Pergunta: As pessoas costumavam se reunir e formar famílias. Havia felicidade em ter um filho. Deixe-me fazer uma pergunta estranha. Qual era a felicidade dos pais em ter um filho?
Resposta: Para ver o futuro no filho.
Pergunta: É assim que deveria ser?
Resposta: Sim, claro. Filhos devem nascer e dar continuidade à sua linhagem familiar.
Pergunta: Hoje em dia, parece que desapareceu. De repente, para muitos casais, ter um filho se tornou um fardo. Por quê?
Resposta: Nosso egoísmo nos dividiu, nos desconectou, colocou cada um em seu canto, e é isso.
Pergunta: Mas por que o egoísmo precisa disso?
Resposta: É assim que funciona. Nosso egoísmo se beneficia quando nos concentramos apenas em nós mesmos e nos importamos apenas com isso.
Comentário: E quanto ao nosso egoísmo, que é o mais próximo e querido de nós, dizemos que ele é um fardo para nós.
Minha Resposta: Não é o mais próximo e querido. Dizemos que é um fardo para nós porque nos impede de cuidar da nosso verdadeiro “filho”, aquele que existe dentro de nós!
Pergunta: Então esse “eu”, meu ego, é o mais próximo e querido?
Resposta: Sim.
Comentário: Olha onde chegamos! Imagino o que virá a seguir.
Minha Resposta: Vai piorar. Chegaremos a um ponto em que cada um se esconderá no seu canto e não quererá falar com ninguém. É isso! Só vou pedir, digamos, pizza e refrigerante, ou outra coisa.
Pergunta: E o que acontecerá então? Estamos constantemente levando a humanidade a algum tipo de beco sem saída.
Resposta: É um beco sem saída. A humanidade precisa enxergar o seu próprio beco sem saída. Mas quando ficar claro que realmente é um beco sem saída, uma epifania surgirá desse beco sem saída: a de que não podemos continuar assim.
Pergunta: Você acha que não pode haver despertar antes disso?
Resposta: Não, creio que precisamos alcançar esse reconhecimento. Em outras palavras, não deve haver guerras, tumultos ou explosões de violência, mas sim uma clara consciência da desesperança e do impasse. Então, começaremos a pensar: “O que devemos fazer?”. Então nos lembraremos: “Espere, uma vez ouvi algo dos Cabalistas”.
Pergunta: Sim, há um livro na minha estante, um recorte salvo e assim por diante. Então, eles vão olhar e começar a se mover em direção à correção?
Resposta: Tenho certeza disso.
Pergunta: Precisamos continuar introduzindo isso, colocando-o em prateleiras e em computadores?
Resposta: Com certeza! Não temos outra escolha.
Pergunta: Mesmo se continuarmos chegando aos mesmos resultados?
Resposta: Não importa. Se você tem um filho pequeno que está crescendo e se desenvolvendo, ainda precisa dizer a ele o que fazer e como se comportar corretamente. Você não pode simplesmente deixar para lá.
De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 03/07/25
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