Textos com a Tag 'Criador'

Como Se Eu Não Tivesse Feito Nada…

Dr. Michael LaitmanMesmo que isso seja contra a minha natureza, eu ainda tento construir essa cadeia: dar satisfação ao próximo a fim de dar satisfação ao Criador. Isto é: “Do amor pelo próximo ao amor pelo Criador” e “Israel, a Torá e o Criador são um”. Da mesma forma, eu atraio a Luz que Corrige até mim, um poder chega do Criador e, gradualmente, me ajuda a fazer isso, me ensinando aos poucos.

Mas uma grande quantidade de atividades está incluída aqui, uma após a outra, porque eu não estou preparado para trabalhar em conjunto com todos os meus desejos de receber com o meu ego. Ele é muito grande e ainda não familiar para mim. Eu não conheço nem um por cento dele, nem mesmo um bilionésimo de um por cento!

E para me ajudar a dar prazer ao próximo, para dar satisfação ao Criador e transformar o convidado, de modo que ele seja como o anfitrião, todo o meu trabalho é dividido em pequenas partes que eu posso realmente realizar. Mas estas partes, ou seja, estes níveis estão totalmente separados uns dos outros. Toda vez que eu termino uma pequena parte com a finalidade de doar ao Criador, mesmo de forma insignificante, sem sentir e compreendê-la, apesar de tudo isso, eu transformo meu estado, eu passo para um novo desejo que é sempre maior do que o anterior. Portanto, trabalhar com isso é diferente, tanto em qualidade como em quantidade.

Esse estado pelo qual passei ontem me parece completamente insignificante em comparação com o desejo novo e mais forte. É como se eu não tivesse feito nada. Eu examino isso com meus novos desejos e eles são maiores do que os antigos. Portanto, não é necessário compreender isso diretamente, nessa forma, e se desesperar, como se você estivesse retornando a esse estado o tempo todo e ele pudesse ser ainda pior. É assim que deve ser, porque você tem um desejo cada vez maior o tempo todo.

A principal coisa é que você está realmente levando o que se encontra fora de você: inanimado, vegetal, animal e humano, o que é dado a você, assim como o professor, o grupo, e os livros, a fim de serem equipados com o poder do Criador, com a Sua ajuda, e você tenta trabalhar com eles como um canal que os liga. É assim que você constrói um sistema com o qual e dentro do qual você vai dar prazer ao Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/08/13

Pense No Que Vai Restar de Você

Dr. Michael LaitmanVocês já precisam procurar melhores sistemas por si mesmos para lembrar um ao outro que todas as nossas atividades são realizadas apenas por causa do Criador. Mas vocês precisam começar a sentir isso de dentro do material, como se o ar de repente ficasse espesso e vocês pudessem “perceber” as forças que operam dentro dele, o “enchimento” que preenche os espaços entre vocês.

Nós estamos dentro da criação, e a única diferença é a extensão da realização da conexão entre suas partes que agora vocês veem e sentem. Em todo esse quadro, que é compreendido por nós através dos cinco sentidos, apenas uma adição está faltando, que é a conexão entre todas as suas partes, o campo de conexão que une tudo e transfere qualquer informação emocional e intelectual.

Este campo que se revela na conexão entre nós é chamado de mundo superior, que conecta todas as partículas que são sentidas por nós. E o Criador é a Luz geral. A Luz de NRNHY (Nefesh, Ruach, Neshama, Haya, Yechida), que nós descobrimos, que é como uma corrente elétrica que flui na rede. Mas o programa que nos é revelado já é o Criador.

Há todos os tipos de sinais, “correntes elétricas”, que fluem entre as partes, todos os tipos de processos individuais, que, por enquanto, pertencem ao próprio sistema, à Luz de NRNHY. E o componente que os conecta, o pensamento geral que transmite o programa, que mantém todo esse hardware e o administra, é o Criador.

Mas tudo isso é revelado neste mundo. Assim, é dito que a sabedoria da Cabalá é o sistema da revelação do Criador às criaturas deste mundo, entre essas partes com que agora entramos em contato. O corpo físico morre, e se você não está incluído neste sistema, não resta mais nada de você, exceto Reshimot (genes informativos) que não foram realizados. Leve isso em consideração.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/08/13

Aprovar Abundância Para Os Outros

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: “Aí vem a afirmação de Hillel ao estrangeiro que veio até ele e pediu para ser convertido, como se diz na Gemarah, Quando ele veio até Hillel, para que este lhe ensinasse toda a Torá enquanto estava num pé, Hillel respondeu: “O que é odioso para você, não faça ao seu próximo: essa é toda a Torá, enquanto o resto é comentário; vá e a aprenda”.

Termos e conceitos Cabalísticos são diferentes daqueles comumente usados. O “não judeu” é aquele que age por si mesmo. A pessoa que não é um “judeu” (Yehudi em hebraico), e é referida como “não judeu” ou “nações do mundo”, é alguém que não busca a unidade (Yehud). A categoria de “Israel” (ישראל) inclui apenas aqueles que se dirigem “direto ao Criador” (Yashar-El – ישר – אל), à doação, que se dirigem a amar os outros como amam a si mesmos, à unificação, à solidariedade, à união, à garantia, e todo o resto que caracteriza a nossa comunidade e coesão. Afinal, é o amor pelos outros que nos permite alcançar o amor do Criador.

Se uma pessoa quer subir ao degrau de doação, o nível do amor aos outros (ao próximo), porque este vai lhe trazer adesão com o Criador, isso significa que ela quer ser um judeu, transformar o seu desejo de receber por autosatisfação num desejo de receber para doar. Assim, tudo é muito simples: tornar-se um judeu significa corrigir seu egoísmo. Isso é o que o método requer de nós. E Hillel resumiu-o em poucas palavras: “Não faça aos outros o que não você não gostaria que fizessem com você”. Diz-se também que o estrangeiro primeiro se aproximou de outro sábio, Shammai, com um pedido para ensiná-lo a amar os outros como ele amava a si mesmo. Mas Shammai rejeitou, porque não se conseguiu imediatamente “saltar” para o degrau do amor aos outros. Neste caso, Shammai representa a linha esquerda, a Luz de Hochma, as propriedades de julgamento, enquanto que Hillel representa a linha direita, a Luz de Hassadim, a propriedade de misericórdia.

Isto implica que o princípio de “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você” significa doar a fim de doar, ou misericórdia. No entanto, a misericórdia contém pelo menos duas facetas: proibição e obrigação.

  • Quanto à proibição, eu devo constantemente discernir minhas ações: eu iria sofrer se isso fosse feito para mim? Se sim, então eu definitivamente não vou fazê-lo para o outro.
  • Por outro lado, se eu percebesse que poderia ganhar com a ajuda dos outros, eu deveria oferecer esse tipo de ajuda a eles? Acontece que o princípio “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”, na verdade, me obriga a começar a trabalhar pelo bem dos outros, a mudar todas as minhas ações para a doação. Caso contrário, eu estou privando outro de uma chance de receber algo de bom. E não importa que eu não produza este bem e não o crie a partir do meu desejo, de acordo com o princípio do “amar os outros como você ama a si mesmo”. Neste caso, eu não acumulo a força de doação a fim de dá-la aos outros. Mas se eu perceber que posso evitar o “déficit” em outros, sou obrigado a evitá-lo, e isso também é devido ao princípio de “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”.

Assim, protegendo os outros do mal e ajudando-os a fazer o bem, eu começo a me mover em direção a atos reais de doação. O princípio de Hillel me ensina a pensar e até mesmo a agir nessa direção, mas, até agora, não por minha própria iniciativa. Eu interpreto o papel de um fator positivo (+) diante do fator negativo (-) dos outros. Meu “mais” pode entrar em seu “menos”, mas somente se houver um “bloco” de contato especial no meio. Esse “bloco” depende de mim: eu é que “aprovo” (OK) sua inclusão.

Então, como faço para dar um “OK”? Para fazê-lo, eu ainda não estou agindo a partir do meu desejo, mas já estou me inclinando em direção às respostas positivas e estimulantes. É como se eu estivesse dando um “sinal verde” para que o outro receba o bem de cima. Assim, o princípio de Hillel me ensina como agir a fim de doar, mas, até agora, de forma passiva. Ainda não se supõe que eu realize correções no meu desejo de receber.

Aqui está um exemplo: ontem você perdeu um cheque na rua e eu o encontrei e trouxe para você. Desta forma, eu não fiz a você o que não gostaria que fizessem para mim. Mas isso pode ser considerado um verdadeiro ato de doação? Afinal de contas, eu contribuí para você receber o valor escrito no cheque.

Na verdade, o princípio de Hillel implica prevenir não só os outros de problemas, mas também promover o seu bem. Porém, a ajuda não deriva do meu desejo corrigido que se transformou num “gerador de bem” e sabe como distribuí-lo aos outros. Eu ainda não transformei, mas apenas ajudei a abundância a passar da sua fonte até o “consumidor”, ao destino. Fui eu quem colocou este mecanismo (V) em movimento, que “abriu a torneira”.

Portanto, o meu papel aqui não é entregar a abundância, mas aprovar a sua entrega, a “transação”. Isso é o que eu determino: se a “torneira” vai abrir ou não.

Pergunta: Como eu faço para abrir essa “torneira” no meu Grupo de Dez?

Resposta: Ao participar. Eu apelo por toda a Luz que Corrige. E isso se manifesta na minha garantia.

Pergunta: A ação em si é clara, mas como eu a aceito mentalmente? Afinal de contas, eu estou sempre cheio de descontentamento.

Resposta: Em pensamento, eu já sou bom para os outros, porque eu queria a mesma atitude para eles. Eu penso o bem deles, mas ainda não sinto que isso me dói de qualquer forma; isso não pisa no meu ego já que não estou trabalhando com ele e não me ocupo dele.

Claro, eu sinto inveja, ódio, e estou impulsionado por paixões e vaidade. Aprovar o bem aos outros é contra o meu ego. Pelo contrário, eu gostaria que todos tivessem menos do que eu.

No entanto, isso não faz mal nem diminui meus “ativos fixos” e, portanto, eu estou disposto a concordar que o outro receba o que tem direito. Afinal, ninguém está ameaçando a minha propriedade ou tirando o que é meu.

Por outro lado, se eu estou trabalhando não apenas com a misericórdia, mas com a intenção de doar, eu estou afastando algo de mim e dando ao outro. Isso não está sujeito ao princípio da Hillel; aqui, nós estamos falando sobre a “retirada da minha conta”, de acordo com o princípio “Ame os outros como você a si mesmo”. Ao querer “devorar” o mundo inteiro, eu ofereço este mundo aos outros “numa bandeja de ouro”, anulando meu interesse, minhas aquisições.

Hoje, toda a humanidade encontra-se na posição do não judeu que se aproximou de Hillel. Quer se goste ou não, não há outra saída a não ser mudar para o princípio do “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Nós estamos enfrentando esta regra de Hillel, antes da fase intermediária, sem a qual não podemos alcançar o verdadeiro amor pelos outros. “Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Nesta frase está toda a nossa correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/13, Escritos do Baal HaSulam

Fórmula Da Ação: Criador – Mundo – Criador

Dr. Michael LaitmanCada ação nossa deve conter um apelo vibrante ao Criador. Qualquer atividade material que não seja acompanhada de intenções como: “Por que estou fazendo isso? Com quem eu estou interagindo (com Ele)? Por que estou fazendo o que estou fazendo (a fim de revelá-Lo)?” Qualquer ação nossa que não esteja associada a esclarecer estas questões é completamente inútil.

Se a pessoa prioriza ações relevantes e de sucesso acima das atividades e realizações espirituais, ela desce ao nível “terreno” em vez de realizar um ato espiritual. É uma pena perder tempo com essas coisas. Nossa existência não é para isso.

Será que isso significa que você se aproxima dos outros para dizer-lhes como é maravilhoso estar juntos? É realmente o seu objetivo organizar um kibbutz ou uma fazenda coletiva? Nem um pouco! Você quer falar com eles sobre a unidade e sobre a força excepcional que cada um de nós contém dentro, porque (a partir deste ponto, você deve continuar o diálogo internamente, em seus pensamentos) o poder da unidade nos permitirá revelar o Criador, a fim agradá-Lo.

Você é obrigado a continuar essa fórmula até o fim. Nós temos que começar com o Criador e terminar com o Criador. O Criador tem que estar no início dos nossos pensamentos e Ele deve estar no final; no meio, há o nosso mundo material. É como se você começasse a partir do estado 1, o Mundo do Infinito, percorresse todo o caminho  de cima para baixo até este mundo, para o estado 2, e, depois retornasse ao estado 3, para o Mundo do Infinito no final da correção.

Cada uma de nossas ações é a implementação de toda a cadeia: desde o Mundo do Infinito no início da criação até o Mundo do Infinito no final da criação. Repita isso para si mesmo como um mantra; é importante que você faça isso até que seu coração comece a sentir. É como se você tentasse iniciar um motor morto, tentasse quantas vezes fosse necessário até que ele comece a trabalhar.

Cada vez você faz isso usando o seu desejo material, o qual agora não tem nada em comum com qualquer tipo de atividade espiritual. Você o repete como uma criança que não entende o significado das palavras, até que você começa a entender. A Luz impacta os desejos, esclarece e conecta-os até que a pessoa começa a sentir o que ela reitera. Por minha própria experiência, eu sei que isso funciona, embora exija muito tempo.

No entanto, não há nada que possamos fazer sobre isso, já que o tempo, na verdade, é apenas uma cadeia de mudanças que experimentamos em nossos desejos. Cada vez nós passamos por uma nova correção. É uma bênção termos recebido um trabalho que necessite a assistência da força superior. Mesmo que nós proclamemos artificialmente que precisamos da força superior, nós podemos ter certeza que vários problemas e inimigos não nos forçarão a entender o quanto precisamos da força superior.

Nós somos os únicos que definem o caminho: o caminho da Luz ou o caminho do sofrimento. Esta é uma escolha muito concreta: ou vamos por um caminho ou outro. O Criador quer que nos conectemos com Ele. Se nos obrigarmos a fazer isso com a ajuda de um grupo, tendo em mente a importância da meta, então vamos escolher uma forma positiva e concisa. Se não, a “ajuda contra nós” surge. Neste momento, nós sentimos isso na nossa pele. Isso é maravilhoso, já que é uma ajuda de cima; já é a revelação da governança superior.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/08/13

As Especificidades Da Nossa Geração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o trabalho com o público externo desenvolve uma necessidade pelo Criador e por um grupo?

Resposta: Porque é tudo um só vaso. Caso contrário, não há necessidade de fazer isso. Porém, se nós queremos chegar mais perto do Criador, nós sentimos que isso só é possível através do trabalho com as pessoas. A razão não está em se preocupar com outras pessoas, porque, de acordo com o desenvolvimento dos nossos desejos, nós não sentimos necessidade. Mas nós queremos alcançar o Criador, embora ainda egoisticamente, e vemos que não há outra maneira.

Ao investir egoisticamente no trabalho com as pessoas, com a intenção egoísta de alcançar o Criador (Lo Lishma), nós ainda cuidamos dos outros em prol de revelá-Lo, ou seja, nós já conectamos esta cadeia. Nossas intenções ainda são incorretas e egoístas, mas nós estamos no caminho, fazendo ações corretas. Então, essas ações corretas atraem até nós a Luz que Corrige, que corrige a nossa intenção. Assim, nós vamos de Lo Lishma à Lishma.

Nós não somos obrigados a ter uma intenção; isso não depende de nós. Nós apenas somos obrigados a fazer esforços onde podemos e a intenção será corrigida por causa deles. Não se pode exigir que uma pessoa não pense em si mesma. Como isso é possível? A intenção depende apenas da força da Luz que nos afeta como um ímã desde cima. A Luz nos puxa mais e nós subimos nos e ficamos inspirados pela intenção correta; ela nos puxa menos e nós caímos e pensamos mais em nós mesmos. Tudo depende da Luz.

Nós despertamos a Luz pelo nosso desejo de corrigir a intenção. Isso é chamado de realização do mal. A oração é um pedido da intenção de doar, mas já em ações corretas.

Inicialmente havia Cabalistas que podiam sentir a necessidade de se voltar ao Criador só por causa da conexão com os amigos. E nós não somos capazes disso, o nosso desejo é mais egoísta, quebrado e espesso. Mas, por outro lado, justamente por isso, nós somos capazes de começar a trabalhar com o público em geral. Esta é a característica da nossa geração.

À medida que trabalhamos, nós sentimos mais agudamente a necessidade do grupo, porque sentimos que, sem uma conexão com ele, não teremos sucesso na disseminação externa. E nós dependemos dele porque temos vergonha de sermos perdedores e gastamos tanto esforço em vão; nós já investimos muito neste trabalho.

Porém, no final, o Criador vai jogar conosco para que possamos perceber que dependemos apenas Dele e de mais ninguém, nem do público nem de nós mesmos. Este é o propósito de tudo o que está acontecendo agora neste mundo, para que nós O desejemos e entendamos que a fonte de toda a nossa vida está Nele!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/13, “Grupo e Disseminação”

Da Disseminação Externa À Revelação Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Cada um de nós sente a importância e a necessidade de contato físico no grupo e nos Grupos de Dez para o sentido de confiança e importância que a pessoa sente na conexão. O que pode substituir a falta de contato físico?

Nós escutamos a lição diária todas as manhãs, e temos diferentes comitês. Nós recebemos mensagens de texto a cada hora, mas fisicamente estamos juntos apenas uma vez ou duas vezes por semana.

Resposta: A questão não é quantas vezes vocês estão juntos, mas quantas vezes vocês entram em contato com as pessoas de fora. O trabalho espiritual é assim: o Criador está acima e abaixo do Criador há o grupo. No grupo, há o professor (Rav); todos os Cabalistas, de quem recebemos o nosso método, circundam o grupo e o professor, e abaixo existem as massas, a sociedade, o povo.

Primeiro nós temos que nos conectar no grupo. Esta unidade é essencial, quando cada um sai de si mesmo, realiza a primeira restrição, cria um Masach (tela) e se conecta com os outros. Depois nós nos conectamos ao Criador ao querer trazê-Lo ao grupo – essa é a segunda parte. Em terceiro lugar, quando o Criador já está entre nós, nós saímos para o público.

No público, nós começamos a sentir que isso não basta para nós, uma vez que descobrimos diferentes deficiências. Então nós voltamos ao grupo e nele voltamos ao Criador. Através do grupo, nós somos fortalecidos pelo Criador, e depois voltamos ao público. Assim, nós estamos constantemente realizando este trabalho cíclico. Portanto, o contato físico não é suficiente, nós temos que nos engajar na disseminação externa através do grupo.

Todo o nosso grupo é chamado de Israel, Yashar-El (direto ao Criador). O que significa Yashar-El? Onde podemos descobri-Lo? No mesmo lugar onde há um desejo que foi criado pelo Criador. O Criador é Luz. Nós estamos no meio, como um interruptor. Israel é o condutor através do qual esta conexão é cumprida; este é todo o nosso trabalho.

Portanto, não podemos nos conectar com o Criador se não tivermos contato com o público, uma vez que, juntamente com o grupo e todos os Cabalistas, não somos considerados um ser criado. Nós somos uma criação artificial que o Criador criou para realizar a conexão entre Ele e Seu ser criado, uma vez que nós operamos pelo desejo em nosso coração que Ele nos deu. O ponto no coração é o que é típico do nosso grupo.

Nós não geramos esse ponto; é um atributo do Criador de cima. Nós trabalhamos a partir deste ponto, de modo que só podemos ser o interruptor, o conector, o condutor, entre o Criador e os desejos. O Criador é Luz. Existe um desejo e existe a Luz que deve corrigir o desejo e preenchê-lo. Nós estamos entre os dois e temos que cumprir isso.

Vocês podem ouvir quantas lições vocês quiserem e ter comitês, mas isso não vai levar a nada. Vocês realmente vão permanecer no mesmo nível por 10 a 20 anos até secar e abandonar esse negócio inútil, pois não se envolverão na disseminação para o público!

A sabedoria da Cabalá é a revelação do Criador neste mundo! Leia a definição de sabedoria da Cabalá no artigo do Baal HaSulam “A Essência da Sabedoria da Cabalá”. A sabedoria da Cabalá é a revelação do Criador às pessoas em nosso mundo. Este é o Seu desejo, Seu objetivo, e a razão de toda a criação.

Nós temos que cumprir essa meta. Mas, em quem? Nas massas, não em nós. Se nós a cumprirmos apenas em nós, agimos egoisticamente. A revelação do Criador entre as massas não é considerada egoísta, uma vez que elas não a querem e não têm nenhum desejo por ela; elas não são egoístas em relação ao Criador. Elas não precisam Dele.

Nós, porém, precisamos Dele! Portanto, nós temos que trabalhar para elas, para descobrir o Criador entre elas, e, em seguida, esta revelação será altruísta em relação a nós. Analisem o diagrama que eu desenhei e vocês vão ver que não podem precisar do Criador se não saírem para o público. Só se vocês saírem ao público e se envolverem na disseminação vocês vão sentir que precisam Dele.

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Deleitar O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa deleitar o Criador?

Resposta: Deleitar o Criador significa dar-Lhe um lugar para ser revelado em Suas criaturas.

Pergunta: Eu posso assumir que a intenção de deleitar o Criador é a ação que nos ajuda a sair para nos livrar do egoísmo e nos conectar com os outros?

Resposta: Sim. A intenção de deleitar o Criador deve ser primária, e sobre esta base nós construímos todas as nossas outras atividades.

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Uma Oportunidade Única Para Avançar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós devemos esclarecer os desejos das pessoas que encontramos do lado de fora depois da nossa conexão matinal, colocá-las na discussão do nosso Grupo de Dez, processá-las juntamente com a nossa conexão e levá-las ao Criador? É como um exercício para determinar a conexão mútua significativa?

Resposta: O que você quer dizer com “esclarecer os desejos das pessoas que encontramos do lado de fora”? Claro, você pode ouvi-las. No entanto, o principal não são seus desejos, mas como você convence as pessoas e lhes prova que elas podem satisfazer seus desejos. Todo desejo é criado pelo Criador. Não há desejo que não tenha passado por diferentes fases de desenvolvimento e, em seguida, tenha sido preenchido com a Luz. Portanto, você deve provar à pessoa que tudo é possível e que ela só precisa criar as condições para satisfazer o seu desejo.

Isto acontece com a ajuda de uma força especial que existe no mundo, na natureza. Chama-se a força de conexão. Assim, vamos tentar conectar e, então, vamos descobrir esta força, pois ela está em nossa unidade. Vamos exibi-la, tomá-la e usá-la. É tudo real e está em nosso poder.

Vamos tentar ficar junto, realizar um workshop, e ver se é assim ou não. Não custa nada, você não precisa gastar dinheiro com isso, apenas algum tempo. Com o que costumamos gastar o nosso tempo? Torturando a nós mesmos? Portanto, é melhor se nós encontrarmos essa força especial, este atributo especial, a habilidade especial de satisfazer nossos desejos, para corrigir o nosso estado de tal forma que ninguém no mundo vai ficar no nosso caminho. Nós somos responsáveis ​​pela nossa própria felicidade.

Quando você começa a conversar com as pessoas dessa forma, e não apenas para escrever o que elas querem – como um garçom que está tomando um pedido de um cliente –, vasos totalmente novos são formados em você. Isto é como a educação integral difere do trabalho teórico no grupo. Então, o que você tem a oferecer não é suficiente!

Nós vemos que temos nos envolvido apenas conosco mesmo há anos e isso não tem levado a nada. Agora, quando temos uma oportunidade como essa, devemos compreender a sua singularidade e aproveitá-la!

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Começar A Trabalhar Com Pessoas!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível ver a singularidade do Criador em tudo o que está ao nosso redor de forma mais acentuada e visível?

Resposta: O fato é que durante anos temos estudado a teoria e sentido um pouco das diversas mudanças internas dentro de nós, entre nós. Mas elas eram externas, vagas, não penetravam em nossas emoções e carne.

Agora, quando saímos para disseminar externamente, nós começamos a compreender seriamente a sua influência sobre nós, nossa influência sobre os outros, e com isso, nos preparamos para uma sensação mais nítida e real do Criador.

Ouça o que os nossos amigos dizem sobre suas impressões e emoções em relação à disseminação; como antes de sair diante de qualquer pessoa, eles precisam se preparar internamente para descobri-Lo. Isto é o mais importante! Caso contrário, nada terá sucesso para eles. Aqui eles sentem que precisam se conectar com o grupo, precisam ler algumas peças antes de começar o trabalho com outra pessoa, e precisam se orientar no caminho certo.

Cada um requer que a unidade do grupo esteja dentro dele, que o Criador esteja na unidade do grupo a fim de coordenar tudo isso dentro dele, que o poder do Criador passe pelo grupo e através dele, que ele seja capaz de direcionar isso para a pessoa, e ela receba imediatamente tudo o que ele quer transmitir a ela, mesmo sem palavras.

Eles vêem em primeira mão como isso acontece porque todos nós trocamos energia entre nós. Nossa comunicação verbal é apenas externa. Em todas as circunstâncias internas, em toda a nossa estrutura, nós nos tornamos Kelim (vasos) espirituais: o meu desejo, o desejo estranho, e a Luz entre nós, a qual eu posso passar ao outro para me tornar um condutor da Luz. Por isso, nós somos chamados de “condutos”, tubulações, para conduzir a Luz superior a todas as pessoas.

Se você se sentar em um lugar, nada vai vir até você. Saia e comece a trabalhar com as pessoas, então você vai ver em primeira mão, de forma ativa e nítida, o que acontece.

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Como Se Engajar Num Diálogo Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o nosso livre arbítrio? Parece-me que você está explicando isso de forma diferente agora.

Resposta: O livre arbítrio muda de acordo com cada estado, cada nível, com a condição de que nós avançamos. No entanto, é necessário compreender que só nós temos o livre arbítrio e não o Criador, pois “Ele lhes deu uma lei que não ultrapassarão” (Salmos 148:6). A Luz encontra-se em repouso absoluto. Por outro lado, para toda a substância da criação, para todas as nações do mundo, não há livre arbítrio.

Portanto, quando olhamos para sete bilhões de seres humanos, em sua relação para conosco, é possível entender que o Criador organiza toda a substância do desejo de acordo com a forma como é revelada: todas as reações que encontramos e todas as dificuldades e o ódio que é despertado. Esta é a Aviut (espessura) do desejo com o qual temos que trabalhar, da mais fácil até a mais e mais difícil.

Não é necessário esperar quaisquer alterações da parte deles. Tudo o que vai acontecer com eles é resultado do nosso trabalho, a reação ao que fazemos com eles, e através do trabalho com as pessoas e a expectativa de sua reação, nós começamos a conversar com o Criador, a ver a natureza. O Criador é encontrado dentro das pessoas, como está escrito, “Eu resido no meu povo” (II Reis 4:13), e Ele responde às nossas ações. Nesta forma, Ele quer nos ensinar o que é a nossa substância, a Aviut do desejo.

Todos os níveis do nosso desejo não se encontram em nós, mas sim nas massas de pessoas e em todos os níveis da natureza: inanimado, vegetal e animal. Se você começar a trabalhar com eles, então você vai sentir que tudo isso é seu! O Criador é encontrado dentro de todo esse desejo e quer que você aprenda o que Ele está lhe dando, e você é esse ponto que precisa ligar, conectar, a si mesmo toda a Aviut do desejo, todas as Suas nove Sefirot inferiores.

Nukva fica com um ponto de Keter no mundo de Atzilut, e todas as suas nove Sefirot inferiores se encontram abaixo. Todo seu trabalho é elevar gradualmente suas nove Sefirot inferiores que se encontram nos mundos de BYA até o mundo de Atzilut e tornar-se como Zeir Anpin, como o Criador, de modo que eles estarão face a face (Panim be Panim) com uma Keter. É assim que ela chega ao fim da correção.

Portanto, como resultado deste trabalho, nós começamos a descobrir a força que está por trás de todo o mundo, todos os sete bilhões de pessoas. Dentro de cada uma delas está escondido um desejo de receber infinito que foi criado pelo Criador, Malchut do Mundo do Infinito. Agora, parece-nos que elas são ativadas por simples desejos humanos, mundanos, por dinheiro, poder e conhecimento e o que lhes preocupa é apenas comida, sexo, família, e vários prazeres a fim de viverem tanto quanto possível de uma forma mais calma e sofrerem menos. No entanto, depois disso, nós descobrimos um desejo muito mais profundo nelas, e esse nível de desejo vai abrir e revelar a era dos “Dias do Messias” do mais fácil ao mais difícil. No entanto, nós também já estaremos preparados para uma maior correção.

Se você olhar para o mundo de forma correta, do seu ponto de vista, você vai ver tudo como seu campo de trabalho que você deve levar à adesão com o Criador, e cada pessoa é a substância do desejo com a qual o Criador se dirige a você. Repetidamente, tente se imaginar num estado como este e você vai ver como o mundo se torna simples. Nada existe além do Criador e a criatura. A criatura é você, e o Criador é tudo o que está escondido por trás de toda essa substância e, fora disso, não há nada.

Aparentemente, você sempre está falando com o Criador e conversando com Ele, e toda essa substância é o adaptador que pode lhe ajudar a estar em conexão com o Criador. Sem esta substância, você não iria sentir e compreender o Criador. Você não estaria preparado para manter uma conexão mútua com Ele.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/08/13