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Não Exagere

962.4Pergunta: Não tente comprar seu filho com tênis, tablets ou brinquedos novos. Então, como se “compra” um filho?

Resposta: Mostrando a ele que você é amigo dele, que supostamente está no nível dele. E imagine o quanto você precisa se refazer para isso, o quanto precisa mudar.

Pergunta: Sim, sou eu quem precisa mudar. E o que você quer dizer com a palavra “amigo”?

Resposta: Você o entende, está pronto para ajudá-lo, apoiá-lo. O principal é entendê-lo.

Pergunta: Não exagere com cursos de desenvolvimento, clubes e atividades extracurriculares. Deixe a criança viver a infância organicamente.

O que é uma infância vivida organicamente?

Resposta: Em geral, sim. A criança deve fazer o que quiser.

Pergunta: Até que ponto?

Resposta: No fim das contas, ela recebe seus desejos e opiniões dos amigos de qualquer maneira. Portanto, não são realmente dela. Mesmo assim, incentive-a.

Comentário: Mas você disse que estava cercado de compositores, de música. E aos poucos…

Minha Resposta: Não me deu nada de especial.

Pergunta: Mas lhe deu um ouvido para música. Você definitivamente tem ouvido. Você ainda acha que uma criança deve ter liberdade de escolha?

Resposta: Sim.

Pergunta: Cumpra a sua palavra. Diga uma vez, faça na segunda. Seria melhor não prometer nada à criança para não enganá-la?

Resposta: Não, mas se você quiser demonstrar educação, você deve prometer e cumprir.

Pergunta: Deixe-a cometer erros. Pesquisadores finlandeses dizem: “Que erro maravilhoso!” Ou seja, eu poderia até dizer para um erro: “Parabéns. Você cometeu um erro”. Essa abordagem pode ser usada?

Resposta: Não “muito bem”. Mas encontre o erro e corrija-o. Aqui você tem um erro. E não é uma acusação, você não está culpando o outro.

Pergunta: “Não tenha medo de amar demais o seu filho” — dizem as pessoas. O que significa “amar demais”?

Resposta: Não demonstrar amor excessivo, principalmente quando isso pode atrapalhar.

Pergunta: O amor pode atrapalhar?

Resposta: Claro. Tudo deve ser medido e equilibrado.

De KabTV, “Notícias com Dr. Michael Laitman”, 01/08/25

Aproxime Os Amigos Do Criador

938.04Pergunta: Às vezes, sinto o desejo de um amigo com mais intensidade do que o meu, e isso me causa sentimentos desagradáveis. Provavelmente, isso me impede de me conectar com o desejo do Criador. Como posso direcionar isso a Ele?

Resposta: Você deve se importar com seus amigos, estar neles e uni-los em um desejo voltado ao Criador, para se elevar em prol do Criador.

É assim que você pode afetar seus amigos e aproximá-los do Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/25, “Correção do Coração”

Ato Altruísta Ou Gratificação Da Própria Vaidade?

559Pergunta: Um dia, eu queria muito fazer algo por alguém sem esperar nada em troca. De repente, vi uma menina pobre e doente na rua que claramente precisava de ajuda. Dei-lhe dinheiro. Ela não esperava e ficou tão feliz que até chorei. Era o meu ego chorando ou eu chorei porque havia feito um ato verdadeiramente altruísta?

Resposta: Uma pessoa, por definição, não pode fazer nada desinteressadamente porque é egoísta. Você ajudou a garota e ficou tão comovido com o seu próprio ato, sentindo-se especial, como se tivesse feito algo altruísta e incondicional. Você perdeu uma moeda de 25 centavos do seu bolso e se sentiu bem com isso.

Não estou negando a nobreza do seu ato de forma alguma. Mas é nobreza terrena, não espiritual. Porque você, como ser humano feito 100% de egoísmo, precisava sentir satisfação para realizar esse ato aparentemente altruísta.

Portanto, se você recebe prazer com suas ações, isso é chamado de recompensa, pagamento ou compensação. Sua ação não pode ser chamada de incondicional. Além disso, ela não foi altruísta desde o início, pois você foi movido pela compaixão; ou seja, o sofrimento de outra pessoa o afetou.

E nem estou dizendo que, talvez, a garota fosse bonita, estivesse chorando, precisando de apoio, e algumas qualidades masculinas podem ter surgido em você; em outras palavras, seu egoísmo estava a todo vapor.

Você precisa conhecer bem a sua natureza para entender as razões por trás desses impulsos internos que visam ajudar outra pessoa. Mas, até que você se conecte com o Criador, eles permanecerão egoístas.

Dentro de nós, uma máquina muito interessante funciona. É por isso que as pessoas servem umas às outras de maneiras diferentes, circulam por hospitais, procuram vítimas e fazem todo tipo de coisa pelos outros. Tudo isso porque o egoísmo, nessa forma especial, as impele a trocar o que parecem ser boas ações. Mas, na realidade, elas estão apenas satisfazendo a si mesmas, à sua própria vaidade!

Por meio dessas ações, você eleva seu status aos seus próprios olhos: você doou a alguém, essa pessoa apreciou, e você se tornou superior a essa pessoa, mais nobre, e passou a se respeitar ainda mais. Essa é a sua recompensa pelo que você fez por ela.

Pergunta: Então, se uma pessoa não revelou o Criador, que lhe fornece combustível altruísta, ela tem alguma chance de realizar uma ação altruísta?

Resposta: Nenhuma. É autoengano.

Comentário: Mas o ato em si é nobre.

Minha Resposta: Nobre significa “produzir o bem”. E essas ações não trazem nenhum bem real — pelo contrário, apenas danos.

Se você quer trazer o verdadeiro bem ao mundo, atraia a luz superior para ele, aquele combustível que nos ajudará a realizar verdadeiramente até mesmo ações inconscientes direcionadas para longe de nós mesmos e não para nós mesmos.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 10/01/16

A Grande Alma Do ARI, Parte 2

249.03Pergunta: O que há de tão especial no período em que uma alma tão grandiosa como o ARI se revela? O que estava acontecendo no mundo naquela época?

Resposta: O povo de Israel, ao longo de sua história, passa por quatro exílios e quatro redenções, que correspondem aos quatro estágios do desenvolvimento completo do desejo (HaVaYaH).

Esses estágios já estavam incorporados no primeiro HaVaYaH, nas quatro fases da expansão da luz superior para a criação do vaso geral da criação. E, consequentemente, toda a criação, cada parte dela, existe e se desenvolve de acordo com as quatro fases de HaVaYaH. Cada mundo, cada objeto ou ação espiritual, desde a menor partícula até a escala de toda a criação, sempre contém HaVaYaH.

Portanto, a humanidade neste mundo material, que é consequência da raiz espiritual, também se desenvolveu seguindo os passos de HaVaYaH. Por essa razão, houve quatro exílios e três redenções, e agora estamos no limiar da redenção final.

O ARI representa o fim do quarto e último exílio, e o início da redenção. Portanto, quando sua alma foi revelada, ele foi capaz de apreender todo o sistema e, por meio de suas explicações neste mundo, dar a muitas pessoas a possibilidade de alcançar a compreensão, de atrair a luz através de suas almas. Isso foi iniciado pelo Baal Shem Tov e continuado por todos os Cabalistas depois dele, até o Baal HaSulam e o Rabash.

O ARI deu a todos o método da sabedoria da Cabalá no quarto e último nível. Depois do ARI, Baal HaSulam adaptou esse método para a nossa geração, mas, em essência, é o método do ARI.

O ARI viveu na fronteira entre o fim do quarto exílio e o início da redenção final. Este é um período muito especial, que ocorreu no século XVI. Mas os processos espirituais não se manifestam instantaneamente no mundo material; eles se desenvolvem gradualmente na ordem do desenvolvimento de luzes e desejos, o que leva tempo. Portanto, isso pode se estender por muitos anos antes de ser revelado.

Afinal, os desejos devem se desenvolver gradualmente em direção ao conhecimento, à sensação e à realização, por meio do livre-arbítrio, e atrair a Luz. Esse processo inclui muitas etapas que não podem ser ignoradas.

Uma pessoa precisa desenvolver sentimentos e intelecto, a capacidade de trabalhar contra sua natureza, de se conectar com os outros, que sempre se opõe ao egoísmo, para esclarecer toda a sua quebra interior. Isso não é simples, e é por isso que levou tempo, como vemos, do ARI ao Baal HaSulam.

Até mesmo o Rav Chaim Vital (o primeiro e, pode-se dizer, o único estudante que compreendeu o método do ARI) escreve na introdução ao Sefer HaHakdamot como ele se sente em desespero e triste porque o Messias ainda não veio. E isso já no século XVI. Embora fosse um grande Cabalista, ele ainda esperava e tinha esperanças.

Claramente, esse é um processo muito prolongado, mas cada geração contribui para o mesmo empreendimento que o ARI iniciou.

Temos o mérito de difundir ainda mais o método do ARI e do Baal HaSulam e disseminar seus livros. Quem sabe, talvez seja necessária outra geração para completar esta obra. Mas esperemos que consigamos levar a correção do mundo inteiro à sua conclusão.

Da Lição Diária de Cabalá de 05/08/16, “Dia em Memória do ARI”

A Grande Alma Do Ari, Parte 1

209Hoje em dia, comemoramos o dia em memória do ARI (Isaac Luria Ashkenazi) — uma pessoa única, um grande Cabalista. O fato é que a força superior, a realidade em que existimos, é revelada em nosso mundo gradualmente. Ela foi revelada pela primeira vez a uma pessoa chamada Adão, que, portanto, é considerado o primeiro homem.

A partir dele, essa revelação foi transmitida por uma cadeia de Cabalistas até Abraão, depois para Isaque, Jacó, Moisés, Arão, José, Davi e assim por diante. Toda a Torá é revelada passo a passo, porque nosso desenvolvimento é egoísta. De geração em geração, o egoísmo cresce, a humanidade evolui e, com ela, a Cabalá e os Cabalistas se desenvolvem.

Antes de Abraão, havia apenas pequenos grupos de Cabalistas. Mas Abraão reuniu um grande grupo, que se desenvolveu e se autodenominou “povo de Israel”, que significa Yashar-El (direto ao Criador). Esse grupo passou por muitas subidas e descidas no caminho espiritual, por quebras, e finalmente entrou no exílio final, ou seja, a última descida espiritual.

A alma do ARI simboliza a saída deste exílio final e o início da redenção, ou seja, o início da revelação do mundo espiritual, da força superior, para toda a humanidade. De dentro deste mundo, podemos agora começar a revelar o mundo do infinito, conectar os dois polos opostos da criação e passar desta vida temporária e transitória para uma vida eterna e perfeita.

O ARI é único por nos ter revelado a sabedoria da Cabalá em sua forma completa. Em sua época, o período do exílio final chegou ao fim, e assim ele se situou no auge da revelação do vasto desejo egoísta. Ao corrigi-lo, ele foi capaz de alcançar toda a criação e descrever essa sabedoria em sua plenitude.

Ele entendeu como todas as partes da criação estão conectadas, de que forma e por quais leis e fórmulas elas se desenvolvem, e como nós, seres humanos, almas humanas, gradualmente revelamos tudo isso à medida que progredimos em direção à revelação completa, nossa correção final.

Tudo isso o ARI revelou e descreveu de uma forma adequada à percepção da pessoa moderna, às almas da nossa geração. É por isso que os Cabalistas, que entendem quem foi o ARI, o têm em alta conta. Verdadeiramente, ele é uma alma única.

Baal HaSulam escreve que lhe faltam palavras para expressar a grandeza da alma extraordinária do ARI e sua contribuição para o desenvolvimento da Cabalá. O ARI nos deixou todas as chaves para a conquista do mundo espiritual. Hoje ainda não somos capazes, mas esperamos que um dia possamos compreender sua grandeza.

Baal HaSulam escreve que lhe foi concedida a inclusão com a alma do ARI (Ibur Neshama) e que, por meio disso, ele foi capaz de escrever o comentário Sulam (Escada) sobre o Livro do Zohar e o Estudo das Dez Sefirot — seu comentário sobre a Árvore da Vida (Etz Chaim). Tudo isso foi possível pela inclusão da alma do ARI dentro dele, essa alma especial, esse desejo único, corrigido pelo grande Cabalista.

Naturalmente, devemos nos esforçar, pelo menos um pouco, para aderir a essa alma exaltada. Na medida em que formos capazes de nos conectar, de nos unir e de nos anular diante dele, nessa mesma medida, também seremos capazes de desfrutar um pouco de sua luz e, talvez, alcançar algo de suas revelações.

A linguagem do ARI é inteiramente única: fluida, bela, gentil e próxima de nós. Ele descreve cada detalhe que escolhe explicar com a máxima precisão. E todas as suas explicações visam principalmente atrair a luz circundante para que, por meio deste estudo, possamos alcançar a percepção espiritual.

É assim que começa o livro do ARI Etz Chaim ( A Árvore da Vida ):

Eis que antes que as emanações fossem emanadas e as criaturas fossem criadas,
A Luz Simples Superior preenchia toda a existência.
E não havia vacância, como um ar vazio, um oco,
Mas tudo estava preenchido com aquela Luz Simples e Ilimitada.
E não havia tal parte como início ou fim,
Mas tudo era Luz Simples e Única, equilibrada uniforme e igualmente,
E era chamada de “a Luz de Ein Sof (Infinito)”.
E quando sobre Sua vontade simples, veio o desejo de criar os mundos e emanar as emanações,
Para trazer à luz a perfeição de Seus feitos, Seus nomes, Suas denominações,
Que foi a causa da criação dos mundos,
Então o Ein Sof restringiu a Si mesmo, em Seu ponto médio, precisamente no centro,
E Ele restringiu aquela Luz, e afastou para os lados em torno daquele ponto médio.
E permaneceu um espaço vazio, um ar vazio, um vácuo
Precisamente do ponto médio.
E aquela restrição estava igualmente em torno daquele ponto médio vazio,
De modo que o espaço foi uniformemente circulado em torno dele.
E depois da restrição, quando o espaço vago permaneceu vazio…

Da Lição Diária de Cabalá de 05/08/16, “Dia em Memória do ARI”

Aquele Que Criou O Amor

20O Criador é a força de doação e amor, e para aquele que ama, há imenso sofrimento em não ter a oportunidade de trazer contentamento à pessoa que ama.

O sofrimento causado pela doação não realizada é muito maior do que pelo não recebimento, como está escrito: “Mais do que o bezerro quer mamar, a vaca quer alimentar”.

Quando o grande não consegue dar sua perfeição ao pequeno porque este é incapaz de receber algo, isso causa grande dor.

O Criador é o desejo de dar e doar, o desejo de amar. E não devemos pensar que isso não envolve um sentimento de carência!

Não é simplesmente de necessidades não satisfeitas; é de uma perfeição não compartilhada! Portanto, o Criador cria o desejo de desfrutar para preenchê-lo e expressar Seu amor por ele.

Em nosso desejo, todos os preparativos já foram feitos para receber toda a luz e o amor do Criador.

Mas para que possamos entender o que Ele está fazendo e sentir o que Ele está nos dando, precisamos nos tornar semelhantes a Ele em estatura e em qualidades.

Portanto, apenas um componente está faltando aqui: nossa independência, nosso próprio desejo de sentir Seu amor e aceitá-Lo como nosso amado.

Afinal, se esse anseio não vier de nós, não será amor. O amor pode ser comprado com dinheiro? Não.
Com dinheiro, só posso comprar serviços: pago em um salão de beleza, em uma clínica ou em um restaurante, e eles cuidam de mim com todo o coração, mas é porque amam o dinheiro e não a mim.

Então, como posso fazer com que me amem? Isso, não sabemos.

O verdadeiro amor só é possível se eu for completamente independente do outro, e a respeito do Criador está escrito: “Eu sou o primeiro e Eu sou o último”.

Portanto, o problema do Criador é como nos criar, nos dar existência e, ao mesmo tempo, nos fazer completamente independentes Dele.

E ao mesmo tempo, Ele espera que cultivemos dentro de nós o amor por Ele, sobre o qual devo então dizer: “Eu sou o primeiro e eu sou o último!”

Isto significa que as dez Sefirot da luz direta estão revestidas nas dez Sefirot da luz refletida e se complementam.

Da Lição Diária de Cabalá 15/02/10, Introdução do Livro do Zohar, “Fechadura e Chave”

Encontre Seu Erro

253Pergunta: Quando me conecto com o Criador, tudo na vida desmorona e eu chego ao fundo do poço. Por que isso acontece?

Resposta: Não sei como você está se conectando com o Criador ou por que isso causa uma queda. Geralmente, isso deveria levar a pessoa a se elevar de um estado anterior para um mais elevado.

Portanto, você precisa dar a si mesmo alguns exemplos, e então verá seus erros. Por exemplo, o que significa estar em uma conexão maior com o Criador do que agora, como você faz isso e o que sente ao fazê-lo?

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 05/08/25, “Correção do Coração”

Direcione Seu Coração Para O Criador

530Pergunta: No artigo do Baal HaSulam, “A Conexão do Homem com as Sefirot”, diz-se que não podemos corrigir nossos pensamentos, mas podemos direcionar nossos corações diretamente ao Criador.

Como podemos direcionar o coração comum da dezena em direção ao Criador para que nossos pensamentos ao longo do dia sejam substituídos por pensamentos corretos?

Resposta: Isso deve ser feito o tempo todo, tanto quanto possível. Graças a esses esforços, começaremos gradualmente a sentir o quanto estamos nos aproximando ou nos afastando do Criador.

Devemos pensar sobre isso e imaginar isso em todas as nossas ações, durante todas as lições, e precisamos continuar agindo dessa maneira.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/25, “Correção do Coração”

Ouça A Resposta Do Criador

263Pergunta: Quando pedimos ao Criador por Hissaron (carência), temos certeza de que Ele nos ouve, mas às vezes não sentimos a Sua resposta. O que deve ser feito nesse caso?

Resposta: Se você não sente a resposta do Criador, significa que ainda não é capaz de elevar seus desejos ao nível Dele.

Você precisa se aprofundar ainda mais nos desejos que estão surgindo e se desenvolvendo em você, e então você entrará no reino onde ouvirá a resposta do Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/25, “Correção do Coração”

“Alimentando-se” Dos Ensinamentos De Baal Hasulam E Rabash

527.06Pergunta: O que Baal HaSulam acrescentou à correção da alma que o ARI iniciou?

Resposta: O próprio ARI não escreveu nada. Foi seu aluno, o Marhu (Chaim Vital), quem escreveu, e seus escritos foram publicados ao longo de três gerações após a morte do ARI.

Baal HaSulam explicou e sistematizou todo o ensinamento do ARI. Antes dele, o ensinamento do ARI não era organizado de forma estruturada e, portanto, era impossível estudá-lo adequadamente. Muitos que começaram a estudar o ARI acabaram se dedicando ao estudo das obras do Ramak.

Eu mesmo estudei o Ramak até descobrir o Baal HaSulam. Vi muitos Cabalistas que preferiam estudar o Ramak em vez do ARI porque os livros do Ramak são claros e organizados.

Os escritos do ARI não eram estruturados. Baal HaSulam sistematizou, detalhou, explicou e organizou: as três linhas, a primeira e a segunda restrições, o Criador e o ser criado, as definições dos mundos, Sefirot, Partzufim, NRNHY KHB, ZON, e ele até criou uma coleção de diagramas dos mundos superiores no livro Elan.

Embora faltem algumas partes que ele poderia ter sistematizado melhor (como Adam HaRishon, os mundos impuros de BYA), parece que ele optou por não lidar com elas. Sem Baal HaSulam, não teríamos o método do ARI. Seria impossível compreender o ARI.

Hoje, quando lemos outros Cabalistas, só os compreendemos porque conhecemos as obras de Baal HaSulam. Sem ele, estaríamos confusos.

Sejam os livros sobre Hassidismo, o Ramak ou o Agra que você ler, você só os compreenderá porque estudou o Baal HaSulam. Sem os artigos do Rabash, não seríamos capazes de compreender o que nos é exigido e o que a obra do Criador realmente significa.

Sem esses dois Cabalistas, Baal HaSulam e RABASH, que se complementam, não teríamos a abordagem correta para o método de correção.

Da Lição Diária de Cabalá 08/08/10, Escritos de Baal HaSulam, Prefácio “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot