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Como A Pessoa Dirige Sua Atenção Ao Criador?

Dr. Michael LaitmanComo eu posso me organizar para que todos os meus pensamentos, cálculos, exames e esclarecimentos sejam sempre direcionados ao Criador e não para mim mesmo? Esta é a única e mais importante pergunta: Como faço para mudar a minha atenção de mim mesmo para o Criador?

Enquanto a pessoa não começou a sentir o Criador através da Luz que Reforma, pelo menos um pouco, mesmo que não claramente, mas até certo ponto, ela começa a sentir como algum tipo de poder a puxa, a aproxima disto, organiza toda a sua vida. Até então, ela não tem habilidade de pensar sobre Ele. Com seus poderes, ela nunca pode mudar sua atenção de si mesma para um objeto estranho que ainda não existe para ela.

Ela nunca pensa sobre o que está em torno dela, sobre os muitos objetos estranhos, ela não leva os outros em consideração, exceto se for dependente deles. Portanto, o ambiente que nos fala sobre a importância do Criador, o poder de doação, o campo em que as pessoas se encontram e que organiza para nós todo o processo pelo qual nós passamos todo o tempo é tão importante para nós.

Mesmo que ainda não percebamos, não sintamos ou não identifiquemos este poder, o ambiente ainda pode despertar em nós o sentimento de sua importância o tempo todo. É assim que podemos voltar vez após vez aos pensamentos e cálculos que se concentram no Criador, mesmo que todos eles sejam para o meu próprio benefício pessoal, mas, apesar disso, todos estão ligados a Ele. Este estado é chamado de Lo Lishma.

E se buscamos a descoberta do Criador, em outras palavras, uma espécie de pensamento sobre doação dentro do meu trabalho, então isto pode vir apenas do ponto no coração. Há pessoas nas quais existe uma base, um gene com informação (Reshimo), uma centelha da característica de doação que tínhamos antes da quebra da alma de Adam HaRishon. Resulta que elas têm alguma espécie de centelha desta “Tela” quebrada que as atrai à espiritualidade.

Isto é, a pessoa não faz nada em particular por si mesma, e simplesmente dentro dela a centelha é despertada. Isto não depende dela; é simplesmente assim que ela nasceu. E se ela entrar num grupo de Cabalistas, então o grupo e o estudo podem acender essa chama nela. Então, ela recebe o despertar repetidamente: cada vez mais um pouco, nisso ela supera a si mesma, às vezes sozinha, às vezes com a ajuda do professor e do grupo. Assim ela atrai a Luz que fortalece sua ligação com o Criador.

Ela já não sente apenas uma aspiração vaga como antes de chegar ao grupo, mas um pouco mais. Mas isto ainda é uma ligação muito distante; você vê que ela não está pronta para pensar no Criador o tempo todo, mas apenas em momentos únicos quando recebe uma iluminação extra. Ela é despertada e recordada com o poder superior. Mas, em geral, ela se move de acordo com o desejo de receber numa forma egoísta, isto é, para aquirir conhecimento e sentimento, e não para se preocupar com o Criador. Esta é uma virada artificial em direção ao Criador, como se fosse para obter a característica de doação.

Mas é assim que o tempo passa, e graças aos esforços atuais da pessoa, a Luz faz o seu trabalho repetidamente. Ela começa a entender que permanece vazia e não alcança qualquer sucesso. Da sensação de vazio dentro do desejo de receber e, graças à iluminação que recebe dentro do seu ponto no coração, ela comece a entender que sem ajuda de cima não tem nenhuma chance de sair deste estado. E para realmente chegar à doação, é necessário sair do ego, subir do mundo em que ela se encontra agora, e abandonar todos os valores anteriores, tudo o que era próximo e querido para ela.

Se ela sente atrações como estas de sair de si mesma, ela deve ter cuidado de que isto não seja por sua própria conta, ou seja, ela deve esclarecer mais profundamente para que está fazendo isto, o que significa trazer alegria ao Criador. Isso deve se transformar em todo o objetivo para ela, a coisa mais preciosa na vida, mais preciosa do que tudo o que ela tem em seu mundo. Tudo o que ela tinha até hoje era absolutamente nada em comparação com a oportunidade de dar satisfação ao Criador.

Isto é, ela aspira a isso não porque espera que desta maneira ela organizará todo o resto das coisas em sua vida, e não porque espera se beneficiar de maior satisfação quando usa  a Luz egoisticamente; pelo contrário, ela se esforça em entender e sentir qual é o verdadeiro significado de Lishma, a intenção em prol  de doar sem qualquer referência a si mesma. Portanto, todas as ações devem ser para o outro, e apenas quando elas são em relação aos outros elas podem produzir doação em prol do Criador.

A pessoa não sente qualquer razão para essas ações, não tem vontade disso, mas sim aspira a isso artificialmente, realmente forçando-se a pensar nisso. Mas assim, repetidamente, quando ela pensa nisso e discute com os amigos em workshops, esclarecendo todos esses conceitos, com os seus esforços ela atrai a Luz que Reforma e começa a se aproximar da verdade. Ela precisa verificar em que lugar quer receber benefícios deste avanço.

Desta forma, a pessoa sai gradualmente de si mesma – através do outro para o Criador. A Luz gradualmente irá conceder-lhe a característica de doação.

É impossível esquecer que especificamente estes estados, quando a pessoa é desprovida de sensação, emoção e excitação, está confusa e nebulosa, estes são mais úteis para se esforçar, se ela tentar com toda a sua força chegar à consciência. Portanto, no trabalho, as descidas são mais importantes do que as subidas. As subidas são projetadas apenas para dar uma boa impressão, um exemplo, do que deve ser atingido durante uma descida.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 04/08/13

Brincando De Esconde-Esconde Com O Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, item 100:  O Zohar nos diz que não devemos sequer considerar que o Criador deseja permanecer na Providência da face oculta de Suas criações. Pelo contrário, é como uma pessoa que deliberadamente se esconde, de modo que seu amigo vai procurar e encontrá-la.

Da mesma forma, quando o Criador se comporta em ocultação da face com Suas criações, é somente porque Ele quer que as criaturas busquem a revelação de Sua face e O encontrem. Em outras palavras, não haveria nenhuma maneira ou entrada para as pessoas atingirem a Luz do semblante do rei se Ele não tivesse primeiro Se comportado com eles na ocultação da face. Assim, toda a ocultação não é senão uma preparação para a revelação da face.

Isso é claro para uma pessoa que pode enfrentar esta ocultação, que concentra toda a sua atenção em revelar o Criador. O Criador está constantemente diante de nós, mas há o retrato do mundo fictício entre nós. A pessoa parece ver e sentir diferentes eventos nesta vida que surgem para ela e que parecem estar operando em direções diferentes. No entanto, todos eles têm um propósito: por um lado, para evocar a pessoa, e por outro lado, para fazer com que ela enfrente problemas difíceis e questões que deve resolver.

Nós nos comportamos da mesma maneira com as crianças, quando lhes damos um jogo e as chamamos para jogar, ou seja, para resolver determinado problema. Acontece que a criança precisa receber certo obstáculo que ela deve superar, e um pequeno empurrão para que se mova para frente. O desejo de avançar e resolver um problema devem ser inflamados numa pessoa, ou seja, ela deve ser empurrada para frente e deve receber algum tipo de resistência.

Ela pega o anseio de avançar e a força de resistência e os processa internamente no correto anseio e resistência. Assim, ela recebe os vasos para revelar a sabedoria se é sobre esse mundo, ou os vasos para revelar o Criador se falamos sobre o trabalho espiritual.

Quanto mais nós avançamos, mais complicados se tornam estes exercícios. Nós não podemos dizer que eles estão ficando mais difíceis, mas sim que estão ficando mais profundos. Nós temos que identificar constantemente estes exercícios no jogo do Criador com a gente na medida em que Ele se afasta, causando, assim, a raiva em nós, decepção e repulsão dos amigos e do trabalho espiritual.

No conjunto, estes exercícios fazem parte do grupo e do caminho espiritual, enquanto que em nossa vida comum quase não existem tais exercícios. Nós devemos entender que eles vão crescer e se espalhar. A profundidade e a gravidade da sua ameaça continuarão a crescer e, por fim, nos encontraremos no sopé de uma montanha alta.

Aqui, tudo depende da nossa preparação, da garantia mútua entre nós, que nos ajudará a identificar constantemente as oportunidades que são dadas, na forma de clarins para avançar corretamente. A solução reside somente na conexão. Então, a pessoa pode decifrar cada passo corretamente, obter o apoio e ajuda constante, e alcançar a revelação do Criador rapidamente.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 08/04/13

O Local De Encontro Com O Criador Não Pode Ser Mudado

Dr. Michael LaitmanRav Kook, “O Propósito de Israel e a Especificidade do seu Povo”: Há uma necessidade de mais estudo em muitas gerações que define o início do elevado ideal de servir ao Criador dado a Israel. Seu objetivo é a elevação da humanidade inteira.

Isso só pode ocorrer através da elevação do povo de Israel — as pessoas que começaram a iluminar a escuridão do mundo e devem terminar o que foi começado. Somente em sua própria luz, percebendo claramente a importância e a missão, vai-se aprender quão sublime e belo é este objetivo.

Comentário: A responsabilidade pela humanidade impõe mais responsabilidade sobre Israel e cria maiores exigências em relação ao trabalho interno do grupo.

Resposta: Eu preciso do grupo a fim de obter energia deles. O grupo é meu superior. Eu constantemente recarrego minha “bateria” no grupo; eu encontro com o nosso poder comum nele, com o Criador, e baseado nisso, eu apelo a um público amplo.

O grupo é “Israel”, de cujo ambiente eu posso sair para as pessoas, para toda a humanidade. Para manter contato com a tarefa, com o objetivo, com o Criador, com o método de correção, com a força que nos une — a força do amor e apoio entre nós — eu tenho que estar no grupo. Caso contrário, não tenho nada com o qual “alcançar as pessoas” porque não tenho força nem a abordagem certa.

Pergunta: Portanto, em seus artigos sobre o grupo, Rabash queria nos explicar como sermos “recarregados” pelos amigos para transferir energia adicional?

Resposta: Claro. Em geral, cada Cabalista disse tanto quanto podia revelar em sua geração. Portanto, o Baal Shem Tov começou a implementar o método sob a forma de Hassidismo, e depois o Rav Kook, Baal HaSulam e Rabash continuaram esta revolução, apesar da resistência.

Pergunta: Então, hoje só é possível revelar o amor e dar satisfação ao Criador trabalhando com um grande público?

Resposta: Sim. Você chega a um grupo e se une com os amigos em amor fraterno para reunir forças e poder tomar o caminho certo para transformar as massas. Entre eles é que você vai descobrir a necessidade do Criador. Sua relação com Ele vai se manifestar lá. Lá, entre as pessoas, Ele habita. “Você quer me encontrar? Por favor. Eu estou lá e em nenhum outro lugar”.

Esta é a especificidade do nosso tempo na “era do Mashiach (Messias)”; nós realmente começamos a implementar o método, saindo para “o povo”. Nós nos preparamos apenas no grupo, ele nos dá força, mas a ação em si é realizada entre as massas, onde estamos construindo o “Terceiro Templo” dos vasos quebrados do mundo inteiro.

É por isso que o Baal HaSulam diz que a libertação de Israel só é possível depois de que o mundo inteiro descobrir sobre o método de correção devido ao nosso trabalho com o público externo, assim como Faraó conhecia o Deus de Israel e concordou em deixar o povo sair.

Ao trabalhar com desejos externos, nós não os corrigimos de uma só vez, mas iniciamos o processo de classificação e a correção dos vasos pertencentes aos mundos de BYA e na mesma medida saimos do exílio. Afinal, o “exílio” para os vasos de doação é a incapacidade de corrigir o mundo. “Libertação” significa que podemos levar os vasos quebrados dos mundos de BYA da humanidade, elevá-los ao Criador e, assim, dar satisfação a Ele, permitindo que você os abra.

Ao fazer isso, nós somos apenas intermediários, o elo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/13, Escritos do Rav Kook

Escavações Arqueológicas Em Vez Do Trabalho Do Criador

Dr. Michael LaitmanNós nunca seremos capazes de estar presente no processo da extensão dos “mundos” de cima para baixo, pois isso aconteceu antes de nós aparecermos. Neste mundo é impossível estar presente no passado e participar em eventos históricos que ocorreram de nós. Não podemos saber o que aconteceu na história, se esse conhecimento não foi gravado ou transmitido de pessoa para pessoa.

Nós só encontramos uma espécie de testemunho; da terra retiramos os restos de dinossauros, ossos, outros objetos, e com a ajuda dos investigadores científicos podemos, de alguma forma, descrever a nós mesmos quais processos tiveram lugar antes de nós. Mas tudo isso não passa de especulação. Também no mundo espiritual não há como conhecer todos os eventos anteriores, pois não há ninguém que possa nos contar sobre eles.

Em nosso mundo, a crosta terrestre preserva dentro dela camadas de todos os períodos geológicos que passaram na natureza inanimada, vegetal e animal, antes mesmo dos seres humanos serem criados. Ao estudá-la nós podemos ter algum tipo de conhecimento sobre a nossa história. Da mesma forma, na espiritualidade nós podemos aprender conosco mesmos sobre processos que aconteceram antes de nós, mas estas coisas não são mais do que especulação.

Na espiritualidade, a realização é baseada num processo de ascensão de baixo para cima. Este é um processo muito original que não tem paralelo material. Através da Reshimo (gene informativo) e de todas as formas que são encontradas em nós, nós estamos prontos para começar a subir, ou seja, para perceber todo o processo do trabalho do poder superior que nos criou.

A nossa ascensão de baixo para cima é através da realização, através da aquisição de vasos e Luzes. Nós não vamos voltar na história, para todos os vasos menores e menos Luz, para formas mais primitivas, como se estivéssemos invertendo a evolução e retornando ao início do processo pelo qual passamos neste mundo e no desenvolvimento espiritual. Pelo contrário, nos movendo de baixo para cima, nós ganhamos um sentido do Criador e a mente.

Ou seja, nós não voltamos às nossas raízes para tornar mais simples e menos complexo, para antes do estado inicial e com isso para nos conhecer cada vez melhor. Pois se voltássemos às nossas raízes, nós nos tornaríamos mais primitivos, perderíamos nossa organização complexa, e nesse sentido, compreenderíamos, sentiríamos, e perceberíamos menos.

Portanto, durante o processo de baixo para cima, aos nossos sentidos e mente da criação, nós adicionamos os sentidos e a mente do Criador. Nós não percebemos a estrutura da criatura em cada nível; em vez disso, percebemos a estrutura do nível em si, ou seja, a estrutura do Criador, Sua relação com a criatura nesse nível.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Acreditar Na Grandeza Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa acreditar na grandeza do Criador? Acreditar é um instrumento como o instrumento que cientistas utilizam para um experimento seguindo o conselho de outro cientista?

Resposta: Em nosso mundo, o termo “acreditar” tornou-se banal: “Eu acredito”, “Eu sou um crente”, etc. De acordo com a sabedoria da Cabalá, o termo “acreditar” tem um significado totalmente diferente. Acreditar significa sentir.

Tudo o que a sabedoria da Cabalá fala é sobre duas forças: recepção e doação, ou seja, desejo e Luz (sua satisfação). Além disso, a satisfação também molda o desejo e muda sua forma como estudamos nas quatro fases da Luz Direta.

Por que uma das forças é chamada de Luz e não prazer? Porque a Luz influencia as fases segundo as quais o vaso se desenvolve, e isso nem sempre é sentido como prazer. Mas tudo é feito pela Luz. Portanto, não existe tal termo como “acreditar”.

O que significa que eu acredito em alguma coisa? Refere-se a algo que não entendo, que é de mau gosto e imperceptível? Não. Nós sempre falamos da perspectiva do vaso (o desejo), da perspectiva daquilo que ele sente.

A principal coisa é sentir a grandeza da força que me criou e que me governa, sentindo que é ela boa e doa. Nós chamamos este sentimento de acreditar.

Nós também chamamos os atributos de doação e amor de “acreditar”, uma vez que ao sentir a força que me criou, eu sinto os atributos de doação e amor dentro de mim. Caso contrário, eu não seria capaz de sentir essa força, uma vez que ela é sentida apenas na medida em que sou equivalente em forma; na medida em que tenho certo atributo, eu sinto este atributo externo a mim, embora não haja tal coisa como externo a mim e tudo seja sempre sentido dentro de mim.

Nós temos que entender que tudo o que sentimos é porque somos idênticos a esse sentimento e somos realmente feitos desse atributo. Em geral, nós sentimos a nós mesmos! A questão é como podemos mudar a nós mesmos para que possamos começar a sentir a nós mesmos de maneira diferente, que sintamos que somos espirituais.

Acreditar na grandeza do Criador significa sentir a superioridade e a grandeza da força que criou tudo e que preenche tudo.

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Se A Atividade Desacelera…

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos exigir o poder de ascender ao Criador quando a atividade do Grupo de Dez desacelera?

Resposta: Acontece que, juntos, nós passamos por um estado de descida e sentimos que nossa atividade fica mais lenta, nos sentimos impotentes, e uma descida em nosso anseio, e certo vazio. Além disso, se o vazio é mútuo, ele nos influencia ainda mais fortemente do que se eu estivesse sozinho.

Quando eu estou sozinho e estou num estado de descida, eu me sinto mal quando olho para os outros, já que eu estou num estado mais baixo do que eles, ou isso pode me impressionar e eu posso fazer um esforço para estar no mesmo nível que eles estão, pois entendo que não tenho escolha. Mas, quando o Grupo de Dez passa por uma descida geral, é muito difícil.

Isso acontece muito raramente, mas acontece. Nós também vemos isso durante as aulas. Na semana passada, por exemplo, havia um estado de vazio e foi uma sensação muito difícil.

O que podemos fazer para sair de tal estado? Existem várias opções.

A primeira opção é esperar ajuda dos outros Grupos de Dez; nós não estamos sozinhos, somos muitos.

A segunda opção é para que todos possam baixem suas cabeças. Se uma grande onda surge, todos nós temos que abaixar nossas cabeças e essa onda vai passar por cima de nós. Então, vamos flutuar acima da água novamente, vamos começar a respirar o ar novamente e gradualmente sair deste estado. Às vezes temos que agir desta forma.

Às vezes temos que resistir, o que significa não esperar a influência de um outro Grupo de Dez e não baixar a cabeça submissamente (embora também seja um grande problema abaixar-se diante do Criador), mas agir contra Ele. Se vocês podem se reunir e exigir isso do Criador, então é ótimo. Clamar, pedir, xingar, façam tudo que puderem, mas resistam de alguma forma.

Se vocês não conseguem fazer nada, se estavam ativo antes e tudo estava bem, e agora é como se tivessem recebido um golpe na cabeça e não conseguem sair deste estado de forma alguma, pelo menos acompanhem este estado, estudem-no e vejam até que ponto vocês são apenas “trapos”, e que todo o Grupo de Dez é inútil.

Um pouco de Luz foi tirado de vocês e vocês já estão em tal estado. Isto significa que estão sob o controle total da Luz e isso também é algo que devemos sentir.

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Ping Pong Com O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você poderia, por favor, esboçar em algumas palavras o esquema de nossas relações com o Criador.

Resposta: O Criador é a fonte de prazer. Ele nos criou como entidades que buscam prazer. No entanto, Sua tarefa é a de nos ensinar a não buscar a felicidade em si (já que, neste caso, apenas nos transformarmos em animais inconscientes, robôs), mas sim para nos ensinar a amá-Lo, Aquele que nos dá prazer, em vez de sermos atraídos diretamente por prazeres.

O que Ele deve fazer para alcançar essa meta? Ele deve nos mostrar de forma gradual o que não nos dá prazer, para que possamos construir a nossa relação direta com Ele, ao invés de aspirarmos às delícias que Ele nos dá.

Este é um jogo: mais prazer – menos prazer, e a nossa resposta: nossa atitude para com a felicidade que vem do Criador, ou para com o próprio Criador.

Apegue-Se Ao Superior Com Todo O Seu Coração E Alma

Dr. Michael LaitmanNós devemos aprender com a natureza em tudo, porque a natureza se assemelha ao Criador. Talvez eu traga muitos exemplos da natureza: da primeira infância, infância e do período de desenvolvimento embrionário. No entanto, a revelação do Criador se expressa em nosso mundo desta forma. E só se nós subirmos desde esta forma física até a forma espiritual é que vamos alcançar tudo.

A confiança deve ser única e exclusivamente por meio da nossa dependência em relação ao que é superior: apenas a Luz, e todos os esclarecimentos são através dele. Enquanto isso, nós só nos anulamos na sua presença. Depois de atingir estados mais avançados, o nosso desejo de receber vai crescer para o próximo nível. Então nós podemos nos tornar mais ativamente anulados diante do que é superior por meio de ações práticas, ou seja, eu realizo ações semelhantes ao que é superior.

No entanto, antes de tudo eu preciso crescer. O embrião não sabe quais ações sua mãe está realizando. E a criança não entende a princípio o que significa aquilo que o superior está fazendo com ela. Ela não sente onde está. Depois disso, aos poucos ela começa a absorver o que está acontecendo, reage, sorri para a sua mãe dele resposta. Estes são os níveis na descoberta do que é superior por aquele que é inferior.

Quando estávamos no estado “embrionário”, o embrião ainda não sentia isso e só precisava estar anulado em relação ao superior. Com isso, nós fornecemos a nós mesmos um nível de confiança.

Confiança, como todos os fenômenos do nosso mundo que são sentidos devido a um desejo de prazer, é despertada através da Luz, através da iluminação de cima. Mas, se eu dependo daquele que é superior, não pode haver qualquer insegurança em mim; pelo contrário, eu tenho certeza que me encontro dentro Dele. E se eu não me encontro nele, mas perto dele, então este é um nível ainda mais alto de confiança, já que eu tenho certeza que já estou preparado para sair Dele e me tornar como Ele.

A partir disso, nós precisamos entender, que todo o nosso trabalho é realizado em condições de escuridão e desapego daquilo que é superior. E quanto mais avançamos, mais sentimos desapego do superior, para que possamos atrair iluminação de nós mesmos, o que é chamado de “confiança”.

Quanto mais a pessoa avançar com as descidas que o Criador envia para ela, mais ela vai se sentir separada do superior, mais vazia, tola, dependente, sem compreender ou sentir, tornando-se mais como uma “besta.” De repente, todo o conhecimento prévio e o sentimento que ela tinha antes desaparecem. Em momentos como estes, a pessoa se sente terrível, mas nós devemos entender que especificamente estados como estes são mais úteis para a aquisição da “fé”. Neles, nós estamos completamente separados do superior, estamos no nível da “besta” e, portanto, exigimos a Luz da “fé” – como toda forma de vida em nosso mundo, como uma criança que quer se agarrar à sua mãe. Caso contrário, ela vai se sentir perdida e não saber como viver e o que fazer consigo.

Na verdade, quando nós subimos posteriormente de um estado como esse, a Luz nos dá um pouco de confiança e um pouco de compreensão do que precisa ser feito. Então cabe a nós passar do nível animal para o nível “falante”. Nós não queremos mais um tal grau de confiança como uma criança, sem entender, ou como um animal completamente dependente de seu dono. Nós queremos a Luz da confiança, para que possamos nos dar ao poder superior, para que possamos ser atraídos até ele, de modo que vamos depender dele, não por nossa fraqueza, mas o oposto. Mesmo que eu tenha o poder da confiança e a compreensão, eu ainda me anulo completamente em relação ao Criador em tudo!

Eu preciso de confiança não para me sentir bem e seguro com o meu desejo de prazer, mas o contrário, eu quero sentir mais insegurança e dependência do Criador. É assim que eu vou me apegar a Ele mais e mais. Não para ganhar a paz de espírito, mas para mostrar o quanto eu valorizo ​​Sua posição, Sua altura, renunciando a todas as realizações egoístas.

Eu renuncio a estes prazeres e só quero me apego ao que é superior, com todo meu coração e alma. Eu quero que a minha confiança se torne a vestimenta para a Luz Superior, e não quero usá-la em nome do meu prazer pessoal. É desta forma que nós podemos crescer para níveis ainda mais elevados nos mundos espirituais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/08/13, Shamati # 72 “A Confiança é a Vestimenta para a Luz”

Conectando O Mundo Inteiro Ao Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”: Assim, os mundos foram divididos em internalidade e externalidade, onde cada mundo contém iluminações adequadas para operar em lento desenvolvimento. E estas são chamadas de “a internalidade do mundo”.

O sistema em que nos encontramos é dividido em interioridade e exterioridade. Esta divisão se relaciona com as Luzes e os vasos, tanto na correlação direta como na correlação oposta entre eles, dependendo se nós falamos sobre vasos corrigidos ou corrompidos.

Assim, nós devemos entender o que isto significa para nós após a preparação no sistema espiritual e na criação do sistema corporal. Na verdade, este também é um sistema espiritual, mas nós o percebemos como o atual mundo fictício. Eu descubro que existo numa determinada realidade com pessoas e a natureza (inanimada, vegetal e animal) que me rodeia. É como se todo mundo vivesse por conta própria aqui, movendo-se de forma independente, operando e influenciando os outros. Depois que eu revelo tudo isso, eu devo atribuir a mim mesmo, juntamente com toda a imagem que é mostrada dentro de mim, a uma causa, a uma fonte, a um objetivo, a uma realidade simples, na qual não há outro além Dele, e que Ele é bom e benevolente. O ponto que é criado como “algo a partir do nada” permanece em mim, apenas para determinar que o resto é Ele.

Nós devemos conectar tudo o que está fora deste fora à percepção do superior, o Criador. Este é o nosso trabalho, e todo mundo que sente que tem um ponto no coração (“algo a partir do nada” e que se sente diferente do eminente) participa disto.

O trabalho é dividido em duas partes:

  1. Fortalecer o ponto no coração, conectando os pontos que podem ser conectados a ele em prol da meta espiritual. Estes são os membros do grupo, os meus amigos ao longo do caminho espiritual, que na verdade são partes de minha alma, do meu ponto no coração.
  2. Além disso, há outras partes que não estão diretamente conectadas a esta meta. Elas não sentem “algo a partir do nada”, mas sim, “algo a partir de algo”, e não fazem perguntas complicadas que surgem do ponto no coração, da forma oposta. Elas vivem suas vidas e não sentem qualquer deficiência, exceto essa. Eu também preciso conectá-las ao meu trabalho de acordo com o tipo e o tamanho dos desejos que são revelados dentro delas.

Por fim, eu conecto toda a realidade: todo o desejo de receber que está diante de mim -que está à minha disposição, dentro de mim, não importa como você coloca isto – ao atributo de doação e amor chamado Criador. Parece que eu corrijo o mundo, mas na verdade, eu realizo a minha correção privada. Isso ocorre porque não há nada no mundo, exceto um homem e um Criador. Uma pessoa é o ponto de “algo a partir do nada” que opera em prol de trazê-lo de volta ao “algo a partir do algo”, tudo o que parece separado dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/08/13, Escritos do Baal HaSulam

“Até Que Um Espírito Seja Despertado Em Nós”

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam escreve que mesmo que uma pessoa tenha um desejo pelo Criador, pela compreensão do significado da fonte da vida, e conexão com ela, ela não pode estar consciente do Criador enquanto um espírito não tiver descido sobre ela de cima, enquanto a Luz não tiver descido sobre ela.

Nesse meio tempo nós sentimos isso como uma fonte de inspiração, insight, satisfação e elevação. Se a pessoa sente uma revelação de cima, só então ela pode começar a ouvir o que os sábios estão falando em seus livros. Junto com isso, quando ela vê o que eles estão realmente falando, ela começa a acreditar neles.

Fé significa que a pessoa está conectada a suas palavras através de suas sensações internas, ou seja, ela já vive nisso e começa a sentir, entender, sentir e estar ciente de que sempre em todos os seus estados, em absolutamente tudo, ela é gerida de cima. E não há nada em sua vida que não foi enviado de cima e ela reagiu abaixo, todas as suas reações também descendem de cima. Assim, sua vida foi conduzida por uma série de estados que causaram várias sensações.

É como se ela fizesse alguma coisa, fosse a algum lugar, desse voltas, acontecesse algo com ela, não acontecesse, e assim por diante. Seus esforços internos, sentimentos morais, ações físicas, sofrimentos e sucessos, ela simplesmente passasse por estes estados para criar dentro de si a possibilidade de sentir estados cada vez mais sutis que a levam a sentir quem os gerencia, por qual objetivo foram enviados, e assim por diante.

A pessoa começa a sentir que não tem absolutamente nenhuma liberdade em nada e todas as suas ações são realizadas de acordo com os movimentos do Criador (Luz), e ela é completamente dependente deles. Se eles lhe dão uma grande parcela de consciência como esta, então ela se dissolve nela, e se eles lhe dão uma pequena parcela, ela fica com a consciência de que é isso que está acontecendo.

Mas se ela se encontra em algum lugar no meio, então ela é jogada num estado dividido e não entende como deve agir. A cada momento ela condena o Criador ou concorda com Ele e é assim o tempo todo. Isso lhe dão uma sensação de total incapacidade de permanecer num estado como esse.

É como se ela se dividisse em duas e não soubesse o que fazer com esta vida. De repente, ela se vê imersa na crítica e condenação, analisando o que está acontecendo com ela, seus familiares e amigos. Por exemplo, ela substitui um de seus parentes que a deixa maluca, e condena o governo superior, repreendendo-se por seu passado, como se se recusasse a concordar que, no passado, o Criador o operou.

Por outro lado, ela concorda e entende que tudo isso é feito com a ajuda do Criador e só para aguçar seus sentidos, de modo que com esses sentimentos ele possa entender e sentir a orientação superior.

Estes estados passam por ela por algum tempo, gradualmente voltando e arrefecendo, indo para a “linha direita” ou a “linha esquerda”. Quando ela está inclinada para a esquerda, ela começa a sentir como se o passado dependesse dela e ela se repreende por causa de todos os seus problemas, ou porque não pode justificar isso, já que isso é feito pelo Criador.

E o oposto, quando ela se encontra na “linha direita”, com plena consciência de que tudo isso é feito de cima. Então, o que resta para ela? Onde ela está em todo este processo? O livre arbítrio existe? Num estado como este, certamente não existe: não em ação, nem em intenção, resultados, ou qualquer coisa.

É assim que acontece até que ela esteja completamente limpa, ou seja, que todas as suas observações e dúvidas passem por algum tipo de trabalho interno, até que ela chega à conclusão de que existe um sistema muito sutil aqui de cooperação entre ela e o Criador: o Criador anseia por ela e vice-versa .

Agora é necessário reforçar este desejo mútuo até que ele atinja o seu valor total. No momento em que isso acontece, a pessoa vai começar a descobrir a verdadeira cooperação com o Criador.

Da Convenção em São Petersburgo 14/07/13, Lição 5