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A Base Para A Unidade Do Povo De Israel

267.02Pergunta: Qual é a base para a unidade do povo de Israel?

Resposta: Em primeiro lugar, as pessoas sentem, em um nível animalesco, que o mundo inteiro as odeia. Portanto, devemos explicar que o mundo inteiro as odeia porque o Criador está descontente com elas, que Ele está por trás de todas as nações do mundo e as trata dessa maneira. Devemos explicar que Ele não gosta delas em seu estado atual. Elas são o povo de Israel. A ênfase principal deve ser nisso.

Para o mundo, a explicação deve ser um pouco diferente, sobre qual é a verdadeira razão do seu sofrimento e a saída. Nesse caso, a explicação deve ser mais geral.

No que diz respeito a Israel, a explicação é mais simples. Eles têm um problema direto com o Criador. Não se esforçam para se unir a Ele; esta é a fonte do problema.

Em relação ao mundo, o problema é duplo. Cada vez que recebem um golpe, Israel não se corrige e não recebe a abundância do Criador.

Aqui, a explicação deve ser mais moderada, com a abordagem correta, para que não seja distorcida e se transforme em um antissemitismo ainda maior, o que não só não ajudará, como também dificultará o desenvolvimento correto, e então nem nós nem o mundo inteiro seremos dignos do bem. A explicação deve ser abrangente. A razão e a solução devem ser explicadas com muita clareza para que não possam ser interpretadas de forma diferente.

Ou seja, a explicação deve ser abrangente e verdadeira. Não é fácil.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam “O Arvut (Garantia Mútua)”

Como Explicar A Lei Do Universo

269Como se pode explicar racionalmente a lei geral do universo? A partir de duas direções. A primeira é a do lado humano e social da vida. Aqui, podemos contar com cientistas e filósofos de todos os tipos, que chegam a conclusões semelhantes por meio de suas pesquisas.

Eles chegam a resultados muito próximos da ideia de que existe uma força superior no mundo que possui razão e livre-arbítrio, e que há mudanças individuais em relação a nós que dependem exclusivamente dela. Ou seja, não se trata de uma natureza cega, mas sim de algo chamado de pensamento superior.

Os cientistas descobrem isso até mesmo através do estudo da natureza. Eu os entendo muito bem nisso porque, de certa forma, eu também vim dessa direção.

Da nossa parte, devemos, na medida do possível, explicar a sabedoria da Cabalá e purificá-la de todo o lixo que a ela se prendeu. Devemos, na medida do possível, apontar às pessoas o que está escrito nas fontes verdadeiras e antigas. Ninguém as desconsideraria. Elas podem ser temidas, mas ninguém as descarta completamente.

Seria bom se conseguíssemos apresentar essas fontes de tal forma que, além de citações diretas, também fornecêssemos uma explicação muito simples e fácil, que pudesse ser absorvida por qualquer pessoa de forma rápida e sem esforço.

Deve ser algo que seja compreendido instantaneamente, mesmo por uma pessoa com pouco entendimento. Afinal, as pessoas hoje em dia não têm tempo, não conseguem permanecer imersas em um pensamento por mais de alguns segundos e seu nível de percepção é muito limitado.

O que significa “rápido e fácil”? Significa o mais próximo possível de seus Kelim (vasos), de acordo com a lei da equivalência de forma. Deve ser assim: para que percebam uma ideia, pouco esforço é necessário; cada vez que precisam se esforçar ou superar algo para apreender a ideia, esse esforço é muito pequeno, um leve reflexo, e elas a captaram e, com um pouco de reflexão, a absorveram.

Exatamente assim. Basta um pequeno esforço, e o que eu pretendia transmitir já está nelas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá de 14/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Uma Nação Contraditória

963.5Pergunta: Se nos dirigirmos ao público em geral, precisaremos levantar o tópico do grupo e mostrar que é um conceito muito mais geral?

Resposta: Acho que o tema do grupo é, na verdade, muito fácil de explicar ao público. Afinal, o povo de Israel não é uma nação no sentido usual da palavra.

Em sua fundação, é um grupo de Cabalistas estabelecido por Abraão. A nação existe como um grupo, em responsabilidade coletiva, em relações de igualdade por nascimento, sempre com uma atitude de desprezo em relação ao dinheiro e às honrarias.

Ao longo de todas as gerações, os valores da nação eram espirituais. Se somarmos a isso o antissemitismo e o ódio generalizado do mundo, fica claro que, tanto do lado do bem — o lado espiritual — quanto do lado do mal — o lado corpóreo, a nação inteira é impelida por duas direções para existir como um grupo.

Portanto, essa abordagem, quando falamos sobre nós mesmos e incluímos toda a nação nesse processo como um grupo, é muito positiva e realmente repercute.

No coração de cada pessoa, existe algo raramente encontrado em outras nações: um sentimento de dependência mútua. Ao mesmo tempo, a nação está dividida em facções que se tratam de maneiras extremas, com ódio, com inveja, algo não visto em outras nações.

Uma nação pode ser dividida em várias religiões ou partes que nem sequer interagem, mas que se permitem a coexistência. Mas aqui, esse não é o caso. Não há tolerância para a divisão dentro da nação em facções.

Precisamos explicar que, na verdade, é isso que traz todo o mal que existe, que somos todos responsáveis uns pelos outros “como um homem com um coração”. As pessoas já têm uma certa prontidão para isso: elas entendem que isso é prejudicial, mesmo em um nível corporal, e também podem vir a perceber que, espiritualmente, isso é prejudicial.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Tornem-se Pais Espirituais

963.5Pergunta: Como pode haver uma ação completamente interior se não há cálculo, fundamento ou conhecimento? O que resta de uma ação que não tem propósito que eu possa imaginar, nem resultado que eu possa sentir?

Resposta: Quando damos à luz nossos filhos, entendemos que eles não são capazes de nada, que não podem fazer nada. Simplesmente precisamos apoiá-los, educá-los e enchê-los de conhecimento e alimento. Em geral, queremos dar a eles tudo o que podemos. É o nosso instinto.

O mesmo se aplica à ciência da Cabalá. Assim que nos tornamos aptos a ser pais, isto é, a gerar novos Kelim, as conexões entre eles, e a elevá-los o máximo possível ao nível de conexão com o Criador, nós o fazemos. Então, sentimos como o Criador nos ajuda. Toda a nossa conexão se torna apenas por Sua causa.

Pergunta: O que significa gerar novos Kelim?

Resposta: Significa sentir o surgimento de uma conexão com o Criador que não tínhamos antes. E assim subimos a escada.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá de 15/06/25, “Tudo é Obtido pelo Poder da Oração”

Processo Racional

88Pergunta: Há algum cientista conhecido hoje que afirma em suas pesquisas que a força superior existe?

Resposta: Existem muitos cientistas assim. Mantemos contato com eles e tentamos mostrar como, por meio da pesquisa da natureza e do mundo interior do homem, chegamos ao mesmo resultado: que existe uma força superior acima de nós, com certas propriedades, que aparentemente tem um propósito específico em relação a nós, e devemos verificar nossas reações a ela.

E o que está acontecendo conosco agora está acontecendo porque não temos a conexão correta com essa força e porque não cumprimos as leis estabelecidas por ela na natureza.

Hoje, há pessoas suficientes no mundo com educação, títulos e status tanto na sociedade quanto na ciência que podem afirmar isso de uma forma que possa ser ouvida.

Por outro lado, nós, que nos dedicamos à ciência da Cabalá, podemos acrescentar algo a tudo o que eles disseram. Podemos acrescentar a confirmação da Cabalá a todas as suas descobertas na física quântica, no estudo das formas biológicas de vida ou no estudo da natureza psicológica do homem. A Cabalá explica por que isso acontece em todos os níveis da natureza: inanimado, vegetativo e animado. A Cabalá acrescenta explicações a eles e em oposição a eles. Dessa forma, esclarecemos as coisas de tal forma que elas se tornem fáceis e convincentes para o público em geral.

Isto vem do lado humano. Mas, do lado da força superior, como ainda não cumprimos a sua vontade, é claro que enfrentamos estados ainda piores pela frente. Pois é sabido que os golpes purificam a pessoa, e ela se torna sensível o suficiente para entender e ouvir que esses golpes dependem de algo que ela não compreende e para o qual não vê razão. E como ela quer se livrar deles, ela desejará encontrar a causa, mesmo que ela esteja oculta.

Assim, chegamos a um certo estágio em que explicamos, com cientistas e especialistas que de fato serão capazes de apresentar nossa explicação, os “meios para evitar golpes”. Por outro lado, a sociedade já se encontra em um estado em que deseja ouvir: “Não importa qual seja a solução; apenas a dê!”. É como um doente que exige remédio apenas para se livrar do problema. Este processo é muito racional.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá, 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Combine Duas Forças

232.06Pergunta: Onde está o limite entre o fato de que preciso me esforçar e o momento em que não posso mais fazer nada além de permanecer em silêncio e esperar? Como isso pode ser sentido na prática?

Resposta: Onde fica esse limite? A pessoa precisa senti-lo por si mesma. Não há instruções baseadas em instrumentos ou indicadores.

O espaço espiritual consiste apenas nas forças que nos são reveladas. E devemos navegá-lo de tal forma que sempre sintamos que podemos confiar na força única e principal do Criador, de um lado, e na força egoísta, do nosso lado, que negamos em seu uso e desejamos, tanto quanto possível, combinar com a força de doação do Criador.

Da Lição Diária de Cabalá de 14/06/25, “Tudo é Obtido pelo Poder da Oração”