Amar Por Hábito?

528.04Pergunta: Se a pessoa pratica constantemente o amor ao próximo, isso pode se tornar um hábito?

Resposta: Tudo depende da definição do que é considerado cuidar do próximo. Se paga bem, por que não? Estou disposto a trabalhar por uma recompensa. Posso até cuidar dos outros voluntariamente se receber algum benefício disso, não necessariamente monetário, mas de alguma outra forma, como respeito. O respeito próprio também funciona; mesmo que ninguém saiba da minha “bondade”, essa modéstia pode gerar um orgulho ainda maior.

É preciso lembrar: a verdadeira análise é realizada pela luz que retorna à fonte. Se eu começar a agir de acordo com meu próprio julgamento, mil oportunidades de me desviar do caminho se abrirão diante de mim.

Certa vez, Abraão concedeu tais presentes a alguns de seus discípulos: “Se desejarem, por favor, plantem o amor sem a luz que reforma. Sejam crianças doces, tratem-se bem e adeus”. No entanto, a verdadeira propriedade da misericórdia (Chesed) das Sefirot espirituais só pode ser suportada por um pequeno grupo, que Abraão levou consigo.

Devemos entender que, se quisermos avançar, não devemos fazê-lo por nós mesmos, nem de acordo com nosso próprio raciocínio. É a luz que retorna à fonte (luz que reforma) que deve revelar nosso caminho a cada vez. Só dou um passo à frente depois que ela me mostrou o caminho, seja iluminando-o ou, ao contrário, escurecendo-o. Isso não importa mais. O principal é não agir sozinho, seguindo minha própria lógica.

Pergunta: Talvez não sozinhos, mas juntos, em grupo, podemos “ficar viciados” em cuidar dos nossos amigos?

Resposta: Em um grupo adequado, isso jamais poderá acontecer. Ao contrário, você verá que, após cada subida, vem uma descida ainda maior. Que tipo de hábito pode haver? A “turbulência” que o aguarda no caminho o fará esquecer completamente o passado por causa dos problemas atuais.

Da Lição Diária de Cabalá de 21/10/12, Escritos do Baal HaSulam, “Matan Torá [A Entrega da Torá]”