Textos arquivados em ''

O Que Significa Uma Pessoa Internamente Bonita?

 961.1Pergunta: Se, por exemplo, eu chegar à conclusão de que a beleza interior é muito mais importante do que tudo o que é externo, eu noto essa externalidade em uma pessoa?

Resposta: Você continua sendo um ser humano.

Pergunta: Então ainda tenho um marcador interno de que essa é uma pessoa bonita?

Resposta: Sim, mais do que isso, você está desenvolvendo um gosto ainda mais refinado. Você está desenvolvendo uma necessidade ainda maior de ver harmonia em tudo. Para você, a beleza já reside na harmonia. E se você vê harmonia, você a aprecia.

Pergunta: O que é a beleza interior de uma pessoa para você? O que é?

Resposta: A beleza interior de uma pessoa surge quando ela enxerga a possibilidade de justiça e até mesmo bondade, mas pelo menos justiça em tudo ao seu redor. Quando tudo está em equilíbrio de acordo com a lei espiritual de comprar e vender; ou seja, a lei de receber e doar.

Pergunta: Então uma pessoa que é internarmente bela sente a harmonia absoluta de tudo que existe ao seu redor?

Resposta: Sim.

Comentário: E não há mal, e não há…

Minha Resposta: Não há nada! Ela se alinhou ao Criador! E nada pode ser mau, sujo ou repugnante. Tudo está em completa harmonia. Porque ela não vê a manifestação externa, mas a força que governa toda a criação a partir de dentro.

Comentário: Isso é lindo, o espiritual também se reflete no material. É interessante. Eu pensava que uma pessoa simplesmente, num instante, para de prestar atenção em qualquer coisa. Mas você diz que é o oposto.

Minha Resposta: Não! Além disso, está escrito que, ao se aproximar da correção completa, o gosto pela cópula e a compreensão da beleza permanecem apenas com os Cabalistas. É muito, muito complexo.

Pergunta: Isto é, somente os Cabalistas podem verdadeiramente desfrutar tanto material quanto internamente?

Resposta: Sim, eles veem isso como uma criação do Criador.

De KabTV “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 22/07/25

Simplesmente Largue Os Remos

229Relaxe e perceba que você está dentro da natureza. E deixe que ela o guie. O principal é se entregar à natureza.

Pergunta: Então eu largo os remos? Há uma correnteza e eu largo os remos.

Resposta: Sim.

Pergunta: Mas existe correnteza?

Resposta: Mesmo isso não importa para mim.

Pergunta: Não importa? Simplesmente deixar tudo para trás assim?

Resposta: Sim.

Pergunta: É possível?

Resposta: Se você acredita em uma natureza sábia, grande, eterna e todo-poderosa, então, na minha opinião, esta é a decisão mais razoável.

Comentário: Sim, parece que não há nada em meu poder.

Minha Resposta: Além disso, tudo o que você cria para ir contra isso por conta própria só enfatiza a insignificância, a limitação, a falta de compreensão, a ignorância e a discordância com essa grande natureza na qual existimos.

Não resista a nada, não invente nada. Tente simplesmente entender o que a própria natureza significa, concorde com ela, apegue-se a ela, e você encontrará o componente mais ideal da sua existência.

De KabTV “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 30/07/25

A Patente Do Prazer Infinito

198Pergunta: O que significa “receber do Criador para dar-Lhe prazer”?

Resposta: Baal HaSulam explica isso no “Prefácio à Sabedoria da Cabalá” usando o exemplo de um convidado e um anfitrião.

Um convidado chega até o anfitrião. O anfitrião preparou uma mesa farta para ele porque o ama com um amor sem limites, sem cálculos, e deseja muito agradá-lo.

O convidado sente o quanto o anfitrião o ama e quer lhe proporcionar prazer. Mas, de repente, sente tanta vergonha que não consegue aceitar nada do anfitrião.

O anfitrião o ama tanto e deseja profundamente lhe proporcionar prazer; ele já sabe o quanto o convidado deseja receber e quais pratos ele aprecia. Ele preparou tudo exatamente de acordo com os desejos do convidado, tanto em quantidade quanto em qualidade.

Mas o convidado sente vergonha. O que fazer? O convidado se recusa a aceitar a refeição:

“Eu não quero receber nada! Eu quero doar como você! Você me mostrou seu amor, e eu sinto isso. Como posso fazer o mesmo com você?” O convidado começa a pensar: “Mas se eu não aceitar nada, vou devolver ao anfitrião. É assim que eu respondo ao seu amor?! O que eu posso fazer?!”

Então ele encontra uma solução: “Receberei apenas pelo bem do anfitrião. Como o anfitrião tem o desejo de doar e quer que eu receba, devo primeiro entrar em seu desejo para que ele se torne meu objetivo. Entro em seu desejo e sinto o quanto ele me ama, o quanto ele quer que eu receba, o quanto ele sofre com a minha recusa em aceitar sua oferenda. Trabalho com seu desejo e penso apenas em como posso realizá-lo”.

Ao estar dentro do seu desejo e me esforçar apenas para satisfazê-lo, descubro a capacidade de fazê-lo dentro de mim, aceitando a refeição e apreciando-a, pois somente através do prazer que sinto posso proporcionar prazer ao anfitrião. Sou obrigado a receber e desfrutar sem limites, pois sinto como isso o preenche.

Dessa forma, cada um trabalha com o desejo do outro. O anfitrião pensa em como o convidado receberá dele e desfrutará. E o convidado pensa em como receberá e desfrutará, a fim de satisfazer o desejo do anfitrião de lhe proporcionar prazer. Cada um usa seu próprio desejo para satisfazer o desejo do outro.

Ao mesmo tempo, cada um se beneficia duplamente, ou até mais, porque cada um sai para fora e, assim, experimenta um prazer infinito e sem limites.

Esta “patente” parece muito simples à primeira vista. Mas quando começamos a pensar nela, parece difícil de implementar.

Porém, idealmente, se entendermos isso, essa é a única maneira de nos preenchermos com prazer infinito, porque eu uso o desejo do outro, fora de mim.

O Criador é um desejo infinito, e eu sou apenas um pontinho. Mas se eu começar a me apegar a Ele, adquiro um desejo infinito para mim mesmo, que posso realizar. E começo a sentir como o preencho e como esse desejo se deleita.

Acontece que, ao tratá-Lo com amor, recebo desejos infinitos, vida infinita, eternidade e perfeição. Recebo tudo isso se me relacionar com o Criador como a meta que devo alcançar.

Portanto, a sabedoria da Cabalá é verdadeiramente a ciência da recepção (a palavra “Cabalá” em hebraico significa “recepção”), de como receber e como me divertir sem quaisquer limitações.

Da Lição Diária de Cabala 17/03/10, O Livro do Zohar

Traga Seu Coração Ao Criador

963.3Pergunta: Como devo viver minha vida para fazer uma oração verdadeira que seja respondida?

Resposta: Você deve tentar abrir seu coração. Você verá o que é oração dentro dele e como ela se manifesta. Mas isso precisa ser feito dessa forma; caso contrário, não é uma oração.

Pergunta: Quando você diz “coração”, é claro que não se refere ao órgão físico. O que você quer dizer com isso?

Resposta: Quero dizer todos os seus desejos e sonhos mais profundos, mas mais precisamente, suas reclamações sobre a vida.

Pergunta: É isso que é o “coração”?

Resposta: Sim.

Pergunta: Todos esses desejos não realizados, o que são?

Resposta: Eles são o que você quer levar ao Criador e pedir que Ele lhe explique por que Ele não os realizou.

Pergunta: Qual dos meus desejos não realizados receberá uma resposta?

Resposta: Apenas um. Se você já desejou algo, esperou que esse desejo fosse realizado pelo Criador? Não se trata do que você desejou, mas sim se você desejou que fosse o Criador quem o realizaria. É aí que reside a realização.

Ou seja, você não desejou dinheiro, felicidade, fama, sucesso — não importa o quê ou como — mas esperou que viesse do Criador porque queria que Ele preenchesse os seus desejos e somente isso o satisfaria. Nada mais é necessário! Apenas que Ele o fizesse! E mesmo que Ele o preenchesse com apenas uma gota, isso seria suficiente, porque Ele o fez!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 19/07/25

Humanidade Da Humanidade

200.01Comentário: O pesquisador Jerry Burger reproduziu o controverso e infame experimento de Stanley Milgram de testar a disposição das pessoas em infligir dor na forma de choques elétricos em outras em incrementos crescentes sob a insistência de uma “figura de autoridade”. Após o início do experimento, Burger ofereceu aos participantes o pagamento integral pela participação no estudo, mesmo que optassem por não continuar a infligir choques elétricos cada vez mais fortes em seus colegas. Seu estudo produziu quase os mesmos resultados que o de Milgram, realizado cerca de 50 anos antes. As taxas de adesão dos participantes que infligiram sofrimento a mando da figura de autoridade do estudo foram apenas ligeiramente menores no estudo de Burger, e ele também não encontrou diferenças nas taxas de obediência entre homens e mulheres.

Minha Resposta: Se o experimento tivesse sido conduzido em condições mais naturais e reais, o pesquisador teria encontrado uma disposição total para explorar os outros de qualquer forma, apenas pelo menor benefício pessoal ou mesmo sem benefício algum. Porque quanto pior para o outro, melhor para mim. É assim que uma pessoa mede seu estado, ele é medido em relação aos outros.

Os eventos inevitavelmente nos levarão a revelar nossa natureza maligna e a reconhecer a força maligna que nos governa a tal ponto que concordaríamos em mudá-la para o bem e o amor.

Em essência, não importa se recebemos ou damos. O principal é nos sentirmos realizados!

Se tivéssemos nascido com a qualidade de doar em vez de receber, não entenderíamos como é possível receber em vez de dar.

Essa transição nada mais é do que uma mudança psicológica. Afinal, o principal é a realização! Por enquanto, a pessoa vê realização apenas em si mesma e a mede em relação à queda do outro.

Entradas na seção “Desenvolvimento do Egoísmo”

Antes Do ARI, Os Portões Da Sabedoria Estavam Fechados Para Nós

219.03O ARI é uma grande alma que desceu ao nosso mundo para nos abrir os portões da sabedoria. Portanto, como escreve Baal HaSulam, a partir da época do ARI, tudo depende do homem, que deve se corrigir e ser capaz de revelar o Criador, tornar-se um com Ele e alcançar o objetivo da criação.

Antes, anterior ao ARI, isso era simplesmente fechado para pessoas comuns, pois as almas ainda não estavam prontas e precisavam passar por um certo caminho de desenvolvimento e se misturar umas com as outras.

O ARI simboliza o período do Messias (Mashiach); portanto, ele é chamado de Mashiach ben Yosef, e a partir de seu período a sabedoria da Cabalá começou a tomar a forma de um método de correção. Antes ela era destinada apenas a indivíduos selecionados, em uma forma especial.

Devemos respeitar os Cabalistas que estavam em Safed naquela época, ao lado do ARI, e que reconheceram sua grandeza. Eles o apreciavam. RAMAK já era velho, famoso e respeitado, mas frequentava as aulas do ARI e sentava-se como um aluno. Embora tivesse o dobro da idade do ARI, era conhecido e reverenciado como um grande Cabalista.

Graças a ele e a vários outros Cabalistas que apreciavam o ARI, ele foi protegido dos oponentes da Cabalá. Afinal, ele tinha apenas alguns alunos jovens (de 26 anos!). Naquela época, a atitude em relação à Cabalá não era nada amigável. Parece-nos apenas que tudo era permitido, como gostam de escrever sobre isso agora.

Isso é um pouco semelhante ao destino de RaMCHaL: ele foi perseguido por estudar Cabalá, expulso do gueto de Pádua, a cidade onde vivia. Até que o Gaon de Vilna declarou a todos sobre sua grandeza, e ele foi deixado em paz.

Da Lição Diária de Cabalá 08/08/10, Escritos do Baal HaSulam, Prefácio “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot