Eu Não Quero Sofrer, Eu Quero Desfrutar!
Pergunta: Onde ocorre a transição para que eu não aja por desejo de evitar golpes, mas comece a avançar por vontade própria?
Resposta: Não, você não precisa seguir a sua vontade. Podemos avançar só porque a ideia é bela, abstrata e oferece uma chance de nos elevarmos acima do nível animalesco? Não funciona assim; tal coisa não existe.
Sigo essa ideia porque me sinto mal! Qual é o sentido da minha vida? Faço essa pergunta apenas porque, como um animal, quero escapar de um golpe. “Qual é o sentido da minha vida?” Essa é uma pergunta animalesca! Ela surge quando me sinto mal, quando sinto isso no meu corpo.
Eu não penso: “Como o Criador deve ser miserável! Talvez eu devesse fazer-Lhe companhia? Eu e Ele, já somos dois. Talvez outra pessoa se junte a nós”. Uma pessoa é incapaz de tal atitude! É uma ilusão. Somos feitos de desejo de receber, e somente dessa substância surge a exigência: não quero sofrer, quero desfrutar! Ou, se não desfrutar, pelo menos sofrer menos.
Pergunta: Quando minha atitude muda do medo para o amor?
Resposta: É muito simples! Assim que você se volta a Ele por medo e sente que recebeu uma boa resposta, você começa a amar.
Digamos que alguém lhe bate constantemente e aparentemente o odeia. Mas então, a partir desses golpes, você começa a ver um bom resultado e, então, começa a entender a atitude Dele em relação a você. Ele não quer lhe bater, mas o faz apenas porque não há outra escolha. Somente com base no resultado começamos a mudar nossa atitude em relação ao Criador.
Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá, 12/05/25, Escritos do Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”