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Aprender Sobre A Luz A Partir Da Escuridão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o nosso caminho para atingir o bem, o belo, passa pela descoberta do mal da nossa natureza? Além disso, num primeiro momento, nós sequer percebemos que este mal está em nós, mas sim o vemos nos outros, até transformá-lo em nosso próprio no final.

Todos os defeitos que vemos nos outros são o resultado de minhas próprias falhas. Se eu vejo características ruins nos outros, isso indica que este mal sempre esteve em mim e agora é revelado a mim. Eu tenho que transferir a culpa em minha direção, ou seja, perceber que esta é a minha deficiência pessoal e corrigi-la dentro de mim. Mas, por que o Criador revela o mal para mim dessa forma?

Resposta: Se eu me preparo através do ambiente, do estudo, do professor, das fontes, para o fato de que “não há outro além Dele”, então todas as deficiências e o mal que eu vejo nos outros eu posso atribuir imediatamente a mim mesmo. Por isso se diz: “Todos julgam de acordo com suas próprias falhas”. Portanto, eu serei capaz de me alegrar com todos os “ímpios que são revelados em mim”. Se eles são revelados, este é um sinal de que estou pronto para corrigi-los e transformá-los em boas características através da conexão com os amigos e da “Oração Coletiva”.

É assim que eu vou ser feliz com todo o mal que é descoberto nos outros e em mim. Eu não “me devoro” sobre quaisquer eventos ou erros que fiz no passado ou no presente, mas sim entenderei de imediato que isso é revelado para corrigir o mal.

Tudo depende da conexão entre nós que possibilita realizar com que todos mantenham a preparação e a intenção corretas, no estado correto, para que eu possa estar imediatamente pronto para aceitar todo o mal que é descoberto na forma correta. Segue-se que todos os distúrbios, as descobertas do mal em mim ou nos outros, os erros que são feitos e o esclarecimento da quebra, são meios para o avanço.

Os erros não são culpa minha, mas sim foram enviados para mim com a intenção de me ajudar a avançar. O Criador criou todo o mal, a inclinação ao mal. E eu só preciso descobri-la, aprender com ela, para exigir a correção e ver como o Criador a corrige. Com todas essas formas opostas do mal antes da minha correção e com o bem após a correção, essas lacunas, eu aprendo sobre a Luz desde dentro da Escuridão.

Tudo depende do grau em que nos preparamos para aceitar todas as descobertas dos “males” de uma forma boa e correta. É necessário apenas nunca se esquecer que tudo vem do Criador e apenas para nos ajudar a chegar a uma sensação de que “não há outro além Dele”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/01/14, Workshop

Quando As Fechaduras Tornam-se Aberturas

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Dois Pontos”, Item 121:  …como está escrito: “Este é o portão do Senhor; os justos entrarão por ele”.

No entanto, antes de sermos recompensados com a inversão do desejo de receber em nós através da Torá e Mitzvot, na recepção a fim de doar, existem fortes fechaduras nesses portões para o Criador, pois eles têm o papel oposto: de nos afastar do Criador.

Este é o seu papel, como flertar, para provocar o desejo, para aumentá-lo e acendê-lo cada vez mais, para que ele queira mais e mais. A deficiência é aumentada pela rejeição, e, assim, nós chegamos a um desejo forte o suficiente, a fim de romper o portão.

É por isso que as forças de separação são chamadas de “fechaduras”, já que travam os portões de aproximação e nos afastam do Criador.

Mas se nós as superamos para que elas não nos afetem, esfriando Seu amor de nossos corações, as fechaduras se tornam portões, a escuridão se torna Luz, e o amargo se torna doce. Durante todas as fechaduras, nós recebemos um grau especial em Sua Providência, e elas se tornam aberturas, graus de realização do Criador. E esses graus que nós recebemos nas aberturas se tornam salas de sabedoria.

Com a ajuda destes movimentos – repulsão e aproximação do portão, e novamente repulsão e aproximação – nós nos estimulamos até termos a força para romper. Então, as fechaduras se tornam aberturas.

Claro, a primeira abertura é a mais difícil de romper.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/14, Escritos do Baal HaSulam

A Chave Para A Doçura

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Dois Pontos”, Item 121: …Assim, as fechaduras, as portas e os salões são três formas que surgem em nossa substância, o desejo de receber em nós. Antes de transformá-la em “recepção a fim de doar” ao nosso Criador, essa substância transforma a Luz em escuridão, e o doce em amargo, de acordo com o nosso gosto…

Na verdade, é a nossa intenção a fim de receber que transforma a doçura em amargura e nós sentimos amargo. Quando nós corrigimos a intenção, o amargo se torna doce. Isso significa que tudo depende da equivalência de forma entre nós e o que vem do Alto. Na medida em que temos a intenção a fim de doar, tudo pode ser sentido como doce e, acima de tudo, esta intenção é sentida como amarga já que eu não tenho nada para adoçá-la.

A intenção é que torna tudo amargo ou doce. Não há nada, exceto a intenção, e nós não precisamos trabalhar com nada, exceto a intenção. Deixe em paz seus desejos e atributos, eles não importam. Nós já sabemos pela nossa experiência que uma pessoa permanece com aquilo que ela nasce. Nada muda nela, exceto uma coisa. Portanto, só se preocupe com a intenção, com a sua atitude para com o Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/14, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar

Esporte E O Futuro

Dr. Michael LaitmanOpinião (Boris Yakimenko, historiador, membro da Câmara Pública, chefe do Movimento Nashi [Nosso]): “A transformação, que nos últimos 10-15 anos tem experimentado todos os fenômenos socialmente significativos da vida, tocou o esporte, principalmente este fenômeno de larga escala do futebol. Há uma abundância de razões para essa transformação”.

“Em primeiro lugar, as capacidades físicas humanas atingiram o seu limite. A incapacidade de avançar traz para o primeiro plano não o resultado, mas o processo de participação, dos atletas e espectadores. Assim, os esportes (principalmente o futebol) se tornam mais um ritual”.

“A segunda razão: os esportes se transformam num negócio. O jogador, assim como tudo que se relaciona com ele, torna-se uma mercadoria”.

“A terceira razão – é que a esfera do esporte (principalmente o futebol) torna-se sagrada, quando não o resultado, mas o processo e a experiência de unidade com o ambiente vêm à tona. Pesquisadores traçaram paralelos entre o futebol e as práticas religiosas. A identificação com o clube de futebol ou a equipe é mais forte do que com religião e família. Movimentos fanáticos estão crescendo principalmente em países religiosos: Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Turquia, Rússia.

“O componente dos negócios do esporte definitivamente destrói equipes esportivas nacionais e traz à tona os comerciantes, financiadores, proprietários do clube, etc., aqueles que possuem a tecnologia de promoção e venda de espetáculos, enquanto o jogador e o jogo ficam em segundo plano e perdem sua singularidade.

“O ambiente dos fãs, que transforma os jogadores em astros pop, mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, força estes a expandirem seus papéis – além de sua ocupação principal, eles se tornarão modelos, irão cantar, dançar, atuar no cinema, andar na corda bamba com um poste ou começar a fazer malabarismos.

“O processo, mas não o resultado, vai dar mais um passo para se tornar um alvo. Ou seja, os esportes vão se transformar numa esfera especial da vida social onde seria possível escapar dos problemas do mundo circundante, divertir-se, atualizar e no qual o próprio componente esporte é quase irrelevante”.

Meu Comentário: Recordes não importam se estiverem longe das pessoas comuns puderem repeti-los. O principal é o espetáculo, o show e tudo mais; os participantes e os resultados não importam. Enquanto isso se transformar nos habituais “esportes para casa”, mas profissionais, os esportes irão desaparecer.

Um Golpe Arrebatador No Coração De Pedra

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 19, “O que significa ‘O Criador Odeia os Corpos, no Trabalho’”: A pessoa deve especialmente tentar ter um forte anseio de obter o desejo de doar e superar o desejo de receber. O significado de um forte desejo é que um forte desejo é medido pela proliferação dos descansos e paradas intermediários, ou seja, as cessações entre cada superação.

Às vezes, a pessoa recebe uma cessação no meio, o que significa uma descida. Esta descida pode ser uma cessação de um minuto, uma hora, um dia ou um mês. Depois, ela retoma a obra de superar o desejo de receber, e as tentativas de alcançar o desejo de doar. Um desejo forte significa que a cessação não lhe toma muito tempo, e ela é imediatamente despertada para o trabalho.

É como uma pessoa que quer quebrar uma pedra grande. Ela pega um grande martelo e martela muitas vezes durante todo o dia, mas as marteladas são fracas. Em outras palavras, ela não martela a rocha com equilíbrio, mas baixa o grande martelo lentamente. Depois disso, ela se queixa que este trabalho de quebrar a rocha não é para ela, que deve ter um herói para ter a capacidade de quebrar essa pedra grande. Ela diz que não nasceu com esses grandes poderes para ter a capacidade de quebrar a rocha.

No entanto, a pessoa que levanta este grande martelo e bate na rocha com grande equilíbrio, não lentamente, mas com grande esforço, a rocha imediatamente se rende a ela e quebra. Este é o significado de “como um martelo que esmiúça a rocha em pedaços”.

É assim que testamos e avaliamos o nosso progresso: observando se as cessações (interrupções) e os intervalos entre os estados, o sobe e desce que nós atravessamos, encurtam, vendo a pressão e o poder que estamos aplicando para o nosso avanço se tornando cada vez mais fortes. Nós vemos se realmente saltamos de um estado para outro com uma energia progressiva, desejo, persistência, e isso é uma necessidade.

Este é o critério que deve ser utilizado para verificar: quanto tempo durante o dia nós perdemos em pensamentos e ações não diretamente conectados à meta da criação, os quais nós criamos sem ligá-los ao Criador.

Isso nunca deveria acontecer, porque tudo é controlado e vem de uma única fonte e retorna de volta a ela. Nós estamos apenas no meio, somos intermediários que conectam ou desconectam a ligação entre os dois pontos: o início da ação que emana do Criador e o resultado da ação que nos leva de volta para Ele.

É essencial perceber que nós estamos posicionados no meio. Assim, nós devemos sempre servir como um canal de conexão através de toda a criação, que é realizada em nós. Só nós temos esta área especial que está livre do Criador. Se tentarmos nos satisfazer com Sua presença, na medida em que Ele se torna a razão e o destino final para nós, isso significará que devolvemos tudo o que há para o mundo do Infinito, para a Luz infinita que preenche toda a realidade.

Nós somos a realidade, já que tudo “acontece” dentro de nós. É por isso que a pessoa pode calcular seu avanço avaliando o quanto tenta reduzir as lacunas entre os estados e aumenta a pressão e a força dos próprios esforços.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/01/14

No Limiar Do Amor

Dr. Michael LaitmanNo processo do seu desenvolvimento, a criação passa por três estados básicos.

O primeiro estado é o mundo do Infinito. A Força Superior, o Criador, fez a criação perfeita. A perfeição não pode ser dividida em fases; ela é unificada. Ela deriva da ideia inicial da criação, segundo a qual a criação e o Criador estão no mesmo nível.

Contudo, a perfeição associada com o estado inicial só se transforma na terceira fase do desenvolvimento, a final, depois que passa pela segunda fase. Durante este processo, a criação desce do mundo do Infinito através dos cinco mundos; ela desce os 125 degraus que separam a criação do Criador. Aos poucos, a criação “distancia-se” ainda mais e, assim, desenvolve a sensação de sua “independência”. No final, ela acaba neste mundo: a pior condição, a mais distante do Criador. É através desta separação que a criação pode sentir que existe de forma independente.

Então, o processo de correção começa, a subida deste mundo através dos mundos espirituais de volta ao Infinito. Assim, o homem (Adão) começa a se desenvolver em nós; não é o corpo, mas a alma, quando nós adquirimos gradualmente a equivalência com o Criador, o poder de doação e amor ao próximo.

E “próximo” é aquele que está fora do nosso desejo de receber; ele é aquele a quem cultivamos amor. Essa sensação está acima do conhecimento, além de nossas emoções e intelecto, acima de nós, e acima de nossa percepção da realidade. Amar ao nosso próximo é realmente senti-lo, sentindo que ele está incluído em nós. Isto nos aproxima dele até atingirmos amor por ele.

Assim, o amor pelo nosso próximo nos move de volta ao Infinito, nos eleva e nos leva ao estado da correção final.

O mundo inteiro está entrando neste processo; as pessoas o descobrem internamente. Por quê? Porque ninguém está no controle dessa tendência.

Por milhares de anos, nós nunca pensamos sobre o nosso progresso interno; nós simplesmente seguíamos em frente, impulsionados pelos nossos próprios desejos. Até agora, não havia contradição entre o vetor de desenvolvimento geral e os nossos impulsos naturais internos. Nosso avanço combinava e complementava nossas aspirações egoístas.

Como resultado, nós chegamos ao capitalismo e dentro de um curto período de tempo demos um “salto” egoísta na ciência e nas tecnologias, e nas últimas décadas começamos a afundar em crise.

Nosso desenvolvimento egoísta está chegando ao fim. Nossa natureza “arredonda”, integra e revela novas leis para nós. Anteriormente, nós usávamos nossas habilidades para tirar vantagem dos outros para ganhar dinheiro e ter sucesso, agora, esta abordagem está terminando. As condições ambientais mudaram; nós só podemos continuar o nosso caminho se formos consistentes com elas e nos adaptarmos a elas.

Assim, em nossa percepção e sensações, em nossos processos de tomada de decisão, nós temos que cumprir com a natureza: “redonda”, integral e abrangente. Sem isso, não vamos entender o que está acontecendo e não vamos encontrar abordagens corretas. Se não obedecermos, vamos sempre tomar decisões erradas que não nos beneficiarão.

Esta é a situação em que estamos agora e a razão da Cabalá ser revelada a nós. Afinal, nós estamos no início do estado de consciência da segunda fase de desenvolvimento. Nossa descida do Infinito para este mundo está concluída, o período de preparação neste mundo está concluído, e agora nós começamos a correção, a realização do mal e a ascensão ao Infinito.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/01/14, Escritos do Baal HaSulam

A Refeição Que Dá Sustento Ao Corpo E À Alma

Dr. Michael LaitmanA refeição é um ato muito importante. No Talmude há uma história que conta como um grupo de estudantes que perderam seu professor realizou um jantar em sua memória. De repente, eles descobriram que não poderiam organizar a refeição, eles não foram capazes de dizer a bênção, porque não tinham força suficiente para isso; a força vem do Alto.

Durante a refeição, há um poder que está presente porque ele é compatível para receber a Luz que Reforma, a Luz que dá vida ao corpo e à alma. Assim, as refeições com Rabash ocorriam em completo silêncio. Era proibido falar uns com os outros. Cada um tinha que se concentrar em si mesmo e falar dentro de si.

Havia uma ordem muito rígida, que era inteiramente voltada para o trabalho interno. Havia tanta tensão no ar, que cada pessoa era forçada a acompanhar cada migalha que entrava em sua boca com uma intenção. Se após a refeição, ela quisesse lembrar o que tinha comido, ela tinha grande dificuldade em lembrar. Parecia que a comida não tinha gosto, porque o sabor era recebido do próprio estado e não da comida.

Nós não somos capazes de realizar essas condições, uma vez que ambas as mulheres e as crianças estão presentes na refeição, mas ainda temos que tentar, tanto quanto for possível. Nossa sociedade é especial; ela anseia por um objetivo espiritual. Portanto, vamos começar a subir um pouco.

Eu quero agradecer a todos os amigos que estão envolvidos com os preparativos da Convenção e desejam que nós resolvamos todos os problemas que aparecem no caminho. Vocês precisam sentir que são grandes. Entretanto, não é compreendido ou sentido quem realmente somos. Mas quando isso for descoberto, vocês vão perceber que estão no centro de toda a criação, e todas as gerações anteriores de Cabalistas e toda a humanidade estão olhando para vocês na expectativa do que vocês estão fazendo agora: como vocês inclinam o mundo para o lado da justiça.

Da Conversa durante a Refeição 17/01/14

Divida O Fardo Coletivo Entre Todos

Dr. Michael LaitmanNo vaso completo tudo está conectado junto: as deficiências, as falhas, os refinamentos e as realizações. Tudo é vinculado e entrelaçado num todo: recepção e doação, o sentido de profundidade do vaso e da altura da Luz. Mas quando o vaso é quebrado e separado em várias pequenas partes, cada parte recebe alguma característica única que é típica apenas dela. Portanto, todos sentem suas próprias dificuldades e sofrem por causa da quebra, mas cada um à sua maneira muito original.

Nós temos que tentar ver em cada amigo que os sofrimentos com os quais ele vive são os sofrimentos que ele suporta por todos. Cada um recebe uma parte do vaso, da carga coletiva: um recebe uma coisa, e um segundo recebe algo mais, e assim por diante. Cada um carrega o que ele recebe por todos, um portador de algum tipo de deficiência. É assim que a quebra nos separa um do outro.

Portanto, nós precisamos ver os problemas de cada um não como seus problemas e dificuldades pessoais, mas nossos problemas e dificuldades partilhados. Ele apenas carregou-os em suas costas, isto é, recebeu instruções de Cima para carregar este fardo. E o segundo foi escolhido para suportar mais uma carga, e o terceiro tem outra, e assim por diante. A partir daí nós devemos mudar nossa atitude para com os amigos e apreciar seu trabalho no esclarecimento e correção dos nossos problemas coletivos. No final, nós temos que alcançar um estado onde vemos cada pessoa, homem ou mulher, como um portador de alguma falha específica do mundo inteiro.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/14, Workshop

Perdendo-me, Adquiro Todo O Mundo

Dr. Michael LaitmanVocê deve tentar imaginar e sentir que desaparece na integração geral dentro dos outros. Ou seja, nós estamos todos unidos nesta noção de um; um significa que não há nenhum de nós pessoalmente. Um não é a soma total; isso não é “nós”, mas um único todo que não pode ser dividido em partes separadas. Segue-se que, por um lado, eu aparentemente desapareço lá. Meu “eu” desaparece, mas, em vez disso, eu sinto tudo. Então eu descubro dois extremos opostos.

Antes eu me sentia existindo separadamente, uma personalidade limitada, mas com sua esfera de propriedade. Mas agora, tendo anulado minha autoridade egoísta, por um lado, eu anulei a minha individualidade e perdi o meu “eu”. Mas, por outro lado, com isso eu adquiri tudo!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala, 20/01/14, Workshop

Conversa Cara A Cara

Dr. Michael LaitmanCada problema pode ser curado através da conexão entre nós. Isto será compreendido a partir do esclarecimento da quebra. Afinal, antes da quebra, havia um único desejo sob uma única tela. Mas, visto que ele queria receber mais do que era possível em prol da doação, a alma coletiva não conseguiu manter a imensa Luz e foi quebrada.

Ela foi separada em pequenos fragmentos de desejos individuais: em dinheiro, poder, conhecimento e todos os tipos de coisas que estão em cada pessoa. Todos esses desejos perderam a tela antiegoísta, devido a que, a satisfação específica em cada desejo particular não era importante para nós, mas sim para quem trabalhamos.

Esta intenção era uma tela comum que compreendia todos os desejos, características e inclinações, unindo-os num único todo. Mas depois que a tela desapareceu, cada desejo, cada inclinação, cada característica assumiu vida própria até mesmo dentro da pessoa, mas principalmente entre as pessoas. Portanto, nós sentimos a separação entre nós.

Segue-se que nenhum de nós é mal por si mesmo! Todo o mal está entre nós, embora seja manifestado em formas como se fosse eu ou outros que somos maus. Mas, essencialmente, é assim que a rejeição entre nós é descoberta. E dentro da própria pessoa, não há nenhum mal. Pelo contrário, o mal é a força da rejeição mútua que está ativa entre nós.

Nós devemos tentar ver que o mal não está escondido nos amigos e nem em mim, mas só entre nós. Se subirmos acima disso e nos conectarmos, nós corrigimos toda esta condição. Essa é a minha tarefa: traduzir aquele mal que eu vejo em mim ou em todos como um problema da nossa conexão não corrigida.

Portanto, nós devemos compreender nossos problemas pessoais e o nosso reconhecimento do mal como a descoberta do nosso mal coletivo. Precisamente a partir disso nós somos capazes de construir e estabelecer a oração coletiva, a “oração de muitos”, e receber uma resposta de Cima, ou seja, corrigir nosso vaso coletivo e restaurar sua integridade.

O Criador nos revela o mal de tal forma que este nos ilumina um pouco mais de Cima em comparação com os outros. Mas cada um de nós sente essa iluminação à sua própria maneira e, portanto, abaixo, nós devemos nos conectar entre nós a fim de responder a Ele como um, como se estivéssemos numa conversa cara a cara. Portanto, todos os problemas e deficiências pessoais devem ser aceitos como nosso mal comum. Este é o primeiro passo para corrigir o nosso vaso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/01/14, Workshop