti-semitismo e do anti-Israelismo”.

Centro Para A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos os problemas do mundo são criados por causa da separação entre o povo de Israel. O grupo Bnei Baruch é o centro para a correção do mundo. O que falta ao grupo central para a conexão em Israel?

Resposta: Eu não acho que o problema esteja somente no nosso grupo. Ele não pode estar conectado e unido com o resto dos grupos, se estes não o ajudam e começam a ser integrados nele. Portanto, não se trata apenas de Israel, mas do grupo mundial comum.

Quando dizemos que em Israel há uma atmosfera única, queremos dizer que aqui, neste país, neste território, existe uma obrigação em primeiro lugar, de oferecer às pessoas o método da sabedoria da conexão. E nisso, o grupo central, cuja missão é servir ao povo de Israel, está unido.

Porém, em torno dele há outros grupos que devem se juntar a nós para nos ajudar e nos empurrar.

Nós precisamos receber o poder um do outro. Mas, em primeiro lugar, precisamos do apoio dos outros grupos, a fim de disseminar a sabedoria da conexão entre o povo de Israel. E o resto dos grupos devem fazer isso em seus próprios territórios.

Portanto, o principal é a união entre o povo de Israel. Se concretizarmos a ideia de unidade aqui, isso vai se espalhar ainda mais e abranger o mundo inteiro.

Pois a rede interna de conexões entre todas as pessoas no mundo vem daqui: a egoísta vem da Babilônia e a altruísta vem de Israel. Este elo não existe agora. Nossa missão é criá-lo.

Da Lição Diária de Cabalá 24/24/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Encontre Um Caminho Para O Coração Da Pessoa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, a natureza não nos deixa respirar: guerras, crises e desastres. Por outro lado, dentro do grupo mundial, não podemos chegar a um acordo sobre os projetos de disseminação. Além disso, o número de amigos não aumentou. Será que temos tempo suficiente para fazer alguma coisa?

Resposta: O nosso poder não está na quantidade, mas na qualidade. Que nós somos poucos não é importante; que não podemos chegar a um acordo é o que tem sido um grande problema.

Nós sequer precisamos pensar no número de pessoas: quantas vêm, vão ou permanecem. Nossa tarefa não é reunir neste ano, digamos, um milhão de pessoas ao nosso redor.

Por um lado, a nossa tarefa é que o nosso pequeno grupo esteja conectado ao Criador, e, por outro lado, à sociedade, ao mundo. Antes de tudo, ele deve ser qualitativamente corrigido, e isso é a coisa principal. Em segundo lugar, a nossa falta de sucesso em atrair pessoas a nós não indica que elas não possam ser encontradas no mundo. Não reclame que ninguém queira aprender, que ninguém queira avançar; as pessoas vêm e vão.

Pode ser que nós sejamos culpados de não falar de uma forma interessante e compreensível; nós não deixamos a pessoa sentir que ela precisa dar e fazer um investimento.

Nós não a mostramos qual é o benefício e o progresso; nós não explicamos que a característica da doação é mais útil, desejável, pessoal e geral. Nós dedicamos pouca atenção ao trabalho com cada amigo que vem, de modo que ele vai entender que para a humanidade e para ele não há outro caminho.

Além disso, se nós estamos falando sobre isso, talvez seja com uma linguagem muito técnica, sem nos preocuparmos se ela vai entrar na pessoa e se tornar o seu conhecimento pessoal. O problema aqui está no grupo e não nos amigos que vêm e vão. Se o grupo se queixa que muitos estão deixando-o, isso indica que ele não encontrou uma maneira de trabalhar com as pessoas.

Da Lição Diária de Cabalá 24/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

O Vaso Da Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre desejos de doação e de recepção?

Resposta: A principal diferença é a intenção. Ela deve ser sempre em prol da doação. A intenção é que define quais desejos são bons para usar.

Primeiro nós restringimos nossos desejos, e depois, dependendo da força, magnitude e tipo de intenção, trabalhamos com os desejos.

O desejo (estômago, coração) não toma uma decisão sobre se ele pode ou não ser usado; ao contrário, é a intenção que toma esta decisão. Intenções abrangem a nossa aspiração conjunta de doar, bem como os desejos dos nossos próximos. Nós calculamos as chances de preencher o desejo de receber das outras pessoas. Em outras palavras, nós usamos os desejos dos outros para preencher nossos próximos.

O trabalho que precede a ação é chamado de “conexão em pensamentos”. Assim, a pessoa se conecta com o seu próximo em seus pensamentos. Segue-se a aplicação prática.

Quando trabalhamos com o desejo de receber dos AHP, deve haver uma intenção de doar acima dele. No entanto, não se trata apenas de se elevar acima do desejo. Nós temos que inverter o desejo de cabeça para baixo como se arássemos o solo.

Nós usamos o nosso desejo de receber (AHP) e devemos sentir prazer dentro dele. Nós somos capazes de agir só por causa do prazer que sentimos. Digamos que você vem à minha casa e eu quero servi-lo. No entanto, você rejeita os meus pratos e pega um petisco simbólico da mesa. Eu fiz um esforço adicional a fim de cozinhar carne e peixe para você, mas você provou apenas um pequeno pedaço de salsa.

Em outras palavras, você provou o petisco que preparei para você, mas isso não tem nada a ver com o que é chamado de “usar o desejo de receber”. Esta é a forma como os desejos de doar funcionam: você se abstém do seu desejo egoísta; tudo que você quer é me agradar. No entanto, você percebe que eu só ficarei satisfeito se todas as suas intenções e desejos forem dirigidas unicamente para me fazer feliz. Se você comesse carne e peixe, você inevitavelmente sentiria prazer para o seu próprio bem.

No entanto, há uma técnica com a ajuda da qual mesmo quando você se satisfaz, você ainda sente prazer só porque a sua satisfação visa o benefício e o prazer do anfitrião. Por enquanto, nós não podemos compreender ou imaginar o que está por trás dessas palavras. Você continua comendo, mostrando para o anfitrião que você desfruta de uma refeição sem qualquer constrangimento ou restrição. Ao mesmo tempo, suas intenções internas são destinadas exclusivamente a agradar ao anfitrião.

Pergunta: Por que nós podemos receber apenas nos desejos de doação?

Resposta: Isso ocorre porque após a primeira restrição, o desejo de receber deixou de ser um vaso que recebe a Luz. A intenção em prol da doação torna-se o “vaso”, uma vez que é a condição que nos permite receber.

A fim de desfrutar uma refeição, não basta estar com fome. Aos poucos, vamos entender este conceito. Nós chegamos à realização deste fato como resultado da crise geral em que nos encontramos. De repente, nós sentimos que os nossos desejos de receber estão vazios.

O vazio não significa que o nosso desejo de receber não foi preenchido. No entanto, não consideramos ou sentimos nosso estado atual como um preenchimento. O que está faltando? Não há propósito em nossa vida.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/04/14, Shamati # 141 “O Feriado de Pesach”

Perigos Do Caminho Do Desenvolvimento Cego

Dr. Michael LaitmanNós sempre acreditamos que nos desenvolvemos através de nossas próprias forças, sem a compreensão de que não é por nossa própria iniciativa, mas que vem de dentro da natureza. Agora, este poder interior está perdido e a pessoa não sabe o que fazer. Isso é bem ilustrado na geração mais jovem que não tem necessidade de grandes realizações; ela não está realmente agitada ou interessada em nada, mas simplesmente prefere passar o tempo e sair.

Para os jovens, não há mais aquele poder que uma vez nos levou a construir e fazer grandes coisas. Os jovens não têm interesse e vigor, e tudo isso é resultado de fatores internos. O poder superior não funciona dentro de uma pessoa, não a excita, mas só organiza as condições ambientais externas.

Desta forma, é como se a natureza nos dissesse que cabe a nós entender que tipo de mundo nós estamos vivendo. Nós devemos pensar sobre que direção queremos ir e quais as áreas que queremos desenvolver. Como podemos obter o poder e a inteligência para desenvolver e como podemos perceber isso?

Anteriormente, isso acontecia por si só na mente e no coração de uma pessoa, em conjunto com a supervisão do poder superior que a obrigava a agir instintivamente. Devido a isso, vimos como desenvolver, como construir nossas vidas, para aprender, trabalhar e o que passar para os nossos filhos. Mas hoje isso não é feito automaticamente, mas nos é dado como um ato de graça. Como resultado, nós começamos a sentir e compreender que antes o poder da natureza nos desenvolvia e nós mesmos sabíamos para onde nos virar. Este desejo foi despertado em nós por si só.

Mas agora ele não é despertado e nós começamos a entender que, de fato, novos tempos vieram e não entendemos o que querem de nós, porque nós não queremos nada. Isto significa que dentro de nós nenhum desejo despertou. Portanto, o que fazer?

As condições ambientais estão se tornando cada vez mais difíceis. Em breve, nós veremos que não há nada para comer ou beber, que será cada vez mais difícil a construção de ​​condições de vida mais ou menos aceitáveis. As condições ambientais se tornarão cada vez piores, a fim de obrigar uma pessoa a escolher uma meta e um método de desenvolvimento interior.

A pessoa aparentemente se tornou o mestre de sua vida e de seu destino, mas como ela sabe como controlar isso quando tudo, as nações, as sociedades e as pessoas estão conectadas umas às outras.

Isso nos leva a adquirir um método para gerenciar nossas vidas. Em todas as gerações anteriores, uma pessoa era sábia porque um poder, um desejo e aspirações diferentes eram despertados nela. Embora ela se confundisse e duvidasse que tipo de sociedade e que tipo de desenvolvimento devesse escolher, ela instintivamente percebia isso e sabia como construir sua vida.

No nosso tempo, neste novo estado, cabe a nós alcançar tudo de Cima, graças aos nossos esforços. Mas nós não temos um conceito de como obter de Cima a parte interna necessária para o nosso desenvolvimento: a inteligência, a emoção e a intenção. Nós sabemos apenas que não temos isso e não podemos passar sem este método que recebemos de Cima. Antes ele agia instintivamente, desde dentro. Mas agora, a fim de recebê-lo, exige-se o nosso trabalho preliminar, esforço, solicitação e oração (MAN). Assim, nós exigimos a sabedoria da Cabalá. Mas o caminho da evolução natural chamado Beito (em seu tempo) é longo e difícil. Isso é chamado de “quatrocentos anos de exílio” até que passamos por todos os estágios de desenvolvimento interno, as fases 1, 2, 3 e 4, e, em seguida, através de golpes e problemas, descobrimos a forma desejada.

Porém, junto com isso, não é por acaso que o método da Cabala já existe em nosso mundo, foi dado às pessoas, repassado à humanidade, adaptado e traduzido em muitas línguas. Por isso, é possível usá-lo, estudá-lo e realizá-lo de forma organizada e bem testada. Portanto, nós vamos avançar pelo caminho de Achishena (eu vou apressá-la). Desta forma, não precisamos passar por esses sofrimentos que passaríamos se estivéssemos avançando pelo caminho do “em seu tempo”, pelo caminho de todas as fases de desenvolvimento.

Nós adquirimos estes discernimentos sem sofrimento; é dito, “o Justo leva sua parte e a parte de seu amigo no Jardim do Éden”. Tudo isso vem a nós como resultado do esforço e da conexão. Através disso nós podemos economizar muito tempo e sofrimento. Este é o nosso trabalho.

Portanto, nós temos que desenvolver uma ampla disseminação agora, primeiro para as pessoas que habitam a terra de Israel e depois para todo o mundo. E tudo isso é para que a humanidade não procure cegamente o caminho do desenvolvimento, pois isso é passível de trazer grandes problemas, como o desenvolvimento anterior fez através de guerras sem fim.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/14, Escritos do Baal HaSulam