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Meu Coração Está Nas Mãos Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanNa ideia da intenção, o princípio, “Cada um vai ajudar o seu amigo”, está ativo. Pois, “Um prisioneiro não pode se libertar da prisão”, mas apenas os amigos podem tirá-lo. O apoio dos amigos é chamado de “Arvut”, e se ele for encontrado, mesmo por um momento,  não vou esquecer a intenção e meu coração estará sempre aberto na direção certa.

Eu não estou preparado para fazer isso por mim mesmo, mas só com os amigos. Meu coração se encontra nas mãos dos seus amigos, e só eles podem dirigi-lo ao Criador, que se encontra no centro do grupo. Portanto, eu dependo deles completamente. Como eu devo compensá-los em troca de um trabalho como esse? Eu os compenso com a mesma moeda, ou seja, de forma idêntica eu penso neles, estou preocupado com suas intenções. Nenhum deles é capaz de fazer isso sozinho, e cada um também requer a ajuda dos amigos.

Se pensarmos juntos e estivermos preocupados que a intenção correta não cesse nos outros, que seus corações permaneçam sempre abertos e prontos para a descoberta do Criador no centro do grupo, com isso, nós garantimos a mesma preocupação e o mesmo tratamento dos outros. No final, eu vou descobrir que todo mundo já está no estado final corrigido e eu não via isso com meus olhos corrompidos, como está escrito: “Todo aquele que rejeita algo, o faz com suas próprias falhas”. E se eu me dirigir corretamente em relação ao trabalho com os amigos, doando a eles, vou descobrir a sua doação para mim.

Isso significa que todo o trabalho que eu faço em mim mesmo, eu faço através de um trabalho sobre os outros. Nesse meio tempo eu faço isso por motivos egoístas (Lo Lishma), onde estou direcionado para me corrigir desta forma. Mas, apesar de tudo, isso já está sendo feito no sentido correto: de mim mesmo para fora. De Lo Lishma nós chegamos à Lishma, à doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/14, Workshop

Aumentando O Coeficiente Da Ação Positiva

Pergunta: Como podemos alcançar a oração certa o mais rápido possível?

Resposta: O nosso esforço, assim como todos os discernimentos espirituais, não é medido de acordo com a o número de ações, mas de acordo com a sua qualidade. Às vezes, podemos ver uma pessoa que se esforça muito e faz muitas coisas girando como um ventilador zumbido. Todo mundo pode admirar a sua energia, mas o benefício de tais ações pode ser mínimo. Como se diz, “pouco com a intenção correta é melhor”.

O mundo espiritual é feito de qualidades: ou a fim de receber ou para doar. Tudo depende de que, em quanto pesa qualquer um e não o número real de ações. Por isso, diz-se: “Uma pessoa pode alcançar o seu mundo em uma hora!” Mas como isso é possível se a pessoa gasta milhares de horas ou um milhão de horas! Toda a humanidade desperdiça bilhões de horas e não alcançar a meta, e há pessoas que alcançam o seu mundo em uma hora, e chegam à revelação. Isto é justo? [Leia mais →]

Todo Mundo É Um Pouco De Um Filósofo

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, item 23: acontece que uma vez vestida em um corpo humano, ela (a alma) gera necessidades, desejos e idéias para satisfazer seu desejo de doar ao máximo, ou seja, dar contentamento ao seu Criador, de acordo com o tamanho do seu desejo.

Pergunta: Por um lado, diz-se que devemos ser guiados apenas pelo que vemos, mas, por outro lado, temos que separar dos termos corporais comuns “corpo” e “alma”, assim, como podemos integrar as duas coisas?

Resposta: Eu vejo o mundo corpóreo em que vivo agora. Estudamos sobre isso nas universidades e não nas aulas de Cabala. Nós, por outro lado, estudamos sobre algo que está acima disso, a realidade espiritual. Não está diante dos meus olhos, e eu devo adquirir uma nova visão a fim de vê-la. Eu não preciso de olhos corporais para isso, mas espirituais.

Cabalistas nos dizem que, assim como o corpo físico, há também um corpo espiritual, e é outorga. A vida nele é a Luz que o preenche. O corpo espiritual é na verdade a Luz Retornando (Ohr Hozer) e sentimos o corpo de acordo com a sua medida. [Leia mais →]

Vida Espiritual – A Renovação Eterna

Pergunta: Por que a “bola de framboesa ” desaparece o tempo todo e a única maneira de segurá-la e cultivá-la é ir para a comunidade externa?

Resposta: Toda atividade na espiritualidade é uma inovação. Mesmo em nosso mundo isso acontece desta forma, mas nós, simplesmente, não prestamos atenção a isso. Nada volta como era: todo o tempo novos esclarecimentos e correções estão acontecendo, uma nova descoberta do mau e sua correção para o bom.

Na espiritualidade não pode haver uma parada, não pode haver um estado estático. Cada estado deve ser renovado o tempo todo. Isto é como no amor, como nas relações entre as pessoas, onde devemos tomar cuidado constantemente de nossos relacionamentos. Se queremos mantê-los, devemos constantemente desenvolvê-los e cultivá-los, abrindo novos estados.

Neste mundo, até o fim da correção, nós recebemos um presente, um favor, ajuda no trabalho: nós revelamos desejos quebrados, especificamente concedidos pelo Criador, para que possamos ter material para a renovação. Graças a isso, podemos renovar as relações e desenvolver os nossos sentimentos a cada vez. [Leia mais →]

Vivendo Com Os Lobos…

Dr. Michael LaitmanQuestão : Suponha que alguns empreendedores, graças ao facto de se apoiarem uns aos outros, chegam à conclusão de que necessitam da cooperação integral mútua e decidem mudar de direção. Que mudanças estratégicas podem eles fazer sabendo isto?

Resposta: O problema é que os empreendedores vivem em uma sociedade egoísta, tal como um tumor canceroso, e fazem parte dela. Por isso, é difícil imaginar que estes, de alguma forma, vão começar a mudar a cultura empresarial na qual estão imbuídos. Isto só é possível se os números forem grandes e se estes gradualmente se tornarem conscientes das mudanças necessárias que devem ocorrer nos próprios e na conexão entre eles.

Esta reforma é possível ocorrer em um país, num sistema fechado, mas somente se este conseguir chegar a uma forma integral conscientemente, construindo as conexões corretas entre todos os estratos da população: entre as classes alta, média e baixa. Mas se apenas explicarmos a um certo pequeno empresário como reorganizar o seu negócio de acordo com a tendência atual de evolução do mundo, então é duvidoso que isso seja possível.

Isto porque ele está trancado num sistema de competição e corrupção, onde todo mundo ataca o outro, um sistema rígido. Para colocar o seu pequeno negócio em um novo caminho, para produzir o produto mais essencial e vender os seus produtos a um preço que é o suficiente para a sua existência e nada mais, ele seria como um pequeno peixe vivo entre tubarões que o devorariam imediatamente. Ele não iria sobreviver num ambiente tão hostil.
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Do programa da  Kab TV “Através do Tempo ” 16/9/13

 

O Futuro Empresário

Dr. Michael LaitmanQuestão: Como podem os empresários chegar a conclusões mútuas, a fim de entenderem os novos princípios integrais e mudarem no seio da comunidade empresarial?

Resposta: Em primeiro lugar, eles devem ser treinados no método de criação e educação integral. Assim, eles irão preferir um bom relacionamento entre eles, nas suas presentes relações em casa, na família, na área onde vivem, na sua cidade, e até mesmo com a sua nação.

Eles vão se contentar com um salário médio, vão dedicar mais atenção a todos os tipos de planos e relacionamentos sociais que proporcionem educação, saúde, e assim por diante, de forma gratuita. Por outras palavras, as suas empresas devem participar ativamente na vida social.

Pelo menos eles devem estar prontos para se afastarem da ideia de tirar vantagem material, trabalhando para o bem de toda a comunidade e obtendo satisfação do fato de serem respeitados, valorizados e amados por aqueles com quem se relacionam, enquanto pessoas que verdadeiramente se comportam corretamente e com maturidade na sua comunidade.

A reputação de um homem de negócios não será determinada pela riqueza mas pela sua ativa posição social. A educação integral deve levá-lo a uma condição como esta, onde ele sentirá que ele pode se destacar na sociedade especificamente porque ele dispensa os luxos materiais, porque estes serão desprezados nos círculos mais amplos da sociedade.
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Do programa da Kab TV “Através do Tempo” 16/9/13

 

Uma Sombra Que Nunca Existiu

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 24: E visto que a essência da alma é apenas o desejo de doar, e todas as suas manifestações e posses são realizações deste desejo de doar, que já existe no primeiro estado eterno, bem como no terceiro estado futuro, ela é imortal e insubstituível. Mais exatamente, ela e todos os seus bens são eternos e existirão para sempre. A ausência não afeta na partida do corpo.

“A morte do corpo” refere-se à morte do desejo de receber egoísta. No momento em que ele se livra da intenção “a fim de receber”, isso significa que ele se torna o corpo para a alma.

Cada parte do desejo de receber egoísta “a fim de receber” é chamada de um corpo corrupto e impuro. Quando ele faz uma restrição (Tzimtzum) em si mesmo, ele “morre”, recebe o poder e adquire a intenção “a fim de doar”. Quando a intenção “a fim de doar” “cavalga” o desejo de receber, ela o preenche com a Luz Superior e lhe dá o poder de doação, a Luz de Retorno (Ohr Hozer).

Então, a Luz de Retorno e a Luz Direta, que se encontram no desejo corrigido que tem a intenção correta, o preenchem com vida. Assim, o desejo está em equivalência de forma com a Luz e se torna o corpo da alma ou o Partzuf. A Luz que o preenche é chamada Luz da vida que há nele. Não há nada além disso; não há céu ou inferno depois que o corpo físico morre, como nos parece.

Na verdade, este corpo não existe. O mundo que vemos é apenas um holograma. A verdade é que o desejo de receber com a intenção “a fim de receber” não existe. Ele só nos é retratado desta forma como uma imagem fictícia com a qual temos que trabalhar e aprender a mudar a nossa intenção para “a fim de doar”.

Em nosso estado atual, neste mundo, nós estamos separados da escada espiritual para que possamos entrar em cada nível espiritual, desde um estado neutro que é externo para a espiritualidade. É assim que adquirimos o mundo espiritual por nós mesmos. É por isso que este mundo é importante e é por isso que nos foi dado este estado fictício. Sem ele não seríamos capazes de entrar na espiritualidade. Ainda assim, este mundo permanece externo às categorias reais de nossa existência.

Todo o sistema das cascas (Klipot), que traz tantos problemas e a morte, não existe. Ele só existe como uma réplica, o lado oposto, a oposição, do Criador. Na verdade, o sistema das cascas não é mais do que um reflexo, uma sombra, que só existe quando há uma falha, uma barreira, que bloqueia a Luz.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Preparação Para Uma Oração

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “VaYikahel“, Item 141: Portanto, é proibido estimular a voz do homem durante a oração, de modo que a voz superior, ZA, esteja nela, uma vez que o discurso sobe à Malchut e une-se com ZA através de Malchut, recebendo uma voz que é mitigada de ZA. Assim, a oração está apta para a recepção da abundância, e o discurso do mundo superior não precisa ser ouvido através da voz do homem.

Há uma regra, “não há vaso sem Luz”. Tudo é feito apenas pela Luz, enquanto nós só nos esforçamos, que é a pré-condição para cada ação. Cada ação individual é feita somente pela Luz que atua no vaso.

Nós só somos obrigados a nos esforçar. Nós não fazemos nada, exceto aumentar a intensidade da deficiência. Esta é a razão de estarmos no nosso mundo, uma vez que este é o único lugar onde podemos realizar diferentes experiências e ações, que da perspectiva espiritual não são consideradas ações. Elas só nos levam a um estado em que podemos pedir a correção dos vasos e o seu preenchimento.

É por isso que o nosso mundo é tão especial. Se não existíssemos nesta realidade, não seríamos capazes de influenciar a nossa ascensão espiritual de forma alguma, já que todas as ações são realizadas somente pela Luz. Portanto, como eu, estando em certo nível espiritual, posso influenciar algo que é superior ao nível? Com que meios eu posso fazer isso? Eu tenho que estar separado do mundo espiritual, a fim de pedir para ser elevado de um estado para outro, de um nível de esclarecimento para outro e de uma nova correção para outra.

Tem que haver uma realidade separada da escada espiritual, que é onde eu estou, onde posso sempre me preparar para a oração antes de uma oração. Esta é a razão das ações corporais em nosso mundo serem tão benéficas para alcançar um determinado estado e pedir a Luz que Reforma. Nós não devemos pensar que não precisamos do nosso mundo, que não podemos fazer nada, mas simplesmente conectar internamente e pronto.

Isso não é o suficiente. Pelo contrário, quanto mais a pessoa faz na prática, mais desejo, pressão e experiência se acumulam dentro de si, como resultado de todas as suas ações, as quais, no final, se somam a um grito, a uma oração antes de uma oração. A oração antes de uma oração é dirigida à Luz com um pedido para formar o vaso, o desejo. A oração em si é dirigida à Luz para que ela encha os vasos, ou seja, que ela realmente nos permita doar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/01/14, O Zohar

A Boneca Problemática Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu posso imaginar a grande responsabilidade para com os amigos num submarino afundando. Como eu posso sentir essa ansiedade e essa tensão durante os workshosps, quando não há tal o drama acontecendo ao nosso redor?

Resposta: Escute, ninguém está lhe pedindo quaisquer truques, como um mágico, para tirar um coelho da cartola. Não há necessidade de realizar todos os truques, mas simplesmente tentar amarrar sua demanda, sua deficiência, à força superior, e isso é tudo. Tente exigir, pedir alguma coisa. No momento em que lhe faltar alguma coisa para o seu progresso espiritual, volte-se para o Criador imediatamente com qualquer pedido que você tenha. Se você conseguir amarrá-lo corretamente ao Criador, você não terá problemas.

Seu trabalho é ser o elo, o adaptador, entre as deficiências e a fonte. Ninguém está pedindo para ser a fonte de energia e nem mesmo para ser o usuário dessa energia, ou seja, fazer algo por si mesmo. Seu trabalho é passivo: simplesmente se incomodar e continuar a pedir o que você quer do Criador. No entanto, você deve pedir sabiamente. Você deve esclarecer com precisão o que você quer exatamente, pedir por isso. Você deve compreender que o Criador organiza dificuldades para você precisamente para que você o incomode, aprenda com Ele e avance.

O problema é que você está deixando o Criador. Baal HaSulam diz que o maior pecado que uma pessoa pode cometer neste mundo é esquecer o Criador e se separar Dele. Portanto, não se separe e continue incomodando-O com seus pedidos. Essa é a única coisa que você é obrigado a fazer.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Quando As Fontes Se Estendem Para Fora

Dr. Michael LaitmanNós devemos estar constantemente preocupados com a unidade que é atingida, a “bola de framboesa”. Por um momento, nós somos capazes de mantê-la por nós mesmos, procurando maneiras de mudar, de renovar a nossa unidade. Mas isso só é possível por um breve instante, que é o suficiente para entender que temos que ter um fator externo aqui. Este fator externo é o conjunto da humanidade. Se quisermos manter a bola framboesa, a nossa conexão com o Criador, devemos nos estender para fora, para o mundo externo.

Há uma história de que o Baal Shem Tov recebeu essa resposta de Cima para a pergunta: “Quando é que o Messias virá?”: “Quando o ensinamento se espalhar para fora”. Em outras palavras, toda a nossa missão é manter nossa conexão com o Criador, e nós necessitamos de pessoas de fora não para segurar e manter a bola framboesa, a nossa unidade, mas precisamos desta bola de framboesa e de nós mesmos, a fim de servir a todas as pessoas. Ou seja, nós não usamos a comunidade externa para agarrar a bola framboesa, mas sim, nos apegamos a bola framboesa e a nós mesmos, a fim de servir o povo.

Estas observações são muito importantes. As palavras parecem simples, compreensíveis, e muito próximas, mas, na verdade, isso não é tão simples. É assim que, gradualmente, começamos a ver a integralidade, a interface global, as conexões, a unidade, o Arvut (garantia mútua) que habita em toda a natureza.

Nós descobrimos que todos os níveis do mundo físico (a natureza inanimada, vegetal, e animal), que não levávamos em conta antes, estão de fato incluídos num todo indivisível. O universo inteiro, toda a realidade percebida, todo o nosso mundo interior, e nosso contato com o Criador estão conectados num único sistema. É assim que chegamos a um entendimento do mundo integral.

Nesta quarta etapa do caminho, nós estamos começando a esclarecer e determinar o quanto precisamos do público em geral, que sem ele não podemos satisfazer o Criador, e o quanto o Criador não nos quer, mas especificamente esse círculo exterior do público geral, toda a humanidade. É assim que atingimos a nossa função e nossa missão. Nós devemos desaparecer; este é o papel do “reino de sacerdotes”. Nós não existimos por nós mesmos, mas sim servimos o público em geral, toda a humanidade, e o Criador. E nisso vemos nosso papel exaltado. Nós não temos nenhuma parte nisso ou naquilo; mas sim, nós nos conectamos entre eles como um tubo. E isso é bom, pois com isso nós realmente podemos estar mais próximos da natureza do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”