Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

O Gene Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: A celebração de Pessach é uma oportunidade especial para aprender algo novo sobre si mesmo, sobre o nosso povo, sobre a nossa sociedade, e fazer uma mudança qualitativa em nossos relacionamentos mútuos.

O Rav Kook escreveu que se o povo de Israel não tivesse feito essa transição da escravidão para a liberdade, o mundo inteiro nunca teria sido capaz de fazer tal mudança. É verdade que o povo de Israel afeta tanto o mundo inteiro?

Resposta: O povo de Israel é um grupo especial de pessoas que foram selecionadas de todo o mundo e que saiu da antiga Babilônia para se unir.

Hoje, o mundo inteiro está no mesmo ódio mútuo, que foi revelado anteriormente somente entre os judeus durante a destruição do Templo. Devido a esse ódio, os judeus caíram da altura da unidade para o nível deste mundo, e isso significa ir para exílio .

Hoje, o povo judeu está misturado com o mundo inteiro, e todos nós estamos no mesmo estado, chamado de Egito ou escravidão do ódio mútuo.

Uma vez que os judeus já saíram essa escravidão, nós temos memórias, os genes (Reshimot) daquele estado anterior. É por isso que temos que tirar todos os outros desse terrível estado em que toda a humanidade existe agora e estabelecer um exemplo para todos, ou seja, ser “uma Luz para as nações do mundo”.

Agora esta tarefa é para o povo de Israel que vive na terra de Israel. É por isso que nós fomos capazes de voltar aqui. Nós temos que entender a nossa missão em benefício do mundo inteiro. Afinal, o propósito da criação é que toda a humanidade se torne um povo, uma família, como está escrito nos profetas.

De KabTV “Uma Nova Vida” 22/03/15

“E Serás Chamado Diante Do Nome Do Criador”

laitman_528_04Pergunta: Como eu posso escolher entre agir a favor do meu ego ou a favor do ambiente? Afinal de contas, às vezes o meu ego me confunde e me convence de que o que é bom para o meio ambiente é diferente do que a sociedade define como bom.

Resposta: Se o grupo diz algo, é, sem dúvida, um sinal de que essa é a maneira que deve ser. É dito: “Eles têm olhos, mas não podem ver”. Como você pode acreditar em seus próprios olhos? Se o grupo me diz que algo tem que ser feito, eu posso organizar um debate, um workshop, mas, no final, eu tenho que aceitar a decisão do grupo.

A mesma regra se aplica às relações entre o professor e os alunos, como está escrito: “Eduque uma criança segundo os seus caminhos” (Provérbios 22: 6). Se o grupo toma uma determinada decisão no que diz respeito ao seu caminho, eu vou junto e não posso correr na frente, já que não terei mais permissão de descobrir de cima, a menos que seja de acordo com a opinião do grupo, seu desejo, decisões e perspectiva. Eu não posso julgar o grupo e eu mesmo. Eu inclusive me engano no meu autojulgamento e continuamente chego a conclusões erradas. Isso é sem dúvida o que acontece.

Pergunta: Portanto, o que pode alimentar uma pessoa, se ela acredita que o grupo está errado?

Resposta: Claro que eu sempre acredito que o grupo está errado, mas não preciso prestar atenção a esses pensamentos. É claro que eu acho que todo mundo está errado e eu estou certo. Mas, se o Criador me trouxe para o grupo e disse “tome”, eu tenho que aceitar esse destino. Mas como eu posso aceitá-lo se não concordo com a opinião do ambiente, não estou incorporado nele, e não me conecto com os amigos?

Eu não sou objetivo porque julgo tudo com minhas corrupções (“a pessoa julga de acordo com suas próprias falhas”), de acordo com o meu ego. Os amigos também chegam à conclusões egoístas e podem estar estudando tanto quanto eu, podem entender menos, mas se eles têm uma opinião geral, eu tenho que aceitá-la. Este é o meu ambiente e eu tenho que crescer nele, porque não posso crescer sozinho. Eu tenho que aceitar a sua opinião como se fosse a opinião da minha mãe, como um útero ao qual eu tenho que me adaptar, e a força superior vai completar o trabalho.

O ambiente é a forma em relação a qual eu tenho que quebrar meu ego e transformá-lo em doação. Esta é a razão de se dizer “Eduque uma criança segundo os seus caminhos”, o que significa que temos que levar em conta o seu caminho, o seu desejo, o seu progresso, e assim avançar. Isso não pode ser feito de forma diferente.

Caso contrário, não há nada com que eu possa me anular. O Criador não está ao meu lado. O grupo deve ser sempre o Criador para mim, cada vez mais. Por isso se diz: “do amor dos seres criados ao amor do Criador”. Se eu me estabilizar no que diz respeito ao grupo, eu vou começar a ver o Criador através dele, porque a forma do grupo é a forma do superior.

Nós temos que discutir e esclarecer todas estas questões e consultar o professor, mas uma vez que o grupo tome uma decisão, eu tenho que me anular no que diz respeito à sua opinião. Uma pessoa não pode se beneficiar se tem queixas em relação ao grupo e se o deixa e desaparece. Todas as suas queixas, seus desejos e seus pensamentos são inúteis se ela não anular no que diz respeito ao grupo. Esta é a única razão pela qual eles foram dados a ela.

O grupo também me dá o poder de me anular. Eu recebo a Luz que reforma através dele, e é claro que não tenho um poder próprio. Mas eu já entendo que meus miseráveis e temporários pensamentos e desejos, e os pensamentos e desejos do grupo, me foram dados apenas para que eu exija a Luz que Reforma e me apegue a ela cada vez mais.

Um embrião não precisa do útero, mas precisa da força que ele obtém através dela e que formata o seu corpo de forma semelhante ao superior. O superior não é o útero. O útero é apenas o meio temporário para que eu me adapte e me anule no que diz respeito ao superior, mas, ao mesmo tempo, eu não revelo a sua forma.

Quando eu recebo a Luz que Reforma, eu construo a mim mesmo, nasço e continuo crescendo. É assim que eu construo a minha imagem humana, e dessa imagem eu descubro quem é o superior. O Criador não tem forma própria. Minha forma corrigida é chamada de Criador. “E me chame diante do nome do Criador”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/02/14

Pessach É Um Exemplo Para Todos

Dr. Michael LaitmanNós temos um meio que pode ajudar o mundo todo. Quando sairmos do Egito, da aversão e do ódio mútuo, veremos que a verdadeira conexão mútua humana resolve todos os problemas.

Portanto, hoje, o método de Abraão é necessário em todos os lugares. É a necessidade atual, e se nós, a nação de Israel, não realizarmos e apresentarmos ele à humanidade, a pressão que é colocada em nós crescerá. É porque o mundo inconscientemente sente que estamos escondendo a chave para a sua felicidade.

Mas se fizermos o que temos que fazer e dermos um bom exemplo, o mundo vai recebê-lo com gratidão e respeito. No geral, isso é exatamente o que o mundo espera de nós.

Desejo um feriado de unidade e conexão para todos os meus amigos!

O Feriado Da Liberdade Dos Grilhões Do Ódio

Dr. Michael LaitmanNão muito tempo atrás, nós celebramos Purim e agora o feriado de Pessach já está se aproximando. Todos os feriados do povo de Israel simbolizam a unidade e a conexão que deve existir entre nós; eles são apenas indicados em seus diferentes níveis, sua diferente intensidade.

A ligação mais forte em toda a história de Israel é atingida em Purim. E a primeira vez que chegamos à conexão entre nós está em Pesach, o feriado da liberdade da escravidão do Egito.

A Liberdade é conhecida como a libertação do nosso ego, do ódio infundado em relação aos outros, da rejeição, dessas atitudes feias que são descobertos entre nós quando interrompemos uns aos outros na rua ou em qualquer outro caso em que os nossos interesses se chocam.

Quando conseguirmos reinar em nossa natureza má e alcançar a unidade, descobrimos que podemos corrigir todas as nossas vidas. Nós podemos diminuir o preço dos apartamentos e dos alimentos, nos dar bem nos relacionamentos familiares, transformar nossas cidades em cidades limpas, e acabar com a violência em nossas escolas.

Isso é chamado êxodo do Egito, o êxodo do exílio. Nós nos afogamos em nosso ego e não queremos ouvir mais nada. Mas, de repente, entendemos que é possível construir um bom relacionamento entre nós, chegar mais perto. Isso não é apenas possível, mas simplesmente necessário, porque é impossível continuar desse jeito.

Antes da última eleição, todos os partidos prometeram cuidar de nossas vidas em todas as áreas. Mas, na verdade, de acordo com a sabedoria da Cabalá, ninguém vai conseguir isso, a menos que se eleve acima de todas as diferenças e nos tornemos todos conectados acima delas. Está escrito em Provérbios 10:12: … o amor cobre todas as transgressões. Quando começarmos a nos unir, sem prestar atenção no benefício pessoal, essa nova forma de unidade começará a influenciar nossas vidas.

O feriado de Pessach e a história do êxodo do Egito são metáforas que indicam a saída das atitudes egoístas entre as pessoas e a formação de atitudes mais elevadas. Esta é a liberdade do nosso Faraó interior, do ego que nos domina. Se sairmos do seu controle e conseguimos amar os outros, isso é chamado de liberdade, redenção. Após o êxodo do Egito e vagando pelo deserto, o povo de Israel chega ao Monte Sinai e recebe a Torá. Eles são perguntados se estão prontos para se tornar como um homem com um coração, para viver em Arvut (garantia mútua), em unidade, em “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”. Isso é chamado de salvação, pois dentro da nossa conexão e unidade descobrimos uma força única que está escondida na natureza.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 15/03/15

Domesticar O Burro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu faço para chegar ao ponto em que recebo corretamente cada sentimento a cada momento?

Resposta: A coisa mais importante é estar separado de si mesmo e tentar aderir emocional e mentalmente ao Elyon (Superior). Eu quero me ver como o Criador me vê.

Por que amamos as criancinhas? Porque elas se comportam de forma honesta e natural, sem hipocrisia. A criança quer algo, ela o agarra. Com ela, tudo é simples e aberto, ou seja, dentro de uma camada de comportamento: conforme ela se sente satisfeita com sua natureza, é a forma como ela age. Adultos fazem todos os tipos de cálculos, de modo que não podem tolerar a si mesmos ou a outros.

No entanto, quando olhamos para uma criança, nós imediatamente vemos o que a motiva e o que a dirige. Nós vemos a sua personalidade. Afinal, ela se comporta de maneira muito simples e no presente. Este é comportamento unidimensional, por trás do qual não há nada escondido. É assim que temos que olhar para nós mesmos do ponto de vista do Criador e como Ele me criou, me satisfaz, e altera os Reshimot (reminiscências) em mim em todos os momentos, graças aos quais eu sempre me descubro numa nova situação e num mundo em mudança.

O Reshimo define quem eu sou por dentro e como eu recebo o mundo. Eu devo constantemente realizar o Reshimo como se “Não houvesse outro além Dele”, o bom e que faz o bem. Em relação ao meu estado interior, o mundo exterior, e, em relação a tudo, a unidade da providência superior é revelada.

Se eu tento olhar para tudo o que está acontecendo através dos olhos do Criador, tanto quanto for possível, graças a isso eu começo a aprender e me tornar semelhante a Ele, como uma criança imitando um adulto. Aparentemente, a criança não recebe nenhum benefício disso, mas, apesar de tudo, ela quer ser como o adulto. Esta é também a forma como nós crescemos.

A principal coisa é dividir as duas camadas da pele: a que está conectada à carne e a camada exterior. Assim, nós adquirimos uma visão mais objetiva de nós mesmos de fora.

Todo o conselho é derivado daqui: aceitar a opinião do ambiente, a opinião do grupo, em vez de minha própria opinião, e aderir-se a um amigo e tornar o meu desejo como seu desejo. Dessa forma, nós gradualmente começamos a nos separar de nós mesmos e nos vemos de fora.

Eu peço que a Luz me influencie e me dê entendimento, sentimento e reconhecimento da necessidade de fazer alguma coisa comigo mesmo. Eu também quero mudar.

A besta se adere aos Reshimot que surgem dentro de si e percebe-os sem qualquer solicitação externa. Isso é chamado de comportamento natural instintivo no nível inanimado, vegetal e animal.

Se eu quero ficar longe deste comportamento e olhar para o que está acontecendo comigo de fora, eu começo a examinar meu comportamento e alterá-lo. Aqui, eu preciso da Luz que Reforma; preciso do grupo. Este é o ponto a partir do qual eu começo a me desenvolver no nível de Adão (homem/ser humano), o primeiro ponto a partir do qual Adão começa a crescer em mim acima do comportamento instintivo, bestial.

Pode ser que eu continue a agir sob a influência de meus instintos, porque não tenho nenhuma possibilidade de me livrar deles. No entanto, eu sempre tento me ver de fora, como uma pessoa que caminha ao lado de um cão e prende-o por uma coleira.

Nesse meio tempo, nós vemos que a besta governa a pessoa. No entanto, ela conscientemente deixa seu burro fazer isso para que, nesse meio tempo, ela possa ensiná-lo. Quando treinamos um animal selvagem, primeiro fazemos o que ele quer para que ele se acostume com a pessoa ao seu lado, e depois disso, somos capazes de montá-lo e gradualmente começar a cavalgá-lo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash

O Fogo Perpétuo É Um Chamado À Ação

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Tzav”, item 50: Ele não vai sair. É claro que o fogo da Torá não se extinguirá, uma vez que a transgressão não extingue a Torá, mas uma transgressão extingue uma Mitzva, e aquele que comete uma transgressão extingue uma Mitzva, o que é chamado de “uma vela”. Assim, a pessoa extingue sua vela de seu corpo, ou seja, a alma, da qual foi dito: “A alma do homem é a vela de Deus”.

Se uma pessoa peca na espiritualidade, ela pode extinguir o fogo da Mitzva (mandamento) como resultado. Mas seu ego e a Luz Circundante (Ohr Makif) ainda acarretarão o surgimento da vela, a conexão entre os atributos do Criador e os atributos da pessoa. Então o atributo da pessoa será gradualmente corrigido de acordo com o Criador.

Este estado é muitas vezes mencionado na Torá, como na história dos Macabeus, por exemplo, que tinham apenas um pequeno frasco de óleo que durou oito dias, embora, logicamente, ele deveria ter sido suficiente apenas para um dia. Isso significa que o fogo perpétuo simboliza o desejo permanente pela meta, a conexão contínua, a compreensão contínua, assim como o fogo perpétuo que é aceso em memória daqueles que já não estão entre nós.

Esta é a memória eterna, que deve ser um chamado à ação para nós. Nós temos que proteger este fogo em nós e estar em contato permanente entre a Luz Superior, o Criador, e o nosso desejo egoísta. É porque a Luz ilumina por causa do nosso desejo, que gradualmente diminui e serve como combustível para a Luz.

O Criador (a Luz) aparece somente quando podemos subir ao seu nível e nos transformarmos num fogo ardente. Até então não há um Criador e esta é a razão pela qual Ele é chamado de “venha e veja”, Bo-re.

Quando tentamos nos transformar no atributo de amor e doação, uma névoa sobe do óleo através do pavio e a vela é acesa Assim, a forma da vela não é apenas a forma do Criador, Seu atributo, mas também a forma da pessoa, a forma de Adão (homem/ser humano), que se assemelha ao Criador, já que agora eles combinam e estão em adesão.

Como resultado, o elemento que não queima por natureza começa a queimar. Sem ele não há fogo, mas ele só aparece quando anseia em alcançar a equivalência de forma com o Criador. A Luz realmente surge como resultado disso, porque sem ela, não há nível superior e nem mundo superior.

O mundo espiritual surge quando o criamos dentro de nós a partir dos materiais que temos. Primeiro é o grupo que anseia pela conexão, a fim de descobrir o atributo de amor e doação na conexão entre si. Se tal atributo desperta entre nós, então, como resultado da compressão entre nós, da pressão e do desejo de se conectar, existe uma ignição. Então, surge a Luz, que é a imagem do Criador que surge entre nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/11/13

Unidade Fluindo Além Das Fronterias

laitman_944Pergunta: Qual é o papel da nação de Israel? É ser especialista em conexão e ensinar as nações do mundo, ou é se conectar primeiro e, portanto, ser um exemplo para todos? O que é mais importante?

Resposta: Nossa unidade está dentro das fronteiras de Israel. Esta é a coisa mais importante. Este é o lugar onde os exemplos e o método de conexão alcançará outros. Além disso, ele vai atrair a Luz que Reforma ao mundo inteiro.

Só nós podemos fazer isso. Se cumprirmos a conexão entre nós, mesmo sem disseminar nossa mensagem em todo o mundo, isso já vai trazer a correção do mundo inteiro. Dessa forma, nossos grupos disseminam em diferentes países, de modo que serão capazes de ascender, se conectar, e permitir que o Criador seja revelado neles. Isso, é claro, é feito junto conosco.

Portanto, se todos os grupos do mundo se reunissem em Israel, seria suficiente disseminarmos dentro desses limites. Afinal, quando disseminamos, nos unimos aqui, e isso se espalha por todo o mundo.

Baal HaSualm diz na “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot“, “Quando os filhos de Israel forem complementados com o conhecimento completo, as fontes da inteligência e conhecimento fluirão para além das fronteiras de Israel e irrigarão todas as nações do mundo… “.

Além disso, Rabash diz na Carta 18, “O Senhor concederá abundância às nações do mundo pela nação de Israel, que é mais capaz do que todas as nações do mundo de chegar perto do Senhor”.

Portanto, não podemos ir às nações do mundo com todas as queixas, não importa como elas nos tratam. Isso é outra coisa. Não vão a qualquer um com suas queixas. São vocês quem dão à luz a Hitler e todos os nossos outros inimigos por suas ações.

Nós somos os únicos que pendem a balança de um lado para o outro, e esse é um assunto muito sério. Portanto, nosso trabalho é apenas se conectar. Se os judeus estivessem conectados e unidos, não teria havido perseguições, e ninguém os teria expulsado da Espanha ou de outros países, e sua vida poderia ter sido totalmente diferente, mesmo no exílio.

Cada movimento que uma pessoa faz neste mundo é como um movimento de uma carga elétrica num campo de força ou de uma barra de ferro num campo magnético. A Luz me opera, e, portanto, eu consigo tudo na minha vida.

Tudo o que precisamos é de conexão, e a partir dessa conexão se voltar ao Criador. Ele também atua na política, na economia, em todas as áreas. Graças a isso, vamos trazer ordem ao mundo inteiro. Então, vamos começar a entender as razões para o antissemitismo e a crescente pressão geral que sentimos.

A questão é que não é a OLP ou o Hamas, ou Teerã. Tudo depende de nós. Quando desrespeitamos a conexão, trazemos essas aflições.

Essas forças não são uma punição, mas uma ajuda para que possamos melhorar nossos caminhos, nos unir, nos conectar, e agir corretamente. Portanto, nós devemos justificá-las e usá-las o mais rápido que pudermos, de acordo com o nosso objetivo.

Quando começarmos a nos conectar aqui, dentro das fronteiras de Israel, vamos sentir como todas as coisas ruins se derretem e desaparecem como nuvens que desaparecem do céu.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabala 05/01/14, Escritos do Baal HaSulam

O Caminho Para A Doação

Pergunta: O que leva uma pessoa a avançar, impureza ou santidade?

Resposta: A pessoa que ainda está na intenção de “a fim de receber”, que é chamada o Egito, é conduzida para avançar pela impureza. Afinal, ela não tem, ainda, desejos “a fim de doar“. Ela não valoriza a outorga, uma vez que não parece atraente, e por isso, só avança porque vê uma perda corporal e um ganho espiritual.

Eu posso dizer-lhe como a espiritualidade é maravilhosa indefinidamente, mas você não pode senti-la, porque você não tem nenhuma indicação da essência da característica disto. Então, você vai concordar que parece muito tentador, mas você não vai percebê-la, a fim de entender que é atraente, de acordo com os prazeres que você está acostumado: comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento, ou pelo menos parte disto!

Assim, são dados problemas a uma pessoa, a fim de empurrá-la para a espiritualidade, mas eles são intencionais. Eventualmente é o Faraó que sofre os golpes, mas antes disso, a nação de Israel sofre durante os sete anos de fome. Não lhes são dados tijolos, mas são forçados a prepará-los por si mesmos, e trabalhar de manhã à noite, sem descanso. Tudo está de acordo com o caminho do sofrimento, e tudo depende dos sofrimentos que escolhemos. Os sofrimentos espirituais são resultado do meu afastamento da espiritualidade. Quanto mais avançamos, mais qualitativos os sofrimentos se tornam, até que, finalmente, chegamos ao êxodo, mas estes ainda são sofrimentos. Uma pessoa não pode avançar vivendo uma vida confortável. Se ela sente prazer, o prazer imediatamente preenche-o e para-o. Isso acontece em todo o mundo. Dê às pessoas abundância e elas viverão sem pensar em nada, como animais.

Somente se a deficiência cresce nelas, elas são forçadas a procurar uma maneira de preenchê-la ou fugir da dor, pois não só falta-lhes alguma coisa, mas que isto realmente dói. Nesse caso, elas alcançam o preenchimento. Guiando o ser criado por golpes e sofrimentos é a forma mais segura, porque a natureza da criação é o desejo de receber e não o de doação.

Temos que aumentar a sensação de deficiência no desejo de receber ou aumentar a tentação de receber. Uma pessoa é uma máquina que sente o vazio em sua barriga. Em vez disso, podemos preparar uma mesa cheia de iguarias e, assim, despertar o apetite de uma pessoa, mesmo que ela não esteja realmente com fome.

Isso significa que podemos aumentar a deficiência de duas maneiras, mas ambas operam sob o aspecto da recepção e não a partir do aspecto de doação. Podemos atrair uma pessoa pela força de doação somente através do grupo. Se eu estiver incorporado ao grupo, começo a entender que o meu progresso não depende do vazio que sinto na minha barriga e nem no prato maravilhoso diante de mim. O progresso ocorre em uma dimensão mais sublime, e começa com a falta de doação, avançando para uma capacidade cada vez maior de doar.

Então, começo a trabalhar com o grupo, ignorando o que sinto na minha barriga ou o prato que está diante de mim, e passo para uma nova dimensão. Até agora eu tenho avançado em uma dimensão de acordo com o caminho no nível baixo. Escapei do vazio que sinto na minha barriga para o enchimento.

Os portões de impureza, de recebimento, estão no nível mais baixo e as portas da santidade, da doação, estão no nível superior.

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Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 28/4/14, Escritos do Rabash

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Vá Para Sua Terra

Baal HaSulam, “A Herança da Terra”: Israel não voltará para sua terra, a menos que todos se tornem um “feixe”.

Terra (Eretz) refere-se ao desejo (Ratzon). Queremos adquirir a “terra de Israel”, que é um desejo especial que tem de ser dirigido ao Criador, Yashar-El (direto para o Criador). Isso significa que temos que focar o nosso desejo no Criador, a fim de doar, e isso se expressa quando nos concentramos no amor aos outros.

Como é isto relacionado com a localização geográfica do Estado de Israel? É isto sobre ramos e raízes? A nação judaica pode viver em sua terra apenas se eles são compatíveis com as leis que operam entre a nação e a terra espiritual de Israel.

Isto significa que quando os meus desejos estão focados em como agradar ao Criador, que é expresso em deliciando os outros de acordo com o princípio de todos em Israel são amigos, e são mutuamente responsáveis ​​uns pelos outros; não faças aos outros o que é odioso para você; ama teu amigo como a ti mesmo; como um homem em um só coração, etc..

Se sou atraído por isso, significa que eu corrigi todos os meus desejos com a ajuda da Luz Superior, e, em seguida, eles mudam de desejos externos para desejos internos; eles se transformam de uma terra seca a um desejo de Yashar-El (Direto ao Criador). Então, conforme eu entro na terra espiritual de Israel, na espiritualidade, eu sou atraído para a terra de Israel, na corporalidade.

Esta é a razão pela qual o Criador enviou Abraão da Babilônia para a terra, que era a terra de Canaã, na época, de modo que ele iria corrigir-se lá e sentir a verdadeira natureza de Yashar-El(Direto ao Criador). Trata-se tanto do trabalho interno como das ações corporais. As famílias dos estudantes de Abraão recolheram seus pertences, seus camelos, as suas ovelhas e cabras e viajaram para aquele lugar. Esta transição foi de acordo com o seu trabalho de conexão, de acordo com o que Abraão lhes havia ensinado. [Leia mais →]

O Desaparecimento Do Rei Do Egito

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati 159, “E Aconteceu No Decorrer de Muitos Dias:” Este é o significado de “o rei do Egito morreu”, que todas as dominações do rei do Egito, que ele estava fornecendo e nutrindo, tinham morrido.

O rei do Egito morreu dentro de nós e o controle do ego sobre nós desapareceu. Portanto, não fomos mais capazes de trabalhar. Nós estávamos sempre trabalhando a fim de receber e, depois, doar a fim de receber. E, de repente, não há ninguém para quem trabalhar, uma vez que o desejo de receber desapareceu. E se não há desejo, não há nada a fazer, nenhum desejo de doar ou receber. O ego desaparece, nós chegamos ao desespero e não sabemos para onde ir.

Não temos uma razão para nos mover, nos sentimos desconectados da vida, que de repente se torna em vão. Mas, certamente essa é exatamente a passagem para o próximo nível. Se neste momento somos impotentes, isso indica precisamente a nossa dependência da força do desejo e como ela nos mantinha em seu completo controle.

“O rei do Egito morreu”, isto é, o nosso ego deixou de ser importante para nós. Nós já não tentamos satisfazê-lo como antes, nem sentimos que há alguma vitalidade nesta realização.

Na vida comum, é claro para nós que se estamos fartos de um jogo, ele não é tão importante quanto antes, ou seja, que o rei do Egito, o ego, que era parte do jogo e nos satisfazia, não nos satisfaz mais. Portanto, nós devemos procurar outro jogo, mudando o nosso local de trabalho ou estilo de vida.

Mas, no trabalho espiritual não sabemos como mudar um problema. Na vida normal, temos TV, Internet, anúncios, e estamos constantemente escolhendo onde mais podemos encontrar prazer e o que mais pode ser experimentado. Nós entramos no supermercado e vemos infinitas variedades de vinho, queijo e carne nas prateleiras. Se você não quer uma coisa, toma outra. Isso confunde as pessoas e cria uma ilusão de uma variedade de prazeres, e isso acalma as pessoas, mostrando-lhes que há sempre algo para satisfazê-las. No entanto, vemos que com todos os sofrimentos, uma grande porcentagem de pessoas sofre de depressão, desespero completo e uso de drogas.

Como nós progredimos em direção ao trabalho espiritual mútuo, hoje em nosso mundo as pessoas não entendem para onde o rei do Egito desapareceu. Antes ele fornecia aspiração ao trabalho, do qual recebíamos diferentes realizações. Mas hoje, tudo desapareceu e este é um problema em nossas vidas.

Nós entendemos que não podemos mais mudar de emprego; não há lugar para onde escapar, e vamos precisar nos concentrar em encontrar um novo rei. Ou seja, devemos receber o controle da força de doação sem qualquer recompensa, receber força de cima e executar ações que são direcionadas para cima e às pessoas fora de nós.

Nós só precisamos pedir para nos desconectar de qualquer benefício pessoal, de nosso futuro, da satisfação e de sentimentos bons ou ruins dentro de nós.

E depois, quando eles caminharam no deserto e chegaram a um estado de Katnut, (pequenez), eles desejavam a servidão que tinham tido antes da morte do rei do Egito.

Quando o homem já se desconectou de trabalhar para o seu ego e subiu acima dele, ele é novamente trazido de volta ao sentimento dos desejos, intenções, prazeres e realizações que teve no passado! Isso é feito para que, acima de seu sentimento de desconexão, ele construa o mesmo estado num nível espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Shamati # 159