Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Quem Me Mostrará A Verdade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que a pessoa presa na cápsula de seu egoísmo sabe o que é verdadeiro e falso?

Resposta: Agora você entenderá o quanto a serpente primordial nos ajudou, ao nos empurrar para o “pecado” com a Árvore do Conhecimento. Especificamente, graças a esta revelação do imenso desejo egoísta chamado de “serpente” nós recebemos a oportunidade de ascender do nível espiritual de um “animal” para o de um “ser humano”.

A diferença entre os dois níveis (símbolo delta no desenho) é chamado de “serpente” (“snake” no desenho). Se você quer ascender de um nível espiritual para o outro, por favor, vá em frente. Mas você tem que trabalhar contra essa serpente, contra o espaço vazio que ela criou em você. No entanto, se não fosse por ela, você teria permanecido um “animal”.

É exatamente esta força, a força da serpente egoísta dentro de nós, que cultiva o ser humano em nós. Todas as quebras, pecados e transgressões descritas na Torá são ações úteis. Elas são os modelos para os maus desejos; por meio da correção destes nós descobrimos o Criador. Um desejo adicional pela ascensão nos é dado pela “serpente”, e sua correção vem através dos livros, do grupo, do professor, e da disseminação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 17/08/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Torne-se Seu Próprio Criador!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nos ajudará a olhar para o grupo e sermos capazes de ver apenas os pontos fortes dos amigos e não suas falhas ?

Resposta: O grupo serve como uma lupa ou óculos, sem os quais é impossível ver o Criador. Eu só serei capaz de vê-Lo através do grupo. Ele é o meu vaso espiritual e o instrumento para a revelação do Criador.

Só o amor ajudará aqui. O amor anula o nosso ego, e ele começa a atuar em sua forma oposta: como o desejo de sentir prazer sendo usado em prol da doação. Portanto, a atitude da importância dos amigos é fundamental.

Na vida corpórea, quando a pessoa cria um objetivo egoísta, ela trabalha num lugar, é paga em outro, e compra algo em um terceiro lugar. Nenhum desses lugares estão conectados. Na espiritualidade, tudo se reune em um só lugar: o esforço, a recompensa, o objetivo em si, e o resultado são partes de um todo. É por isso que temos dificuldade em compreender a espiritualidade, uma vez que estamos acostumados com o mundo material, onde tudo está separado.

No entanto, nós temos que entender que o amigo e eu, o Criador e eu, aqueles que estão longe e perto, pequenos, grandes, e iguais em relação a mim, todos constituem meu Kli espiritual, dentro qual eu revelo tudo, até eu mesmo! Até que este Kli torne-se revelado, eu não existirei. Não serei eu, mas uma fraude total, um pedaço de egoísmo com o qual me identifico. Quando nós descobrimos o que significa a alma coletiva ou o grupo, nós revelamos a nós mesmos e o restante em seu interior.

Por enquanto, eu só tenho o ponto da quebra, a restrição e a expansão que existem fora da espiritualidade e do Criador. Nós recebemos a sensação de estar fora da verdadeira realidade, em um mundo dos sonhos imaginário. Apesar de estar em um sonho, se eu consigo construir a verdadeira realidade, que inclui a sociedade, o Criador, e o meu eu verdadeiro, eu serei capaz de entrar nela. Entretanto, eu só estou imaginando a minha vida.

Toda esta realidade futura é o grupo que eu preciso construir. Sou eu que construo o meu mundo espiritual, a minha alma. Na verdade, é a minha alma que estou montando a partir desta realidade ilusória, deste estado de sonho em que tenho estado submerso, a fim de tornar-me o meu próprio Criador . Ao fazer isso, eu, o grupo, e o Criador nos unimos, e atingimos a união e a adesão absoluta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 15/08/10” Com Respeito à Importância dos Amigos”

Aquele Que Justifica O Criador É O Justo

Dr. Michael LaitmanÀ medida que a humanidade progride, a nossa vida material torna-se mais confortável, mas o “ser humano” dentro de nós sente-se cada vez mais insatisfeito. Como resultado, nós somos considerados “pecadores”, porque quando sofremos culpamos o Criador por isso. Somente se nós sentimos que o Criador nos dá prazer, podemos justificá-Lo. Os sábios disseram: “Justo é o que justifica o Criador e diz que Ele dá somente bondade ao mundo”.

Em outras palavras, nós temos que nos corrigir ao ponto de sentir que a Força Superior governante nos traz o bem e não o mal que sentimos agora. Nossa vida é constituída de duas partes: a vida do corpo animal e a vida do ser humano como parte da sociedade à sua volta. E nós podemos nos corrigir a tal ponto que podemos experimentar uma vida perfeita em todos os seus aspectos.

A pessoa que corrigiu sua percepção é considerada como justa, uma vez que justificará o Criador, vendo a bondade de Seu governo. Este governo era bom e justo desde o início. No entanto, nós fomos criados como egoístas e percebemos tudo de forma negativa, com um sinal “negativo” (apesar do fato de estarmos cercados pelo campo positivo da doação, o Criador), porque estamos em oposição a Ele. O nosso trabalho é corrigir a nós mesmos, tornando nossa percepção positiva. Trabalhando desta forma nós ampliamos nossa percepção de um pequeno “positivo” para um grande, até que se torne um “positivo” infinito como o próprio Criador.

Os níveis da minha aproximação em relação a Ele na sensação de um bom governo do mundo (de acordo com suas qualidades, quantidades, volumes e forças) são os passos da ascensão, os níveis da justiça. O Baal HaSulam escreve na carta 59: “O justo sente prazer contínuo, louvando o Criador que criou para ele um mundo tão bom e alegre”.

Em outras palavras, é impossível sentir-se mal e justificar o Criador ao mesmo tempo! A Cabala não pede nenhuma restrição. Tudo é definido apenas pelas sensações trazidas dentro do coração da pessoa. Se ela sofre, inevitavelmente condena o Criador, e se está feliz, irá abençoá-Lo.

Portanto, nós temos que nos corrigir, de modo a sentirmos toda a Sua bondade e doação; como resultado, nós nos tornaremos justos, sem dúvida. O justo não é aquele que sofre em silêncio e de bom grado, mas o que se corrigiu a fim de sentir a verdade!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 13/08/10, Shamati # 34

Onde Começa A Liberdade

Dr. Michael LaitmanHá duas etapas ao longo de nossa ascensão ao mundo espiritual, e a primeira é a obtenção de um desejo (Hissaron). Em nosso mundo corpóreo, nós nascemos com o desejo de revelar este mundo, para governr, tirar vantagem e conectar-se a ele. Porém, no mundo espiritual, é diferente, pois precisamos ganhar esse desejo.

É a Luz que nos ajuda com isso. Nós a usamos para organizar o nosso desejo egoísta de uma forma oposta e altruísta, que nos permita obter o desejo de doação, ou seja, um Kli (o vaso espiritual é o desejo de doar) espiritual.

Em nosso mundo, nós é dado o desejo de receber, entender e sentir. Da mesma forma, no mundo espiritual, há o desejo de doar, amar, conectar e unir-se. Como nós podemos obtê-lo? Evidentemente, nós só podemos recebê-lo da Luz que Corrige e nada mais. Para isso nós precisamos, pelo menos, de algum desejo inicial de receber o impacto da Luz. Este minúsculo desejo inicial é chamado de livre arbítrio, o qual nos é dado de uma forma muito simples e distinta: como um único ponto que podemos encontrar e discernir dentro do nosso estado atual.

Isto só pode ser alcançado através da conexão entre nós e do nosso esforço coletivo, com a condição de que tenhamos o desejo de nos unirmos e dependermos uns dos outros. Se tais relações são encontradas entre as almas (ou pessoas que as carregam), então, de acordo com os nossos esforços, a Luz se revela, começa a nos dar um novo desejo, e passa seu próprio desejo para nós.

Este é o único trabalho verdadeiro que a pessoa tem, como o Baal HaSulam explica em seu artigo “A Liberdade”: Nós precisamos fazer o mínimo esforço, num sentido seletivo, estreito, e claro em relação ao ambiente, e como resultado da medida deste esforço, a Luz desce sobre nós. Ela purifica nossos desejos (seu lado oposto), nos dá a sensação de carência, de acordo com o qual nós revelamos todos os nomes sagrados do Criador até a plena revelação da Luz (todos os nomes do Criador).

Assim, a pessoa alcança o estado espiritual em que “Israel (o desejo da alma pelo Criador), a Torá e o Criador e se tornam um”, isto é, todos os desejos do homem tornam-se equivalentes à Luz que os corrigiu. Através destes nomes sagrados a pessoa atinge toda a Luz geral chamada a Torá e o Criador (o propósito da criação “deleitar as criaturas”), que é revelada nesta Luz.

Tudo isso é revelado no desejo da pessoa. A Torá é a revelação do mundo espiritual alcançada através da revelação individual e parcial da pessoa dos nomes do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, “Você Sempre Deve Discernir Entre a Torá e o Trabalho”

Nós Existimos No Mundo Do Infinito

Dr. Michael LaitmanNós existimos em um oceano de Luz do Infinito que contém todos os nomes sagrados do Criador. Esses nomes devem ser revelados em nossos desejos, na medida de sua equivalência com uma qualidade especial do Criador incluída nesta Luz Infinita. Esta força geral (a Luz) é chamada de “Torá”. Naturalmente, hoje nós somos incapazes de valorizar e saber disso. Isto está além de nossas capacidades e desejos.

No entanto, é isso que nós podemos fazer: se nós desejamos nos equivaler à iluminação que chega até nós a partir desta Luz infinita, nós podemos alcançar certa equivalência parcial e sentí-la dentro de nós como a revelação do “nome sagrado do Criador”. A Santidade está acima do “corpo”; ela é a doação ou a qualidade de Bina. Afinal, o “nome do Criador”é um vaso espiritual, um “Kli“, ou um desejo corrigido (ou seja, o desejo com a intenção de doar).

Devido à força da Luz, o nosso desejo adquire uma tal forma (intenção) que pode estabelecer uma conexão com o Criador, ou seja, com a Luz ou a Torá (os nomes do Criador). Desta forma, ao sermos influenciados pela Ohr Makif (a Luz Circundante), nós revelamos gradualmente qualidades e ações separadas dentro de nós que são semelhantes à Luz ou a Torá.

Tudo isso é percebido e mensurado dentro de nós e em relação a nós (os receptores), na medida em que somos semelhantes às qualidades da Luz, isto é, de acordo com a lei da equivalência de forma. Apenas ao nos tornarmos equivalentes à Luz é que seremos capazes de sentí-la.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, “Você Sempre Deve Discernir Entre a Torá e o Trabalho”

Exija A Capacidade De Sentir

Pergunta: Além do desejo de entender O Zohar, eu também quero realmente lembrar as definições das palavras, a fim de conectá-las entre si. O que eu devo fazer se eu constantemente esqueço?

Resposta: Você precisa exigir sentir! É muito bom que você esqueça. Os Cabalistas rezavam para esquecer tudo o que aprendiam a cada instante. Há sempre um intervalo entre os níveis, quando tudo o que você atingiu no nível anterior é esquecido e apagado da sua memória e de suas sensações.

Nós alcançamos através das sensações no desejo corrigido. Todos os nomes e títulos sobre os quais lemos no O Zohar (Havayah e Elokim em todas as várias combinações e manifestações) são revelados no desejo corrigido. Quando eles se revelam um após o outro no meu desejo, eu começo a trabalhar com meus sentimentos do mesmo modo que em nosso mundo.

Parece-nos que os sentimentos são menos importantes do que a mente. No entanto, os sentimentos vêm e se unem à mente, a fim de ajudar ou serví-la. Se nós aprendermos todas as partes do livro Estudo das Dez Sefirot, isto serve apenas para despertar-nos a usar todo esse conhecimento como base para exigir sentimentos. Afinal de contas, “aprender” significa “unir” e “conhecimento” é a unificação ou adesão (Zivug).

Da 2a segunda parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, O Zohar

A Luz Que Queima Através Dos Corações

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que para compreender O Zohar nós temos que fazer uma “abertura no coração”. Quem faz essa “abertura”?

Resposta: A Luz! Eu mesmo sou incapaz de fazer isso. Só a Luz pode. É como se através de uma lupa os raios de Luz se concentrassem e se tornassem tão poderosos que “queimassem através” do seu desejo de sentir prazer, criando assim uma “abertura”.

Pergunta cont. : Por que nós não podemos fazer essa “abertura”?

Resposta: Não é nosso trabalho fazer com que isso aconteça. Quando dois corações se unem através de seus desejos, isso se chama “abertura” nas paredes dos seus corações. A parede no coração significa um coração inteiro, mas nós precisamos dos corações partidos (quebrados). Se os nossos corações, o seu e o meu, estiverem “quebrados” e nós conectarmos essas “partes”, o trabalho está feito. Eu quero o que você quer, e você quer o que eu quero. Nós já estamos unidos. Se os dois se uniram e estão conectados na qualidade de doação, é aí onde ocorre a revelação.

Quão poderosa será essa revelação se baseará em tudo aquilo que nós tivermos em nossos corações, além da quebra e desses “ramos” conectados entre si. Existem milhares de obstáculos em seu coração, todos os tipos de pensamentos e preocupações; eu os tenho também.

Pergunta cont.: Como nós podemos conectar as “quebras” em nossos corações?

Resposta: Isso feito pela Luz. O nosso trabalho é apenas desejar que isso aconteça. Nenhuma outra ação é necessária! Durante a leitura do Livro do Zohar, você deseja que as palavras dele “furem” e abram um “buraco” em você.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, O Zohar

Abrindo o Canal Para O Coração

A fim de conquistar o Zohar uma pessoa precisa abrir o canal que conduz ao coração. E a tendência para compreendê-lo com a mente é dado para nós resistirmos a essa tendência, desejando que o Zohar seja revelado no nosso coração. Caso contrário não vai funcionar.

É necessário fazer uma “abertura no coração” para que o texto do Livro do Zohar seja sentido nas realizações interiores, do desejo, e não apenas na mente externa, onde palavras conectam umas às outras. Afinal, a imagem externa que se imagina na cabeça, lembrando o significado das palavras e unindo conexões lógicas entre elas não permitem que a pessoa aspire constantemente a sentir O Zohar.

Tal abordagem está fadada ao fracasso. A pessoa recebe a satisfação do fato de que ela aparentemente liga algumas coisas na sua mente e o problema é resolvido por ela. Ela não tem nenhum arrependimento ou deixou de sentir desejo e realização. Ela aprende as definições externas do livro (compreensível a ela) e cria um “Lego” fora de si, conectando-as umas às outras.

No entanto, apenas sob a condição de que uma pessoa já sente o que está escrito no Zohar e pretende unir as sensações, ela pode olhar para as palavras do texto e ligá-las às sensações de acordo com essas palavras. Se não existem sensações, é melhor não ativar a mente e apenas aguardar “a força maravilhosa” (Segula) que está contida no Livro do Zohar para afetá-la.

Da 2a. parte  da Lição de Cabala de 11/8/10, O Zohar

Vitória Dupla ou Derrota Dupla

Dr. Michael LaitmanReceber prazer em nossos desejos de doação é completamente diferente do que recebê-lo egoisticamente. Primeiro, nós precisamos adquirir uma tela anti-egoísta, e depois atrair o prazer, rejeitá-lo em prol do Anfitrião, e, finalmente, obter a capacidade de receber prazer a fim de agradá-Lo. Desta forma, nós recebemos duplamente. Nós recebemos a sensação do prazer dentro de nós e, sobretudo, a sensação da grandeza do Anfitrião. Sua grandeza é infinita e depende apenas de qual valor ela tem aos nossos olhos.

A relação entre o prazer recebido da satisfação direta e o prazer recebido por se conhecer o valor do Doador é tal que estamos de acordo em receber Dele “simbolicamente”; é apenas uma pequena semente, uma gota que se limita a definir o ponto de contato. No entanto, a Sua grandeza está diante de nossos olhos, o que significa que nós ampliamos este ponto infinitamente.

Portanto, os “pecadores” perdem duas vezes, e os “justos” ganham duplamente por receber todo o Mundo do Infinito somente porque possuem uma tela. Se nós temos uma fonte de energia, isto é, duas forças opostas de “positivo” e “negativo”, então nós podemos rodar um dispositivo que produz um trabalho útil. Enquanto isso, tentando conectar estas duas forças opostas sem este dispositivo causará um curto-circuito entre elas.

Se nós queremos satisfação, nós temos que encontrar a forma correta para nos conectarmos com o Criador, o que se chama de tela, o “dispositivo” que traz benefícios para os outros. Nesse caso, toda a Luz passará por nós até os outros, e nós nos sentiremos como a fonte, como o Criador.

Se nós usamos os vasos de doação, nós sentimos o seguinte: 1) os prazeres dentro de nós mesmos, 2) o prazer Nele, e 3) os prazeres vindo Dele, isto é, nós vivemos simultanemanete no passado, presente e futuro, envolvidos em todos os prazeres existentes, em toda a Luz do Mundo do Infinito. Isso elimina a sensação de tempo, movimento e espaço.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 6/08/10 “O Ensino da Cabala e Sua Essência”

A Alma Abandona À Noite…

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que O Zohar entende por “Quando a pessoa dorme a alma lhe abandona e testemunha por ela” (Capítulo “Lech Lecha [Vai-te por Ti]”, item 359)?

Resposta: A alma é a Luz no desejo (Kli). Nós só podemos corrigir nosso desejo de receber nas Sefirot Keter, Hochma e Bina, enquanto que a correção nas Sefirot Zeir Anpin e Malchut pode ser apenas parcial. Por esta razão, a maior Luz que pode se manifestar em nós agora é a Luz de Neshama, enquanto que as luzes de Haya e Yehida podem servir apenas como iluminação complementar de baixo para cima .

Portanto, o nosso desejo coletivo é chamado de “alma” (Neshama), o nome da maior Luz que a alma pode conter dentro de si até o final da correção. Se o desejo existe em um estado onde é capaz de alcançar a Luz de Neshama, ele é chamado de alma (Neshama). Isso porque nós nomeamos os desejos pelos nomes das Luzes que os preenchem. No entanto, se os desejos não podem conter essas Luzes e ser preenchidos por elas devido à falta da tela, não há alma. Isso porque o preenchimento é a tela e a Luz Refletida, ou seja, a qualidade de doação.

A alma não é a minha recepção da Luz do Alto. A alma (Neshama), como toda a Luz Interior no desejo, é formada quando eu dou essa Luz para alguém, passando-a através de mim e, assim, sendo preenchido por ela. Isso é chamado de minha Luz, a Luz que eu recebo. Eu recebo a oportunidade de doar, e é isso que me preenche.

É por isso que “à noite”, quando eu ainda não sou capaz de corrigir os meus desejos e passar a controlá-los com a ajuda das telas (a qualidade de doação), eu recebo uma impressão negativa no meu desejo chamada de escuridão. Mas o que é a “escuridão”? A escuridão é quando eu não posso doar e sinto esse estado como “noite”, ou seja, a ausência de doação de minha parte. Eu sinto arrependimento e preparo-me para corrigir os meus desejos.

Eu mereci o “dia” pelo meu trabalho “à noite”. Eu me levantei de madrugada para assistir à lição de Cabala e me uni com meus amigos, eu fiz várias correções e obtive novos desejos e telas. Em todas essas telas e desejos eu criei uma nova forma de doação que me preenche. Isso significa que o meu “dia” já começou.

Portanto, a “noite” também é um estado espiritual, pois é a preparação dos desejos. E se a pessoa não tem o desejo de alcançar a doação, até mesmo a “noite” não existe para ela, pois nós definimos o “dia” e a “noite” de acordo com nossos estados espirituais.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 5/8/10, O Zohar