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À Vontade…

Pergunta: Você já disse muitas vezes que a pessoa estuda, digamos, há dez anos, mas ainda não consegue aderir ao grupo, tornando-se um embrião espiritual. Então o que acontece durante este tempo, o ego simplesmente cresce?

Resposta: Quando uma pessoa realmente adere ao centro do grupo e se torna um embrião espiritual, ela começa a se sentir como se ela existisse no mundo espiritual, à sua plena capacidade. Exatamente como em nosso mundo, um embrião, que se encontra no ventre de sua mãe, alcança a mesma coisa, pois tudo o que está acontecendo no corpo dela, na verdade, destina-se apenas para ele.

Um embrião espiritual é um estado que não é simples e é um estado muito elevado, a partir do qual todo o nível espiritual começa.

Suponha que, dez anos de estudos passou para alguém e ele ainda não se tornou um embrião espiritual, isto é, ele não conseguiu anular-se em direção ao grupo. E não importa o quanto nós dissermos a ele sobre isto, não importa o quanto ele mesmo lê na fonte, ele não pode fazer nada com isso, porque ele não está participando fisicamente no trabalho do grupo. Ele é arrogante, separado disto

Nós estamos em um mundo especial, no qual até mesmo todas as nossas ações físicas convidam resultados espirituais, não posso amar os amigos, eu os odeio, mas apesar de tudo isso, eu ainda me forço a sentar-me com eles, sorrir para eles, abordá-los através de algum tipo de ação externa, com a esperança de que isso vai me mudar, e isso realmente me mudará. Se uma pessoa não faz isso, então é muito ruim, mesmo depois de dez anos, ela continuará a ser a mesma.

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A partir da Convenção Virtual de Moscou “Unidade Sem Limites” Segundo dia, 14/12/13, Lição # 2

Uma Ferramenta Para Detectar O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos estabelecer a mesma atitude para O Livro do Zohar como a atitude que estamos a tentar estabelecer nos nossos workshops? A questão é que na educação integral subitamente sentimos que carecemos de uma fonte e que se acrescentássemos O Livro do Zohar ao workshop isso nos elevaria a um novo nível …

Resposta: Isso vai acontecer. Devemos ver O Livro do Zohar como o adaptador entre o Criador e nós. O Criador insere este livro em nós, o livro abre e edifica-nos, e com sua ajuda ele é revelado.

O Livro do Zohar é uma ferramenta. Ele não é um livro no sentido vulgar, mas uma reunião de meios para descobrir o Criador no ser criado.

Mas o livro pode ser revelado somente num grupo que está pronto. O Zohar constrói-nos, mas deve haver a preparação certa para O Livro do Zohar começar a operar.

Pergunta: Há uma certa ilusão quando se senta à frente do livro e não num círculo de amigos que o estudo de O Zohar é um estudo individual. Como podemos superar isto em prol de sentir que estamos num círculo ao redor de O Livro do Zohar com o inteiro vaso global?

Resposta: Deves falar sobre isso antes da aula. Isto é chamado uma intenção antes do estudo e também durante o estudo. Isso tem de vir de dentro. Tanto as Luzes como os vasos são clarificados do interior. Nenhum conselho externo ajudará aqui. Isto está claro.

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Da 2ª parte da Aula Diária de Cabala 01/06/14O Livro do Zohar — Excertos Selectos, Parashá, “VaYikahel

 

A Zona Neutra

Pergunta: Conexão é alcançada pela anulação total de cada indivíduo a completo zero. Mas qual é a diferença entre isto e a psicologia vulgar?

Resposta: A diferença é muito simples: perante quem nos anulamos a nós mesmos? Eu anulo-me a mim mesmo perante os outros e eles se anulam a si mesmos perante mim, mas e depois? Esta é a condição para revelar a força da Luz.

A auto-anulação de todos perante todos os outros cria um ponto neutro no centro do círculo no qual não há forças egoistas que operem. Este é o ponto do nosso desejo mútuo geral, uma vez que nos conectamos e neutralizamos o nosso ego. Estabelecemos a nova realidade neste ponto, um novo espaço no qual descobrimos a força superior.

 

Todos os nossos desejos estão concentrados no centro do círculo no qual há a força do desejo, conexão, auto-anulação, união e garantia mútua. Por outro lado, diz-se que não há um lugar vazio e que há sempre uma certa qualidade, uma certa força. Mas aqui no centro, não há nada.

Um lugar chamado desejo. Aqui o nosso desejo colectivo está concentrado, mas é como se estivesse anulado, dado que nenhum de nós quer usar o seu próprio desejo, e só quer doar sobre os outros. Assim criamos um novo lugar especial numa dimensão diferente, numa altura diferente.

Começamos de Malchut, e então Zeir Anpin, Biná, Chochmá, até que alcançamos Keter, a ponta daYod. Isto significa que a partir de dez esforços que fizemos (Yod significa o numero 10 em hebraico), alcançamos a ponta da Yod, na qual o Criador é revelado. Esta é a essência do centro do grupo, no qual construímos um novo espaço, uma nova dimensão com atributos especiais pelos nossos esforços e nossa anulação. É aqui que a força superior pode ser revelada.

Então somente após a quebra e a correcção recebemos um meio, um vaso, no qual o Criador é revelado. Caso contrário é impossível o revelar dado que não temos um sensor para o detectar, nenhum sentido natural para o sentir. Ele parece somente quando o estabilizamos desta maneira: Todos somos egoístas, mas queremos nos elevar acima do nosso ego e nos anular a nós mesmos perante todos os outros. Queremos tudo isso em prol de nos assemelharmos ao Criador, queremos adquirir a Sua forma e Seus atributos de modo a nos assemelharmos a Ele.

Assim, criamos um novo estado no centro do grupo chamado um ventre, Shechiná. Somente pela nossa anulação mútua podemos criar  o novo espaço com os novos atributos numa nova dimensão que não existia anteriormente em Malchut de Ein Sof (Infinito). Este espaço para a revelação do Criador aparece somente agora graças aos nossos esforços.

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Da 1ª parte da Aula Diária de Cabala 01/02/14, Lição sobre o Tópico: “9 Degraus”

Graus De Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanTudo o que precisamos é seguir a condição da garantia mútua entre nós. A partir do momento que começamos a observá-la e à extensão da nossa complacência a ela, começamos a aproximar-nos da meta. Todos os 125 degraus da escada espiritual, do mundo de Assiya ao mundo do Infinito, são os níveis da nossa garantia mútua, da nossa crescente conexão mais forte uns com os outros.

Nossa entrada no primeiro degrau, o primeiro nível espiritual, depende inteiramente de nós alcançarmos a garantia mútua como no Monte Sinai. A Doação da Torá vem do Alto, e a garantia mútua tem de vir de baixo, de nós. Então, o “despertar do Alto” e o “despertar de baixo” ocorrem juntos, e o Criador e a criatura começam a aproximar-se. O Criador aproxima-se das Suas criações e a criação avança para o Criador até que se fundem num que é chamado o estado da Correcção Final (Gmar Tikkun).

Desta forma, nossa tarefa é alcançar garantia mútua. Se queremos a Luz que Reforma, ou seja, a Torá nos influencie, temos de saber que ela se manifesta a si mesma somente ao grau de garantia mútua entre nós.

Até que comecemos a criar pressão interna para nos tornarmos parte uns dos outros, nos conectarmos e alcançarmos a garantia mútua, a Luz não começará a nos influenciar e corrigir. A Luz modifica somente o nosso desejo de conectar e alcançar o estado de garantia mútua à extensão que a procuramos.

Tudo o que precisamos e tentar e esforçar. Isto é chamado uma “oração,” um desejo, uma exigência, um pedido para alcançar uma conexão especial que é chamada “garantia mútua.” Quanto mais queremos nos aproximar uns dos outros, mais fortemente sentiremos que somos incapazes de alcançar união.

A Luz influencia-nos com o seu lado oposto: ela dá-nos um desejo inicial, uma chance que é chamada “colocar nossa mão no bom destino e nos direccionar a o tomar.” Ela dá-nos as ferramentas: um professor, livros e puxa-nos para nos conectarmos.

Ao mesmo tempo, a Luz repulsa-nos uns dos outros ao criar uma tensão entre nós. Por um lado, é nos dito que nos temos de conectar, mesmo que não nos seja atractivo, temos de brincar como se nos tentássemos unir. Somente se um grupo compreende este princípio e entende que este passo é essencial, ele pode avançar.

Isso leva tempo. Por vezes leva-nos anos a considerar esta condição como um pré-requisito sério. Ela é a condição mais dura uma vez que é oposta à nossa natureza. Se nos reunirmos ao redor da noção de “garantia mútua,” isso significa que finalmente apanhámos a extremidade da corda, o ponto final de um feixe que está espalhado do mundo do Infinito a este mundo.

Estamos a começar a perceber que somente através da nossa conexão e ao grau de alcançarmos garantia mútua podemos prolongar a um vaso espiritual no qual eventualmente revelaremos o mundo superior, eternidade, e o Criador. Todas estas coisas se revelam aqui e agora, nesta vida.
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Da 1ª parte da Aula Diária de Cabala 12/31/13, Preparação para a Convenção

 

O Poder Do Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Porque lemos O Livro do Zohar?

Resposta: Nós usamos-o como um meio de avanço espiritual no grupo.

Antes de mais, desejos receptores manifestam-se a si mesmos num certo grupo de pessoas. Desejos descretos, quebrados, consideram-se uns aos outros na sua forma física, isso permite-os estabelecer um primeiro contacto. Eles reunem-se num grupo e estudam O Livro do Zohar.

Um desejo quebrado como que “aspira” a aqueles que estão mais alto. Estudos comuns e exploração conjunta correcta do nível superior sob a orientação de um professor desencadeia maiores mudanças nos amigos. Eles tentam obter vasos de uma linha recta, então, a Luz sai dos círculos e vai para o vazio dos seus desejos de longe na forma da Luz Circundante até que eles se transformem numa linha recta.

Isto, na realidade, é o propósito dos nossos estudos. Quando acontece, estudaremos os mesmos textos e Luzes que transitam de estados externos para internos e tornam os vasos circulares em vasos de linha recta nos nossos vasos modificados e corrigidos.

Assim, O Livro do Zohar é um remédio especial que usamos sem ter uma ideia clara exactamente de como ele nos influencia. Contudo, isto não é importante, uma vez que ele ainda funciona.

Pergunta: Porque é o Zohar mais poderoso neste contexto que a Torá?

Resposta: O Livro do Zohar é mais forte que a Torá porque o seu estilo e forma são devidos ao período que se seguiu à destruição do Templo.

Antes, o povo de Israel estava no nível de Mochin de Chayia, ou seja, no seu fim da correcção pessoal. Então, eles cairam desta altura para ocultação. Como resultado, os Cabalistas estavam no estado quebrado de todos e ao mesmo tempo, eles subiram acima de todos. Eles rendem esta diferença entre as duas “extremidades” da realidade, entre o mundo do Infinito e o nosso mundo. Os filhos de Israel cairam no fundo, no mais duro egoísmo, enquanto os Cabalistas do grupo de Rabbi Shimon estavam topo. Como consequência, a diferença entre eles e o povo de Israel prolongou-se de menos infinito a mais Infinito.

Mais tarde, durante o exílio até à sua conclusão completa, os vasos do povo de Israel tinham de se misturar com outras nações e trazer centelhas espirituais a elas.

A Torá é diferente. Moisés escreveu o Pentateuco do nível do fim da correcção. Ele estava acima de todos os outros, contudo, o resto da nação não estava no mesmo estado que ele nessa altura. O povo tinha acabado de sair do Egipto, o estado chamado “Egipto” ainda não é a quebra. No “Egipto,” um simplesmente revela o seu pequeno estado, não a destruição inteira durante a qual a santidade se mistura com a impureza, a “agita,” assim deixando as pessoas corrigirem os seus defeitos e “inchaços como com levedura.” Devido ao facto de que o povo não alcançou este estado, Moisés não podia revelar e explicar o processo inteiro da correcção no Pentateuco. Ele só revelou o que tinha acontecido até então.

Em geral, cada degrau inclui todos os outros. Uma parte e o todo são iguais. É por isso que a Torá, é claro, contém tudo, mas, ela é apresentada de uma maneira que é impossível usar para na completa medida para a correcção das almas. Um não consegue extrair a Luz que Reforma almas quebradas do Pentateuco, uma vez que o êxodo do Egipto ocorreu antes da quebra. Somente uma pequena parte dela foi revelada na Antiga Babilónia, isso permitiu conectar os “antepassados” (GAR), um fardo dos seus corações, e então dar à luz aos “filhos” (as tribos de Israel) depois do êxodo do Egipto ter tomado lugar. As eras dos dois Templos e o último exílio sucedeu-se a estes eventos.

Assim, O Livro do Zohar está escrito de um estado totalmente diferente sendo a máxima diferença entre a altura de cento e vinte e cinco degraus e a quebra final dos filhos de Israel. Não entremos em detalhes e condições espirituais dessa época. Tudo o que importa agora é que este livro corresponde completamente a o que está embutido na natureza.
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Da 4ª parte da Aula Diária de Cabala 12/19/13Escritos de Baal HaSulam

 

O Que Mudou Em Mim É O Que Me Preenche

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar “, Item 9: E a única diferença entre as almas e Sua essência é que as almas são uma parte de sua essência (Atzmuto).

Isto significa que a quantidade de Luz que elas recebem no seu Kli, sendo o desejo de receber, já está separada do Criador …Assim, a única diferença entre elas é que uma é um “todo” e a outra é uma “parte”, como uma pedra que é esculpida numa montanha.

Aqui, sem depender do nosso nível atual, nos deparamos com algo que nos diferencia de sua essência (Atzmuto). Nós tomamos a “substância”, que significa o desejo de receber, e vestimos a forma da substância. Isto é, nesta o desejo de receber reage à Sua essência, que recebe um tipo de forma. Mas essa forma também é substância e não o preenchimento no sentido usual da palavra.

Nós podemos derramar a água de uma garrafa num copo e assim, em vez da forma da garrafa, a água toma a forma do copo. Mas essa mudança só acontece no mundo da nossa imaginação, e na verdade não existe, porque não há nenhuma mudança fundamental na essência do material em si.

Na espiritualidade, isso se refere ao desejo de receber, onde a sua mudança é o seu preenchimento. Nós damos nomes aos vasos e as Luzes que são estendidas no Partzuf. Cada nome é uma estrutura composta por quatro letras, HaVaYaH (Yod-Hey-Vav-Hey), ou seja, as quatro fases que aprendemos.

Em continuação, tudo depende do nível que essas fases são encontradas, como elas são mutuamente divididas e conectadas, que forma elas recebem da Luz infinita. Neste mundo do Infinito encontra-se algum tipo de percepção da realidade, o desejo de receber, que é distorcido e curvado, mudado de uma maneira particular pela Luz.

Desta forma, a substância do desejo sempre permanece e ele tem essa forma ou outra que recebe da Luz. As formas são divididas em quatro formas gerais: inanimada, vegetal, animal e falante, no sentido espiritual, mas também obtém todos os tipos de tamanhos e personagens em todos os tipos de formas de relacionamentos.

Portanto, a Luz influencia o desejo em todas as possíveis estruturas de HaVaYaH que são encontradas no sistema geral e o desejo assume algum tipo de forma. E nós estamos falando sobre esse objeto, sobre a substância e sobre a forma de vestimenta da substância. Esta forma pode ser Klipa (impureza) ou Kedusha (santidade). Mas a substância permanece a mesma substância, o desejo de receber.

A pergunta é feita: Por que chamamos a forma de “Luz”? Porque eu recebo as mudanças de alguma causa que me influencia. E de acordo com as mudanças em mim, eu posso me tornar progressivamente consciente disso. Basicamente, eu me torno consciente apenas da relação para comigo. Esta é a razão que do Criador ser chamado de: “Venha e veja” (Bo Re). Só eu posso ver, perceber isso, e ninguém mais, e eu percebo a forma vestindo a substância. O Criador “veste” a criatura e isso torna possível para eu chamá-lo do Criador. Pois, desta forma, eu posso senti-Lo, entrar em contato com Ele. Ele me deu a minha forma.

De acordo com isso: “De suas ações O conheceremos”. “Suas ações” sou eu. E com o que você faz comigo, eu me dou conta de Você. Só desta forma é alcançada a realização espiritual. Todo o resto é filosofia e está errado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/13, Escritos do Baal HaSulam

Demência: A Praga Do Século XXI

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da France24): “Ministros da Saúde do G8 reuniram-se em Londres na quarta-feira para enfrentar o que os especialistas alertam ser uma bomba-relógio da demência, com casos definidos a aumentar na medida que a população mundial envelhece.

“Os ministros do Grupo dos Oito países ricos se reuniram para a sua primeira conferência sobre a doença incurável, que atinge cerca de 44 milhões de pessoas em todo o mundo – a maioria delas idosas.

“Eles esperam que através da formação de uma frente comum, a cúpula provoque a virada na luta contra a doença.

“Sofredores de demência, dos quais a doença de Alzheimer é a forma mais comum, muitas vezes acabam necessitando de cuidados em tempo integral, uma vez que ela ataca a sua memória, raciocínio e outras funções cerebrais.

“A Alzheimer’s Disease International alertou em um relatório na semana passada que o número de doentes está prestes a crescer, triplicando para 135 milhões em 2050, enquanto a expectativa de vida aumenta em todo o mundo.

“Lidar com demência custa ao mundo cerca de 604 bilhões de dólares (440 bilhões de euros) em 2010, segundo a Organização Mundial de Saúde.

“O comissário de saúde da União Europeia, Tonio Borg, anunciou um orçamento de 1,2 bilhão de euros para a pesquisa em saúde em 2014-2015, incluindo a demência e doenças neurodegenerativas.

“A demência provoca alterações de humor e problemas com o raciocínio e a comunicação, bem como a perda de memória.

“A maioria dos tipos ficam cada vez piores e não podem ser curados. Medicação e terapia são usados ​​para aliviar os sintomas. …

“‘Como a expectativa de vida aumenta, a nossa geração tem um desafio único: será que esses anos extras no final de nossas vidas serão aqueles que poderemos olhar para a frente com antecipação – ou vão ser aqueles que acabamos temendo?’, disse ministro da saúde britânico, Jeremy Hunt.

“Um em cada três de nós vai ter demência. E se não fizermos melhor, para um em três esses anos posteriores poderiam ser de agonia, desgosto e desespero – e não apenas para aqueles de nós com a condição, mas para as nossas famílias, amigos e entes queridos também”.

Meu Comentário: A natureza é um sistema global, integrado, fechado, e se quisermos receber dela mais do que é suposto para a existência racional, nós pagamos por isso com outra coisa. Só trazendo-nos à forma integral – com um consumo racional em vez de um consumo voraz, e com boas conexões entre si – vamos trazer todo o sistema de criação ao equilíbrio e erradicar o problema de todas as doenças.

A Imperceptível Suavidade Da Nossa Existência

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que devemos tentar mudar a forma dos novos desejos?

Resposta: Claro, afinal de contas, nós temos que nos assemelhar ao Criador. Se eu me assemelhar ao Criador, eu vou ser chamado de ser humano (Adam) o que significa que sou semelhante (Domeh) ao Criador. Este é todo o meu trabalho.

Mas como eu posso me assemelhar a Ele? Afinal, eu não O conheço. “Traga-me uma estátua, uma imagem, e assim serei capaz…” e daí?

Na verdade, eu tenho que olhar para a Sua forma. Para fazê-lo, eu devo primeiro suavizar minha matéria (o meu desejo) de modo que esteja pronta para as mudanças.

Mas o nosso ego é tão duro como uma rocha. Como eu posso suavizá-lo?

Primeiro eu tenho que restringi-Lo (Tzimtzum), ascender acima do desejo egoísta e constantemente estar acima dele, e, depois, atrair a Luz de Hassadim. A forma da matéria é realmente chamada Luz. A matéria torna-se flexível, elástica, como plasticina ou algodão. O tamanho, a suavidade e a flexibilidade da matéria chama-se o nível de Hassadim.

“Faça o que quiser de mim, na medida em que eu estou pronto e que eu posso”, o que é chamado de Hassadim, e este é o nível eu preciso chegar primeiro.

Nós entendemos que isso só é possível com a ajuda do ambiente. Nele, eu gradualmente vou sair de mim mesmo e experimentar um profundo relaxamento e liberdade do meu desejo, apenas para adquirir a capacidade de me dedicar ao grupo. Então eu passo por todos os níveis de flexibilidade acima do ego em constante crescimento. Isso significa que eu não sou uma partição ou um obstáculo no caminho da Luz. Eu me assemelho ao Criador, a quem não vemos ou sentimos, e que não Se revela de forma alguma.

Nós chamamos isso: “Não faças aos seus amigos o que é odioso a você”. Mas de um jeito ou de outro, a essência da correção é me transformar em matéria flexível no nível superior, a qual é tão flexível que não há nada como isso em nosso mundo. Aqui nós temos que encontrar alguma resistência, alguma reação, a fim de sentir alguma coisa. Na espiritualidade, porém, eu chego a uma total falta de resposta. Eu não sou sequer borracha ou algodão, e não algo que é ainda mais suave. Eu sou tão leve que mal sentia.

Esta grande suavidade da minha matéria, do meu Aviut (espessura), permite-me sentir a forma do Criador. Isso significa que toda forma corrigida que está vestida em mim, na minha matéria, e me permite conhecer o Criador.

Porém, como exatamente eu conheço o Criador? Afinal, eu constantemente me torno mais suave e macio, como se eu não existisse.

A questão é que esse desaparecimento faz parte da minha forma egoísta anterior. Na medida em que eu trabalho em minha forma egoísta e a torno tão suave quanto possível, eu alcanço o Criador. Tudo é atingido pela oposição de duas formas. É na conexão entre dois opostos e no esclarecimento entre eles que eu começo a sentir o Seu pensamento, o pensamento da criação. Ele criou um contraste para que eu existisse, e eu sigo essa oposição ao Criador. Eu vou começar a atingir seu Sentimento, a Sua mente, e Seu plano, Sua linha de pensamento, de acordo com a maneira que Ele me criou.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/13, Escritos do Baal HaSulam

Ficar Ou Não Ficar Juntos, Eis A Questão

Dr. Michael LaitmanHá uma luta constante no grupo: ficar ou não ficar juntos. Um membro pode estar num estado de ascensão e outro num estado de descida, e um influencia o outro mutuamente. Mas nós temos que nos manter conectados, reforçar e fortalecer essa conexão não importa como, apesar de todos os obstáculos, sejam internos ou externos, que compõem a “carne” do próximo nível.

Os obstáculos externos vêm de pessoas que estão perto ou distantes de nós e do mundo inteiro. Em geral, trata-se de tudo o que acontece nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza e os seres humanos. Tudo isso age em nós como nossos vasos externos, e tudo pertence a nós.

Para aderir ao nosso ponto no coração, nós tiramos os nossos trajes, a carne, as nossas características individuais e deixamos apenas os simples pontos no coração, ignorando qualquer outra coisa, e, portanto, aderimos um ao outro. Mas, depois, nós recuperamos as formas que anteriormente rejeitamos: todo este mundo.

Não há outra escolha. Este é o nosso vaso e nós temos que usá-lo. No final da correção, o mundo inteiro, todo o universo, tudo o que eu vejo, sinto e percebo se tornarão um só corpo. Tudo isso volta para mim na forma de diferentes obstáculos e eu tenho que me conectar, apesar das interferências.

Num estado de descida, ou seja, de ocultação, os amigos parecem rudes e grosseiros, e eu não tenho nenhum desejo de me conectar com eles. Num estado de ascensão, ou seja, de revelação, eles parecem ser justos perfeitos e eu quero abraçá-los e não desistir. Então eu caio na ocultação de novo e sinto medo: Em que tipo de grupo eu caí? Eu tenho que fugir dele o mais rápido possível.

Assim, eu sempre subo e desço. Eu vejo isso dessa forma através de meus atributos de dentro dos meus vasos. O movimento entre as subidas e descidas determina meu nível superior. Se eu aceito as subidas e descidas da mesma forma, e não me preocupo com o estado em que estou, já que eu estou aderido, conectado, em garantia mútua, tentando me agarra o máximo que puder, tanto durante a subida como na descida, os meus esforços constroem o próximo nível nesta amplitude.

Quando eu quero permanecer conectado aos amigos durante a subida e a descida, é um estado chamado de anseio, ou enrijecimento, já que eu realmente desejo me conectar. Quando completamos a medida do nosso esforço e superamos todos os obstáculos, a ação da Luz tem lugar na fase final que satisfaz a conexão entre nós e estreita a nossa garantia mútua.

Aqui nós temos que considerar a distância: há uma razão para sair para trabalhar e para ficar confuso. Todas as ações neste mundo são muito especiais. Nós devemos entender e perceber que a garantia mútua é o ponto de conexão a partir do qual nós já nos encontramos na mesma escada que vem e sobe para o mundo do Infinito.

Nós nos despimos de tudo pelos nossos esforços mútuos e deixamos apenas os pontos no coração e começamos a nos conectar. Agora estamos tentando fazer isso acima de todos os obstáculos, quando estamos juntos, e, especialmente, quando nos afastamos um do outro e sentimos que estamos dispersos por toda parte, separados pela distância e pela falta de conexão.

Nós temos que dar o nosso melhor para superar todas essas interferências. Então, nos reunimos em Convenções e eventos especiais, a fim de sentir o que significa estar juntos quando não há distância entre nós. Parece que estamos testando até que ponto a distância física age em nós e como podemos estabelecer a condição que não provoca qualquer alteração no nosso sentimento e na conexão mútua entre nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/13, Lição sobre o tema: Preparação para a Convenção

A Linha Do Meio: A Chave Para A Paz Entre Nós

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo Vayakhel (E Moisés Reuniu), Item 131: Isto é assim porque após a semeadura, ZA foi estabelecido como inteiramente Hassadim, na linha direita, e Malchut como todas as Gevurot, na linha esquerda.

Assim, eles são disputados como nas duas linhas – direita e esquerda de Bina – até que ZA sobe na linha média e estabelece a paz entre eles, unindo-os uns com os outros, de modo que ZA e Malchut, que são também duas linhas – direita e esquerda – precisam de uma linha do meio para estabelecer a paz entre eles e uni-los entre si.

É difícil explicar por que nós precisamos da linha do meio e por que Malchut não pode se apegar a Zeir Anpin. Nós nos deparamos com um problema semelhante na vida, quando queremos atrair outras pessoas para nós mesmos, como se estivessem “costurada” a nós ou nos pertencessem. Isso acontece nas famílias e em outros lugares.

Por isso, nós precisamos entender qual é a abordagem correta; ela ocorre na linha média, onde ninguém anula as suas qualidades naturais pessoais: Zeir Anpin e Malchut permanecem como são, mas se complementam. Posteriormente, eles constroem e acrescentam entre eles um terceiro componente entre eles: a linha do meio.

A linha do meio inclui ambos, de forma que eles se complementam. De forma alguma eles suprimem um ao outro, mas sim agem de forma bastante diferente. Eles se complementam porque cada um permite que a outra parte os governe. Eles ainda lutam sobre quem deve ser mais doador e quem deve permitir que a outra parte os governe, agradando assim a ele ou ela. Ao mesmo tempo, cada um é obrigado a se expressar; de outra forma não haverá um estado de amor mútuo e fusão.

Este é um sistema complexo, onde cada um consiste de ambas as partes masculina ou feminina. Quando estudarmos esta estrutura, será mais claro para nós como as pessoas, no futuro, construirão suas vidas familiares, amizades e relacionamentos em geral. Não importa se isso se aplica às interações entre homens e mulheres, uma vez que cada um de nós desempenha um papel masculino ou feminino em relação aos outros: um dá ou recebe. Não há terceira hipótese. É por isso que não existe tal coisa como o gênero neutro em hebraico, apenas o masculino e o feminino. É certo, pois ele não existe na natureza.

Um entendimento claro do sistema será uma boa adição ao método de educação integral. Ele vai ajudar a estabelecer a paz neste mundo, em todas as suas esferas: na política, no trabalho, em casa, nas relações familiares… Todos os tipos de conexões entre as pessoas podem ser entendidos a partir da linha do meio.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/12/13, Preparação para a Convenção