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A Sabedoria Da Ascensão

Dr. Michael LaitmanComentário: A moderna sociedade israelense sofre de divisão. As pessoas sentem que são estranhas umas as outras, realmente a ponto de ter aversão e ódio. Às vezes, você simplesmente quer que alguém desapareça, subir num avião com sua família e partir para sempre.

Resposta: Isso é o que nós sentimos na época do exílio egípcio. Esta é a escravidão, quando o ego nos domina, “joga” conosco de forma mais rigorosa, e cria relacionamentos como estes entre nós.

Como resultado, nós nos encontramos numa posição onde simplesmente não temos para onde ir. Hoje, alguns ainda pensam que podem fugir para algum lugar em outro país, mas nada vai ajudar.

Pergunta: Portanto, Israel se tornará uma panela de pressão onde as pessoas estão trancadas, totalmente incapazes de se tolerar?

Resposta: Certo, assim era no passado e é o que também vai acontecer no futuro. Não haverá outra escolha para nós além de alcançar a unidade. Além disso, sem achar uma saída, vamos concordar que a unidade só é possível acima do ódio.

Uma Ponte Sobre O Abismo

Pergunta: Os abismos que separam as pessoas têm tomado forma e cristalizado por anos. Hoje, a impressão é de que é impossível construir pontes sobre eles. É possível esquecer todas as diferenças e insultos? É possível ter controle sobre o potencial negativo?

Resposta: É possível. Eu não lhe pergunto quem e o que você é, a que comunidade ou partido você pertence. Não é nada disso. Eu só sei de uma coisa: eu estou com você, nós estamos com todo mundo, precisamos estar juntos, e isso é o que eu estou passando. Certamente, nós somos diferentes, opostos. Nós até nos odiamos. Tudo isso é completamente sem importância. Em vez disso, o que importa é apenas uma coisa: nós temos que começar a nos conectar e unir entre nós.

Nós demonstramos essa conexão e unidade através dos workshops, onde nos sentamos com pessoas muito diferentes, estranhas, refletindo todo o espectro social. Vamos tomar um representante de cada partido, senta-los juntos e organizar um workshop, e você vai ver que, mesmo numa composição mista como essa, eles vão descobrir maneiras de se conectar. Eles descobririam isso com a condição: de que ninguém pisoteie os outros e fomente o ódio neste chão. Pelo contrário, cada um está pronto para se unir e se conectar com os outros acima de todos os pensamentos e desejos anteriores.

Então, nós realmente realizamos isso, e no centro do círculo algum tipo de nova força é revelada, calor, compreensão mútua, capacidade de suportar e manter uma conexão mútua. Esta é a segunda força fundamental latente na própria natureza, o poder do amor. Não é o amor que irrompe entre um homem e uma mulher, mas a mesma força que penetra através das relações interpessoais.

Passos Em Frente

Hoje, nós estamos na dimensão do ódio e do egoísmo. Eu não tolero os outros; eu sempre procuro ser superior a eles e quero vê-los abaixo de mim, sob o meu controle.

Mas, é impossível continuar desta forma. Nós chegamos a um ponto em nosso desenvolvimento onde o egoísmo está nos devorando de dentro. Ele não vai nos deixar viver como antes, nem o povo de Israel, nem a humanidade como um todo. Portanto, pela primeira vez na história, a sabedoria da Cabalá foi revelado ao mundo. Sua função é nos ensinar como, sob novas condições e apesar da oposição, podemos segurar e manter uma boa conexão mútua.

Do Programa da Radio Israelense 103FM, 22/03/15

O Que É O “Arrependimento”?

Laitman_509Rabash, “Carta 66”: E, de fato, nós dizemos na Haggadah de Pessach: “No início, nossos antepassados ​​eram adoradores de ídolos e agora nos aproximamos do Onipresente para servi-Lo”, e assim por diante.

Para entender a ideia de ensinar-nos o que eles eram antes, nós temos que explicar isso através da ética. A pessoa deve saber que quando está envolvida com a ideia da partida de alguém do exílio egípcio, vemos que todas as Mitzvot (preceitos) dependem deste conceito, pois com todas essas coisas nós dizemos: “A lembrança do Êxodo do Egito”.

Todas as Mitzvot são correções do desejo de receber em pequenas porções que só podem ser implementadas após a pessoa se elevar acima do Machsom (barreira). Depois que ela passa pelo Machson , ela começa a passar pelas partes do desejo de receber acima do Machson.

Em primeiro lugar, a própria pessoa passa pelo Machsom e transforma seu desejo de receber em “em prol da doação”, e depois disso ela se volta para baixo e eleva desejo após desejo. Toda esta atividade é chamada de arrependimento, em outras palavras, ela retorna o desejo de receber para uma intenção em prol da doação. Cada ação como essa é chamada de Mitzvah e é feita pela Torah, ou seja, pela Ohr Makif (Luz Circundante) que transforma as correções em possibilidades. A primeira ação é chamada de êxodo do Egito.

Quando eu estou sob o Machsom, eu não tenho uma conexão com a Luz. No entanto, acima do Machsom, eu já tenho Luz, o poder de doação, e posso usá-la para o avanço e a correção. Eu tenho consciência, sentimento, inteligência e poder, como uma pessoa madura e capaz. Eu me transformo num especialista em correção, com a condição de que há Luz em mim. Luz é o poder de doação que está agindo em mim, e com a sua ajuda, eu posso conectar cada vez mais novos desejos, um após o outro, e corrigi-los. Eu me volto a um nível mais elevado e recebo energia adicional dele para a parte inferior que quero corrigir, corrigindo-a e conectando-a a mim.

Neste processo há três parceiros: o Criador – a origem do poder, eu – aquele que quer se corrigir, e o desejo – o lugar que eu quero corrigir.

Com a Luz que há em mim, graças a minha conexão com o Criador, eu vejo exatamente o que está pronto para a correção em mim e peço esse poder Dele. Eu trabalho com Ele como parceiro, porque não não me encontro mais sob o Machsom . Pelo contrário, estou junto com Ele, sentindo-O. Portanto, eu começo a esclarecer como é possível trabalhar com o desejo danificado, como é possível despertar e elevá-lo. Isso significa que eu quero transformá-lo de “em prol da recepção” para “em prol da doação”. Então, eu peçoa isso.

Eu não obtenho qualquer prazer com esta atividade enquanto a sinto como meu desejo. Para mim, ela se torna mais preciosa do que o meu desejo, como está escrito: “Faça que a vontade Dele seja a sua vontade” (Pirkei Avot 2:4) – como uma mãe faz com o seu filho. Eu envolvo Seu desejo dentro do meu desejo e é assim que começo a elevá-lo, pedindo ao Criador para corrigi-lo para mim, como eu faria pelo meu bebê.

Então, eu obtenho o poder, a inteligência e o sentimento necessários. Afinal de contas, eu não sei como corrigir o que está abaixo, pois este é um sistema completamente separado, o AHP que é construído dentro de mim, o útero espiritual.

Isto significa que, em primeiro lugar, eu cresci para corrigi-lo. Eu aceito um novo sistema e junto o que está abaixo de mim. Assim, após a correção nós estamos justapostos. Assim, muitos Partzufim são revestidos um no outro.

Pergunta: Será que é importante para as pessoas que estão envolvidas com a disseminação ter atravessado o Machsom?

Resposta: Não me parece que a pessoa que atravessou o Machsom terá mais sucesso na disseminação externa. Eu não tenho certeza que o Rabash teria sido mais bem sucedido na disseminação do que a média das pessoas em nosso grupo.

Portanto, Baal HaSulam escreve que é inclusive possível pagar uam compensação monetária a profissionais. Afinal, é preciso se aproximar o máximo possivel das pessoas. Certamente, é claro que elas precisam saber a direção, o propósito, um pouco das explicações, mas não muito fundo, apenas de acordo com o nível das pessoas a quem elas se dirigem.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Escritos do Rabash

Sete Anos De Preparação Para A Fuga

Laitman_514_04Os “… sete anos de grande abundância …” (Gênesis 41:29) são dados a uma pessoa para que ela possa organizar todas as condições de avanço para si mesma. Eu tento estar em doação, em conexão com o grupo. Eu realizo ações e mantenho várias condições. Nesse meio tempo, a minha inclinação ao mal não é revelada. É revelada, mas num nível humano, e não num nível espiritual. Só depois que eu me preparo bem é que os “… sete anos de fome …” (Gênesis 41:30) começam. Eles não vêm apenas simplesmente por acaso, mas sim como resultado do esforço pessoal.

Um novo rei surge no Egito. Isso significa que eu começo a identificar que o meu desejo, a minha natureza, é mau. Até então, eu não pensava assim. Eu não entendia o que era isso. Ouvi dizer que o ego é o mal, e isso é claro para todos. No entanto, eu pensava que avançava, que queria atingir a espiritualidade, e não entendia que a minha natureza é a inclinação ao mal.

Eu mesmo devo determinar, reconhecer que toda a minha natureza, tudo o que está em mim, é o mal. Não faz diferença que característica eu escolho.

Mas nós não estamos falando do desejo em si, da matéria, mas da intenção. Isso significa que eu preciso entender e gradualmente revelar que a intenção para cada desejo, ou todos os meus hábitos, é o oposto da espiritualidade.

Sete anos de fome é uma compreensão crítica dos sete anos de fartura. Agora, eu posso examinar e ver que, na verdade, não existe sequer uma única característica dentro de mim, com cuja ajuda é possível avançar. Tudo está sob o controle de uma intenção em prol da recepção. Este é o trabalho durante o período de sete anos de fome.

No entanto, eu vejo isso depois que eu me aproximo da Luz, do Criador. Eu entendo e sinto cada vez mais o que é o mundo espiritual, o que significa a intenção em prol da doação. Há um ponto em mim chamado Moisés, que está conectado à força de doação. Graças a isso, eu sei que uma força como essa existe no mundo.

Basicamente, eu a encontro dentro de mim e não em outras dimensões. Este é o meu espaço interno, mas, por enquanto, eu não o vejo, não o identifico.

Se eu quero construir uma intenção em prol da doação em meus desejos que se encontram sob o controle da intenção “em prol da recepção”, sob o domínio do faraó – em outras palavras, para ter o governo do  Criador sobre eles – isso é chamado de mover-se da escravidão no Egito para se tornar um servo do Criador. Eu vejo como isso é difícil e que é mesmo impossível, porque em cada desejo e pensamento na mente e no coração eu sou totalmente egoísta. Eu não achava isso antes!

Agora, eu sempre tento agir em prol da doação e ver que tudo ocorre em prol da recepção. Isso é chamado de os filhos de Israel passando pelos 49 portões de Tuma’a (Impureza).

Isto é revelado um pouco a pessoa, gradualmente, de modo a não dar-lhe o desespero e, deste modo, ela se renderia. Cabe a ela continuar a verificar uma e outra vez, até que tudo seja esclarecido até o fim, e ela veria que não há nada nela que pertença ao sagrado. Assim, a sua oração será completa, e seu grito será um verdadeiro grito.

Só então é que isso será de chamado MAN (oração), e não antes, e a ajuda virá de cima, que é chamada de nascimento espiritual, o êxodo do Egito. Imediatamente, de uma só vez, eu vou receber a capacidade de deixar o domínio da intenção em prol da recepção que é chamado de Faraó. Eu deixo o controle de Faraó e começo a adquirir uma intenção em prol da doação, e é claro que essa intenção está vestida nos desejos, nas características, que anteriormente estavam em mim.

No início, eu só estava me preparando e tinha que estar num estado de “filhos de Israel”, no estado imaturo, na linha direita (Kav Yamin) e até mesmo na linha do meio (Kav Emtzai). Cabe a mim conquistar o Egito, e eu começo a estar conectado a ele, por enquanto sem compreender que esta é a escravidão do Egito, e depois disso, o verdadeiro Egito é revelado a mim com os sete anos de fome, e daí eu recebo o poder para fugir. É porque eu investi todo o esforço na linha direita, como está escrito: “Ele engoliu riquezas, e deve vomitá-las de novo …” (Jó 20:15).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Rabash

O Tempo Dos Efeitos Externos Acabou

laitman_528_04Pergunta: Não podemos tomar como exemplo o grupo, porque eu não vejo ninguém ao meu redor que mereça. A única pessoa que eu posso tomar como  exemplo é o professor. É correto fazer isso ou não?

Resposta: Isso não é correto. Você precisa fazer esforços para ver os amigos de uma forma agradável, mas você olha para eles de uma forma incorreta; de acordo com a sua ideia, eles são estúpidos e preguiçosos.

Você os descreve dessa forma, caso contrário, o ego e seu orgulho não vão deixá-lo viver. Você vai se decepcionar o tempo todo porque seus amigos são mais elevados do que você, e há aqueles que já cruzaram a barreira (Machsom), e você não conseguiu nada. Se você visse a verdade, não seria capaz de suportar isso. Portanto, ela não é mostrada você, e você pode desrespeitar todos os outros. Você não tem nenhuma possibilidade de vê-los em sua forma real e receber aspiração. Você não pode trabalhar pelo professor como você trabalha pelos amigos. O seu trabalho em relação ao amigo é torná-lo grande aos seus olhos.

Pergunta: Mas você disse que se o aluno não se aderir ao seu professor, ele não vai aprender nada.

Resposta: Mas o que exatamente a pessoa precisa aprender? Ela aprende com o professor (Rav) como se aderir aos amigos, a fim de revelar o Criador entre eles. O professor é o guia que aponta a direção a seguir. Ele não o chama para vir até ele; em vez disso, ele lhe diz para ir numa certa direção! Este é o seu papel.

Em nossos dias, nós chegamos a uma situação nova e especial que não tem um líder santo como era costume com a nação através das gerações, porque hoje toda a nação deve revelar o Criador.

As pessoas precisam ser direcionadas ao Criador e não adorar o seu líder. Esta foi antes, mas agora chegaram tempos completamente diferentes. Antes, não havia outra maneira. A nação precisava de um líder que iria cuidar deles de modo que a pessoa saberia que alguém grande orava por ela e iria organizar sua vida.

No entanto, os tempos de hoje são completamente diferentes, porque agora todos nós temos que reconhecer a verdade, pelo menos um pouco. Alguém no nível do primeiro ano, alguém no nível do quarto ano, alguém no nível da universidade e alguém no nível de um professor: não importa em que nível, cada um precisa atingir a verdade de alguma forma.

Nós já saímos desses dias, e o passado não vai voltar. Não haverá outros líderes para a correção espiritual do mundo porque todo mundo precisa  revelar e conhecer o Criador. Portanto, não há lugar para Hassidismo porque, como está escrito: “… pois todos Me conhecerão, do menor ao maior deles…”.

A pessoa alcança a adesão com o Rav pela devoção constante e interna e não por ações ritualísticas. Não há espaço para isso em nossos tempos. Ou você realizar virtudes, usa amuletos, ou ajuda as pessoas a entender o que a obra de Deus é para elas. O mundo precisa de correção, e para isso todos nós precisamos trabalhar de acordo com o mesmo sistema, um por todos.

O tempo dos efeitos exteriores acabou, porque tudo está concentrado internamente. É claro que para a pessoa simples é difícil se manter no caminho, se ela não tem a ajuda da influência de um “homem santo”, incluindo todos os seus sinais exteriores. Uma pessoa precisa de alguém para cuidar dela como um pai grande e importante, mas isso a desvia de seu caminho. Portanto, não haverá mais efeitos exteriores, porque com eles é possível atrair aqueles que não são capazes de trabalhar em sua correção.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/14, Escritos do Rabash

José Vai Levá-lo Ao Egito, E Moisés Vai Tirá-lo Dele

laitman_933Pergunta: Onde terminam os “sete anos de saciedade” e começam os “sete anos de fome”?

Resposta: Os sete anos de saciedade pertencem à espiritualidade e não à corporeidade. No início do estudo, a pessoa está feliz por ter encontrado os amigos, o estudo, o professor, o objetivo. Tudo isso lhe ilumina e é por isso que ela está feliz, cheia de força e pronta para todas as ações heróicas.

Mas depois ela deve entender de uma forma emocional que seu progresso depende das conexões com os outros. Sete anos de saciedade no exílio não é um estado simples. Ela sequer entrou no Egito. Sete anos de saciedade começam quando a pessoa entende que deve progredir e atender a todas as condições indicadas pelos Cabalistas e concordar com elas.

Ela está disposta a se conectar com os outros, disposta a estudar, a disseminar, com o entendimento de que somente se ela revelar a unidade dentro de si mesma é que ela vai encontrar o mundo espiritual. Isto significa que José leva seus irmãos, os filhos de Jacó, para o Egito.

Não há outro jeito. Não há caminhos diferentes, porque só há uma lei de equivalência da Luz com o desejo. Tudo é determinado pelas quatro fases da Luz direta e nada mais pode ser.

Pergunta: Se agora eu estou satisfeito com tudo e estou no período de sete anos de saciedade, o que devo fazer: querer que ele acabe o mais rápido possível e que os sete anos de fome venham?

Resposta: Ansie apenas pela realização do que está escrito, que nós nos encontraremos em nossa unidade que vem pelo estudo, pela divulgação, e que tudo isso é direcionado para trazer contentamento ao Criador.

Pense apenas na conexão, e José vai lhe levar ao Egito. José é o ponto de conexão entre nós e a Sefira Yesod. Depois de todas as suas buscas e experiências para evitar a conexão, quando você concordar e começar a se conectar, ou seja, corrigir a sua alma, você vai se encontrar no Egito.

Os irmãos de José chegam ao Egito somente quando a fome começa na terra de Canaã; isso significa que eles não podem progredir. Cada um deles cresceu, mas o crescimento futuro só é possível graças à conexão.

É semelhante ao que está acontecendo com o nosso mundo, que cresceu em nosso ego, alcançou plena abundância, mas não sabe o que fazer depois. Agora, apenas a conexão geral pode salvar o mundo, mas vemos o quanto é difícil alcançá-la.

Nós vamos precisar passar pelo estado de fome no mundo também no aspecto físico, corpóreo e espiritual. Então, estará pronto para se conectar. A descida ao Egito é uma descida à conexão. E isso não é desejável para as qualidades interiores de uma pessoa e para todas as pessoas. Os irmãos concordam em aceitar o conselho de José, mas com muitas dúvidas; eles têm muitos medos.

Eles não querem entrar no Egito, pois isso os obriga a ser uma nação, um grupo, uma família, unidos, porque eles vão viver entre os egípcios, ou seja, nós devemos estar prontos para trabalhar para que a conexão flua a partir do desejo de doar.

Yesod é um ponto que doa acima de Malchut e pode doar somente quando todas as qualidades anteriores e todas as Sefirot se conectam a ela. Vamos nos perguntar se estamos em tal estado tal, ou não? Será que nós queremos nos conectar a fim de ser doadores, que este é o campo onde Malchut será revelada entre nós?

Isso se refere ao grupo chamado “os filhos de Jacó”, que eles vão e avançam rumo à doação, eles não querem entrar no Egito, e, portanto, devem entrar nesses estados.

Mas o objetivo deve permanecer constante ao longo de todo o caminho, e é para chegar à doação, conexão mútua; nela vamos revelar o Criador e vamos sentir como trazer contentamento a Ele. Com isso vamos alcançar adesão com Ele.

Sobre essas perguntas eu só posso responder uma coisa: se esforcem para sair do seu Egito e vocês vão ver que tudo dará certo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/14, Shamati # 54

No Exílio Da Conexão

Laitman_119Pergunta: A pessoa deve sentir a escuridão do Egito como um estado intolerável, para que queira sair dele. O que ela deve fazer para não escapar simplesmente da sensação desagradável, mas aceitar o domínio do Criador?

Resposta: De acordo com a nossa natureza, não somos capazes de permanecer num estado desagradável, a menos que não tenhamos escolha: se alguém me pressiona e me abraça. Eu quero fugir, mas não posso, então eu permaneço na condição desagradável. Isso pode ser físico, quando alguém me segura para me dar uma injeção, por exemplo, como fazemos com os bebês. Ou a sociedade pode me pressionar, e, assim, não tendo escolha, eu faço o que é exigido de mim. Ou seja, eu estou numa condição em que sofro, mas estou sendo pressionado e não posso escapar.

Por natureza, eu fujo de qualquer coisa que não gosto. Este é o desejo de desfrutar. Se eu sinto inclusive “um grama” de desconforto, eu quero ficar longe dele. No entanto, existem diferentes circunstâncias imperiosas, problemas e cálculos que me forçam a continuar a sofrer, sem ter escolha, não porque quero, mas por causa da pressão que é colocada em mim. Esta pressão é chamada de exílio; eu estou sob pressão e permaneço nesse estado e sofro.

Você está pedindo o oposto: Como posso sentir um sofrimento maior para que possa sentir que estou na escuridão egípcia, em tão grande mal, de modo que queira sair disso? Assim, parece não haver problema se eu me coloco num estado de sofrimento.

Mas eu não posso alcançar tal estado de sofrimento; ele deve ser justificado de algum modo: por pressão da opinião pública ou por uma causa que ilumine de longe, como um presente ou uma recompensa. Se eu sou o desejo de receber, não posso causar dano a mim mesmo, a menos que receba uma recompensa que exceda a pressão que experimento ou os esforços que faço em troca. Como posso chegar a sentir o exílio no Egito?

Em primeiro lugar, eu alcanço o exílio no Egito em diferentes maneiras que não estão relacionadas à espiritualidade. Isso significa que não inflijo dor a mim mesmo ou vivo uma vida dura. Não consigo fazer isso. O Egito deve ser um estado muito especial para mim, onde eu sofro porque não posso me conectar com as outras partes quebradas da alma única porque o Faraó nos domina. Esse estado me pressiona e não há nada que eu possa fazer. Eu não posso me livrar de sua presença na conexão entre nós, apesar de todos os meus esforços. Isso é chamado de Egito, quando eu estou pronto para dar qualquer coisa para matar o faraó, para tirá-lo do meu sistema, ou para elevar-me acima dele.

Há muitos discernimentos internos aqui: dentro dele, fora dele, por que é dito “Deixa meu povo ir”, por que é impossível ser livre no Egito, como vamos sair do Egito, e porque nós tomamos os vasos e só o Faraó permanece no Egito? Na verdade, nada permanece no Egito, exceto o Faraó. Tudo o resto é levado para fora do Egito. Esses desejos morrem lá ou são retirados.

Todas essas definições não têm nada a ver com sofrimentos terrenos, mas se referem a uma coisa só: à conexão entre nós, a fim de descobrir o Criador nela e, assim, agradá-Lo. Afinal, o Criador quer que o descubramos. Portanto, nós devemos trabalhar continuamente nesse ponto no grupo e sentir que a única coisa que falta é a conexão. Se você simplesmente quer sair do seu ego (e, talvez, isso seja realmente o que você quer), é apenas porque isso lhe traz muitos problemas. Assim, você tenta mudar o pequeno ego para um ego maior, mais sofisticado, mas ainda quer trabalhar para o Faraó.

Trabalhar fora do Faraó só é possível se você anseia pela conexão, a fim de descobrir o atributo do Criador e, portanto, agradá-Lo quando você assume Sua forma e deseja se parecer com Ele. Você deve examinar este ponto com cuidado.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

Pessach É Uma Festa Especial

Pergunta: Como podemos adquirir a força chamada Moisés? Afinal de contas, você diz que isto não existe na natureza.

Resposta: Moisés (da palavra hebraica “Moshech” – puxar) é o atributo que desperta em nós e nos eleva do fundo do Monte Sinai até o cume, ao cume do ódio geral. Quando uma pessoa sobe acima dele, ela atinge o Criador que está no cume da montanha.

É impossível transpor esta montanha; temos de escalá-la. É assim para todo o mundo. Hoje, toda a humanidade está no sopé do Monte Sinai, cercada pelo enorme ódio que nos separa. Mas, ao mesmo tempo, o método chamado a Tora é revelado. A Torá é a Luz que Reforma no cume da montanha.

Não temos de fazer nenhum esforço especial, e não há nada a temer. Quando adquirimos o enorme ódio, estamos na base da montanha, onde recebemos o método pelo qual gradualmente podemos subir, ao complementar e ajudar mutuamente um ao outro. [Leia mais →]

Pessach Mostra-nos Que Não Há Espaço Para A Separação

O início deste post pode ser encontrado em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

O Grupo de Abraão mudou-se para Canaã. O ego então cresceu de uma geração para a seguinte, mas o principal era manter a conexão geral, a irmandade espiritual.

Mais tarde, as disputas e conflitos cresceram a tal ponto que os filhos de Jacó, mesmo os irmãos, não poderiam superá-los. Este processo é descrito na Torá como o início da fome. Os irmãos vendem José como escravo no Egito, (Mitzrayim), que simboliza a própria natureza do mal (Yetzer-Ra). Quando eles caíram do nível do amor fraterno, eles encontraram-se sob o domínio do ego, o Faraó.

A princípio esta dominação era boa: O Faraó elevou José e a vida estava cheia de prazeres diferentes, mas depois as coisas mudaram e as pessoas começaram a sentir que benefícios e prazeres corporais não eram tudo na vida.

Eles sentiram uma deficiência para uma conexão espiritual, a que o Faraó, é claro, opôs-se e resistiu. Agora, todos os esforços do ego não eram para permitir-lhes manter mesmo um pouco de unidade interna.

Parecia que não havia nenhuma maneira de sair, mas na verdade é o desespero que gerou a força que os puxou para a Unidade – Moisés. Ele foi criado na casa do Faraó, o ego, e, portanto, pronto para enfrentar o rei do Egito. Esta centelha que manteve a essência da alma judaica vive em cada um de nós. É o ponto de vista geral, inclusive de um mundo unido em que não há espaço para a separação.

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Pessach: Um Passo Sobre O Abismo

Dr. Michael LaitmanO início deste post pode ser encontrado em: Pessach É Um Lembrete Do Futuro

Pessach simboliza o nascimento da nação israelense, que nasceu da unidade, apesar da repulsa. Enquanto estamos divididos e separados, não somos uma nação, mas estamos em exílio. Apenas a boa conexão e unidade entre nós nos torna uma comunidade, que é justamente chamada de “Israel”.

Quando nos preparamos para essa ascensão, limpamos as nossas casas e nós afastamos de disputas e de estar divididos. O Seder simboliza o fim da renovação de nossas corruptas conexões mútuas.

Quando nos livramos dessa massa fermentada egoísta, comemos Matzo (pão sem fermento) durante sete dias como símbolo de nossa subida para o nível de doação mútua, que no Egito era percebido como sem gosto. Nós começamos por esse caminho como escravos da separação, como escravos de nossa natureza, e terminamos a viagem como um povo livre, nascido livre, e como uma nação.

Não é de todo surpreendente que nós temos que abrir mão de nossa adoração dos valores que nos separam, não importa onde vivamos. Cada desejo se torna uma fase do êxodo do Egito, visto que Pessach simboliza o nosso “passar sobre” (Páscoa Judaica) a disputa e a separação em direção ao nível do amor.

Babilônia Moderna

Dr. Michael LaitmanPergunta: A nação Judaica tem passado por uma transformação especial, a transição da escravidão à liberdade, à qual dedica-se a festa de Pessach (Páscoa Judaica). Qual é o significado desta transformação?

Resposta: O significado da libertação da escravidão é adquirir o poder do amor devido à saída do egoíismo pessoal. Nós estamos sob o controle do sistema que nos avança, especialmente dado sob o poder do nosso egoísmo, que é chamado de Faraó.

Primeiro, nós nos sentimos bem nesta escravidão, mas depois percebemos que estamos no exílio e que somos escravos do egoísmo que nos governa de forma absoluta. Nós não concordamos com essa autoridade e desejamos escapar dela, das más atitudes em relação ao outro, porque vemos que desta forma é impossível seguir em frente e existir.

Depois que muitas tentativas fracassadas, nós nos convencemos de que nada pode ser feito e que só um milagre pode nos salvar. Com efeito, o egoísmo está nos matando na medida em que não vemos sucesso em nada em nossas vidas de forma alguma. Deste modo, a lei do Faraó se manifesta entre nós.

Essa é a situação que vemos hoje em Israel. Existem 23 partidos políticos em um pequeno país, enormes lacunas entre diferentes camadas da população, a crise no sistema de ensino, uma crescente taxa de divórcio e de uso de drogas. Metade dos cidadãos estaria disposta a mudar para outro país se tivesse a chance.

Nossa atitude indelicada para com o outro pode ser vista no comportamento nas estradas e em outros lugares. Nós estamos divididos pela indiferença para com os outros e o orgulho. O egoísmo reina dentro de nós e nos faz agir desta forma. Não é nossa culpa, mas é nossa natureza que joga com a gente.

A pessoa deve perceber que nossa natureza é a inclinação ao mal, que nos escraviza. Se não sairmos dessa situação, nossas vidas vão acabar e não deixaremos para trás nada de bom para nossos filhos. A vida vai se tornar pior e eles não terão nem aquelas migalhas de felicidade que tivemos uma vez.

Isso é escravidão, e a Hagadá de Pessach nos diz como escapar para alcançar a liberdade. Mas, acima de tudo, precisamos entender que estamos na escravidão. Afinal, enquanto você se vê na escuridão do egoísmo que nos separa através do ódio mútuo, é impossível entender a realidade da liberdade deste anjo da morte.

Nós temos que querer nos tornar um povo livre em nosso país, independente da nossa vontade. Nós precisamos querer alcançar o amor, a conexão, a garantia mútua e a unidade entre todos acima da nossa natureza egoísta.

O povo de Israel uma vez escapou de seu egoísmo e subiu a uma altura de unidade e amor, que se chama a construção do Templo. Mas depois não fomos capazes de permanecer naquela altura e caímos dela.

Rabi Akiva ensinou que você não pode deixar o princípio do “ama o próximo como a ti mesmo”; caso contrário, cairemos novamente no ódio infundado. O Egito é o estado de ódio sem causa entre nós. Após a destruição do Segundo Templo há 2000 anos, nós voltamos a esse estado de ódio, que é chamado de Egito.

Após milhares de anos vivendo na unidade e na conexão, o povo Judeu foi novamente ao Egito, ao ódio infundado. Mas hoje o mundo inteiro deve perceber que estamos no Egito.

Uma vez, um pequeno grupo liderado por Abraão deixou a babilônia e se tornou unido no povo de Israel. Mas depois, ele voltou para Babilônia e se misturou com todos os babilônios. Hoje, nós nos encontramos novamente diante da mesma torre de Babel e somos confrontados com o ódio contra os outros e a falta de vontade de conhecer e compreender os outros. Isto é chamado de confusão das línguas.

Mais uma vez, nós temos que realizar a mesma ação como a que foi realizada na antiga Babilônia. É dito que os atos dos pais são um exemplo para seus filhos. Hoje, nós precisamos mais uma vez sair do Egito, mas este será o último exílio antes da libertação final.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 22/03/15