Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

O Ambiente É Minha Garantia Para O Futuro

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Não Há Outro Além Dele”: Então ela chega à decisão de que ninguém pode ajudá-la, exceto o próprio Criador.

Uma pessoa toma esta decisão depois de ter tentado de todas as formas conectar os dois planos, material e espiritual.

No plano material, ela luta pela sobrevivência e ganhos, e experimenta todas as dificuldades da vida, assim como todas as pessoas neste mundo. Ao mesmo tempo, ela está no mundo superior, onde ainda não sente a força superior, sua natureza e singularidade, mas apenas tenta formar dentro de si órgãos sensoriais para a revelação da próxima dimensão.

Depois de todas as tentativas de aproximar estes dois mundos e, além de todos os problemas materiais, de não se permitir esquecer que tudo vem do único e absolutamente bom governo superior, ela vê que não é capaz disso.

Isso é disposto de propósito para que a pessoa sinta a necessidade do Criador, de modo que essa força superior venha e crie dentro dela os desejos corretos para sua revelação.

Isso faz com que ela faça um pedido sincero que o Criador abra seus olhos e coração, e realmente a aproxime da adesão eterna com Deus. Segue-se então, que todas as rejeições que ela experimentou vieram do Criador.

Para entender isso, a pessoa precisa de um ambiente de apoio. Caso contrário, ela vai se esquecer disso a cada momento. Um novo registro informativo, um Reshimo, novas condições externas, são reveladas em cada momento de nossas vidas. Portanto, a pessoa deve prover para si as garantias para o futuro, para que no momento seguinte ela não deixe o caminho espiritual, ao se descobrir de repente a poucos metros ou mesmo quilômetros de distância de seu caminho escolhido que leva ao palácio do rei.

Por isso, ela precisa organizar um ambiente que irá apoiá-la e fazê-la ficar sob sua influência. Em outras palavras, ela se curva perante o ambiente correto que, em geral, está indo pelo caminho da revelação do Criador, a única força no mundo.

Assim, durante cada descida a pessoa vai receber ajuda do ambiente conforme a sua contribuição a ele, tanto quanto ela se entregou ao ambiente. Na verdade, alguém pequeno pode receber dos grandes, ser influenciado por eles e inspirado por seus valores, e, devido a isso, continua seus esclarecimentos internos.

Depois de certo número de ações desse tipo, tendo passado pelas vicissitudes da vida, a pessoa chega ao verdadeiro clamor. Ela já tem o vaso correto, do tamanho exato e da qualidade certa, pronto para aceitar a revelação do Criador. Ela chora que nas condições de ocultação não é capaz de permanecer no sentimento de que não há nada exceto o Seu bom governo.

Ela apela por ajuda, porque não quer culpar o Criador, e o Criador dá à pessoa essa oportunidade. Ele não pode ser revelado porque a revelação só é possível nos desejos corretos. É por isso que quando a pessoa completa a medida necessária de esforços, a Luz Superior a recompensa com a propriedade de doação.

Então, a pessoa finalmente entende o que foi dito em todos os livros Cabalísticos. Na medida em que ela obtém a propriedade de doação, ela revela o Criador dentro deste vaso.

Isso acontece o tempo todo. A pessoa não pede a revelação do Criador em seus desejos egoístas, como nós estamos pedindo agora. O Criador é revelado como a propriedade de doação nos desejos em que a pessoa é capaz e está pronta para aceitá-Lo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

A Fundação Ilógica

Dr. Michael LaitmanGraças a sua energia e criatividade, o povo judeu sempre se encontra nas primeiras fileiras do desenvolvimento social e tecnológico, aparentemente mostrando ao mundo em que direção ir. No entanto, a tarefa e missão dos filhos de Israel é completamente diferente. Se soubéssemos exatamente qual era, alcançaríamos a paz e a felicidade para todos e levaríamos o mundo ao estado ideal.

De uma forma ou de outra, nós somos o povo de uma ideia, indivíduos que são professores. Tudo gira em torno disso, e nos impulsiona a mudar as coisas. Na Torá se diz que seremos uma nação de sacerdotes. Em outras palavras, serviremos como um elo, de tal forma que através de nós o conhecimento do sistema geral de criação será transmitido ao mundo.

Até hoje, nós sentimos essa irracionalidade oculta a partir da qual não há escapatória. O problema latente nisso é que não estamos ensinando a humanidade a maneira correta de viver. Dentro da nossa natureza, há os brotos dessa estrutura interna, necessários para transformar a humanidade num todo único e torná-la uma sociedade harmoniosa.

Ninguém mais tem isso, apenas os judeus. Isso é porque eles já passaram por isso uma vez e, portanto, podem voltar a isso novamente. Além do mais, eles devem voltar a isso diante de toda a humanidade.

Esta experiência anterior foi marcada neles para sempre, e, como resultado, toda a humanidade sente que eles são estranhos, estrangeiros, e sentem que os judeus: “Têm algo que não está em nós e não pode estar”.

Mesmo se eles passassem por mais 2000 anos, tudo seria o mesmo. Os judeus são separados e todo o resto está separado deles. Não importa o quanto eles tentem, eles não se misturam com os outros. É como uma suspensão (uma solução contendo substâncias que não podem ser misturadas umas com as outras). Você pode dissolvê-las, espalhá-las, sacudi-las, fazer o que quiser, mas essa característica essencial não será misturada. Apesar de tudo isso, através das gerações, eles ainda vão se desenvolver no estado original em que foram criados.

Isto porque o que está latente neles é irrelevante aos fatores mundanos. Integre-os com quem quiser no nível material, substitua todos eles por outros, este ponto irá aparecer neles novamente. É ilógico. Ele não pertence à natureza do nosso mundo, aos corpos físicos. Em todos os casos, ele vai brotar em seus descendentes na mesma forma como hoje. Tudo vai sair como se nada tivesse acontecido.

Vamos fazer um cálculo grosseiro, somente para ilustração geral. Antes de 700-800 A.C., com a destruição do Primeiro Templo, o povo judeu perdeu dez tribos, cinco vezes mais do que as duas tribos restantes. Ao longo de todo o tempo que se passou de lá para cá, essas duas tribos cresceram, digamos, para 15 milhões de pessoas.

Considerando-se o extermínio em massa de judeus em toda a história, este número teórico chega a 20 milhões. Segue-se que os descendentes do resto das tribos, que eram cinco vezes mais, totalizaria 100 milhões. Esta é uma soma bastante considerável, certo?

Assim, num determinado período de tempo, veremos que estes 100 milhões, de repente, serão descobertos como se do nada. Será descoberto que eles são judeus em diferentes nações com costumes e características completamente diferentes, não importa o quê e onde. De repente, será descoberto que eles estão aqui, ali e em toda parte. Além disso, quando eles forem descobertos com seus traços judaicos, esse mesmo ponto ilógico será encontrado neles. Novamente, a imagem familiar será repetida: as nações vão olhar para os judeus e ver que há algo neles, mas o que é, não está claro. Mesmo que eles tenham a forma e o caráter dos moradores locais, isso não importa.

Pode ser um americano, um australiano, um europeu, mas você vê que este é um judeu. É como se ele chegasse do espaço sideral, se instalasse aqui entre os habitantes da terra e vivesse em suas roupas, enquanto seu interior é diferente. Vivendo nele está uma centelha que o conecta com o mundo superior. Esta centelha permanece; é impossível ser libertada dela.

Hitler tentou exterminar todos os judeus, mas é impossível exterminar este ponto espiritual através da aniquilação física. De qualquer forma, ele vai crescer em outras pessoas sem qualquer conexão com a genética ou as gerações que foram aniquiladas.

Repito: a fundação ilógica que existe nessas pessoas não pode ser aniquilada. A própria história é prova disso.

Assim, o estoque que é composto das dez tribos que existem em algum lugar entre os outros povos ainda deve se revelado.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14

Contos: A Sacudida Intencional Dos Babilônios

Dr. Michael LaitmanA civilização babilônica desenvolveu-se num local muito confortável na parte central da Mesopotâmia, no solo fértil entre os rios Tigre e Eufrates. Os habitantes da Mesopotâmia pescavam, plantavam cebola, alho, trigo, cevada e trigo. Eles viviam uma vida modesta, mas confortável, curtindo a abundância da natureza naquela região.

Jardinagem e agricultura sobre a terra eram altamente desenvolvidas na Babilônia devido ao desenvolvimento dos primeiros sistemas de irrigação.

Embora o país fosse governado por um rei, as pessoas eram relativamente livres, suprindo todas as suas necessidades, e gerindo sua própria sociedade e país. Elas não tinham inimigos e viviam uma vida amigável e feliz como uma família. Isso foi tudo graças ao grupo de Cabalistas de Noé, que trouxe o atributo de doação, a proximidade mútua, e bondade para a região.

Mas, a fim de continuar o seu desenvolvimento, havia a necessidade de uma sacudida. Se quisermos explicar o mecanismo de um determinado sistema, de modo que outra pessoa seja capaz de usá-lo, geralmente construímos um modelo e o usamos para ilustrar diferentes disfunções que podem ocorrer dentro do sistema. A mesma coisa aconteceu na antiga Babilônia.

A fim de elevar um grupo de Cabalistas, e toda sociedade junto com eles, ao próximo nível, foi necessário inserir falhas em suas relações mútuas e demonstrá-las. Isto é o que aconteceu.

A força diretora geral da natureza criou diferentes obstáculos que as pessoas encontraram na forma de disputas, conflitos e lutas apenas para elevá-las ao próximo nível.

Este estado, que os antigos babilônios subitamente encontraram, intrigou Abraão, que era um de seus líderes espirituais.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Sem Volta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode sentir que “não há outro além Dele”, se ela ainda não alcançou a doação?

Resposta: Antes de eu chegar à doação, eu tento organizar em minha mente e coração a opinião de que “não há outro além Dele”. É mais fácil fazer isso na mente; no coração isso é relativamente mais difícil.

Isso depende do meu relacionamento com o grupo e como eu construo o novo Kli juntamente com eles, que eu estou pronto para decidir que “não há outro além Dele”.

Conforme a nossa conexão, nós construímos nosso coletivo, a bola de framboesa, a soma total de todos nós. No entanto, neste ponto de nós, eu não sou encontrado; sim, eu me anulo. Isto significa que no centro desse círculo, eu me encontro acima do meu ego.

É possível multiplicar uma por uma todas as anulações de nós mesmos: 10 vezes, 100 vezes, 1000 vezes; mais e mais à medida que nos unimos. Segue-se que eu adquiro novos sentimentos e pensamentos espirituais através dos quais vou descobrir o Criador.

E para ser mais preciso, eu vou descobrir o Criador não dentro do grupo de dez, mas na conexão entre os grupos de dez. Se diz que o grupo de dez deve revelar o ego dentro dele e subir sobre ele para se conectar com os outros. Na verdade, o grupo de dez não é ainda o círculo exterior.

Quando nos conectamos com os outros grupos de dez, nós criamos entre nós todos os tipos de formas de conexão que são capazes de nos revelar imagens particulares do Criador e possibilitar de certa forma que possamos vê-Lo.

Isso significa que não há nenhum outro lugar para procurar por “não há outro além Dele” além do ponto geral de conexão. Esta é uma tarefa simples para a consolidação de todas as pessoas, e por isso está escrito: “E todas as nações afluirão a ele”. (Isaías 2:2)

A sensação de que “não há outro além Dele” depende apenas e somente do grau de nossa autoanulação, porque nós construímos isso acima do ego, como o telhado de uma Sucá. De mim, eu crio nós, e de nós, nós criamos o Criador.

A capacidade de anular a si mesmo é determinada pelo ambiente e quanto você abaixa a cabeça para ele. A cada momento, o Criador dá à pessoa oportunidades; a Luz Superior trabalha incessantemente, mas tudo depende da sua concordância em se anular, e se você vai ou não utilizar as oportunidades dadas a você.

Se você não se preparou, você vai receber a Luz do lado oposto, ou seja, em vez de Sua aproximação, você vai sentir distanciamento. É assim que acontece na vida regular. Você recebe algum tipo de oportunidade única para avançar, e a aceita como uma perturbação e um obstáculo. Você ainda não se preparou para um salto como este, e assim, em vez de um trampolim, você vê uma barreira alta e intransponível.

Só há liberdade de escolha numa coisa: anular-se perante o ambiente, ser incluído no seu interior, e ser como os amigos em tudo. Tente realizar este potencial. Você está pronto para fazer isso! Sua liberdade de escolha reside somente nisso e você não precisa de mais nada. O Criador traz a boa sorte, e deste ponto não há caminho de volta, só para frente.

Comece a entrar no grupo, ser incluído nele, e construir um Kli comum com os outros onde você vai descobrir o poder superior. O nosso mundo é o mundo da ação. Nós estamos dentro dele porque é possível realizar ações dentro dele sem a concordância do coração. Nisso está toda a base para o nosso mundo imaginário, mas este jogo nos possibilita avançar e construir a nossa independência espiritual, e isso é especificamente graças aos nossos seres enganadores.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/14, Escritos do Rabash

O Papel Da Nação De Israel

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o papel de Israel hoje e dos judeus em particular?

Resposta: O papel de Israel foi descoberto pela primeira vez na antiga Babilônia, quando um dos grandes sábios daquela geração, o sacerdote babilônico Abraão, proveu uma resposta para o que estava acontecendo lá.

Naquela época, a Babilônia estava passando os mesmos processos que o mundo está passando hoje: uma pequena sociedade de três milhões de pessoas, que era quase a civilização do mundo na época, de repente começou a se afundar em ódio mútuo por causa da erupção repentina do ego.

Até então, os babilônios viviam como uma pequena sociedade entre os rios Tigre e Eufrates, e tudo estava bem. Porém, quando o grande ego entrou em erupção, descobriu-se que, por um lado, eles estavam integralmente conectados entre si, e por outro lado, não poderiam existir em conjunto egoisticamente. Portanto, o termo da Torre de Babel simboliza o ego que, literalmente, cresceu para o céu.

Isto é o que está acontecendo hoje. Por um lado, nós descobrimos que as pessoas estão mutuamente conectadas entre si e, por outro lado, se odeiam. As duas forças que operam mutuamente dentro de nós precisam de uma solução, pois, caso contrário, vamos chegar a um beco sem saída.

Uma dessas duas forças, a força da natureza, nos une e nos mostra a globalização e a conexão mútua entre todos e para com todos. Essa força nos fecha integralmente e nos mostra que somos um corpo inteiro. A segunda força é a força humana egoísta que nos separa desde dentro, nos separa, e não nos permite ser um todo.

Estas duas forças foram estudadas pela primeira vez na antiga Babilônia e houve duas respostas à pergunta “o que devemos fazer?”.

A primeira resposta foi dada por Nimrod, o rei de Babilônia, que decidiu que os babilônios não tinham escolha, exceto se separar e se afastar uns dos outros. Ele desintegrou seu reino temendo que seus súditos começassem a se destruir mutuamente. Este é o lugar de onde vem o conceito da construção da Torre de Babel, e seu resultado foi a dispersão das pessoas e a mistura das línguas, que era um sinal de que as pessoas deixaram de se entender.

Essa foi a maneira de resolver o problema, mas hoje, os babilônios modernos não têm para onde ir, pois não temos outro planeta. Por isso, nós lidamos com a questão que temos que responder.

A segunda solução foi dada por Abraão, um dos principais sacerdotes na antiga Babilônia. Abraão entendeu que o ego nos separa do interior, enquanto as forças externas da natureza, que nos aproximam, foram dadas a nós de propósito para que possamos subir acima delas e nos assemelhar à natureza. Isso significa que vamos trabalhar contra o nosso ego na conexão entre nós.

Como isso pode ser feito? Como a pessoa pode se opor à sua própria natureza? Abraão sugeriu a organização de pequenos grupos de pessoas que começariam a se conectar, e em suas tentativas de se conectar, iriam extrair a força externa da natureza que seria revelada internamente entre elas, corrigindo e elevando-as acima de si mesmas.

O principal objetivo da natureza é levar a humanidade ao estado de “Ama teu amigo como a ti mesmo”, quer gostemos ou não. O problema da separação deve ser resolvido imediatamente, e somente desta maneira.

Cerca de cinco mil seguidores se juntaram a Abraão. O grande filósofo do século XII, Rambam, escreve sobre isso, e isso também está contido em escritos anteriores, como no Midrash Raba e outras fontes.

O Sefer Yetzirah (Livro da Criação) é o único livro remanescente escrito por Abraão, e ele nos fala sobre todo o sistema da natureza que afeta toda a sociedade humana.

Liderados por Abraão, 5000 pessoas deixaram a Babilônia e foram para a terra de Canaã, a terra da Israel moderna. Abraão ensinou-as a subir acima do ego na conexão entre si de acordo com os antigos mandamentos judaicos de “ama teu amigo como a ti mesmo”, “não faça aos outros o que é odioso para você” e “ser como um só homem em um coração “, etc. Este grupo é conhecido pelo nome de Israel, o que significa Yashar-El, direto ao Criador, assemelhar-se à natureza. Afinal, o Criador não é um quadro na parede ou um vovô sentado numa nuvem. O Criador é a natureza! Toda a natureza é chamada de Criador.

As 5000 pessoas que deixaram a Babilônia com Abraão foram chamadas de nação de Israel, decorrente da palavra “Yashar-El“, direto ao Criador. É uma nação que não cresceu como resultado das raízes biológicas como todas as outras nações, mas de acordo com uma ideologia, um propósito que define para onde ela está indo e como ela vai estabelecer uma sociedade.

Apesar de sermos os descendentes biológicos das pessoas, infelizmente não nos parecemos com elas, porque perdemos essa ideologia. Portanto, nosso estado atual é chamado de exílio do nível espiritual que elas tinham alcançado.

Quando o povo judeu deixou o Egito e vagou pelo deserto, ele trabalhou constantemente em sua conexão. Seu ego continuou crescendo, assim como o ego da humanidade cresce de geração em geração (que é o que nos torna diferentes dos animais), e as pessoas trabalharam nele.

Isto continuou até que o ego de repente explodiu na medida em que se desenvolveu. Foi o que aconteceu na véspera da destruição do Segundo Templo, no último ano A.C.. As pessoas não podiam subir acima dele na boa conexão entre si e caíram no nível egoísta.

O Templo se refere à santidade, doação, amor ao próximo e à incorporação de todos num todo. Quando a nação judaica caiu desse nível, ela determinou o resto de sua história de 2000 anos de exílio.

Da entrevista com V.Kanevsky em Toronto, 05/08/14

Integração Na Correção

laitman_264_01Comentário: Se nos conectarmos no cuidado pela cura de um amigo, o resultado será positivo e vamos sentir orgulho disso. Acontece que seria uma recepção egoísta de recompensa.

Resposta: Não faz diferença. Nós temos que olhar para as coisas de forma realista, já que o despertar egoísta e a recompensa também são necessários. Nós precisamos ter certeza de que somos uma força. Nós não estamos no nível de trabalhar sem feedback, ainda mais quando o mero esforço ou trabalho pelo Criador sem uma recompensa é a recompensa para nós.

No momento, não podemos sequer fazer isso e não sentimos o sistema num nível que nos permita trabalhar num vazio. Eu opero e todos os meus esforços desaparecem, enquanto eu devo sentir doação e certas limitações. Portanto, nós precisamos de feedback.

Pergunta: Como nós podemos melhorar a qualidade da nossa preocupação pelo nosso amigo doente?

Resposta: Em primeiro lugar, a preocupação que sentimos por ele deve nos ensinar a estar juntos num só pensamento, num só nível. Ao mesmo tempo, devemos esperar que vamos aprender a adicionar a nossa intenção a este pensamento, que unimos graças a nossa preocupação e usamos essa conexão no próximo nível, a fim de pensar no Criador e estabelecer as condições necessárias para Sua revelação. O Criador não é revelado em cada um de nós, mas na conexão entre nós.

Assim, quando se preocupar com um amigo doente, cada um deve sentir não a sua própria preocupação pessoal por ele e como devemos estimular cada um a sentir isso, mas como todos nós estamos conectados mutuamente. Nós queremos sentir a rede de conexões entre nós e a revelação de nossa preocupação pelo amigo nela. Esta é a única coisa que nos preocupa, já que a nossa rede está trabalhando na correção.

A principal coisa para nós é sentir a conexão, uma vez que é a nossa única alma coletiva onde o Criador, mais tarde, será revelado. Assim, vamos passar para o próximo nível, para o sistema que é externo a nós, e começar a sentir a teia de aranha da conexão real, não a nós mesmos e nossos desejos egoístas que estão em seus pontos encontro e sua conexão.

Se começamos a trabalhar desta forma, nós começamos a afetar todo o sistema. Ao reviver a teia de conexões entre nós, como o sistema de rede na Internet, nós começamos a prepará-la para a revelação do Criador, porque a força que passa pelo sistema que os liga, revive, regula e controla tudo, é chamado de Criador.

Quando nós começarmos a entrar em sintonia com este sistema de conexões mútuas, seremos capazes de sentir o sistema de rede da Internet que foi criado pelas pessoas. Nossa conexão vai começar a afetá-lo de acordo com a lei de equivalência de forma e as pessoas de todo o mundo de repente começarão a despertar.

Você pode imaginar como tudo vai mudar? Assim como os pensamentos de uma pessoa mudam constantemente, também o sistema mecânico e elétrico das conexões mútuas entre as pessoas começa a mudar. O cérebro – a conexão geral egoísta humana mútua que inclui tudo o que é revelado hoje no sistema de rede da Internet – começará a mudar a forma graças ao fato de que estamos nos tornando partes ativas em nosso sistema espiritual.

As pessoas de todo o mundo de repente vão sentir a nova corrente que o sistema das relações entre elas entrou: uma nova força, novos pensamentos, e um novo estado moral. Elas vão sentir isso já que o sistema espiritual irá afetar o sistema inferior da rede como uma raiz afeta o ramo. Por isso, logo vamos descobrir opções muito interessantes.

No entanto, voltando à pergunta sobre o amigo doente, é importante que entendamos que ele é o fator que nos impele à doação coletiva em todo o sistema, de modo que sejamos capazes de conectar e doar ao Criador a forma de doação que Ele tanto espera de nós.

Nós realmente queremos que o nosso amigo esteja constantemente conosco, se recupere e volte ao grupo. Nós devemos constantemente pensar nisso juntos. O Criador nos dá uma razão de Cima para que possamos conectar e concentrar todos os nossos pensamentos e ações na nossa unidade e, finalmente, para o bem do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/08/14, Escritos do Rabash

A Oração Como Manifestação Dos Desejos Humanos

laitman_239Parece-nos que a oração é um apelo idolatrado por um objeto “como ser humano”. No entanto, neste mundo, nós entendemos a noção de oração incorretamente. De fato, num dado momento, o que quer que façamos, nós sempre oramos, ou seja, expressamos nossos desejos. A expressão de nossos desejos é chamada de oração.

A Cabalá é um sistema de relações com a força superior que começou na época de Adão. É a sabedoria mais antiga do mundo, que começou 5775 anos atrás; um ser humano com o nome de Adão iniciou o relacionamento com o nível superior da natureza que agora é chamado de Criador, porque representa o sistema que nos criou. Isso explica por que as definições mais básicas e corretas devem ser emprestadas pela sabedoria da Cabalá.

Adão chamou a manifestação dos desejos humanos de uma oração, porque os nossos desejos, que estão em constante mudança, modificam o sistema em que vivemos. O sistema reage diretamente às nossas orações, uma vez que agimos dentro de seus limites. Portanto, nós constantemente oramos e o sistema continuamente muda, impactando-nos.

É por isso que nós temos que direcionar corretamente nossos desejos, nos concentrarmos no sistema em que existimos, moldando assim as intenções conjuntas e promovendo o nosso progresso interno, para que possamos influenciar o sistema propositadamente em vez de impactá-lo caoticamente tendo diversos desejos. Para isso, nós nos unimos em grupos e nos encorajamos, aproximando assim certas intenções e desejos, e definindo a visão do nosso futuro. Nossos esforços focados afetam muito o sistema; assim, ele começa a reagir de forma muito sensata à nossa influência.

Quando nos relacionamos uns com os outros, começamos a sentir uma grande necessidade da propriedade de doação e amor, da qualidade da integralidade e da ajuda mútua. Quando nos influenciamos de forma eficaz e forte o sistema, ele começa a nos influenciar. Este “retorno” pode nos modificar drasticamente mesmo se não tivermos profundamente dentro de nós um desejo de mudar.

Como nós somos egoístas, temos apenas um tipo de desejo. É por isso que somos incapazes de exigir que o sistema mude nossos desejos e intenções. Não importa o que, nós sempre traremos nossos incentivos egoístas. No entanto, o sistema é construído de forma que, mesmo que o nosso pedido não seja sincero, ainda reaja corretamente às nossas exigências. Isso ocorre porque a quebra, a inversão do altruísmo em egoísmo, progrediu de cima para baixo. É por isso que quando nós elevamos nossos pedidos de baixo para cima, o sistema os corrige.

Quando nós estamos juntos com o grupo, nós nos unimos; assim, cada um de nós recebe um desejo de se mover corretamente no interior do sistema. Quando impactamos o sistema por nossa vontade de mudar e subimos sobre a nossa natureza egoísta, ele responde a nós.

O mais importante é lembrar que estamos constantemente sob a influência do sistema. Mesmo que ainda não sejamos um elemento corrigido do sistema, mas conseguimos ficar juntos num grupo e continuamos nossos esforços de autocorreção, nós influenciamos todo o sistema num bom caminho. Em troca, o sistema nos modifica por sua influência recíproca. Ao fazer isso, o sistema se corrige, revive e retifica.

Isso explica por que tudo depende da nossa oração, ou seja, de nossas boas aspirações, mesmo que elas ainda sejam muito pequenas, fracas e primitivas. Nossas aspirações estão sendo calculadas dentro do sistema. É um processo constante e cumulativo, onde todos os tipos de correções recíprocas ocorrem.

É essencial não esfriar quando se trabalha em grupo. Nós devemos nos apoiar, melhorar mutuamente nossos desejos individuais, e tirar proveito de nossas propriedades egoístas, tais como ciúme, inveja e competição. Nós devemos usar esses recursos para alcançar os resultados desejáveis ​​dos outros, especialmente de nossas dezenas, multiplicando assim o nosso desejo de melhorar em dezenas de vezes.

Cada amigo, tornando-se dez vezes maior, vai contar aos outros sobre seus novos desejos aumentados. Em seguida, cada um dos nossos amigos toma emprestado cem vezes mais dos outros, e assim por diante. Isso significa que quando nós estamos num círculo, não há limitações no fortalecimento dos nossos desejos de mudar.

Além disso, quando um cai, os outros sobem. Este contrapeso nos mantém num movimento constante de correção. Neste caso, nós realmente podemos elevar nossos grandes desejos até o sistema, encorajá-lo a nos mudar e pedir que ele nos influencie pela reação recíproca, a chamada Ohr Makif (Luz de Retorno), que gradualmente nos corrige.

Um sistema espiritual de autocorreção e autoajuste, como qualquer outro tipo de ferramenta de busca, sempre explora a melhor forma de reagir a nós, absorver-nos, adaptar-nos a ele para que nos corrijamos completamente e nos transformemos em seus elementos úteis. Esta é a forma como ele é construído.

O Estudo das Dez Sefirot nos ensina que o sistema dos mundos superiores consiste de 125 níveis: cinco mundos, cada um dos quais inclui cinco blocos distintos multifuncionais (Partzufim), e cada bloco, por sua vez, é constituído por cinco subníveis (Sefirot). É um sistema muito flexível que se adapta rapidamente às nossas demandas. Quando nos esforçamos em nos coordenar com ele através de nossos desejos e nos tornamos semelhantes a ele, subindo para seus níveis mais elevados e entrando num estado de homeostase absoluta conectados a ele, então o sistema reage imediatamente aos nossos desejos e nos corrige de certa forma para que nos transformemos em seus componentes ativos, úteis e internos.

Assim nós começamos a controlar o sistema devido ao fato de que anteriormente éramos seus elementos corruptos, enquanto que neste ponto nos aproximamos de um estado de correção. Esta é uma propriedade extraordinária, milagrosa: se uma partícula não corrigida se esforça em se corrigir, ela influencia todo o sistema muito mais forte do que seus elementos já corrigidos.

Devido ao fato de que nós estamos posicionados entre as camadas corruptas e corrigidas do sistema, nós temos a chance de perceber, compreender, analisar e sintetizar as propriedades e possibilidades que estão num grau completo mais elevado do que o próprio sistema mecanicista. Nosso “eu” egoísta que nos esforçamos em alterar, nos ajuda a nos tornarmos uma entidade totalmente diferente e a subir para um novo nível na estrutura da força superior que criou todo o sistema. Eu subo acima do sistema e me torno semelhante à propriedade de doação e amor, à autêntica qualidade de tudo o que existe, ao Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Shamati # 5

Sob O Sol Escaldante

Laitman_512_02O Rabash escreve que na Torá há três modos. Por um lado, a Torá é chamada de um recurso que ajuda especificamente como um recurso para a força da pessoa, e depois disso vem a Luz que Reforma que corrige a pessoa, e a Luz que preenche seus Kelim corrigidos. É assim que ela completa o nível.

No entanto, até o término da correção, esta luta continua. Escrito nas palavras dos profetas está a terrível guerra de Gog e Magog, que acontece na última etapa da correção, a qual não afeta apenas o mundo físico, mas a mesma coisa acontece no trabalho espiritual. Guerras físicas tornam-se uma projeção de processos e observações espirituais.

Na medida em que a pessoa avança, mais perto ela chega do Criador; a pessoa é jogada num fogo ardente de estados como se estivesse se aproximando do sol. Então, ela é jogada muito mais fortemente em subidas de descidas. Desta forma, ela esgota sua força.

Ela deve entender que tudo isso é feito para ajudá-la a sair das profundezas de seu ego, ao se afundar cada vez mais fortemente nele, a fim de passar para “em prol da doação”, para o sagrado, a espiritualidade, a mais e mais doação e amor.

A diferença entre esses dois polos, entre as descidas e subidas, cresce cada vez mais. Até que a pessoa não esteja completamente afogada no mar de suas forças do mal, ela não pode gritar e pedir sua correção.

Assim, a Torá esgota s forças de uma pessoa. Se ela não for iluminada pela Luz, mas está sob o controle das forças egoístas (Klipot), de seu desejo de receber, ela não pode fazer nada. Nossa mente só serve os nossos sentimentos e não está preparada para nos ajudar.

Assim, a pessoa deve se preparar o máximo possível desde o início para estados como estes, na medida em que for capaz. No entanto, de qualquer forma, ela vai cair e se levantar novamente, cair e se levantar.

O grupo deve lhe fornecer o ambiente certo para que através dele, ela imediatamente comece a subir, carregando energia como em baterias. Durante todo o tempo de subida, ela carrega a bateria de modo que, quando necessário, possa usá-la.

É assim que se deve relacionar com um ambiente. Para este efeito, a Shevirat HaKelim (quebra dos vasos) foi feita, pois nós, aparentemente, não podemos passar sem uma bateria externa como essa. Nós investimos nossa energia nele, acumulamos nosso investimento, esforço, e depois disso, é possível usá-lo. É impossível avançar sem uma bateria de energia como essa.

Esta é garantia de nosso amor mútuo, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Garantia não é algo que alguém precisa. Em vez disso, nós mesmos precisamos dela. Isto é porque nós não podemos sair das descidas se não subirmos o tempo todo nos níveis de participação e conexão mútua.

Portanto, essas descidas são necessárias para nos ensinar como se comportar corretamente, de modo que não vamos fugir e nos quebrar em partes. Eu entendo que há descidas onde é impossível sair da cama, onde você se sente fisicamente morto. Todo mundo passa por estados como estes e permanece vivo. Não há nada com que se preocupar ou temer.

No entanto, em última análise, é necessário entender, organizar junto, e lutar com eles. Nós estamos diante de uma montanha de pensamentos, o Monte Sinai (do ódio) que você não pode subir sem garantia mútua.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/10/14, Escritos do Rabash

Uma Aranha Pequena Numa Grande Teia De Conexões

laitman_929Rabash, “Propósito da Sociedade 2 (1984) “: Visto que o homem é criado com um Kli chamado de “amor próprio”, onde a pessoa não vê que um ato trará benefício pessoal, ela não tem motivação para fazer sequer um pequeno movimento. E sem anular o amor-próprio, é impossível alcançar Dvekut (adesão) com o Criador, ou seja, equivalência de forma.

Portanto, eles nos dão uma sociedade, pois se a sua influência sobre mim é mais forte do que as demandas pessoais do meu ego, eu estou pronto para mudar sob a influência do meu ambiente. Suponha que eu queira descansar, viajar, me divertir, mas, por outro lado, estou numa sociedade que me pressiona e obriga a estar envolvido com outra coisa. Sob sua pressão, eu certamente realizo o que ela requer de mim, mas a contragosto.

Será que a sociedade pode me influenciar de modo que eu queira realizar suas exigências, e, além disso, que isso parta da minha própria pressão e grande disponibilidade interna? Suponha que ela me mostre que se eu trabalhar de acordo com as suas instruções, ela vai me respeitar elevar, mostrar respeito e coisas afins.

Neste caso, eu começo a deixar o meu desejo de me divertir, descansar, dormir, e corro para trabalhar apenas para ganhar a atitude correta da sociedade em relação a mim. Isto significa que a sociedade pode jogar com a pessoa.

Na natureza humana é inerente tal condição de que a sociedade pode levar uma pessoa ao suicídio ou pode elevá-la ao ápice da glória. Tudo depende do ambiente. Uma pessoa não tem peso próprio. A atitude do ambiente em relação a ela é o seu único determinante.

Assim, nós podemos aproveitar a possibilidade de que um indivíduo pode ser influenciado pela sociedade e podemos reunir um grupo que nos influenciará para que possamos realizar todas as ações para o benefício de outros. E com a sua ajuda, podemos chegar a um estado em que uma força externa, a Luz que Reforma, também nos influenciará. No entanto, isso só funciona através do ambiente. Uma vez que a sociedade certa pode nos despertar para as ações corretas, é possível despertar Ohr Makif (Luz Circundante) em nós mesmos através dessa sociedade.

Eu me apego naturalmente à sociedade com os desejos corretos por doação, amor ao próximo, etc. Meu ego diz: “Você quer que eles o respeitem? Você deve ansiar por isso”. Eu começo a ansiar, e, simultaneamente, através disso, eu também atraio algum tipo de força natural encontrada na sociedade chamada de Ohr Makif. Sob sua influência, eu começo a ser alterado. Então, tudo depende de como eu me situo em relação ao meu ambiente.

Se o meu ambiente é capaz de me despertar corretamente e age sutilmente sobre o meu ego, ele pode realmente brincar comigo. Eu estou pronto para isso, quero isso! Isso ocorre porque o meu ego é meu inimigo e eu quero fazer algo sobre isso.

A sociedade começa a brincar com o meu ego e desperta em mim grandes desejos para ações altruístas; ao mesmo tempo, ela reduz a Ohr Makif para mim através deles. É assim que a minha conexão mútua com o grupo certo resolve todos os problemas da minha correção através da “equivalência de forma” com o poder superior.

Quando essas atitudes corretas forem criadas entre eu e a sociedade, é necessário estar em condições definidas que foram determinados pelos Cabalistas, como manter atitudes de igualdade entre os amigos, a integração com o outro, maior preferência pelos desejos do amigo do que os meus desejos pessoais, etc.

Se eu atuo de acordo com essas condições, eu entro gradualmente em seu sistema de conexão e me encontro nele como um pequeno nó dentro de sua rede, e todo o resto dos nós certos ao meu redor são a minha sociedade. É assim que ajudamos uns aos outros e complementamos os problemas de todos, aprendendo a cooperar corretamente com o sistema geral até que começamos a nos sentir como um grupo inteiro.

O grupo de repente começa a sentir que se encontra num sistema geral de conexão que está agindo sobre ele. A descoberta do poder do sistema geral é a descoberta do Criador dentro de nós, dentro do grupo. Uma pessoa é incapaz de sentir isso sozinha. Ele não tem os sentidos apropriados para isso.

Quando eu me encontro como uma pequena aranha numa grande teia, através da conexão com os outros eu sinto o espaço que me cerca, sinto o Criador. Esta é apenas sob a condição de que eu tenho a conexão correta com os amigos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Escritos do Rabash

Jogos Do Criador

Laitman_514_04Pergunta: Pode haver estes estados onde nós estamos tão integrados ao grupo, viemos para as aulas, e mantemos a conexão com os amigos, como se tudo estivesse dentro de nós e não houvesse nenhuma força externa, nenhum Criador. A questão que se coloca, é se essa força existe fora ou nós mesmos vamos construí-la?

Resposta: O Criador joga conosco. Ele permite que vocês, como crianças pequenas, mostrem até que ponto vocês são, como se, independentes, compreensíveis, inteligentes e corajosos.

Vocês precisam parar a si mesmos em tempo. Não pode haver qualquer avanço, só se Ele puxa vocês, carrega em suas asas, puxa para frente ou empurra por trás.

Nós não temos nenhum motor! O motor não está dentro de nós, e que o combustível é Dele. Não temos nenhum! Ele é feito de propósito para nos mostrar mais tarde o quão longe nós viemos.

Nós precisamos equilibrar tudo e não se queixar de que não temos nada. Nós não somos ninguém e não temos nada, ou seja, somos como um trapo sob os pés ou uma pilha de mecanismos quebrados. Não. Ele precisa estar no meio, em algum lugar entre os dois.

Em cada momento de nossa existência nós precisamos sentir a necessidade da força superior: a necessidade de reconhecer o bem e o mal, a necessidade de diferenciar entre eles, a necessidade da escolha correta para a direção do movimento para frente.

Como Baal HaSulam explica, é preciso avançar corretamente exatamente na linha do meio. Isto significa que, sem qualquer conexão com o próximo nível, à linha superior, a uma categoria superior, vocês não são capazes de fazer nada.

Da Convenção em São Petersburgo 19/09/14, Lição 2