Textos arquivados em ''

O Que É Mais Importante: O Mundo Ou O Grupo?

Dr. Michael LaitmanAmpla disseminação é trabalhar em nossos novos desejos, porque não há nada, exceto a alma coletiva, Malchut do mundo do Infinito.

O trabalho espiritual é projetado para revelar isso a nós e este será o fim da minha correção. Então não há nada mais importante do que a disseminação. O grupo torna-se apenas um intermediário, uma fonte para o poder de disseminar.

Parece-nos que o mais importante é o grupo. Não, o principal são aqueles que se encontram do lado de fora. Por causa deles nós existimos como um grupo, como um povo ansiando pelo Criador, Israel. Tudo o que fazemos é apenas para ir até eles e começar o trabalho de conexão, unificação e educação entre eles.

O mundo é o mais importante de todos, e não o grupo. No grupo eu encontro o Criador, conecto-me com Ele, e por meio do grupo, recebo o poder Dele. A conexão é como o Criador em suas características, e de acordo com a lei de equivalência de forma, eu sinto este poder. Mas eu o recebo apenas para seguir em frente e combinar um círculo mais amplo para mim mesmo.

Se eu combiná-lo comigo, a Luz Superior começa a ser ampliada nele como uma pequena iluminação (Nefesh de Nefesh). Mas isso é o suficiente para uma enorme Luz se revelar nas esferas superiores do mundo do Infinito. Com isto eu quero dar contentamento ao Criador, encurtando a distância entre os dois extremos: os círculos externos que não estão de todo adaptados a isso, e Ele próprio.

Dar contentamento ao Criador só é possível por meio da combinação dos círculos externos com Ele através de mim. Ele desfruta da conexão com eles, então eles são muito importantes aos Seus olhos, enquanto que eu sou apenas um canal.

Além disso, eu trabalho na relação entre o Criador e os desejos externos. Mas tudo o que eu faço não é feito para mim. Eu realizo o trabalho como uma máquina, como um mecanismo preciso, porque o Criador me deu a possibilidade de organizar essa relação com Ele.

Da Lição Diária de Cabalá 17/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Centro Do Grupo, Uma Massa Homogênea

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa estar no centro do grupo?

Resposta: Estar no centro do grupo significa se relacionar com todos de forma idêntica. Você não deve dividi-los em respeitáveis ou não, velhos ou novos, inteligentes ou burros.

Como uma família, na qual você se relaciona com todos com o mesmo amor, mesmo que ele seja expresso de forma diferente para cada um, mas todos são importantes e necessários. É especialmente esta sensação que dá a sensação do centro, quando não há diferença entre as pessoas.

Em meu trabalho diário, eu posso certamente preferir uma pessoa específica dentre as pessoas que eu confio de acordo com a hierarquia da fábrica. Mas quando eu penso no grupo, já é uma imagem completamente diferente. Diante de mim surge uma massa, forças que são iguais em relação a cada um e forças que são iguais para todos.

O grupo é a igualdade de todos por todos em todas as categorias. Não existem diferenças entre os outros de acordo com todos os padrões. Afinal, numa família eu me relaciono com cada um segundo as suas necessidades e não ignoro ninguém: o bebê precisa disso e a avó precisa daquilo, a mulher precisa disso e daquilo, etc. Cada um tem as suas necessidades e a cada um eu dou a atenção necessária.

Pergunta: Tanto durante a aula como na refeição, nós temos que olhar constantemente para o centro do grupo. O que eu preciso procurar dentro de mim?

Resposta: A pessoa precisa ter muito cuidado, de modo que o centro do grupo não a leve ao estado de apatia e indiferença para com tudo o que acontece, e que você possa pensar que este é o centro do grupo.

O centro do grupo são as relações de igualdade, bondade e carinho para com todos, sem quaisquer diferenças. É a minha família. Aproxime o grupo de você e você vai sentir que está com eles e vai sentir o seu calor.

Da Lição Diária de Cabalá 17/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

De Uma Refeição Alegre Para Esclarecimentos Internos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Novas pessoas que se esforçam para participar ativamente na vida do grupo devem receber um conjunto de regras que estabelecem como devem se comportar durante as refeições: ficar em silêncio, ouvir, cantar junto com os outros, etc. Ainda que, se uma pessoa não tiver o desejo certo, ela não vai entender que essas regras não são inventadas por nós; em vez disso, elas têm uma raiz espiritual.

Vale a pena realizar uma série de reuniões onde os principais momentos da vida do grupo são analisados ​​sob a forma de seminários? Devemos escolher “regras nas refeições comuns” como o primeiro tópico?

Resposta: Hoje, no estado em que nos encontramos, quando todos nós somos membros de uma grande comunidade e não temos tempo de sobra para nos comunicarmos, temos as refeições junto com mulheres e crianças. Portanto, é muito diferente de como os Cabalistas faziam isso.

Eu ainda espero que sejamos capazes de superar esta situação e nos comportemos corretamente, mesmo que seja uma tarefa muito difícil de alcançar. Nossas refeições são acompanhadas por música, canções, discursos, perguntas e respostas. Elas incluem tudo, exceto uma coisa: o silêncio!

Eu tenho medo de que, se começarmos a ter verdadeiras refeições Cabalísticas, depois de um ou dois eventos as pessoas parem de participar delas, uma vez que é muito difícil manter completo silêncio durante toda a refeição. Não podemos forçar as pessoas, embora o meu professor, o Rabash, fosse muito rigoroso sobre esse assunto e impusesse esse tipo de comportamento sobre nós.

Eu entendo que nós temos que elevar a importância das refeições Cabalísticas e, por fim, vamos fazê-las. Através do ritual da partilha de alimentos – uma atividade puramente animal – as pessoas vão aspirar a elevar essa ação às suas raízes espirituais. Nós sabemos o que significa receber em prol da doação dentro do Kli (vaso): é um Tzimtzum (restrição), Luz refletida, etc. Quando nós realmente necessitamos de ações que nos aproximem da espiritualidade, nós finalmente começamos a agir assim.

Nas refeições com o Rabash nós nos sentávamos em silêncio por 45 minutos a uma hora. Ninguém dormia. A tensão era muito tangível. No entanto, eu não acho que seja viável se comportar assim em nossos grupos.

Para isso, nós temos que passar por sérios esclarecimentos internos. Possivelmente, uma pessoa em sua rotina diária não tenha tempo para auto exploração, escolhendo, analisando, sistematizando perguntas, encontrando respostas, tendo argumentos, criando intenções, etc. Ela só não consegue rastrear ou examinar a si mesma, nem consegue colocar as coisas nas prateleiras certas e limpar a sua casa interna.

Eu não sei se as pessoas podem concordar em agir desta forma ou se são capazes de fazer essas coisas. Era muito mais fácil para o Rabash, já que ele tinha 20 a 30 estudantes; enquanto que mais de 300 pessoas vêm aqui e milhares de outras que estão presentes em nossos eventos em todo o mundo. Em essência, durante as refeições Cabalísticas nós começamos esclarecimentos internos que são semelhantes aos que passamos durante nossas aulas. É um bom trabalho.

Da Lição Diária de Cabalá 17/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Com A Vara Na Minha Mão

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Shamati # 59“, “Sobre a Vara e a Serpente”: “E o Senhor lhe disse: ‘Que é isso na tua mão?’ E ele disse: ‘Uma vara’. E Ele disse: ‘Lança-a ao chão …’ e ela se transformou em serpente; e Moisés fugiu dela”. (Êxodo 4)

Nós temos que entender que não há mais do que dois graus, Kedusha (Santidade) ou Sitra Achra (Outro Lado). Não há um estado intermediário, mas a própria vara se torna uma serpente, se jogada ao chão…

A mão significa conquista (realização), das palavras, “e se a mão conquista (realiza)”. Uma vara significa que todas as conquistas (realizações) de uma pessoa são construídas sobre o discernimento da importância inferior, que é a fé acima da razão.

(Isto é porque a fé é considerada como tendo importância inferior, como uma baixeza. A pessoa aprecia as coisas que se vestem dentro da razão.)

A razão é a realização na mente e no coração, o que significa que é o meu atual estado em que sinto e vejo a mim mesmo e o mundo e quero avançar em direção à meta de amor, doação e conexão. Eu faço o que os Cabalistas dizem em seus livros e sigo o conselho do professor e dos amigos, mas tudo acaba exatamente da forma oposta.

Isto é o que eu descubro dentro da razão. O que importa é como eu me relaciono com isso; é um ponto importante. Não importa o que eu sinto, o que importa é a forma como me relaciono com o que sinto!

O que eu sinto é chamado de razão e eu tenho que me relacionar com os meus sentimentos acima da razão. Isso significa que eu sigo a fé dos sábios, a grandeza do professor e a grandeza dos amigos ao me agarrar à força superior. Quando eu não tenho mais poderes, peço ao Criador e aos amigos poderes. Eu continuo avançando, embora de acordo com meu coração e minha mente eu veja que estou num beco sem saída com relação ao trabalho em grupo, a disseminação e o estudo.

De acordo com meu coração e minha mente não há como que eu possa alcançar qualquer coisa, exceto o desespero diante de uma Machsom (barreira) bloqueada. Eu vejo que estou em pé na frente de uma parede e não posso fazer nada. Mas eu me identifico com este obstáculo na fé acima da razão, e continuo em doação como se tivesse poderes, uma mente e um coração, como se estivesse cheio de entusiasmo. Eu devo operar desta maneira, embora meu ego certamente não me permita fazê-lo. Aqui eu transformo a serpente numa vara e a tomo na minha mão.

Aconteça o que acontecer, o estado em si não importa, porque ele é organizado pelo Criador. O que importa é a forma como eu me relaciono com esse estado. Se eu me relaciono com ele de forma simples, direta, ele é chamado dentro da razão. Então eu fico impotente e acho que o objetivo é inatingível e deixo este caminho. No entanto eu posso avançar pela fé acima da razão, e aqui eu preciso da ajuda dos amigos, da garantia mútua e de um cronograma de apoio diário.

Da Lição Diária de Cabalá 20/04/14, Shamati # 59

Para Quem Eu Estou Fazendo Isso?

Dr. Michael LaitmanTudo depende do cálculo, da decisão que foi aceita desde o início. Um ser humano difere de um animal porque ele tem uma Rosh (cabeça) com a qual decide o quanto de Luz pode receber a fim de doar. Os desejos com os quais eu recebo são chamados de Toch do Partzuf (corpo) espiritual. E onde eu não posso receber é chamado de Sof (fim, extremidade).

O que se segue disso é que através desta decisão eu divido a minha realidade e tudo em mim em três partes. A parte em que eu recebo a decisão é Rosh (cabeça), e é a parte mais importante de mim, graças a qual sou chamado de homem e sou diferente de um animal.

Um animal tem apenas um desejo, sem uma divisão em cabeça, tronco e fim (extremidade). Isso significa que ele é dominado pela Luz direta que o influencia e ele responde de acordo. Entre essas influências, no meio, não há cabeça; não há nenhuma restrição.

É por isso que um animal está totalmente ligado ao Criador instintivamente. Um animal não comete erros, mas sempre executa os comandos do Criador. Portanto, os anjos pertencem ao nível animal.

Porém, o homem tem em conta como se parecer com o Criador, e por isso comete erros. Ele tem uma cabeça pela qual se torna independente! Assim, ele não usa todo o seu desejo, mas divide-o em partes e constrói um Partzuf espiritual.

No início nós temos apenas um desejo e realizamos uma restrição sobre ele. Desta forma, nós recebemos a possibilidade de considerar o que fazer com o nosso desejo; estamos trabalhando com a cabeça.

Trabalhar na cabeça contra o desejo, não de acordo com os seus desejos, mas de acordo com meus cálculos, é chamado de Masach (tela). Isso significa que a tela é desejo + restrição + decisão de se assemelhar ao Criador, e meu objetivo é construído a partir da cabeça e da intenção.

Nós temos que aproximar o máximo possível todos estes conceitos de nós mesmos, porque já estamos neles. Nós só precisamos esclarecer onde está a cabeça, a tela, a restrição, a intenção, como eu recebo, e como faço para dividir o desejo daqui para lá.

É como se eu estivesse numa dieta e escolhesse o prato que vai me trazer o que e quanto estou autorizado a comer e o que não estou. Nós fazemos um cálculo como este com a cabeça do Partzuf, e depois disso percebemos esta decisão no corpo. É tudo muito claro, a única questão é para quem eu estou fazendo isso?

Esta é a única questão, toda a diferença entre o físico e o espiritual está nisso. No mundo físico nós mantemos uma dieta para parecermos bonitos e saudáveis. Enquanto que, no mundo espiritual, fazemos isso com uma intenção diferente: com a esperança de que estamos dando satisfação ao Criador.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/14, Escritos do Baal HaSulam

Justificar A Escuridão Da Noite

Dr. Michael LaitmanDe Rabash, Artigo “Na Minha Cama à Noite”: “Na minha cama à noite, busquei aquele a quem a minha alma ama”, para me livrar dela, uma vez que Nefesh de Kedusha pertence à congregação de Israel, e ela está em outra terra impura, e pede a Ele, a quem a minha alma ama, para me livrar dela, da terra impura.

Isto significa que uma vez que Nefesh Kedusha está em submissão, Nefesh de Noga faz o que as três impuras Klipot querem. Disso resulta que Nefesh de Kedusha deve tolerar a governança das Klipot impuras, que as governam. É por isso que Nefesh de Kedusha pede para ser libertada deste exílio…

Muitas vezes nós nos deparamos com uma situação como esta chamada “na minha cama à noite”. A questão é como esclarecê-la, como lidar com ela e usá-la para avançar.

Em cada um de nós três forças estão em ação: Nefesh de Kedusha, Nefesh das três Klipot impuras e Nefesh de Klipat Noga, que não pertence à Kedusha ou às Klipot impuras e nos dá o livre arbítrio. Portanto, às vezes, nós somos inclinados na direção de Kedusha e, às vezes, de Tuma’a (impureza), dependendo de quem está nos dominando.

Às vezes, a iluminação chega até nós de Cima e Nefesh de Kedusha desperta em nós. Por enquanto, não é a verdadeira Neshamah, nós ainda não temos Neshamah, mas a Luz é revelada no lado direito, no lado da doação. Assim, nós começamos a ter mais apreço por doação e conexão. Nós sentimos a iluminação nela e, assim,  a preferimos egoisticamente.

Na próxima vez é o oposto, nada nos ilumina com a força de doação, do lado direito, com Nefesh de Kedusha, e por isso somos atraídos à Nefesh de Tuma’a, para o lado esquerdo. Isso significa que nós começamos a nos preocupar com tudo o que vai interessar ao nosso ego.

Nós raramente somos capazes de influenciar esses dois lados, mas a sua ação em nós, em última análise, passa a ser expressa na linha média, em Klipat Noga. É assim que podemos determinar a nossa situação e o nosso futuro, o que vamos decidir na próxima vez.

É sempre com relação ao futuro, porque no presente não há nada que se possa fazer. Deve-se aceitar isso como bom e como dado para o seu próprio bem. A principal coisa é não esquecer que todos os estados vêm intencionalmente de Cima.

Todos os estados são especificamente dispostos para nós para que possamos nos relacionar com eles corretamente. Eles não exigem nada de nós, exceto a nossa atitude correta, ou seja, a intenção. Nós mesmos não mudamos nada na realidade.

Esta realidade é determinada; esta é Malchut do mundo do Infinito. Contudo, graças à nossa correta relação com ela, que é uma consciência de que não há outro além Dele, o bom e benevolente, e com a ajuda da adesão com este poder singular que gerencia toda a criação, nós montamos pontos no caminho para nós mesmos. Todo o trabalho consiste na compreensão, realização e justificação dessa força ativa.

Especificamente devido a esses estados (as “noites”), nós devemos sempre nos elevar e justificar o comportamento superior, apesar da escuridão da noite. Esta justificação é através do agradecimento e louvor ao Criador, Sua exaltação: “Eu sou o primeiro e Eu sou o último”, na Sua relação de imenso amor por toda a criação. Todos os estados pelos quais o Criador nos traz são dados com um objetivo: levar as criaturas ao ponto de adesão com Ele.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/14, Escritos do Rabash

Uma Conta Especial Com O Povo De Israel

Dr. Michael LaitmanO povo de Israel é um grupo de pessoas que rompeu a conexão com a Babilônia porque recebeu e experimentou um desejo único dirigido para alcançar o Criador. Como resultado disso, elas receberam este método de realização de Abraão baseado na “misericórdia de Abraão”, no princípio, “e amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

Está escrito sobre isso, “não há outro além Dele”. O Criador é a única força que age na realidade. De forma a descobrir isto, é necessário conectar e alcançar equivalência de forma com essa força. Esta é descoberta em nós especificamente por meio do “ama ao próximo como a si mesmo”. Nós adquirimos gradualmente o amor, e assim o poder superior também é descoberto gradualmente.

O meio que nos possibilita descobrir a força superior através da conexão é chamado de Cabalá. Por definição, a sabedoria da Cabalá é o método para revelar o Criador às criaturas neste mundo. Ele é descoberto na medida em que a pessoa alcança equivalência com Suas características: doação e amor. O que O caracteriza também deve caracterizar a criatura.

Portanto, as pessoas que sentem um impulso interior para isso, que despertaram Reshimot (genes espirituais) como estes dentro delas, ouviram a mensagem de Abraão na Babilônia. Maimônides escreve sobre isso em seu livro, Mishná ToráAs Leis da Idolatria: Quando tinha 40 anos de idade, Abraão reconheceu seu Criador e começou a se levantar e proclamar em voz alta para todos os povos para que eles soubessem que há um só Deus para o mundo inteiro, e é apropriado servi-Lo. E ele foi, proclamou e reuniu pessoas de cidade em cidade e de reino em reino naquela Babilônia, até que milhares estivessem reunidos com ele, e eles eram o povo da Casa de Abraão. Este grande princípio foi plantado em seus corações, livros foram escritos sobre isso, e isso continuou e cresceu nos filhos de Jacó e naqueles que os acompanhavam, e uma nação foi criada no mundo que conhece o Criador.

Isto está falando sobre um povo único que tem mantido a sua singularidade até hoje. Na verdade, os seus antepassados ​​receberam o despertar espiritual mesmo durante a época da Babilônia, e com a ajuda de Abraão moldaram o conceito de “povo de Israel”. Na verdade, este era um grupo de pessoas que estava conectado a fim de alcançar o Criador através de relações únicas e especiais entre si.

Claro que, de toda a humanidade, de toda a Babilônia moderna, há uma conta especial em particular com o povo de Israel. Portanto, este grupo se encontra em tais circunstâncias ruins, desagradáveis e estressantes. Inconscientemente, todos exigem isso para que possam manter a sua obrigação. Junto com isso, os judeus não entendem o que se quer deles, e as nações do mundo não entendem o que querem deste grupo.

Isto é expresso no antissemitismo, um fenômeno bem conhecido em toda a nossa história. Na medida em que podemos aproximar a nós mesmos e o mundo da correção e aderir ao objetivo da criação. Assim, as ondas de ódio, ou seja, as forças que querem nos despertar para o nosso papel, diminuirão.

Do contrário, ou seja, na medida em que não podemos reconhecer isso, não estamos prontos, somos teimosos e não queremos realizar o nosso papel, então essas forças são reforçadas e nos influenciam de uma forma particular. Assim, alguém que olha para o mundo da maneira certa pode entender que esta atitude para com o povo judeu e, em geral para com toda a condição do mundo, incluindo o ambiente, a economia, a saúde e assim por diante, e o estado do Kli (vaso) geral que deve chegar à adesão com o Criador, depende única e exclusivamente desse grupo que deve mostrar ao mundo como alcançar a adesão com o Criador.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Temas Escolhidos: Missão do Povo de Israel

A Redenção Será Revelada Na Unidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Herança da Terra”: Nossos sábios disseram que Israel não pode ser redimido a menos que eles formem um todo.

Redenção é quando há vasos que são desejo de receber. Primeiro, eles são revelados em nós com a intenção egoísta “a fim de receber” e nós corrigimos a sua intenção para uma intenção altruísta “a fim de doar”. Depois, a Luz, a presença do Criador, é revelada em nossos vasos de acordo com a nossa correção. Assim, nós sentimos a força superior dentro de nós, a nova realidade superior, o mundo superior.

Esta correção é gradual, a partir dos vasos egoístas quebrados. Em primeiro lugar, nós só podemos realizar ações neste mundo, não em nossos desejos, mas apenas fisicamente. Nós nos conectamos dentro de um grupo, viemos estudar juntos, e executamos diferentes ações juntos. Embora nossas ações careçam totalmente da intenção correta no coração, elas ainda são benéficas, e evocam uma iluminação à distância, que nos influencia cada vez mais.

Assim, nós avançamos gradualmente, nossas ações se tornam mais e mais concentradas, e a conexão entre nós se torna mais esclarecida até adquirirmos o vaso completo que é grande em sua medida e qualidade. Dentro dele nós revelamos a conexão entre nós com a intenção a fim de doar entre nós e até o Criador. Esta revelação é chamada de redenção.

Todos os seres criados se assemelham nisso e cada um age simplesmente de acordo com seu nível, de acordo com a sua dependência em relação à árvore da vida. De um modo geral, uma vez que a alma geral do primeiro homem foi dividida em diversas almas, as suas partes se encontram em cada uma delas. Estando em seu nível, em seu lugar, uma pessoa começa a sentir como ela está envolvida na evolução desta vida e deste mundo.

Algumas partes despertaram no tempo da antiga Babilônia, e só elas são chamadas de Israel. Agora outras partes estão atingindo esta missão. Algumas delas chegaram ao grupo da mesma forma há dez anos, outras há cinco anos, e algumas apenas ontem ou hoje. No final, todas se unem e se incorporam entre si e não haverá diferenças; qualquer um que se junta a nós torna-se parte de nós.

Todas as almas que não aderiram ao processo de correção por conexão são chamadas de gentios de acordo com a sabedoria da Cabalá, Goy, que significa “uma nação” em hebraico. As pessoas que anseiam por santidade, o que significa por doação mútua, são chamadas de uma nação santa de Israel, o que significa Yashar-El (direto ao Criador).

Diz-se que “Israel não pode ser resgatada a menos que eles formem um todo”. Eles claramente não terão nenhum poder espiritual a menos que nos conectemos. Um vaso espiritual é a conexão, e quanto mais forte ele for em qualidade e quantidade, mais compatível estaremos com a Força Superior.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Solo Fértil É Necessário Para Uma Muda

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível que alguns indivíduos estudam por muitos anos, participam de um grupo e da disseminação, e, aparentemente, até agora, não têm desejo, e precisam fortalecê-lo?

Resposta: Às vezes, dez anos são necessários para uma pessoa entender que não há escolha e que é necessário se conectar com os outros. No entanto, estes não são anos desperdiçados. Tudo é levado em conta, pois não sabemos e não entendemos o nível inanimado.

De acordo com o nosso universo, nós vemos quanto tempo demorou para estabilizá-lo, bilhões de anos. Isto significa que este é um processo muito oculto que se move de forma muito lenta e gradual, mas nós temos que passar por esses níveis.

O nível de Nefesh é a nossa base, e ele deve chegar ao fim para que o nível de Ruach comece. Ruach indica que já temos movimento independente, ao passo que Nefesh não pode se mover por si só. Uma pessoa vem e vai às aulas e workshops, escuta, mas não ouve, ainda assim continua. Muitos anos se passam.

Este é o nível inanimado. Dentro dele, a pessoa ainda não pode fazer nada, pois está no nível inanimado! E daí? Eu espero pacientemente, porque vejo que ela está mudando, apesar de tudo. Isto é assim, mesmo que, por enquanto, ela não esteja crescendo em direção à Luz, como uma planta que começa a sair do chão.

Nesse meio tempo, ela é apenas o solo que passa por todos os tipos de estados de contração e expansão, mas não pode realizar qualquer atividade por conta própria. Tudo é feito de acordo com as condições externas.

Nós precisamos nos organizar dessa forma e proporcionar a todos a influência máxima. No entanto, se a pessoa foge disso, não há nada a fazer. Isso não vai levar dez anos, mas sim uma série de encarnações.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/04/14, Escritos do Baal HaSulam

Eu Tenho Sonhado Com Um Presente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que nós devemos estabilizar internamente o desejo pelo presente que o Criador quer nos dar. Este não é um desejo egoísta?

Resposta: É uma bela oração. Eu quero que todos os meus desejos não sejam atraídos para diferentes assuntos sem importância, mas que se concentrem no que o Criador quer nos dar.

Não importa se é um pedido egoísta ou não. O Criador quer me dar um presente, mas Ele só pode me dar se eu realmente quiser. No entanto, eu não tenho o desejo por ele.

O Criador me criou como eu sou de propósito, para que eu possa pedir a Ele para criar uma deficiência em mim pelo Seu presente. É porque nós nos conectamos pelo meu pedido, e assim eu chego à adesão com Ele, começo a entende-Lo, me volto a Ele, e peço-Lhe para me ajudar.

“Como posso ajudá-lo?” É como se Ele começasse a falar comigo e me esclarecesse o que eu realmente preciso. Ele começa a brincar comigo. Eu verifico as coisas: “Não, isso não está certo; eu preciso de um pouco menos e o outro de um pouco mais”. O Criador é revelado um pouco em sua parte posterior, e eu começo a entender um pouco o que eu preciso e o que não preciso, a fim de alcançar o vaso certo.

Assim, eu O conheço, me conecto a Ele, e começo a conversar com Ele. Nós nos tornamos parceiros. Eu não posso agir sozinho no processo de correção da criação, ou seja, na preparação do vaso para receber o presente. Eu preciso do Criador porque  realmente não sei nada.

Agora, o presente está escondido, e o Criador brinca comigo para que eu possa conhecê-Lo gradualmente. Eu não conheço o Criador em si, porque nunca vou ser capaz de senti-Lo. No entanto, eu aprendo e alcanço Ele através da minha conexão com os amigos, na medida em que procuro uma maneira de me conectar com eles.

Nós saímos para disseminar, realizamos workshops ou uma Convenção, nos conectamos com o mundo exterior, e tudo isto é considerado como o esclarecimento do vaso para receber o presente do Criador. Tudo é destinado a isso.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá29/04/14, Escritos do Baal HaSulam