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Alcance A Luz De Pessach

20Pergunta: Este é o período em que as luzes de Pessach influenciam a todos. Mas se não houver Kli (vaso), você pode perder esta oportunidade. O medo de perdê-la é este o Kli para a luz da fé?

Resposta: Este é um dos componentes do desejo de alcançar a luz de Pessach, a luz do Criador.

Pergunta: Como você pode se tornar esse componente máximo para que, por um lado, ele não interfira na influência da luz e, por outro, consiga, nesse curto período, se tornar necessário ao Criador?

Resposta: Para isso, você precisa estudar junto conosco, não necessariamente fisicamente, para entender o que está escrito nos artigos que nos direcionam corretamente ao Criador.

Então acontecerá que todos nós estaremos diante Dele com os corações abertos.

Da Lição Diária de Cabalá em 14/04/25, Escritos do Baal HaSulam, “O que é Grandeza e Pequenez na Fé?”

Pessach — A Primeira Equivalência Com A Luz

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Rabash, “O Dever de Contar a História do Êxodo do Egito”: O Livro do Zohar explica por que não se deve comer matza durante o ano, mas apenas durante Pessach. É semelhante ao rei que nomeou um de seus súditos para ser ministro e, no dia da nomeação, o vestiu com roupas luxuosas.

Mais tarde, o sujeito tirou essas belas roupas. Ele as usou apenas por um dia, quando assumiu o cargo de ministro para celebrar o evento. Depois disso, todos os anos ele comemorava sua nomeação e se vestia com suas roupas festivas e solenes. Este exemplo explica por que comemos matza apenas durante Pessach para homenagear o êxodo do Egito.

Cada raiz espiritual possui um ramo corpóreo. O universo inteiro representa um único desejo de receber, “algo a partir do nada”. Além disso, nada jamais foi criado. A luz impacta a matéria e deixa sua marca nela.

Somente por meio de sua marca e dos quatro estágios de HaVaYaH podemos explorar a Luz. Se conseguirmos mudar nosso desejo, alcançaremos a Luz que criou a matéria e deixou sua marca nela.

Libertar-se das forças egoístas (Klipot) é apenas um dos estágios que nos levam à conquista da Luz. Se conseguirmos alcançar esse estágio, nos desapegaremos da nossa natureza, que foi criada do nada, e começaremos a nos conectar com a marca da Luz presente no desejo. Aprenderemos o que é a Luz, o que Ela faz, como Ela criou tudo e o que aconteceu com todos os fragmentos da Criação muito antes de este mundo e o homem surgirem.

Em outras palavras, ascendemos à nossa raiz e aprendemos que houve um ponto especial chamado “êxodo do Egito” no programa da criação do desejo e no impacto da Luz sobre ele. O desejo deixa de sentir apenas a si mesmo e não se limita mais à sua natureza; ele se expande e começa a sentir a Luz, sua origem, a Raiz.

A partir deste momento, o desejo já estabeleceu uma conexão mútua com a Luz e ambos começam a atuar como parceiros. A raiz superior, que nos permite abordá-la e trabalhar em conjunto com ela, é muito importante, pois é o ponto onde um Homem (Adão)(Domeh), aquele que é semelhante ao Criador — surge. É como um nascimento! É por isso que o êxodo do Egito é chamado de nascimento espiritual de cada alma individual. Isso explica por que honramos esse estado.

Existe uma correlação entre a raiz espiritual e o ramo material, impressa nas categorias denominadas mundo, ano e alma. Este mundo foi criado como uma projeção do mundo espiritual, e é por isso que, para cada ação ou evento espiritual, há um ramo material correspondente neste mundo. É por isso que celebramos todo o processo espiritual pelo qual passamos nos ramos; isso é chamado de ciclo anual.

Todas as nossas tradições são um reflexo material das ações espirituais que esperamos alcançar e implementar. Sair do desejo de receber e alcançar o primeiro sinal de equivalência com a Luz, ou seja, o nascimento espiritual, é chamado de Êxodo do Egito. É o passo inicial para todos nós. Este mês é chamado de o primeiro entre todos os outros meses. Ele denota o início do crescimento espiritual de um ser humano.

De qualquer forma, avançamos por muitos anos antes de chegarmos a uma sensação chamada Egito e percebermos que é impossível permanecermos nesse nível. Embora esse estado seja muito difícil de alcançar, pois para isso precisamos experimentar mais pressão, passar por sensações desagradáveis, reconhecer que somos incapazes de exercer autocontrole e revelar nossa dependência servil de nossa natureza egoísta.

O fato de vivermos neste mundo material nos é de grande ajuda. É um estado espiritual em que dependemos completamente do desejo de receber e, portanto, não temos conexão com a Luz. Este passo nos permite experimentar sensações materiais. Parece-nos que vivemos na materialidade, no último nível de sensações que se manifestam dentro do desejo de receber.

Devido à materialidade, podemos organizar nossas vidas de forma que tenhamos a chance de sair dela e começar a sentir a espiritualidade.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, Escritos do Rabash

Tudo Começa Com Pessach

laitman_740_02Neste momento, nós nos aproximamos de um estado em que a humanidade enfrenta a necessidade de mudar sua atitude em relação à vida, a si mesma e aos seus objetivos de desenvolvimento. Os humanos precisam perceber que existe um propósito na vida e que a natureza nos leva a alcançá-lo.

Nós avançaremos em direção ao entendimento mútuo, à realização benevolente e à existência confortável na medida de nossa correspondência com o programa que nos guia.

O objetivo que devemos alcançar está acima deste mundo, além da vida e da morte. No final, faremos a transição para o nível da imortalidade. Este mundo gradualmente se dissolverá e entraremos em uma dimensão totalmente nova. Aliás, hoje em dia todas as ciências mundanas confirmam esse fato. Estamos passando por esse processo neste exato momento.

Tudo começa com Pessach, ou seja, quando percebemos que somos capazes de superar nosso egoísmo e caminhamos para a unidade e a reciprocidade, observando a regra de “amar o próximo como a nós mesmos”, ou pelo menos seguindo a regra de “não fazer aos outros o que não desejamos para nós mesmos”. Em outras palavras, quando nos sentimos irmãos e mantemos a garantia mútua. Este feriado é sobre perceber que sair do ego é possível.

Quando alguém “deixa o Egito” e ascende ao próximo nível, considera o estado anterior como perversidade absoluta e vê claramente como pode ser usado corretamente. Isso explica por que se diz que a realização acontece aos pés do Monte Sinai (derivado de “Sina”, ódio), quando todas as propriedades humanas “se encontram ao redor da montanha”, enquanto nossas aspirações, o ponto de Moisés, se elevam ao seu ápice.

O Monte Sinai representa um enorme egoísmo e é essencial nos elevarmos acima das nossas qualidades que representam toda a nação reunida em torno do Monte.

O objetivo final do avanço humano é alcançar o pico do Monte onde estão Moisés e o Criador.

De KabTV, “Uma Conversa sobre Pessach”, 18/03/15

Fuga da Escuridão Do Exílio Egípcio

Dr. Michael LaitmanPergunta: A noite do Seder de Pessach é uma noite especial para o povo de Israel. Acredita-se que foi nesta noite que este povo nasceu e iniciou sua nova jornada. Então, de que forma esta noite do Êxodo do Egito é tão única?

Resposta: A pessoa começa a sentir que está no exílio egípcio, na escravidão do seu ego, que é chamado de Faraó, e que é necessário libertar-se de seu domínio, fugir; mas não consegue fazer isso. Ela começa a gritar internamente, não está mais preparada para suportar uma vida como essa. Investe esforços em relação ao grupo, ao ambiente, ao professor e aos livros. Sente-se realmente aprisionada, na escuridão.

Gradualmente, ela mergulha em um estado que é chamado de “escuridão do Egito”, a noite do Êxodo do Egito. Essa noite é de escuridão absoluta; não lhe resta esperança, nenhuma chance na vida. Ela não se sente preparada para continuar a viver dentro do seu ego, pois odeia a todos e não consegue se relacionar bem com ninguém.

Ela se esforça para amar os amigos, para amar o outro como a si mesmo, mas vê o oposto: ela se torna cada vez pior. O Faraó dentro dela, seu ego, torna-se mais forte e brutal. Assim, no final, a pessoa se quebra, pois vê que não tem chance de abandonar essa servidão.

Ela passa por estados interiores muito difíceis, que acabam se acumulando: todas as suas tentativas de fugir do ego, de se elevar acima dele, todas as vitórias do ego que mostram a força com que esse Faraó a segura por dentro. Ela se encontra, de fato, no meio da luta entre duas forças: por um lado, a pessoa o empurra, pois anseia em se libertar, e, por outro, o ego se agarra às suas pernas, impedindo-a de fugir.

Por fim, essas duas forças atingem o ápice da luta entre si, e a pessoa se encontra entre elas, sentindo a escuridão absoluta. Esse estado é chamado de noite do Êxodo, a escuridão do Egito. Então, de repente, ela ouve um chamado vindo de dentro dessa escuridão: “Você precisa partir! Você está pronta para fazer isso! Você pode se levantar e fugir do seu ego, aqui e agora, à meia-noite, isto é, do estado mais escuro. Não leve nada consigo para o novo estado, exceto aquelas coisas que você realmente precisa para a doação, para alcançar a unidade, a conexão, o amor”.

Neste caso, a pessoa está pronta para partir e fugir do seu ego; ela quer se elevar acima dele. Isso se chama nascimento espiritual.

De KabTV, “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder de Pessach”, 04/03/13

Pessach — O Êxodo Do Egito

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 23:4 – 23:8: Estes são os dias santos do Senhor, as ocasiões santas, que designareis em seu tempo determinado: No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês, à tarde, [irão sacrificar] a oferta de Pessach ao Senhor. E no décimo quinto dia desse mês é a Festa dos Pães Asmos do Senhor; comereis pães asmos por um período de sete dias. No primeiro dia, haverá uma ocasião santa para vós; não fareis nenhum trabalho. E trareis uma oferta queimada ao Senhor por um período de sete dias. No sétimo dia, haverá uma ocasião santa; não fareis nenhum trabalho.

Pergunta: Por que é proibido trabalhar no primeiro e no último dia de Pessach?

Resposta: Porque distinguimos dois estados no trabalho espiritual: despertar de baixo e despertar de cima.

Durante o despertar de baixo, evocamos a cooperação entre a luz e o vaso através do nosso anseio. A luz corrige o vaso e lhe dá a intenção correta. Durante o despertar de cima, este trabalho é realizado de cima, mas somente porque criamos todas as condições adequadas para isso com antecedência.

Nós nos esforçamos e, assim, criamos as condições adequadas para o primeiro e o último dia do feriado, já que a semana de Pessach tem que ser encerrada em seus fins por estados nos quais não fazemos nada, já que a luz superior faz todo o trabalho. O primeiro dia do feriado marca o início do êxodo do Egito. O último dia marca o fim do êxodo que o sela.

É importante dizer que as nações do mundo têm calendários diferentes. O calendário cristão é baseado no movimento do sol. O calendário muçulmano é baseado no movimento da lua. Já o calendário judaico leva em consideração o movimento do sol, da lua e da terra, já que a terra é o objeto central entre o sol e a lua.

Por um lado, levamos em consideração o ano, que significa a revolução da Terra em torno do Sol, e, por outro, levamos em consideração o mês, a revolução da Lua em torno da Terra, e comparamos os dois. Assim, o calendário judaico não muda e, por exemplo, podemos calcular com antecedência qual dia da semana será o primeiro dia da Pessach em 35 anos.

Além disso, com base na comparação entre o movimento do Sol, da Terra e da Lua, podemos dizer que Pessach não pode ocorrer em determinados dias do mês. Isso significa que tudo está precisamente relacionado ao sistema astrológico geral.

Pergunta: A Torá se refere a assembleias sagradas diversas vezes. Por que precisamos nos reunir em Pessach?

Resposta: As assembleias sagradas durante o Pessach são a coisa mais importante para a nação israelense, pois é graças ao seu desejo de união que eles precisam sair do Egito.

A união de uma pessoa com um grupo de pessoas, com a sociedade, com a nação ou com o mundo inteiro representa, na verdade, diferentes níveis do êxodo do Egito (do ego). Quando alcançamos a força da unidade, ocorre uma certa tensão, esse êxodo, o desapego do ego.

Ele está sempre entre nós, separando-nos e fazendo com que sintamos repulsa uns pelos outros. Se começarmos a comprimi-lo e condensá-lo, tentarmos unir e conectar uns aos outros, a saída do ego começa no momento em que alcançamos a unidade.

No primeiro dia de Pessach (o êxodo do Egito), começamos a estreitar essa conexão. Depois, trabalhamos nisso durante a semana e nos unimos totalmente no último dia do êxodo do Egito. A partir desse momento, somos uma nação unida.

Mas, enquanto isso, as pessoas não entendem o que devem fazer, embora haja uma direção que estimula o desejo de escapar do ego, trata-se apenas de um instinto animalesco sem a devida consciência. As pessoas obterão o reconhecimento quando se reunirem aos pés do Monte Sinai.

De KabTV, “Segredos do Livro Eterno”, 28/05/14

Pessach E A Influência Da Luz Da Fé


As raízes espirituais também influenciam seus ramos materiais. Tudo é determinado pela ordem de disseminação das forças da luz, que afetam nossa matéria, o desejo de receber prazer. Há uma periodicidade e causalidade especiais no efeito dessas luzes.

Elas possuem um mecanismo que aciona e controla tudo a partir da cabeça do Mundo de Atzilut. De lá, de Arich Anpin, Aba ve Ima, YESHSUT e ZON, que existem em relações especiais entre si, recebemos mudanças, que são chamadas de: ano, mês, semana, dia, minuto, noite, bem como muitos outros estados internos diferentes. Estamos falando de qualidades e da combinação de qualidades que têm grande influência neste mundo.

Se a pessoa deseja se conectar à raiz espiritual e colocar-se sob uma influência maior da luz superior, a fim de se aproximar dela, deve aproveitar esses períodos de influência especial vinda do alto. Se ela deseja ascender espiritualmente, durante esses períodos em nosso mundo, chamados de feriados, precisa unir-se às intenções que pertencem a tais influências.

No livro do ARI, “Os Portões das Intenções” , ele explica como uma pessoa deve agir durante períodos tão especiais de influência em nosso mundo, como Rosh Hashaná, Sucot, Pessach, Shavuot e assim por diante. Se estamos falando de Pessach, sua característica mais significativa é a luz de Chassadim. Quando uma pessoa recebe a luz de Chassadim pela primeira vez em sua vida, ela adquire a qualidade de doação e se eleva acima de seu ego.

Portanto, vale a pena refletirmos mais sobre a luz superior, que, neste momento, tem um poder maior de nos elevar acima do nosso egoísmo e nos manter acima dele, na qualidade de doação. Posteriormente, já seremos capazes de avançar mais e sentir o mundo espiritual em todos os seus detalhes.

Portanto, devemos passar todos os dias de Pessach pensando na unificação entre nós e a luz superior, que eleva cada um de nós acima do seu egoísmo pessoal. Essa deve ser a nossa principal intenção ao longo de todo o feriado.

A Conexão Entre Pessach, Matza E Maror

231.04De uma lição sobre o artigo de Rabash “A Conexão entre Pessach, Matza e Maror

O feriado de Pessach está no topo de todos os feriados e de todos os momentos do processo espiritual porque simboliza a transição do desejo de receber para si mesmo para o desejo de doar, ou mais precisamente, do desejo de receber para o próprio bem para o desejo de receber com o propósito de doar. É por isso que Pessach é tão importante. Ele marca a entrada no mundo espiritual, na sensação e na compreensão da espiritualidade.

Antes disso, a pessoa passa por vários estágios, partindo do seu estado natural de imersão no desejo de desfrutar, muitas vezes sem sequer perceber. Então, ela começa a se perguntar: “Para que estou vivendo?”. Ou seja, a mera existência animalesca não a satisfaz mais, e ela quer compreender o sentido da vida, sua fonte, causa e propósito. Um animal não faz tais perguntas; este é o início do nascimento de um ser humano.

A entrada na espiritualidade começa quando a pessoa sente repentinamente que não consegue mais pensar apenas em si mesma e quer agir fora do seu egoísmo. Pessach simboliza a entrada em um novo mundo, o início de uma nova etapa — Lishma — o início da doação, da fé e da obtenção da qualidade de Bina, segundo a qual começamos a trabalhar.

Somente quando uma pessoa sente e compreende que é incapaz de agir em prol da doação, ela pode ser considerada exilada. Isso é exílio da qualidade da doação, que ela deseja alcançar, mas não consegue. Somente isso determina a medida e a severidade do exílio.

A humanidade está dividida em três partes. A primeira parte consiste naqueles em quem o ponto no coração já despertou, o que leva a pessoa à Cabalá ou a força a buscá-la. A segunda parte ainda não compreende o propósito de nada disso.

E a terceira parte luta exclusivamente por ações materiais, sem tocar na intenção; ou seja, eles se esforçam para preservar a intenção para seu próprio bem. Com base nisso, a humanidade pode ser dividida em muitos grupos, nações e diversos movimentos.

O egípcio dentro de mim me convence de que o principal é realizar as ações que a Torá exige sem prestar atenção à intenção, ou seja, concentrar-se apenas nos mandamentos materiais.

Se não questiono os resultados do meu trabalho, significa que sou egípcio; isto é, estou agindo de acordo com o egípcio dentro de mim. Mas se começo a me importar com a intenção, descubro que estou no Egito como um escravo, exilado do mundo espiritual.

Existe uma realidade espiritual em que tudo é feito em prol da doação, enquanto eu permaneço no meu egoísmo. O grau em que isso me perturba determina, em maior ou menor grau, o meu lugar no processo espiritual. Até que eu alcance um estado em que tal vida pareça pior que a morte, e sinta que devo escapar da intenção egoísta. Isso significa que já estou no limiar da libertação, a caminho da saída do exílio egípcio.
Meus egípcios interiores me seguram e me persuadem a continuar como antes, dizendo que está tudo bem: a ação é o que importa e a intenção é irrelevante. Se eu concordar com isso, me torno um egípcio.

Mas se uma luta interna sobre a intenção começa dentro de mim, percebo que estou sob o controle dos egípcios e quero me libertar dessa escravidão. Entendo que o que importa não é a ação, mas a intenção, e que devo me livrar da intenção para o meu próprio bem. Isso significa que preciso da luz que me traz de volta à fonte (a luz que reforma) e de uma fuga do Egito.

Estou pronto para qualquer coisa, desde que não permaneça na intenção egoísta. Não preciso de nada além da capacidade de realizar este ato. Já me desapeguei da intenção para mim mesmo, embora ainda não tenha alcançado a intenção de doar. Ainda não sei o que é a verdadeira doação ou a quem doar, mas já estou a caminho de sair dela.

A transição de egípcio para israelense significa que não tenho mais forças para agir. Não quero agir por egoísmo, mas ainda não sei como agir com o propósito de doar, e por isso fico sem saber o que fazer.

É assim que acontece o êxodo do Egito. É na escuridão total, quando estamos perdidos e inseguros sobre o próximo passo, e então a salvação chega.

Dizem que o trabalho dos egípcios é feito com tijolos brancos, impecáveis, sem uma única mancha ou partícula de sujeira. Se a cada dia eu adicionar egoisticamente mais um tijolo ao meu trabalho, construirei uma estrutura linda, branca como a neve, sem qualquer impureza ou traço de dúvida, e me sentirei completamente honrado.

Os egípcios no Egito não podem ter consciência do mal porque simplesmente seguem o exemplo do resto do mundo. O que mais uma pessoa poderia precisar?

Estes são os sete anos de fartura, quando uma pessoa está totalmente engajada na obra do Egito, confiante em sua própria retidão e sucesso. Ela nem sequer percebe que está agindo por egoísmo. Essa percepção só vem como resultado da influência da luz que reforma, que sutilmente ilumina, pouco a pouco, fazendo a pessoa progredir gradualmente.

“Centavo por centavo, acumula-se uma grande fortuna”.

Quando não há mais forças para trabalhar, só resta uma coisa: a oração. Recorrer ao Criador resolve todos os problemas. Afinal, o propósito de tudo o que acontece conosco é nos forçar a nos conectar com o Criador.

No Egito, adquirimos todos os tipos de meios e métodos de conexão com o Criador. Para cada dificuldade que o Egito nos apresenta, precisamos encontrar a resposta por meio de uma nova forma de conexão com o Criador.

O peso do trabalho depende unicamente da intenção. Se a intenção for para o Criador, para a doação, então você plana como se tivesse asas e não sente nenhum peso no trabalho. É como se você tivesse deixado a força gravitacional da Terra e estivesse flutuando no espaço.

Mas se o trabalho parece pesado, significa que você está carregando a mala errada e não está voltado ao Criador.

Recebemos a influência do Criador através de toda a alma fragmentada de Adam HaRishon. O Criador percebe toda a alma como uma só. Por enquanto, posso ter uma conexão pessoal e muito limitada com o Criador, mas mesmo isso me chega através da alma coletiva.

“A luz superior está em repouso absoluto”, o que significa que ela preenche o Kli coletivo. Mas eu recebo conexão com o Criador na medida em que estou conectado com a alma coletiva.

Digamos que eu me conecte com uma em cada vinte bilhões de almas, então, nessa medida, recebo contato, que sempre flui através da conexão comum.

O Criador está dentro de todas as criações em um estado perfeito, pois todas já alcançaram o fim da correção, e eu me conecto a esse estado.

Qual é a diferença entre Matza e pão? Matza também é pão, mas é chamado de “pão da pobreza” e é feito apenas de farinha e água. E até mesmo a água é adicionada em quantidades mínimas. Não se pode fazer pão sem água, então usa-se apenas o suficiente para sovar a massa sem deixá-la fermentar.

Este é um sinal de que ainda não somos capazes de trabalhar com nossos desejos em prol da doação, mas também não queremos mais trabalhar em prol da recepção. É um estado intermediário, nem aqui nem ali. Matza simboliza o preenchimento para escapar.

Da Lição Diária de Cabalá de 21/04/19, Escritos do Rabash, “A Conexão entre Pessach, matza e Maror

O Sonho De Um Cabalista

962.3Pergunta: Às vezes você diz que as pessoas estão prontas para nos ouvir, mas ainda não estamos prontos para transmitir adequadamente as informações Cabalísticas. As pessoas estão realmente prontas para nos ouvir?

Resposta: Não, elas ainda não estão prontas. Se estivessem, ouviriam. No entanto, é um problema duplo: tanto da minha parte quanto da delas. Eu ainda não sou capaz de transmitir tudo da maneira mais acessível e próxima delas, e elas ainda não são capazes de captar tudo com suas qualidades interiores. Portanto, nós dois ainda precisamos nos aproximar um do outro.

É por isso que digo que talvez me restem alguns anos de vida para tornar o método da Cabalá mais próximo, mais claro e mais fácil de entender para todos. Por outro lado, a humanidade está gradualmente se aproximando de mim porque está sendo empurrada para trás pelas crises.

É claro que não desejo infortúnio a ninguém, mas espero que os golpes afetem as pessoas e que elas cheguem ao objetivo mais rápido. Vejo essas crises como uma manifestação da doença que nos sufoca e oprime, mas que ainda está escondida dentro de nós.

O que fizeram com a última onda de crise? Suprimiram-na, empurraram-na para dentro com “antibióticos”, como costumam tratar uma doença. Parece que se foi, mas está ardendo por dentro, tudo já está apodrecendo, mas você ainda não sente. Então, de repente, uma pessoa faz um raio-X, é aberta, e eles dizem: pronto, estamos costurando você — e vamos para o cemitério.

Mas não quero que as coisas cheguem a esse ponto. Por isso, seria melhor se a humanidade se conscientizasse da maldade de seu estado ao mesmo tempo em que fornecemos o método. As pessoas perceberão que não têm a quem recorrer, que precisam corrigir seu estado, e bem ao lado delas estará um método mostrando como corrigi-lo e alcançar confiança, paz e uma vida normal.

Pelo menos falamos com elas sobre isso, nem mesmo sobre o mundo vindouro. Pelo menos neste mundo, elas podem alcançar uma vida boa, para si mesmos e para seus filhos em tudo.

Nossa tarefa é levar a humanidade a isso. Esse será o primeiro estágio da correção, o primeiro estágio da aceitação da Cabalá como método de correção. Este é o meu sonho.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Berg e Laitman”, 09/08/10

Fórmula Para O Sucesso

534Devemos trabalhar constantemente com grande precisão para não desperdiçar um único minuto. Esta é a fórmula para o sucesso. Não é que cada minuto seja tão importante em si, mas sim que você não se deixe levar.

Você se esforça nessa corrida até a exaustão e não deixa nenhuma oportunidade, nem um momento sequer, para se afastar do trabalho espiritual.

Só então você começa a sentir a impossibilidade de alcançar a meta por meio de seus próprios esforços e o pedido correto pela ajuda do Criador surge dentro de você, e Ele responde sem demora.
De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. O Cabalista Está Fora de Si”, 30/07/10

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 108


Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 108

Onde ocorre o reconhecimento do mal neste processo?

O reconhecimento do mal ocorre quando percebemos que estamos imersos em nós mesmos, com os tijolos, que nos esforçamos para organizá-los e pensamos em como prosseguir com nossas próprias forças, desconectados do fato de que todo esse processo foi arranjado para nós do alto apenas como um meio. Este mundo é apenas um meio. Tudo o que existe, exceto o fim da correção, é simplesmente um meio para essa correção, incluindo todos os estados espirituais e, certamente, o nosso estado atual.

O reconhecimento do mal acontece quando vemos que esquecemos tudo isso e “viramos o vaso de cabeça para baixo”, isto é, confundimos os meios com a essência.