Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Aproximação Interna

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a anulação de si mesmo no que se refere ao outro?

Resposta: Anular-se uns aos outros e mutuamente entrar um no outro, de acordo com o princípio do “ama o teu próximo como a ti mesmo”, deve nos levar a uma conexão com o Criador. Assim, eu não só me anulo e me torno ninguém, um zero, mas realmente executo ações que me ajudam a conectar ao amigo para que ele seja capaz de entrar em contato comigo mais facilmente. Eu faço o que é bom para ele ao anular o meu ego e permitindo-lhe estabelecer contato comigo naturalmente.

Não faz diferença se ele é um egoísta, ou não. Eu não o julgo e não tento entender nada sobre ele, mas eu simplesmente me anulo para que ele seja capaz de entrar em contato comigo. Se ele atinge o mesmo estado, eu estou feliz que minhas ações de auto anulação em relação a ele no aproximaram, e é o mesmo com as outras pessoas.

Mas quando o amigo entra em contato comigo, eu sinto uma necessidade de cooperar mutuamente com ele, sinto como ele se aproxima de mim, e como ele é incorporado, entra em contato comigo, e até se veste de alguma forma em mim. Agora eu posso começar a cooperar mais ativamente com ele. Aqui eu tenho que ligar meu anti-ego, não suprimir o ego, mas operá-lo na direção oposta: o que o meu amigo quer de mim? Não é que eu simplesmente me torne mais fácil para entrar em contato, mas fácil e conveniente para ser usado, para que ele deva me usar. Então eu começo a crescer.

Em outras palavras, eu não apenas opero de acordo com o princípio de não faça mais a seu amigo o que é odioso a você, mas eu trabalho para o outro como ele gostaria, o que significa que eu uso meu ego a fim de doar. Eu entro em contato com o amigo, trabalho para seus desejos, e faço o meu melhor para realizá-los. Estas são altas acrobacias.

Da Convenção em Sochi 14/07/14, Lição 4

Torne-Se Um Kli Que Revela A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanCada Convenção futura se torna o próximo nível depois da Convenção anterior. Mas a presente Convenção em São Petersburgo é única.

As pessoas que estão chegando e se reunindo aqui se prepararam intensamente para a Convenção durante o verão: este é o grupo Sochi. Todo o resto se juntou a elas, todos aqueles que estudam com a gente. Geralmente, nossos representantes mais fortes de todos os grupos se reúnem aqui.

Assim, ao pensar no trabalho que foi feito, eu espero que possamos reunir e alcançar um estado tal que a nossa conexão seja igual à primeira fase da Luz, e depois a descubramos dentro de nós. Pois, basicamente não há Luz. O que chamamos de Luz é uma característica comum de doação e amor que descobrimos entre nós no primeiro e mínimo nível.

Baal HaSulam usa o exemplo de uma corrente elétrica. Nós não sabemos o que é, mas vemos sua manifestação no calor do fio numa lâmpada, ou no funcionamento de algum sistema, de aparelhos, motores e assim por diante. Isso significa que estamos sempre falando sobre o resultado, sobre a descoberta de uma força que está agindo, mas que não entendemos.

É assim também aqui. Quando nós queremos muito descobrir a força única da natureza, então ela é descoberta. Ela existe, mas é intangível para nós. E para senti-la, nós devemos fazer o possível para que ela atue em algum lugar, para ser descoberta em alguma coisa. Isso é exatamente como uma corrente elétrica; enquanto não a aplicamos em alguma coisa, não sabemos se existe ou não.

De acordo com o mesmo princípio, o trabalho é feito também com a energia superior geral, que inclui dentro dela o resto dos tipos de energia que chamamos de “Luz”. Nós devemos nos tornar tal dispositivo, que revela esta Luz que causa isso, evoca seu movimento, e nós nos tornamos um Kli, um meio, um mecanismo, uma base através da qual ela vai ser descoberta.

Para fazer isso, nós devemos tentar nos conectar, a fim de nos adaptar constantemente à característica da Luz. No momento em que o nosso estado, os nossos esforços, a unidade entre nós, atingir uma equivalência mínima com a Luz, ela começará a ser descoberta.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 2

Desenvolva O Espírito De Unidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Num workshop nós aspiramos tanto a um estado de unidade que começamos a sentir o acordo de todos para atingir isso. Mas se não há nenhum sentimento como esse, será que vale a pena continuar até alcança-lo?

Resposta: Ele gradualmente surge num grupo de amigos que estão conectados uns com os outros por uma série de condições externas. E se eles trabalham em si regularmente, com uma conexão compartilhada, obrigando-se a falar e discutir sobre tudo, então uma medida (indicação) surge com eles, que mostra se eles se coordenaram entre si o suficiente para que já sintam essa unidade e como mantê-la.

E se alguém deixa este estado mesmo um pouco, imediatamente sente; um sentimento interno surge dentro dele, de que ele “caiu fora” em algum lugar, e ele deve voltar a entrar e se comunicar com os amigos constantemente.

O espírito de unidade depende de cada um de nós. Portanto, discutam esses estados, mantenham os amigos mais vulneráveis ​​entre vocês; tentem desenvolvê-los de alguma forma, para “injetar” esse espírito em todos os outros através de seus pensamentos e comportamentos. Vocês devem fazer isso!

Nós vemos que nem todas as pessoas durante o êxodo do Egito eram capazes de alguma coisa, só os sacerdotes (Cohanim) e os levitas, uma pequena parte do povo, de um grupo. O que significa um “povo”? É um grupo onde não há muitos que estão prontos para avançar com o professor e se mostrar como um exemplo da realização dessa ideia.

Portanto, nós trabalhamos em conjunto em todo o resto e em todo o mundo.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 1

Em Direção Ao Objetivo Desejado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho amigos cujas influências eu sinto; eu tenho uma conexão com eles. E se eu quiser incluir todos dentro de mim, eu preciso de ajuda. Eu não entendo de onde ela virá. A quem eu devo pedir?

Resposta: Dentro da nossa unidade existe realmente uma força que nos une e mantêm juntos, mas, ao mesmo tempo, eu não sinto isso. Isso é chamado de Luz que Reforma. Esta é força de união e conexão que queremos sentir entre nós.

Pergunta: Como é possível se apegar a este ponto e não fugir dele?

Resposta: Você vai fugir de qualquer coisa que não existe, exceto do que o seu corpo quer num determinado momento. E ele quer comer, dormir, descansar e jogar.

Isto significa que, de qualquer forma, você sempre age contra seu corpo. Para isso existe um ambiente que o obriga a ansiar pela espiritualidade. Não há nada a fazer! Mas se você entender o seu objetivo, ele se torna desejável para você.

Da Convenção em São Petersburgo 18/09/14, Lição Preparatória 1

A Pessoa Desenvolve O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que nós podemos realmente descobrir o Criador entre nós agora?

Resposta: Nós entendemos o conceito de “Criador” como uma sensação de comunhão, conexão e amor. Isto não é algo limitado em espaço e volume. Pelo contrário, esta é a força geral da natureza pela qual vivemos. Nós a desenvolvemos; isso é o que nós fazemos.

Se nós pudermos nos organizar de modo a descobrir essa força, então ela vai existir. Da mesma forma, ela também vai nos influenciar, e nós também estaremos conectados a ela. Isso significa que a pessoa desenvolve o criador.

Nós devemos sempre tentar encontrar esta corrente através da qual todos nós avançamos e existimos. Nós devemos evitar pensamentos e atividades estranhas. Isso significa que tudo será direcionado apenas para a conexão. Ela vai viver em nós, e nós automaticamente vamos senti-la.

Como é entendido, de cada um dos nós haverá um esforço especial a este respeito. No entanto, este esforço vai se tornar desejável. Será como uma pessoa que joga basquete e investe esforço nisso, mas gosta do que faz. Afinal, neste mundo, nós recebemos prazer de muitas atividades em que parecemos investir grandes esforços.

Assim, nós devemos entender que os nossos esforços vão criar uma sensação de prazer em nós. Especificamente, isso irá criar um desejo de chegar mais perto, com a intenção de satisfazer o Criador. Isso nos fará felizes e nos dará vitalidade.

MAN é o que nos alimenta no deserto. MAN é a ascensão do desejo. No mundo físico, nós trabalhamos e, assim, recebemos pagamento, enquanto que o próprio trabalho espiritual se torna a recompensa. Os esforços se tornam nosso alimento. As sensações de falta, fome e desejo nos satisfazem.

Então, de repente nós vamos começar a entender que estávamos inclusive neste estado perfeito antes. Nós apenas não o sentíamos, e, agora que já limpamos todas as nossas intenções, tendo preparado o Kli sensorial, vemos que existimos dentro disso. Nada muda, exceto o fato de que nós começamos a compreender corretamente a situação em que estamos. Isso surge diante de nós como um universo que mudou, na medida em que a humanidade mudou, como outro mundo. No entanto, tudo isso é em relação a nós, porque nós somos os únicos que mudaram.

MAN (oração) é desejo mútuo, ajuda mútua, estar preocupado que meus amigos descubram a força superior! Esse se torna o único objetivo de meus esforços, e, se eu me pergunto: “No que eu estou pensando?” Isso significa que eu estou preocupado que todos os amigos do mundo inteiro, de todo o nosso imenso grupo, recebam a descoberta da característica de doação e amor entre nós. Se todos nós pensarmos dessa maneira, como que tendo a responsabilidade por todos os outros, isso terá êxito.

Cabe a nós chegar a isso. Não esperem quaisquer mudanças externas, apenas mudanças internas que devem ser de tal forma que nós sentimos o mundo superior dentro do nosso estado regular.

Portanto, nós devemos ter apenas um único pedido como meta. O anseio deve ser compartilhado. As intenções e os pensamentos de cada um não devem ser sobre si mesmo, sobre suas realizações, mas apenas sobre as nossas realizações. Na primeira etapa, somos “nós” em vez de “eu”. Na etapa seguinte, é um todo, em vez de “nós”. Todos nós nos fundimos com o Criador. É assim que a única força superior da natureza começa a ser descoberta dentro da conexão entre nós.

Da Convenção em São Petersburgo 9/18/14, Lição Preparatória, Lição 1

Descobrindo o Criador Dentro De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você entende o que é o Criador?

Resposta: É impossível entender o Criador.

Nós somos um desejo de receber. Assim, o que quer que nós sintamos, nós podemos compreender na medida em que sentimos e compreendemos nossos desejos. Nosso desejo vem em primeiro lugar. Depois, a mente percebe, pensa e avalia o que sente. Assim, é impossível saber e alcançar o Criador sem senti-Lo. Sentir o Criador não é nada, senão sentir a conexão entre nós. Nós O percebemos como a conexão correta entre nós, pois Ele é “venha e veja”, Bore (em hebraico).

O Criador não existe dentro de mim. A conexão que é devidamente estabelecida entre nós me permite entender que o Criador está dentro de mim e assim Ele é chamado. Eu não sinto, não entendo e não sei disso. Isso é algo que, em si mesmo, e é a minha primeira e fundamental fonte. Eu posso senti-Lo dentro de mim à medida que me me assemelho a Ele. Eu não O senti, mas sim os atributos corrigidos que se assemelham a Ele e que eu chamo de Criador.

Baal HaSulam nos dá o exemplo de uma corrente elétrica. Nós não sabemos o que é, mas só podemos ver e sentir sua manifestação: a agulha movendo-se num dispositivo de medição, uma luz que brilha, aquece, esfria, etc. Mas, o que é isso realmente? É algum tipo de energia que não é compreendido, porque tudo que queremos sentir, ver ou medir é a sua revelação na matéria e não a fonte real. Isto significa que já é matéria que foi transformada.

Portanto, o Criador é chamado de venha e veja, e é o que está dentro de nós.

Pergunta: Portanto, como podemos personalizar Seu controle?

Resposta: Nós não devemos personalizar Ele pessoalmente e não devemos dar-Lhe qualquer forma! Isso é um erro terrível. Se você faz isso, você desce ao paganismo e não trabalha em corrigir a si mesmo, mas sim, representa uma espécie de figura a quem pede misericórdia.

Da Convenção em Toronto 04/08/14, Refeição 1

Um Grupo É Um Organismo Único


Um grupo em si é um todo único, e todos recebem só o que existe em todo o grupo, ninguém sente a si mesmo como uma unidade única.

Num grupo não precisa haver diferenças entre homens e mulheres, veteranos e novatos, quaisquer diferenças de opinião, mal-entendidos ou distorções.

O conceito de um “indivíduo” arrancado dos outros não existe nele. porque um é a mão, o segundo é o pé, o terceiro é o corpo, e assim por diante. Todo mundo constitui um todo, um corpo que se encontra na cooperação mútua absoluta, em concordância absoluta entre todos os seus membros.

Esta deve ser a principal coisa para todos e nós não devemos ter quaisquer queixas de ninguém sobre isso. A oportunidade me foi dada de participar de um grupo, de me dissolver nele, e ninguém tira isso de mim, porque o Criador é o único que concedeu isso a mim. Ele me trouxe até aqui, me deu amigos como Seus representantes através de quem eu preciso trabalhar na minha unificação com Ele. Eu me encontro nisso.

A principal coisa é que em cada momento eu posso me dissolver no grupo cada vez mais, “me perdendo” entre eles de tal forma que eles gerenciam todos os meus pensamentos, sentimentos e desejos, eles determinam todo o meu comportamento, a minha atitude. No momento em que eu atinjo este estado, eu imediatamente começo a sentir o próximo nível espiritual, porque ele é sentido em nossa unidade. Se eu a alcanço, me dissolvo em todos eles, então eu passo para o próximo nível.

Da Convenção em Sochi 14/07/14, Lição 4

Numa Nuvem Gerenciada Pelo Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que sempre me parece que ainda há tempo e que é possível esperar até amanhã? Por que eu não mergulho no estudo e na disseminação, mas encontro novas desculpas com a quais engano a mim mesmo e os outros?

Resposta: É porque você precisa se corrigir, especificamente graças a estes “porquês”. O Criador nos dá tais questões e exercícios como nós damos a uma criança na escola. Nós temos que entender que eles são necessários para o nosso desenvolvimento, e devemos tentar responder a eles corretamente.

Geralmente, no final de cada caderno de exercícios, há respostas para as perguntas. No entanto, para nós, cada pergunta recebe uma resposta geral que inclui um número infinito de termos: “Não há outro além Dele”.

Num grupo, deve haver uma sensação de que estamos sempre numa nuvem gerenciada pelo Criador, e devemos viver numa cesta mutuamente dentro desta nuvem, nos movendo em direção à plena consciência e gestão, e, simultaneamente, anulando não a nós mesmos, mas o nosso ego.

Isso significa que eu tenho que gerenciar, influenciar, entender e trabalhar, não dentro do meu ego, mas dentro de um estado que eu agora tenho que adquirir, possuir e dominar. Este é um estado totalmente novo, e eu tenho que entrar nele.

Uma nuvem na qual é necessário dissolver o meu ego e na qual eu devo começar a me sentir como ativo, como que compreendendo, deve envolver todos nós. Isso é chamado de “trabalho em grupo”.

Este sentimento compartilhado deve nos manter dentro dele, e nós precisamos cultivar, desenvolver e cuidar dele. Isso, pelo menos parcialmente, equivale a apoiar os amigos. O grupo existe nesta plataforma.

Da Refeição na Convenção em Toronto 04/08/14

A Preparação Acabou: É Hora De Agir!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos entender, conhecer e sentir o esforço que temos que fazer para nos conectar?

Resposta: Nós vemos o que está acontecendo no mundo, e até certo ponto, começamos a sentir que tudo nos leva para frente e que há uma força que nos leva a um objetivo único.

Como podemos fazer um esforço a fim de ascender acima de todos os pensamentos estranhos que nos confundem? Nós temos que entender que tudo vem até nós do Criador de propósito. Por um lado, Ele nos atrai a Ele, e, por outro lado, Ele nos confunde e nos mantém longe Dele para que possamos ser confiáveis para desenvolver a atitude correta em relação a Ele e em relação à nossa natureza para que possamos nos conectar a Ele.

Na verdade, é por nossa natureza oposta ao Criador e pela confusão e baixeza de nosso nível que podemos esclarecer, descobrir e alcançar a adesão com Ele.

Não é fácil, mas nós precisamos esclarecer este processo, porque é assim que crescemos. Ao mesmo tempo, devemos estar preparados para problemas externos ainda maiores que o Criador apresentará para nós à medida que avançarmos, de modo que vai ser cada vez mais tão difícil esclarecer os nossos problemas internos. Como está escrito: “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é maior”.

O Criador criou tais condições internas para nós nas quais nós caímos em nosso ego por causa das coisas mais triviais, nas quais um novato não cai, mas uma grande pessoa cai nelas, já que, para ela, é um grande problema.

Por exemplo, não faz grande diferença se um trabalhador braçal que trabalha com um martelo pesado desvia um milímetro na direção errada, mas, para um neurocirurgião, qualquer pequeno desvio pode custar a vida do paciente. Portanto, se nós mesmos não passarmos pelas descidas, não saberemos todas as sutilezas, pois é apenas por nosso progresso que nos tornamos conscientes delas.

O Criador quer que nos aproximamos Dele, por isso precisamos de apoio. Nós não devemos esquecer que o nosso progresso não está no estudo mais profundo dos materiais, mas na conexão interna entre nós. Se a conexão entre nós for correta, vamos sentir o preenchimento da força interna chamada Luz, ou Criador, o Bore dentro de nós, que significa “venha e veja”. Como fazemos isso?

Eu vejo que isso é diferente em cada continente. Israel é caracterizado por problemas particulares, e, aqui, o Criador nos carrega de uma forma cruel e séria, mas, ainda assim, o grupo do Bnei Baruch não tem o poder de se conectar. Se falarmos dos israelenses em geral, eles ainda acham que é normal os mísseis caírem sobre suas cabeças e que tudo vai desaparecer.

Junto com as aflições, as pessoas se tornam insensíveis e não entendem o que está acontecendo. É como uma criança que apanha e, como resultado, fica cada vez teimosa. Quanto mais eu apanho, mais eu fico teimoso, e nada pode ser feito.

Assim, o trabalho com os israelenses não é nada fácil. Milhares de pessoas saem todas as noites para disseminar, organizar círculos de discussão, dar folhetos, e fazer o possível para influenciar o público. Estas são as condições que o Criador tem disposto para nós.

Na América do Sul, os grupos são muito bem-sucedidos, sensíveis e experientes. Há grupos que têm dificuldade para sair para disseminar, mas eles se dão muito bem um com o outro. Há grupos, ao contrário, que saem e disseminam nossos materiais. Eu estive na Columbia, Chile e México, e cada grupo é único. Eu acredito que o objetivo deve ser que toda a América do Sul se conecte porque os países têm uma língua comum. O Criador lhes deu uma condição muito séria, e eles devem subir acima das diferentes regiões e não jogar mais o jogo da separação, “Nós estamos aqui e vocês ali”, mas sim estabelecer um departamento latinoamericano sério, ou seja, dirigir todos os seus esforços para o estabelecimento de um todo.

O grupo do México teve uma Convenção muito poderosa de conexão e compreensão. As pessoas já cresceram e são bem treinadas e organizadas. O problema é que a espiritualidade está acima do ego, e só se nos conectarmos acima do ego, restringi-lo e construirmos um Masach (tela), seremos capazes de sentir o mundo superior, a sensação da alma.

Este é um trabalho muito sério. Durante a minha viagem, eu estava convencido de que o período de preparação acabou totalmente. Não há pessoas em Israel, Canadá e América do Sul que sabem mais ou menos do que outras, ou pessoas que não conhecem os materiais como outras conhecem. Nós realmente chegamos a certa base comum, e agora temos que trabalhar em nossa conexão única, que é a coisa mais importante. O período de preparação é longo. Agora, nós temos que trabalhar.

Em Israel, o trabalho na nossa conexão está num estado pior, uma vez que ele deve passar por todos os 125 níveis até alcançarmos a conexão completa.

A questão é como podemos realmente fazer isso. Eu acredito que não seremos capazes de controlar isso de dentro do Bnei Baruch, uma vez que, apesar da mentalidade que tem muito pouco efeito sobre a realização na espiritualidade e de todas as recomendações práticas que são idênticas para todos, as condições são importantes, e nós devemos trabalhar juntos de qualquer forma. E a mesma regra serve para todos, e o jeito que você a cumpre é com você.

Da Refeição na Convenção em Toronto 04/08/14

Escolha O Que É Melhor, Escolha A Vida!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Criador nos dá uma escolha e diz: “Escolha o que é melhor, escolha a vida”. Qual é a nossa escolha?

Resposta: Nós temos que entender o que é melhor para nós. Há apenas duas opções que podemos escolher: para mim ou para o bem dos outros por meio do Criador.

“Escolha a vida!”. Vida se refere à vida espiritual e à existência do atributo de doação.

É para isso que estamos avançando através de uma longa busca, nos deparando com coisas pequenas e insignificantes até que passamos por todo o nosso ego até sua parte inferior, até que chegamos aos estados mais baixos e desprezíveis, até que estamos realmente imersos no atoleiro pessoal e não paramos de nos envergonhar disso. É porque o Criador não nos deixa justificar a nós mesmos, mas que vamos justificá-Lo ao reconhecer o atributo oposto que Ele tem, a alma.

Escolher a vida significa que, em contraste com todos os atributos, fenômenos e acontecimentos negativos, nós seremos capazes de reconhecer a unidade e integridade do Criador, Sua singularidade, e estaremos conectados a Ele, tanto do lado bom como do lado mal ao compreender que tudo isso decorre somente Dele.

Isto significa que a adesão a Ele é acima da dor ou do prazer e que devemos sentir que não faz diferença alguma se recebemos alegria Dele ou não. A principal coisa é que isso se origina Dele. Nosso objetivo é subir acima do ego em adesão com o Criador.

Não devemos temer isso. O grupo tem que apoiar um ao outro ao compreender cada amigo, não importa o que aconteça com ele, não importa que subidas ou descidas ele realize, não importa o que aconteça com cada um de nós. Tudo isso só é necessário para que possamos sair do nosso sistema de eventos corporais egoístas comuns e valorizemos não a pessoa, mas as ações do Criador que são exibidas pelo amigo.

Embora nem todo mundo entenda totalmente isso ainda, nós estamos perto de um estado em que já podemos passar por isso. Nossa aproximação é possível porque agora o encontro de nossos sentimentos mútuos e entendimentos mútuos estão ocorrendo em nós já que o Criador está fazendo isso com a gente. Assim, nós podemos começar a sentir todos como um único e enorme todo, a alma, que realmente reconstrói e preenche a si mesmo desta forma.

Da Convenção em Toronto 04/08/14, Refeição 1