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Capte A Voz Interior Do Criador

938.03Pergunta: O que é o inconsciente da perspectiva da Cabalá?

Resposta: Na Cabalá, não existe tal termo.

Pergunta: É claro que 99% de todos os eventos na vida de uma pessoa acontecem como se estivessem acima dela, ou seja, inconscientemente. Ela simplesmente reage instintivamente a tudo, percebendo apenas uma pequena fração. Na Cabalá, você se torna consciente de todos os 99% dos eventos?

Resposta: Na Cabalá, há exercícios aos quais instintivamente recorremos para tentar criar condições nas quais a luz superior, o Criador, começa a se manifestar dentro de nós, para que comecemos a senti-Lo interiormente e nos tornemos mais receptivos à Sua influência sobre nós.

Precisamos captar a voz interior do Criador dentro de nós. Essas são condições especiais. Geralmente surgem quando nos sintonizamos corretamente com o grupo.

Ao nos unirmos a amigos e prepararmos o tipo de relacionamento entre nós no qual o Criador pode ser revelado, captamos a Sua voz interior. O sensor para perceber o Criador é a nossa conexão.

Pergunta: Como alguém pode determinar que esta não é a voz do egoísmo, mas a voz do Criador?

Resposta: A pessoa sente isso e, ao mesmo tempo, descobre que a revelação do Criador ainda ocorre dentro de suas qualidades egoístas. Mas isso a impulsiona para a frente.

Da Lição de Cabalá de 11/02/18, “A Jornada para a Autodescoberta. Os Fundamentos do Trabalho Interior”

Juntos, Venceremos As Forças Malignas Que Impedem O Amor

528.04Em nosso mundo, todo o trabalho para alcançar a grandeza do Criador, as qualidades espirituais e a grandeza da meta ocorre dentro do grupo. Isso deve servir como combustível para o nosso avanço em direção à importância da doação e do amor. Consequentemente, sentiremos que estamos mudando, que várias mudanças e transformações positivas estão acontecendo dentro de nós, isto é, na direção da doação.

Ao mesmo tempo, porém, a linha esquerda começa a se revelar em todos os tipos de decepções, fracassos e problemas relacionados ao grupo, ao Criador, ao professor e ao método, em tudo o que associamos à realização da meta. Nós aumentamos a importância da espiritualidade, e então também veremos o Faraó, que são todos os pecadores revelados na linha esquerda, do menor ao maior, conforme descrito na Torá: Balaão, Balaque e todos os outros.

Faraó, ou a serpente, é o nome geral para todos os pecadores. Todas essas forças egoístas são reveladas na linha esquerda. E o principal fator que define o caráter dessas forças malignas é o orgulho, que as faz perguntar: “Por que vocês precisam de trabalho espiritual? Quem é o Criador para que eu deva obedecer a Ele?”

Este é o enorme orgulho humano se levantando contra o Criador e clamando: “Eu governarei!”. É assim que ele se revela a uma pessoa. E na medida em que ela o corrige, começa a ver a grandeza do Criador e compreende que o Criador é grande precisamente em Sua humildade. A pessoa começa a valorizar a humildade como a maior qualidade, porque ela significa perfeição.

No entanto, a humildade é apenas o grau de Binah. Então, sobre ela, surge um acréscimo: a doação construída sobre a humildade. A humildade de uma pessoa para com os outros se manifesta em sua prontidão para servi-los. Então ela alcança “Ame o seu próximo como a si mesmo”: o amor verdadeiro.

Da Lição Diária de Cabalá de 14/10/12, Escritos do Baal HaSulam, “No Lugar Onde Você Encontra a Sua Grandeza”

Uma Declaração Chocante Sobre O Criador

294.2O Criador em Si não existe.

Comentário: Bem, essa afirmação choca a todos.

Minha Resposta: Mas é verdade! Como uma pessoa reage a isso, se reage, é problema dela. Preciso esclarecer as coisas. O próprio Criador não existe. O que existe é o sentimento de proximidade com os outros que surge através do esforço mútuo para revelar a qualidade de amor e doação.

Pergunta: Então você chama esse sentimento de revelação do Criador?

Resposta: Sim, o Criador é amor. E isso não tem nada a ver com o que existe entre um homem, uma mulher, crianças, não importa quem ou o quê. É simplesmente uma relação com tudo o que, eu diria, percebo como externo a mim.

Pergunta: E fora de mim, você diz que só existe amor?

Resposta: Sim.

Pergunta: Dentro de mim não há amor. Mas fora de mim há amor?

Resposta: Dentro de mim, é egoísta, predeterminado, sobre o qual devo me elevar e sentir o amor verdadeiro.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 18/08/25

O Que Existe Além Da Matéria?

761.2Pergunta: Na Cabalá, existem dois conceitos fundamentais: o Criador e a criação. O que são eles?

Resposta: Inicialmente, existe uma força incorpórea, sem nome, sem nenhuma propriedade que possa ser definida de alguma forma e que não tem nada a ver conosco.

Essa força é chamada de “Atzmuto”, que em hebraico significa existir por si só; ou seja, é algo que não tocamos e não podemos pesquisar.

Pergunta: E nunca a alcançaremos?

Resposta: Não podemos dizer isso porque lidamos apenas com a nossa própria correção. Não sabemos o que começaremos a alcançar e revelar depois de nos corrigirmos.

Atzmuto dá origem à qualidade de doação e amor. Essa qualidade é o que chamamos de Criador. Ela só pode ser definida em relação à criação. Não pode haver Criador sem criação e criação sem Criador. Ambos emergem de Atzmuto simultaneamente: a luz e o desejo dentro dela. O desejo é chamado de criação, e a luz é chamada de Criador.

O desejo do Criador é doar, preencher, amar. O desejo da criação é receber, ser amado, absorver.

Gradualmente, essas duas forças mutuamente opostas começam a se desenvolver através das quatro fases de luz direta, das quais emerge o desejo de receber, que completa sua formação na quarta e última fase, Malchut.

De Malchut, os mundos se ramificam: Adam Kadmon (o protótipo do futuro humano), Atzilut, Beria, Yetzira e Assia. Seu propósito é o enfraquecimento gradual da luz e o desenvolvimento simultâneo do desejo: quanto menos luz, maior o desejo. O desejo se desenvolve até o nosso mundo, absorvendo a luz.

No processo de desenvolvimento do desejo, ocorrem muitas ações diferentes. Quando ele atinge o nosso nível, ele se quebra, absorve a luz e começa a se desenvolver em uma aparência de luz. É isso que acontece conosco.

O fato é que corporalmente, na forma em que nos percebemos agora, não existimos. Nosso mundo e nós mesmos somos uma ilusão em nossas sensações. Percebemos tudo apenas dentro de nós mesmos.

Pergunta: Se não existimos, por que sentimos uns aos outros e ao mundo?

Resposta: É porque temos uma comunhão de sensações por meio das quais podemos interagir uns com os outros.

Muitas vezes, não nos entendemos porque, além dessa semelhança, também temos desejos e pensamentos individuais. Portanto, interpretamos o que percebemos de forma diferente. Mas, nas sensações, concordamos uns com os outros.

Por exemplo, temos a sensação compartilhada de que há uma mesa à nossa frente. Esses acordos naturais estão inicialmente intrínsecos a nós porque somos construídos com base no mesmo princípio.

Pergunta: Se não há realidade corpórea, o que existe?

Resposta: Todo o nosso universo, tudo ao nosso redor e nós mesmos somos um conjunto de ondas. Até os físicos concordam com isso hoje.

Pergunta: Os físicos dizem que, se olharmos para os elétrons, os vemos como partículas corpóreas. Mas, se ninguém estiver olhando para eles, eles se comportam como ondas. Por quê?

Resposta: É porque as ondas externas a nós também somos nós. Tudo é falado e sentido apenas em relação a nós. Não há nada que possamos perceber fora de nós mesmos.

Pergunta: Por que isso não é ensinado nas escolas? As pessoas se tratariam de maneiras bem diferentes.

Resposta: Quando eu era criança, nos ensinavam que o universo existe eternamente e é infinito em tamanho. Hoje, a ciência refuta isso e afirma que o universo existe há quatorze bilhões de anos e tem dimensões definidas. Ou seja, estamos em constante desenvolvimento.

Mas esse conhecimento não mudará as relações entre as pessoas. Que diferença faz para uma pessoa o que os cientistas dizem? Antes de tudo, pense em seu sustento, saúde e diversão. Uma pessoa é um organismo animal comum que deseja “pão e circo”.

Da Lição de Cabalá de 11/10/17, “Princípios Cabalísticos, Seu Significado e Aplicação Espirituais”