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Pedir Pelos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo distinguir na minha vida como o mais importante? No que devo prestar atenção primeiro?

Resposta: A sua atenção deve estar focada somente numa única coisa: orar pelos outros. Deixe as pessoas se sentirem bem na unidade, bem porque o Criador lhes traz bem e gosta do que faz.

Pergunta: E quanto aos problemas em outras áreas da minha vida?

Resposta: Parece que sua oração ainda não está completa. O Criador quer que você a aperfeiçoe, e é por isso que ele “cutuca” aqui e ali, apontando-lhe para a meta. Se você não é sensível o suficiente ou é “casca-grossa” e teimoso, então você precisa dar alguns “retoques na imagem”, dar o vetor desejado. Na verdade, quanto mais você avança em direção à meta, mais precisas devem ser as correções. Assim, a cada passo, os cutucões serão mais sensíveis para guiá-lo precisamente no curso.

Pergunta: Como posso usá-los?

Resposta: É preciso aceitá-los com amor. Afinal de contas, eles são como as indicações do navegador que levam você ao longo da rota. Como é possível conduzir sem elas? Quer entender ou sentir para onde deve virar? Você precisa destas sensações dolorosas: sacudidas, frustração e rejeição.

Toda vez, você se esforça pela meta com a ajuda delas, através dos amigos, por meio do grupo e do mundo, mantendo um curso apenas em direção ao Criador, a fim de levar a Ele o vaso inteiro. O vaso pode fazer a correção, e graças a ela, estará totalmente imbuído com o prazer do Criador só para dar-Lhe prazer. O mundo inteiro vai querer abrir-se para que o Criador preenche-o com bondade, e nós seremos capazes de transformar tudo em doação a Ele.

Como podemos avançar em direção a essa doação? Como podemos aprender isso? Acima das coisas desagradáveis. Se você não consegue renunciar ao que lhe faz sentir bem agora e reduzir o grau de conforto no desejo de receber, como vai ser capaz de renunciar ao prazer mais tarde? Como você vai convertê-lo em doação? É por isso que temos que percorrer os estágios de desenvolvimento.

Pergunta: Isto significa que os problemas vêm a mim de modo que seja mais fácil renunciar às coisas agradáveis?

Resposta: De forma alguma. Nós os usamos para outra coisa. Eles entram em sua sensação, se manifestam nos desejos onde não há consciência da grandeza do Criador. Se você sentisse a importância do Criador neles, você não teria sentido dor. Cada sensação desagradável esconde uma falta de importância do Criador e nada mais. Assim que você sente que Ele é importante, qualquer desconforto desaparece. Da mesma forma, para uma mãe o seu estado pessoal não importa, desde que seu filho esteja bem. Como está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”.

Portanto, nós devemos orar pelos amigos e pelo mundo inteiro. No entanto, não podemos simplesmente sentar e orar. Eu preciso trabalhar no grupo para chegar à oração necessária. A oração é o resultado de todas as minhas ações, de todos os meus esforços. Eu ajudo os amigos e ajudo a sociedade a compreender que a única ajuda que sou capaz de realizar é dirigir os outros à meta.

No final, o esforços materiais são destinados a estabelecer a conexão com as pessoas e trazê-las ao método que dá a abordagem certa. A caridade em si mesmo não muda o mundo para melhor, e os governos também são impotentes nisso. É por isso que devemos estudar o sistema do universo e entender que há apenas um sistema realmente eficaz: reunir as pessoas para orar por elas.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 09/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Nove Passos Para A Descoberta Espiritual

Dr. Michael LaitmanNossa meta é chegar à equivalência e harmonia com a Luz, em outras palavras, chegar ao fim da correção, ao amor eterno e à doação. Este estado requer a nossa consciência e a elevação a todas as características necessárias, a fim de entender o que nos falta para nos equivalermos à Luz, que mudanças internas devemos passar.

Isto é, todo o nosso trabalho é entender o que eu estou sentindo agora e o que estaria sentindo no estado corrigido. Em cada estado, eu devo reagir como a Luz.

A cada momento da minha vida, eu devo desejar o equilíbrio com ela, ou seja, a equivalência de forma. Para isso, primeiro é necessário estar consciente das propriedades da Luz. No entanto, nesse meio tempo, nós estamos em ocultação e não sentimos a Luz. Enquanto não chegamos à equivalência de forma com ela, como eu posso me assemelhar à Luz, se eu não a sinto?

Aqui, uma condição nos salva, que foi criada especialmente para nós: este mundo. É um milagre que não existe em nenhum dos outros mundos. Aqui, neste mundo, mesmo que eu esteja na quebra completa, totalmente oposto à Luz, apesar de tudo, eu tenho a possibilidade de descobrir os desejos que, como eu, estão à procura de equivalência com a Luz. Assim como eu, eles recebem essa aspiração do Alto, esta gota de sêmen, este “ponto no coração”, sem o qual essa aspiração não seria despertada.

A partir deste ponto, nós já podemos começar com ações similares às da Luz. Ou seja, quando interagimos uns com os outros, podemos criar a partir de nós mesmos um exemplo do que se chama a ação da Luz: doação, amor, ajuda mútua, cooperação mútua e despertar. Nós temos a oportunidade de fazer essas ações que a Luz faz conosco para aquecer uns aos outros um pouco, para agitar, ou seja, para despertar o desejo e a inveja num amigo.

Em vez da Luz, do Criador, nós temos o grupo. O Criador leva a pessoa à boa sorte e diz: “Pegue!” Em outras palavras, Ele a leva a um laboratório, coloca-a no modelo através do qual podemos avançar com a ajuda dos amigos, apesar do nosso estado quebrado, arruinado. O Criador nos leva até eles, e agora você começa a agir!

Tudo o resto depende de você, da maneira com a qual você faz o trabalho e se relaciona com o grupo como com o Criador que doa a você. Quando você começar o diálogo, o trabalho recíproco com o grupo, você vai esclarecer como o grupo influencia você e você influencia o grupo. Então, é possível subir em conjunto.

Portanto, nós temos que chegar a um estado chamado Arvut (garantia mútua), que obriga a ajuda mútua e a influência mútua por todos a cada membro do grupo. Nós nos apresentamos diante de cada amigo como a doação da Luz, do Criador sobre ele, e ele deve reagir a nós como uma criatura que quer se corrigir e se assemelhar à Luz.

Em outras palavras, cada um quer se identificar com o grupo, estar conectado, aderir a ele, para se tornar um homem com um coração, com uma só mente. Ou seja, eu tenho que me fundir nos amigos para que absolutamente nada seja deixado de mim. Eu quero mergulhar no grupo. Isso é o que cada um deve fazer, e com isso, todo mundo está ajudando a todos.

Como resultado disto, após a última gota de esforço, nós realmente nos tornamos um homem com um coração. Essa gota é como o último pedaço que comemos numa refeição, e depois dele vem a saciedade, e nós sentimos que estamos cheios. Desta forma, nós completamos um HaVaYaH completo, dez Sefirot. Você vê, apenas a última fase, Malchut de Malchut, sente, entende e sabe com quem está lidando, por que e como deve se comportar, como é construída, como o Criador é construído, e que o deve ser feito em resposta se recebe tudo Dele: a Luz e o desejo.

Portanto, Arvut é a primeira fase – conexão num único todo – e parece que não há nada mais a fazer. No entanto, nós entendemos que, por enquanto, estas são apenas palavras, como se diz, “o fim da ação está no pensamento inicial”. Em pensamentos, nós já queremos chegar ao resultado final, mas você deve ir por uma via que pode ser longa. Você vê, eu devo construir a mim mesmo, e só então vou reconhecer o Criador.

Tudo é criado de cima de uma forma perfeita, mas a criatura deve atingir essa perfeição, estar ciente do Criador, tornar-se como Ele, compreendê-Lo em toda sua profundidade, e se assemelhar a Ele em todas as suas ações. Você vê, se o estado da criatura é inferior à equivalência completa com o Criador, não se considera que o Criador tem sido benéfico com ela.

Nós temos que passar por todas essas etapas, e enquanto não tivermos terminado a fase anterior, não podemos passar para a próxima fase. Portanto, desde o início, nós estamos falando sobre a Arvut, sobre alcançar equivalência de forma com o Criador, sobre a harmonia com a natureza: realizar a cópula, abraçar, beijar, todas as expressões de equivalência de forma com o Criador, e, apesar de tudo, estas são ainda palavras, e agora nós começamos a construir este estado, ou seja, entramos na segunda fase em diante. Em geral, é possível descobrir as nove etapas no caminho para a descoberta espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

A Cabeça De Uma Pessoa Controla O Seu Corpo

Dr. Michael LaitmanO trabalho de uma pessoa com o grupo pretende manter a conexão com os amigos, mesmo que ela se afaste deles fisicamente, quando vai trabalhar ou quando vai para casa. Eu não deveria romper com eles, mesmo quando estou em estados difíceis, não só cansado ou com indiferença, mas mesmo quando sinto ódio e repulsa.

A Luz Superior joga comigo, enquanto eu tenho que dividir-me em duas partes. A primeira parte é tudo o que eu sinto, já que todos esses sentimentos vêm da Luz em meu desejo. A segunda metade determina o que devo fazer, ela me controla.

É como se eu tivesse dois papéis. O primeiro papel é o de sentir tão profundamente quanto puder os estados que a Luz me traz. O segundo papel é controlar o meu sentimento e entender de onde ele vem, o que ele faz e como devo mudá-lo, a fim de avançar para o estado desejado.

Eu tenho que ser um perito, examinando, esclarecendo e verificando-me, para me dirigir à meta. Mais tarde, esses dois discernimentos se fundem e, assim, tornam-se o corpo (Guf) e a cabeça (Rosh) do Partzuf espiritual. A cabeça determina o que acontece no corpo e como ele deve funcionar, mas só se esta parte, o meu especialista, tiver o controle sobre a outra parte, sobre o desejo.

Nesse meio tempo eu tento existir nestes dois papéis e ver-me constantemente de fora, esclarecendo o que a Luz faz comigo, como eu mudo, como devo mudar, e como devo reagir a cada estado.

Eu estou constantemente me avaliando a partir deste sistema de controle. Eu mudo ao me tornar mais independente do meu sentimento, dos discernimentos em meu desejo. Eu tento fazer o meu melhor para não me identificar com o desejo e para me elevar acima dele. Isto significa que a minha “cabeça” está acima do “corpo”.

Esta é a função da segunda fase ao longo do caminho do nosso progresso espiritual. Eu espero chegar a um estado em que sinto que todos os desejos e inclinações que são criados em mim pela Luz são bons, embora eu não os sinta dessa forma e não veja que são importantes, uma vez que tudo está quebrado. Mas eles são bons e benéficos para o meu avanço e essenciais ao longo do caminho: eu tenho que corrigi-los gradualmente, um por um, coletá-los à uma meta, à adesão ao Criador, uma vez que são partes da minha alma.

Então, eu me examino como um avaliador que vê todas as corrupções em mim, e fico contente com isso, uma vez que apenas corrigindo-as eu posso avançar. Se eu descobrir mais corrupções, é um sinal de que estou avançando bem, já que revelei deficiências tão grandes que deveria fazer alguma coisa. Isto significa que, por um lado, este problema pode ocupar todos os meus pensamentos e todo o meu coração. Eu me encontro numa situação terrível e não sei o que fazer. Os problemas são tão grandes que a minha cabeça explode por causa da horrível tensão.

Mas, por outro lado, eu deveria saber que este estado inteiro foi enviado a mim pelo Criador para que eu só posso resolver todos estes problemas na conexão com Ele e com a meta. A solução para o problema começa quando a meta se torna mais importante do que o problema.

Se é assim que eu vejo essas duas abordagens, então eu não me importo com o que acontece comigo: minha meta é ser corrigido e me assemelhar ao Criador em doação, amor e adesão, que são mais importantes para mim do que o meu estado pessoal. Assim eu resolvo cada estado. Se eu me coloco acima do estado, este geralmente não precisa mais de uma solução. Eu vejo que não preciso de mais nada, “tudo é resolvido no pensamento”. No que diz respeito ao nosso estado, isso significa que cada estado é menos importante do que a nossa garantia mútua, uma vez que a garantia mútua é a meta que temos que alcançar na conexão entre nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Esperando A Crise

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Expert): “As principais tendências de desenvolvimento das maiores economias do mundo indicam que uma nova fase da crise econômica mundial é inevitável. Não importa o quão ruim esteja a situação, é possível mantê-la por um tempo relativamente longo, se um suficiente poder político for manifestado; o Japão vem se dirigindo ao abismo por um quarto de século, e se os japoneses começarem a entrar em pânico, o Japão pode ficar muito tempo no fundo do abismo.

“Ou os Estados Unidos, que tem inflado bolha após bolha por 20 anos.

“Uma vez que todo mundo aprendeu essa lição da importância da vontade política, mas a economia mundial não está indo bem, qualquer prolongamento da estagnação e a escalada dos problemas aumentam o risco de que o conflito se desvie da economia para a política.

“Os países velhos desenvolvidos estão experimentando uma das mais graves crises de sua história; a ordem econômica mundial que se formou após a Segunda Guerra Mundial está entrando em colapso. Ainda não está claro hoje, quando uma nova ordem ferozmente começará a tomar forma, mas é óbvio que tudo está chegando a esse ponto”.

Meu Comentário: Esperar que uma nova ordem se forme à força é imprudente! É inevitável. Mas existe um método para a sua absorção suave: a educação integral da humanidade, ou seja, adaptar as pessoas ao novo, fortalecendo gradualmente as normas de uma nova ordem mundial integral. Caso contrário, haverá uma crise!

Trabalhando Com O Mundo Como Uma Garantia De Progresso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o meu trabalho com o mundo pode me mudar de forma que eu alcance o Criador?

Resposta: É muito simples. Eu já expliquei isso muitas vezes.

Digamos que nós aspiramos a subir ao Criador, à qualidade de doação. Nós não podemos abordar o Criador apenas para o nosso próprio bem, mesmo que peçamos que a propriedade de doação seja concedida a nós. “Dê-me a qualidade de doação! Corrija-me!” Por quê? Soa como se você estivesse culpando o Criador por torna-lo “mau” e agora você está pedindo-Lhe: “Corrija o que você fez”!

Há nuances muito sutis aqui. Lembre-se, nós não podemos nos dirigir ao Criador com nossos pedidos pessoais. Nossa demanda tem que ser geral e vir de todos os amigos. Só quando tentamos nos unir num grupo e criamos propriedades comuns entre nós é que podemos nos dirigir ao Criador, pedindo-Lhe para se manifestar em nós. Nosso apelo por Ele é chamado de MAN e Sua resposta a nós é chamada de MAD.

Porém, mesmo que recebamos algo em troca, será apenas uma ligeira sensação de espiritualidade chamada Galgalta ve Eynaim ou Hafetz Hesed (aquele que não deseja nada para o seu próprio benefício), nada mais!

A fim de sentir verdadeiramente a espiritualidade e obter a força superior, nós não precisamos de desejos próprios, mas sim dos desejos dos nossos amigos. Caso contrário, a nossa demanda pelas propriedades altruístas será apenas um ato egoísta.

“Por que você precisa de qualidades altruístas? Seja feliz com a maneira que Eu criei você!” Se a pessoa quer se elevar acima de sua natureza, não deve pedir para alterá-la.

Pense nisso e tente “digerir” internamente esses estados. Se justificarmos o Rei, nós validamos tudo o que Ele faz para nós, mesmo que Ele nos aprisione. Se nós não aprovamos o Rei, isso significa que o nosso egoísmo está gritando em nós e que nós julgamos tudo através de nossos próprios estados.

Portanto, nós devemos abordar o Criador juntos, a fim de revelar verdadeiramente o Criador, em vez de orar só para nós mesmos. Se fizermos isso, vamos adquirir um “pequeno acréscimo”, sete bilhões de pessoas, toda a humanidade.

Se cuidarmos dos outros como se fossem nossos filhos, vamos começar a senti-los. Tão logo a nossa influência sobre eles começar, a reação deles vai, de repente, tornar-se clara para nós. Vamos começar a nos preocupar com eles. Vamos compreender e senti-los como se fossem nossos filhos. Vamos perceber o que é bom e o que é mau para eles, uma vez que vamos sentir a sua dor interna.

Vamos sentir sua reação, sua demanda, seu MAN pela salvação e unidade que será direcionado a nós.

Nós somos incapazes de fazê-lo por conta própria. Então, novamente, será que eles podem realmente se unir e se tornar um todo, mesmo que não sejam um grupo Cabalístico? Eles não sabem nada nem querem estudar, uma vez que não têm qualquer predisposição para isso.

Para se conectar internamente, eles precisam da Luz Superior, do Criador. MAD fará a transição através de nós até eles. Eles vão sentir isso, porque enquanto os educarmos, nós nos tornaremos uma fonte de energia para eles. Nós atuamos como um elo para eles.

Da Convenção Virtual em Moscou 15/12/13, Lição 5

Pureza De Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem medidas externas ou revelações que mostrem a pureza da minha intenção?

Resposta: Suas verdadeiras intenções não são conhecidas, até mesmo para você, e os outros certamente não as conhecem. Assim, a sabedoria da Cabalá é chamada de sabedoria oculta, a parte interna do mundo, uma vez que fala sobre o que não é revelado em nosso mundo.

Como podemos determinar nossas intenções? Basta tentar fazer tudo no grupo com boas intenções, e, gradualmente, você vai começar a sentir como se mentisse para os outros e para si mesmo, e vai desfrutar isso como a revelação da verdade.

Ademais, isso não só sugere que você já tinha más intenções em ação e que agora a sua verdadeira essência é revelada, mas que também no futuro elas permanecerão assim. Portanto, o que fazer? Pedir boas intenções.

Assim, comece a realizar boas ações físicas para o bem do grupo, tente trabalhar dentro deles com a intenção correta. Como resultado, você chega à conclusão que tudo isso é feito apenas para o seu bem.

Este é o resultado correto, você revela a verdade. E mesmo que você se sinta desconfortável, deve ser grato ao Criador e pedir que a partir de agora Ele lhe dê a oportunidade de fazer a coisa certa. Então, você tem a intenção correta.

A próxima vez que você fizer algo pelo grupo, vai ser mostrado a você novamente que você não tinha a intenção correta, e de forma idêntica, você avança. Neste avanço por ciclos, você constantemente descobre dentro de si mesmo a incorreção de suas intenções, mas as descobre cada vez num novo nível.

Obviamente, é uma situação desagradável. No entanto, por meio do apoio geral, pela inspiração geral, ao entender que é especificamente desta forma que podemos avançar, você vai ver que esta é uma maravilhosa batalha interna. No final, de dentro de todas essas sensações conflitantes, o homem começa a compreender a si mesmo, o mundo e o Criador.

Da Convenção Virtual em Moscou 13/12/13, Lição 2

Bravura Em Vez De Humilhação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Um grupo será homogêneo se atingir certo nível de um estado integral?

Resposta: Sim, e não apenas os membros de um grupo, mas também todos os grupos integrais vão ser bem parecidos. Afinal, se, por natureza, o nosso potencial pessoal, mental, moral e físico é diferente em todos nós, nós nos tornamos incluídos um no outro quando estudamos juntos num grupo. Nós formamos um organismo comum, e todas estas propriedades ficam distribuídas entre nós. Neste caso, não pode haver nenhuma falha. Ninguém corrompe a equipe, porque a atmosfera dominante comum aponta ao comportamento correto. A coisa mais importante aqui não é manter-se na frente, mas sim para rebaixar-se ao lado dos outros. Isso é considerado bravura.

De KabTV “Mundo Integral” 26/10/12

Não Seja Desviado

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“: Como pode ser que ações transitórias e descartáveis possam surgir do eterno? E nós vemos que, na verdade, nós já surgimos – como convém a Sua eternidade – como seres eternos e perfeitos. E a nossa eternidade exige que a Klipa do corpo, que nos foi dada apenas para o trabalho, seja transitória e descartável. Pois se permanecesse na eternidade nós ficaríamos para sempre separados da Vida das Vidas.

Nós dissemos antes (ponto 13) que esta forma do nosso corpo, que é o desejo de receber para nós mesmos, não está de todo presente no pensamento eterno da criação, pois nós não estamos na forma do terceiro estado. No entanto, é obrigatório no segundo estado, para que possamos corrigi-lo.

E nós não devemos refletir sobre o estado de outros seres no mundo, exceto o homem, pois o homem é o centro da Criação, como será escrito abaixo (item 39). E todas as outras criaturas não têm qualquer valor próprio, mas na medida em que ajudam o homem a atingir a sua perfeição. Assim, elas sobem e descem com ele sem qualquer consideração de si mesmas.

A nossa condição atual, que parece tão ruim e baixa, nos é dada deliberadamente para que possamos detectar perfeição nela. “A vantagem da luz é conhecida a partir da escuridão”.

Além disso, todas as outras criaturas estão incluídas nesta análise. Na verdade, a realidade que vemos fora é realmente uma projeção de nossas propriedades internas. Eu tenho todos os quatro estágios do desejo “material”, mas detecto apenas o quarto nível (humano).

Isto também se aplica ao nosso mundo. Se identificarmos todas as formas corretas de relações entre nós na humanidade, será o suficiente para corrigir os níveis anteriores: inanimado, vegetal e animal. Ao se corrigir, o quarto nível também corrige os anteriores que estão incluídos nele.

Afinal de contas, as outras criaturas não têm livre arbítrio. Elas são automaticamente incluídas no ser humano durante a sua correção. Portanto, se fosse corrigido, por exemplo, dez por cento, toda a natureza circundante poderia ser corrigida na mesma medida.

Portanto, a nossa preocupação real não é o meio ambiente, nem o clima, nem a poluição, mas apenas a nossa própria atitude corrigida para com o outro. Na medida em que corrigimos essa atitude, na mesma medida desastres naturais e problemas ambientais diminuem.

Assim, Baal HaSulam nos dá a chave para a correção não apenas da humanidade, mas de todo o mundo, incluindo a natureza inanimada, vegetal e animal. Você quer apaziguar a Terra de modo que ela lhe forneça tudo da melhor forma: comida, água e ar? Você quer ter uma sensação de conforto e tranquilidade, onde nada o pressiona, ameaça, onde há uma bela nuvem em torno de você, cuidadosa e amigável? Então, corrija-se e não seja desviado por nada. A pessoa não deve se distrair com o universo, que é uma cópia de suas falhas, mas lembrar que todas as falhas “externas” dependem dela e são dadas a ela, de modo que, com base nelas, ela verifica e identifica a perfeição.

Então, ela vai ver o que foi dito: “Nós estávamos como num sonho”. Em outras palavras, tudo o que vivemos agora e vamos experimentar nos graus seguintes da escada espiritual para a correção final é um “sonho”, artificialmente dado a nós de Cima, sob a forma do mundo corrompido, para que por seu intermédio, estudando o sistema a partir das falhas até a correção, conheçamos o Criador, de acordo com o princípio “por suas ações, O conheceremos”. Ao conhecê-Lo, como consequência, nós seremos capazes de aderir a Ele com perfeição, que é o objetivo da criação, o objetivo de todos os mundos, de sua criação, quebra e correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Abrindo O Livro

Dr. Michael LaitmanHá uma força no Livro do Zohar que nós podemos usar. Mas, a fim de descobrir o potencial interior deste livro, nós temos que estar de certa forma no seu nível. Portanto, como funciona esse mecanismo? Nas lendas e contos de fadas o herói encontra um baú secreto que ele abre com uma grande chave pesada. Que chave vai abrir o segredo do Zohar para nós? Qual é a chave que se encaixa em cada fechadura? É a equivalência de forma. Esta é a chave que colocamos no buraco da fechadura. É apenas pela equivalência de forma que podemos abrir O Livro do Zohar. Esta é a regra fundamental básica.

Mais tarde, naturalmente, nós precisamos do grupo e da conexão com os amigos, etc., a fim de chegar a uma equivalência de forma com este livro. Assim, nós abrimos O Zohar e o lemos de acordo com nossa equivalência de forma, de acordo com o amor e o ódio que estão em contraste um com o outro.

Isso significa que não é tão simples realmente abrir o livro. Se nós abrimos o livro, isso ainda não significa que o livro realmente se abre diante de nós. Tudo depende do que acontece entre nós. Se estamos conectados, também estão conectados ao livro e, em seguida, com a mesma intensidade podemos alcançá-lo e sentir o grupo de Rabi Shimon, os dez amigos, as dez Sefirot. Não se trata de pessoas, mas da sua essência, da qualidade que está no desejo. Assim nós começamos a conhecê-las, somos atraídos a elas, e um pouco de cada uma delas é revelada em nós.

Nós temos energia suficiente. Ao anular o nosso ego e na conexão acima, nós estabelecemos uma conexão que nos ajuda a descobrir o que está escrito no Zohar. Nós estabelecemos as bases, a infraestrutura, o lugar comum, uma vez que o local espiritual só pode ser coletivo. Aqui nós nos tornamos iguais ao primeiro nível da revelação do Livro do Zohar, na intensidade da nossa conexão acima dos distúrbios, de acordo com a lei da equivalência de forma.

A fim de fazer isso, nós vamos nos reunir na Convenção de fevereiro, fazer um grande esforço e pagar um monte de dinheiro, renunciando muitas outras coisas, a fim de chegar a este encontro geral. Todo esse esforço deve nos levar a uma ascensão e conexão. Esta é a forma como foi organizado desde cima: se usamos os meios que foram preparados para nós, nós chegamos ao resultado desejável.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/01/14, Lição sobre o Tópico: “Preparação para a Convenção”

Num Balanço

Dr. Michael LaitmanPergunta: Toda vez que eu me sinto confortável, sou jogado em algum lugar como num balanço: num bom estado ou num estado ruim. Como eu posso encontrar a linha do meio nos movimentos da esquerda para a direita?

Resposta: Nós somos jogados para lá e para cá a partir do ponto de equilíbrio, já que é o único lugar a partir do qual podemos avançar. Se eu quiser me aderir ao grupo, ao professor, aos livros, à meta, então eu me realizo.

O centro é geralmente oposto ao meu desejo e a minha mente. O ponto de equilíbrio está sempre acima da linha esquerda e direita, na linha do meio. É a fé acima da razão, acima do que o coração e a mente me dizem. Portanto, no que eu posso me agarrar para não contar com a sorte? A única coisa que pode me orientar é o que o grupo, o professor e os livros me obrigam a fazer.

Nós só devemos nos certificar de que compreendemos e ouvimos o conselho certo. Nós nos sentimos tão confiantes de que o professor quis dizer o que pensamos e realmente discutimos sobre isso. Todo mundo ouve algo diferente. Então, como eu posso ter certeza de que o que eu ouvi é o certo?

Se eu me anulo a fim de aderir ao grupo, eu começo a ouvir o conselho certo. Quanto maior e mais elevada for a pessoa, mais ela deve se humilhar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/13, Shamati # 72 “A Confiança é a Vestimenta para a Luz”