Textos arquivados em ''

Até Que Todos Os Desejos Se Transformem Em Um

938.03O que faz com que as pessoas concordem em se unir em um único grupo que se dedica ao amor pelos amigos é que cada uma delas sente que possui um desejo que pode unir todas as suas visões, de modo a receber a força do amor pelos outros. Há uma famosa máxima de nossos sábios: “Assim como seus rostos diferem, suas visões diferem” (RABASH, “Faça para Si um Rav e Compre para Si um Amigo – 2”).

Pergunta: Na primeira parte desta passagem, está escrito que, a princípio, seus rostos não se parecem, e então eles se esforçam para amar o amigo. O amor dos amigos também difere de pessoa para pessoa?

Resposta: Sim, é diferente. O fato é que nossas relações uns com os outros também são diferentes. Trato uma pessoa de uma maneira, outra de uma maneira diferente e outra de uma maneira nova. Tudo isso para nos conectarmos com amigos e nos unirmos em um desejo comum.

Pergunta: Cada amigo tem seu próprio sentimento sobre o desejo comum ou é algo geral?

Resposta: No início, este é o desejo pessoal de cada um, e então ele gradualmente se conecta com outros desejos, torna-se mais geral, até que todos os desejos se transformem em um.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 19/06/25, “Vencendo a Guerra”

Desperte O Desejo De Doar

608.02Pergunta: A conexão com o Criador que podemos manter é o resultado da nossa oração por um Hissaron (deficiência)? Ou ela acontece antes mesmo da oração? Onde exatamente está a conexão com o Criador?

Resposta: Podemos nos apegar a ele mesmo antes da oração. Se não deixarmos nosso Hissaron cair, ou seja, não o deixarmos ser esquecido, e nos mantivermos constantemente conectados a ele, seremos capazes de alcançá-lo e realizá-lo.

Pergunta: Diz-se que nosso Hissaron depende de quanto sentimos a perda causada pela ausência do desejo de doar. Mas se nunca tivemos esse desejo, como podemos sentir tal perda?

Resposta: Se você quiser sentir o Hissaron, trabalhar nele, restaurar o desejo de doar, você começará a sentir essa perda. Você despertará em si o desejo de doar e desejará realizá-lo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 16/06/25, “Tudo se Obtém pelo Poder da Oração”.

Como Compomos Uma Oração Adequada?

940Pergunta: Qual é a maneira correta de compor uma oração diária? Uma opção é que seja uma oração longa e bem pensada. Ou é melhor deixar como está, com cada amigo contribuindo com uma sugestão baseada nos sentimentos da lição matinal? Você pode sugerir alguma maneira de compor uma oração em dez partes?

Resposta: Uma ou duas vezes por semana, você pode compor uma oração individual para cada pessoa e, em seguida, conversar sobre ela, comparar as orações e reuni-las em uma única forma, com um único objetivo. Isso pode gerar progresso.

Pergunta: O que significa oração individual? Para que possamos comparar e analisar depois?

Resposta: Não importa. Faça o máximo que puder. Não é assustador. Em alguns dias, retornaremos à conexão de nossas ondas, de nossos corações, e conversaremos sobre isso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 16/06/25, “Tudo se Obtém pelo Poder da Oração”.

Nossa Tarefa É Derrotar A Inclinação Ao Mal

558Pergunta: Falamos constantemente sobre a guerra contra a inclinação ao mal, e nossa tarefa é vencer. Mas, ao mesmo tempo, entendemos claramente que, sem a inclinação ao mal, não podemos construir a linha direita.

Onde estão os limites da palavra “derrota” se não podemos avançar sem a inclinação ao mal?

Resposta: Não podemos avançar sem a inclinação ao mal porque nosso avanço consiste em ganhar cada vez mais força para governá-la.

É por isso que devemos fazer todo o possível pelo bem desse vencedor: acordar, dormir e nos elevar constantemente ao longo do dia.

Além disso, deve haver apoio mútuo no grupo, a certeza de que nos apoiamos mutuamente. É assim que precisamos avançar até que o Criador concorde em nos dar uma inclinação ao bem para combater o nosso egoísmo. Então, por meio dessa inclinação ao bem, começaremos a ver o mundo inteiro.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 19/06/25, “Vencendo a Guerra”

Mude Sua Atitude Em Relação Ao Criador

237Seja qual for a forma como abordamos a sociedade com nossas ideias, seremos forçados a fazê-lo de tal maneira que fique claro para a pessoa que, de acordo com seu desenvolvimento, ela deve mudar sua atitude em relação ao Criador.

E na medida em que for capaz, estará imersa na mudança de atitude, e na medida em que não for capaz, estará imersa não na atitude em si, em sua forma pura, mas no trabalho físico, que será a expressão dessa atitude: construir, fazer, participar. Isso é tudo.

Essencialmente, esconde-se dela que, por meio de suas ações físicas, ela também põe forças em movimento e não faz algo que exista dentro da estrutura deste mundo. No fim das contas, é apenas uma questão de ocultação. Digamos que eu lhe traga um presente, e esteja claro para nós que esse presente deveria ser algum tipo de objeto, e eu não sou capaz de mais; afinal, é possível que eu não esteja participando disso com o meu coração.

Está oculto para nós que dentro deste presente, dentro desta atitude, existe uma ação superior, e nesses níveis elevados em que existimos, isso já se manifesta na forma de forças e intenções. Mas não posso chegar à sociedade e dizer: “Existimos num mundo de forças e intenções. Com a ajuda delas, colocamos a realidade em movimento, e não por meio de ações materiais. O material não faz nada e não significa nada”.

Não posso me dirigir ao público em geral desta forma, mas, como chegamos a ele com uma explicação adequada, gradualmente mais e mais pessoas (e através do sofrimento também) perceberão que algo está acontecendo para o qual não têm resposta. Mesmo assim, sofremos, e há algo nisso.

Quando as pessoas se sentem mal, de repente se lembram da existência do “mau-olhado” e de que alguém pensa mal delas; caso contrário, por que nada está dando certo para elas? Quanto mais a pessoa se aprofunda nisso, mais sente que existem forças, e que são essas forças que estão agindo, e não o material.

Além disso, virão pessoas que, de alguma forma, participarão das ações de elevar MAN (orações por correção) na forma correta, com a vestimenta correta em relação à força superior. Não há escolha. O mundo chegará a isso.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá, 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Dupla Proteção

258Uma Mitzva protege e salva enquanto praticada. A Torá protege e salva tanto quando praticada quanto quando não praticada (Baal HaSulam, Shamati 6, “O que é Apoio na Torá, no trabalho?”).

Nós existimos na luz superior, na qual não há absolutamente nenhuma mudança; ao contrário, todas as mudanças ocorrem apenas dentro de nós. O progresso de uma pessoa depende inteiramente de quanto ela consegue despertar para a luz superior por meio de vários meios.

Ou seja, o progresso é possível através do ambiente. Se ela puder começar a sentir o que um amigo sente, poderá experimentar constantemente a bondade. Como está escrito: “Amar o próximo como a si mesmo é uma grande regra na Torá”, porque através disso, a pessoa alcança a Torá, ou seja, a luz superior. Então, não importa se ela mesma realiza certas ações ou não, essa luz brilhará sobre ela e a apoiará.

Existem dois estados espirituais de uma pessoa em relação à Luz: 1) Torá e 2) Mitzva (mandamento).

A Torá se refere ao estado que uma pessoa atingiu atualmente, em geral, com todo o sistema da alma através do qual ela recebe a luz.

Mitzva se refere a trabalhar na correção do estado pessoal examinando-o e pedindo à luz que transforme o desejo egoísta em altruísta.

Da combinação desses dois estados surgem quatro oportunidades possíveis, quer a pessoa esteja realizando uma Mitzva ou não e quer esteja envolvida na Torá ou não.

Pode ser que uma pessoa não esteja cumprindo uma Mitzva no momento, o que significa que não consegue receber sua luz pessoal: não está inspirada, não está em ascensão e não aspira à correção e ao Criador. Mas a iluminação geral, chamada Torá, ainda brilha sobre ela e, nesse caso, é, obviamente, mais significativa do que a Mitzva, que naquele momento não brilha sobre ela.

Ou o oposto pode ser verdadeiro: ela está atualmente cumprindo uma Mitzva, trabalhando com sua Luz individual. Então, se ela tem ou não a luz da Torá é menos importante, porque a Mitzva brilha tão fortemente que a preenche por completo.

Em outras palavras, uma pessoa tem dois apoios — a Torá ou a Mitzva. Mas se não tiver nenhum, se nenhuma dessas duas iluminações brilhar sobre ela, ela se desapega completamente do sentimento da espiritualidade.

Quando lhe falta a Mitzva (compromisso pessoal), mas ainda recebe um pouco de luz, chamada Torá, ela se considera perversa. Mas quando seu próprio desejo de obter correção surge, quando ela cumpre uma Mitzva, ela começa a justificar o Criador, mesmo pelos estados negativos, e os corrige. Então, ela é chamada de justa.

A partir disso, devemos compreender o princípio fundamental da sabedoria da Cabalá: tudo é avaliado unicamente em relação à pessoa, ao ser criado, pois a própria luz permanece em repouso absoluto. Como estamos integrados ao sistema comum, recebemos dele uma iluminação comum, por meio de nossa conexão passiva com os outros. Essa iluminação comum é o que chamamos de Torá.

Além disso, há a luz pessoal, que surge por meio da nossa conexão ativa com o sistema e da troca de estados e correções internas. Isso se chama Mitzva.

Por meio desses dois processos, nos quais a pessoa tenta se envolver constantemente, ela avança espiritualmente, e é por isso que eles são chamados de ajuda, de apoio, que a Torá (luz) dá no trabalho.

Da Lição Diária de Cabalá 02/05/11, Escritos do Baal HaSulam, “O Que é Apoio na Torá, no Trabalho?”