Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Confie No Seu Coração

Recebi uma pergunta: Como eu posso ter a certeza de que meu professor de Cabalá é um verdadeiro Cabalista se eu tenho que caminhar através da fé acima da razão?

Minha resposta: Como você pode verificar o nível em que o seu professor está ou se ele é um Cabalista ou não? Quem é você para examinar isso? Que ferramentas você tem e quais testes você pode executar?

Talvez você pudesse testar o quanto ele conhece teoria e o Talmud Eser Sefirot? Mas, todos se lembram da história de Baal HaSulam sobre os “cabalistas” com quem ele se encontrou em Jerusalém. Eles conheciam de cor todos os livros do ARI e todo O Livro do Zohar. Se eles escutavam o início de uma frase eles podiam continuá-la até o fim do capítulo. [Leia mais →]

A Chave Para A Luz

Se eu me elevar sobre o meu egoísmo e entrar nos desejos de outra pessoa, eu recebo um receptor espiritual infinito no qual eu posso sentir toda a Luz da Infinidade. Seu funcionamento é simples. É como um grande tubo em que a Luz flui através dele. Há uma válvula em cima do tubo com a qual eu posso mudar o curso do fluxo da Luz de maneira significativa abrindo-a totalmente. Assim é que isso funciona no nosso mundo onde mesmo uma criancinha pode girar a torneira e mudar o fluxo da água. Em relação à espiritualidade, eu posso fazer o mesmo.

Eu tenho só um pequeno desejo pela espiritualidade. É apenas um ponto no coração. Porém, se eu giro em direção aos desejos de outras pessoas e me incluo no corpo comum da alma como uma de suas células, então eu me entrego a esse corpo comum, e em resposta, ele começa a tomar conta de mim. Então, eu recebo todas as suas infinitas capacidades.

Assim, não é uma coincidência que a Cabalá nos instrui para sairmos de nossos desejos e entrarmos nos desejos dos outros. Fazendo isso, recebemos “613” vezes maiores habilidades, mais vasos espirituais e desejos, se comparados com o que tínhamos antes. Antes nós só tínhamos um ponto no coração, mas agora cada um de nós recebe o corpo inteiro para nosso uso.

Material Relacionado:
A Foto Holográfica da Alma

A Agradável Cura dos Corações

Todo o nosso trabalho em termos de livre arbítrio é conduzido na ocultação da Governança Superior. Esse período é descrito na Introdução ao Estudo das 10 Sefirot, item 53… “A recompensa é de acordo com o sofrimento”. Desde que Sua Direção não é revelada, é impossível vê-La, mas somente em supressão do rosto, pelas costas… e em dúvida… Dessa forma, a pessoa é sempre deixada com uma escolha de manter Seu desejo ou quebrá-lo. Isso é porque os problemas e dores que ela sofre a fazem duvidar da realidade da Sua Direção sobre as criaturas…

Imagine que você vê uma pessoa na sua frente através do prisma do seu desejo egoísta. Existe o Criador e eu, e entre nós se coloca minha natureza egoísta. É como se uma amável e boa pessoa se aproximasse de mim, como se ela fosse um médico segurando uma seringa na sua mão para me dar uma injeção, e eu sou uma criancinha. Eu estou olhando para esse sorriso amável e a seringa que ela está segurando em sua mão, e eu congelo de horror. Ainda assim ela está se aproximando mais e mais, parecendo que vai me ferir. [Leia mais →]

Acreditar Significa Sentir

Laitman_024Uma pergunta que recebi: O que é a “fé” antes de se atravessar a Machsom (barreira para o mundo espiritual)?

Minha resposta: Antes que a pessoa atravesse a Machsom, e entre na espiritualidade, ela não tem fé. Na Cabalá, o conceito de fé é totalmente diferente do que é habitualmente mencionado na vida cotidiana. Na Cabalá, todos estes conceitos são definidos em um nível completamente diferente.

Fé é sentir o Criador. Se eu sinto o Criador, eu acredito Nele. Note como isso é diferente do que eu pensava antes. Em nossa vida cotidiana, a fé é algo que não vemos ou sabemos, mas que acreditamos como se ela realmente existisse.

A Cabalá diz que isso não é fé, mas apenas fantasia. A Cabalá se apoia exclusivamente em sensações internas realistas e verdadeiras: à medida que eu sinto o Criador, eu recebo a força para trabalhar contra o meu ego. Uma força contra a outra; positivo contra o negativo. Isto é o que chamamos de “fé acima da razão”; isto é, a fé acima do egoísmo e das sensações dentro dele. Eu me elevo acima de tudo isso porque sou capaz de usar a razão e as sensações Superiores. No entanto, se eu não as tenho, como posso trabalhar? Baseado em histórias contadas por alguém?

Isso não é o que chamamos de fé. É um jogo que as pessoas realizam neste mundo, porque desconhecem outra maneira de se tranquilizarem. Para alcançar a fé, nós precisamos alcançar a revelação. A sabedoria da Cabalá é a revelação do Criador às criaturas, e isso é chamado de “fé”.

Da 1ª parte da Lição Diária de abalá 11/06/10, Shamati # 50

Crescer Na Espiritualidade

Laitman_052O grupo cabalístico é o AHP do Superior, Malchut que incorpora muitas outras almas nela. Eu sou o mais inferior, e a minha tarefa é conectar o meu ponto no coração às outras almas, apesar delas serem estranhas a mim. Se eu anular meu ponto no coração em relação ao Superior, ele se transforma em meu GE (Galgalta ve-Eynaim), e graças ao Superior, adquire uma forma. O Superior dá a ele tudo o que for necessário para o crescimento, dando-lhe a estrutura, ou seja, todas as almas, todo o Mundo do Infinito, todo o vaso da alma comum.

Se você quer se tornar um objeto espiritual (Partzuf), você deve se aderir ao Superior, e o AHP dele se tornará seu mundo recém-revelado. À medida que você se agarra ao AHP do Superior, o seu ponto no coração se expande, graças às partes do AHP.

Aderir significa aceitar o seu domínio sobre mim, como o Baal HaSulam escreve no artigo “A Liberdade”. O AHP do Superior é o meu ambiente. Através do apego a ele, eu recebo dele tudo que eu preciso, muito parecido com o embrião que recebe sangue, oxigênio e nutrientes de sua mãe. Eu faço isso para que o meu ponto no coração se transforme em um organismo espiritual.

Este organismo será parecido com o que eu recebi do AHP do Superior, do grupo. No entanto, ele será a sua manifestação no meu ponto no coração, no meu gene espiritual. Em outras palavras, ele será partilhado por ambos, o grupo e meu próprio ponto no coração. Isso é semelhante ao modo como a criança se parece um pouco com sua mãe e seu pai, mas recebe sua essência do Criador.

Eu me transfiro para as “mãos” do Superior; eu apresento o meu desejo a ele, o meu pedido de me tornar a parte onde as linhas da direita e da esquerda se unem e realizam o ato de doação.À medida que eu executo isso, ou seja, à medida em que o sêmen anula-se perante a mãe e obriga-a a desenvolvê-lo, a mãe começa a cuidar dele em troca.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/06/10, “Prefácio ao Comentário Sulam

A Condição Para Escapar Ao Egoísmo

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Como combino eu a seguinte atitude dualista: por um lado, eu tenho de ver cada um dos amigos como maior que eu, como o maior da geração. Mas pelo outro, eu preciso de vê-los como menores que eu, como se em necessidade do meu cuidado constante?

Minha Resposta: Eu posso facilmente relacionar-me desta maneira como eu faço ao meu filho: ele é mais importante que eu, dado que seus desejos determinam minhas acções. Se ele precisa de alguma coisa, eu largo tudo e faço como ele pede. Todavia, quando eu me volto a ele, eu relaciono-me a ele como alguém que é mais pequeno que eu e não pode lidar sem mim. Segue-se que nós podemos ter esta atitude dualista simultaneamente.

Está compreendido que o desejo comum é mais importante que o meu próprio. Ele é um modelo em miniatura da alma comum e já contém tudo como um holográfo.

Se eu me relacionar a este pequeno grupo com a lei da garantia mútua (digamos que o grupo tenha dez membros), esses dez membros são o mesmo que dez biliões. Não há diferença aqui. Certamente, eu preciso de sair do meu egoísmo, de modo que não importa se eu o faço relativamente a dez ou a dez biliões de pessoas. Se eu revelo o mundo espiritual nelas, então quem é mais importante: eu ou elas?

Por mim mesmo eu não posso revelar nada além desta vida terrena e corpórea. Naturalmente, com respeito ao objectivo, o grupo torna-se mais importante para mim que eu mesmo.

Eu devo aceitar o desejo deles como o meu desejo mais sagrado, como uma lei! Isto é o que nos permite unir. Por outro lado, eu preciso de os percepcionar como menores que eu para sentir que eles precisam da minha ajuda e dar-lhes tudo o que tenho.

Onde quer que falemos sobre amor e união, eu posso considerá-los ambos como um pequeno individuo ou como um grande. Não há contradição aqui. É muito parecido com um bebê em relação a um adulto, onde o bebê se torna mais importante que todos os outros. Uma criança pequena é como a cabeça da família, dado que a família inteira gira em torno dela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 10/06/10, Artigo, “Propósito da Sociedade”

Dos Erros Que Podemos Aprender


Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, Item 58: Com isso, compreendemos as palavras dos nossos sábios: que aquele que se arrepende pelo medo é recompensado com seus pecados tornando-se erros. … Os pecados se estendem a ele a partir da recepção da Providência por supressão dupla, ou seja, a ocultação dentro da ocultação …. Uma supressão significa que ele acredita na Providência da recompensa e punição. No entanto, devido ao acúmulo de sofrimento, às vezes ela vem com pensamentos de transgressão.

Porque é que uma pessoa comete um erro? É porque ela não viu que ela estava errando. No entanto, ela nem mesmo deveria ver, ou deveria? Nosso trabalho todo é de adquirir uma nova visão de fé acima da razão. Assim, no começo, não percebemos a espiritualidade para que depois possamos vê-la à luz da doação. A espiritualidade não pode ser vista à luz egoísta.

Ninguém escondeu a espiritualidade ou a cercou fora de nós. Nós escondemos de nós mesmos devido ao nosso desejo egoísta. É por isso que começamos a perceber a espiritualidade só quando nos elevamos acima do nosso egoísmo. É semelhante a mim diante de um muro, uma barreira. Elevando-se acima dele, posso ter um vislumbre do que está além. [Leia mais →]

O Dia Começa Na Noite

Uma questão eu recebi: Como eu sei que avancei no caminho da Luz e não no caminho do sofrimento?

Minha Resposta: O sinal de seguir no caminho da Luz é a alegria. Está escrito que “a alegria é o resultado de boas ações.” Se eu estou conectado com os outros, eu sou sempre uma parte de um corpo saudável e comum receberei dele força e inspiração. Tais fatores estão constantemente circulando em nosso organismo coletivo, fluindo de um para o outro, daí, eu nunca caio ou fico desapontado. Eu nem me sinto cansado! Eu às vezes posso sentir dor no meu corpo físico, mas eu nunca me sinto cansado mentalmente.

Continuo recebendo novos desejos e realização dos outros, que fluem deles para mim e vice-versa, sem parar. Assim, nesta condição de uma pessoa deixa de sentir altos e baixos. Para ela, tudo é um todo. [Leia mais →]

A Maravilhosa Atração Da Espiritualidade

Uma pergunta que recebi: É possível pedir ao Criador que dê  pontos no coração àqueles que ainda não despertaram tal ponto?

Minha Resposta: Precisamos rezar para que toda a humanidade chegue rapidamente a uma necessidade espiritual para o verdadeiro objetivo da criação. No entanto, rezar significa você aspirar a unificação interna com uma tensão e força interior que será sentida por todos como um fogo que arde por dentro.

Imagine que a humanidade hoje é quase um corpo sem vida, talvez não completamente morto ainda, mas em um estado de inconsciência. E nós somos seus órgãos tentando reavivar-nos e trazer vida a este organismo comum. Gradualmente, todo o corpo começa a despertar. Trata-se de nosso trabalho. O trabalho mais importante na disseminação não está nos esforços externos (a quantidade de livros que lançamos ou materiais na internet), é na unificação entre nós através dos quais despertamos o amor, a conexão e o calor em toda a nossa unificação mundial das pessoas que estudam Cabalá. É precisamente este trabalho que influencia todos os outros, e de repente eles começam a sentir que há algo único em tudo isto! Mas o que é exatamente, não sei. No entanto, de repente, eles nos encontram. [Leia mais →]

A Novela Chamada “Minha Vida”

Dr. Michael LaitmanA ocultação e a revelação estão em nós. Estas são as únicas coisas que podemos influenciar. Afinal, nós existimos em um universo constante e eterno, que não tem começo e que nunca terá um fim. Apesar de falarmos sobre o fato de que uma vez surgida a criação, e quando alcançarmos a correção e executarmos o plano da criação, nos tornaremos totalmente incluídos no Criador, e nós imaginamos isso dentro dos limites do tempo, isto é incorreto.

Nós estamos dentro de um sistema único chamado “Natureza” ou “Criador”, onde não ocorre mudança alguma. Somente nós mudamos em nossas sensações! Então, como podemos começar a nos transformar de forma consciente e de acordo com nossa própria escolha, de forma controlada, para que não experimentemos qualquer mudança desagradável e indesejada?

Existem certas mudanças em meus desejos interiores que alteram a minha visão da realidade, de modo que eu as percebo como problemas, guerras e sofrimento. Por outro lado, existem mudanças que são agradáveis; porém, quem sabe controlá-las?

Isto nos é ensinado pela ciência Cabalística. É claro que se a realidade for invariável, somente controlando nossas próprias qualidades podemos afetar a nossa imagem do mundo e decidirmos que “novela” queremos assistir, sob o título de “Minha Vida”. No entanto, isto não significa que eu estou livre para assistir a qualquer filme, de qualquer gênero que deseje.

O programa já está formado, e ele me faz avançar em direção à revelação da verdadeira imagem, onde todas as ocultações desaparecerão e eu revelarei o estado eterno e perfeito na sua forma verdadeira. Então, eu perceberei que a realidade é constante e invariável. Se eu compreendo tudo isso, eu posso avançar através do caminho agradável. Se eu não compreendi, então serei forçado a avançar pelo caminho do sofrimento.

No entanto, nós só estamos falando de mudanças dentro de uma pessoa que exista em algum ambiente ainda desconhecido para ela. Este ambiente é chamado de Criador ou Infinito. Não está em nosso poder mudar a ordem dos nossos níveis; esta ordem já está implantada em nós. Quem somos nós para sabermos qual deve ser essa ordem?

No entanto, nós podemos acelerar esse processo, sintonizando-nos a ele de acordo com nosso próprio desejo e esforçando-nos. E a velocidade do avanço nos dará uma sensação diferente. Afinal, uma coisa é avançar em direção a um evento fatal sem concordar com ele, mas sendo incapaz de evitá-lo. Outra coisa é aspirar a uma meta desejada! Assim, eu desejarei o caminho, e avançarei em direção a ele com alegria.

Em outras palavras, tudo depende da nossa preparação para os estados futuros, o quais, inevitavelmente, virão. No entanto, a minha prontidão determina a minha percepção e a velocidade do meu progresso. É por isso que nós precisamos tanto da ciência Cabalística. Ao estudar a Cabalá, nós seremos capazes de atravessar o nosso desenvolvimento através de um caminho positivo, agradável e curto, em vez de um caminho longo por meio do sofrimento.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/06/10, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot