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Arte No Trabalho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O trabalho interior é uma questão de constantes esclarecimentos internos. É possível amá-lo?

Resposta: Um bom trabalhador é chamado de um artista que gosta do seu trabalho e não pelo pagamento. Ele precisa de recompensa só para o avanço, mas para ele não é a coisa principal.

Ele realiza ações difíceis e desagradáveis, mas ama o seu trabalho e recebe prazer dele, que ele pode descobrir apenas através do trabalho duro e esforços.

Isso é chamado de arte, caso contrário, é apenas um simples ato de trabalho por recompensa. O que é considerado é apenas na medida em que você aprecia o trabalho que o Criador lhe dá. Portanto, nós precisamos honraro Faraó.

Tudo depende disso, com o que você se identifica. Pode ser que eu só queira me sentir bem e nada mais me preocupa. Ou o contrário, não importa o que eu sinto, mas eu preciso saber a essência das ações que agora estou passando. A partir disso, eu quero receber satisfação.

Isso significa que eu não estou preso nas sensações de dentro do meu desejo de receber, mas à idéia, à meta e à missão, o que me traz satisfação. Nisso, eu mudo de uma forma de satisfazção para outra e me desprendo do sentimento de dificuldade no trabalho e da escuridão e me prendo à grandeza da meta; especificamente dentro da maior escuridão, eu sou capaz de ver a maior Luz e a maior satisfação.

Eu mudo a essência interior da ação, e, em vez de prazer, que é recebido dentro do ego, eu recebo prazer da minha conexão com o Criador. Portanto, é apenas de dentro da maior escuridão, da Machsom (barreira) que eu não posso atravessar, e do Masach (tela), que está entre eu e o Criador, em que estou interessado, que eu posso justificar isso e me transformar para ser como isso.

É especificamente por isso que eu me torno independente em Gmar Tikkun (fim da correção) por me diferenciar completamente do Criador e me aderir o a Ele acima de todas as diferenças. Assim, dois opostos se conectam.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/14, O Livro do Zohar

Não Devemos Deixar Que A Cabalá Caia Novamente Em Ocultação

Dr. Michael LaitmanAo longo de toda a sua história, a humanidade tem avançado devido ao seu egoísmo. Ele começou há 14 bilhões de anos, no momento do Big Bang, depois que a matéria inanimada começou a se desenvolver. Mais tarde, as plantas e os animais surgiram na face da Terra. No entanto, agora no século XXI, nós estamos nos aproximando do nível falante.

É por isso que nos encontramos numa crise maior, integral, que envolve todas as esferas da nossa vida. Nós não conseguimos viver em paz com nossos cônjuges, filhos, chefes de trabalho, amigos ou vizinhos, ninguém! Mesmo com nós mesmos!

Por isso, nos sentimos totalmente miseráveis. Todos os sistemas inteligentes e super-complexos que foram construídos não vão nos ajudar, porque a sociedade humana não está em equilíbrio com o resto da natureza.

Há uma lacuna entre os seres humanos e a natureza, porque esta última é integral, enquanto nós permanecemos individualistas. Em outras palavras, há um “mais” (positivo) em nome da natureza, e a nossa parte, ao contrário, é um “menos” (negativo). Esta diferença é tão grande que não conseguimos desfrutar nossas vidas. Não importa o quanto tentemos, não vamos ser capazes de escapar de problemas dramáticos que, no final, irão se revelar.

É por isso que no curso da história a sabedoria da Cabalá foi ocultada do público, à espera do momento em que a humanidade desenvolvesse o seu egoísmo até um determinado nível. Começando com a antiga Babilônia até o nosso tempo (por aproximadamente 3.500 anos), a Cabalá era uma ciência oculta.

A humanidade evoluiu sem ter a menor idéia da sabedoria da Cabalá. Como a humanidade não conseguiu implantar o conhecimento Cabalístico na antiga Babilônia, nós tivemos que continuar avançando nosso egoísmo até esta época. Atualmente, a sabedoria é revelada. Neste momento, nós estamos no segundo ponto da revelação da Cabalá. Nós somos os primeiros que a estudam, recebendo assim uma chance de nos corrigir.

Se não tivermos sucesso, o nosso progresso egoísta prosseguirá por mais algum tempo. Então, a sabedoria da Cabalá voltará a ser ocultada por um determinado período de tempo durante o qual terríveis catástrofes ocorrerão, como uma terceira guerra mundial, muitos desastres, etc. Aflições continuarão, desdobrando-se até que terríveis tragédias desencadeem uma nova revelação da Cabalá. O desespero completo acabará por forçar a humanidade a implantar este conhecimento.

Este é o nosso estado atual. É por isso que nós construímos um sistema que nos permite estudar, implantar e disseminar a metodologia. Hoje, toda a humanidade representa uma nova Babilônia. Isso significa que nós temos que trabalhar em nossa correção, porque é a única maneira de mudar a nós mesmos.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um” Dia Um 09/05/14, Lição 1

Como Subir Acima Do Poder Da Dor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem vários níveis de ocultação. Por que às vezes nós passamos por estados que são tão dolorosos que não podemos pensar em nada além da dor e, assim, nos separamos do Criador?

Resposta: Às vezes, o trabalho pode ser feito no estado de ocultação; às vezes não é assim. Depende do tipo de ocultação. Acontece que de vez em quando, tudo o que a pessoa está passando é apenas dor física. A Luz impacta o desejo dessa pessoa e mostra uma falta de saúde e um tremendo sofrimento físico.

De acordo com a aflição física, a pessoa permanece nos níveis inanimado, vegetal e animal. Até agora, ela não ascendeu ao nível falante. Em outras palavras, a Luz ilumina nessa pessoa apenas os primeiros três níveis, mas não atinge o quarto nível, uma vez que este é o estado de ser humano; ou seja, um estado em que a pessoa já estabeleceu uma conexão com o Criador.

Se a Luz abrange apenas os três primeiros níveis, ela sente dor e nada mais. No entanto, se a Luz ilumina um nível adicional (o nível falante), ela começa a entender que a origem de sua dor é o Criador. Em outras palavras, esta pessoa permanece em ocultação porque sente aflição em vez de benevolência. Além disso, a pessoa de certa forma atinge certo grau de revelação, pois percebe que o Criador é a origem do próprio sofrimento. Isso significa que ela já consegue lidar com os próprios problemas.

Tudo depende da Luz. Quando a Luz para de agir, as pessoas se transformam em animais. Quando a Luz brilha, mesmo um pouco em nós, nós nos tornamos apenas um pouco parecidos com seres humanos, com as pessoas que nos tornaremos no futuro. Pelo menos nós estabelecemos alguma conexão com a governança superior.

Será que nós somos capazes de controlar este estado? Isso só é possível dentro do grupo; nada vai ajudar. Se a pessoa está acostumada a fazer parte do grupo, mesmo que ela se torne subordinada a esse tipo de impacto do Criador e mesmo que não sinta nada, exceto a dor de que aos seus olhos ela não está conectada com Ele de forma alguma, com a ajuda de seus amigos ela pode rapidamente despertar e se conectar com o Criador.

Se a pessoa não fizer parte de um grupo, ela inevitavelmente vai cair sob o poder da dor e dos sérios problemas, nem vai ser capaz de avançar até que a Força Superior tenha pena dela. Este programa de desenvolvimento natural continua agindo e continuamente modifica os estados que passamos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

O Elemento Que Falta No Mosaico Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que a verdade só pode ser vista a partir do oposto, da escuridão? Será que não percebemos nada, exceto engano?

Resposta: Tudo o que vemos é a deficiência que deve ser preenchida com a nossa atitude correta para com o Criador. Neste contexto, a verdade é a revelação de um espaço vazio que deve ser preenchido com o nosso amor do Criador e nossa atitude correta para com a ausência da revelação.

O Criador revela um fragmento de toda a imagem para nós, e nós temos que descobrir qual a forma de doação que devemos descobrir na peça do quebra-cabeça que recebemos. Nós podemos fazer isso por meio do trabalho em grupo, da disseminação, e dos estados que passamos.

Nós podemos apenas imaginar que forma particular temos que escolher para preencher o espaço vazio no quebra-cabeça. Nós temos que tomar uma decisão quando vemos uma nuvem acima e a terra abaixo do espaço vazio ou a grama e uma pequena parte de uma árvore de cada lado. Então eu imagino o que está no meio do quebra-cabeça, ou seja, qual a forma de doação que é. Se trabalharmos com nossas deficiências dessa maneira, acabaremos por descobrir o que está faltando.

O processo de trabalhar com as deficiências descritas acima é chamado de “uma revelação”. O Criador nos mostra o lugar da deficiência; Ele a revela e ilumina para nós. É por isso que nós começamos sentindo a deficiência. O Criador influencia o nosso desejo de receber pela Luz de Hassadim (misericórdia). O nosso desejo de receber rejeita a Luz de Hassadim. No entanto, a falta de um desejo “impressiona” o desejo de receber e isso se manifesta de várias formas.

Esta é a forma como uma imagem negativa é construída em nós. Nossa tarefa é invertê-la e transformá-la numa forma correta e positiva.

Nós só podemos imaginar que forma particular de doação está faltando no mundo e em nossas relações com os outros. Na verdade, a doação geral que se veste neste mundo é o Criador. Nós só podemos imaginar que forma é essa, mas não somos capazes de preencher os espaços vazios sem o Criador, e, portanto, precisamos de Sua ajuda.

Assim, a necessidade de revelar a forma do Doador aparece em nós. Nós queremos o mundo neste fragmento do quebra-cabeça que falta ser corrigido, atingindo o estado de doação mútua. É assim que completamos gradualmente o quebra-cabeça.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

A Música Desembaraça As Cordas Da Alma

Pergunta: O que acontece dentro de mim quando eu ouço uma música que me penetra?

Resposta: O som da música gera um sentimento harmonioso dentro de nós, um equilíbrio entre todas as frequências dos sons, e com isso nós somos preenchidos com grande prazer.

Essa impressão pode durar por um longo tempo, desde o início da composição até o seu fim, mas, na verdade, nós desfrutamos a plenitude que sentimos nesses sons, como um texto, palavras, ou sabedoria, mas aqui ela é transmitida através de nossos sentimentos.

Nossa matéria é o desejo de desfrutar, e assim o som da música tem um efeito imediato sobre o nosso desejo e nos faz sentir e entender que esta é certamente uma força que afeta todas as nossas partes de forma equilibrada e harmoniosa. Há algo da perfeição superior da natureza nela.

Portanto, quando eu escuto uma música, meus vasos internos são reconstruídos de acordo com essa harmonia e eu começo a achar que subo acima da minha matéria, acima de tudo o que acontece. A música nos corrige e nos eleva. Ela pode nos purificar, limpar, ajustar e regular.

Atualmente, eu sou como um instrumento musical com cordas entrelaçadas, um instrumento que é falho e fora de sintonia. De repente, a música me atinge, os sons me penetram numa ordem precisa, estão conectados entre si com acordes harmoniosos, fortes, suaves, e tudo isso me sintoniza e calibra. Eu sinto como a música toma conta dos meus sentimentos e os desembaraça, como se isso me vasculhasse de acordo com a melodia.

Esta é a razão pela qual nós realmente adoramos quando a música nos controla. Se for música clássica, nós queremos que ela controle nossos sentimentos e preencha todo o vazio interior, assim como a água que derrama e nos preenche de sons. Este é o efeito da música sobre o homem.

Os sons chegam até nós a partir do nível de Bina superior, e assim nós não sentimos qualquer ameaça na música. Uma pessoa pode estar com medo de alguma imagem ou palavras, mas a música não nos assusta, mesmo que seja o som alarmante de tambores.

Ela evoca emoção dentro de nós e pode nos deixar emocionados. Mas a maioria das peças musicais foi feita para fazer uma pessoa sentir prazer e alegria. Ela pode nos levar às lágrimas, mas é uma experiência íntima e muito interna.

Não é uma mensagem que nos é transmitida visualmente ou por uma mensagem audível que pode nos assustar. Nós podemos ouvir música e não saber quem a compôs, do que se trata, ou quem está tocando. É como água pura que lava o meu vaso, mas não me obriga de forma alguma.

Do Programa “Uma Nova Vida” 27/04/14

Mover-se Em Direção À Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se no Livro do Zohar que durante a construção do Tabernáculo o mundo recebeu amor, justiça, paz e unidade como presente.

Resposta: O Tabernáculo é uma patente Divina de conexão entre duas forças opostas que se complementam.

Em nosso mundo há apenas ódio, rivalidade, disputa e discordância. À medida que se acumulam cada vez mais, estes se transformam numa guerra e depois tudo se acalma por um tempo. Mas a paz e a tranquilidade é apenas um período de transição para o próximo nível de ódio e competição.

Infelizmente, a patente Divina não é conhecida pelo homem, uma vez vemos que ao longo da nossa história as pessoas se odeiam, não importa quão duro tentem estabelecer diferentes quadros de diplomacia, ética, leis, etc., entre si.

No passado, havia certas normas e códigos de comportamento que não existem hoje. Ninguém tem vergonha de nada, ninguém tem vergonha de ninguém, e a concorrência é uma coisa natural.

No passado, o homem, não o dinheiro, estava em primeiro lugar. Os valores principais eram as necessidades culturais de uma pessoa e sua perspectiva. Esta é a forma como ela foi criada.

Hoje em dia, no entanto, tudo é medido em termos do dinheiro. Os jovens não escolhem uma profissão de acordo com suas inclinações, mas porque o salário é alto.

Nós simplesmente subimos ao próximo nível de oposição entre duas forças opostas e agora devemos chegar a um estado muito sério e especial, onde não seremos capazes de viver em ódio, inveja, competição, rivalidade, conflitos e disputas.

Hoje todos concordam que a resistência é sentida em relação a todo mundo, e todo mundo sente resistência a certos indivíduos, mas isso realmente não preocupa ninguém, “E daí? Esse é o jeito que eu sou e é assim que me relaciono com os outros”. Este é um estado muito bom, porque é aqui que a verdade é revelada.

Esta é a forma como vivemos e esta é a nossa natureza. A crise está em toda parte, como vemos parte da humanidade morrendo de fome, enquanto a outra parte descarta comida, mas as pessoas ignoram isso calmamente: “E daí que as pessoas estão morrendo de fome, nós não nos importamos”. Nós não sentimos compaixão, mas só a rivalidade e ódio contra todos.

Assim, nós precisamos chegar a um estado em que essa rivalidade se torna insuportável, porque caso contrário essas duas forças opostas vão ficar tão perto uma da outra que haverá faíscas entre elas que vão nos queimar e nos levar ao fim da nossa existência.

Nós precisamos sentir esta ameaça diretamente, não no que diz respeito a toda a humanidade, mas no que diz respeito a nós mesmos, porque não nos preocupamos com ninguém, exceto nós mesmos.

Quando esse sentimento chegar ao nosso “eu” interior, as pessoas vão perceber e reconhecer o fato de que deve haver um jeito de sair daqui, já que há um ponto de divisão na natureza que nos permite sair deste estado. Então, graças ao nosso grande desejo egoísta, vamos começar a procurar e exigir de dentro de nós mesmos o caminho para o estado oposto. E nós vamos encontrá-lo porque temos um método para criar tal resistência entre nós pela qual podemos mudar o nosso trabalho de ódio mútuo em amor, justiça, compreensão mútua e igualdade.

Este é todo o nosso trabalho. É por isso que nós recebemos uma cabeça e o conhecimento, a fim de não avançarmos no escuro como uma toupeira, mas ao longo do caminho da Luz, vendo a meta diante de nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/12/13

A Solução Para O Conflito No Oriente Médio

Dr. Michael LaitmanOpinião (Asaf Golan): “Uma análise cuidadosa do processo de negociação leva à conclusão de que os palestinos não estão dispostos a acabar com o conflito com Israel porque forçaria a liderança palestina a assumir a responsabilidade pelos cidadãos árabes, em vez de incitar contra a “entidade sionista”.

“Nenhum representante da administração palestina jamais tomaria essa responsabilidade. Todas as autoridades palestinas utilizaram o processo de paz apenas para aumentar suas contas bancárias.

“O fato é que a população, que é chamada de ‘palestinos’ é uma matriz de vários clãs urbanos que não têm nada em comum um com o outro, que inclusive se recusam a entrar em parentesco: residentes de Hebron não se casam com aqueles que vivem na vizinhança, os moradores de Jerusalém Oriental não se casam com aqueles que vivem em Nablus. Assim como os outros clãs palestinos.

“No caso da assinatura de um tratado com Israel, todos esses enfeites, o chamado “povo palestino”, serão desmantelados. Os moradores da autoridade entrarão em lutas internas. Isto é o que os líderes da autonomia temem.

“Além disso, um acordo com o Estado judeu na Terra de Israel seria um reconhecimento de fato de que a narrativa palestina é artificial, e seu único propósito é uma guerra de países árabes com os judeus sob a bandeira da luta contra a aderência colonial sionista.

“Esta é a razão pela qual os palestinos de uma forma completamente infantil negam qualquer sinal da autêntica história dos judeus na Terra de Israel, por exemplo, o Templo de Jerusalém ou o reino de Israel. Na sua opinião, qualquer achado arqueológico descoberto em Israel é parte da herança da Palestina e os palestinos supostamente são descendentes dos antigos cananeus e filisteus que viveram nesta terra.

“Israel deve investigar a origem da população árabe em termos de suas raízes judaicas. Afinal de contas, de acordo com estudos, 60-70% da população árabe tem raízes judaicas. Deve ser estabelecido um diálogo com esses grupos com o propósito de sua conversão ao judaísmo. A propósito, os representantes da dinastia dos Hasmoneus agiram desta maneira em relação aos edomitas, e não existem obstáculos a tais práticas atuais com respeito a todos os palestinos que são verdadeiros descendentes dos judeus”.

Meu Comentário: O que vai ajudar é só as pessoas executando a sua missão, seu propósito, que é mostrar às nações do mundo a subida para o próximo nível do desenvolvimento humano através da equivalência com o Criador na propriedade de “Ama o próximo como a ti mesmo”. Nós precisamos concentrar toda a nossa energia e atenção precisamente nesta questão.

Nós Oferecemos Conexão À Humanidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de único acerca do que podemos oferecer ao mundo?

Resposta: Nós podemos oferecer ao mundo a conexão na qual a Luz é encontrada. Eles não vão realmente descobrir a Luz, mas vão sentir acima de tudo isso que o que estamos fazendo é uma bênção. Tudo está trabalhando e avançando, há algum tipo de graça nisso que é atraente nisso, há sucesso.

Quando os outros olharem para nós e fizerem a mesma coisa, isso não vai funcionar para eles. Não haverá qualquer sucesso. Eles podem organizar uma publicidade grande, maravilhosa e atraente, mas não haverá qualquer sucesso com ela. Sobre isso se diz, “Um deus estranho não dá fruto”.

Não pode ser de outra forma. Se não houver nenhuma imagem da meta, uma forma do estado futuro, você não sente isso e não sabe por onde avançar. Imagine uma criança que não está instintivamente se desenvolvendo através da natureza, ao invés disso está apenas se desenvolvendo de acordo com exemplos externos que ela vê à sua frente. Se uma criança de dois anos de idade não vê o exemplo de uma criança de três anos de idade na frente dela, ela não consegue crescer ao nível de três anos de idade.

Não importa quantos golpes eles lhe deem, ela não vai entender o que querem dela. Quando nós conectamos uma pessoa à Luz Superior e lhe damos um exemplo, ela recebe um exemplo de como ela precisa estar na “idade de três anos”. Agora ela entende isso, é atraída a isso, quer crescer e ativa sua deficiência, os Reshimot.

E quando ela cresce até três anos de idade, ela tem que se desenvolver mais, e golpes por si só não vão ajudar aqui. Ela quer crescer, quer evitar os golpes, mas não sabe o que fazer. Ela agora precisa ver na frente dela um exemplo de uma criança de quatro anos. E sem nós, isso não vai acontecer.

Pergunta: Portanto, nós estamos oferecendo conexão às pessoas como um objetivo ou como um meio?

Resposta: A conexão é um meio para a construção da forma correta da humanidade, que dentro dessa forma ela atinge a sua fonte a fim de se conectar a ela. Isso é chamado da humanidade satisfazendo-se. Todos os seus desejos são satisfeitos com tudo que é necessário, como uma espécie de recipiente completamente cheio.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/05/14, Escritos do Baal HaSulam

A Cadeia Que Leva De Malchut À Bina

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós devemos formar a nossa oração? Nós devemos começar com um pedido de ajuda ao superior, aos pais, ao grupo e mencionar a nós mesmos apenas no final?

Resposta: É exatamente assim que nós devemos formar a nossa oração e nós temos que aprender isso. Mas, no momento, você pode se voltar ao Criador como quiser, contanto que isso venha do centro do grupo. Nós vamos gradualmente formatar corretamente o nosso apelo coletivo.

A oração não é um apelo simples. Você terá que se colocar de forma cada vez mais precisa que é estabelecida por várias etapas. Cada apelo é toda uma cadeia de adaptadores, de conexões, que de um lado se conecta a você, depois processa o pedido várias vezes e o torna adaptável para o nível superior.

É um sistema completo. Uma oração não são apenas palavras, mas a ordem de dois vasos (já que uma letra é um vaso), que, por um lado, são começando em ZAT de Bina, que cuida de você, até Malchut, onde você é incorporado quando se eleva do sistema dos mundos das Klipot (cascas).

A fim de fazer isso, você tem que usar as 22 letras do alfabeto (hebraico) corretamente e as cinco letras finais “MNTZPCH”, de modo que sua oração, na forma dos vasos espirituais, o que significa que é feito das letras que estão dispostas corretamente, vai alcançar o Criador, ZAT de Bina.

Nós não sabemos como fazer isso, mas, gradualmente, formamos a nossa oração por nossa experiência. Os Cabalistas que viveram durante a época do Templo prepararam o Sidur (livro de orações) para nós. O tempo do Templo era o tempo em que existiam os vasos Sagrados onde Malchut e Bina estavam conectados, que é chamado de casa de Santidade, o Templo. A casa é Malchut e um Templo é Bina.

Os grandes Cabalistas daquela época formavam a grande Knesset (assembleia), o que significa que estavam conectados num único vaso e estavam num nível de grandeza, em grande realização espiritual. Eles são os que escreveram o Sidur para nós.

Nós vamos atingir essas orações algum dia, mas os Cabalistas as escreveram para nós com antecedência. Se nós as expressarmos, quer as entendamos ou não, pensando nessa direção, nós ainda avançamos. Se nós lermos as orações corretamente, o que significa que percebemos esses apelos de uma maneira espiritual, podemos ver grandes coisas nelas.

Os Cabalistas expressam seus apelos de duas maneiras: por meio de palavras, o que significa numa sequência de letras, e sob a forma de símbolos, letras simples com um preenchimento. A forma de cada letra é todo um HaVaYaH, o que significa dez Sefirot, com um Reshimo (gene espiritual) especial, num estado especial, e é por isso que eles escreveram as orações.

Meu trabalho é como aderir mais ao grupo, ao Rav, aos livros, à difusão, a tudo o que é relevante à Luz. Não existem outros meios, mas estes são suficientes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash

Um Sinal De Dor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a Luz nos ilumina, é fácil se soltar do nosso ego e olhá-lo de lado. Mas o que eu posso fazer se as coisas estão ruins para mim e eu estou totalmente dentro do meu ego?

Resposta: Se as coisas estão ruins para mim dentro do meu ego, por que não posso usar isso para me ajudar a ficar longe dele?

Pergunta: Mas dói!

Resposta: Dói porque você está preso neste sentimento. Por que você não consegue se soltar e deixá-lo de modo que possa olhar para ele de lado?

Esta é toda a diferença entre o caminho da Torá e o caminho do sofrimento. Se eu não me preparo, eu fico preso numa sensação ruim. Mas se eu me preparei, o sentimento ruim me ajuda a soltar e fugir desse sentimento ruim e me aderir mais ao grupo.

Este é o ponto de divisão entre as duas formas. Tudo depende da preparação. Então eu aceito as coisas ruins como boas, como presentes, e as abençoo.

Eu não preciso abençoar artificialmente o mal, assim como o bem. Pelo contrário, tanto o mal como o bel me ajudam a avançar. É como se eu estivesse doente e sentisse dor; isso me ajuda a procurar um médico imediatamente e mostrar-lhe exatamente onde dói.

Nós suspeitamos que eu estou doente, mas não podemos determinar onde se encontra a área dolorosa. Assim, a dor me mostra a área com problema, por isso estou feliz com a dor. Eu vou ao médico e mostro-lhe onde me dói e então ele me cura.

Portanto, eu vejo um sinal de avanço, de cura na dor. Sem ele eu não seria capaz de avançar. Eu não sinto a dor em si, a não ser como um indicador de correção e avanço; e estou feliz com isso!

Esta dor é sentida de forma completamente diferente, uma vez que não é sentida como dor e sofrimento, mas como um sinal. É toda a sutileza de uma percepção psicológica na mente. Tente se relacionar com isso desta maneira e você vai ver que não há dores, mas, em vez disso, há um semáforo que fica vermelho.

Tudo depende do meu relacionamento com esse semáforo. Às vezes eu estou zangado com ele e estou pronto para matá-lo, e às vezes eu percebo isso de uma forma descontraída, apenas como um sinal. Eu até quero que essa dor venha até mim, “eu desperto o amanhecer”. Para mim, os sinais de avaria são desejáveis ​​porque assim eu avanço através deles.

Meu trabalho é como aderir mais ao grupo, ao Rav, aos livros, à disseminação, e tudo o que é relevante para a Luz. Não existem outros meios, mas estes são suficientes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash