Não Para Amaldiçoar, Mas Para Abençoar
Comentário: Durante o período de preparação, a pessoa sente que o Criador está agindo sobre ela de forma negativa e não consegue justificá-Lo.
Minha Resposta: Para promover correções espirituais, há trabalho que depende de mim, como diz o ditado: “Se eu não for por mim, quem será por mim?”. Se eu ficar de braços cruzados, lamentando o que Ele me fez e o quanto sofro, estarei apenas me consumindo! Nada resultará disso a menos que eu resolva todos os detalhes por mim mesmo.
O problema é que eu tenho que mudar, não as ações Dele, mas a minha impressão das ações Dele, de um extremo ao outro, de um desejo desmedido para um desejo corrigido.
Você pode dizer: “Se estou imerso em um desejo descontrolado, eu me sinto mal, e se estou imerso em um desejo controlado, eu me sinto bem, dependendo de como Ele me afeta. Mas eu não posso controlar o desejo por mim mesmo”.
Sim, você não pode corrigir isso sozinho, mas pode desejar mudar e ter a intenção de se entregar a isso. De acordo com essa intenção, você sentirá que Ele está agindo para o seu bem. Portanto, você precisa chegar à necessidade disso.
Naturalmente, Ele age, mas você deve examinar constantemente onde está e onde gostaria de estar. Isso significa que você deve alcançar um estado de oração: o que você deseja experimentar da maneira como Ele age em você.
Digamos que Ele esteja me dando algo desagradável agora; eu devo examinar a situação e desejar que Ele faça algo para que eu me sinta bem.
O que significa se sentir bem? Bem, posso sentir algo de bom a partir de Suas ações, antes de tudo, dentro da estrutura do nosso mundo. Isso se chama Lo Lishma (em benefício próprio).
Então chego ao ponto em que sinto o mal por causa de Suas ações, não porque me sinta mal, mas porque, através dessa mesma sensação, estou amaldiçoando-O. Então, substituo essa sensação por uma boa, mas não para que eu me sinta bem. Não me importo com isso. O que importa para mim é que quero abençoá-Lo. Isso já se chama Lishma.
É assim que uma pessoa vivencia essas coisas o tempo todo. Todo o sistema é de autodescoberta. A pessoa estuda a si mesma. Sabemos que fora do Kli (desejo) existe Atzmuto (Sua essência), mas eu estudo quem eu sou, como recebo, como sou impactado por Atzmuto, o que eu gostaria de sentir sob Sua influência e o quanto eu quero admirá-Lo.
No final, isto é algo muito simples, mas estamos confusos em nossos desejos (Kelim). Na verdade, não há nada mais simples e natural.
Da Lição Diária de Cabalá 17/07/26, Rabash, “Quem precisa saber que uma pessoa resistiu ao teste?”