Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Desenvolver Comunicações Corretas No Ambiente Virtual

Dr. Michael LaitmanÓdio Ingênuo

Pergunta: Os meios de comunicação contemporâneos criaram um novo padrão de como as pessoas lidam umas com as outras, estruturando um novo ambiente social que carece das antigas “cerimônias”, maneiras pretensiosas, e posturas. A interação das pessoas tornou-se direta, simples, como um negócio. A pretensão foi substituída pela franqueza. Você acha que exageramos nesta matéria? É bom que tenhamos perdido a etiqueta?

Resposta: Em outras palavras, nós devemos reanimar as mentiras que anteriormente mantinham a nossa sociedade junta? Não, isso está no passado.

Comentário: Ainda assim, o velho estilo de comunicação de alguma forma nos protegia uns dos outros.

Resposta: Sim, ele nos distanciava e criava um círculo pessoal inexpugnável com fronteiras rígidas. Isso foi feito para isolar nossos corações egoístas que não estão dispostos a tolerar quem quer que seja.

Comentário: No entanto, a simplicidade despretensiosa também provoca sérios problemas.

Resposta: Isso é natural na fase intermediária e nos estimula a mudar a nós mesmos. Esta é a forma como ocorre a revelação e o reconhecimento do mal. É uma etapa essencial para corrigir o mal. Caso contrário, não reconheceríamos que há um obstáculo no nosso caminho, nem admitiríamos que temos que tomar medidas contra ele. Talvez eu possa continuar a viver como antes!

A humanidade não era nada melhor há cerca de 200 ou 2000 anos. A única diferença é que hoje o nosso lado negativo tornou-se mais evidente. Nós perdemos os modos graciosas e paramos de usar palavras pretensiosas e bonitas. Anteriormente, nós diríamos: “Desculpe, eu não tenho tempo. Vamos falar mais tarde”. Hoje, não há lugar para tais cortesias. Nosso dedos digitam, “Vá embora. Eu odeio você”.

Regeneração

Isso muito bom, uma vez que nos aproximamos do momento da verdade! A verdade é que somos mentirosos e egoístas; todos nós nos odiamos e sofremos por causa da nossa animosidade. A natureza requer uma conexão digna entre nós para garantir o nosso avanço.

O que podemos fazer se somos colocados num esfera limitada, fechada? Hoje, toda a Terra é pequena demais para nós. De repente, percebemos o quanto todos nós dependemos uns dos outros.

Os nós que nos unem vão ficar ainda mais apertados. Deixe-me dar um exemplo. Digamos que uma empresa prejudicial é construída em algum país. O mundo inteiro está respirando seu fedor e sofre por causa das consequências da sua atividade. No entanto, o governo do país onde a empresa opera, diz. “É o nosso território. Aqui estamos autorizados a fazer o que quisermos. Pedimos desculpas pelo inconveniente, mas não há outra maneira de lidar com isso”.

Acontece que nós realmente não temos outra escolha a não ser se unir e trazer o mundo inteiro ao novo tipo de relação baseado na unidade e interdependência. É quando a comunicação num ambiente virtual irá, de outra forma, realmente nos ligar, mas não como é hoje.

De KabTV “Uma Nova Vida” 20/01/15

Como Montar Uma Humanidade Perfeita

Dr. Michael LaitmanToda a humanidade está dividida numa parte interna e externa. A fim de levar a criatura ao estado de perfeição, por um lado nós precisamos que a criatura seja completamente independente, separada do Criador, mas, por outro lado, ser independente permite que a criatura mude e se torne como o Criador. Ou seja, a criatura deve atingir as principais qualidades do Criador para que poder descobrir o que lhe pertence e o que pertence ao outro, uma vez que nada mais existe além do Criador e a criatura. Ela deve absorver as qualidades do Criador, entender o que é importante, classificar e selecionar as coisas usando o livre arbítrio e não a força, e chegar a um estado onde muda suas próprias qualidades egoístas, as qualidades de recepção, para as qualidades do Criador, a qualidade de doação. Neste caso, ela atinja a igualdade e equivalência com o Criador, e sobe ao nível de eternidade e perfeição.

Isto é alcançado ao se dividir um grande desejo em muitos pequenos desejos, como um quebra-cabeças de papelão que é cortado em peças. Essas peças representam partes de uma criatura cujas peças estão distantes umas das outras e não sentem qualquer conexão; é por isso que cada peça avalia e percebe seu próprio estado, a sua própria vida, separado de todos os outros. Essa percepção de uma vida privada existe em cada um de nós. Há muitas outras pessoas ao nosso redor, outros elementos desta imagem comum, que não percebemos, devido à falta de conexão entre nós, e é por isso que não percebemos o universo real, sua vida enorme e plena.

Por exemplo, se fôssemos dividir o corpo humano numa infinidade de peças existindo separadamente, cada peça existiria no nível vegetal percebendo apenas o seu próprio consumo de elementos benéficos e a liberação de seus elementos desnecessários. Mas quando essas partes se conectam e começam a interagir entre si como um todo coletivo, tornam-se a natureza animal em vez da natureza vegetal; elas se elevam ao nível seguinte e percebem o movimento de todas as partes. Assim, a conexão de cada um dos órgãos com os outros fornece a cada um a percepção da existência no nível animal.

Em outras palavras, a existência de elementos separados é característica do nível vegetal da natureza. Mas quando eles se conectam e trabalham juntos em harmonia, apoiam-se uns aos outros, e quando cada parte está preocupada com a conexão com outros, entendendo suas necessidades, fornecendo-lhes os elementos comuns, funções e os nutrientes necessários para uma existência mútua, eles percebem esta harmonia coletiva e atingem sua interação compartilhada no próximo nível de existência: o nível animal.

E é o mesmo em nosso nível. Quando cada um de nós existe em seu próprio país, o nosso organismo existe como um corpo animal; nós não pensamos na maneira que ele existe. Mas quando sentimos a necessidade de se conectar num único sistema, quando apoiamos um ao outro, nos preocupamos com a harmonia entre nós, quando cada pessoa pensa em ajudar os outros num sistema de apoio mútuo para que o nosso corpo, a comunidade, exista em harmonia, então nós começamos a perceber uma vida harmoniosa num só corpo, o próximo nível do universo chamado Adão (Homem). E esse nível de existência nos dá a percepção da força superior da natureza, seu próximo nível e a próxima dimensão.

É nessa direção que a natureza está nos empurrando agora; no entanto, nós temos nos desenvolvido gradualmente. Antes éramos minerais, depois começamos a completar um ao outro por meio da conexão, por agrupamento de acordo com características especiais. Nós começamos a fazer certas conexões, que adquiriram novas qualidades, e através de sua interação moléculas vivas apareceram. Em outras palavras, um determinado sistema de apoio mútuo apareceu nelas que já continha um determinado programa do seu desenvolvimento, e, portanto, a natureza vegetal se desenvolveu a partir da natureza inanimada.

Depois, a natureza animal se desenvolveu a partir da natureza vegetal no próximo nível de conexão. E no nosso tempo, a natureza animal está se conectando agora no nível social numa nova qualidade, e quando se conectar corretamente, o próximo nível, o nível humano, surgirá a partir de nós.

A natureza nos pressiona de forma dura sempre que nos impulsiona a desenvolver. Nós estamos constantemente experimentando grandes problemas, pressão, e somos obrigados a procurar soluções para evitar alguma forma de sofrimento, e isso nos obriga a desenvolver. Conforme a evolução continua, estamos alcançando nosso próximo estado, que está nos fazendo sofrer, não nos permitindo permanecer em nosso estado atual, e é por isso que devemos abandoná-lo.

Desta vez, o nosso próximo estado vai nascer não só sob a pressão da força da natureza nos empurrando por trás, mas também pela necessidade que temos de entender o que está acontecendo. Nós não estamos apenas inconscientemente sendo empurrados em direção ao nosso próximo estado como em nossas fases anteriores de desenvolvimento. Hoje, temos que escolhê-lo e chegar a ele conscientemente. Em outras palavras, é preciso avaliar o nosso estado atual, entender que a natureza nos oferece um estado perfeito, e tentar criá-lo por conta própria. Não é a natureza nos dando essa meta, empurrando-nos na direção certa, como o fez em nossas fases anteriores de desenvolvimento, porque agora temos que alcançar o próximo estado consciente. Nós precisamos desenvolver uma ferramenta conceitual; somos obrigados a preferir o próximo estágio de nosso desenvolvimento com a compreensão de por que devemos chegar a ele.

O nosso egoísmo nos empurrou a desenvolver em nossas fases anteriores; nós não resistiamos ao próximo estado, ele foi desejado. A natureza nos mostrou que o próximo estado era um estado melhor, e nós nos esforçamos em sua direção; nós construímos nossas sociedades, criamos revoluções, desenvolvemos tecnologias, e por isso atingimos o nosso estado atual através de milhares de anos de desenvolvimento. Mas, hoje, existem duas forças opostas que nos desenvolvem: uma é a força de desenvolvimento, que nos empurra através da motivação; nós não queremos permanecer no mesmo lugar, mas uma contradição surge: não temos o desejo de nos desenvolver na direção que a natureza propõe.

Ela propõe que devemos nos desenvolver numa direção oposta ao nosso estado atual, o nosso egoísmo atual. Ela está nos mostrando que devemos nos conectar com cuidado absoluto pelo outro, uma conexão absoluta, uma composição mútua, e criar uma imagem, um esquema, um sistema onde todos pensam nos outros, apoiam a homeostase comum dentro deste sistema, de modo que ela exista harmoniosamente como o nosso corpo animal.

Mas em nosso corpo animal, os elementos e os órgãos se reuniram assim e agem automaticamente. E nós precisamos nos unir contra o nosso egoísmo. Em outras palavras, há forças egoístas que se manifestam em diferentes tipos, formas e qualidades entre nós que estão em constante crescimento e nos afastando. E nós temos que usar essas forças egoístas para construir nossa adição precisamente contra eles, colocar o nosso sinal de mais onde há um sinal de menos, a fim de ter uma inserção adequada das peças negativas e positivas, côncavas e convexas neste quebra-cabeça, e fazer uma imagem comum.

Isso é muito difícil, porque cada um de nós deve agir contra o seu egoísmo. Eu preciso entender que o egoísmo em mim ou é convexo ou côncavo, que quando eu tomo de outro sem dar a ele, isso cria peças côncavas ou convexas para fora de nossas formas, como peças de um quebra-cabeça que podem ser reunidas. Eu devo providenciar às minhas qualidades e movimentos egoístas, positivos (dar) e negativos (receptor), impulsos e possibilidades de se conectar harmoniosamente com as qualidades e movimentos egoístas dos outros, positivos e negativos.

E se todo mundo levar o outro em consideração, então vamos mutuamente nos juntar e criar uma imagem contínua comum do nosso novo estado. Este é um trabalho muito duro. No processo do trabalho, nós devemos compreender claramente quem somos, as forças que operam em nós, a localização das nossas peças côncavas e convexas, os desejos e as qualidades que existem em nós, temos que compreender plenamente toda a nossa natureza.

Além disso, também precisamos entender a natureza de todos os outros elementos da criação, e não apenas dos que eu estou em contato, como na minha imagem de quebra-cabeça onde eu só me conecto com os meus vizinhos. Acontece que quando todos nós nos conectamos juntos, nós criamos certa n imagem dimensional onde absolutamente todos se conectam com todos os outros. Em outras palavras, não somos apenas uma imagem plana; somos uma n imagem dimensional: cada um de nós tem um enorme número de dimensões, e todo mundo deve se conectar com absolutamente todos os outros nessas dimensões.

É um sistema holográfico muito complicado e complexo onde todos realmente examinam sua natureza, a natureza de todos os outros, e sua natureza em relação a todos os outros; só então é que eles começam a se conectar com os outros corretamente. Nós acabamos interconectados em todas as projeções e planos, assim como um holograma; todos adquirem a qualidade de toda a imagem no final. Nós atingimos a perfeição desta forma, cada um de nós, e todos nós juntos. Nós devemos chegar a isso.

Este é um desenvolvimento especial; não há exemplos assim no passado. Nós temos que aprender, alcançar, sentir e planejar tudo, ver os nossos erros, analisar e sintetizar o nosso cada movimento, e compará-lo com o que existe na natureza. Dessa forma, nós nos corrigimos e nos encaixam nesse cenário mútuo.

Além disso, quando nós realmente examinamos a natureza e a forma como devemos combinar isso, realmente examinamos o Criador, porque a nossa natureza combinada é o Criador. Através dos erros que cometemos, ao nos combinarmos com os outros e com o Criador, ocorre um fenômeno interessante. Ao tentar se conectar, nos comparamos com Ele e nos conectamos com Ele simultaneamente: uma conexão simultânea entre nós e o Criador. Desta forma, nós chegamos ao estado chamado de unidade, o estado que devemos atingir.

Nosso desenvolvimento social corpóreo nos trouxe a este ponto atual; nós vemos que precisamos começar seriamente a alcançar isso. Nossa crise global está nos empurrando em direção a isso e está começando a nos mostrar essa imagem quebrada. Nós não entendemos ainda, mas sentimos que temos que começar a corresponder um com o outro internamente. Não podemos mais continuar a existir como um elemento separado desse quebra-cabeça ou tentar se conectar egoisticamente com os outros; isso não vai mais ajudar. É necessário encontrar determinadas conexões, as mais adequadas.

Mas não somos capazes de construir as devidas conexões entre nós, porque só sabemos consumir ou usar o outro egoisticamente, tanto quanto pudermos. Nós, ou recebemos tudo dos outros, ou damos aos outros a fim de receber deles em troca; a recepção tem sido sempre o nosso objetivo, a nossa meta. Sempre fizemos coisas para nos beneficiar, recebendo mais do que estamos dispostos a dar. Isto é o que nos deu a energia para mover.

E agora nós temos a força para seguir, porque não podemos sequer imaginar o que poderíamos ganhar ao se conectar com os outros, a fim de alcançar a harmonia mútua. É por isso que a nossa natureza egoísta não nos dá nenhuma energia para fazer este movimento. Segue-se que sempre que eu faço qualquer movimento hoje, sempre que faço qualquer coisa, faço só como resultado do meu egoísmo; em outras palavras, eu me movo na direção errada. Então, como podemos nos mover corretamente?

Um grupo nos ajuda a aprender a se movimentar corretamente. Um grupo pode ser dezenas, centenas ou mesmo milhares de pessoas como nós que se reúnem com esse objetivo: encontrar uma forma adequada de conexão, encontrar a força superior, o Criador dentro desta forma adequada de conexão, dentro da nossa conexão com os outros. O Criador vai ajudar, Ele nos dará energia para formar conexões altruístas, para entender como se conectar juntos dentro desta enorme imagem que consiste de sete bilhões de seres egoístas separados, para saber como agir de forma geral, para encontrar aqueles que estão mais próximos ou mais distante, mas para se conectar com todos no final.

É a primeira vez que a humanidade está enfrentando esse tipo de trabalho interessante, difícil e criativo. E a sabedoria da Cabalá tornou-se revelada precisamente por esta razão. Sem ela não podemos sequer imaginar como poderíamos abordar este problema. Eu espero que a humanidade evite o sofrimento e avance sem um “pau afiado”, sem evocar golpes duros que vêm por trás, na forma de um enorme sofrimento, guerras, doenças, problemas geológicos, ecológicos, e vários outros problemas que irão forçar as pessoas a entender a “razão” da necessidade de identificar a imagem correta, o programa, o plano neste modelo, e então seremos capazes de nos mover de acordo com esse plano.

É o mesmo que montar um quebra-cabeça. Quando olhamos para suas peças separadas sem ver a imagem inteira, não sabemos como montá-lo. Para onde vão as peças? É por isso que primeiro temos que ver o quadro inteiro para montá-lo.

É necessário identificar o Criador, a fim de ver o quadro inteiro. O Criador é o plano coletivo de natureza, o objetivo comum, a sua mente, a dinâmica, qualidade e movimento. Quando começamos a ver o quadro geral, conforme ilustrado na caixa do quebra-cabeça, nós descobrimos o método de conexão com os outros. Nós revelamos a ordem da conexão, a força para se conectar para se aproximar dos outros dentro deste quadro; nós começamos a montar as peças, as peças côncavas e convexas de uma forma que nos permite se conectar de forma adequada, se conectar de forma altruísta com base na combinação correta, equilíbrio e unidade entre elas, em vez de se conectar numa maneira oposta egoísta.

A conexão adequada entre nós é chamada de garantia mútua; é quando nós transmitimos as forças mutuamente necessárias, que devem nos atrair uns aos outros e não nos repelir, apesar do nosso egoísmo. Nós temos que revelar esta ação que está escondida no manual dentro da nossa caixa de peças do quebra-cabeça. É por isso que a Torá é chamado de manual, que vem da palavra “Orah“. A Torá é o nosso manual da composição mútua adequada, que nós temos que entender agora entre nós.

Naturalmente, há certa ordem neste ato de montar todo o esquema que consiste de sete bilhões de peças. Por onde começamos? É por isso que o Baal HaSulam diz que tudo está dividido entre o interno e o externo. Primeiro, precisamos ver as peças internas.

As peças internas são os amigos e membros de nosso grupo de todos os países e continentes que estão experimentando esse movimento, talvez até de forma inconsciente, ainda indesejada.

Eles estão pensando em entrar neste novo estado no próximo nível, subindo do nível animal para o nível “humano”, mas ainda não conseguem perceber que precisam trabalhar contra o egoísmo. Eles falam sobre a conexão, mas ainda assim são incapazes de imaginar como podemos realmente nos conectar. Em geral, temos estes problemas diante de nós, e devemos gradualmente resolvê-los entre nós. Claro, a solução é a conexão e a percepção de que a nossa conexão é apenas o alicerce, a base para todos os outros membros e partes da imagem; todas as peças do quebra-cabeça se juntam a nós.

E verifica-se que esta parte interna que nós representamos é a parte principal do cérebro. Quando ela se reúne, todas as cordas de controle, incentivo, explicações, e a revelação de todas as outras partes vêm dela. Então eles começam a entender, a se desenvolver, se aproximar de nós, e a montar conosco. Como um ímã, começamos a atraí-los na medida em que somos capazes de fazer a conexão entre nós.

Todo mundo vai continuar a se reunir firmemente em círculos maiores, numa combinação maior e mais magnífica, que, no final, revela a perfeição da criatura. À medida que revelarmos gradualmente essa perfeição em 125 graus de ações consecutivas, vamos revelar uma maior manifestação desse plano, desta força chamada de “Criador” que existe dentro dele, no seu interior, e que move tudo para frente. Esta força surge gradualmente. Nós vamos ver toda a nossa história: como surgimos inicialmente de uma pequena força da Luz que criou o nível inanimado da vida.

O nível inanimado começou a se desenvolver até os nível vegetal e animal da vida, e hoje com a nossa consciência e participação consciente, ele está se transformando no nível “humano” do desenvolvimento. A sabedoria da Cabalá esteva ocultada todo este tempo, de modo não tivéssemos a oportunidade de se conectar ou teríamos reunido esta imagem egoisticamente, de forma incorreta, errada, e teríamos nos transformado em monstros horríveis. Esta é a razão pela qual a Cabalá foi ocultada.

Ela está sendo especificamente revelada hoje, porque o tempo já chegou. Nós vemos que não podemos mais continuar a permanecer no nosso nível, no nosso estado atual; as forças da natureza, como de costume, estão começando a nos empurrar por trás numa direção desconhecida, rumo ao nosso próximo estado de percepção e compreensão. Eu espero que possamos controlá-lo, e ao mesmo tempo mostrar o caminho para os outros que vão gradualmente se aproximar de nós e se juntar a nós.

Nosso estado preliminar em que nós existimos é chamado de “a serva que é herdeira da sua senhora”. Em outras palavras, é um estado egoísta cheio de rejeições, desacordos e contradições, mas que é indispensável porque somos capazes de mudar nosso egoísmo através de suas manifestações. Vamos mudamos o convexo para as peças côncavas e o côncavo para as peças convexas, e assim, examinamos gradualmente e alterarmos nossa natureza egoísta para uma natureza altruísta dentro de nós, dentro de todos os nossos desejos, impulsos, pensamentos e qualidades. Desta forma, nós usamos a nós mesmos para criar o próximo nível e atingir o plano do Criador em toda a sua profundidade e capacidade: para alcançá-Lo.

Ao participar, juntos, podemos conseguir isso muito rapidamente, porque o próximo nível que nós atingirmos conscientemente passará muito rapidamente. Quando os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza precisam mudar por conta própria, eles operam sob o estímulo da força propulsora da natureza, e as mudanças são muito lentas e limitadas. Nós podemos ver que o nível inanimado da natureza levou bilhões de anos para se desenvolver, o nível vegetal levou centenas de milhões de anos, e o nível animal levou centenas de milhares de anos, e o que nós chamamos hoje de “ser humano” tem existido em seu estado animal por cerca de 50 mil anos.

É por isso que o que estamos vivenciando hoje é a contração do tempo desde os estados inanimado até o vegetal, animal, e humano. Nós vemos o tempo acelerar dia após dia. Por esta razão, logo que começarmos a trabalhar corretamente em nossa conexão apropriada, vamos ver e perceber uma enorme quantidade de ações em cada segundo. E nós vamos ser capazes de chegar a toda essa enorme estrutura unificada, literalmente ao longo de alguns anos. Portanto, nós estamos diante de um momento muito interessante e intenso, e é o maior e o melhor que pode ser.

Nós devemos valorizar o fato de que estamos num estado em que podemos falar sobre isso; nós entendemos onde estamos, do que consiste a nossa missão, que temos que tentar realizar este programa para nos corrigir, e ajudar os outros a fazer o mesmo. Esta é a nossa motivação hoje, mas ela não nos empurra dolorosamente por trás, obrigando-nos como animais; é um incentivo que nos direciona para frente para a construção de nosso próximo belo estado.

Está escrito no Zohar que o Rabi Shimon chorou porque queria dar às pessoas tudo que tinha preparado, mas não podia, porque elas eram como um fruto que ainda não está maduro. Em outras palavras, a humanidade tinha se reunido de forma errada, e as pessoas não eram capazes “sair” dela.

É por isso que este livro foi escrito de uma maneira especial “oculta”. Ele foi revelado gradualmente ao longo de muitos séculos, até que, finalmente, tornou-se revelado a nós em nosso tempo, através do “Comentário Sulam“. Só hoje nós estamos realmente começando a falar sobre o seu uso adequado.

Eu espero que realmente cheguemos a essa compreensão e experimentemos todas as vantagens deste método, este guia chamado “Torá” (“guia” – “Orah“), ou a Luz que existe nele, a revelação do Criador que acontece dentro de nós quando usamos o grupo e o que os Cabalistas têm escrito para nós corretamente. Essencialmente, os seus livros nos dizem sobre a conexão entre nós e como o Criador se revela dentro desta conexão.

Por um lado, eles falam sobre a correção dos desejos, a chamada conexão correta entre nós, e por outro lado, sobre a forma como a vida começa a se manifestar neste estado adequado corrigido. No início, a conexão no nível inanimado é pequena até que o movimento vegetativo aparece, depois as conexões animais e, finalmente, as relações humanas. Tudo depende da qualidade e da quantidade das conexões entre estes elementos egoístas separados num sistema altruísta comum.

Nós estudamos todas essas ações e graus na Cabalá. Cada um dos 125 graus representa a unidade máxima de acordo com seu grau; as dez Sefirot é a conexão completa entre eles, a síntese adequada de cada uma das partes separadas e a Luz que se manifesta neste estado, a essência do Criador, o seu programa, a força comum da vida. As peças individuais podem existir separadamente como em nosso corpo, mas quando se conectam em conjunto, formam um único organismo. Mas não é apenas um animal ou organismo porque a percepção da vida se manifesta em seu interior, e então, de repente, o propósito da vida, certas ações, certo mundo interno e externo é percebido. Por que isso acontece? Porque o corpo inteiro está trabalhando em uníssono.

E uma vez que montarmos a parte interna deste enorme quebra-cabeça, vamos ser capazes de começar a adicionar as peças externas a ele visto que esta única criatura consiste de inanimado – a parte mais externa, vegetal – uma parte interna, animal – a parte mais interna, e humano – a parte mais interna ainda. Nós representamos a parte humana. Em outras palavras, todos aqueles que têm uma aspiração independente para atingir o propósito da criação representam a parte interna. E todo mundo segue os círculos que se ramificam para longe de nós: o animal, vegetal e inanimado.

À medida que disseminamos gradualmente a Cabalá, temos que revelá-la a todas as outras partes, para ajudá-las a se conectar a nós. Isso ocorre porque as outras partes têm uma parte muito pequena que também terá que compreender o programa de criação, atingir o plano da criação, o plano de correção. Elas precisam da nossa ajuda, assim como um corpo que tem ambos os órgãos maiores e menores.

Num organismo perfeito e completo, cada célula é importante, porque de outra forma não há perfeição. Naturalmente, o papel crucial no processo de criação e reparação de um organismo é suas peças principais. Em outras palavras, a coisa mais importante para nós agora é primeiro nos corrigir.

E espero que sejamos capazes de conseguir isso rápido. Tudo só depende de nós.

Nós passamos por todas as fases anteriores de nosso desenvolvimento inconscientemente, sem saber para onde estávamos indo. O nosso egoísmo estava nos empurrando para algum lugar e nós tentávamos nos desenvolver desta forma, constantemente colidindo um com o outro, empurrando uns aos outros, mas agora temos que nos desenvolver de uma outra maneira. A principal coisa é nos dirigir para dentro rumo à conexão e maior adesão com o outro, em vez de nos dirigir à frente para algum lugar.

É por isso que precisamos simplesmente nos mover para dentro, rumo à unidade, a uma aspiração interna em direção a uma conexão única e contínua. Ela irá revelar o Criador dentro de nós, e teremos a força interior para corrigir todos os outros.

Quando Todas As Considerações Físicas Desaparecem

Pergunta: Qual é a forma de existência da última geração que vive a fim de divulgar?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é uma ciência que é alcançada através da experiência prática. Nada nela pode ser enunciado com antecedência.

Mesmo que houvesse tais casos no passado, então eles foram registrados em qualquer forma, em qualquer nível:  o inanimado, o vegetal, o animal, ou o espiritual, e assim podemos usá-los.

Quando passarmos pela Machsom (barreira) e sentirmos todos os estados espirituais pela experiência pessoal, então tudo será claro e conhecido por nós em todos os estados que Malchut é encontrada com Zeir Anpin, qual Reshimot (reminiscências) deve ser exposta e qualquer que seja a Luz que obtenhamos disto.

Entendemos as relações que surgem entre nós, uma em relação à outra. Esta é o receptor, a fêmea. A outra em relação à primeira é o macho. E é assim que é mutuamente. Não há homens e mulheres aqui no que diz respeito às características sexuais físicas mútuas. [Leia mais →]

Uma Ferramenta Para Influenciar Diretamente O Destino

laitman_938_03Pergunta: Em todas as fontes está escrito sobre a importância da conexão. Então, porque há uma espécie de cegueira que não permite que as pessoas vejam essas coisas?

Resposta: O homem precisa ser capaz de sentir do que se trata. Caso contrário, para ele serão apenas palavras importantes que não têm nada de realista por trás delas.

Mas se ele participar de workshops, de repente vai ficar impressionado como se nunca tivesse ouvido até agora que a conexão pode despertar tais sentimentos.

De repente, ele vai entender tudo. Antes ele só ouvia, e na melhor das hipóteses, pensava por um momento. Mas a pessoa vive num sentimento, nossa matéria é o desejo de receber; portanto, vamos entender tudo através do coração. Enquanto as nossas palavras não tocam o coração, elas não têm significado e são como filosofia e slogans vazios. Portanto, nós precisamos levar a pessoa à emoção e para isso precisamos atraí-la a um workshop especial com perguntas que vão excitá-la e ela vai entender que aqui reside uma força especial.

Ela vai querer estar nesse estado especial o tempo todo para continuá-lo cada vez mais de acordo com seu desejo. Nós precisamos levá-la a este sentimento algumas vezes, de modo que isso viva nela.

E depois, ela não só vai receber uma sensação agradável; ao contrário, ela irá revelar a força da unidade. E nós vamos ser capazes de ensiná-la a usar esta força para corrigir a sua vida, sua situação, a fim de livrar-se do mal. Ou seja, são determinadas fases do reconhecimento da intensidade da conexão.

Vamos fazer mesas redondas no país e tentar nos conectar, para nos despertar para a conexão, a fim de atrair a Luz que Reforma que vai se espalhar entre nós e corrigir tudo. Sem dúvida, isso vai melhorar a situação. Além do sentimento bom, isso vai causar mudanças significativas no nível corporal.

Se fizermos tudo isso, despertaremos um choque positivo em todo o país. Isso vai melhorar as relações entre nós, e o comportamento dos motoristas na estrada. Experimente uma vez e você verá.

Isso é chamado de verdadeira oração. Quando nós elevamos uma deficiência através da conexão, da unidade entre nós, isso desperta diretamente a Luz que Reforma e se torna a “oração de muitos”.

Nós temos em nossas mãos uma ferramenta, que com a sua ajuda nós doamos diretamente ao Criador e ativamos a força superior; portanto, não precisamos de política. Nós temos uma oportunidade de fazer ações práticas que despertam a Luz Superior. Ela está sempre pronta e em repouso absoluto. Nós só precisamos ativá-la.

No momento do workshop, as pessoas precisam sentir que despertam a força da unidade entre elas, a qual irá ajudá-las. Nós só precisamos explicar-lhes que dentro da força de união entre nós está oculta a força interior da natureza.

Toda a natureza é um só mecanismo unido; portanto, quando estamos unidos, nós despertamos essa força especial que nos conecta a Ele e nos satisfaz. Em tal forma que nos tornamos um só corpo, onde tudo está em equilíbrio, porque a natureza é global.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Centelhas De Esperança Acima Da Pilha Do Ego

laitman_937Pergunta: Qual é a diferença entre as condições de conexão durante a entrega da Torá, durante a transição através dos 49 portões de impureza, e o êxodo do Egito?

Resposta: Os 49 portões de impureza são todos os nossos vasos, todos os nossos desejos, nossos corações, que são todos completamente “a fim de receber”; esse é o lixo jogado na parte inferior. Apenas o ponto no coração, uma centelha de doação, sai de cada coração e todas estas centelhas estão conectadas em um.

Estas centelhas conectadas são chamadas de Moisés. Elas querem estar conectadas ao Criador e, portanto, sobem ao topo da montanha, enquanto todos os corações permanecem nos 49 portões de impureza. A revelação do Criador que ocorreu durante o êxodo do Egito foi necessária para separar as centelhas dos corações, a fim de tirá-las do ego.

Uma vez que as centelhas são separadas dos corações, elas podem se unir num vaso para receber a Torá. No final, quando a Luz da Torá é recebida, cada vez é necessário tomar uma porção seleta dos corações e corrigi-las, prepará-las e elevá-las ao nível das centelhas.

Esta é a primeira fase chamada de “doar a fim de doar”, a elevação do desejo de receber ao nível da doação. Depois, há mais trabalho com a intenção “a fim de doar”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/06/14

Expondo Os Corações

Dr. Michael LaitmanLivre-se das Coberturas

Nós estamos passando por uma fase necessária do desenvolvimento humano que está ajudando a expor verdadeiro “eu” de cada um. No futuro, nós teremos que reconstruir o velho falso sistema de relações. Convenções e cortesias geralmente aceitas eram boas, mas enganosas.

Hoje a natureza nos obriga a ser sinceros e a combinar com o seu mecanismo: a coesão mútua que é verdadeira, simples e sincera.

Portanto, já não podemos cobrir nossas relações com falsa polidez. Pelo contrário, a pretensão desaparece e ninguém quer ouvir mentiras que estão vestidas com roupas extravagantes. Nós vamos ter que arrancar todas as capas e falar diretamente com o coração, como deve ser num único mecanismo social.

De Coração a Coração

Neste contexto, os meios modernos de comunicação, tais como telas de computador de vários tamanhos e resolução, estão, de fato, nos preparando para a próxima fase. Eles unem as pessoas e expõe a todos. Não importa o quanto eu estou me escondendo atrás da minha exibição, tudo sobre mim é conhecido e sou descoberto e conhecido.

Não há lugar para se esconder e tudo pode ser visto: o meu banco, minha família, meu trabalho, minhas conexões, meus amigos, minhas conversas e as suas estatísticas, as minhas preferências, o tamanho das minhas roupas e sapatos, os meus gostos e minhas atividades de lazer.

Sabe-se tudo de todos. Uma pessoa está nua e os outros veem o que ela própria não sabe sobre si mesma. Seus dados são estudados por psicólogos, sociólogos, analistas e profissionais que entendem as leis da sociedade e psicologia humana.

Tudo isso nos levará a um estado em que vamos querer ficar nus, isto é, se unir em um sem esconder nada, onde todo mundo vai estar integrado com todos os outros, onde não há cortinas e telas entre nós, incluindo o visor de cristal líquido de um monitor, e todos vamos sentir a todos com nossos corações. Nós somos todos um só coração.

Somente essa unidade corresponderá totalmente à natureza que ainda está nos dando estas telas, querendo que nos mantenhamos em contato através delas.

De KabTV “Uma Nova Vida” 20/01/15

A Característica Única Da Luz

Dr. Michael LaitmanTodos nós somos peças de um único desejo, um Kli. Não há propriedades anteriores neste desejo, exceto uma pequena faísca, uma memória implícita do nosso estado anterior chamado um Reshimo, que está dentro de nossos desejos mais baixos, bestiais.

Graças a esta faísca, eu posso subir ao próximo nível, no qual um Reshimo é descoberto em um ainda mais alto nível, e assim por diante.

Um Reshimo é a impressão do próximo estado espiritual, que está completamente quebrado. Em outras palavras, eu tenho impulsos em direção a algo superior, no entanto, eles são direcionados para que eu obtenha prazer nesta situação, irei conquistá-lo. Embora este seja um movimento em direção a algo superior, o movimento é egoísta. Isto significa que, por um lado, meu Reshimo anseia pelo estado mais elevado, mas, por outro lado, é egoísta. O que pode ser feito?

Se a principal coisa para mim é abster-se do ego, eu devo fechar o Reshimo e não avançar para lugar algum. Afinal, quando eu anseio por algo mais à frente e compreendo isso, eu começo a ansiar por uma atividade egoísta ainda maior. Afinal, quanto mais eu avanço em cada nível, eu estou lidando com um ego maior.

Por que isso não me impede? É porque não sou eu quem corrige meu ego; é o trabalho da Luz. Eu só preciso me colocar sob sua influência. E quanto mais eu anseio pela espiritualidade com ainda mais inveja, força e perseverança, mesmo que isso seja egoísta, ao mesmo tempo, se eu me coloco sob a influência da Luz, isto é o que é necessário.

Por conseguinte, eu avanço rumo a um estado espiritual composto por dois componentes opostos. Por um lado, desejos egoístas ainda maiores são revelados em mim, mas, por outro lado, eu os coloco sob a Luz que os ilumina. Desta forma, eu aparentemente me encontro em dois estados opostos. Qualitativamente, eu sou contra a Luz mais e mais. Ainda assim, simultaneamente, eu mesmo e evoco através de um esforço maior.

O contraste entre a relação quantitativa e qualitativa em todos os aspectos nos confunde. No entanto, isso é feito intencionalmente para que aceitemos as condições do próximo nível e as mantenhamos, jogando com este nível.

Baal HaSulam escreve no Shamati 12: A essência do trabalho de uma pessoa deve ser como chegar a sentir gosto em doar contentamento ao Criador.

Onde está isso em mim? Que tipo de gosto eu posso sentir em doar? É egoísta ou altruísta? Eu nem sei. Como eu posso influenciar o Criador e o que eu ganho com isso? Uma vez que tudo o que a pessoa faz para si a distancia do Criador devido à disparidade de forma, será que eu posso obter algum resultado desta situação? Afinal, eu também anseio pelo Criador. Mesmo assim, eu posso repetir mil vezes que estou fazendo isso a fim de doar, e estas serão apenas palavras.

No entanto, se a pessoa executa um ato para beneficiar o Criador, mesmo o menor ato, isso ainda é considerado uma Mitzva (mandamento, preceito), ou seja, uma correção de si mesma.

Portanto, o principal esforço da pessoa deve ser em adquirir a força que sente gosto em doar, que é através da diminuição da força que sente gosto na recepção pessoal. Nesse estado, a pessoa lentamente adquire o sabor em doar. Isto é, nós temos que alcançar um estado em que, quando damos algo, nós apreciamos.

Todo nosso trabalho em grupo é indicado para nos levar gradualmente a isto. No início, nós avançamos sob a influência de um desejo quebrado, ou seja, com a ajuda de sinais de respeito, louvor, gratidão e conhecimento. Quando tentamos ser bons uns com os outros, e apreciamos isso, é porque então parecemos grandes e respeitáveis aos olhos da sociedade e aos nossos próprios olhos.

Mas se continuamos a jogar com isto, podemos adquirir características completamente diferentes, visto que, dependendo de nossas ações (as nossas intenções são certamente quebradas), a Luz que Reforma vai brilhar sobre nós e começaremos a mudar sob sua influência.

Isto é exatamente o que deve sempre ser a nossa base: como podemos agir de tal forma que, em cada momento, estejamos sob a influência maior da Luz Superior? Isto é o que deve determinar nossos atos, pensamentos e intenções em todos os tempos: como agir da melhor forma por dentro e por fora, para que a Luz irradie em nós tanto quanto possível.

Nós devemos nos preocupar sempre com isso o tempo todo, mesmo que essa preocupação também possa estar incorreta. Afinal, o que me parece ser correto hoje vai passar a ser errado amanhã, uma vez que todos os nossos desejos e o flerte com a Luz Superior são egoístas e contra a característica da Luz. Ainda assim, isto não é levado em conta.

Nós estamos num estado que é absolutamente contrário à Ohr Pnimi (Luz Interior) que mais tarde vem a nós. No entanto, nos encontramos em completa acomodação com a Ohr Makif (Luz Circundante).

Obviamente, eu sou um egoísta e estou constantemente tentando colocar algum tipo de característica sob a influência da Luz para corrigi-la para meu próprio benefício. Apesar de minhas correções egoisticamente estarem dirigidas para mim mesmo, a Ohr Makif não olha para isso e ainda brilha em mim de acordo com os meus esforços egoístas e corrige meu ego.

Esta é uma tremenda característica da Luz Superior! Afinal de contas, quando ela deixou o Kli quebrado, ela mesma passou por essa mudança. Ela não leva em conta o estado atual do Kli, mas olha para tudo o que o próximo estado possa trazer.

Então, o mais importante para nós é tentar como uma criancinha o faria, e a Luz vai corrigir tudo. Quanto mais nós agimos de acordo com a Luz Superior, maiores são as correções que podemos obter dela. Esta é precisamente a transição de Lo Lishma (não para o nome dela) para Lishma (para o nome dela), de “para mim mesmo” para “para o Criador”.

Portanto, o principal esforço da pessoa deve ser adquirir uma força que sente gosto em doar.

É difícil para nós falar sobre isso agora, pois nesse meio tempo nós temos um gosto egoísta de doação, ou seja, estamos começando a gostar disso. Para mim, deve haver algum tipo de indicação, sensação e padrão interno. Eu devo dar mais para desfrutar mais, e se eu der menos, desfruto menos. Eu preciso medir tudo, caso contrário não serei capaz de sentir as minhas ações e estarei sob algum tipo de anestesia na qual faço algo, mas não sinto.

Como posso doar e sentir prazer ao mesmo tempo? Porque assim todos estariam dispostos a doar. Qualquer diferença que exista entre a recepção e a doação, a principal coisa é que eu vou ter prazer no momento em que agir. Entretanto, nós não entendemos isso. Neste momento nós só agimos em um plano. Não importa o que fazemos, só recebemos.

Gradualmente, a Ohr Makif realiza tal mudança em nós, de tal forma que começamos verdadeiramente a doar. Nós podemos sair de nós mesmos para um espaço vazio oco que não sentimos, e ainda junto com isto, desfrutamos.

Por que, de repente, nós sentimos que estamos dando a um espaço vazio? Isso ocorre porque na transição do trabalho “para o meu benefício” para o trabalho “pelo benefício dos outros”, eu não sinto a outra pessoa. A ideia é que agora eu a sinto dentro de mim e construo um relacionamento com ela de acordo com sua distância ou proximidade. À medida que ela está perto de mim, eu quero dar a ela egoisticamente, ou caso contrário não a sinto. Eu não estou pronto para realizar até mesmo uma única ação para o bem dela.

Quando uma revolução espiritual ocorre numa pessoa, primeiro ela sente os outros como insignificantes. Em outras palavras, seus sentimentos anteriores e ações desaparecem e os outros começam a aparecer. Isto é semelhante ao nascimento, quando o corpo do recém-nascido começa a funcionar autonomamente e assume fazer tudo o que o corpo da mãe fazia anteriormente por ele.

Uma revolução semelhante acontece conosco. Nós recebemos um entendimento do trabalho espiritual, a possibilidade de doar fora de mim mesmo. Isto é algo realmente inacreditável! E tudo graças à Ohr Makif, que na época da quebra saiu do Kli e se encontra ao seu redor, ou seja, nos cercando. Desta forma, ela pode nos doar.

Da Convenção em Sochi, 6/10/14, Lição 2

Não Devemos Perder A Oportunidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Nação”: É claro, salvar confiando em milagres. Que a nossa existência como indivíduos ou como nação está suspensa entre a vida e a morte. E a salvação é, se pudermos encontrar o empreendimento necessário, esse grande esquema cujo caminho é apenas para ser encontrado perto do perigo, e que pode inclinar a balança a nosso favor, para nos dar um abrigo seguro aqui por toda a diáspora dos nossos irmãos, que todo mundo diz que é, atualmente, o único lugar de salvação.

Assim, a estrada da vida estará aberta para nós, para continuarmos de alguma forma a nossa existência, apesar das dificuldades. E se perdemos a oportunidade e não subimos como um, com os grandes esforços necessários num momento de perigo, para garantir a nossa permanência na terra, então os fatos diante de nós são muito ameaçadores para nós, uma vez que as coisas estão evoluindo favoravelmente para os nossos inimigos, que estão pedindo para nos destruir da face da Terra.

Isto foi escrito no início da Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas ainda não tinham visto o perigo real e o Holocausto para a qual estavam sendo conduzidas.

Mas Baal HaSulam diz que, embora tenhamos chegado a um estado tão terrível que o destruidor recebeu permissão de nos destruir, ainda podemos mudar a relação entre as forças do bem e do mal, se quisermos melhorar a nossa situação. Tudo está em nossas mãos.

Embora o tempo opere contra nós, nós podemos realmente ter sucesso durante este tempo e trazer grandes e rápidas mudanças.

Em vez de esperar por aflições, dificuldades e perigos, o que significa por efeitos negativos que nos empurrem para frente, nós precisamos avançar por nós mesmos e virar o caminho da nossa evolução natural (em seu tempo) para o caminho do “eu vou apressá-lo”. Então seremos capazes de avançar sem quaisquer golpes. Tudo depende se vamos despertar como resultado dos golpes ou se vamos despertar como resultado do nosso trabalho.

Despertar pelos golpes não é muito útil, uma vez que apenas mudamos e nos estimulamos. Nós precisamos mudar muita coisa, a fim de se recuperar e avançar depois de tais golpes. Então não seria melhor se nós avançássemos ao longo de um caminho suave? Este seria realmente o nosso despertar para o objetivo da criação e para uma fuga rápida dos golpes.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

O Tempo Desaparece Quando Somos Dependentes Dos Outros

Dr. Michael LaitmanNossa futura forma de desenvolvimento é como conectar toda a natureza na forma integral. Objetos inanimados, plantas e animais estão em profunda conexão natural entre eles. E os seres humanos, por causa do seu egoísmo, subiram acima do nível animal.

É o ego, o desejo de desfrutar, que nos dá a sensação da passagem de todos os tipos de criaturas que surgem diante de nós aqui até a extremidade do universo, e todos os detalhes da realidade em nosso planeta.

Nós precisamos usar esse senso dos outros a fim de vir a corrigir os relacionamentos e voltar ao sistema de um, onde estamos todos conectados em dependência mútua. Nossa geração está se desenvolvendo para este objetivo, onde a pessoa se encontra trancada dentro de um sistema fechado e é completa e mutuamente dependente.

A vida e o desenvolvimento natural exigem que nós completemos essas conexões entre nós. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza estão naturalmente fechados dentro de uma rede, toda a ecologia, toda a natureza. É como se o homem fosse a exceção, a parte irregular, que tenta agir de tal forma que não há limites para ele e que ele não precisa ser incluído nesse sistema integral geral onde tudo está conectado.

O homem precisa ver a globalização da natureza e examinar seu desejo de receber que rejeita todas essas leis.

Hoje, verifica-se que eu sou dependente de todo o mundo do ponto de vista da tecnologia, indústria, abastecimento, óleo, gás, ar, e de qualquer coisa que você possa apontar. Consequentemente, se eu quiser alcançar uma vida pacífica e boa, e desfrutar de cada momento, eu preciso fazer boas conexões com tudo a minha volta

Pergunta: Isso não é ruim se você quer encontrar prazer em cada momento?

Resposta: Não é o prazer em si que é ruim, mas como eu o utilizo nesse breve momento. Agora é possível compreendê-lo, então eu o agarro. É possível roubar, eu roubo, enganar, eu engano. É possível não pensar em mais ninguém, além de mim mesmo. Então é assim que eu penso. Eu aproveito o meu ego de uma forma muito limitada em minhas relações com os outros, que, no final, voltam pra mim, visto que o mundo é redondo.

Nós não somos capazes de fazer o bem para nós mesmos se não fizermos o bem para os outros, porque estamos num sistema integral, analógico, onde todo mundo é dependente de todos. Você precisa entender que, por ora, de uma forma egoísta simples, quando fazemos o bem para os outros, fazemos o bem para nós mesmos.

Quando eu assino um acordo com todos a respeito da amizade mútua e até mesmo o amor, com isso eu prometo prazer a mim mesmo a partir daquele momento até o fim da vida. Se eu estou incluído nos outros e eles estão incluídos em mim, e nós nos tornamos um só desejo, um pensamento, em um ato mútuo, no qual todos são dependentes de todos, então o conceito de tempo desaparece.

De KabTV “Uma Nova Vida” 17/04/14

Conectando-Se Com Outros Para A Correção Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Com quem o nosso movimento pode trabalhar em parceria e em que condições?

Resposta: Nós estamos prontos para nos conectar com todos aqueles que desejam conexão em prol da correção do mundo. Suponha que amanhã Abu Mazen venha e se ofereça para trabalhar em parceria para a correção do mundo. Nós gostaríamos de apertar as mãos e começar a trabalhar juntos. No momento em que alguns cálculos egoístas são inseridos deste pacto, nós pararíamos imediatamente esta atividade compartilhada.

A ausência de considerações egoístas e um anseio em corrigir o mundo é a condição necessária. Para a correção é necessário atrair a Luz que Reforma, pois só isso pode ajudar. Se ele está pronto para isso, eu estou pronto para me unir com ele. Mesmo que, por enquanto, pareça que não está pronto.

Nós devemos levar em conta que é possível tomar um pouco de todo o amplo espectro de diferentes facções, forças políticas, nações e governos por um curto período de tempo com o objetivo d e avançar. Isso ocorre porque cada um tem algum problema singular, e, portanto, eles podem se unir conosco e nos apoiar.

No ano passado, nós nos encontramos numa situação dramática com respeito ao sequestro de três jovens. As pessoas sentiram uma pressão e tensão terríveis porque nós queríamos encontrar e trazer de volta os meninos. Portanto, com este evento, nós tivemos a possibilidade de trabalhar com muitas organizações em Israel para conectar as pessoas.

De qualquer forma, é claro para todos que a conexão nos deixou mais fortes. Nós recebemos mais se nos conectamos por meio da oração, um desejo e uma ação compartilhados. Portanto, as pessoas saíram às ruas para marchar e se reunir. Milhares de pessoas saíram às ruas com cartazes exigindo a libertação dos reféns. Foi assim que aconteceu em todo o mundo.

Por que o desejo de reunir apareceu dentro de todos eles de repente? Inconscientemente, eles sentiram que havia algum tipo de força corretiva nisso, algum tipo de espírito novo que apareceria nas pessoas, juntamente com o conceito de um novo estado.

Mesmo os animais instintivamente convergem durante um momento de perigo. As ovelhas se reúnem num só rebanho e se amontoam quando estão preocupadas com um ataque de lobos. Se um incêndio florestal irrompe, todos os animais fogem dele juntos sem medo um do outro. Isso ocorre porque a crise geral os conecta, e ninguém se olha para o outro a fim de devorá-lo. Todos eles fogem, o que significa que se reúnem num movimento comum.

Essa inclinação para se conectar num momento de dificuldade também existe instintivamente entre as pessoas. Nós precisamos desse espírito de conexão, mesmo que não seja um exército marchando e tocando músicas que está prestes a atacar como uma pessoa. Mesmo que nós não saíamos ao ataque, apesar disso, nós achamos que desta forma estamos estabilizando uma força através da qual podemos corrigir a situação.

Portanto, eu acho que nós precisamos compartilhar essa inclinação que é sentida entre as pessoas e nos unir juntamente com elas em ações como estas. Além disso, devemos organizar círculos de discussão em parques, pátios e nas casas.

As pessoas que agora se encontram numa situação tão original estão prontas para participar de discussões como estas. É necessário discutir por que isso aconteceu conosco e como podemos garantir que isso nunca vai acontecer de novo, mas apenas com o propósito de avançar para a melhoria de uma situação e o bom relacionamento com os outros.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam