Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Ele É O Começo E O Fim, Mas Eu Estou No Meio

Pergunta: A quem eu culpo por meus colapsos afinal das contas: a mim ou ao Criador? São eles o resultado de meu esforço ou a falta disso?

Resposta: Foi dito sobre o Criador: “Eu sou o começo e o fim”. “Eu sou o começo” significa que cada estado inicial não está nas mãos da pessoa. Usualmente, ela não tem nada que ver com o que aconteceu previamente.

Eu não estou falando sobre pessoas normais cujos “genes” (Reshimot, ordens desde o Alto) se revelam mecanicamente e sequencialmente, e as questões sobre o propósito da vida e sobre o alcance do livre arbítrio não aparecerão. Senão, eu me refiro à pessoa que já recebeu o vazio a ser preenchido e o sente através do surgimento da pergunta sobre o propósito da vida. Tal pessoa pode se realizar ao entrar no grupo (o sistema coletivo de almas) e analisar seus colapsos e ascenções uma vez que esse estado inicia sua jornada espiritual.

Tudo é avaliado em relação ao livre arbitrio, não ao estado em si mesmo. Minha condição em si não importa, ela pode ser boa ou má. O que importa é como eu a estou empregando agora. Em outras palavras, somente o “resultado” é avaliado.

Eu não mudo o mundo, nem o corrijo. Eu corrijo minha participação nele.

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A Percepção De Um Pecado É O Próprio Arrependimento

Dr. Michael LaitmanNo artigo “Quando a Pessoa Sabe o Que é o Temor de Deus”, o Rabash escreve que o pecado ocorre principalmente durante a ascensão, quando a pessoa merece o amor do Criador e decide usá-lo como base para seu trabalho, jogando fora a fé. A pessoa pensa que nunca descerá novamente, já que avançará de acordo com o senso comum. No entanto, ela desce de novo ao amor-próprio, para a punição, pelo fato de que ela perdeu a fé.

E essa punição é a correção que ajuda a pessoa a voltar para o caminho direto de subida da escada espiritual.

É exatamente assim como devemos interpretar os nossos estados. Um estado que nos parece que estamos em um descenso, e que recebemos uma punição, é realmente dado para a nossa correção. Sentir o próprio pecado significa não pecar mais. O pecado é o que nós fizemos antes disso! E a sensação de um pecado cometido já é a correcção.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 30/08/10, “Quando a Pessoa Sabe o que É o Temor de Deus”

Tente Realizar O Trabalho Sozinho!

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível avançar pela “fé acima da razão” o tempo todo?

Resposta: Claro que não. No entanto, os Cabalistas não discutem se nós podemos ou não continuar dessa forma; nós simplesmente devemos! E quando não podemos, nós pedimos ajuda, e o Criador faz este trabalho por nós. Todo o trabalho é feito pelo Criador, não pela pessoa. Mas nós precisamos pedir que Ele o realize.

A pessoa tem que ir até o fim na tentativa de realizar o trabalho sozinha. Mesmo que ela saiba desde o início que está fadada ao fracasso na tentativa de alcançar a meta usando sua própria força, ela ainda assim deve fazê-lo. Desta maneira, ela descobre que o trabalho será feito pelo Criador, e sabe como pedir-Lhe.

Eu sempre existo em um processo onde eu avanço em uma linha reta do ponto de partida (atual) até o objetivo final, que eu devo chegar por qualquer meio. O ponto final é a doação, o amor pelo Criador e as criaturas, a fé acima da razão, e a doação acima da recepção. Eu preciso deixar o ponto inicial e chegar ao ponto final, e no caminho eu tenho o seguinte:

Fase 1 : Faça tudo que estiver ao seu alcance! Isso é o mais importante.
Fase 2 : Total decepção na minha própria força.
Fase 3 : Compreender que só o Criador pode me salvar.
Fase 4 : Onde eu começo a trabalhar junto com Ele na doação (Hafetz Hesed) e amor.

Porém, enquanto eu ainda estou no começo, eu tenho que saber que eu chegarei, sem dúvida, ao fim e confiarei na minha própria força. Eu não posso dobrar os braços e esperar por uma ação do Alto. Se eu não me esforçar o máximo possível durante a primeira fase, se eu não fizer tudo o que for possível, eu nunca alcançarei o desespero e a compreensão da minha impotência. Isso significa que eu nunca perceberei que preciso da ajuda do Criador. Se for assim, como eu posso despertar a Luz que Corrige?

Os estágios se revelam um após o outro, e o atual estado determina e constrói o próximo. A pessoa não sabe exatamente onde está e o que a espera no próxima estágio, no momento seguinte. No entanto, todo avanço é realizado devido à sua pressão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 30/08/10, “Quando a Pessoa Sabe o que É o Temor de Deus”

O Ponto De Salvação

Dr. Michael LaitmanA mesma questão surge repetidamente: Por que a Luz não conseguiu criar um ser perfeito semelhante ao Criador desde o início? Mas isso não pode ser feito! É impossível passar a qualidade de doação do Criador diretamente para a criatura.

É por isso que nós temos que experimentar a quebra dos mundos (no Mundo de Nekudim) e da alma coletiva (pecar com a Árvore do Conhecimento). Não há outra maneira de conectar e juntar as qualidades de doação e recepção (Bina e Malchut), exceto através do pecado (a quebra) de Adão e da destruição do Templo.

Mas foi o homem forçado a provar o fruto (maçã) da Árvore do Conhecimento? É semelhante à situação quando você vê um prazer e reconhece claramente que ele traz danos; você sente vergonha, mas está disposto a anulá-la, porque a tentação é forte demais. Você não pode resistir a ela, mesmo que esta seja mortal. Além disso, o prazer não anula a vergonha, mas obriga você a continuar!

Nesse caso é necessário chegar à conclusões e aprender de uma vez que é exatamente neste ponto que você experimenta o pecado de Adão baseado no egoísmo coletivo (a Árvore do Conhecimento), descrito como: “Eu comi e comerei de novo!”. Ele não pode resistir; esse prazer é maior que ele, embora ele saiba que é proibido.

É aqui que a diferença entre a Luz e o desejo é revelada. Se você for capaz de perceber e deseja corrigí-la, perceberá que você precisará da Luz que Corrige. Não há outra opção; esta é a única maneira de você sentir que está condenado e pode ser salvo apenas por um milagre do Alto. É quando você pede pela Luz e recebe a salvação.

A salvação vem somente deste ponto no nível humano. Quanto aos “animais”, o Criador não apela que eles saiam do Egito. É o “humano” que sai do Egito e conduz o “gado” para fora.

Da 4ª parte 4 da Lição Diária de Cabala 29/08/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Examinando A Exatidão Do Caminho

Dr. Michael LaitmanÉ muito fácil determinar se o caminho é espiritual: tudo aquilo que nós concordamos não se relaciona com a espiritualidade! Especificamente as contradições que a nossa mente e os sentidos não aceitam, as quais são indesejáveis e repulsivas para nós, dizem respeito à espiritualidade. São elas, em particular, que devemos trabalhar.

Se eu sinto que determinado estado não me trará qualquer benefício em meus sentidos ou mente, elevando-me acima desse estado particular eu posso começar a construir a espiritualidade. Provavelmente, nesse estado será impossível “comprar” a mim, e eu não buscarei um lucro egoísta; ao contrário, eu precisarei da ajuda do Criador, a fim de elevar-me acima dele. Em outras palavras, eu me auto-analiso constantemente: quanto o meu corpo resiste ao meu trabalho. E para mim este é o sinal do meu correto progresso espiritual.

Mais adiante, eu preciso analisar para que estou fazendo isso. Talvez eu queira me superar e buscar alguns objetivos pessoais. Talvez eu queira encontrar o amor do Criador, que é repulsivo para o meu “corpo”, para a minha sensação e mente egoísta. Eu estou buscando o amor que é construído sobre o ódio, em relação aos pensamentos e desejos egoístas sobre si mesmo.

Muitas vezes, porém, nós não tentamos transcender nossos corpos e lamentamos que somos incapaz de trabalhar de acordo com nossa mente e sentimentos contidos no corpo. Em vez de buscarmos um estado que esteja além de nossas sensações e mente, nós queremos estar dentro dele.

Em primeiro lugar é preciso “derrubar” o corpo, junto com seus sentimentos e mente, estar acima deles, e não levá-los em conta. Isto é, eu os levo em consideração, mas apenas para elevar-me acima deles. Então, isso é chamado de fé acima da razão. Mas em vez disso, eu lamento: por que nem tudo é revelado dentro da minha razão, para que eu possa agir como uma pessoa sensível e saiba que tenho inteligência e força pessoal para avançar corretamente…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 30/08/10 “Quando A Pessoa Sabe O Que É O Temor De Deus”

Alegrai-vos Com A Revelação Dos Ímpios

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 7, Perguntas e Respostas, item 7: Os Achoraim de Nukva são NHY de Nukva, onde há o domínio principal das Klipot, visto que lhes falta a He’arat Hochma. Isto ocorre porque esta é adjacente às Klipot, à medida que termina a Ohr Atzilut, e a partir dela para baixo iniciam as Klipot, por meio de “Os seus pés descem à morte”.

Todas as telas anti-egoístas que acompanharam os desejos em sua descida do Mundo do Infinito até o nível de Malchut de Atzilut terminam em Nukva. As telas terminam, e os desejos egoístas “dominam” sobre Nukva, uma vez que através dela há uma chance de capturar a Luz.

A Nukva, com suas nove Sefirot menores, desce aos mundos de BYA (Beria, Yetzira, Assiya) e não tem força para resistir às forças impuras (Klipot). No entanto, ela permanece em “equilíbrio” particular com elas. Quando o Superior reside dentro das Klipot, e as Klipot são capazes de “agarrar” algo dele, pelo mesmo motivo, o Superior é capaz de “agarrar” a Klipa, para analisar esse desejo e corrigi-lo. É isso que acontece constantemente em Malchut de Atzilut com as almas quebradas. Na medida em que elas desejam “agarrar-se” à ela e atrair sua Luz, ela pode atrair e corrigi-las.

Sem o trabalho mútuo, quando cada um se esforça para atrair o lado oposto para si, não haveria qualquer discernimento e correção. Portanto, todo o nosso trabalho (como a Torá descreve) consiste de transgressões e as correções que ocorrem repetidamente. Todas estas variações para frente e para trás, da santidade à maldade e vice-versa, ocorrem entre Nukva e as almas quebrdas que devem descobrir seu estado quebrado.

Estas partes quebradas só são reveladas quando elas estão juntas com Nukva. Caso contrário, elas não perceberiam que estão quebradas. Como resultado de tal ação, o Criador (Zeir Anpin) é despertado, e assim diz a Torá, quando descreve como o Criador fala com Moisés e captura seu povo por outro pecado.

Desta forma, Nukva revela nas almas que o desejo delas é egoísta. Nukva levanta uma parte da alma que ela é capaz de incorporar em si mesma até Zeir Anpin. Zeir Anpin, o Criador, vem e grita: “O que fizeste?”. Esta é a reação correta aos desejos que em breve serão corrigidos.

Nós simplesmente não entendemos a Torá. Ela não fala sobre qualquer transgressão, mas apenas sobre como os desejos são revelados quando eles chegam à correção. No instante em que eles são revelados, nós “nos alegramos com revelação dos ímpios”, como o Baal HaSulam escreve. Nós nos regozijamos porque os “ímpios” que não são revelados não têm nenhuma chance de correção. E quem sabe quando isso acontecerá?

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 21/07/10, Talmud Eser Sefirot

A Raiz Espiritual De Toda A Humanidade

Dr. Michael LaitmanO trabalho que nós fazemos na nossa comunhão espiritual é muito semelhante ao efeito “Tamagochi” (brinquedo japonês que obriga a pessoa a cuidar de algo virtual e inexistente). O jogador torna-se tão consumido e fixado no brinquedo que, para ele, este se torna mais do que real! Ele simplesmente tem que parar tudo o que está fazendo e cuidar do brinquedo, “alimentá-lo”.

Curiosamente, o egoísmo não o impede de cuidar dele. Afinal, isso não é outra pessoa com a qual ele precisa competir; pelo contrário, é um objeto cuja existência é “fácil de cuidar”, embora imponha sutilmente sua vontade sobre a pessoa.

O mesmo acontece no nosso estimulador espiritual: por um lado, nós nos separamos das pessoas e criamos algo abstrato, onde eu despersonalizo todos, separando-os de seus corpos, aparência e personalidade. Mas deixo seus pontos no coração, suas aspirações pela união em prol da revelação da força comum de amor: o Criador.

Por outro lado, é o nosso desejo, o nosso anseio, que é extraído do corpo e tudo o que nos separa uns dos outros. Ao contrário, nós estamos unidos pelo nosso sonho comum, a nossa necessidade comum em atingir o objetivo e fazê-lo apenas em conjunto.

Este sistema já está se tornando uma comunidade mundial, supranacional e multilingue. Ela se tornará a raiz espiritual comum de toda a humanidade, porque a idéia é unir todos os povos do mundo. Primeiro, nós colocamos toda a nossa força na criação de um sistema de conexão, amor e doação entre nós. Depois, “a Arca leva aqueles que a carregam”: ele tomará a frente e começará a moldar-nos com a Luz Superior que se manifestará dentro dele, conforme criamos o vaso de doação.

Neste sistema, nós damos a oportunidade para a Força Superior da natureza que existe na união entre os povos de “entrar” em nós e manifestar-se entre nós. E ela começará a agir dentro de nós,  a cuidar de nós, e levar-nos adiante em direção ao propósito da criação.

O Lugar Onde Os Corações Se Encontram

Uma pessoa evolui na medida em que ela investe no nosso estimulador espiritual. Eu não entro no estimulador apenas para responder às perguntas. Ninguém se preocupa com as minhas respostas. O programa mantém a par o que eu respondi ou não, se eu entrei ou não. É inútil. O que importa é que com temor e apreensão interior eu entrei e que eu queria deixar lá, que parte do meu coração. Isso é o mais importante.

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Como Funciona O Nosso “Tamaguchi” Espiritual?

Dia Da Unidade – 29 de Agosto de 2010: Una Mãos Com Humanidade


Hoje é o Dia da Unidade, e muitos grupos e estudantes individuais de Cabala  de todo o mundo vão participar dele, conectando-se ao vivo através da Internet e do Canal de Televisão. Na unidade alcançamos o resultado desejado do nosso trabalho por inteiro, o resultado final de toda a criação porque a unidade é o meio, o receptor para a revelação do Criador, quando Ele se revela “um a um”, como está esno Livro do Zohar.

Esta é a única realidade que podemos desejar, onde em vez de sentir-se, todos se sentem “alguém” que incorporam em Si mesmo todos nós. Quando todo mundo perde o seu próprio “eu” e sente-se somente “nós” em vez disso, torna-se uma realidade completamente diferente. Ela é criada “sobre nós” e chama-se Malchut do Mundo de Atzilut ou Shechiná. [Leia mais →]

De Uma Realidade Virtual A Uma Espiritual

O que torna o nosso estimulador espiritual tão especial é a capacidade de uma pessoa completamente sair do seu corpo (egoísmo) e de todos os aspectos do mundo material. O sistema se encarrega de praticamente de tudo que na comunicação cotidiana age como uma obstrução e nos impede de nos aproximar dos outros.

Ele representa uma essência abstrata, que não está presente em qualquer um de nós, mas, ao mesmo tempo, nós todos tentamos surgir de fora de nós, como todo o nosso comum. E já que essa essência é muito fraca, é impossível sentir isso na vida cotidiana quando nos comunicamos com outras pessoas porque ele é sobreposto pelo nosso egoísmo animado que é muito mais forte.

No entanto, se cuidarmos dela como se fosse um “Tamagotchi” (um animal de estimação virtual eletrônico), se o considerarmos nosso bebê “comum”, então ela vai crescer. À primeira vista, é completamente irracional uma ação que contradiz todas as noções lógicas da pessoa que entra nessa realidade virtual. Mas, como uma conseqüência das nossas ações comuns, que, por um lado, criam uma uniformização abstrata, e por outro lado, ele nos influencia intensamente e de forma muito vívida. [Leia mais →]