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O Criador Ajuda Uma Pessoa Com Uma Alma Santa

167Pergunta: O que significa: “O Criador ajuda uma pessoa com uma alma santa”?

Resposta: Significa que, depois de uma pessoa fazer todos os esforços possíveis, é-lhe revelado que é necessário realizar uma ação que está além da força humana, acima deste mundo. Ela descobre que aquilo pelo que se esforça, aquilo que toca, pertence não à nossa realidade, mas àquela que está além do Machsom (barreira).

Em outras palavras, é-lhe revelado o que é o Machsom. É uma inversão, uma completa inversão de abordagem, de pensamento, como se diz: “Eu vi o mundo de cabeça para baixo”. Então a pessoa percebe que somente a força superior, o Criador, pode realizar essa ação. Por quais meios? Por meio de uma “alma santa”, ou seja, concedendo-lhes poderes, pensamentos e habilidades completamente diferentes que não possuíam antes.

É a isso que se chama a nova alma — uma “alma santa”: em vez da natureza voltada para trabalhar em prol de receber, com a qual o Criador criou o homem, o Criador agora lhe dá uma segunda natureza que trabalha em prol da doação. Essa é a “alma santa”, quando uma pessoa recebe a força para trabalhar em prol da doação.

Pergunta: Isso tem alguma conexão com o grupo?

Resposta: Não, aqui estamos falando da relação entre uma pessoa e o Criador. Nem o professor nem o grupo têm qualquer relação com isso. Ambos são meramente meios para colocar uma pessoa em contato com o Criador.

É claro que ela deve depender constantemente deles, estar conectado a eles, mas a essência reside na relação entre o Kli da alma de uma pessoa e a luz, isto é, o Criador. Não há mais nada.

Da Lição Diária de Cabalá 17/08/26, Rabash, “Quais são os mandamentos que uma pessoa pisa com os pés”

Orientando-se Em Direção Ao Objetivo

237Nosso trabalho antes e depois do Machsom difere a cada vez. Depois do Machsom, onde existem Kelim [vasos, plural de Kli] de doação e Kelim de recepção, tudo é diferente. Depois que alcanço a consciência da grandeza do Criador, a própria ação já se realiza de forma diferente. Antes disso, não há nada a discutir, pois estou me esforçando na direção errada. Primeiro devo me direcionar, e só então voarei para lá. Isso deve ser feito antes de tudo.

Trabalhei com aviões durante vários anos na Força Aérea Israelense. Imagine um avião parado no chão, completamente desorientado em relação aos pontos cardeais; o piloto na cabine não sabe onde está, as direções lhe são desconhecidas. Ele existe dentro de uma esfera tridimensional, sem saber nada sobre ela.

Ele deveria voar? Não; nesta situação, é melhor que ele permaneça no mesmo lugar, pois mover-se um milímetro sequer poderia levá-lo a um lugar desconhecido. Portanto, antes de tudo, ele deve verificar a localização do objetivo para o qual precisa se dirigir.

Assim, direcionamos nosso trabalho: este é o nosso objetivo, é nessa direção que aplicamos nossos esforços e somente então começamos a nos mover.

Contudo, esse objetivo está oculto; o Criador está escondido. Não tenho a menor noção de equivalência de forma; isso não me atrai; a questão sequer existe para mim. O grupo deve me prover esse Hisaron (carência), essa necessidade. Meu coração apenas sente que algo está faltando.

As nove primeiras Sefirot devem revelar o que falta no meu âmago. Devem dizer à Malchut: “É isto que lhe falta”. Essas nove primeiras Sefirot, em relação a mim, são personificadas pelo grupo. Nada mais me ajudará.

Se meus amigos não me proporcionarem isso, devo procurar outro grupo. Ou os organizo para que me deem a importância do objetivo, ou devo deixá-los e procurar outro grupo onde a importância do objetivo já exista; e se não, eu a levarei para lá. E o grupo ouvirá que isso é importante e que é preciso trabalhar nisso.

Da Lição Diária de Cabalá 16/08/26, Rabash, “O que é ‘Retorna, ó Israel, ao Senhor teu Deus’, na Obra?”

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 222

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 222

Qual a diferença entre antes e depois da barreira?

Antes da barreira, uma pessoa passa por duas etapas principais e muito importantes:

1) Ocultação dupla
2) Ocultação simples

Essas duas etapas nos fornecem todos os vasos e discernimentos, que posteriormente ampliamos na espiritualidade e sobre os quais moldamos discernimentos adicionais. As transgressões e os erros que cometemos em nossa jornada espiritual rumo à barreira são os próprios vasos que utilizaremos mais tarde.

A diferença entre antes e depois da barreira não reside apenas nesses vasos. A questão é que, antes da barreira, quando estamos em ocultação e o Criador não se revela, podemos, por vezes, sentir algo em relação ao Criador. Nossa sensação do Criador é a da luz circundante (Ohr Makif) e não a da luz interior (Ohr Pnimi), porque ainda nos falta uma tela (Masach).

Após a barreira, adquirimos uma tela. A aquisição da primeira tela é chamada de travessia da barreira, e posteriormente telas adicionais são acrescentadas. Então, de acordo com a força de nossa tela, podemos receber a luz interior, que é uma sensação clara e tangível da Divindade.