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Empurrando-nos Através Da Machsom

Dr. Michael LaitmanNós precisamos nos reunir e criar uma tensão séria e verdadeira entre nós, para que, como numa explosão nuclear, a pressão possa gerar a Luz que está oculta dentro dela. É a pressão interna que vai revela-la.

Além disso, nós simplesmente devemos fazer isso; em todas as convenções nós vamos manter isso até o verão, passar por certos estados. Caso contrário, nós e o mundo inteiro vamos nos encontrar sob outra Providência que é totalmente indesejável. Nós definitivamente precisamos disso! Não é só para nós, mas para todos, para todo o mundo.

Agora, o ambiente e a situação são propícios para isso, mas isso pode mudar no futuro. Por isso, eu estou com muita pressa e estou apressando todos.

Eu espero que levemos isso a sério! Eu estou muito feliz que os grupos de todo o mundo entendam isso e sintam que nosso ponto de nascimento está próximo, e que temos que passar por ele! Nós temos que conseguir atravessar a Machsom (barreira)! Nós já estamos lá, mas no outro lado.

Depois De Oito Anos…

Dr. Michael LaitmanOito anos atrás, na convenção em Sitrin, todos gritavam: “Vamos romper a Machsom (barreira)!”. Eu ficava quieto porque não havia nenhum propósito em dizer qualquer coisa ou objetar. O que significa “romper”? Será que nós, usando o nosso ego, romperíamos a Machsom espiritual?

Aos poucos nós começamos a entender que só é possível transcender a Machsom através da conexão entre nós, ao reprimir o ego e elevando o atributo de doação, de conexão mútua, acima do nosso ego, e, em seguida, criando algo que é externo a nós, externo ao nosso “eu” egoísta.

Esta é a única forma do vaso coletivo ser criado, porque ele só pode existir como um vaso coletivo e não como o vaso individual de cada um! Gradualmente, os pensamentos e desejos foram se formando em nós. Afinal, é um longo caminho! Olhem o que nós passamos desde então! É uma revolução espiritual interna dentro da pessoa!

Nós começamos a falar sobre isso e a vencer o ego desde o início da crise, porque o ego foi revelado no mundo como uma força negativa. Desde então, temos nos aproximado do ponto da nossa conexão, o ponto de nossa adesão, no qual realmente nos encontramos como renascidos no mundo superior, na próxima fase da conquista da natureza.

A Esperança Da Convenção Europeia

Dr. Michael LaitmanA próxima convenção Europeia é uma grande esperança para a conexão e para conseguirmos perceber a revelação do Criador na conexão entre nós, a revelação do mundo espiritual. Primeiro, a Luz que Reforma, que age em nós, vai nos conectar e nós sentiremos a adesão entre nós, que alcançamos a fim de trazer contentamento ao Criador. Em seguida, de acordo com a equivalência de forma, ela vai ser revelada em nós e vamos sentir que “Israel (aqueles que anseiam pela Torá), a Torá (a Luz que Reforma), e o Criador são um”.

Ansiamos pela união de todas as almas em uma só alma que é preenchida com a Luz superior, para senti-la, descobri-la e viver nela, primeiro por nós mesmos, porque nós já temos o desejo por ela, e depois para ajudar o mundo inteiro a alcançá-la. No final, tudo que é revelado em nosso mundo, todo o sofrimento, crises e problemas, nada mais são do que as forças que aceleram o desenvolvimento da humanidade em direção a este estado perfeito.

Portanto, quando ansiamos por este estado perfeito, queremos alcançar dois objetivos: o amor do Criador e amor da humanidade. Nós queremos dar todo o bem que nós conseguimos com nosso trabalho e nossa realização, tanto para a humanidade quanto para o Criador. Afinal, estamos no meio deles, como o terço médio de Tiferet que não tem nada e não quer nada para si (Hafetz Hessed). Nós só gostamos de dar prazer à humanidade e, através dela, através de toda a alma geral, ao Criador.

Este é o vaso que temos de preparar. Este é o estado que temos de alcançar. Portanto, ao ler O Zohar, nós queremos nos aproximar deste estado. Vamos pensar nisso!

Se a pessoa imagina o próximo estado que quer chegar, isso já é uma oração. Afinal, eu não sei onde o Criador está, como fazer uma solicitação a Ele (MAN), por quem ela passa, o que este MAN realmente é, ou o que quer que seja. O mesmo ocorre em nossas vidas: se queremos algo, nós imaginamos que já temos e ansiamos por este retrato imaginário onde estamos no estado desejado.

Eles dizem que se você quer ser magro, não faça dieta, não ouça todos os tipos de conselhos, e não tome pílulas de dieta e exercícios, etc., nada vai ajudar. Apenas pense constantemente que você já está magro. Então, você vai ver que você não sente mais fome e você vai realmente perder peso.

É realmente assim, e é o mesmo com tudo: você deve imaginar que já está no estado futuro e você vai realmente avançar em direção a ele. O anseio que visa à meta o levará até lá.

É o mesmo conosco. Então, vamos imaginar que estamos realmente no bom estado. Não há necessidade de evocar quaisquer deficiências, problemas e preocupações, mas apenas ansiar por esse estado pleno, e tentar dar o máximo que pudermos para ajudar a nós mesmos a realmente chegar a isso.

Da 2ª parte da Liçao Diária de Cabalá 19/03/12, O Zohar

O Que Precede As Nossas Intenções

Dr. Michael LaitmanNós podemos falar sobre o nosso progresso e sobre nós mesmos, assim como imaginamos a perspectiva desde Cima, da fonte da realidade. Nós revelamos o nosso trabalho desde baixo, enquanto que a sua causa desde Cima.

Qual foi o propósito da criação? Diz-se que tal é o desejo do superior: criar uma criatura tão perfeita quanto Ele. Assim, em todas as nossas ações e intenções, enquanto examinamos o que acontece conosco, devemos sempre lembrar que o objetivo final de tudo isso é revelar o Criador, revelar exatamente Ele.

Tudo o que eu sentir, pensar, ponderar ou aspirar está correto; tal é o caminho da análise. Mas o que eu posso revelar neste caminho, meu próprio ser? Não, eu me revelo oposto ao Criador; ou seja, na verdade, eu O revelo.

Nós sabemos da sabedoria da Cabalá que, no mundo do Infinito não existe deficiência de nada, exceto da realização do Doador. A criatura, chamada Malchut do Mundo do Infinito, deve compreender, sentir, e alcançá-Lo.

É por isso que esta criação redonda é necessária: a descida ao nosso mundo e a subida de volta para Malchut do Mundo do Infinito, que devemos realizar. Este caminho de baixo para cima é destinado unicamente para a ascensão, para alcançar o Doador.

Nós O alcançamos de acordo com a equivalência de forma: quanto mais nos assemelhamos a Ele, mais O entendemos e sentimos, e mais perto estamos Dele. O resultado final está no pensamento inicial. Portanto, em primeiro lugar, nós temos que estabelecer a intenção, isto é, o que eu quero alcançar com todas as minhas ações? O que está feito está feito, mas por que eu preciso disso?

No entanto, mesmo antes de eu esclarecer a intenção, eu preciso do pensamento inicial, desta origem primária da intenção, visto que a ideia é revelar o Doador, o Criador. Essa é a nossa meta.

Eu revelo em mim pensamentos, intenções, desejos e atitudes, mas, basicamente, através dessas ações eu O procuro. “Como eu faço isso? O que eu acho? O que eu quero? Como eu interajo com alguém ou algo?”. Antes de cada discernimento eu me preparo para a atitude certa: tudo o que eu faço se destina a revelar o Criador.

Aqui, eu preciso atrair algumas conexões:

• Quem quer que eu seja, Ele preparou para mim;
• O que quer que eu pense a cada segundo, Ele me dá;
• Aconteça o que acontecer comigo agora nesta análise, acontece segundo a Sua vontade;
• Seja como for que eu reajo ao que sinto, Ele também me dá isso.

Há apenas um pensamento, uma declaração que deve ser sempre minha: “Tudo o que está acontecendo comigo vem do Criador”. Os primeiro artigo do Shamati fala disso: “Não há Ninguém Além Dele”.

Agora, quando eu esclareço minhas intenççoes (em prol da recepção ou em prol da doação), estas certamente vêm do Criador. No entanto, o que importa para mim nesta análise é que eu O revelo, eu esclareço quem Ele é.

De todos estes discernimentos, o mosaico da realidade toma forma dentro de mim. Meus amigos, o mundo ao meu redor, seus eventos e circunstâncias, tudo deve se fundir numa única imagem do Criador. Na medida em que ela surge internamente, partes separadas se reúnem: todas as criaturas, todo este mundo e todos os mundos juntos, numa estrutura completa, cuja forma interna é chamada de “Criador”. Em sua totalidade, esta estrutura representa Malchut do mundo do Infinito ou, em outras palavras, o vaso, o desejo. É precisamente a Sua forma, Sua estrutura e a interação de todas as Suas partes: desejos, pensamentos e intenções que assumem a forma do Doador.

O Criador em si (Atzmuto) não tem forma. No entanto, nós realizamos uma análise incessante de nós mesmos e aos poucos criamos a forma semelhante à Sua. Como resultado, Ele pode ser revelado. Da mesma maneira, para detectar ondas que são desconhecidas para nós, construimos um dispositivo no qual elas podem ser duplicadas e reproduzidas. Ele nos permite descobri-las e estudar sua natureza.

A análise interna nos ajuda a criar um “lugar” para revelar o Criador; caso contrário, Ele permanecerá oculto de nós. É por isso que se diz que o Criador quer habitar nos inferiores, ou seja, revelar-Se a eles. Essa é a razão pela qual Ele criou o mundo do Infinito, e nosso trabalho é composto em revelá-Lo através de nossos esforços.

Assim, a revelação do Criador é o resultado de nossa análise interna. Ele não vai Se revelar por Si mesmo – nossos esforços são necessários aqui. Nós nos esforçamos, nós queremos e não queremos isso, as forças de recepção e doação colidem dentro de nós, e assim estamos constantemente preparando um lugar para Sua revelação.

No final, este lugar vai se tornar “flexível” o suficiente para que possamos detectar nele pequenas “ondas”, as formas do Criador na matéria de desejo. Quanto mais nós suavizamos nossa matéria, mais o Criador se revela dentro dela.

Ele mesmo está oculto; no entanto, a matéria começa a assumir Sua forma. Isto é o que compreende todos os nossos esclarecimentos: com a ajuda deles, nós estamos preparando o nosso desejo de aceitar Sua marca, Sua revelação.

Assim, em cada ação que realizamos, é preciso lembrar que nós, o mundo, e tudo o mais em geral, existe somente para que nós revelemos o Criador. Isso não é um tópico para discussão, mas o fato descendendo das fontes da criação.

Se eu lançar as bases para qualquer de minhas ações, pensamentos ou intenções, com esse fato em mente, se eu originalmente tomar esse rumo, se eu estou voltado para a revelação do Criador, uma vez que tal é o Seu desejo, então eu estou destinado ao Infinito, a essa meta. E tudo que eu faço depois certamente entrará nesse depósito de esforços que temos que repor.

Tudo o resto acontecerá de qualquer maneira. Só uma coisa depende de nós: dirigir todos os nossos esforços para a revelação do Criador.

Mais tarde, surgem os seguintes questionamentos: o que esta revelação representa? Como alguém a realiza? Que ações se provarão mais eficazes? De quem isso depende: de mim, dos outros, ou da nossa interação? Tudo somado, nós estamos falando do método que os Cabalistas nos descrevem, explicando como realizar ações que sejam mais benéficas para a revelação do Criador.

Hoje, toda a humanidade está no início desta revelação. A evolução chegou ao fim; o mundo já percebeu o potencial do progresso materialista. Nós não precisamos procurar nada em outros planetas e não há nada para extrair da terra.

Nós já tentamos de tudo na superfície da terra, e vimos que a nossa vida é limitada e leva a um beco sem saída.
É o início da revelação do Criador a todas as criaturas. Devido a este impedimento as pessoas vão começar a se perguntar: “Para quê e por que vivemos? Qual é o propósito da vida?”.

A partir de agora, nós aprendemos que o propósito de nossa vida é revelar o Criador, ou, para ser mais preciso, para nos prepararmos para Sua revelação. Nós conseguimos isso através da união e, assim, amenizamos o nosso desejo de receber para que ele possa se tornar altruísta e começar a assumir vários tipos de doação. Afinal, o Criador é a qualidade de doação, e nós estabelecemos uma conexão com o outro, nós O ajudamos a se revelar entre nós, nós preparamos o solo para ele, a matéria que será capaz de assumir Suas qualidades, Sua projeção.

Assim, nós nos desenvolvemos em equivalência exata com Sua forma.

Da Convenção de Arava 23/02/12, Lição #2

Os Antepassados: Ontem E Hoje

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut (Garantia Mútua)”: Na verdade, não há disputa aqui, porque todo mundo admite que, para começar, basta iniciar com uma nação… para o início da correção do mundo. Sem dúvida, a pureza física e a exaltação mental dos nossos Santos Patriarcas muito influenciaram seus filhos e os filhos dos seus filhos, e a sua justiça refletiu sobre essa geração, cujos membros assumiram aquele trabalho sublime, e todos disseram claramente: “Faremos e ouviremos”. Por isso, fomos escolhidos, por necessidade, para ser o povo escolhido dentre todas as nações.

Nós estudamos o sistema geral que decorre das quatro fases de expansão da Luz Direta. A Luz age sobre o desejo que ela criou como “existência a partir da ausência” e, inevitavelmente, o desejo se desenvolve através das quatro fases. Apenas na última fase ele se sente separado da raiz, da Luz, e neste estado percebe a raiz como aquela que doa, e a si mesmo como um receptor.

Como resultado desta sensação de separação, a oposição em atributos, o desejo se restringe e executa alterações internas a fim de se assemelhar à raiz. A raiz lhe dá o sentimento de auto deficiência que vem do mal e da baixeza de receber, e assim o desejo quer mudar a si mesmo e se parecer com sua raiz.

As quatro fases criam a matriz de Yod-Key-Vav-Key (HaVaYaH), ou o “nome do Criador.” Isso significa que o Criador imprime Seu nome, Sua ação, na matéria, ou seja, no desejo do ser criado.

Todo o nosso desenvolvimento ocorre seguindo o formato de Yod-Key-Vav-Key, através das quatro fases e sua raiz, ou através dos cinco mundos. Em cada um existem cinco Partzufim, e cada um é dividido em cinco Sefirot, um total de 125 graus.

Os cinco estágios gerais do desenvolvimento são divididos de acordo com a Aviut (profundidade, “espessura”) do desejo, do nível da raiz (zero) até a quarta fase, ou em cinco Sefirot: Keter, Hochma, Bina, ZA e Malchut, ou cinco Partzufim: Galgalta, AB, SAG, MA, e BON, ou cinco mundos: AK, Atzilut, Beria, Yetzira, e Assiya. Em suma, o formato de HaVaYaH envolve tudo, e não há mais nada, na realidade, exceto estas cinco partes do desejo de receber. O Criador também está dentro.

Assim, a última fase, Malchut, que precisa de correção, também inclui cinco fases que são corrigidas de forma gradual, começando com a “ponta do Yod“. Os níveis que nos antecederam são chamados de “antepassados” e “filhos”. E nós viemos deles. Esta é a ordem da correção dos vasos.

Na verdade, o nível dos antepassados ​​começa a partir de Adão, que foi o primeiro a descobrir o Criador. Depois vieram as almas que não pertencem a este mundo, apesar de chamá-las de Abraão, Isaac, Jacó, e assim por diante. É uma questão de numerologia, visto que o nome reflete o nível que a alma atingiu na sua correção.

Nós viemos depois de todas essas almas dos níveis de HBD e HGT, e nós pertencemos aos graus de NHY. No geral, todas as almas compõem o desejo geral, e assim, em nosso estágio, devemos ver a continuação dos níveis anteriores. Nosso pequeno nível também é dividido em três partes correspondentes: HBD, HGT e NHY. Nesta rodada somos os pais com relação ao último grau, a última geração.

Portanto, nós estamos conectados aos antepassados, ​​porque todas as Sefirot correspondem umas as outras e estão conectadas. Pelo fato de pertencermos ao nível dos pais, é difícil para nós sermos corrigidos. Afinal, não se trata apenas de algo que existe; pelo contrário, nós temos que nos elevar em mente e coração, em consciência e compreensão, numa clara realização, e numa ação em grande escala, finita e perfeita.

Assim, nós devemos ser gratos porque tivemos o privilégio de sermos os primeiros. Sim, não é fácil. Existem pessoas no mundo que preferem um “lugar tranquilo” e pouca responsabilidade, mas há aqueles que querem espalhar o nome do Criador pelo mundo. Não há nada que possamos fazer, não depende de nós; no entanto, devemos ser gratos por termos recebido um papel tão especial, do qual devemos nos orgulhar. Você pode ser um agricultor, por exemplo, e, simultaneamente, disseminar a sabedoria da Cabalá.

Há muitas interrupções ao longo deste caminho difícil, que são especialmente voltadas para nós. Será muito mais fácil para os outros. Nós vamos construir escolas, creches, e diferentes sistemas para o novo mundo: os sistemas de indústria, gerenciamento, governo e saúde, e as pessoas vão animar tudo isso.

Mas somos nós que alcançamos o Criador plena e totalmente, não como os antepassados ​​no passado. Eles só tinham a Luz de Nefesh, enquanto nós atingimos a cabeça do nível dos maiores vasos de NHY, a essência do Pensamento da Criação. Isso ocorre porque a sabedoria da Cabalá começa com a pergunta sobre o significado de nossas vidas, sobre conhecer o Criador, sobre alcançar o Divino. Tudo isso é revelado em nosso nível.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição 7

Capturadores de Intenção

Reunimo-nos aqui para “capturar” a nossa intenção e não deixá-la escapar, mesmo que por um segundo. É o que se chama o homem, a cabeça, o esclarecimento. O resto não é importante. Se mergulharmos nesta análise mais e mais profundamente, nós, de repente, vamos sentir que existimos no espaço comum. Um deles é melhor, outro é pior, mas não importa. Mais importante – todos nós estamos em um campo coletivo e esclarecemos a nossa intenção juntos.

Cada pessoa pode estar em seu próprio estado, mas quando todas analisam a sua intenção, a oração interior surge acerca de como esclarecê-lo melhor e de uma forma mais inteligível. Se minha intenção é egoísta ou de doação em relação a onde eu olhava, ao que eu disse, ao que eu cheirava, em como eu estava sentado, ou o que eu fiz – tudo, absolutamente, em todos os níveis. Pode chegar a um ponto em que começarei a sentir como o sangue corre em nossas veias, como o sistema nervoso e outros trabalham dentro dos nossos corpos.

Uma pessoa verá a criação inteira de dentro para fora, tão transparente, e vai perceber que tudo está trabalhando por uma questão de recepção egoísta. Enquanto ela, vendo isso, quer clarificar  o que “por causa da doação” pode significar.

Como resultado dos esforços para esclarecer a intenção, começamos a sentir o grupo. E então cada esforço individual acrescenta-se ao resto-na clarificação da intenção e desejo de alcançar a qualidade de doação. A intenção de doar não pode ser particular, individual. Ela está sempre conectada com as idênticas  intenções das outras pessoas.

Assim, nesta intenção de doar, na aspiração em direção a ela, de repente começamos a sentir que não estamos sozinhos. Próximo a mim estão enormes forças que, de repente, eu noto grandes fontes de doação: as almas dos cabalistas de todas as gerações. Eu me sinto como uma criança que quer se juntar a eles:  Para agarrar a suas mãos para que eles possam me elevar, assim como um adulto leva uma criança pela mão, dirige e a ensina. [Leia mais →]

Os Guias da Última Geração

Baal HaSulam, “A Paz”: Ao estudar a ciência da Cabalá com a intenção altruísta, o povo de Israel deve preparar-se bem como todos os habitantes do mundo, até evoluirem para assumir este trabalho do Alto, de amor pelos outros, que é a escada em direção ao objetivo da criação, adesão com o Criador.

Isso não depende de nós, mas da raiz da alma. Por um lado, somos uns enormes egoístas com um desejo grosseiro e cruel, e é por isso que somos corrigidos na última geração, por outro lado somos caracterizados por um excelente fenômeno, o mais puro Reshimot (genes informacionais), e portanto, nós pertencemos à cabeça da última geração.

Esse antagonismo, essa contradição nos leva à formas extremas, em comparação com todas as outras gerações: Próximas a nós, era mais fácil, para elas, revelar o Criador, alcançar a doação e unidade. Elas tinham uma afinidade para compreender isto que não provocou tantas rejeições e distúrbios. Talvez, elas experimentaram mais problemas materiais, mas menos obstáculos espirituais.

Além disso, não temos outra alternativa. Nós não escolhemos a nossa tarefa. De qualquer forma, a fim de guiar o mundo, compreendê-lo completamente, e levar todos os seus habitantes em direção ao objetivo da criação, temos que saber todo o sistema do universo, todo o programa do Criador, e sermos capazes de realizá-lo com todas as almas que serão abertas agora e depois de nós.
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A Importância da Luz é Realizada na Escuridão

É preciso perceber a importância da espiritualidade na escuridão, da ausência de sua percepção. Apenas em resposta a tal forma de se relacionar com, faz com que o mundo espiritual apareça do nevoeiro e nasça da não-existência. Ela penetra na minha consciência, nos meus sentimentos e compreendemos que eu estou mantendo e trabalhando com isso, mas apenas na medida de sua importância para mim. Aumentando a realização da importância, eu “tiro” isso do esconderijo e levo para a Luz.

Tudo isso é para garantir que a minha abordagem seja altruísta. Caso contrário, eu nunca poderei revelar o mundo espiritual, já que estarei sempre aspirando a isso com a intenção para receber, como em relação a tudo em nosso mundo.

Então, como posso perceber a importância de algo que eu não vejo? Como posso abordar o oculto com a intenção para o bem de doação? Para isso, os cabalistas dizem que o ambiente é necessário, uma sociedade de amigos. Quando eles exaltarem a importância de algo, mesmo que um fio não esteja me conectando com o objeto de seus louvores, em qualquer caso eu começo a valorizá-lo.

É o mesmo em nosso mundo – o que as pessoas em torno de mim pensam e falam a respeito, o que é importante para ela torna-se importante para mim. Isso acontece de tal forma que, de repente, começamos a valorizar o que eu nunca vi e senti. E, agora, eu começo a falar sobre o quão importante e maravilhoso ela é. Olhando para mim, muitos se perguntam: “De onde tal entusiasmo vem?” E eu às vezes me vejo em súbita reverência em direção a algo que já vi na televisão e algo que eu ouvi de outras pessoas … Isso acontece com todo mundo. Por quê? É devido a opinião comum. A sociedade considera algo importante e isso que passa para mim.

Por que é este o caminho que temos que seguir para ir ao espiritual? Por que a publicidade se torna tão difundida no século XX logo antes da nossa ascensão espiritual comum? É assim que sabemos até que ponto devemos usar o meio ambiente.

Durante décadas fomos convencidos de que o ambiente é capaz de influenciar-nos e através de publicidade podemos destacar nos nossos olhos coisas que não têm importância ainda menor. Não há nada nelas, exceto o prestígio social. O que outros elogiam será importante para mim também. Estamos constantemente sendo manipulados dessa forma, eles cobram o preço de alguma coisa, e o público está disposto a pagar três vezes o preço original. Os meios de comunicação, sociólogos e cientistas políticos estão fazendo este trabalho muito bem e criaram toda uma indústria de importância artificial.

Além do mais, nós não suspeitamos que estamos também “calibrados” em todos os nossos parâmetros internos, qualidades, e opiniões. Temos sido “ajustados” e “configurados” para que pudéssemos olhar para cada coisa de uma certa maneira. Na realidade, eu vejo o mundo com olhos “estranhos”. E não há nada que pode ser feito aqui, já somos “cegos”, já não posso sair desta formatação. A mesma lavagem cerebral está sendo experimentada pelos nossos filhos também.

Então porque passamos por todo este processo? Afinal, nada acontece por acaso – é para entender que somos completamente dependentes do ambiente e, com a sua ajuda, podemos elevar a importância de qualquer coisa. Assim, sabemos como aumentar a importância do mundo espiritual sobre os nossos olhos, embora não vemos ou sentimos.

Anunciantes me mostram, vamos supor,  uma pequena garrafa de água e falam dela como se fosse água benta. Portanto, poderiamos estudar este mecanismo, que seria capaz de fazer a mesma coisa para o nosso desenvolvimento espiritual. Afinal, ninguém sabe o que o mundo espiritual é, ninguém o vê, se é
importante ou não, o quanto é importante, como é benéfico para nós. Só sabemos de uma coisa – se atribuirmos a  importância dele no círculo do meio ambiente, então todos serão elevados ao lugar mais alto na nossa escala de prioridades. Vamos absorver esse sentimento de importância do mundo espiritual de “publicidade social” e então será fácil para nós sentirmos.

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Da Convenção de Arava de 24/2/12,Lição 5.

O Lugar Para O Trabalho Está Entre Os Corações

Dr. Michael LaitmanPergunta: O nosso estado é como aquele do nascimento. Um nascimento é uma ação concreta que ocorreu ou não. No entanto, se eu fizer essa pergunta agora aos meus amigos eu vou ter todo tipo de respostas num espectro total, como se houvesse numerosos matizes de cinza aqui. É dessa forma que deve ser, ou isso é apenas um de dois, preto ou branco?

Resposta: Há um exemplo muito bom para isso, o êxodo do Egito. Ele pode estar relacionado a uma única pessoa, que inclui todas essas qualidades dentro de si, uma vez que o mundo todo está dentro dela. Porém, ele também pode ser visto como o êxodo de muitas pessoas de todos os tipos, entre os quais existem homens e mulheres, idosos e crianças, bebês, pessoas relacionadas com a nação de Israel, e os Egípcios, a assim chamada “multidão misturada”. Todos estão saindo; todos estão fugindo.

Nesta multidão, há aqueles que sonharam com isso por muitos anos e alguns que estão seguindo junto com seus parentes. Há crianças e bebês que são levados por seus pais. Há idosos que não teriam ninguém para cuidar deles se eles permanecessem. Há aqueles que viram a multidão em fuga e só então se decidiram se juntar a ela.

Mas, há aqueles que vão à frente da multidão, que estão determinados a escapar, e, na frente de todos eles, Moisés está liderando o caminho. O que significa que podemos ver que entre aqueles que chegam ao Monte Sinai há todo tipo de pessoas. E dentro de uma única pessoa, atingindo este estado da primeira união acima da montanha do ódio entre ela e seus amigos, há também uma multidão de desejos e pensamentos, desde o ponto mais alto do coração que a conduz como o antepassado, Moisés, até os mais difíceis e vãos desejos.

No final, é exigido de todos eles, todos tão diferentes e cada um com tudo confinado dentro de seu espectro de desejos, pensamentos e intenções; é necessário que todos eles estejam prontos para a conexão mútua tanto quanto nós, estando abaixo da Machsom, somos capazes disso. Claro, tudo isso está acontecendo num mundo de decepção por causa do egoísmo, Lo Lishma, mas nada mais é exigido de nós.

Nós devemos entender que a abordagem espiritual não é difícil, mas muito simples. O problema é que não estamos direcionados à espiritualidade! Eu não estou direcionado à união! Se eu fosse capaz de permanecer na aspiração pela união por algumas horas, eu a teria alcançado. Porém, eu não quero isso, e estou gastando horas em todas as coisas possíveis, exceto na espiritualidade. Portanto, no final, uma única vida não é suficiente para alcançá-la.

O problema é que nós continuamos esquecendo onde precisamos nos esforçar. Se você se esforça no lugar correto, então não importa se você tem pouca água; se você a utiliza para a semente plantada na terra, essa semente irá brotar. Por outro lado, se você derrama a água na areia do deserto, então nada vai sair daí.

É por isso que todo o problema reside na qualidade da intenção. Enquanto que em termos de quantidade, nós a estamos enchendo demais, contornando, fazendo algo, e permanecemos satisfeitos porque usamos toda nossa força. Porém, se você visse como realmente é, você entenderia que não fez nada no lugar certo. Esta é toda a questão. É nisso que estamos trabalhando e tudo depende disso.

Cada um já está sobrecarregado de conhecimento teórico, ciência e artigos. O que resta é aplicar o esforço no lugar certo, apenas entre os corações. Assim, nós vamos ter êxito. Em nosso estado atual nós podemos alcançar isso em poucas horas para ao menos tocar o vaso espiritual, e então tudo será muito mais fácil.

Da Convention de Arava 24/02/12, Lição 4

Atingir O Limite


A pessoa também precisa de ajuda do Alto para alcançar o desespero absoluto. Nós somos incapazes disso sozinhos. É uma grande coisa sentir o seu limite: isso é ‘eu’, e isso não é mais ‘eu’. Somente o Criador pode dar este sinal, este limite, a fronteira entre Ele e eu.

Nós fazemos diferentes ações com diferentes truques, até que, de repente, chegamos ao desespero, vendo o chamado “decreto do Céu” nele, o que representa um sinal de Cima. Baal HaSulam escreve, Não há maior estado de felicidade no mundo do que quando a pessoa se encontra desesperada com suas próprias forças… Afinal, este estado chega até ela do Criador, e não há mais nada que possa ser feito.

Nós estávamos juntando nossos pequenos esforços, um de cada vez, e então os recebemos simultaneamente, já acumulados num único todo. Nós não colocamos nossos esforços em alguma caixinha, eles são coletados num vaso comum e seu resultado vem do Criador. Ninguém sabe quando isso vai acontecer. É por isso que a saída do Egito é feita às pressas e na escuridão.

Quando tentamos alcançar a união, nós começamos a trabalhar nela juntos e, de repente, descobrimos o poder do desespero, rejeição e impotência. Este desespero nos leva a uma demanda: nós precisamos de ajuda para nos unir. E nós gritamos. Este grito é seguido pela ajuda do Alto.

Assim, é impossível alcançar o Criador sem primeiro se tornar desesperado internamente e fazer um esforço concentrado. Afinal, o Criador é uma força, que é especificamente revelada através do trabalho e do esforço mútuo. No indivíduo não há Criador. A Luz superior só pode existir num vaso, corrigido até certo ponto, e um indivíduo é uma “peça quebrada” do todo.

Da Convenção de Arava 25/02/12, Lição # 6