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O Que Vem Depois Do Capitalismo?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Konstantin Frumkin, PH.D., jornalista, filósofo, coordenador da Associação dos Futurologistas): “O capitalismo pode ser definido como um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção, no trabalho assalariado e no mercado de trabalho. Assim, o desaparecimento do capitalismo está ligado à substituição da propriedade privada dos meios de produção, do salário dos mercados de trabalho e das mercadorias e moedas.

“A economia do estado vai substituir o capitalismo. A sociedade que está na transição do capitalismo não terá um único tipo dominante de propriedade, mas sim uma ‘economia mista’ e a igualdade de todas as formas de propriedade. Essa ideia já é uma realidade do mundo moderno.

“Qualquer fabricante tem que receber uma compensação pelos seus custos, de modo que a economia não pare. O mercado desempenha um papel fundamental na organização da economia. A troca é o cerne do mercado.

“Para abandonar o mercado de câmbio, é necessário resolver a) o problema de oferta e demanda, como orientar os produtores para as metas que são necessárias aos consumidores; b) o problema da motivação dos produtores.

A superação do capitalismo vai acontecer pela superação da economia, quando os motivos econômicos não afetarão o comportamento das pessoas: a economia será ultrapassada por um excesso de riqueza, quando a abundância geral simplesmente permitirá que as pessoas não pensem sobre ganhar e trocar, ou o mesmo efeito é conseguido através da automação e total substituição do ser humano no processo de fabricação”.

Meu Comentário: A produção em massa usual vai se tornar coisa do passado; programas e robôs vão substituir as pessoas. Impressoras domésticas 3-D substituirão as fábricas. Através da educação integral gradual da sociedade e da queda do interesse egoísta por necessidades materiais desnecessárias, nós chegaremos, em acréscimo à robótica, ao surgimento do interesse no trabalho conjunto como a recompensa.

Avaliadores Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 28: …que no início o mesmo corpo é revivido, que é o excessivo desejo de receber, sem quaisquer restrições, assim como ele cresceu sob a nutrição dos mundos impuros…

Então nós podemos embarcar em um novo tipo de trabalho —levar todo o excessivo desejo de receber à forma de doação. Então, ele é curado, porque agora obteve a equivalência de forma.

Uma única iluminação vitaliza o desejo de receber em prol da recepção, bem como o “coração de pedra”, e tudo do desejo de receber existe como matéria apenas porque a Luz o detém. Yesh mi Yesh (existência a partir da existência) detém e vitaliza o Yesh mi Ayin (existência a partir da ausência). Nós não conseguimos sem este “dispositivo intravenoso”. Afinal, se eu o tivesse fechado, teria perdido o desejo e não teria sido capaz de corrigi-lo. Isto por sua vez teria me impedido de aderir totalmente ao Criador.

Pergunta: Então, como é que nós corrigimos o desejo?

Resposta: Para isso, não precisamos de nenhuma ação com a matéria em si, e não pode haver nenhuma. Não somos capazes de matá-la ou revivê-la, embora nós utilizamos esses termos para descrever o que está ocorrendo. O desejo, como era e continua a ser, é encontrado nas mãos do Criador que dá vida a tudo: o mal e o bem.

Durante todo o processo, não tomamos qualquer ação real na criação. Pelo contrário, só em relação a mim mesmo, eu classifico as partes que são reveladas diante de mim. Nós não entramos na criação em si. É impossível parar a influência da Luz sobre o desejo, assim como é impossível parar a Terra. Estes dados “descem” até eu de um nível mais elevado, e no meu nível preciso aceitá-los, aprender com eles, classificá-los e examinar minha relação quanto a eles. Especificamente por meio disso, eu construo a mim mesmo. Não precisamos mais do que isso.

Há uma escolha e uma grande variedade de possibilidades à minha frente, todos os tipos de diferentes desejos a fim de receber e a fim de doar, que não são novos. No entanto, eles são descobertos e desenvolvidos mais e mais, e tudo isso é para que eu determine o meu relacionamento quanto a tudo o que é desenvolvido de forma correta. Com isso, eu entendo e sinto mais, e isso é como construir o Adão de mim mesmo.

O Criador não muda a ação original, e nós também não agimos sobre nada. Tudo é revelado apenas no que se refere à pessoa que percebe. A criação é inalterada. Há um Infinito, e o tempo todo um pouco da cortina é aberta e fechada para nós no caminho em direção a ele. No entanto, através disso nós podemos atingir o nível do Criador. Esse “jogo” é suficiente para nós crescermos até à altura do Superior, estarmos conscientes e O entendermos, e realmente ser como Ele.

Surge a pergunta: existe algo mais além do que eu estou vendo e as mudanças internas? Isto é desconhecido para nós.

Sem mudar nada na criação, nós crescemos, melhorando nossas ferramentas de percepção, praticando e corrigindo a mesmos, e só a nós mesmos. Até agora, nós podíamos até pensar que estávamos mudando o mundo. No entanto, esta abordagem não funciona mais. A partir desta fase em diante só uma coisa funciona: nossa equivalência com o que é descoberto. E este é um novo método.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Reconstruindo A Mídia

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todo empresário aspira encontrar novos clientes. Normalmente, isso é feito através da publicidade. Mas uma pesquisa recente mostra que 80% das empresas reduziram seus orçamentos de publicidade para zero, porque a publicidade não funciona. Qual é o papel da mídia neste contexto?

Resposta: O papel principal de todos os meios de comunicação é conectar pessoas. Onde está a mídia? Que tipo de trabalho ela faz? — a mídia completamente selvagem trabalha contra a população em geral.

Então, primeiro de tudo, é necessário reconstruir os meios de comunicação. Imagine como o quadro geral do mundo mudaria se as cidades engajassem a mídia na educação e formação da população.

E financiar isso será negócio, porque a mídia estará envolvida com um trabalho socialmente útil, no trabalho normal da população ao invés de tentar vender a todos coisas que não precisam e que não trazem qualquer benefício. A população vai se ajustar com a ajuda dos meios de comunicação: a atmosfera da cidade começará a ser alterada; vai valer a pena pagar por isso.

Na verdade, tudo depende desses empresários que gerenciam os meios de comunicação, porque eles fornecem o trabalho para a mídia, eles que pagam!

Se os empresários se unirem, eles podem ditar o preço e “ditar o ritmo”. Portanto, a mídia não será capaz de operar como antes, porque eles vão precisar cobrar um preço razoável para processar a informação certa, de acordo com sua disponibilidade e entrega. Este é o papel deles. Se não conseguirem fazer isto, eles irão quebrar.

De um modo geral, eu acho que essa reestruturação está já na sua infância.

De Kab TV “Através do Tempo” 16/09/13

Mudanças Na Consciência Da Sociedade

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível desenvolver um modelo integral da economia?

Resposta: A fim de desenvolver o modelo de uma economia integral, as pessoas precisam da “inteligência corrigida”, pensamentos que terão uma direção altruísta. A pessoa deve ficar em outro nível do seu desenvolvimento interior. Na medida em que as pessoas forem reeducadas de forma consciente, as ideias das mudanças corretas para todas as relações sociais aparecerão nelas: econômicas, políticas e outras. Portanto, quaisquer que forem os modelos que serão criados agora, estes serão totalmente inúteis para a sociedade integral.

Não é necessário estabelecer nada com antecedência. Este foi o erro do governo soviético que decidiu obrigar todos a ser altruístas através da fome, da opressão e da KGB, e não através da educação.

Pergunta: Mas não foi este o erro de Marx e Engels?

Resposta: Não! Marx escreveu corretamente! Depois dele apareceram oportunistas que reinterpretaram seus escritos. Ao passo que Marx escreveu que primeiro era obrigatório reeducar as pessoas e apenas conforme a sua educação elas poderiam criar uma sociedade comunista correta.

Historicamente, como evoluem todos os modelos? Primeiro alguém os planejou e depois eles foram criados? Não! A humanidade se desenvolveu naturalmente e permanentemente transformou suas conexões sociais, políticas, econômicas, comerciais e outras conexões.

É a mesma coisa aqui. É impossível planejar e estabelecer algo com antecedência. Uma pessoa nunca pode descrever o próximo passo a frente, porque ela ainda não está nele. E mesmo se estiver lá, o que ela pode explicar para as pessoas que estão no nível anterior? Eles não podem construir o que é característico do próximo nível.

Primeiro eles próprios devem elevar-se ao próximo nível em sua compreensão, consciência e sentimento e decidir quais mudanças são imperativas para dado momento no tempo. Eles se reúnem e dizem: “Agora precisamos mudar isso e agora aquilo”. E aos poucos eles serão mudados.

Isso é evolução e deve ser revelado desde dentro. Nós apenas aceleramos o processo para que a evolução não avance rigidamente como aconteceu há milhares de anos, quando os poderes da natureza nos empurraram por trás com um bastão em direção à felicidade. Nós queremos ansiar e avançar por nós mesmos.

Mas, apesar de tudo, os ângulos de transformação serão derivados apenas de uma necessidade consciente; caso contrário, este será o mesmo que a KGB, a opressão e a ditadura.

Suponha que nós fôssemos criar um método para mudar a sociedade agora. E então? Nós iríamos obrigar todos a colocá-lo em prática? Mas esta seria a mesma opressão, ditadura e violência. Isso não é mais formação ou educação. Portanto, nós chamamos o nosso método de Educação Integral e Informação ao público. Não pode vir de cima!

Não há nenhuma razão para nos voltarmos aos historiadores, filósofos e afins. De que forma eles poderão nos ajudar? Isso seria através dos habituais exercícios de hoje que não funcionam mais? Deles apenas exemplos do passado podem ser tomados, mas eles não sabem nada sobre o futuro.

De KabTV “Um Mundo Integral” 27/11/13

A Morte Do “Coração De Pedra”

Dr. Michael LaitmanComo o Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Livro do Zohar“, nós devemos “morrer e apodrecer”, de modo que quase nada restará de nós, e depois disso nós “nascemos de novo” com novas características.

Claro, nós não devemos imaginar este processo como ele é retratado nos filmes de Hollywood. De fato, nos livros dos Cabalistas não há uma única palavra escrita sobre o nosso mundo, pois eles são apenas livros sobre os fenômenos e conceitos espirituais.

Eles falam apenas sobre o desejo de receber que é o único objeto que existe, e a sabedoria da Cabalá envolve isso. Este desejo é permanente. Na verdade, é a partir do nada, mas existe.

Existem duas possibilidades para capturar, perceber e organizá-lo: em prol da recepção ou em prol da doação.

Desde o início, o desejo de receber em prol da recepção foi dado a nós, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Assim, o desejo de receber egoísta se fecha no nível animal e não nos permite subir para o nível de Adão. Este está fechado dentro de nós, e nós só podemos subir até ele com a condição de que nos elevamos acima do desejo de receber que é descoberto aqui. É assim que entramos no mundo superior, a dimensão mais elevada.

Assim, depois que o desejo de doar nos transforma, nós nos desenvolvemos ao longo de duas linhas: “linha esquerda” e “linha direita”. A linha esquerda é o desejo egoísta que desperta em nós mais e mais, e, na linha direita, nós o corrigimos, repetidamente, através da Luz que Corrige e o transformamos no desejo de doar. É assim que o processo ocorre em paralelo, isso em contraste com aquilo, até que todo o desejo de receber “apodrece” no final, ao estado chamado de “morte”.

No entanto, isso não é o suficiente, porque nós ainda não transformamos aquilo num verdadeiro desejo de doar. Nós trabalhamos apenas acima dele em todos os tipos de formas. Eu faço algo dele, mas algumas partes não são adequadas e, ao mesmo tempo, aparentemente deslizam sob a minha capacidade . Então, chega a hora de uma atividade única: a “ressurreição dos mortos”.

Nós vemos algumas fases de desenvolvimento aqui em que a pessoa usa o seu desejo de maneiras diferentes. Na primeira fase, ela sai deste mundo para o mundo espiritual e prefere subir acima de tudo o que tem aqui e viver em doação, em vez de recepção. Depois disso, ela passa pela Machsom e desenvolve suas intenções altruístas acima do desejo constantemente crescente e usa-o para doar com o propósito de doar. Depois disso, ela passa para a intenção de receber com o propósito de doar, para “e amarás o teu amigo”.

Como resultado do uso destes meios, a pessoa fica com um desejo que ainda não pode usar para doar. Este é um grande desejo chamado “coração de pedra”.

É necessário indicar que, quando entramos na espiritualidade, nós podemos perceber apenas uma “linha fina” nela. Mesmo com o trabalho que fazemos, nós apenas expandimos ligeiramente essa linha que desce até nós de cima para baixo. Afinal de contas, o coração de pedra é a essência da criação e a densidade essencial que é deixada para nós para a correção final. Na verdade, o coração de pedra não é o desejo que o Criador criou. Este é o desejo de receber que nós descobrimos e formatamos nós mesmos. No entanto, nós não o criamos como o Criador fez com Sua atividade, mas, mesmo assim, criamos algo novo.

A fonte de destruição é revelada na “Árvore do Conhecimento”. Depois nós continuamos com este “fio”, descobrimos a diferença entre nós e o Criador, o coração de pedra que é descoberto em cada nível. Ele chega de cima como um ponto de dados , e com o nosso trabalho com o propósito de doar, descobrimos o quanto somos verdadeiramente diferentes, distantes e completamente opostos a Ele.

O coração de pedra nos é revelado de baixo para cima até atingir dimensões gigantescas, mas apenas na medida em que podemos apaga-lo, queimá-lo e aniquilá-lo. No final, nós finalmente o matamos e depois ele apodrece, chega à sua correção. Em outras palavras, depois que este desejo passar por todas as etapas, ele realmente vai voltar ao pó. Ele estava no nível falante, e depois disso, o animal e, depois disso, o vegetal, até estar completamente podre e atingir o nível de pó, como está escrito: “Pois tu és pó, e ao pó retornarás”. É assim que terminamos a correção.

Então, uma ação é executada que estamos certamente despreparados para fazer, mas a queremos muito: a “ressurreição dos mortos”. O coração de pedra, que era oposto ao Criador, nos separa Dele, e ele é descoberto graças aos esforços que fizemos, como se fossem todos projetados para isso. Quando eu quis avançar em direção ao Criador com toda a minha força e poder, com todos os esforços, de acordo com isso, eu descobri minha contrariedade ao Criador. É como se eu o descobrisse nas profundezas da criação que eles estavam escondidos de mim, e, portanto , com a sua correção, a correção geral está concluída.

Voltando à “decomposição” e à “ressurreição dos mortos”: certamente tudo isso acontece na subida da escada espiritual e não há nenhuma conexão disso com nossos corpos “animais” que vivem e morrem neste mundo, como todos os outros organismos. Toda a sabedoria da Cabalá fala apenas sobre a ideia interior que é chamada de Adão em nós, e não se trata da nossa biologia e zoologia que pertencem apenas à realidade física.

No artigo, “A Liberdade”, o Baal HaSulam escreve que “a sabedoria da Cabalá não menciona nada do nosso mundo corporal”, e no Livro do Zohar, ParashatVaYetze“, 139, está escrito: ” O Zohar não fala sobre eventos físicos, mas sobre mundos superiores”.

Além disso, no Talmud Eser Sefirot , Baal HaSulam escreve no volume 1, “Nós devemos lembrar que toda a sabedoria da Cabalá é fundamentada em conceitos espirituais que não ocupam tempo ou espaço. Toda a dificuldade para os iniciantes é que eles compreendem estas coisas com expressões físicas com as limitações de tempo e espaço, substituição e permutação, que os autores usam apenas como símbolos de suas raízes superiores” .

Além disso, Rav Kook escreve em “Cartas , 1″: ” Eu fiquei horrorizado ao ver que uma forma corpórea foi descrita para o conceito de Adam Kadmon da Cabalá, que é apenas um conceito metafísico, um conceito divino. Deus me livre que devamos nos permitir materializar esses conceitos sagrados, mesmo como uma forma de estudar”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Quando Os Portões Se Abrem…

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Dois Pontos”, item 120: No final de todos os portões, Ele fez um portão com vários cadeados. Esse portão é chamado de Malchut de Malchut, o ponto final de todos os portões superiores. Este último portão é o primeiro portão para Hochma [sabedoria] superior. Ou seja, só é possível ser recompensado com Hochma superior após a conquista deste último portão especificamente, quanto à conquista da Hochma superior, que é o primeiro portão. É por isso que está escrito: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”, pois “Temor do Senhor” é chamado de último portão, que é o primeiro lugar para a sabedoria do Senhor.

Comentário: É como se os portões estivessem dispostos um após o outro, para que possamos entrar neles, mas eles parecem bloquear a entrada. Portanto, verifica-se que existe um bloqueio quando se quer entrar.

Resposta: Claro. Entrar significa que a pessoa se encontra num determinado estado. Como você avança de um estado para outro? Ao abrir outra parte do desejo de receber e corrigindo-o com a intenção a fim de doar, e assim, através de todos os portões.

Assim, cada portão é o aumento do desejo e sua correção. Portões, fechaduras e aberturas são todos destinados para que a pessoa suba de um nível para o outro, mas sem portões, não haveria mudança de estados. O portão não é apenas uma entrada fechada que foi bloqueada. Você não vai sentir nada se não passar pelo portão, se não adquirir Aviut (espessura) e sua correção, e adaptar-se a esse estado que é chamado de um portão.

Não há nada após o portão na espiritualidade. Não é apenas o próximo portão. Cada passo é o próximo portão. Não há nenhum portão que se abre amplamente e por trás do qual existe uma grande cidade, e , em seguida, o próximo portão atrás do qual há um campo , e, em seguida, um outro portão e outro. Existem apenas portões que vêm um após o outro.

Pergunta: Então para onde eles levam para se não há nada por trás deles?

Resposta: Há tudo no portão, tanto o sentimento como a realização. Tudo começa e termina no portão. O que você precisa além dos portões, se você está avançando no sentido de se identificar com o Criador? O que mais está faltando, exceto os portões? Afinal, cada portão leva você para o que você tem que ser. Na verdade, todo o HaVaYaH é um portão atrás do outro, dez Sefirot. Depois, há mais dez Sefirot, e outras dez, etc.

Às vezes nós dizemos que apenas uma entrada é chamada de portão e, assim, a pessoa se desenvolve a partir dele, mas este desenvolvimento também pertence aos portões.

Pergunta: O que você sente quando chega a um portão ?

Resposta: Você sente um caminho bloqueado.

Pergunta: E como você abre o portão?

Resposta: Você abre o portão ao aceitar primeiro este bloqueio, ao aceitar o fato de que o caminho está bloqueado. Você aceita esta auto anulação e o temor do Criador, e assim em cada nível, até que este portão se torne uma entrada. Caso contrário, ele não vai se tornar uma entrada. O portão deve se abrir, e quando você passa pelo portão, isso significa que você aceita todo o Aviut corretamente, e neste novo Aviut, você vê um mundo novo.

Pergunta: O que significa que você aceita que o caminho está oculto?

Resposta: Aceitar que tudo é para o nosso benefício. É também um processo de aceitar e ser grato por isso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Pêndulo De Intenção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam , “Introdução ao O Livro do Zohar“, Item 24: A essência do corpo é apenas o desejo de receber para si mesmo, e todas as suas manifestações e posses são realizações desse desejo de receber corrompido, que inicialmente haviam sido criadas apenas para ser erradicadas do mundo, a fim de alcançar o terceiro estado completo no final da correção. Por esta razão, ele é mortal, transitório e desprezível, juntamente com todas as suas posses, como uma sombra fugaz que não deixa nada em seu rastro.

Nada acontece com o desejo. Ele apenas se revela cada vez mais ao atravessar os 125 degraus, enquanto intenções egoístas surgem junto com os desejos. No entanto, essas são duas coisas diferentes: o desejo de receber e a intenção em prol da recepção.

Nunca devemos anular o desejo. Nós não estamos planejando nos transformar em eremitas, mas sim, nos esforçamos em mudar a nossa intenção de egoísta para altruísta. A intenção em prol da recepção é que deve ser “erradicada do mundo”.

Nós percebemos a imagem do mundo através de nossas intenções, através de nós mesmos e do nosso entorno. A imagem irá desaparecer se redirecionarmos nossas intenções do desejo  de receber para o desejo de doar. Tudo o que vemos hoje, todo o mundo com todas as suas particularidades e fenômenos, com a vida e a morte, tudo se revela dentro do nosso desejo de receber que tem uma intenção egoísta. Se nós mudamos as intenções, começamos a ver um mundo “invertido”, que é chamado de mundo superior, o primeiro nível espiritual. Em seguida, começamos a observar algo completamente diferente.

Ao sentir a matéria, nós temos uma chance de invertê-la com a ajuda da força superior, do grupo, e usando outros meios. Nós somos os únicos que começam a “revolução”, porque a primeira vez que algo é revelado, nós o vemos como corrupto, como se ele se refletisse num “espelho distorcido” da nossa intenção egoísta.

Até agora, as nossas intenções egoístas “selam” pequenos desejos deste mundo; isso é o que faz com que este reino pareça do jeito que é para nós. Então, digamos que na trigésima etapa surja um desejo que é um bilhão de vezes maior, embora ainda se origine do desejo de receber. Seria terrível, como se estivéssemos entre “dinossauros”, numa selva monstruosa de desejos egoístas imensamente poderosos.

As pessoas pareceriam “demônios” infernais para nós; elas pareceriam como criminosos, ladrões, mentirosos, vilões, um maldade que atualmente não podemos sequer imaginar. Em essência, nós veríamos as forças do mal que pertencem a esta etapa particular. Nós consideraríamos as lições como uma estupidez ultrajante, um total absurdo. Inclusive o grupo surgiria numa forma tão terrível que não toleraríamos a companhia dos nossos amigos, nem seríamos capazes de respirar o mesmo ar que eles.

No entanto, se encontrássemos a força para superar esta situação e mudar, então poderíamos descobrir que tudo é simplesmente maravilhoso. Na verdade, nada vai mudar, mas de alguma forma, de repente, vamos ver o mundo que nos rodeia permeado de Luz, onde todo mundo recebe a benevolência do Criador, ninguém sofre, ninguém morre de fome, ou mata outros. Nossos amigos parecem como se fossem as maiores pessoas na face da Terra, e não há ninguém maior do que eles. Baal HaSulam escreve sobre este estado em seu artigo “Ocultação  e revelação da Face do Criador”.

Todos nós passamos por esses estados, o pêndulo oscila mais forte a cada vez, e tudo depende da mudança da nossa intenção, transformando-a no oposto, de egoísmo para altruísmo. Os desejos permanecem intactos, apenas as intenções mudam.

De um jeito ou de outro, o Criador nunca nos leva à doação; caso contrário, ele teria roubado a chance de nós O conhecermos. Ele nos leva apenas através de desastres em nosso desejo de receber para que reconheçamos a necessidade de doar.

No início, nós tentamos escapar de problemas que nos forçam a culpar e amaldiçoá-Lo. Então, com a ajuda do grupo, das lições e da disseminação, baixando a cabeça diante dos nossos amigos e do professor, nós nos voltamos ao Criador, e imploramos que Ele nos ajude.

Pergunta: O caminho de sofrimento não é muito longo?

Resposta: O truque é como aceitar o sofrimento. Sem os sofrimentos, é impossível despertar. Qualquer estado começa com dores: “E houve a tarde e a manhã, o primeiro dia”.

O nosso caminho não é longo por causa das dificuldades que passamos, mas porque não reagimos a elas de forma correta.

Isso explica por que precisamos de preparação e de uma atitude correta. Não há dúvida que os nossos estados vão mudar em breve, e que vamos sentir um vazio. Além disso, nós podemos começar a odiar os nossos amigos como os discípulos de Rabi Shimon fizeram. Ainda assim nós continuamos avançando, porque tudo o que acontece conosco tem um propósito, para nos levar à frente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Perder-Se A Fim De Encontrar

Dr. Michael LaitmanA pessoa passa por várias fases antes de chegar a sua primeira correção espiritual, a equivalência de forma com o Criador. A palavra “lugar” é frequentemente usada em referência ao Criador. Por que o Criador é chamado de “lugar”?

Um lugar é um desejo. Um lugar que recebeu o atributo de doação é, na verdade, a imagem do Criador. Assim, todas as intenções, todo o trabalho de uma pessoa, devem ser destinados ao mesmo lugar: a fim de corrigir os seus desejos para que eles sejam a fim de doar. A imagem do Criador que é revelada no lugar corrigido, ou seja, nos vasos corrigidos, já é o resultado da influência das duas linhas.

A primeira fase da correção de uma pessoa é quando ela para de pensar em si mesma e já começa a entender e sentir que a correção é cumprida apenas através da conexão. A pessoa já entende que deve estar num grupo que é considerado um no que diz respeito ao Criador. Aos poucos, ela entende o conceito de conexão e não se vê como uma parte separada do grupo, como sendo cortada do geral. Como está escrito: “… porque eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel”.

Graças ao seu trabalho no grupo, a fim de alcançar a garantia mútua, os pensamentos dos amigos e a influência da Luz que é atraída por nossos esforços coletivos, a pessoa chega a esse estado quando começa a olhar para tudo do centro da grupo. Então, ela sente um novo endurecimento do coração, e deve chegar ao “lugar” repetidamente. Depois de um tempo, ela entende que sofreu uma mudança que antes não parecia importante. A opinião pública, o estado do grupo, torna-se muito caro para ela.

As pessoas do grupo se tornam importantes e queridas para ela, e ela começa a se preocupar com elas mais do que com seus próprios filhos. É porque ela sente a família no nível corporal, físico, enquanto sente os amigos no nível espiritual. Ela entende que tem a obrigação com sua família, mas começa a entrar plenamente nos corações dos amigos, quer viver lá, e garantir-lhes tudo de melhor. No final, o estado dos amigos determina e impõe todos os seus pensamentos e ações, e determina com o que ela se preocupa, como uma mãe que só se preocupa com seu bebê, e tudo o que ela faz é para ele. É assim que a pessoa começa a tratar o seu grupo.

Gradualmente, o conceito do Criador é esclarecido no grupo de acordo com os esforços da pessoa em organizar e retratar o vaso geral, o lugar corrigido, um só coração e mente geral, e a dor que ela sente no momento, pois ela não pode chegar a tal unidade, e de acordo com tais esforços, a imagem do Criador começa a ficar clara para ela neste grupo unificado.

A Luz Circundante a influencia através do seu desejo pelo centro do grupo, pelo desejo de ver que todo mundo está corrigido e aguardando o Criador, que é revelado de acordo com os esforços da pessoa no grupo. Assim, ela se aproxima do Criador através do grupo.

No momento, nós não entendemos como uma pessoa pode se perder no grupo e, ao mesmo tempo, sentir que ela existe, age e opera. Do ponto de vista do seu ego, o seu eu desaparece totalmente, mas, da perspectiva da doação, ele realmente cresce até que a pessoa se eleva ao nível do Criador, que é revelado no grupo. Baal HaSualm diz: “É natural que, quando a Luz do geral ilumina, o individual é anulado no que diz respeito ao seu próprio eu e não sente a si mesmo”, mas sente o geral e o Criador nele!

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/01/14

Globalização

Dr. Michael LaitmanOpinião (Yuri D Granin, Ph.D., pesquisador sênior do Instituto de Filosofia da Academia Russa de Ciências): “Nas últimas décadas, o problema da globalização continua a ser um dos mais controversos. Parece que a formação de mercados internacionais, a livre circulação de capitais, o aumento dos fluxos de migrantes e turistas, a formação de instituições financeiras, econômicas e políticas supranacionais deveriam unir as pessoas numa integridade global: uma civilização planetária”.

“A globalização pode ser vista como uma tendência para a unificação da humanidade, a organização do espaço social. Mas, por enquanto, a globalização não destrói, mas preserva a hierarquia planetária de vários povos e nações. Suas vantagens óbvias se transformam em perdas. O processo de desdobramento da globalização estimula o seu crescimento, provocando uma resposta defensiva”.

Meu Comentário: A razão para a manifestação perversa da globalização é que ela é implementada egoisticamente não por personalidades “globais”, mas pelos mesmos egoístas que não podem ver como a humanidade pode se unir corretamente e as maneiras pelas quais essa unidade pode ser alcançada. Somente Cabalistas que conhecem as leis da natureza superior e sentem o mundo integral, especialistas em educação integral, são capazes de conduzir corretamente as massas para a verdadeira integração da humanidade.

Uma Substituição Benéfica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode um empreendedor dentro da comunidade empresarial de executivos aumentar o respeito ao abandonar excedentes, reservas e privilégios?

Resposta: Eu creio que nós vamos gradualmente chegar a isso. As empresas se conectam com bilhões de outros pequenos negócios: fornecedores, compradores, etc. Portanto, eles ainda vão ser egoístas.

Eles não podem mudar de repente para outro caminho e gerir de outra maneira. As empresas permanecerão iguais, todos os excedentes e reservas inicialmente devem ir para um fundo geral a fim de ser distribuído aos programas sociais para a comunidade.

Nós estamos falando da suavização do clima egoísta que prevalece no mundo de hoje. Ele deve ser destinado para trazer toda a sociedade a certo equilíbrio, onde nós temos que reduzir gradualmente o ego individual de cada pessoa e compensar isso através da construção de bons e adequados sentimentos dentro do ambiente, onde a pessoa que trabalha para o bem da sociedade será respeitada. E toda a comunidade irá tratar tal pessoa e sua família com respeito e reverência.

Quando um ambiente como este é criado em torno de um homem de negócios, ele inevitavelmente começa a pensar que um salário muito menor do que antes é o suficiente para ele. Uma renda média vai possibilitar que ele corte toda a “gordura extra” de si mesmo, sem perder o conforto, repassando o benefício para aqueles que o rodeiam, substituindo o excesso de dinheiro com respeito e amor.

De KabTV “Através do Tempo” 16/09/13