Restrição Circular Do Infinito
Então, restou um lugar vago, ar, e um espaço vazio, a partir do ponto central. E essa restrição era uniforme em torno desse ponto central e vazio, de modo que o lugar daquele espaço era circular em todos os seus lados, completamente plano. Não tinha a forma de um quadrado, com um ângulo perpendicular, pois Ein Sof também se restringiu como um círculo, uniforme em todos os lados (Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Vol. 1, Parte 1, Capítulo Um, nº 4).
Do lado da luz, não há graus, e ela preenche tudo igualmente; é por isso que Malchut, sentindo-se como receptora da luz, fez uma restrição igual. Neste ponto, não há diferença entre o topo e a base, nem graus, apenas uma atitude completamente igual em relação a qualquer recepção para o próprio bem que foi revelada nela.
A restrição atua da mesma forma sobre o menor e o maior desejo egoísta. É como se Malchut dissesse: “Se você não for direcionado para a doação, você não me pertence!” e ela afastasse de si todas essas qualidades.
Este é um princípio muito sutil. Ele demonstra uma abordagem pura, global, infinitamente justa e exigente, que nos dá um vislumbre do estado da correção final (Gmar Tikkun). Nela, a menor coisa tem o mesmo peso; se mesmo a menor parte do todo não for corrigida, é como se nada fosse corrigido.
Pode haver bilhões de desejos, mas entre eles não há grande ou pequeno, nem topo nem base, direita ou esquerda, nem distinção alguma. A natureza do desejo não importa: um pode querer comer, outro beber, um terceiro descansar. O que importa é se você deseja isso egoisticamente ou em prol de doação? Tais princípios rigorosos e seletivos atuam na espiritualidade.
Da Lição Diária de Cabalá de 02/05/11, “O Estudo das Dez Sefirot”
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