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Peça, Não Há Mais Nada A Fazer

292Pergunta: Diz-se que quem julga deve se dedicar à exaltação do Criador, e então o Criador lhe dará dádivas nas quais ele não sentirá o pão da vergonha. Como alguém pode julgar enquanto exalta o Criador?

Resposta: O mais importante é que, ao exaltar o Criador, você influencia Sua revelação a toda a criação.

Pergunta: Como alguém pode receber um presente do Criador não pelo presente em si, mas por causa da grandeza do Criador, de modo que esse seja o foco?

Resposta: Peça, não há mais nada a fazer. Peça.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 23/09/25, “Rosh Hashaná

Por Que Buscamos O Amor?

49.01Pergunta: Amor, todo mundo quer amar, ser amado, trabalhar em um emprego que ama, visitar lugares que ama. Dentro de nós, existe um enorme impulso em direção ao amor. Pessoalmente, sinto que durante toda a nossa vida buscamos o amor, desejando ser amados.

Por que corremos atrás do amor, por que somos tão atraídos por esse sentimento poderoso?

Resposta: Porque nada mais somos do que seres criados, e nossa natureza é o desejo de desfrutar. O que satisfaz esse desejo é o prazer que sentimos. Dependendo do que cada pessoa busca, onde sente vazio e o que a preenche, ela experimenta o amor.

Eu amo peixes, amo minha mãe, amo meus filhos, amo o sol, o frescor, o calor, não importa o que aconteça. Se estou preenchido com aquilo que busco, se realizo meu desejo, chamo isso de amor por aquilo que me deleita no presente.

Há coisas que sei de antemão que amo, seja por hábito ou por natureza, porque foi assim que fui criado. E há coisas às quais me acostumei, e também as amo.

No fim das contas, o que chamamos de amor em nossas vidas é a realização pelo prazer que busco, porque ele preenche meu desejo. E a sensação de que meu desejo está sendo realizado é o que chamamos de amor.

Por exemplo, eu amo peixe. Isso significa que quero comê-lo e posso me fartar com o peixe que está no prato à minha frente.

Pergunta: E ainda assim, nos esforçamos mais pelo amor humano do que pelo amor material…

Resposta: O amor tem muitos níveis, dependendo do que amamos, ou seja, daquilo que nos realiza. Uma pessoa tem necessidades de realização, que a ciência da Cabalá divide em uma escada de desejos e aspirações. Essa escada começa com os desejos por comida, sexo e família. Depois, vêm os desejos por riqueza, honra e conhecimento.

Em essência, todas as nossas aspirações e realizações podem ser incluídas nesses seis tipos de desejos. Se eu busco algum tipo de realização, isso significa que eu a amo. Além disso, eu não apenas amo a realização em si, mas também sua fonte, o que se torna importante para mim, pois me dá prazer.

É assim que construímos nossas vidas. E toda a nossa vida se desenrola entre o ódio e o amor.

De KabTV, “Nova Vida 692 – O que é Amor?”, 16/02/16

Em Paz E Perfeição

263Pergunta: O que significa o princípio Cabalístico “A Luz está em repouso e em perfeição”?

Resposta : A Luz está em repouso porque não tem outros motivos, ações ou desejos, exceto dar, influenciar, preencher, isto é, gerar somente o bem.

Isso não significa que ela não realize nenhuma ação. A Luz realiza diversas ações, inclusive alternadas, mas todas visam apenas maximizar a realização, a saturação e o desfrute do objeto ao qual desce.

Da Lição de Cabalá em Russo, 19/11/17

Somos Atraídos Pela Imortalidade

537Comentário: O renomado físico Michio Kaku escreve: “Hoje, cada um de nós deixa para trás uma gigantesca pegada digital. Ao olhar para o seu cartão de crédito, podemos saber quais países você visita, qual comida você prefere, quais roupas você veste, onde você estuda. Lá estão seus posts de blog, diários, e-mails, vídeos, fotos. Com todas essas informações, podemos construir uma imagem holográfica que falaria e agiria exatamente como você, com os mesmos hábitos e memórias. E o que acontecerá quando pudermos reproduzir seu cérebro neurônio por neurônio?”

Em outras palavras, ele diz que uma pessoa pode aparentemente partir, mas ela ainda permanece, todos os seus desejos permanecem. Ele chama isso de imortalidade.

Minha Resposta: A imortalidade já existe porque nossos pensamentos e desejos flutuam no ar. É realmente assim. O coração e a mente espirituais, seu conteúdo (desejos e pensamentos), permanecem. Eles não morrem com o corpo. Não estão no coração, mas em outro portador. Você pode colocar uma bomba no lugar do coração, um computador no lugar do cérebro — nada mudará.

Comentário: Michio Kaku diz que o corpo biológico humano parte, mas todas as informações permanecem.

Minha Resposta: E como você vai se conectar a ele? Através dos cartões de crédito dele?!

Comentário: Como se fosse uma biblioteca de dados, uma “biblioteca da alma”.

Minha Resposta: Como? Onde está localizado? Afinal, o que você fez não está escrito em algum lugar, em bibliotecas, teatros, locais de trabalho, etc. Está registrado em forma espiritual — no espaço, mas não no mundo material. Parece que existimos em um espaço material, mas na realidade esse espaço é espiritual. Pode-se dizer que é digital, semelhante a uma matriz, um espaço medido em dezenas, centenas e milhares de suas próprias unidades.

Comentário: Então não posso criar outro corpo biológico e enchê-lo com todas as informações da pessoa falecida — o que ela pensou, sonhou, o que ela escreveu em seu blog.

Minha Resposta: Não, não haverá correspondência com o conteúdo interno. Aquele corpo físico correspondeu completamente ao seu conteúdo interno. Você não pode criar o mesmo. Você não tem como criá-lo porque, em princípio, ele já cumpriu seu propósito e não há mais necessidade dele.

Comentário: Então você não pode entrar no mesmo rio duas vezes.

Minha Resposta: Não, não há necessidade!

Pergunta: Então o que é imortalidade?

Resposta: A imortalidade é a existência no volume de desejos e pensamentos que se correlacionam adequadamente entre si e estão conectados com o resto porque não estão mais divididos por corpos e, juntos, formam uma nuvem sensorial-informacional.

Não é o corpo, mas aquilo que existe antes do corpo nascer e depois que ele morre: uma nuvem sensorial-informacional, nossos desejos e nossos pensamentos.

Se durante minha vida eu entrar nessa nuvem sensorial-informacional e começar a me correlacionar com ela, interagir com ela, conectar-me com ela, existir dentro dela sensivelmente — e meu corpo não interferir nisso, mas talvez até ajude de alguma forma, resistindo e, assim, me direcionando — então, dessa forma, entro na imortalidade.

Lá encontro os dados informativos e sensoriais de todos os que existem, de todos os que já existiram e até mesmo daquilo que não passa pelo nosso mundo, pois há campos informativos e sensoriais muito maiores.

Pergunta: Podemos humanizar um pouco esta imagem? Posso conhecer ex-líderes ou outra pessoa lá?

Resposta: Não, não é tão materializado quanto parece. Não podemos encontrar nossas mães, avós e avôs lá. É assim que as crianças pensam. Mas não é assim.

Tudo isso está no nível seguinte, mais elevado. Porque todos os pequenos campos sensoriais-informacionais chamados de registro pessoal (em hebraico, “reshimot“) estão incluídos em um sistema comum e existem nele constantemente. E nosso corpo, enquanto vivemos nele, apenas nos distrai desse sistema. Devemos garantir que, durante nossa vida, nosso corpo não nos distraia desse sistema, para que nos unamos em um único sistema sensorial-informacional, que é chamado de “alma”.

E nosso corpo (devemos entender que ele é apenas um tipo especial de obstáculo) existe apenas para fortalecer sua conexão com todos esses seres fragmentados, esses registros sensoriais-informacionais, em 620 vezes.

Parece-nos que o nosso corpo existe, mas na verdade não existe. É apenas uma resistência à união com as outras partículas informacionais. E o reshimo (um registro sensorial-informacional) anseia pela conexão com as outras partículas e se esforça para alcançá-la. O corpo me puxa para a morte, mas o meu reshimo me puxa para a imortalidade! Vamos ouvi-lo!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 11/12/18

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual — 259

249.03Pergunta: Como posso evitar cair na ilusão de que sou o juiz e não o Criador?

Resposta: Isso acontece após certos passos, quando uma pessoa, por meio da ação, deseja chegar à decisão certa, enxergar o objetivo e mirar nele corretamente. Então, ela revela que tudo no mundo é feito para ela.

Pergunta: Como posso ter certeza de que estou permitindo que o Criador trabalhe em mim?

Resposta: É preciso reduzir o egoísmo o máximo possível, e então você sentirá o que lhe apetece. Essa será a direção certa.

Pergunta: O que permite que o julgamento se transforme em uma força de bondade e amor?

Resposta: Sua decisão, quando você desejar que seja assim.

Pergunta: Como devemos pedir confiança no conhecimento se precisamos avançar na fé acima da razão?

Resposta: Seu pedido para atingir a fé acima da razão é em si mesmo sua ascensão acima de si mesmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 23/09/25, “Rosh Hashanah