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Reunião De Amigos Ao Longo De Gerações

931.01Pergunta: Rabash escreve que, após uma reunião de amigos, todos devem sentir que estão em um estado de perfeição. Mas e se eu não sentir isso?

Resposta: Se você não sentir perfeição após reunir os amigos, significa que não alcançou o resultado desejado, pois a conexão deve trazer a sensação do Criador. O Criador é a soma das aspirações compartilhadas em direção a um centro comum.

Pergunta: Com que frequência devemos nos reunir com os amigos?

Resposta: Rabash definiu como uma vez por semana. Antes de eu trazer novos alunos para ele, as reuniões eram realizadas uma vez por mês, durante as refeições em homenagem à lua nova. Seus alunos se reuniam de todo o país. Normalmente, não nos reuníamos por mais de meia hora.

Pergunta: Nos tempos de Baal HaSulam tais reuniões também eram realizadas?

Resposta: Naquela época, era um pouco diferente, porque as pessoas moravam em cidades pequenas, bem próximas umas das outras. Não havia os mesmos problemas de hoje.

Pergunta: Em geral, uma reunião de amigos ocorre sem o professor?

Resposta: Sim, claro. Os que se reúnem são os amigos que precisam se unir. O professor, na prática, não tem o direito de se intrometer, mas pode participar da reunião como amigo, se concordarem.

Pergunta: O que significa “como amigo”?

Resposta: Ele pode se rebaixar ao nível de um amigo. O problema é se os alunos são capazes de percebê-lo nesse papel.

Comentário: Agora como amigo, depois como professor, é claro, isso não é fácil para uma pessoa.

Resposta: De fato, isso pode ser difícil.

De KabTV, “Noções básicas de Cabalá”, 11/03/19

Os Últimos Portões

236.01“Todos os portões estavam trancados, exceto o portão das lágrimas”. 

É quando todos os portões estão trancados que há lugar para os portões das lágrimas, e então vemos que eles não estão trancados. Ou seja, quando uma pessoa chega à ocultação completa, então “minha alma chorará em segredo”, porque não tem outro conselho. E isso se chama: “Tudo o que tua mão e força podem fazer, faze” (Baal HaSulam, Shamati 18).

E então você alcançará os portões das lágrimas e os forçará a se abrir. É assim que entramos no palácio do Criador, o mundo superior; é somente através dos portões das lágrimas que você está completamente desesperado de sua própria força e sabe que nada pode ajudá-lo, mas você precisa alcançar a meta. Este é o resultado de um grande trabalho.

Você tem cem por cento de certeza de que não tem mais nada a acrescentar, e então a entrada para o espiritual se abre para você. Gradualmente, formamos esse estado chamado de “portões das lágrimas”.

O que são portões? Enquanto lhe parece que você pode fazer algo, você vê um muro à sua frente. Então, de repente, você percebe uma abertura, uma abertura naquela muro, uma entrada, e você entra.

É assim na espiritualidade: um muro intransponível se ergue diante de você, que se torna mais forte e mais alto. No entanto, você ainda tenta romper esse muro, mas não encontra nenhum portão nele, ou todos os portões estão trancados.

Ver um muro à sua frente é um estado muito avançado. Mas então esse muro se abre e, de repente, uma passagem aparece nele. Meu professor Rabash me disse uma vez que é assim que acontece na espiritualidade: ou há um muro ou uma entrada, e é impossível prever com antecedência onde a entrada estará no muro.

Este é o muro ao redor do seu coração. Você não pode fazer um buraco nos muros do seu coração para que a qualidade da doação, a qualidade do Criador, possa entrar. O coração está fechado, selado e coberto por uma crosta dura e impenetrável. Tudo o que resta é a oração — a oração do grupo.

É necessário unir-se na dezena e pedir, pedir por todos, e então, um dia, pedir por uma pessoa. Hoje oramos por um amigo, amanhã por outro, e assim por diante, por cada um. É assim que começaremos a nos acostumar a exigir do Criador que cuide dos amigos.

Da Lição Diária de Cabalá 10/10/21, Escritos do Baal HaSulam, “Minha Alma Chorará em Segredo – 1”

O Ateísmo É A Religião Da Natureza

229Comentário: Acontece que existem centenas de milhões de ateus no mundo. Segundo algumas estimativas, esse número se aproxima de 1 bilhão. Projeta-se que esse número continuará a crescer.

Minha Resposta: O principal motivo é que a pessoa está se desenvolvendo. Mas o ateísmo também é uma religião. É a religião da natureza, não da impiedade.

Para os ateus, sua divindade é o progresso, a tecnologia, o dinheiro ou qualquer outra coisa. Continua sendo uma crença em algo superior a si mesmo.

Pergunta: Então, o que é fé verdadeira?

Resposta: A fé verdadeira é a revelação da força superior — clara, absolutamente atingível, analisável e sintetizada dentro de si mesmo.

Pergunta: É sentida?

Resposta: É sentida de forma absolutamente completa, até a plena conexão da pessoa com a força superior, quando esta “habita” nela e se torna ela mesma. A pessoa se preenche com essa força superior, e então ela atua nela, com o seu consentimento e por meio do seu esforço mútuo.

Tudo isso está descrito na Cabalá. Só existe uma religião verdadeira, e essa é a sabedoria da Cabalá, a ciência de revelar o Criador, de uma reaproximação voluntária, consciente e gradual com Ele, isto é, de adaptar-se a essa força superior da natureza.

E a força superior é incorpórea e atemporal. Não tem caprichos, nem condições, apenas a revelação da oportunidade de se fundir com ela, de atingir seu nível.

Pergunta: Quais são as qualidades da força superior?

Resposta: Doação e amor absolutos, nada mais.

Pergunta: Mas por que isso não atrai uma pessoa? Em teoria, deveria atraí-la!

Resposta: É o oposto da natureza humana. Se uma pessoa tem uma predisposição, um anseio por alcançar a força superior a qualquer custo (ou seja, “Não tenho razão para viver, exceto por isso!”), ela vai atrás dela, não importa o que aconteça, e está pronta para sacrificar tudo.

Mas se esse anseio não lhe for dado de cima, então ela permanece no nível terreno e existe para servir ao seu corpo animal. É claro que todos têm que cuidar deste corpo animal, mas ele existe por causa dele.

Então ela é um assim chamado humano, isto é, um animal, altamente desenvolvido de alguma forma, que vive e morre, vive e morre, até que esse anseio por realização, por fusão, por ascensão ao Criador se desenvolva nela.

Pergunta: É provável que se desenvolva?

Resposta: Em todos! E depois de nós, a natureza animada, vegetativa e inanimada se eleva ao mesmo nível. Nós puxamos todos conosco! E toda a natureza se integra a este nível superior, ao Criador.

Pergunta: Então é correto dizer que “o homem é a coroa da criação”?

Resposta: Nesse caso, sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 21/12/24

A Ação Da Força Da Santidade

243.01Pergunta: Podemos dizer que a força da santidade sempre me afeta na dezena?

Resposta: Depende de como você percebe isso, de como você se aproxima do Criador.

Se você acredita que nesta parte do Kli há atração agindo sobre você, então sim.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/25, “A Ruína como uma Oportunidade para Correção”

Transfira Nossa Intenção Ao Criador

232.1Pergunta: Quando uma pessoa está envolvida na intenção de trazer contentamento ao Criador, como ela evita transformar isso em razão? Afinal, ela entende e sente que está doando ao Criador, que está conectada a Ele.

Resposta: Mas ela está conectada ao Criador apenas através da intenção. Ela não faz nada além disso. Ela atribui apenas sua intenção ao Criador.

Pergunta: E como ela pode evitar o prazer disso, transformando isso em razão? Qual é o próximo passo, a continuação dessa intenção?

Resposta: Não importa o que o Criador peça a uma pessoa para fazer. Isso é irrelevante. Podemos parar por aqui.

O mais importante é que mudamos nossa intenção e, tudo o que for revelado nesse estado, desejamos transmitir ao Criador. Nesse ponto, podemos dizer que esse estado específico termina por um instante.

Pergunta: Você disse que, quando a intenção é correta, devemos adicionar ações. Como isso é feito?

Resposta: A intenção por si só não significa nada; também é preciso haver ação. Mas a ação na espiritualidade não é algo tangível que possa ser passado de mão em mão, porque não é corpórea.

Em vez disso, simplesmente transfiro o início do meu pensamento e o seu fim de mim para o Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/07/25 , “Ser Como Um Boi Para O Fardo E Como Um Burro Para A Carga”

O Amor Terreno É Um Desejo De Realização

527.03Pergunta: Qual é a conexão entre a raiz espiritual do amor e seu ramo terreno?

Resposta: O ramo terrestre representa minha atitude unilateral e egoísta em relação a mim mesmo, quando eu, como um cachorro, sinto com meu nariz onde ainda posso me divertir, e somente isso me puxa para frente.

Comentário: O conceito de “primeiro amor” é dado a uma pessoa quando ela pensa apenas no objeto de sua afeição.

Minha Resposta: Ou seja, sou atraído por um prazer tão grande que não consigo pensar em mais nada: nem em comida, nem em caminhadas, nem em estudos, nem em esportes. Esse é o desenvolvimento egoísta dos hormônios.

Estou me tornando um homem, sinto picos hormonais, não entendo o que é nem como realizá-los. Sou atormentado por palpites vagos e me sinto atraído pelo objeto de sua realização. Só isso. Que tipo de amor é esse?

Contei como minha mãe, médica de formação, me explicou como usava injeções hormonais para fazer as pessoas se apaixonarem. A mesma coisa acontece aqui. Não vou zombar desse sentimento. Pelo contrário, ele nos desenvolve muito na juventude, quando ocorre a transição da adolescência para a juventude. Essa é uma qualidade muito útil, mas é puramente egoísta.

Pergunta: Não há um propósito nisso? A natureza?

Resposta: É claro que a natureza tem um plano para desenvolver ainda mais nosso egoísmo.

Pergunta: Essa é uma boa condição?

Resposta: Qualquer desenvolvimento é bom, mas quando o egoísmo se desenvolve completamente, ele precisa ser corrigido de alguma forma. O desenvolvimento fisiológico completo de uma pessoa normalmente termina entre 18 e 22 anos. No entanto, às vezes, ele pode continuar por mais tempo porque, sob a influência do ambiente, surgem todos os tipos de outros impulsos.

Basicamente, o conjunto de desejos humanos inclui comida, sexo, família, riqueza, fama e conhecimento; existem apenas seis propriedades básicas nas quais nosso ego se desenvolve. Não há mais nada aqui.

Considero constantemente o que é mais proveitoso para mim e o que mais amo. Se o conhecimento prevalecer, posso abandonar o resto. Mergulho na ciência e ela me absorve completamente. Isso também é amor.

Isto é, o amor é um desejo de realização inerente a cada pessoa.

Da Lição Diária de Cabalá de 06/08/17, “Amor Verdadeiro”

Por Que Um Filho Se Torna Um Fardo?

626Pergunta: As pessoas costumavam se reunir e formar famílias. Havia felicidade em ter um filho. Deixe-me fazer uma pergunta estranha. Qual era a felicidade dos pais em ter um filho?

Resposta: Para ver o futuro no filho.

Pergunta: É assim que deveria ser?

Resposta: Sim, claro. Filhos devem nascer e dar continuidade à sua linhagem familiar.

Pergunta: Hoje em dia, parece que desapareceu. De repente, para muitos casais, ter um filho se tornou um fardo. Por quê?

Resposta: Nosso egoísmo nos dividiu, nos desconectou, colocou cada um em seu canto, e é isso.

Pergunta: Mas por que o egoísmo precisa disso?

Resposta: É assim que funciona. Nosso egoísmo se beneficia quando nos concentramos apenas em nós mesmos e nos importamos apenas com isso.

Comentário: E quanto ao nosso egoísmo, que é o mais próximo e querido de nós, dizemos que ele é um fardo para nós.

Minha Resposta: Não é o mais próximo e querido. Dizemos que é um fardo para nós porque nos impede de cuidar da nosso verdadeiro “filho”, aquele que existe dentro de nós!

Pergunta: Então esse “eu”, meu ego, é o mais próximo e querido?

Resposta: Sim.

Comentário: Olha onde chegamos! Imagino o que virá a seguir.

Minha Resposta: Vai piorar. Chegaremos a um ponto em que cada um se esconderá no seu canto e não quererá falar com ninguém. É isso! Só vou pedir, digamos, pizza e refrigerante, ou outra coisa.

Pergunta: E o que acontecerá então? Estamos constantemente levando a humanidade a algum tipo de beco sem saída.

Resposta: É um beco sem saída. A humanidade precisa enxergar o seu próprio beco sem saída. Mas quando ficar claro que realmente é um beco sem saída, uma epifania surgirá desse beco sem saída: a de que não podemos continuar assim.

Pergunta: Você acha que não pode haver despertar antes disso?

Resposta: Não, creio que precisamos alcançar esse reconhecimento. Em outras palavras, não deve haver guerras, tumultos ou explosões de violência, mas sim uma clara consciência da desesperança e do impasse. Então, começaremos a pensar: “O que devemos fazer?”. Então nos lembraremos: “Espere, uma vez ouvi algo dos Cabalistas”.

Pergunta: Sim, há um livro na minha estante, um recorte salvo e assim por diante. Então, eles vão olhar e começar a se mover em direção à correção?

Resposta: Tenho certeza disso.

Pergunta: Precisamos continuar introduzindo isso, colocando-o em prateleiras e em computadores?

Resposta: Com certeza! Não temos outra escolha.

Pergunta: Mesmo se continuarmos chegando aos mesmos resultados?

Resposta: Não importa. Se você tem um filho pequeno que está crescendo e se desenvolvendo, ainda precisa dizer a ele o que fazer e como se comportar corretamente. Você não pode simplesmente deixar para lá.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 03/07/25

A Escuridão É O Começo De Um Novo Grau

944Pergunta: No primeiro dia da convenção, sentimos um oceano de luz. Mas no segundo dia, foi como se tivéssemos mergulhado em algum lugar e perdido toda a noção de cima ou baixo; perdemos o equilíbrio.

O que precisamos acrescentar para que isso flua e nos una?

Resposta: Falta-nos a escuridão. Não o vazio que o mundo inteiro sente como a ausência de pequenas realizações, mas a verdadeira escuridão. A escuridão é o sofrimento causado pelo anseio de revelar o Criador, o sofrimento de estar desconectado do sentido da vida, de sua fonte, do que ela deveria ser.

Por um lado, toda a criação nos mostra o quão interconectada, perfeita e acima de nós ela é. Por outro lado, quando começamos a tentar nos orientar, sentimos que não vemos nada nela: nem começo, nem fim, completa desorientação.

Este é, na verdade, o melhor sentimento; ele surge em nós a cada momento em que nos movemos em direção à maestria do espaço espiritual, em direção à revelação do Criador. A cada momento, sentimos que estamos nos aproximando ou nos afastando Dele, caindo e na escuridão.

Se ontem você sentiu um “oceano de luz”, hoje sentirá o oposto, e não apenas igualmente, mas até pior. Isso se repetirá a cada vez. As descidas serão menores e, consequentemente, as conquistas serão maiores.

Temos que nos acostumar a nos mover na escuridão e na desorientação porque é justamente isso que nos ajuda a nos livrar completamente de direções, pistas e definições egoístas.

Quando nos desorientamos em nossos parâmetros, direções e sentimentos habituais, quando não compreendemos nem sabemos nada, quando experimentamos uma sensação de estarmos perdidos e talvez até mesmo na escuridão, precisamos reconhecer que este é o início de um novo nível. Temos a oportunidade de nos elevar precisamente nesta escuridão para ver a luz, o Criador, através dela. Isso é uma grande ajuda em nosso avanço.

Portanto, devemos mergulhar especificamente nesse estado de escuridão e a partir dele revelar a luz.

Esse é o nosso trabalho. Caso contrário, jamais revelaremos o Criador; isso é apenas do estado oposto a Ele.

Da preparação para a 4ª lição do Congresso na Moldávia, 07/09/19

Conectar-se Com Um Grupo Leva Ao Criador

528.01Se as ações de uma pessoa são direcionadas à conexão com amigos, ela rapidamente descobre a necessidade de uma conexão direta com o Criador, que deve ajudar nessa conexão. Cada ação deve levar à correção da quebra, à unidade entre nós, e então a necessidade da ação do Criador; a qualidade de doação e amor se manifesta nela.

Então os três componentes do nosso estado são revelados: a Torá, Israel e o Criador.

A Torá é a força que cria o desejo (o mundo foi criado pela Torá), a força que corrige a intenção do desejo (a luz que reforma) e a força que preenche o desejo (prazer e sabedoria, o propósito da criação).

“Ame o seu próximo como a si mesmo” é a regra geral da Torá. “Israel” (aspirar ao Criador, a alma) é o Kli comum (a conexão das almas, Shechina). A Torá é a luz, a força corretiva. O Criador é a fonte interior dessa força.

Juntos, criamos a condição para a unidade e a garantia mútua, preparamos um lugar para a revelação do Criador. Até o momento em que “os filhos de Israel clamaram pela obra”, quando realmente precisamos da Sua ajuda.

Em quase todas as descrições da Torá, vemos uma comparação entre a sociedade e o Criador. Sem sociedade, não podemos chegar ao Criador. Portanto, o grupo é o meio. É a Shechina, o Knesset de Israel, a reunião de almas que pedem para não permanecer no pó (egoísmo). Todos os escritos falam sobre isso.

Uma pessoa esquece a necessidade de conexão com o Criador porque isso é contra a sua natureza, mas essa conexão surgirá em nossa natureza se nos unirmos em um grupo. Se não estou conectado com o grupo, não sou direcionado e não encontrarei a direção para o Criador.

Da Lição Diária de Cabalá de 19/07/10, Escritos do Rabash

Como Podemos Fazer Da Unidade Na Dezena A Nossa Vida

938.03Pergunta: Como podemos fazer da unidade na dezena uma parte de toda a nossa vida e um grande deleite que doamos ao Criador?

Resposta: Depende da nossa atitude em relação ao que nos afeta, doação ou recepção, e de quanto escolhemos entre elas e queremos estar mais próximos dos sábios ou do Criador através das diferenças que existem entre a santidade e a Klipa (força impura).

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 15/07/25, “A Ruína como uma Oportunidade para Correção”