Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Uma Etapa Fundamental Na Disseminação

Dr. Michael LaitmanNós somos obrigados a abordar todo este assunto a partir do pensamento e da finalidade da criação, da perspectiva da imagem completa e geral. Nós não podemos entender e saber nem mesmo uma única peça, se não estivermos familiarizados com o seu lugar dentro do todo. Uma vez que toda a realidade é um sistema, não há nenhuma parte que não seja determinada pelo conjunto.

Em geral, toda a criação, todo o desejo de receber, definido como Malchut do mundo do Infinito, deve chegar à correção, equivalência de forma com a Luz do Infinito, o que significa que ele deve aumentar 620 vezes através de 125 níveis. Assim, se considerarmos o nosso mundo, será claro para nós que todas as criaturas que vemos devem chegar ao fim da correção. Nós estamos falando de toda a humanidade, mesmo que alguns bilhões de pessoas a mais sejam adicionados à população da Terra.

Por outro lado, as naturezas inanimada, vegetal e animal estão em adesão com o Criador, pois a força instintiva da natureza que as administra está latente nelas, sem pedir-lhes.

Em princípio, a liberdade de escolha e a possibilidade de agir de acordo com seu desejo, sem estar conectado diretamente com o Criador, são dadas apenas aos seres humanos. Isto significa que a oportunidade é dada às pessoas para elas mudarem um pouco.

Nós ainda precisamos examinar exatamente como essa capacidade é expressa em alguém que anseia em ser como o Criador. Pessoas como estas são chamadas de “Israel”, que significa direto ao Criador, “Yashar El“. E alguém que não anseia por isso se diz que pertence às “nações do mundo”. Mas, afinal, tanto eles como os outros devem alcançar plena equivalência de forma com o Criador através da cooperação entre si.

No curso do desenvolvimento em nosso mundo, há pessoas, mais precisamente, desejos, com tal anseio que foi preparado desde o nascimento. Pessoas como estas (Israel) recebem um empurrão (um chamado) para descobrir o Criador, para se aproximar Dele, e chegar à adesão com Ele. Elas devem fazer isso em primeiro lugar e as outras virão depois delas; em última análise, todo mundo vai chegar a sua própria correção final com respeito ao Criador.

A diferença entre os meios para a realização do Criador também é derivada disso. Em geral, o meio é chamado de sabedoria da Cabalá. Mas Israel e as nações do mundo a utilizam e realizam de forma diferente. O tempo previsto para todo o processo é de 6000 anos, durante os quais, sem dúvida, todas as criaturas devem chegar à adesão com o Criador.

Toda a natureza inanimada, vegetal e animal sobem e descem na escada da adesão, juntamente com o nível falante, sem qualquer esforço de sua parte. E as pessoas devem avançar individual e coletivamente a partir de sua livre escolha.

Portanto, há uma diferença na disseminação da sabedoria da Cabalá para Israel e as nações do mundo. Uma pessoa que pertence a Israel sente uma atração e um elo com ele; ela sente que a oportunidade de realização está escondida aqui, então fica muito feliz de encontrar a sabedoria da Cabalá. Isto porque desde o início ela sentiu uma deficiência que se expressa na pergunta: “Qual é a razão de viver”. No momento, ela não tem nenhuma razão para viver; não sente qualquer “sabor” verdadeiro e realização na vida; em vez disso, ela sempre sente que algo está faltando. Nesse caso, depois que ela se familiariza com a sabedoria da Cabalá, ela descobre que encontrou um meio de realização.

E as pessoas que não sentem que algo assim está faltando e simplesmente se sentem mal nos níveis inanimado, vegetal e animal de desenvolvimento, podem, no entanto, sentir uma deficiência por meio do qual podem se conectar com a sabedoria da Cabalá. Certamente, elas não precisam dela, mas as deficiências habituais que o Criador desperta nelas, com a ajuda da crise geral, as empurram a procurar uma vida melhor. Então, gradualmente, elas encontram uma deficiência por coisas mais elevadas.

Há uma série de razões para isso. Uma delas é que as suas deficiências diárias ainda estão em desenvolvimento e o “ponto no coração”, que antigamente estava oculto, agora se revela. Além disso, o desejo de ascender também pode ser descoberto como resultado da integração com o povo de Israel, ou seja, com as pessoas que anseiam pelo Criador, e, juntamente com estas, elas se tornam um só corpo, um vaso (Kli). Esta é a maneira como é projetado para a maioria das nações do mundo.

De qualquer forma, cabe a nós olhar para as coisas corretamente e também compreender as razões para a atitude negativa das nações do mundo para com o povo de Israel e as acusações contra o povo de Israel, que em vez de trazer-lhes prazer, trazem-lhes sofrimento, dificuldades e problemas. Eles culpam Israel por todo o mal que existe no mundo, e isso aponta para uma ligação entre as nações do mundo e Israel, e sua interdependência também. Mesmo que as nações do mundo descubram a conexão de uma forma mais negativa, isso ainda se refere ao quanto elas sentem sua dependência em relação aos filhos de Israel.

Portanto, cabe a nós pensar cuidadosamente em como podemos corrigir esta situação e por que o Criador despertou a nós e as nações do mundo especificamente desta forma para que acabássemos por alcançar a adesão absoluta com Ele.

No estágio atual, a nossa disseminação incide sobre o povo de Israel. Como o Baal HaSulam explica no final da “Introdução ao Livro do Zohar“, no início do processo, as partes internas que anseiam em descobrir o Criador estão unidas. Depois disso, aqueles que têm Reshimot (genes espirituais) remanescente de suas antigas subidas à doação e adesão com o Criador, desde os dias do Beit HaMikdash (templo) vão se juntar a elas, ou seja, ao vaso (Kli) coletivo com uma intenção em prol da doação com base na união com Israel. Portanto, nós temos que despertar aqueles que são chamados de judeu pelo “passaporte” e não de acordo com suas aspirações.

E junto com isso, nós temos que despertar todas as nações do mundo para que possam conhecer o processo geral, porque nós estamos nos dias do Messias, como Baal HaSulam e outros Cabalistas escrevem. Hoje nós já estamos falando de toda a correção geral para que todos reconheçam o processo de correção e o compartilhem.

Portanto, cabe a nós disseminar a sabedoria da Cabalá ao mundo todo. Afinal, se diz que a redenção virá especialmente graças à disseminação da sabedoria da Cabalá e da disseminação do Livro do Zohar em todo o mundo. Há uma necessidade tanto nas pessoas que anseiam pelo Criador e são chamadas de Israel na espiritualidade, e também nas pessoas que pertencem a Israel no nosso mundo (os judeus) que não sentem o anseio. A partir de hoje, todos devem entender o objetivo da criação.

Assim, o Criador está despertando problemas em todos os lugares, incluindo a ameaça de uma terceira guerra mundial e a crise geral na natureza e na sociedade humana. Com isso, Ele desperta todas as pessoas, todas as nações do mundo, a trabalhar para alcançar a meta. Portanto, nossas explicações devem chegar a todos sem exceção.

Da Conversa sobre a Importância da Disseminação 12/08//14

Uma União Feliz Com O Feriado Da Natureza

Dr. Michael LaitmanAs mudanças internas necessárias para uma pessoa se conectar com outras pessoas numa completa adesão com conexão, unidade e partilha mútua, que nos equilibre com a natureza, não é um processo simples. As fases de mudanças deste tipo estão conectadas a um ciclo que finalmente se fecha num ponto inicial.

Cabe a nós passarmos por todo este ciclo, para nos corrigir e transformar numa parte útil da natureza, não um tumor canceroso dentro dela que devora tudo ao seu redor e destrói o globo. A pessoa deve ser uma fonte de saúde e conforto para todo o bem e equilíbrio na natureza.

Cada ano esses estados retornam como numa espiral e se repetem em níveis mais elevados. Basicamente, um ano é o número de etapas pelas quais devemos passar no nosso contexto, a fim de alcançar a meta.

Este ciclo de etapas de correção foi descoberto por Abraão em tempos antigos. Ele ensinou seus alunos, que se tornaram a fonte da criação do povo judeu. Portanto, isso é expresso no ciclo anual dos feriados judaicos.

Nós devemos entender que os feriados judaicos não são a tradição de uma nação em particular ou de um único povo. Ao contrário, eles são símbolos de estados espirituais únicos nos quais alcançamos a doação mútua, o amor entre nós em níveis mais elevados e uma maior profundidade de integração nesta conexão em coração e mente.

Esta não é uma celebração de eventos históricos especiais que foram experimentados por algumas pessoas isoladas e irrelevantes para com o programa geral da natureza. Estes feriados refletem estados espirituais do povo como uma comunidade. Eles já estão latentes na natureza como níveis particulares de nossa equivalência com a natureza à medida que avançamos rumo a estados de equilíbrio e harmonia.

Se nos identificarmos como um povo e nos conectarmos em um grau ou outro ao alcançar um nível particular de unidade que está latente na natureza, desta forma nós celebramos especificamente esse evento. Quando nós subimos um pouco mais ao próximo nível de conexão com a natureza e equivalência de forma com ela, nós comemoramos novamente esta realização.

A pessoa não estabelece para si mesma os feriados de acordo com sua decisão; pelo contrário, ela comemora a realização da equivalência e adesão que já existe na natureza. Assim, esses feriados não podem ser mudados.

Em nosso estado atual, nós somos completamente opostos à natureza integral. Todas as partes da natureza estão totalmente ligadas num sistema unificado. Apenas a espécie humana encontra-se na destruição total e oposta à unidade natural.

No entanto, se a humanidade, ou pelo menos parte dela, começar a se transformar em se tornar semelhante à natureza, a se aproximar da unidade e totalidade, então vamos chegar a um grau particular de conexão. Em primeiro lugar, cabe a nós reconhecer que nos odiamos. Essa é a natureza com a qual nascemos.

Isso é chamado de “reconhecimento do mal”, a consciência de que nossa natureza oposta não nos permite alcançar harmonia e equilíbrio com ela. Para isso, nós precisamos de um exame interno, e devemos orar para Lehitpalel (incriminar – Lehaplil) a nós mesmos. Tal confissão antes de Rosh Hashanah é chamada de “mês de Elul“.

Neste momento, nós examinamos nosso verdadeiro estado em relação a esse bom e maravilhoso estado de conexão que devemos alcançar. Isto significa que nós descobrir o que é dito ser o estado corrigido, o comparamos com o nosso estado atual, vemos a imensa distância entre eles, e por isso oramos para Mitpalelim (julgar a nós mesmos).

Nós entendemos que criminosos nós somos e o que temos que fazer com nós mesmos, então começamos a organizar o trabalho para começar a avançar em direção à conexão. O poder que é encontrado na natureza e conecta todas as partes nós proclamamos como o poder dominante que nos controla! Este poder mantém todo o sistema e se torna o nosso objetivo. Nós ansiamos em nos assemelharmos a ele. Isso é chamado de Rosh Hashanah, o início (Rosh) de nossas mudanças (Shinuim) e o novo ciclo no final do qual queremos ser como o poder geral que permeia a natureza.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/09/14

A Percepção Da Realidade Dentro De Uma Luz Simples

Dr. Michael LaitmanA Luz superior está em repouso absoluto, e o Criador é bom e benevolente. Isso significa que nós estamos sempre na presença da Luz, o bem absoluto que nunca muda. Nós somos os únicos que mudamos.

É possível orar apenas para minha própria correção. Pedir ao Criador para mudar é absolutamente inútil, porque Ele é bom para todos, sem exceção, e não pode ser de outra forma.

A percepção correta da realidade é o entendimento de que não pode haver mudança na Luz e nem mesmo em nós, mas em mim sozinho. Porque a forma como eu sinto cada um no mundo e todas as mudanças que todo mundo sofre são determinadas apenas pela forma como eu mesmo mudo. Em vez de exigir que os outros mudem, através da cooperação mútua com eles, eu devo evocar uma mudança em mim, e o mundo inteiro será mudado.

As pessoas sábias há muito tempo entenderam com suas experiências que não faz sentido tentar mudar os outros. Ninguém vai mudar e tudo depende de mim. A sabedoria da Cabalá leva a pessoa a uma percepção muito fácil da realidade e explica que cada um deve corrigir somente a si mesmo e não os outros.

Mas, a fim de me convencer a mudar, eu preciso de um ambiente. Influenciando a sociedade, eu me influencio. Eu aparentemente quero melhorar o ambiente, mas, em última análise, o ambiente me influencia e me muda.

Eu jogo com o Criador e com o ambiente, mas isso é para me influenciar. Em última análise, eu me mudo desta forma, tornando-me semelhante ao Criador. Então, eu atinjo a verdadeira percepção da realidade e vou vê-lo como ele é visto a partir da Luz, do Criador.

O Criador nos deu essa oportunidade de mudar a nós mesmos gradualmente, para constantemente produzir mudanças dentro de nós mesmos para se tornar mais semelhantes a Ele, através do ambiente. Se eu percebo o mundo inteiro e todos os amigos como perfeitos e só a mim como precisando de correção, ao me acomodar a eles, eu vou estar no trabalho constante que me aproxima do nível do Criador.

Na verdade, não importa o que acontece no ambiente, quem está certo e quem está errado. Eu percebo tudo isso como um jogo do Criador comigo. Ele é aquele que organiza todo este teatro em torno de mim para me ajudar a me adaptar a Ele. Porque, se não há nenhum outro além Dele e Ele é o bom que faz o bem, qualquer outra imagem que não venha da única força boa testifica à minha corrupção interna que eu devo me corrigir.

Portanto, eu tenho que estar num processo de autoanálise o tempo todo, num diálogo interno com o Criador, examinando o que Ele está me dando para ver, ouvir, saborear, tocar, pensar e pensar. Que lembranças flutuam em mim, que pensamentos giram dentro de mim?

O Criador cria um mundo inteiro em torno de mim para que eu não esqueça, nem por um momento, que tudo isso é feito por Ele, e que estou realizando um diálogo incessante com Ele, que quero descobri-Lo, e entender! É como uma criança a quem é dito algo, mas ela não entende nada, e apenas olha de boca aberta. É assim que devemos tentar entender a cada momento o que o Criador quer nos dizer através de todo esse mundo que Ele nos mostra.

Basicamente, há apenas um pequeno desejo de receber prazer, que sente a si mesmo como se existisse num corpo físico com mãos e os pés, e em torno dele existem outras formas, outros órgãos, todo um mundo. Este imenso mundo está mudando o tempo todo, tudo gira dentro dele. Tudo isso só existe na minha percepção interior, no meu desejo de receber e é retratado dentro da minha imaginação, mas não existe na realidade.

Nós vivemos em um mundo imaginário como esse. Todas as suas imagens são moldadas dentro do nosso ego, de modo que vamos interpretá-las corretamente. Se aceitarmos a intenção de doar sobre o nosso desejo de receber, em vez de todas as formas deste mundo, vamos sentir a Luz Superior que preenche toda a realidade. Nós devemos chegar a tal forma final de percepção.

Todo o trabalho reside em corrigir nossa percepção interna, sermos liberados desta imaginação patológica em que existimos agora, deste mundo imaginário, e chegar à Luz superior simples. Através do trabalho com o ambiente, imaginando-nos como cada vez mais próximos da Luz Superior, ou seja da doação, “Ama ao próximo como a ti mesmo”, nós podemos mudar a nossa percepção, e em vez deste mundo, nós sentimos o Mundo Superior.

Essa percepção distorcida que retrata este mundo físico para nós vai desaparecer e em seu lugar vamos sentir o Criador, e ver que além Dele, não há nada. E nós existimos dentro Dele e tudo está imerso num oceano de Luz branca. Esta será a verdadeira percepção, e não a realidade imaginária em que vivemos hoje.

Da Convenção no Chile 30/07/14, Lição 2

Prazer Espiritual Em Ação Física

Pergunta: Posso aprender a descobrir o Criador através de prazeres físicos?

Resposta: Depende do que se entende por prazeres físicos: o prazer para si ou os prazeres vestidos nas ações físicas do nosso mundo?

Se o prazer está vestido com uma ação física deste mundo, é possível descobrir o Criador nele, mas se ele é destinado a si mesmo, então é impossível. Toda ação “para si mesmo” é chamada de física, e “a partir de si mesmo” é chamada espiritual.

Quando conectamos entre nós para completar a adesão, então nós realmente sentimos, em substância, este estado em que o Criador é descoberto. Mas isto é apenas a condição de que podemos usá-lo para a nossa unificação acima do anseio e desejo pessoal. A Luz faz todo o resto, não é necessário estar envolvido com isso em particular; isso só confunde a pessoa.

É necessário estudar os artigos do Rabash e Baal HaSulam, que são intercalados com informações suscintas sobre as condições do trabalho espiritual, e tentar não deixá-los. Eles devem tornar-se as condições fundamentais que se deve manter o tempo todo, e quando você depara-se com eles, verifique-se de acordo com eles.

Então, a Luz irá criar as características adequadas dentro de você, e você começará a sentir que todo o mundo físico é não essencialmente físico, mas só parece que sim. Na verdade, é assim que as forças espirituais retratam nossas sensações para nós. Quando o poder da natureza começa a ser descoberto através disto, nós finalmente começamos a entender os segredos e as características de nossa percepção.

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Da Convenção Em Sochi “Dia Dois” 7/14/14, Lição 6

Na Estrutura Do Pensamento Único

Dr. Michael LaitmanComentário: Se durante um workshop nós estamos tentando chegar a um estado comum, tentando entrar nele, desconectar, conectar, e, de repente, um retardatário se junta a nós, nós imediatamente sentimos um desequilíbrio.

Resposta: Não deve haver desequilíbrio! Nós precisamos imediatamente “engolir” o amigo que veio. Suponha que temos nove pessoas, e, de repente, há a décima, mas ela não é um distúrbio para nós, porque estamos trabalhando tanto nela com a nossa intenção, o nosso desejo, que ela imediatamente sente a estrutura que lhe damos e está incluída com a gente.

E se não, durante uma rodada, não importa o que ela disse ou onde foi, ela deve sentir a estrutura do grupo e ocupar o seu lugar.

Mas para não cairmos deste estado, nós precisamos nos dirigir especificamente a ela. Através de nosso desejo, nossos esforços, nosso exemplo constante, incluindo os esforços externos, nós precisamos fazer com que as outras pessoas sintam que elas existem numa estrutura ideológico especial onde não podem se permitir sequer falar de algo externo. Esta pressão total em cada um de nós precisa ser muito forte.

Da Lição Preparatória do Congresso em São Petersburgo 18/09/14

Novos Amigos Escondidos Dentro Dos Antigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa desenvolve gradualmente um diálogo interno com a força superior e descobre o Criador ao se aderir ao grupo e ao professor?

Resposta: Eu posso não gostar do rosto do amigo, mas quero estar em contato com ele e ver o que o ser humano está sendo oculto de mim, a inclinação da verdade nele, a atitude especial. Ao realizar ações diferentes e mudar a mim mesmo, eu descubro estes meus amigos por cuja aparência eu estava anteriormente repelido. Agora, porém, eu começo a descobrir a sua bela forma interior. É assim que nos movemos de um estado para outro.

Posteriormente, este estado interior parece normal e não especial, e eu perco o interesse nele, mas ainda continuo a trabalhar e descobrir uma forma mais profunda e mais sublime. Assim, nós podemos estabelecer a conexão interna com o amigo.

Pergunta: O que exatamente eu continuo?

Resposta: Eu continuo a olhar para o desejo interior do amigo e não para os seus atributos externos. Se eu olhar para ele desta forma, então, em vez dos velhos amigos, eu vou descobrir novos amigos que foram escondidos dentro deles.

Pergunta: O que significa ansiar a ver a interioridade do amigo e não a sua exterioridade?

Resposta: Ver o amigo internamente significa tentar se conectar a ele ainda mais forte e justificá-lo. Eu entendo o Criador que enviou este amigo para mim, a fim de encontrar o Criador através da conexão com ele. Portanto, eu sou forçado a trabalhar com ele, embora eu preferisse que o Criador me enviasse Baal HaSulam como um amigo.

Pergunta: Eu era indiferente ao amigo, mas, de repente, uma nova atitude em relação a ele começa a se desenvolver em mim. Que mudança é essa?

Resposta: A Luz começa a influenciá-lo e assim você começa a prestar atenção de que há algo maior em seu amigo do que apenas um corpo físico. Isso é chamado “na Tua Luz veremos a Luz”. Como resultado da influência da Luz, você descobre que também há Luz em seu amigo. Você ainda não sabe ou entende que é a Luz, mas já começa a ver que há algo valioso no amigo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Oração Requer Intenção Constante

Dr. Michael LaitmanElevar uma oração ao Criador significa elevar os nossos melhores, mais intensos e vívidos desejos e aspirações, dirigindo-os para cima, na medida em que elevamos nossas mãos para o alto.

Neste caso, nós os conectamos de modo que cada um se encontre imerso nos outros, sinta-se só nos outros e, nesse estado, escolha a coisa mais profunda e importante.

Uma “oração” significa o nosso único desejo, a partir do qual outros desejos são revelados. Nós nos esforçamos para unir o desejo de revelar a força unificada que governa o universo inteiro em toda a natureza: as forças da harmonia, equilíbrio e interligação.

Nós desejamos o mesmo estado para nós, o grupo, o país, o mundo e toda a humanidade. Esta é a nossa intenção e nosso esforço. A intenção constante é a oração do desejo que finalmente queremos receber.

No futuro, vamos transformar isso nas etapas seguintes. Vamos ver como nossos desejos por unidade se realizam no próprio desejo. Normalmente, quando uma pessoa se esforça por uma meta, ela pensa que quer alcançá-lo, mas no nosso caso, verifica-se que, estando em intenção, de repente nós revelamos que essa é a meta, e nada mais é necessário. Esta aspiração cria a condição com a qual o superior se torna realizado. Isso é o que está acontecendo em nós e dentro de nós.

Para nos concentrarmos mais um no outro, temos que voltar a esse pedido e desejar muito formular tudo de forma mais profunda e forte. Ele é formado em nós desta forma.

Essa aspiração por si só aspiração é a meta. No início, nós pensamos que esta é apenas uma condição para alcançar algo, e depois veremos que ela, em si, é a meta.

Da Lição Preparatória do Congresso em São Petersburgo 18/09/14

Deleitar O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: É dito nos artigos “Garantia Mútua” (Arvut) e “A Entrega da Torá” (Matan Torá) que temos que satisfazer todas as necessidades da nação. Como devemos proceder para cuidar das necessidades de todos?

Resposta: Comece por se preocupar com o círculo de pessoas que estão com você nessa Convenção, com quem você trabalha e se conecta. Tente pensar no que mais elas precisam e o que é melhor para elas.

Não pense em quaisquer assuntos espirituais, mas principalmente em como você pode ajudá-las e o que você pode prover-lhes, como lavar o chão, por exemplo, ou algo parecido, mas, através disso, a fim de agradar o Criador.

Da Convenção Em Sochi “Dia Dois” 14/07/14, Lição 6

Preparar-Se Para O Início Do Ano Novo

Dr. Michael LaitmanA primeira coisa que você precisa entender bem é que todo o mal do egoísmo só é revelado contra a unidade. Só isso é chamado de inclinação ao mal no homem.

Em segundo lugar, todo este mal já está em nós e só sai. Portanto, não se preocupe, grandes depósitos de egoísmo ainda estão escondidos dentro de nós.

Por outro lado, devemos abençoar por todas as revelações ruins, como pelas boas. Afinal de contas, isso significa que esse mal está inicialmente oculto dentro de nós e que devemos ser felizes que ele foi revelado, porque, neste caso, pode ser corrigido. Como se diz, “Olhe para eles e os transforme numa pilha de ossos”.

Se nós choramos juntos sobre o nosso mal, então é bom. Se pedimos corretamente “perdão” por ele, então chegamos a sua correção, ou seja, subimos ao próximo nível: chegamos ao rei, o início do Ano Novo. Nós proclamamos o Criador como o mais elevado, como o governante, como a causa de tudo o que está acontecendo no mundo.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/14, Shamati # 23

Exílio

De “Quem é Você, Povo de Israel”:

Uma vez que o povo de Israel, os discípulos de Abraão, deixou a Babilônia, eles viveram em união por cerca de 2000 anos. Durante esse período, eles experimentaram problemas, mas ao longo desses anos, a unidade foi o princípio chave que mantinha o povo, e os seus conflitos ocorriam somente com a finalidade de intensificar o amor entre eles.

No entanto, cerca de 2000 anos atrás, o ego irrompeu entre eles com tal intensidade que não poderiam manter sua unidade. O ódio infundado e o egoísmo emergiram entre eles e infligiram um exílio sobre eles. Este exílio, mais do que qualquer outra coisa, é o exílio da unidade.

A alienação dentro da nação de Israel levou-os a dispersar entre as nações. Além disso, a separação entre eles fez com que os C​abalistas escondessem a sua sabedoria, que, assim, tornou-se o segredo de poucos Cabalistas escolhidos em cada geração.

O texto completo do folheto está aqui.