Pessach — O Êxodo Do Egito
A Torá, “Levítico”, 23:4 – 23:8: Estes são os dias santos do Senhor, as ocasiões santas, que designareis em seu tempo determinado: No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês, à tarde, [irão sacrificar] a oferta de Pessach ao Senhor. E no décimo quinto dia desse mês é a Festa dos Pães Asmos do Senhor; comereis pães asmos por um período de sete dias. No primeiro dia, haverá uma ocasião santa para vós; não fareis nenhum trabalho. E trareis uma oferta queimada ao Senhor por um período de sete dias. No sétimo dia, haverá uma ocasião santa; não fareis nenhum trabalho.
Pergunta: Por que é proibido trabalhar no primeiro e no último dia de Pessach?
Resposta: Porque distinguimos dois estados no trabalho espiritual: despertar de baixo e despertar de cima.
Durante o despertar de baixo, evocamos a cooperação entre a luz e o vaso através do nosso anseio. A luz corrige o vaso e lhe dá a intenção correta. Durante o despertar de cima, este trabalho é realizado de cima, mas somente porque criamos todas as condições adequadas para isso com antecedência.
Nós nos esforçamos e, assim, criamos as condições adequadas para o primeiro e o último dia do feriado, já que a semana de Pessach tem que ser encerrada em seus fins por estados nos quais não fazemos nada, já que a luz superior faz todo o trabalho. O primeiro dia do feriado marca o início do êxodo do Egito. O último dia marca o fim do êxodo que o sela.
É importante dizer que as nações do mundo têm calendários diferentes. O calendário cristão é baseado no movimento do sol. O calendário muçulmano é baseado no movimento da lua. Já o calendário judaico leva em consideração o movimento do sol, da lua e da terra, já que a terra é o objeto central entre o sol e a lua.
Por um lado, levamos em consideração o ano, que significa a revolução da Terra em torno do Sol, e, por outro, levamos em consideração o mês, a revolução da Lua em torno da Terra, e comparamos os dois. Assim, o calendário judaico não muda e, por exemplo, podemos calcular com antecedência qual dia da semana será o primeiro dia da Pessach em 35 anos.
Além disso, com base na comparação entre o movimento do Sol, da Terra e da Lua, podemos dizer que Pessach não pode ocorrer em determinados dias do mês. Isso significa que tudo está precisamente relacionado ao sistema astrológico geral.
Pergunta: A Torá se refere a assembleias sagradas diversas vezes. Por que precisamos nos reunir em Pessach?
Resposta: As assembleias sagradas durante o Pessach são a coisa mais importante para a nação israelense, pois é graças ao seu desejo de união que eles precisam sair do Egito.
A união de uma pessoa com um grupo de pessoas, com a sociedade, com a nação ou com o mundo inteiro representa, na verdade, diferentes níveis do êxodo do Egito (do ego). Quando alcançamos a força da unidade, ocorre uma certa tensão, esse êxodo, o desapego do ego.
Ele está sempre entre nós, separando-nos e fazendo com que sintamos repulsa uns pelos outros. Se começarmos a comprimi-lo e condensá-lo, tentarmos unir e conectar uns aos outros, a saída do ego começa no momento em que alcançamos a unidade.
No primeiro dia de Pessach (o êxodo do Egito), começamos a estreitar essa conexão. Depois, trabalhamos nisso durante a semana e nos unimos totalmente no último dia do êxodo do Egito. A partir desse momento, somos uma nação unida.
Mas, enquanto isso, as pessoas não entendem o que devem fazer, embora haja uma direção que estimula o desejo de escapar do ego, trata-se apenas de um instinto animalesco sem a devida consciência. As pessoas obterão o reconhecimento quando se reunirem aos pés do Monte Sinai.
De KabTV, “Segredos do Livro Eterno”, 28/05/14