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Como Nós Transformamos O Caminho Do Sofrimento No Caminho Da Luz?

laitman_938_02De Shamati # 1: “Não Há Outro Além Dele”: Ou seja, a ela são enviados pensamentos e pontos de vista que são contrários a obra. Isso é para que ela veja que não é um com o Senhor.

A pessoa não está preparada para superar os pensamentos e desejos que são despertados dentro de sua mente e coração. Ela não está preparada para superá-los sozinha, sem o apoio do ambiente. Ela precisa de outras pessoas como ela, que irão lhe mostrar um bom exemplo relacionado a sua condição.

Um bom ambiente é os amigos que estão mais ou menos passando pela mesma situação, cada um de acordo com seus Reshimot (genes informativos) pessoais. Mas para todos eles há a mesma intenção, a mesma meta. Todo mundo entende o que deve ser feito. E mesmo que não entendam, o principal é que eles tentam apresentar um bom exemplo para o outro.

Quando nós passarmos pela próxima etapa do trabalho espiritual e ganharmos força, o ambiente vai nos tratar de forma diferente, vai demonstrar desprezo pela meta. Foi exatamente o que ocorreu com o famoso grupo de Cabalistas de Kotzk.

Se eu tenho uma tela, a Luz e os vasos, o ambiente pode me ajudar sem esperar o próximo obstáculo no caminho. O ambiente vai criar um obstáculo na minha frente que eu preciso superar. Isso é chamado de: “Eu vou apressá-lo”, em vez do caminho do desenvolvimento natural.

Por que eu deveria esperar até receber um peso no coração de Cima se a sociedade pode causar isso? Os amigos vão me mostrar que eles parecem desprezar o caminho espiritual. Eu vou justificá-los, mesmo que isso não seja verdade; eu não vejo a verdade, porque eu estou danificado.

Desta forma, nós transformamos o caminho de sofrimento no caminho da Luz, cada vez colocando um novo obstáculo diante dos amigos e, portanto, acelerando-os, forçando-os a exigir vasos de doação e a avançar. Mas isso só é apropriado para grandes Cabalistas. Nesse meio tempo, nós precisamos mostrar aos amigos inspiração pela grandeza da meta, até que eles passem pela Machsom (barreira) e transformem o caminho do sofrimento no caminho da Luz. Hoje, nós temos que ser a força que puxa toda a sociedade para frente.

A primeira etapa na preparação para o verdadeiro trabalho espiritual é alcançar a sensação de que você está numa Hevrah Kadisha, uma sociedade sagrada. Eu preciso ver que todo mundo é muito maior do que eu, e que eu não sou nada digno de estar entre essas pessoas. Mas eu não estou pronto para justificá-las e apreciar a sua altura.

Cabe a mim tentar identificar que o Criador está nelas, pelo menos imaginar isso artificialmente, e procurar como é possível construir o meu relacionamento com o grupo. Mas o verdadeiro estado de Lo Lishma (não em Seu nome) começa a partir da fase em que eu vejo todos como os maiores da geração. E neste estado eu tenho a oportunidade de avançar com a sua ajuda. Isso significa que eu me coloquei no correto estado de Lo Lishma.

Agora, a sociedade pode me fornecer o combustível com o qual eu vou ver todos como grandes e desejar estar com eles. Eu quero me aderir a eles e aprender com eles, eu quero ser o menor de todos eles; o principal é estar juntos. Esta já é a atitude certa, com o qual eu abordo Lishma desde Lo Lishma. Eu já estou incluído corretamente dentro da alma coletiva e sou grato pelo Criador estar entre os amigos.

A única coisa que me falta é aderir a eles. Isso significa que eu anseio pelo amor dos amigos e, depois disso, do amor dos amigos ao amor pelo Criador.

Mas, até então, eu não posso despertar uma deficiência pelo amor do Criador dentro de mim, se a intenção for pela espiritualidade e não uma deficiência física egoísta como é com todos. Há sinais muito claros disso; se nós julgarmos de acordo com a nossa atitude para com a sociedade, a partir desta atitude é possível examinar o nosso estado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

Contos: As Escolas De Cabalá

Dr. Michael LaitmanDesde o momento em que uma pequena parte dos babilônios se juntou a Abraão e começou a trabalhar junto em unidade mútua, o ponto de partida do povo judeu começou.

Embora ainda não fosse um povo formado, o grupo de discípulos de Abraão, que eram cabalistas, recebeu dele o método de unidade com o propósito de revelar o Criador e começou a avançar.

Do ponto de vista Cabalístico, avançar não diz respeito à história de sua mudança da Babilônia para a terra de Canaã, a descida para o Egito e retorno à terra de Israel, mas ao crescimento de seu egoísmo e sua ascensão constante acima dele. De fato, a ideologia com a qual eles concordaram na antiga Babilônia continuou a agir neles.

No processo do crescimento do egoísmo, o povo gradualmente começou a mudar e se tornou mais sofisticado, tanto egoisticamente como altruisticamente. Sua unidade passou por várias metamorfoses e assumiu diferentes formas.

Portanto, a escola de Abraão se transforma na escola de Isaac, depois na escola de Jacó, depois José, e, finalmente, na escola de Moisés. Todos eles representam uma variedade de movimentos das pessoas a uma revelação cada vez maior de ego e a subida acima dele.

A escola de Isaac representa o desejo do povo de romper com seu egoísmo e subir firmemente acima dele. Este é o sacrifício de Isaac, quando a pessoa está pronta para abater seu egoísmo. De fato, num primeiro momento, ela acha que esta é a única forma de manter o seu avanço.

Depois é formada a escola de Jacó, que acredita que não se deve matar o egoísmo, mas equilibrá-lo com a propriedade da misericórdia, representada por Jacó. Afinal, quando a misericórdia começa a usar corretamente a propriedade de Isaac (a brutalidade do julgamento), então ela se transforma na propriedade de Israel, que significa direto ao Criador.

Este é um avanço sério, onde tanto as forças egoístas e altruístas estão se unindo, com o egoísmo remanescente na parte inferior e o altruísmo subindo sobre ele. Assim, subindo e descendo de forma síncrona, eles se movem juntos. Esta é a forma como as pessoas crescem, compondo as duas partes da natureza dentro de si, e na simbiose correta entre si, elas revelam o Criador.

O movimento espiritual de Israel gradualmente leva as pessoas ao Egito. O desenvolvimento no Egito significa que o egoísmo das pessoas aumentou ainda mais, até o nível do Faraó, e elas foram obrigadas a subir sobre ele.

O Faraó representa o egoísmo, sobre o qual a pessoa não pode simplesmente subir e usar. É necessário ser puxado rapidamente para fora dele, corrigi-lo em pequenas porções, transformando-o em altruísmo.

O povo de Israel, estando no cativeiro egípcio, ou seja, num estado extremamente egoísta, descobriu que não poderia seguir a ideologia de Abraão. Um novo líder, cujo nome era Moisés, surgiu entre eles. Ele foi capaz de organizá-los para que eles entendessem que o progresso deve se basear no desprendimento do egoísmo. Isso significava que eles tiveram que escapar do cativeiro egípcio, o cativeiro do egoísmo, e, lentamente, começar a corrigir suas partes.

Enquanto estavam no Egito, sob a pressão de um ego enorme, o povo estava no mesmo confronto como na antiga Babilônia. Moisés compreendeu que era necessário fazer mais um esforço, sair do Egito e ir para a terra de Canaã, como quando o grupo de Abraão veio da Babilônia.

A terra de Canaã simboliza o estado espiritual que dá às pessoas a oportunidade de se unir internamente, subir acima do egoísmo e afastar-se dele, ou seja, deixar o Egito, ir para o deserto do Sinai e dirigir-se à terra de Israel.

Esta é a essência da escola de Moisés, o seguidor direto de Abraão. Na história do desenvolvimento espiritual, não há nenhuma personalidade mais brilhante do que Moisés. Afinal, o grupo de Abraão veio da Babilônia depois de subir sobre o egoísmo manifestado e isso era o suficiente, mas agora seus seguidores, ao escapar do Egito, não só deve subir acima de um enorme ego, mas também corrigi-lo gradualmente.

De KabTV “Contos” 22/10/14

O Único Ritual Do Cabalista

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há rituais na sabedoria da Cabalá?

Resposta: Na sabedoria da Cabalá não há rituais! Ela não está envolvida com qualquer coisa ligada ao mundo material, nem ao corpo físico de uma pessoa.

A sabedoria da Cabalá consiste no trabalho interno de uma pessoa, o qual é direcionado à conexão e unidade com os outros e, através desta correção, à descoberta do Criador. Não há ações externas nisso, mas uma ajuda mútua pelo trabalho espiritual bem sucedido. Este é o trabalho num grupo, o trabalho num Grupo de Dez (chamado de Minyan), encontros de amigos, refeições compartilhadas, etc. Em outras palavras, todos os tipos de atividades externas que possam nos ajudar a chegar mais perto uns dos outros são bem-vindos.

Aqui é possível ver imediatamente a diferença entre um Grupo Cabalístico de Dez e um Minyan de pessoas reunidas numa sinagoga que não está se movendo em direção à aproximação, mas simplesmente vem para orar. Elas não têm uma tarefa compartilhada para criar um todo único e descobrir o Criador entre si.

Enquanto que para nós, a conexão num Minyan, um Grupo de Dez, é uma atividade espiritual onde tentamos nos conectar num único conjunto, a imagem de uma unidade chamada Adão (homem), de modo que a nossa única imagem elevada acima do ego e a conexão de todos entre si seja construída acima da característica de doação, assemelhando-se ao Criador.

A partir desta unidade entre nós, do coração comum, nós elevamos o nosso pedido ao Criador para que Ele seja revelado em nosso desejo unificado, nosso coração unificado. Isso é chamado de uma oração Cabalística, um Minyan Cabalístico, um grupo e um ritual.

De KabTV “Contos” 22/10/14

Contos: A Evolução Do Grupo De Abraão — José

Dr. Michael LaitmanA essência do método Cabalístico é trabalhar corretamente com o ego crescente usando a linha direita altruísta e, ao mesmo tempo, subir os níveis dos mundos espirituais. Assim, a próxima fase da evolução espiritual é a revelação do ego gigante dentro de nós.

A pergunta é de onde virá o grande ego que pode elevar-nos até o nível do Criador?

Se ele aparecesse nos primeiros estágios da formação espiritual, nós não poderíamos trabalhar com ele e, inconscientemente, escaparíamos do nosso nível. Portanto, o mergulho no ego e seu crescimento interno são graduais. Tal aproximação gradual ao ego, que por fim é revelado em todo seu enorme vazio escuro e na força que engole tudo, é descrita na história de José e seus irmãos.

A princípio, o ego pequeno e não prejudicial dos irmãos que invejavam José cresceu para enormes disputas chamadas de Egito. Egito (Mitzraim) vem da palavra em hebraico “Mits Rah – suco ruim” que significa a concentração do mal.

Por um lado, isso não parecia tão ruim, mas, por outro lado, eles encontraram um problema: se não se aproximassem do mal, o acumulassem dentro de si e parecessem acalmar as disputas que tinham, eles não seriam capazes de continuar. Portanto, diz na Torá que havia fome na terra de Israel.

Então, o que eles fariam se sem o ego não havia como avançar na espiritualidade? Foi assim que eles começaram a sentir a necessidade de um ego crescente e sua correta satisfação. Assim, eles mergulharam no Egito, o que foi em seu benefício, visto que ele os alimentou e despertou.

Além disso, seu pai Jacó entrou no mesmo estado conforme compreendeu que esta é a linha média, sem a qual é impossível avançar e que eles precisavam de um grande ego para depois trabalhá-lo. A construção do ego é chamada de sete anos de saciedade.

Durante esses anos o ego parece muito atraente, porque ele não mostra que é contra o caminho espiritual. A vida no cativeiro do ego parecia doce, boa e sensata, e eles se tornaram seus escravos.

Durante este tempo Israel se desenvolve, cresce e se multiplica, o que significa que o método do uso correto do ego e sua orientação certa durante os primeiros sete anos é muito proveitoso. É porque o ego, como parte da natureza feminina, é primeiro submisso, sugerindo: “use-me e avance”.

Mas tendo absorvido o ego ao máximo durante os primeiros sete anos, sua absorção chegou ao fim. Sete anos é um nível completo HGT NHYM, os sete anos são substituídos pelos sete anos ruins (de fome).

Eles começam a reconhecer o mal no ego. Todo o lucro que aparentemente tiveram antes está, na verdade, totalmente vazio. O reconhecimento do mal ocorre também durante sete anos, visto que estes são os mesmos níveis de HGT NHYM. Em cada um deles, eles têm que reconhecer que isso constantemente leva a resultados negativos.

No final dos sete anos ruins, eles alcançam o último atributo, o mais egoísta, Malchut. Aqui eles já devem se submeter a golpes sérios, as dez pragas do Egito, a fim de desistir do uso anterior do ego.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Contos: Cruzar A Fronteira Egípcia

laitman_749_01Depois que o grupo de Abraão trabalhou na unidade, eles começaram a descobrir um novo nível de ego e começaram a se afastar de novo, exatamente como fizeram na Babilônia.

Eles foram dominados pelo poder do Faraó, o ego gigante que os pressionava, e as relações entre eles se tornou “a escravidão no Egito”.

Foi nessa época que surgiu o próximo líder da nação, Moisés. Moisés foi educado na casa de Faraó desde muito jovem, mas mesmo assim, um grande desejo de ascender acima de sua criação despertou nele. Ele fugiu da presença de Faraó e se voltou ao povo, convocando-os a deixar o Egito.

O povo, no entanto, era muito fraco. Por um lado, eles entendiam que tinham que deixar a escravidão egoísta, caso contrário não haveria chance de se conectar e se unir para reproduzir a ideia de Abraão, que os ajuda a avançar na conexão entre eles, para revelar o Criador.

Por outro lado, o Criador está oculto de seus sentimentos. Assim, a escravidão no Egito é como noite para eles, visto que eles não sentem a vida espiritual. Mas eles já provaram e sentiram o que significa um estado espiritual: a vida sem quaisquer limitações, um sentimento do espaço exterior, uma dimensão diferente.

Por isso, eles foram primeiro bastante passivos, e Moisés teve que agravar o Faraó (o ego), de tal forma que as pessoas sentiriam sua dominação rígida. Só então eles viram as aflições que o ego causou neles e, assim, se prepararam para deixar o Egito, porque não queriam mais se identificar com seu ego. Eles não tinham força para romper com ele, mas, de repente, sentiram o desejo de fazê-lo.

Ao mostrar-lhes a crueldade e a astúcia do ego, Moisés eleva o povo e tira-os do estado egoísta. Agora eles estão prontos para superar todas as brigas, disputas e conflitos e ascender acima deles de acordo com a condição “o amor cobre todas as transgressões”. Então, eles rompem com a escravidão no Egito, sobem sobre ela e deixam o Egito.

Cada nível espiritual é feito de dez subníveis. Cada subnível deve ser visto como uma fonte de perda, dor, sofrimentos e doenças terríveis. Sofrimentos que se acumulam gradualmente no reconhecimento da escravidão egoísta e convencem as pessoas a romper com o ego (mesmo à noite, no escuro, quando nada é entendido e nada pode ser visto); a principal coisa é manter a conexão entre elas.

A situação antes do êxodo do Egito e depois é semelhante ao atravessar uma fronteira. No Egito, nós dependemos uns dos outros, odiando um ao outro, mas no momento em que tomamos sobre nós a lei da misericórdia, da doação altruísta, da incorporação mútua, podemos atravessar a fronteira e fugir do Egito.

De KabTV “Contos”22/10/14

Futebol E Carnaval Não São Mais Uma Atração

Laitman_049_01Comentário: Nós gostaríamos de passar nosso bastão, nosso amor, nossa atitude sincera aos nossos amigos da América Latina e América do Norte e pedir aos amigos que têm a possibilidade de estar lá, que definitivamente venham se encontrar com você e seus amigos.

Resposta: Eu espero muito por isso; eu estou indo para as nações da América Latina e América do Norte com a grande esperança de me encontrar com meus alunos. Eu quero ver que eles estão avançando na mesma direção que a nossa “equipe russa” avançou em Sochi. Eu gostaria que existisse grupos semelhantes lá.

Nós vemos com que velocidade o mundo está evoluindo. Basta pensar, os brasileiros não querem mais ver futebol! Isso diz alguma coisa! Aqui ainda estamos presos em futebol, enquanto lá isso não é mais assim, embora para os sul-americanos o carnaval e o futebol sejam as coisas mais importantes na vida.

Este é um fenômeno muito interessante. Juntamente com o cansaço, isolamento e distância, algum tipo de consciência aparece, e não apenas algo vago e passivo. Eles não querem isso! Especialmente agora, quando eles perderam, isso dá um impulso ainda maior para a conscientização continuada.

Veja como eles estão sendo guiados de Cima! Afinal, para eles o futebol era toda a sua vida: a salvação da revolução, da pobreza, de tudo! As pessoas estão começando a entender que é necessária uma decisão radical; devaneios em jogos não são permitidos.

Espanta-me que isso esteja vindo justamente de lá. Quando pessoas como estas parecem saber naturalmente como romper com todas as dificuldades e se contentar com pouco, já sentindo que não podem se realizar por meio disso, é maravilhoso!

Da Convenção em Sochi “Dia Um” 13/07/14, Lição 1

Contos: Jacó E O Desenvolvimento Do Grupo De Abraão

Dr. Michael LaitmanA restrição correta do ego que leva ao ponto médio entre o atributo de Abraão/Hesed (misericórdia) e o atributo de Isaac/Gevura (poder) é necessária para avançar espiritualmente e ter o que eles têm em comum.

O que eles têm em comum é a próxima fase no desenvolvimento do grupo de Abraão, que se chama Jacó, uma vez que a conexão entre a linha direita (Abraão) e a linha esquerda (Isaac) retrata gradualmente a linha do meio (Jacó).

Na verdade, é neste ponto que nós podemos falar sobre o início da verdadeira realização real do método da Cabalá, porque agora ela inclui as duas linhas, a direita e a esquerda, o atributo de Hesed (doação) e o atributo de Din (recepção), que criam uma terceira força que os conecta corretamente. A terceira força é chamada de Jacó.

A formação da linha do meio (o atributo de Jacó) no grupo Cabalístico que saiu da Babilônia é a base para o desenvolvimento da sabedoria da Cabalá. Cada movimento no desenvolvimento espiritual é gradualmente realizado e só é possível subir para o próximo nível quando adicionamos a linha esquerda à linha direita.

Se eu estou em certo nível, eu tenho que adicionar a linha esquerda e diferentes tipos de desejos e problemas egoístas e superá-los, a fim de subir para o próximo nível. Esta é a única maneira de eu entender o próximo nível. Em outras palavras, as áreas planas sobre os degraus da escada são os atributos da bondade e a ascensão de um nível ao outro são os atributos de dominação, respeito e poder, acima dos quais eu subo.

É assim como a escada da ascensão espiritual chamada escada de Jacó é construída. Jacó inclui tanto as forças do bem e do mal e as conecta corretamente ao realizar internamente o método da subida gradual da escada. Jacó é realmente o início do desenvolvimento espiritual que é proposital e correto.

Isso explica a existência da linha esquerda em nosso mundo. Ela decorre do Criador que nos dá a linha esquerda para que possamos subir mais alto acima de nós mesmos até que atinjamos Seu nível.

A combinação certa entre as linhas direita e esquerda, o atributo de Abraão e Isaac, está incluída no atributo de Jacó, que também é chamado de Israel. Se tomarmos essas duas forças da natureza e as conectarmos corretamente, subindo a escada de Jacó, nós nos tornamos Israel (Yashar- El), que significa direto ao Criador. Quando nós usamos essas duas forças, nós podemos focar com precisão a meta e constantemente visar, colocar e gerenciar a nós mesmos exatamente na linha média.

De KabTV “Contos” 15/10/14

No Momento Decisivo

laitman_236_01Shamati # 1 “Não Há Outro Além Dele”: Em vez disso, para aquelas pessoas que realmente querem se aproximar do Criador, e que, portanto, não vão se contentar com pouco, ou seja, permanecer como crianças sem sentido… E apenas se essa pessoa tem um verdadeiro desejo…

É possível que uma pessoa possa ter um verdadeiro desejo? Eu devo sentir dentro, dentro do meu ventre, do meu coração, e examinar com a minha mente quanto em cada momento na vida eu estou alerta para me manter em meu benefício. A principal coisa para mim é não prejudicar ninguém, de modo que ninguém me prejudique. Eu só estou preocupado em como me defender de todo o mal que me rodeia, de todos os perigos e más influências de todos os lados.

Se eu sinto que estou tão focado em me proteger, eu vou entender que isso mantém toda a minha atenção, e até mesmo o meu desejo de descobrir o Criador é derivado do mesmo Kli, da mesma intenção de melhorar ainda mais a minha situação. No entanto, eu não estou preparado para ser libertado da minha natureza bestial de autodefesa.

Aqui, eu tomo uma decisão de que tenho que ficar longe dela, simplesmente me desprender desta preocupação de autopreservação, e tudo isso depende unicamente disso: Quanto a importância do Criador se torna maior do que a minha própria importância pessoal? Quando um desejo, uma decisão, um imperativo como esse amadurecer e despertar em mim, eu vou começar a odiar “meu corpo”, ou seja, o ego que me obriga a estar preocupado com a minha própria autopreservação o tempo todo, e, então, um desejo, uma oração, um grito, um pedido, desperta dentro de mim pelo Criador para mudar o que foi criado para mim, e eu vou começar a me preocupar com a grandeza do Criador – com “amarás o teu próximo como a ti mesmo” – mais do que comigo, e vou me ver apenas como um meio para doar aos outros.

Eu devo chegar a tal explosão interna que eu estarei pronto para fazer qualquer coisa. Este é um ponto crítico onde eu decido que prefiro me matar do que viver uma vida como esta, se eu não for capaz de me preocupar com os outros mais do que comigo. Eu percebo meu estado bestial egoísta como sendo tão desprezível que simplesmente devo alterá-lo.

Aqueles de nós que ainda não passaram por isso estão muito próximos deste momento decisivo, e nós devemos prestar atenção especial nele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

A Força De Superação, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Acontece que toda a superação reside no desejo que vai vencer em mim?

Resposta: Se os meus pais me punem, me forçando a fazer a tarefa de casa, o meu desejo de evitar os golpes se torna mais forte do que o desejo de descansar, e eu vou fazer tudo o que for necessário.

Nós sempre agimos de acordo com o nosso desejo. A única questão é saber se é o meu desejo que me obriga a agir ou o desejo de outra pessoa. Se este desejo surge diretamente em mim, eu o realizo com prazer e ele não me obriga a superar nada.

Se eu vejo que o desejo não é meu, isso é chamado de coerção. No fim das contas, eu também realizo o ato necessário por minha própria vontade, calculando que de outra forma eu seria punido ou não teria dinheiro para comprar comida. Mas esse é o desejo de alguém, não o meu verdadeiro desejo, que me obriga a agir, e é por isso que eu faço isso sem alegria.

A ação em si não contém qualquer superação! Eu sempre faço tudo de acordo com o desejo: que emerge em mim ou que me pressiona e me força. Mas, superar por mim mesmo é obter bons desejos que são úteis para mim. Portanto, eu propositadamente os absorvo do ambiente.

Por exemplo, meus pais queriam que eu me tornasse músico. Assim, meu pai me levou para assistir filmes sobre músicos. Ele queria que eu me inspirasse por sua vida, glória e fama mundial, e também queria que eu desejasse ser como eles. Mas a única coisa que eu me lembrava, é que, no final, todos eles terminaram suas vidas e morreram, porque eu era uma criança de 6-7 anos de idade.

Usando esses exemplos, meus pais queriam incutir em mim o desejo de estudar música, mas eu não absorvi isso e sofri muito para estudar num conservatório. Isso mostra que a superação se aplica a uma pessoa que entende que precisa disso. Ela não tem escolha, e, assim, supera seu desejo original e adquire um novo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/05/14

Um Empurrão Para A Unidade

laitman_938_02Pergunta: O nosso amigo doente tornou-se a razão para a conexão e consolidação do grupo mundial. Será que nós podemos iniciar e criar pontos como estes em nós mesmos, não derivados da doença de alguém, mas do nosso objetivo, de algo bom?

Resposta: Certamente, nós temos que reunir todos os nossos problemas no caminho em direção ao objetivo, tudo o que perturba a nossa conexão, ou vice-versa, tudo o que pode ser usado como um empurrão, impulso e incentivo para a nossa unidade.

No entanto, por outro lado, o Criador nos dá novas condições para cada um de nossos passos em direção à Luz. Portanto, o que será, será. Nós temos que levar tudo isso em conta.

No entanto, por ora, o Criador escolheu especificamente um amigo doente para que possamos realizar uma ação em massa de conexão por ele. Para isso, nós temos que respeitar, amar, apreciar e cuidar dele, pois ele agora se tornou um meio para o nosso progresso.

No entanto, mesmo sem este incidente, nós devemos de qualquer forma procurar outros métodos de avanço. Geralmente, nós os encontramos na disseminação, porque dentro do próprio grupo não existe nenhum empurrão particularmente acentuado ou incentivo pela conexão e unidade. No entanto, quando estamos envolvidos na disseminação, como regra geral nós começamos a receber todos os tipos de problemas que nos ajudam a nos unirmos para resolvê-los.

Pergunta: Quando a atividade em Sochi foi organizada, todos nós estávamos envolvidos na disseminação lá. Agora, nós não estamos fazendo atividades como essas; Portanto, aparentemente, como um contrapeso, o nosso amigo ficou doente.

Se nós planejarmos novamente uma atividade como essa e começarmos a nos envolver com ela, toda a atenção será dirigida para lá. Será que daí o Criador vai nos estimular a avançar apenas numa boa forma, através da disseminação?

Resposta: Em primeiro lugar, eu não ponho nenhuma condição sobre o Criador, e não determino minhas ações de acordo com o que será ou não será. Nada disso é problema meu. Eu não sou responsável por esse mecanismo. É necessário fazer de tudo para mover da forma mais eficiente e máxima o sistema em direção à correção. Isso só é possível através da disseminação do método de educação e conhecimento integral.

Deem um grito geral em todo o espaço das pessoas que falam russo de que vocês primeiro estão saindo para uma atividade de disseminação, depois outro, e assim por diante. Na medida do possível, façam um programa geral que seja aceito em todas as regiões, pois todos os grupos estão em diferentes níveis de desenvolvimento. No entanto, vocês podem fazer isso e estar em constante comunicação e conexão entre vocês.

Na verdade, a ação em Sochi uniu um círculo que não era grande. Foi uma boa ideia, mas quantas pessoas estavam lá, em comparação com todos os grupos? Elas se sentaram num lugar e cozinharam por si mesmas como num grande pote, e agora é necessário que algo mais surja de todo esse cozido e da Convenção de São Petersburgo.

Vocês devem começar a atuar em círculos mais amplos e não continuar com ações em si mesmos. Eu acho que ninguém proibiria ações como estas. É possível tentar organizá-las sob um slogan agradável sobre a unidade de toda a humanidade, um chamado para o entendimento mútuo e afins.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Escritos do Rabash