Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Ego Que É Espremido Como Suco De Limão

laitman_933Alguns anos atrás, se vocês tivessem que ouvir de mim sobre o mal do ego, vocês pensariam que eu estava simplesmente pregando moralidade a vocês. Agora que a conexão foi criada entre nós, esse sentimento de dependência de seu ego tem sido entregue a vocês. Em breve, vocês vão começar a sentir que é muito cansativo para vocês serem escravos do Faraó e servi-lo.

Depois disso, as profecias e os movimentos começarão como fizeram com Moisés: “Venha ao Faraó”, e tudo vai continuar a acontecer exatamente como na história. Vocês vão sentir como o Faraó coloca pressão sobre o povo de Israel, carregando cada vez mais trabalho sobre eles. O ego traz o mal a vocês; a vida vai continuar sem benefício. Todos os frutos do seu trabalho vão para o Faraó. Tudo vai ser engolido por ele, e por mais que vocês tentem corrigir algo nada resultará para vocês.

No princípio, vocês quereriam um pouco de revitalização para tornar a sua alma feliz, mas nada funciona. Um pouco mais tarde, a crise vai aparecer em todos os lugares, até mesmo nos Estados Unidos e na Europa. No entanto, é possível que ela não chegue a tal estado. Em vez disso, vocês vão fazer todo o escrutínio em emoção e intelecto, e não na matéria grosseira. O problema é que as pessoas não ouvem os avisos.

É possível afastar-se do ego sem esperar as pragas do Egito, através do desenvolvimento do coração e da mente. Mas, de qualquer forma, isso leva tempo, e não são apenas algumas ondas que vão passar sobre vocês, porque é impossível superar o ego com uma onda. Uma grande onda afogaria vocês, por isso ela é dividida em várias pequenas ondas.

Aqui, é preciso paciência, mas isso significa que vocês têm que se armar com todos os meios à sua disposição: conexão com os amigos, com o professor, juntamente com o estudo e disseminação. Então, torna-se possível acelerar muito o tempo.

Pergunta: É terrível descobrir que alguém sempre está traindo e batendo em você, e você nem sente que este ego está vivendo em você como parte de si mesmo. Por que eles não nos deixam vê-lo para que possamos pedir para ficar livre dele?

Resposta: Você poderia pedir, mas isso não iria ajudá-lo, porque seria um pedido egoísta. Você deseja ver o desgraçado que engana você toda a sua vida e destruí-lo? No entanto, isso só vai funcionar quando você pedir isso a fim de alcançar o Criador. Então, você verá este desgraçado, caso contrário, não.

Moisés, o “ponto no coração”, deve vir ao Faraó e encerrar as contas com ele. Caso contrário, você está agindo em prol do seu próprio benefício, porque quer ser liberado do trabalho difícil, de quem está lhe enganando.

Uma reação substancial é necessária, como numa experiência química que torna possível analisar a composição que é filtrada e separada em vários componentes. Se você quer descobrir e ver a verdade no Egito, isso só é possível se você tentar se tornar um todo com o grupo. Então, você vai começar a sentir o que significa ir contra o Faraó. Enquanto ainda estiver no Egito, uma reação ou mecanismo aparecerá dentro de você que irá possibilitar diferenciar e esclarecer aonde o Faraó está e onde é aquilo que está acima dele.

Isso é porque você nunca trabalha diretamente com o Criador. No Egito, isso não é possível. Então, você trabalha com o grupo, o qual é chamado de “povo de Israel”. Comece a conectar todos os seus amigos no Egito, que hoje é todo esse mundo, e você vai ver onde está o poder da Klipa e onde a Kedusha está, onde Faraó está e onde ele não está.

O Faraó é tudo o que perturba a unidade. Assim, você vai descobri-lo cada vez mais até as dez pragas do Egito, e todas estas pragas são relevantes para o aumento da conexão. Em última análise, você vai entender que você deve deixar o Egito.

No entanto, isso só é possível através de uma conexão, onde você espreme todo o Faraó do grupo, como suco de limão. Todo o ego vai escorrer para fora, e apenas o grupo permanecerá. Então, esse grupo deve ser preenchido com o poder de doação, algo que é impossível de se fazer no Egito, e por isso ele se afasta de lá.

Todo o trabalho é feito somente na conexão. É impossível trabalhar diretamente no Faraó. Você só pode evocar golpes sobre ele através de uma conexão com os amigos. As dez pragas correspondem às dez Sefirot. Ao subir cada vez mais, de Sefira em Sefira, numa intensidade cada vez maior de conexão, você atrair a Luz Superior para que ela atue e influencie o Faraó e filtre o ego.

Da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, “Sucot“

Em Pares Ou Num Grupo De Dez?

Dr. Michael LaitmanComentário: Quando nós trabalhamos num Grupo de Dez, parece que estamos restringidos porque temos vergonha de revelar algumas coisas. Num relacionamento entre dois amigos, nós agimos com maior liberdade.

Resposta: Não se trata de liberdade. Pelo contrário, por enquanto, não há nenhuma outra estrutura através da qual seja possível sentir o próximo nível antes mesmo de entrar nele. Ele é descoberto de forma súbita e intensa, como resultado da reunião de imenso potencial interno.

Basicamente, vocês estão construindo a si mesmos. Na conexão entre vocês, vocês começam a adquirir novas sensações, hábitos, características e inteligência, e descobrir todos os tipos de sentimentos diferentes. Desta forma, mesmo antes de entrar no mundo superior, vocês constroem dentro de si um sistema de consciência e a percepção dele.

Quando a pessoa progride sozinha, tudo acontece de forma diferente. Hoje, o nosso mundo está se movendo numa direção diferente, apenas sob a forma de um grupo! Se não houver um grupo, é muito difícil trabalhar em pares, e é ainda mais difícil de funcionar como um par com o professor. É difícil porque você começa a abusar dele, depreciando-o e se relacionando com ele como um pai. Em geral, esta é a forma como nos relacionamos com os pais, como se eles nos devessem algo.

Meu professor, o Rabash, tinha uma situação semelhante. Ele me disse o quanto era difícil para ele se anular constantemente em relação ao pai. Assim, também é difícil se anular em direção ao professor, se vocês aprendem com ele num par. Isso é chamado de aluno-amigo, e isso não é fácil.

Portanto, seja grato, e considere-se abençoado que você tem um grupo.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14 Lição 3

Atravessar As Dez Pragas Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O caminho das dez pragas do Egito é realmente o caminho do sofrimento. É possível contorná-las e evitá-las, ou é impossível evitá-las, mesmo que eu me concentre no amor e doação para com o meu Grupo de Dez, as pessoas que estão perto de mim, e o professor?

Resposta: Depende da pessoa que segue o caminho espiritual. Se ela se identifica com as forças do Egito e com o Faraó, ela certamente sofre. No entanto, se ela se identifica com o trabalho acima da razão e sobe acima dela, seu ego sofre, mas ela não se identifica com seu ego e assim ela não sofre.

O tempo do desenvolvimento espiritual é chamado de pragas do Egito, ou seja, as pragas que o ego sente que ajudam a pessoa a se elevar sobre ele. No entanto, se ela está em seu ego, elas a forçam a se elevar .

Tudo depende em relação a quem você compara a sua posição.

Pergunta: Será que as pragas do Egito refletem certo estado que passamos?

Resposta: Nós devemos processar e praticar juntos ao máximo tudo o que está escrito na Torá! Você vai ver que não podemos perder sequer um passo. Pode haver níveis que eu passei, mas não compreendi, e dez anos mais tarde, como acontece muitas vezes na vida, eu começo a perceber que eu passei e que ações e circunstâncias eram.

Pergunta: Isso significa que não temos chance de pular qualquer uma das pragas?

Resposta: Para quê? Como você pode se separar de seu ego, se você não passar por todas as dez pragas? Você não terá um vaso completo, um vaso de dez Sefirot.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 3

Não Se Deixem Esfriar

Dr. Michael LaitmanNós alcançamos uma conexão absoluta entre nós, e agora estamos começando a sentir que isso está sendo realizado através de nossas ações compartilhadas.

A primeira verdadeira conexão entre nós vai nos dar a sensação do mundo superior. Esta conexão será chamada de dez Sefirot do Kli, e o sentimento compartilhado mútuo que nos preenche será chamado de Luz.

O primeiro Partzuf será criado dentro de nós, formado pelas Sefirot Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut com as Luzes de NRNHY, no qual começamos a sentir o eterno, completo e verdadeiro estado superior. Assim, nós entenderemos que o atual estado em que existimos agora é como um sonho que nos é dado para que possamos ser empurrados, e ao sermos empurrados para longe dele, seremos despertados e começaremos a trabalhar de uma maneira prática.

Para alcançar isso, nós precisamos realizar uma infinidade de atividades. Mas, para a finalidade do surgimento de um desejo de conexão entre nós, o nosso único Grupo de dez ou mesmo um grupo composto por diversos Grupos de Dez, e não basta.

Se quisermos que as nossas necessidades espirituais se desenvolvam constantemente, de modo que nós sejamos obrigados a ansiar um pelo outro e pelo Criador, nós devemos alimentar nossos desejos o tempo todo.

Eles não aparecem dentro de nós por si mesmos; para que eles apareçam, nós devemos sair para os estratos mais amplos do Kli quebrado, ou seja, a toda a humanidade, para tentar encontrar desejos adicionais entre eles. Nós temos que atraí-los até nós, e desta maneira nós cultivamos dentro de nós um desejo de aproximação e elevação.

É proibido que nos esqueçamos disso, caso contrário, vamos definhar. As pessoas que não se encontram em disseminação fora de seu grupo impedem um incentivo e se dirigem para elevação de si mesmas. Elas vão começar a se sentar em seus lugares até perderem a unidade comum geral, e o grupo vai ser dissolvido.

Assim, no movimento de “eu” para “nós”, nós devemos nos lembrar de uma maior disseminação. Esta poderia ser a sabedoria da Cabalá ou a sabedoria da conexão (Educação e Conhecimento Integral). O importante não é como nós a chamamos; o principal é que esta é uma sabedoria sobre a correta conexão e unidade, a restauração do mesmo Kli coletivo, o único desejo que foi quebrado e destruído desde o início, mesmo antes da criação do nosso mundo.

Nós sabemos que os autores do Livro do Zohar, quando eles se reuniam para escrevê-lo num estado de unidade, sempre descobriam tanto ódio dentro de si que estavam prontos para queimar um ao outro. E estes eram grandes pessoas na realização da cabeça do mundo de Atzilut. Desta mesma forma, a quebra do Kli da alma coletiva foi descoberta neles.

Mas eles não tinham outra forma de disseminar além da descrição de suas realizações para nos ajudar com a nossa correção, e nisso estava a sua correção. Desta forma, eles partiram de seu ego e terminaram o trabalho com absoluto amor. Eles conseguiram descrever grandes níveis de elevação no Livro do Zohar.

Se nos voltarmos para outras fontes Cabalísticas, todas falam sobre uma única coisa: questões sobre a conexão e as leis e regras gerais de unidade entre as pessoas em nosso mundo, e depois disso, a unidade entre as almas até a descoberta do único estado corrigido.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 4

O Segredo Da Unidade

laitman_528_02Rabash, Carta 40: E quando a pessoa começa a sentir o amor de seu amigo, alegria e prazer começam imediatamente a despertar nela… porque ela sempre soube que era a única pessoa que se importava com seu próprio bem-estar. Mas no momento em que ela descobre que seu amigo gosta dela, ela evoca dentro de si uma alegria imensurável, e já não pode cuidar de si mesma, uma vez que o homem pode trabalhar apenas quando sente prazer. E já que está começando a sentir prazer em cuidar de seu amigo, ela naturalmente não pode pensar em si mesma.

Nós nunca podemos nos satisfazer, embora nos pareça que estamos fazendo tudo por causa disso. Nosso Kli geral comum é construído de tal forma que só o que obtemos de fora pode nos satisfazer e não o que cada um de nós produz. Portanto, nós precisamos satisfazer o outro.

Este é o segredo mais importante da unidade, quando as pessoas começam a sentir que podem se satisfazer: cada uma inclui dentro de si os desejos dos outros e começa a trabalhar com eles, e a Luz preenche todos. Na medida em que cada um está integrado no desejo do outro, a Luz preenche esses desejos.

A principal regra para a verdadeira elevação no caminho do Criador é a condição de unidade entre os amigos. E quando os amigos estão unidos? Quando eles se reúnem e cada um se humilha perante os outros, vendo a grandeza dos amigos. Mesmo se alguém não vê os amigos como grandes, ele deveria se obrigar a ver a sua grandeza. Se uma pessoa não vê os outros como superiores a ela, ela deve examinar a si mesma.

Num grupo Cabalístico, a pessoa que estuda corretamente deve sempre ver os outros como superiores a ela. Isto não é algum tipo de estado único de elevação, mas o estado normal do grupo.

Ela inveja os amigos com uma boa inveja; ela é atraída a eles, toma o exemplo deles. E se não há inveja, isso é ruim. A pessoa deve estar com medo de que todo mundo vai descobrir que ela não vale nada, e vai começar a desprezá-la.

Esse sentimento deve ser permanente, pois é muito útil para o avanço. Todo mundo deve estar feliz por receber tal sensação, que é um meio útil para o avanço. Por isso, é necessário se preocupar que este seja constante: ver o quão são dedicados os amigos, como eles se sacrificam por estar em situações muito piores do que você, e ao mesmo tempo estão investindo mais esforços do que você.

De pequenos exemplos como estes é criado um anseio de “eu” para “nós”, porque se os amigos são superiores a eu, eu quero estar com eles, estar incluído neles, para que eu possa me dissolver completamente neles.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 4

A Torá Como Um Motor Para A Mudança

Dr. Michael LaitmanA Torá é uma força, um meio que corrige e transforma a minha inclinação ao mal numa inclinação ao bem. Através de sua realização, se eu alcanço um bom resultado, eu chego à Simchat Torá. Então, eu estou feliz que tive a Torá com a qual me corrigi, alcancei o sucesso e algo de bom.

Pergunta: Se a Torá é um meio para corrigir o mal, então a pessoa deve primeiro identificar o mal dentro dela. Até então ela não precisa desse meio. Mas se eu já comecei a procurar internamente, que mal eu descobrirei?

Resposta: A resposta básica é que o mal é examinado em relação ao Criador. Tudo o que é contra o Criador é chamado de mal, ao passo que o Criador é chamado de “bom que faz o bem” de acordo com Suas ações.

O meu mal me diferencia do Criador, porque eu sinto tudo de acordo com a equivalência de forma, e vice-versa. Eu não consigo perceber algo com o qual não tenho nada em comum.

Mas a inclinação ao mal é muito importante porque o Criador é aquele que a criou. Ele a criou em oposição a si mesmo, nomeou-a de forma adequada, e me deu algum tipo de mecanismo, uma chave, através da qual posso descobrir esse mal dentro de mim e transformá-la em bem. Então eu me torno bom, exatamente na mesma forma e no mesmo nível que o Criador.

Quando eu entendo e percebo isso, a Torá adquire um significado muito grande aos meus olhos. Isto porque, com a sua ajuda, eu posso passar de um pequeno inseto para algo muito grande e bom, como o Criador, adquirindo o mesmo poder, a mesma capacidade de amor e doação, o mesmo conhecimento, a mesma realização, e a capacidade de me tornar eterno e completo.

A Torá para mim não é mais apenas um pergaminho da Torá em um baú. Não é apenas um livro, mas o poder de correção, o poder de mudanças internas.

Este é um sistema que age e tem uma influência sobre mim. Ele sabe que desejos despertar em mim, e eu sou mudado.

Este é um tempero no caldeirão da inclinação ao mal e também poderia ser algo fora dele. Ele a cozinha, ordena, organiza, planeja e transforma num estado oposto. Na verdade, é um enorme meio.

E agora toda a questão é: como devo usá-lo? No que diz respeito ao que parece, aqui eu vou precisar representar algum tipo de papel, fazer alguma coisa por mim mesmo.

E assim o meu mal é exatamente igual à intensidade do Criador, mas oposto e contra Ele. É tal monstro gigantesco interno que é até assustador descrevê-lo. Portanto, a Torá deve possuir uma intensidade ainda maior para transformá-lo da inclinação ao mal na inclinação ao bm de acordo com o grau de minha participação.

Durante este processo eu me torno bom como o Criador, na mesma medida, em sentimento e intelecto, em intensidade e em todas as minhas facetas e detalhes. Ao transformar a minha inclinação ao mal em bem, eu chego a compatibilidade com Ele. Não é tão ruim, não é?

E se este é o caso, então a pessoa que aprendeu a usar a Torá tem todos os motivos para ser feliz no feriado de Simchat Torá. Isso porque ela entende o que está acontecendo. Durante todo o ano, ela passa por tudo ao moldar e atrair a Luz que Reforma para si mesma. Esta Luz a influencia, age sobre ela e a corrige de tempos em tempos, flash após flash de Luz. Finalmente, ela chega à Simchat Torá, quando é totalmente boa e corrigida.

De KbTV “Uma Nova Vida” 05/10/14

O Início Da Contagem Regressiva

Dr. Michael LaitmanEu sinto imensa alegria no fato de que agora a maioria dos meus alunos no mundo está começando a entender e sentir que o mundo espiritual é descoberto na conexão entre nós.

Apesar de termos estudado o sistema espiritual por muitos anos, o coração não quer ouvir sobre a quebra do Kli da alma coletiva, a sua descida e qudea neste mundo, a divisão em inúmeras pessoas, a expansão do Kli, a igual distância do centro para a periferia por toda a Terra, e o crescimento do ego. Geralmente, isso leva muito tempo e muitos anos se passam antes que o coração entenda e alcance a consciência de que algo não está bem, e responda aos problemas com conexão, com unidade.

A partir do momento que a pessoa começa a ouvir isso, ela entra no caminho em direção ao objetivo da criação e avança numa taxa constantemente crescente, acumulando experiência e reunindo as partes distantes, espalhadas e quebradas de sua alma. Ela já sabe que tudo está concentrado apenas em seu Grupo de Dez, em cem, em mil, e que o mundo superior, o Criador, e a realização e objetivo da criação são encontrados precisamente neste lugar.

Se ela automaticamente se volta ao grupo, não importa o que aconteça, este é um sinal de que ela está firme sobre os seus dois pés e visa corretamente o objetivo. Eu espero que os resultados da nossa Convenção se tornem um sentimento como este para muitos que estão aqui e os que estão junto conosco em todo o mundo.

Este é o ponto de partida mais difícil da contagem regressiva. Ninguém em nenhum lugar foi capaz de alcançar isso. Muitos já tentaram fazer isso através de todos os tipos de condições por milhares de anos, mas apenas indivíduos conseguiram, mesmo que as pessoas estivessem prontas para sacrificar tudo por causa disso. Assim, uma abordagem gradual, o reconhecimento e a descoberta do ponto de partida e o investimento de muito esforço exigiram um trabalho sutil e contínuo.

Parece-me que estamos vendo o seu início. A sensação de que tudo começa e termina com o contato, a conexão dentro do grupo, que tudo é determinado lá, e que além disso não há nada, vai nos mostrar mais tarde como agir no mundo, e como lidar com a natureza através da nossa união. Isto é porque nós estamos elevando MAN, o nosso desejo de conexão, união e correção.

O mundo vai então avançar no sentido da harmonia, unidade, felicidade e cumprimento da lei de equivalência de forma com a mesma velocidade que nós. Nesta transição do “eu”, o anseio pelo Criador que eu imagino, para o “nós”, onde dentro deste “nós” está o todo único dentro do nosso “nós” separado, o poder geral de conexão chamado o Criador é descoberto.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 4

A Sociedade Do Futuro

Dr. MIchael LaitmanO processo revolucionário em que estamos participando começou com o Big Bang e continuou através de uma conexão cada vez mais forte: de partículas fundamentais a átomos, de átomos a moléculas, de moléculas a estruturas cada vez mais complexas, até o surgimento do corpo humano, incluindo o sistema cognitivo, o sistema nervoso, e sistemas adicionais. Alguns deles não são conhecidos e alguns não são entendidos por nós.

Em geral, esse processo evoluiu em duas direções: extensão e conexão.

Tudo aspira à conexão, e somente os seres humanos, suas sociedades e sua natureza, recebem uma forma oposta. Numa sociedade, nós nos tornamos cada vez mais conectados. No entanto, por outro lado, nós nos opomos uns aos outros, porque o ego nos separa. Como resultado disto, não podemos construir uma sociedade coesa baseada na ajuda mútua, de acordo com o princípio de cada organismo vivo, inclusive o nosso. Em vez disso, construímos algo muito estranho, e nossa sociedade torna-se como um câncer que, finalmente, se devora e morre.

Basicamente, nós não sabemos o que fazer. Estudos científicos das forças e mecanismos que nos movem descobriram que não temos possibilidade de evitar uma terceira guerra mundial e o caos. Os cientistas sabem disso e escrevem que não há solução real para esse caminho de desenvolvimento, e o que resta é apenas submeter-se à misericórdia do processo que nos leva em direção a um futuro desconhecido.

Nós estamos destruindo o planeta, esgotando os recursos naturais, e fazendo com a natureza e a ecologia o que quer que nos agrade. Tudo isso não é porque isso veio até nós, mas porque não sabemos como construir sistemas que consistem de opostos que se conectam numa única estrutura. Essa união de opostos é precisamente a lei essencial de sistemas complexos.

Aqui, nós chegamos à sabedoria da Cabalá. Este problema surgiu inclusive há 3500 anos na antiga Babilônia. Por um lado, os seus habitantes eram muito próximos uns dos outros e dependiam uns dos outros. Por outro lado, não podiam se suportar. Eles se odiavam e sentiam repulsão mútua. E não havia nada que pudessem fazer sobre isso, a própria estrutura da sociedade era tal que estava devorando a si mesma.

Foi então que um homem sábio chamado Abraão descobriu que a transição para um novo nível de desenvolvimento estava escondida aqui. Basicamente, não havia nada de especial nesse estado. Assim como a transição do nível inanimado para o vegetal, ou do vegetal para o animal, também é a transição do nível animal para o nível falante. Esta transição exige que nós atinjamos o poder de conexão entre opostos, de modo que eles possam estar conectados e formar um sistema completamente harmonioso. Apesar das polaridades, apesar do ódio e da rejeição entre nós, nós podemos utilizar uma força única, uma rede única, a fim de alcançar o equilíbrio entre ambas e construir uma vida.

Nós realmente não entendemos o significado deste passo. Nós não entendemos o que é a fonte da vida e como dois opostos podem se conectar. No entanto, é precisamente as polaridades absolutas entre positivo e negativo que formam o átomo, um sistema estável no qual eles são opostos e ainda se conectam simultaneamente.

Para continuar, de acordo com esse princípio, combinações cada vez mais complexas são construídas, possuindo a capacidade de evoluir. Positivo e negativo são combinados entre si, a fim de atrair o que é útil para o desenvolvimento e o equilíbrio entre eles, e para repelir o que é prejudicial para esse equilíbrio. Assim, por meio de absorção e de repulsão, a vida é criada. Há um desenvolvimento cada vez mais complexo, até que haja a necessidade da construção de um novo sistema que os Cabalistas chamam de sistema espiritual. Em outras palavras, ele é mais elevado do que os sistemas que nos são familiares.

Abraão descobriu que existe uma lei universal na natureza que abrange todos os sistemas, que os mantém e desenvolve. É possível chama-la de poder da Luz, o poder do Criador, o poder superior. No entanto, ele tem um objetivo: manter todas as partes da realidade em harmonia e conexão mútua.

É possível atrair e usar essa força mesmo agora, quando queremos subir para o novo nível e nos tornar um sistema. Com isso, nós despertamos a força universal, e construímos o equilíbrio tão esperado entre nós.

Na Cabalá, a lei que Abraão descobriu é a chamada de lei da equivalência de forma. Se eu sou pessoalmente atraído à força única de equivalência de forma, nessa medida eu desperto sua influência sobre mim e ela constrói a conexão entre eu e outras pessoas a quem sou atraído. Ela constrói entre nós um sistema harmonioso e equilibrado entre todas as partes.

Abraão descobriu a camada mais profunda dessa lei geral integral da natureza, que já era conhecida e a qual ele chamou todos os babilônios a se juntar a ele.

Maimonides, filósofo do século XII, disse que Abraão escreveu uma série de livros e fez um grande trabalho de disseminação para que as pessoas oudessem entender o que ele descobriu e que ele estava falando especificamente sobre uma lei da natureza que não se deve opor. É assim que nós evoluímos, sem possibilidade de escapar de seu fluxo, da tendência natural ao equilíbrio, conexão e harmonia.

No nível inanimado, vegetal e animal, nós chegamos ao equilíbrio espontaneamente, sem liberdade de escolha. No entanto, no nível falante, isso já não tunha êxito, porque nós precisamos participar conscientemente na construção do equilíbrio e de um sistema humano universal. Cabe a nós entender, reconhecer, querer se esforçar e optar por tentar organizar corretamente a fim de avançar.

Então, graças a esses esforços, nós despertamos a força universal singular da natureza, que é o Criador, a Luz. Não importa como você a chama. Em resposta aos nossos esforços, ela vai nos influenciar e realizar a ação correta de conexão em nós. Isto é o que Abraão ensinou às pessoas.

A história posterior é conhecida. Algumas pessoas ouviram e compreenderam o método por um tempo, mas depois, e apesar de tudo, se retiraram do processo. É impossível construir um sistema harmonioso e equilibrado, se todo o resto da humanidade está quebrado. É por isso que nós chegamos à situação atual, onde a crise babilônica da separação retornou.

Por que especificamente hoje? Isso ocorre porque a humanidade, da mesma forma que naquela época, está descobrindo que está conectada num sistema universal. Nós estamos fechados dentro de um sistema, uma sociedade, uma família, sobre a face da Terra, e estamos todos ligados uns aos outros.

Hoje, nós não precisamos lutar. Basta romper as conexões com alguma nação e esta não vai suportar o isolamento. Armas modernas são as mesmas clavas bárbaras primitivas numa forma sofisticada. Ninguém precisa delas num sistema global que é como uma aldeia global. Hoje, as conexões comerciais, industriais, financeiras e logísticas determinam tudo. Se você cortar estas artérias para uma nação, é como desconectar algum órgão do corpo. É claro que ela não vai sobreviver sozinho.

Isso é também o que aconteceu na antiga Babilônia, na Mesopotâmia, o berço da humanidade, quando ela se tornou uma sociedade. A mesma coisa está acontecendo hoje.

Os Cabalistas, alunos de Abraão em todas as gerações, falaram sobre isso e inclusive fizeram um cálculo numa linha do tempo de acordo com a lei do desenvolvimento humano para compreender que a humanidade iria retornar à mesma situação. A lei de unificação começou a ser esclarecida no final do século XIX, e de acordo com todos, chegou a esclarecimento no final do século XX. Mais precisamente, os Cabalistas escreveram sobre isso como sendo desde o ano de 1995.

Esta é a situação atual. Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá em 1975-76, eu não acreditava que isso iria realmente acontecer. No entanto, houve na realidade uma transição muito forte, e de repente havia uma conversa sobre um sistema unificado, uma humanidade unificada, uma aldeia global e uma dependência absoluta mútua, etc.

Junto com isso, o mal da natureza humana foi revelado mostrando o quanto nós somos opostos uns aos outros e não estamos prontos para nos conectar de forma correta. Afinal, apesar das oposições entre nós no nível inanimado, vegetal e animal, a força universal nos conecta de tal forma que as polaridades são transformadas num dipolo que nos conecta e nos mantém em equilíbrio e harmonia.

No entanto, no nível falante, nas relações humanas entre nós, cabe a nós despertar em nós a influência da força universal e participar do equilíbrio entre positivo e negativo, entre os dois extremos. Isso exige de nós um trabalho específico.

Em primeiro lugar, cabe a nós compreender e reconhecer a situação em que nos encontramos e continuar a investir esforços compartilhados, a fim de construir o ambiente certo. Na Cabalá, esses esforços são chamados de elevar MAN, ou seja, fazer um pedido de conexão. Com isso, nós despertamos a influência da força universal sobre nós que nos conecta num sistema e em harmonia com toda a sociedade humana.

Isto é certo para o atual momento histórico. Hoje, a sabedoria da Cabalá, a ciência que Abraão descobriu, foi aberta diante de todo mundo. Isso porque todos nós devemos utilizar o sistema que foi criado e começar a usar corretamente as condições que foram criadas para a construção da sociedade do futuro. Caso contrário, a humanidade corre o risco de ser destruída.

Assim, os Cabalistas, as pessoas que estão envolvidas com este problema e sua solução, nos advertem sobre a verdade da nossa situação e do nosso futuro. Eles nos dizem que, de qualquer forma, nós estamos chegando a um equilíbrio coletivo. No entanto, se não despertarmos a força única da natureza que traz a nossa unificação e a conexão correta entre nós, então ela será revelado como o poder único que nos conecta e reúne, mas sem a nossa inclinação e desejo. Nesse caso, nós teremos que obedecer a essa lei contra a nossa vontade, e isso vai nos levar às situações muito desagradáveis ​​através de desastres, epidemias e guerras.

Esta é uma força boa, pois conecta a totalidade do sistema em um. No entanto, se nos opomos a ela, nós despertamos em nós mesmos a influência de forças opostas que atuam sobre nós como desastres.

Os Cabalistas tentam levar esse conhecimento a toda a humanidade e ensiná-la como chegar ao entendimento correto de conexão, despertando em nós uma atração em direção a ela, e de acordo com nosso desejo, estimular a descoberta da força única sem despertar desastres. Como necessidade, nós chegaremos mais perto do correto estado singular integral e avançaremos da forma mais agradável e desejável. Tal esforço é o que é exigido de nós.

Os problemas mais difíceis hoje estão sendo descobertos na sociedade humana, apesar de tudo de bom que existe no mundo. O avanço científico e tecnológico atingiu o seu pico, mas eles não se atrevem a mostrar um pouco dessa tecnologia moderna para a humanidade. Caso contrário, as pessoas não precisarão trabalhar e não haverá qualquer necessidade de se esforçar.

Basicamente, nós já saímos para um novo nível de desenvolvimento, mas ainda não estamos prontos para realizá-lo por causa da nossa incapacidade. Nós temos as ferramentas em nossas mãos, mas não estamos prontos para integrá-las corretamente no novo nível, porque a nossa abordagem não é integral, ou seja, a nossa estrutura interna não é integral. Pelo contrário, somos egoístas, e nossa tendência é estarmos distantes um do outro e não nos conectarmos em harmonia.

Como resultado, nós olhamos com temor para o estado futuro da humanidade unida, e não sabemos o que fazer com sete bilhões de seres humanos que não vão trabalhar. Não temos qualquer conceito de outra forma de existência e sobre uma conexão diferente entre nós enquanto subimos para outro nível de percepção, para diferente vida e maneira de viver.

Há uma infinidade de surpresas escondidas por trás da nova situação, mas ainda não estamos prontos para digeri-las, porque a nossa percepção não é integral.

A principal coisa no sistema integral é renunciar à visão individualista do eu contra o mundo. Em vez disso, eu devo adquirir uma percepção integral e ver uma imagem completa onde todos nós estamos conectados e completando um ao outro. Só então eu descubro o estado futuro em que a humanidade deve existir, e, assim, entendo e sinto essa vida que é esperada num momento propício.

Cabe a nós alcançarmos essa percepção, e é isso que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

Da Convenção no México 01/08/14, Lição 1

Lágrimas É Excesso De Luz

laitman_572_03Pergunta: Foi-nos dada a oportunidade de estar num bom Grupo de Dez. Durante os três dias da Convenção, entendemos quão fortemente nos amamos. Por que choramos quando confessamos nosso amor para com os outros?

Resposta: Este é um sentimento muito bom. Há uma série de artigos sobre este assunto na sabedoria da Cabalá que explicam quando e por que são criadas lágrimas de felicidade ou de tristeza pelos amigos, emoções e tudo o resto. A pessoa não consegue conter o excesso de emoção dentro de si, e isso se torna lágrimas.

Na seção 13 do Estudo das Dez Sefirot é explicado de onde vêm as lágrimas, de que maneira elas são criadas. Lágrimas representam um excesso de Luz que entra no Kli que não pode aguentá-la, e a Luz aparentemente transborda para além dos limites do Kli.

Da Convenção em São Petersburgo 21/09/14, Lição 6

Primeiro – Agradeça

laitman_534Pergunta: Se o grupo está sentindo escuridão, é correto usar o ego, ou seja, inveja, cobiça e honra com relação à unidade e à conexão?

Resposta: Em cada nível a escuridão é chamada de algo completamente diferente. Escuridão pode ser falta de alguma coisa, e pode ser falta de capacidade de agir, de que sou impotente, ou pode ser o oposto: eu sou grato por esta escuridão já que posso agir com “fé acima da razão” e assim por diante.

Comentário: Eu vejo que não posso subir acima de mim mesmo, encontrar uma conexão com os amigos e sentir que um único poder os controla. Não tenho nada além do ego, e eu começo a trabalhar com a sua ajuda para que os amigos comecem a ser incluídos uns nos outros.

Resposta: Aqui, é preciso uma tremenda oração de agradecimento ao Criador que Ele lhe dê a oportunidade de fazer algo num estado de escuridão como este.

Esta é a primeira ação correta. Se você, pelo menos tiver algum tipo de oportunidade de fazer algo corretamente, você deve imediatamente agradecer ao Criador. Então, você atingirá o contato com Ele. Não será aparente e claro, mas será um contato.

Você recebeu a oportunidade de se voltar ao Criador corretamente e agradecer a Ele, então você se volta a Ele com um pedido para ajudar os amigos, e tudo já estará encadeado.

Da Convenção em São Petersburgo 21/09/14, Lição 6