Textos na Categoria 'Homem e Mulher'

Há Benefícios No Sofrimento

629.3Pergunta: É possível que os relacionamentos entre as pessoas sejam construídos apenas sobre coisas boas? Entre amigos, entre marido e mulher, sem brigas, divórcios e sofrimento — apenas boas relações, isso é possível?

Resposta: Não, tudo só se conquista através da destruição. Portanto, uma pessoa que não passou por todos esses períodos de altos e baixos, ascensões e quedas, é incapaz de apreciá-los. Ela não valorizará tais relacionamentos.

Pergunta: Então você até apoia esse sentimento de destruição na relação entre as pessoas? Como se tudo estivesse desmoronando?

Resposta: Claro. É necessário que eles também vivenciem esses sentimentos para que protejam seus relacionamentos e não permitam que cheguem a esse ponto.

Pergunta: Mas esses sentimentos continuariam a atormentá-los, não é?

Resposta: Absolutamente. Como poderia ser diferente? Dois egoístas! Será que eles poderiam fazer algum tipo de operação, extirpar o egoísmo de si mesmos e se tornarem idiotas doces e inofensivos?

Comentário: Isso não seria bom.

Minha Resposta: É impossível! Nós nos encontramos, esbarramos uns nos outros e, depois de termos nos desesperado, começamos a entender como a vida pode ser construída quando buscamos apenas bons relacionamentos. Não precisamos mais, como na juventude, estar ora em relacionamentos ruins, ora em bons, e assim por diante, mas apenas em bons.

Pergunta: Mas isso se adquire com os altos e baixos da juventude?

Resposta: Claro. Sem isso, nada pode existir. Você precisa acumular esse arsenal de todos os tipos de sentimentos e estados negativos, e então você os evitará.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 14/08/25

Amar E Ser Amado

514.02Pergunta: Por que é tão importante para uma pessoa sentir que é amada?

Resposta: Isso ocorre porque o ser humano é um ser social e todos nós viemos de um sistema chamado Adam HaRishon, no qual existíamos como um só homem, com um só coração, unidos por um só desejo. Estávamos conectados uns aos outros e, mesmo após nos distanciarmos uns dos outros ao longo do processo evolutivo, ainda permanecemos unidos por uma força interior.

De onde vem uma influência tão forte do ambiente sobre uma pessoa? É porque, em nossa essência, no âmago de nossa natureza, estamos intimamente conectados por uma única fonte, um único estado, um único desejo, embora fisicamente distantes.

Essa é a minha natureza, e por isso me importo muito com o que os outros pensam e dizem sobre mim. Isso vale até para crianças pequenas.

Pergunta: O desejo de sentir que sou amado é a coisa mais importante para uma pessoa na vida. Por quê?

Resposta: Isso ocorre porque a influência do ambiente sobre uma pessoa é muito poderosa.

Por natureza, como animal, não preciso de muito, apenas um pouco de comida e abrigo para minha família e filhos. Mas para obter tudo o que é necessário para a existência, destruo minha vida apenas para ganhar reconhecimento aos olhos da sociedade: ser amado, respeitado, rico e inteligente.

Venho trabalhando há anos para comprar uma casa grande, um carro especial. E por que preciso de tudo isso? Porque é algo que respeitamos aos olhos do ambiente. Em outras palavras, sou escravo do meu ambiente.

Pergunta: Quando uma pessoa ama alguém, isso a preenche completamente. Não existe sentimento mais forte que penetre tão profundamente em uma pessoa. Por que ela se sente bem quando ama alguém? Por que somos assim?

Resposta: A pergunta pode ser feita de outra forma: por que tenho tanto a necessidade de ser amado quanto a necessidade de amar alguém? Isso vem da nossa natureza, que dentro de nós possui o desejo de sentir nossas relações com o ambiente, de receber amor dele e de amá-lo.

Pergunta: Por que é importante para mim também amá-los?

Resposta: Isso vem da raiz superior. Somos criados assim e recebemos uma impressão da força superior da natureza, que nos dá à luz e nos nutre, assim como do lar, dos pais, da família. É por isso que também tenho o desejo de amar alguém.

Essa é a minha atitude em relação ao mundo, porque, caso contrário, sinto que vivo entre pessoas que odeiam, as quais eu mesmo odeio. Há pessoas que não sentem amor nem mesmo em seus próprios lares, e vemos como elas crescem de forma inadequada e desonesta. A falta de amor que recebem dos pais, da família e do ambiente as torna seres humanos corrompidos.

E isso vem da natureza. Não somos criaturas que podem existir isoladas. Vemos que até os animais jovens precisam do amor materno e da ajuda de sua matilha.

Pergunta: Uma pessoa que nunca sentiu amor amar os outros?

Resposta: Não, uma pessoa assim não será capaz nem de dar amor nem de recebê-lo. Tal pessoa é um ser muito miserável e incompleto, e é difícil para ela existir.

Pergunta: Imaginemos que daqui a cem anos nasça uma criança filha de pais robôs. Eles cuidarão dela e lhe proporcionarão tudo o que for possível, como num palácio real, exceto o sentimento de amor. O que lhe faltará?

Resposta: Tudo! Ela não sentirá que está sendo preenchida com tudo. Faltará a ele essa atitude porque viemos de um sistema chamado Adão, e lá, nesse sistema, estamos todos internamente conectados uns aos outros como um só corpo. E se não sentirmos nenhuma conexão entre nós, então estamos perdidos. A natureza não nos sustentará e não seremos capazes de existir.

De Nova Vida 692, “O que é o Amor?”, 16/02/16

Devemos Aceitar O Reinado Do Amor

294.4O que é o amor? É quando me sinto fisicamente conectado com outra pessoa, dependente dela e ela de mim, a tal ponto que não consigo existir sem ela, e ela não consegue existir sem mim. Tal estado nos obriga a cuidar um do outro.

Pergunta: Então, meu desejo é que ela se sinta bem o tempo todo? Que ela seja feliz?

Resposta: Penso nela porque, ao fazê-lo, também garanto o meu próprio bem-estar.

Comentário: Você não está destruindo esse fundamento egoísta. Você não o está destruindo; ele sempre permanece.

Minha Resposta: E é necessário. Você não pode se livrar disso. É como num casal que se ama; é um amor egoísta. Eles entendem que, sem o outro, se sentirão pior. E cuidam um do outro porque, ao fazer isso, cada um está, na verdade, cuidando de si mesmo.

Pergunta: Então, quando surge a guerra, o ódio? Em que momento?

Resposta: Quando esses laços se rompem. Quando deixo de me importar com o outro, começo a brigar com ele. Não pode haver paz. A paz só existe quando dependemos um do outro, quando essa dependência é mútua e quando precisamos estar juntos o tempo todo.

Pergunta: Então, seu principal conselho é construir conexões que jamais possam ser rompidas?

Resposta: Sim.

Pergunta: Em tudo, seja dependente em tudo?

Resposta: Em tudo. Assim é na natureza. Assim é na natureza global, no cosmos, em todo lugar é a mesma coisa.

Pergunta: Se falarmos de governos, sua principal preocupação deveria ser garantir que um não possa existir sem o outro? Que eu não possa existir sem o outro?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que aconteceu com o mundo? Por que ele está assim?

Resposta: As pessoas se tornaram independentes. Elas pensam que podem existir umas sem as outras, que podem se conquistar mutuamente, e assim por diante. Mas, na verdade, esse não é o verdadeiro princípio.

Pergunta: No entanto, sempre dissemos que o mundo de hoje está interligado, completamente interligado. Por que não vemos isso?

Resposta: Sim, nós vemos isso. É por isso que o mundo ainda existe e permanece interdependente. Mas você vê como as pessoas usam essa interdependência de uma forma que leva à pobreza, à morte e assim por diante.

Pergunta: Então, ainda assim, esse princípio de “que eu devo me sentir bem e não que ele deve se sentir bem”, esse princípio que rege é “que eu devo me sentir bem”?

Resposta: Infelizmente, uma pessoa não compreende a lei universal de que algo só pode ser bom se for bom para todos. Caso contrário, tudo ferve constantemente num caldeirão de ódio. Esse é o nosso egoísmo, criado pelo Criador para que percebamos que jamais conseguiremos conviver em harmonia a menos que aceitemos a regra do Criador, a regra do amor, e cubramos tudo com esse sentimento, com essa atitude.

Pergunta: Então, esse egoísmo, eu devo encobrir com amor?

Resposta: Sim, e isso deve ser praticado todos os dias, devemos nos lembrar disso, falar sobre isso diariamente e assim por diante.

Comentário: A gente sempre tem a sensação de que o trabalho deveria terminar um dia. Mas você diz que ele nunca vai terminar.

Minha Resposta: Nunca. Todos os dias você deve pensar em como ama o outro e ouvir o mesmo dele.

Comentário: Isso requer não apenas força interior, mas também forças superiores!

Minha Resposta: Quando você entende que é inevitável, deixa de parecer difícil.

Pergunta: Existe algum momento em que esse caminho se torna fácil?

Resposta: Sim, torna-se algo natural.

Pergunta: E para que os entes queridos vivam em paz e amor, o que é necessário para isso?

Resposta: Eles precisam um do outro, precisam um do outro e não se suprimem ou se livram um do outro para serem livres, mas entendem que sua vida, sua liberdade, sua própria existência dependem um do outro.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 23/10/25

Entre O Amor E O Ódio

534Pergunta: Você disse uma vez que toda a nossa vida se desenrola entre o amor e o ódio. Mas como esses dois sentimentos estão conectados?

Resposta: Se não houvesse ódio, também não haveria amor. Se eu não desejasse algo e me sentisse realizado por isso, como poderia sentir que o amo?

A medida, a qualidade e a profundidade do amor sempre dependem da medida, da qualidade e da profundidade do ódio.

Ódio é quando rejeito algo e quero afastá-lo de mim, ou sofro profundamente por não tê-lo. Dentro desse espectro está toda a gama dos nossos relacionamentos. Na verdade, tudo na vida se divide apenas entre o que odeio e o que amo.

Nós somos criados a partir do desejo de desfrutar. Portanto, há coisas que odeio e das quais quero me distanciar, pois afetam negativamente meu desejo de desfrutar, e há coisas que amo e das quais quero me aproximar, pois afetam positivamente meu desejo de prazer. Toda a minha vida se entrelaça entre esses dois polos: entre o que é bom para mim e o que é mau para mim, entre o ódio pelo que me faz mal e o amor pelo que me faz bem.

No entanto, talvez devêssemos nos reeducar para reconsiderar o que é bom e o que é mau, o que é digno de prazer e o que não é. Educação, nesse sentido, significa reformular nossa atitude em relação ao que parece atraente e agradável, e em relação ao que parece desagradável ou prejudicial.

Essa mudança nos permite ir além da simples questão do que amar ou odiar, e, em vez disso, perguntar: o que é verdadeiro e o que é falso? Afinal, algumas coisas que amo acabam sendo enganosas e prejudiciais, enquanto outras que rejeito instintivamente são verdadeiras e, em última análise, benéficas. Devo prestar atenção a elas, aproximar-me delas, e descobrir que elas genuinamente me conduzem à bondade.

Em outras palavras, não devo viver de acordo com meu senso instintivo ou culturalmente adquirido de bem e mal — o que amo e o que odeio —, mas acrescentar a ele uma investigação racional: o que é verdadeiramente bom e o que é verdadeiramente mau? Não da perspectiva do que me parece agradável ou desagradável, mas da perspectiva mais elevada do que vale a pena experimentar como bom ou mau. Assim, não definirei mais o bem e o mal pelos meus gostos pessoais ou pela atração ou repulsa natural, mas pelo bem absoluto e pelo mal absoluto — acima dos meus instintos.

Isso é possível porque o ser humano é uma criatura social. Podemos determinar o que é bom ou mau não apenas por nossas sensações pessoais, mas também pela influência do ambiente. Afinal, precisamos daqueles ao nosso redor: eles podem nos respeitar ou, ao contrário, nos envergonhar. Como estamos sujeitos à influência do ambiente, podemos mudar completamente nossos valores aprendendo a odiar o que antes amávamos.

Tomemos, por exemplo, uma pessoa que antes se comportava de forma descuidada, como bem entendia. Então, sob a influência do ambiente ao seu redor, ela de repente percebe que os outros não a respeitam, até mesmo a desprezam, por seu desleixo ou falta de educação.

Ela sente que não tem escolha a não ser mudar, corrigir-se, porque a influência da sociedade é poderosa e sentida intensamente, seja positiva ou negativa. Ela começa a ver sua negligência com os outros como prejudicial a si mesma e, por isso, se esforça para corrigir seu comportamento e atitude. Ao fazer isso, ela reformula seus valores.

É assim que podemos transformar o que amamos e o que odiamos.

De KabTV, “Nova Vida 692 – O Que é o Amor?”, 16/02/16

Por Que Buscamos O Amor?

49.01Pergunta: Amor, todo mundo quer amar, ser amado, trabalhar em um emprego que ama, visitar lugares que ama. Dentro de nós, existe um enorme impulso em direção ao amor. Pessoalmente, sinto que durante toda a nossa vida buscamos o amor, desejando ser amados.

Por que corremos atrás do amor, por que somos tão atraídos por esse sentimento poderoso?

Resposta: Porque nada mais somos do que seres criados, e nossa natureza é o desejo de desfrutar. O que satisfaz esse desejo é o prazer que sentimos. Dependendo do que cada pessoa busca, onde sente vazio e o que a preenche, ela experimenta o amor.

Eu amo peixes, amo minha mãe, amo meus filhos, amo o sol, o frescor, o calor, não importa o que aconteça. Se estou preenchido com aquilo que busco, se realizo meu desejo, chamo isso de amor por aquilo que me deleita no presente.

Há coisas que sei de antemão que amo, seja por hábito ou por natureza, porque foi assim que fui criado. E há coisas às quais me acostumei, e também as amo.

No fim das contas, o que chamamos de amor em nossas vidas é a realização pelo prazer que busco, porque ele preenche meu desejo. E a sensação de que meu desejo está sendo realizado é o que chamamos de amor.

Por exemplo, eu amo peixe. Isso significa que quero comê-lo e posso me fartar com o peixe que está no prato à minha frente.

Pergunta: E ainda assim, nos esforçamos mais pelo amor humano do que pelo amor material…

Resposta: O amor tem muitos níveis, dependendo do que amamos, ou seja, daquilo que nos realiza. Uma pessoa tem necessidades de realização, que a ciência da Cabalá divide em uma escada de desejos e aspirações. Essa escada começa com os desejos por comida, sexo e família. Depois, vêm os desejos por riqueza, honra e conhecimento.

Em essência, todas as nossas aspirações e realizações podem ser incluídas nesses seis tipos de desejos. Se eu busco algum tipo de realização, isso significa que eu a amo. Além disso, eu não apenas amo a realização em si, mas também sua fonte, o que se torna importante para mim, pois me dá prazer.

É assim que construímos nossas vidas. E toda a nossa vida se desenrola entre o ódio e o amor.

De KabTV, “Nova Vida 692 – O que é Amor?”, 16/02/16

Relacionamentos Espelhados

113Pergunta: Ao falar sobre o relacionamento entre homem e mulher, você descreveu o “princípio do espelho”, segundo o qual vejo um reflexo de mim mesma no meu parceiro, pois irradio meu egoísmo para ele. O que isso significa? Se me parece que meu marido não me valoriza, significa que eu não me valorizo?

Resposta: Por que você exige mais reconhecimento dele? Em essência, é o seu egoísmo que exige essa satisfação. E o que ganhamos se nos elevarmos acima do egoísmo e não fizermos tais exigências?

Primeiro, ao fazer isso, não sofreremos com a sensação de desvalorização por parte do nosso parceiro. Segundo, adquirimos, assim, uma nova qualidade. A demanda por respeito e poder revela seu oposto: ao superar uma certa qualidade egoísta e começar a superá-la, recebo uma qualidade oposta a ela. Isso me permite ganhar uma nova ferramenta, uma nova atitude em relação ao mundo.

Por exemplo, se antes eu exigia atenção e respeito do meu parceiro, agora me torno mais modesta em minhas reivindicações. Afinal, eu já entendo que, se eu olhar objetivamente, ele me trata com bastante normalidade; foi simplesmente o meu egoísmo que inflou o nível das expectativas. Então, vamos ceder, vamos reduzir nossas exigências egoístas.

Quero que meu parceiro seja atencioso, cuidadoso e cumpra suas promessas. Quero acabar com suas intermináveis ​​”ofensas” em tudo o que diz respeito aos assuntos domésticos, com a negligência dos meus interesses e com a falta de demonstrações de amor e carinho. Afinal, com o passar dos anos, o marido liga cada vez menos para a esposa para perguntar como ela está, cuida cada vez menos dela. E assim, se eu diminuir minhas reclamações, se não contabilizar as queixas e me esforçar muito — porque para mim isso ainda é muito importante —, anulo o antigo e deteriorado vínculo entre nós.

Eu me elevo acima das exigências infladas e me relaciono com meu parceiro com amor, como uma mãe com seu filho. Mesmo que do lado dele ainda haja “crime”, apesar dos meus esforços, mantenho o princípio: “O amor cobre todos os crimes”.

Como posso ajudar meu parceiro, considerando que ele também se juntou à estrutura do nosso curso? Dou-lhe um exemplo e também desperto nele a prontidão para a mesma relação recíproca. Assim, aqui reside um convite para uma nova vida. Em essência, abro-me para receber uma nova atitude do meu parceiro. E verifico essa atitude não de forma egoísta; pelo contrário, o que importa aqui é que ambos desenvolvamos mutuamente o nosso relacionamento acima do egoísmo e nos apoiemos mutuamente.

Com o meu exemplo, ajudo meu parceiro a superar o egoísmo. Eu me esforço, converso com ele sobre como a vida será boa se superarmos nossos impulsos naturais, básicos e egoístas. E, como resultado, o exemplo e o apoio mútuos nos levam para cima.

Além disso, cada um de nós agora olha para o mundo corretamente, com sensatez, com prontidão para ceder. Repetidamente, vejo o mundo em comparação comigo mesmo como algo perfeito. A nova perspectiva me permite vê-lo como a natureza perfeita. Não se trata mais apenas do meu parceiro, o mundo inteiro se torna meu espelho.

Este é um tipo de treinamento psicológico, um método psicológico de altíssima qualidade, que permite à pessoa ascender a uma nova percepção da realidade, do mundo, da família e das relações com o parceiro; é uma percepção que não tínhamos antes.

Claro que devemos primeiro praticar isso na família e, no final, construiremos um novo mundo, novos relacionamentos. E aqui a mutualidade é necessária. Ambos devemos entender que representamos algo como um pequeno “laboratório” no qual dois egoístas se esforçam para usar corretamente o egoísmo que se desenvolveu neles. Em nossa geração, ele cresceu a tal ponto que destrói tudo, e queremos usá-lo como alavanca e construir relacionamentos saudáveis ​​acima dele, que permitam que a vida continue. Caso contrário, só a ruína nos espera.

De KabTV, “Nova Vida 32 – Novo Tipo de Relacionamentos”, 11/07/12

Amor — A Fonte Da Vida

277Pergunta: O que o amor dá a uma pessoa?

Resposta: O amor dá à pessoa um brilho interior que a anima. Vida.

Mas o problema é que o amor é um relacionamento muito mais profundo que devemos revelar entre nós.

Não se trata daqueles sentimentos que surgem de acordo com as inclinações interiores de uma pessoa, que lhe são incutidos pela natureza ou adquiridos pela educação. Precisamos primeiro revelar os valores adequados — entender o que realmente se chama amor, até que ponto existimos dentro da natureza do ódio e da rejeição mútuos e, se for assim, o que deve ser feito para alcançar o amor, visto que a fonte da vida é o amor.

Pergunta: Devemos revelar o que é o amor?

Resposta: Precisamos revelar o segredo da vida. Este segredo está ligado ao amor. Pois sem ele, não há continuidade.

Se não houvesse atração entre mais e menos no nível inanimado, nenhuma união e separação entre moléculas no nível vegetativo, se não houvesse tais cálculos entre corpos vivos, quando um odeia ou ama outro dependendo do nível de desenvolvimento, se não houvesse sentimento de amor de uma mãe por seu filho no nível animado e humano, então, sem isso, a natureza não se desenvolveria, nem mesmo a célula mais simples existiria.

Tudo existe de acordo com o amor e o ódio, de acordo com a força de atração e repulsão. Essas duas forças devem estar em equilíbrio.

Portanto, não é por acaso que está escrito na sabedoria da Cabalá: “O amor cobrirá todos os crimes”. Essas duas forças fundamentais, localizadas no centro da criação, devem estar em equilíbrio entre si, e então entre elas haverá um desenvolvimento adequado e gradual até um grau tal que tanto o amor quanto o ódio se desenvolvam em proporções infinitas. E assim alcançaremos o mundo do infinito, o mundo da verdade, que é o objetivo do nosso desenvolvimento.

Portanto, ainda temos que revelar como chegar ao esclarecimento do que o amor realmente é — pois ele é a fonte da vida.

De KabTV, “Nova Vida 692 – O que é o Amor?”, 16/02/16

Afinal, O Que É O Amor?

228Pergunta: Existem muitas canções sobre o amor e muitos romances maravilhosos escritos ao longo da história da humanidade. Por outro lado, o amor levou a inúmeras tragédias e guerras. Muito já foi dito sobre o amor. Talvez seja o sentimento mais sublime de uma pessoa. O que é o amor?

Resposta: Amor é uma atitude especial de uma pessoa em relação a alguém ou algo. Eu amo o mar, a música, cheiros agradáveis, etc. Isso também se chama “amor”.

Por que eu amo? Porque me dá prazer. Gosto do mar, da música, dos cheiros, do céu. Amo o que me dá prazer. Por outro lado, odeio o que me causa sofrimento ou problemas. É assim que surge o amor ou o ódio em relação às pessoas e aos animais.

É “amor egoísta” quando amo algo que me dá prazer e odeio o que me causa sofrimento. Somos como animais; amamos o que nos faz bem e nos afastamos do que nos faz mal. Isso se chama amor. Ou seja, não é amor por algum objeto, mas sim amor por aquilo que ele desperta em mim.

Por exemplo, encontro um amigo e ele me diz que se divorciou. “O que aconteceu?!” “O amor se foi.” Isso significa que o amor existe até o momento em que podemos receber prazer um do outro. Até hoje, os médicos dizem que o amor entre parceiros desaparece em 2 a 3 anos.

Este não é o amor de que fala a sabedoria da Cabalá. A sabedoria da Cabalá fala do amor como algo que está acima do ego de uma pessoa, que gosta de usar alguém ou alguma coisa. O amor é algo que construímos em dois níveis.

Existe um nível de relacionamento entre nós que pode envolver discussões e até ódio, ou seja, desacordo entre nós. Ao mesmo tempo, acima desses desacordos, construímos uma conexão especial chamada “amor”.

Trabalhamos muito nela, nos esforçamos e investimos tempo para construí-la. Isso se chama “o amor cobre todas as transgressões”. Significa que construímos o amor precisamente acima das transgressões, acima das divergências que existem entre nós.

Somente dessa forma duas pessoas podem se conectar, de modo que sua conexão mútua seja boa, forte, saudável e verdadeiramente humana. Essa conexão se dá entre pessoas que entendem que são egoístas e que amanhã podem ter uma nova discussão, mas que continuarão trabalhando para tornar sua conexão bela e gentil, e isso se chama “amor”.

Este não é um amor construído com base na atração sexual, no hábito ou em algo que é bom para mim hoje, mas amanhã pode ser o oposto.

Pelo contrário, é amor entre pessoas: um homem e uma mulher, crianças, dentro de uma nação ou dentro de um grupo de pessoas. Mas, com tudo isso, não nos tratamos com base no prazer mútuo, enquanto eu recebo prazer do outro e, portanto, amo. Afinal, este seria o nível animal.

No nível humano, criamos conexões de amor entre nós, acima de tudo o que recebemos um do outro — prazeres ou o oposto — a ponto de eu odiar o outro por seus hábitos dos quais não gosto. Ainda assim, tenho que amá-lo, por exemplo, pelo fato de pertencermos à mesma nação.

Então, trabalharemos em como também podemos nos tornar mais próximos uns dos outros nos hábitos no nível deste mundo — físico, nacional e assim por diante.

Em outras palavras, o amor é o valor mais alto no relacionamento entre pessoas que vão se conectar, já que são obrigadas a se conectar e escolheram essa conexão. E trabalham constantemente nisso.

Por isso, diz-se que “o amor cobrirá todas as transgressões”. Há “transgressões” entre nós, vários desentendimentos, e acima deles estamos constantemente construindo o amor. Além disso, quanto mais desentendimentos, mais forte deve ser o amor acima deles.

É assim que devemos educar as pessoas. Então, seremos capazes de chegar ao estado em que seremos capazes de abrir um guarda-chuva de amor sobre o mundo inteiro, sobre toda a humanidade. É exatamente isso que o amor é. Caso contrário, é apenas um amor fisiológico, onde você ama algo que é bom para o seu corpo; isso é amor pelos animais, enquanto o amor humano é construído acima de tudo o que me faz infeliz com o outro. Há alguma razão, um valor superior, que me obriga a estar em conexão com o outro.

Nós dois entendemos que, no nível regular, temos todos os tipos de desentendimentos em relação ao país, à vida e a tudo mais, mas, em qualquer caso, chegamos à decisão de que temos que estar conectados, apesar de sermos diferentes e nossa estrutura ser diferente.

Construímos esta conexão, o nosso amor, lentamente, passo a passo, com base no nosso objetivo superior que juntos temos que alcançar na conexão entre nós e acima dos nossos corpos físicos.

Do Programa da Rádio 103FM, 14/02/16

Instinto Básico

592.02Comentário: Recentemente, verifiquei o que está em alta na televisão. Quase tudo se baseia em dois parâmetros: sexo e violência. Quanto mais nu o corpo, melhor.

Minha Resposta: Naturalmente, um corpo nu distrai as pessoas do resto, porque esse é o nosso instinto mais importante, o chamado “instinto básico”.

O sexo é a base de todos os prazeres, pois provém da nossa conexão com o Criador, que no mundo corpóreo se manifesta na forma da união de sexos opostos. Esta é a atração mais forte e a maior distração para uma pessoa de todos os outros problemas.

O sexo sempre desperta uma sensação agradável, pois sua raiz vem do desejo do Criador de nos dar a entrada da Luz em nosso desejo, que é sentido como união sexual. Na Cabala, isso é chamado de acoplamento, “Zivug de haAka’a“.

E a violência é algo escandaloso. Não acho que atraia particularmente uma pessoa. Mas, em nossa época, é necessária para o reconhecimento da natureza do mal. Mais tarde, ela desaparecerá.

De KabTV, Eu Recebi uma Chamada. Instinto Básico“, 08/09/10

A Regra De Ouro Dos Relacionamentos Familiares

506.3Pergunta: Qual é o seu conselho para os jovens que estão começando uma vida juntos com a sensação de que tudo ficará bem para eles e que viverão juntos por muito tempo, para sempre?

Resposta: São necessárias muitas conversas longas, até tediosas, entre vocês. Declarem tudo o que pensam, e seu parceiro também deve fazê-lo, como dois pesquisadores. Gradualmente, vocês chegarão a um estado em que ambos começarão a examinar a si mesmos e um ao outro, e seu parceiro também examinará a si mesmo e a vocês.

Então, a vida se torna interessante e se torna um estudo: como podemos mudar nosso relacionamento, torná-lo diferente de alguma forma e nos aproximar? E se fizermos assim? E se fizermos daquele jeito? E tentar constantemente revelar essas qualidades, sentimentos e relacionamentos da forma mais vívida possível.

Se as pessoas pensarem e entenderem isso, então, em algum momento depois de cinquenta ou sessenta anos, é isso que acontece. Só isso. Até lá, é: “Se a juventude soubesse, se a velhice pudesse”.

Comentário: Então essa acaba sendo a regra de ouro. Esperemos que alguma mudança aconteça.

Minha Resposta: Chegará a hora, e as pessoas viverão assim. Mas já podemos ensiná-las! É isso que precisa ser acrescentado. Podemos ensinar esses jovens a se tornarem pesquisadores. Podemos “envelhecê-los” por meio de nossas aulas, por assim dizer. Eles podem passar por uma espécie de estágio.

Pergunta: Mesmo antes de se unirem? Para prepará-los para esta vida?

Resposta: Sim, claro. Assim, eles já saberão como agir — de um jeito ou de outro.

Pergunta: Então você está dizendo que os jovens devem ir ao casamento para se unirem como se fossem idosos?

Resposta: Sim, interiormente. Claro. Será que eles descobrirão por si mesmos quem são? Não. Eles precisam ter experiência em comunicação, comunicação psicológica, por assim dizer. Isso lhes dará a confiança de que podem superar todos os tipos de dificuldades de proximidade e até mesmo transformá-las em maior contato.

Comentário: Lindo! Estamos falando de um laboratório científico.

Minha Resposta: Sim. Oh, como o mundo precisa disso!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 12/08/25