Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Deixando O Campo Magnético Do Ego

laitman_608_02Pergunta: Na preparação para o feriado de Pessach (Páscoa Judaica), o que significa “descer para o Egito dentro de mim”?

Resposta: Descer para o Egito significa começar a trabalhar com meu desejo de receber, que é basicamente minha única matéria que me fornece energia. Usando-o, eu posso avançar em direção à saída deste mundo e elevando-me acima do mundo físico.

Este é o único meio que tenho; não há nada mais do que isso. Nós nascemos e nos desenvolvemos como animais. No entanto, em algum momento de nossas vidas, com todos os nossos amigos, cada um de nós sente que algo está sendo extraído do seu coração, puxando-o para algum lugar fora dessa vida. Ele quer saber a essência da vida, a fonte de vida, de onde é que isto vem, e o que está acontecendo aqui na terra.

No entanto, não temos nenhuma outra substância com a qual fosse possível desenvolver esta tendência, esta questão, apenas com o ego, com nosso desejo de receber.

Se eu tenho o meu egoísmo, meu desejo de receber, e o ponto que me atrai para algum lugar acima, eu posso pegar partes do meu desejo egoísta e associá-las com esse ponto: níveis 0, 1, 2, 3, 4. Eu associo meu desejo de receber a esse ponto na medida em que estou pronto, e, assim, posso ir em frente com esse ponto.

Eu avanço através disso, usando constantemente meu ego com a ajuda do ambiente que sempre tem uma influência sobre mim e me diz que vale a pena empurrar meu ponto no coração em direção à conexão com os outros.

Há um número de estágios no trabalho com o meu ego. No início, eu trabalho com o grupo, com o ambiente, as lições, e mesmo assim, quero alcançar a doação, minha intenção é me aperfeiçoar. Esse estágio é chamado de Lo Lishma (Não em Seu Nome).

Depois, quando recebi suficiente influência da Luz que Reforma, eu estou livre da intenção egoísta de usar a doação para meu próprio benefício. Pelo contrário, eu quero doar sem qualquer consideração de mim mesmo. Eu quero estar em doação pura e livre do meu ego, como se estivesse saindo do campo magnético da Terra.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/04/14, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Afastar-Se Do Caminho Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 26:36 – 26:37: E, quanto aos que de vós ficarem, eu porei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos, que o ruído de uma folha movida os perseguirá; e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem ninguém os perseguir. E cairão uns sobre os outros como diante da espada, sem ninguém os perseguir; e não podereis resistir diante dos vossos inimigos.

Se a nação de Israel não optar por se corrigir voluntariamente, haverá a necessidade de uma força externa muito dura, que suprimirá o ego e a forçará a se comportar corretamente. Isso é chamado de caminho do sofrimento. Junto a esse trajeto, o povo percebe o que eles têm atravessado, o quão longe eles têm se desviado do seu objetivo, e que eles precisam entender plenamente isso, a fim de voltar a cumprir o seu dever. Mas, a fim de fazer isso, os olhos têm que ser abertos para que eles se conscientizem das duas forças na natureza e como elas funcionam.

Você só pode exigir algo de uma pessoa de acordo com seu nível de desenvolvimento. Quando é que uma criança começa a entender que está numa determinada estrutura? Primeiro, ela vai para o jardim de infância, onde aprende o que é permitido e o que é proibido. Isso continua na escola. Somente com a idade de 14-15 anos é que ela se torna responsável por suas ações e entende que há determinadas leis de comportamento que, se ela quebrar, ela pode ser presa pela polícia. Após a idade de 18 anos ela é um adulto, embora ainda não esteja totalmente madura.

De qualquer forma, nós temos que levar a pessoa ao reconhecimento do que ela é obrigada a fazer e por isso ela deve cumprir essa exigência. Só então será possível mantê-la responsável. Esta é a razão de nos submetermos ao longo período de preparação de milhares de anos. O problema hoje é que até mesmo os sofrimentos que temos atravessado não nos ajudam.

A questão é se eles foram suficientes. No final do século XIX, por exemplo, os primeiros colonos chegaram à Israel. Eles estavam prontos para viver em condições difíceis, tais como um clima quente e seco, pântanos que precisavam ser drenados, e o sofrimento da malária, a fim de construir os kibutzim. Em 10 a 20 anos, as pessoas começaram a esquecer tudo isso. A segunda Aliya (onda de imigração) começou, e depois a terceira, mas elas eram pessoas diferentes, porque o ego continuou se renovando. Uma pessoa não acredita que o que aconteceu com ela ontem pode ser repetido hoje. Nem sequer é culpa dela que tudo está apagado de sua memória, pois ela é uma nova pessoa a cada dia. Portanto, o principal é a educação e o ensino dos princípios da unidade nacional e global.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

Faraó É Visto Apenas No Centro Do Grupo

Quando uma pessoa vai para a guerra contra o seu egoísmo, ele deve apenas lembrar-se que o grupo está ao lado dele, onde ele descobrirá toda a força que irá ajudá-lo a lutar contra si mesmo, contra o Faraó, contra a sua natureza.

Devo imaginar que eu me encontro fora de mim e estou olhando para a minha besta, para mim mesmo, do lado de fora. Então eu me identifico com o grupo, e de lá eu olho para o meu corpo, para todas as minhas características, desejos e pensamentos, as quais eu considero ser meu faraó. E é assim que é, até que meu corpo seja refinado e entregue-se ao grupo, que é o meu padrão para doação. É assim que eu chego à correção.

Eu exijo que eu seja capaz de sentir o poder de doação dentro do grupo que me conduz e sustenta. Tudo isto encontra-se no centro do grupo. Se não houver Arvut (garantia mútua), então eu não descobrirei o Faraó.

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Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 2/4/14, Escritos do Baal HaSulam

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Eu Estou Pronto Para Saltar No Mar Vermelho

laitman_232_09Rabash: “O Que significa a Bênção ‘Que um Milagre Aconteceu Comigo Nesse Lugar’ no Trabalho”: Por isso se diz sobre o exílio no Egito: “Lembra-te de que foste escravo no Egito”, o que significa que ser um escravo é tão ruim porque Israel sofreu no Egito.

Isto significa que, por um lado, eles sentiram um pouco o que significa ser Israel (Yashar-El, direto ao Criador), e por outro lado, perceberam que a força oposta os governa. Assim, eles começaram a sentir que eram escravizados, mantidos lá contra sua vontade.

Por isso, se diz “lembra-te”, o que significa que devemos nos lembrar dos sofrimentos que eles sofreram lá. Depois, há um motivo para se alegrar com a redenção do Egito.

Eles devem realmente lamentar a sua escravidão e realmente querer mudar a situação, a fim de mudar o domínio de uma força pela outra força, pelo domínio do Criador. Por mais que o Faraó governe, nós queremos o domínio do Criador, e, assim, aumentar um em relação ao outro até atravessarmos os 49 portões de impureza, atrás dos quais é revelada a força de doação, o Criador, que é chamado de êxodo do Egito.

É impossível sair do Egito com pouco reconhecimento do mal que o nosso ego nos causa. Deve ser um estado insuportável onde a minha morte é melhor do que essa vida. Eu estou pronto para saltar no Mar Vermelho e fazer tudo para que não tenha que permanecer em meu ego.

Esta é a razão pela qual esse trabalho só pode ser feito num grupo onde todos trabalham em conjunto e estão incorporados no outro. Todos recolhem todos os esforços e sentimentos de escravização de todos os outros e, assim, sentem que devem sair e que não podem permanecer lá. Essa é a razão que trabalhar na conexão dá a todos um sentimento tão forte de dor que, assim, eles são obrigados a exigir a saída para a redenção.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/14, Escritos do Rabash

No Correto E Honrado Exílio

Laitman_509Tudo começa com o sentimento de exílio. Uma pessoa pode estudar muito, investir, mas a questão é quando (se), ela vai começar a sentir que está no exílio? É possível que ela tenha um monte de desejos, queira conhecer o próximo mundo, mudar a si mesma e o mundo, mas isso ainda não é considerado exílio.

Exílio é a falta de nossa capacidade de trabalhar para o Criador, para satisfazê-Lo, e nada mais. Isto significa que exílio é um nível muito nobre, um estágio elevado e difícil. Como se diz, “Um contra o outro foi criado pelo Criador”. Eu só começo a descobrir que estou no exílio com a ajuda da Luz que doa, me mostra a minha situação e me traz a sensação de exílio.

A Luz fortalece cada vez mais e me traz a sensação de que estou atravessando o caminho dos 49 portões de impureza, porque estou dentro do desejo egoísta e não posso satisfazer o Criador. E assim eu grito: “Deixe meu povo ir!” Eu entendo que não sou capaz de chegar a doar e satisfazer o Criador apesar disso ter sido meu único objetivo e paixão.

Só então eu chego ao fim do exílio e recebo Kelim (desejos) por redenção. Afinal de contas, eu passei por todos os portões, exceto o 50o portão, que eu não sinto e não sou capaz de corrigir.

Assim, a pessoa tem que fazer grandes esforços no sentido de esclarecer os discernimentos que nos governam, em oposição ao discernimento de doação e amor ao próximo. Esse será o verdadeiro estado de descoberta, ou seja, a descoberta do exílio.

Isto significa que “do amor dos seres criados ao amor do Criador”. Eu não sei o que é o Criador, onde Ele está localizado, como se relacionar ou estar em contato com Ele. Nós não temos nenhum meio de comunicação entre nós. Assim, em vez disso, eu recebo outras pessoas e a grande regra da Torá, “Ama o próximo como a ti mesmo”. Se eu conecto tudo junto, eu posso atrair a Luz que Corrige, que é chamada de “Torá”, que me eleva ao nível do Criador.

Isto significa que, em vez do Criador, nós recebemos o grupo, o campo de trabalho onde podemos nos projetar em relação ao Criador. Inúmeros sistemas são construídos de acordo com esse princípio. Existem sistemas muito simples onde eu vejo a mim mesmo, o objetivo, e como alcançá-lo. Este sistema foi criado para pessoas simples, não desenvolvidas ou crianças pequenas.

Uma pessoa mais avançada pode fazer planos a longo prazo que realizou em poucos anos. Esta é a maneira como todos os meios de comunicação agem. Mesmo um foguete que é acionado não vê o alvo que está além do horizonte. Mas eu sei como calcular de acordo com os dados atuais e me dirigir rumo à meta.

E aqui da mesma forma. Se eu me dirijo corretamente, com a ajuda de todos os meios disponíveis (Rav, livros, grupo e disseminação), eu me dirijo rumo ao Criador e vou alcançá-Lo. Assim, é dito, “do amor dos seres criados ao amor do Criador” e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Isso significa que nesse mundo eu sempre tenho meios exatos para me dirigir ao Criador.

Se eu entendo isso, eu sinto que estou no exílio correto. Isso significa que me falta o ponto de contato com o Criador. E mesmo sem qualquer contato com o Criador e sem conhecê-Lo, sem quaisquer sugestões, eu posso, no entanto, com a ajuda dos meios disponíveis em mãos, chegar a sensação de que estou no exílio, que não posso dar prazer ao Criador, e que estou longe Dele. Ele está lá em algum lugar! Então eu esclareço onde esse “em algum lugar” está, onde os “49 portões de impureza” estão, e compreendo que o Criador é o oposto da impureza. A partir dessa diferença, entre o exílio e a redenção, o sentimento de deficiência nasce, com o qual eu me equipo, e sou capaz de sair do Egito com grandes posses e continuar a trabalhar com eles para transformar os “49 portões de impureza” em portões de pureza.

Assim, não devemos pensar que não temos meios. Nós temos tudo o que é necessário, exceto os atributos espirituais de doação que receberemos apenas se os desejarmos. E nós recebemos todos os meios para desejá-los.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/04/14, Escritos do Ari

Sem O Exílio É Impossível Atingir A Redenção

laitman_260_01O nível de Nefesh Ruach de Ruach (VAK de Ruach) é chamado de exílio e Gar de Ruach é a redenção. Nefesh não é considerada porque é só um estado de imobilidade, e Ruach já é o começo da obra.

VAK de Ruach é o nosso esforço para fazer todo o possível. No entanto, nesse meio tempo, não há contato com a Luz, e, por isso, é chamado de exílio. É impossível sentir o exílio num nível que é menos que Nefesh Ruach de Ruach (VAK de Ruach).

A pessoa vem estudar e não entende que exílio é esse. No entanto, se desenvolvermos corretamente uma conexão entre nós, onde descobrimos o Criador, isso é chamado de redenção, e a falta de conexão entre nós, porque a característica de doação e amor chamada de Criador não é despertada em nós, é chamada de exílio.

É assim que nós podemos começar a calibrar as relações entre nós. Se a intensidade da conexão entre nós for maior do que o nível inanimado e atinge Nefesh Ruach de Ruach (VAK de Ruach), isso é considerado exílio. No entanto, nós já sentimos que este é o exílio. Nós realmente sentimos a falta de encontrar Ohr HaRuach, ou seja, o Gar de Ruach que já indica movimento, ou seja, uma sensação de vitalidade, uma energia interna.

A principal coisa é se acostumar a sempre falar da construção das dez Sefirot na conexão entre nós. Durante o processo deste trabalho, nós constantemente nos movemos através de todos os tipos de mudanças e estados, alguns dos quais são chamados de exílio. Na medida em que fazemos um esforço para atrair a ajuda de cima, nós avançamos. Este é o trabalho no exílio egípcio.

Se não pedimos, não oramos, não tentamos nos conectar, o que nos leva à oração, então não trabalhamos através do exílio e não avançamos rumo à redenção. Isto porque na espiritualidade o tempo é o número de operações ou mudanças que estamos tentando fazer.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Temer O Som De Uma Folha Ao Vento

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 26:36 – 26:37: Quanto aos que sobreviverem, eu lhes encherei o coração de tanto medo na terra do inimigo, que o som de uma folha levada pelo vento os porá em fuga. Correrão como quem foge da espada, e cairão, sem que ninguém os persiga. Tropeçarão uns nos outros, como que fugindo da espada, sem que ninguém os esteja perseguindo. Assim vocês não poderão subsistir diante dos inimigos.

Nós temos que cumprir o nosso papel. Essa é a nossa única salvação! Além disso, não faz diferença onde vivemos; nós temos uma missão a cumprir em relação às nações do mundo e, portanto, nem todo mundo tem que viver em Israel. Mas nós temos que nos engajar em cumprir a nossa missão! Se isso requer o retorno físico a Israel, então também teremos que fazer isso. A principal coisa é cumprir a nossa missão.

No entanto, não creio que possamos cumprir completamente nossa missão em algum lugar no exterior. Mas, em Israel, nós temos que fazer tudo ao nosso alcance para que as pessoas saibam da nossa missão e entendam a razão para isso. Mesmo que elas estejam aparentemente em seu lugar certo, a situação não está certa; nós estamos rodeados por inimigos externos e internos.

Tropeçarão uns nos outros, como que fugindo da espada, sem que ninguém os esteja perseguindo. Assim vocês não poderão subsistir diante dos inimigos. Essas palavras se referem ao nosso estado interno. Embora nós sejamos afetados por problemas externos, não será em tal medida, mas começaremos a sentir que a nossa situação é assustadora, falha, tremenda e dependente, sem qualquer base real, porque realmente a trouxemos até nós.

Isso é realmente o que uma pessoa tem que entender. O ponto mais interessante é que nós podemos oferecer a nós mesmos, a nossa nação, ao mundo inteiro, e ao Criador, que está esperando por isso, um futuro brilhante. Mas nós não queremos fazer nada e estamos prontos para sentar e tremer de medo como coelhos assustados. É porque o ruído de uma folha ao vento dificilmente pode ser ouvido, enquanto nós a ouvimos e agitamos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/10/14

O Jogo Da SerpenteTortuosa

laitman_527_03Baal HaSulam, Shamati #86, “E Eles Construíram Cidades–Armazéns”: Ainda há outro ditado no Zohar, que a serpente curva sua cabeça e ataca com sua cauda. Isto significa que às vezes ela deixa a pessoa tomar para si o fardo da fé acima da razão, que é a curvatura da cabeça, mas ataca com a cauda.

Em primeiro lugar, o ego permite que a pessoa avance, visto que Sitra Achra (outro lado) precisa de Luz. Se a pessoa não avançar, ela não receberá nada. Portanto, a inclinação ao mal opera de forma tortuosa e parece libertar a pessoa, permitindo-lhe correr na frente para alcançar o sucesso, compreender e sentir mais.

Depois, o ego agarra a pessoa e a engole novamente. Então ele a libera para engoli-la mais uma vez. Assim é como o ego joga conosco como um gato com um rato.

Este é o significado do Faraó trazê-los para perto. É explicado que ele deliberadamente levou Israel ao arrependimento, a fim de, posteriormente, tomar tudo deles em sua própria autoridade. É por isso que o ARI escreveu que o Faraó sugou toda a abundância que desceu aos inferiores. Ele sugou do Oref e da garganta, que é considerada a cabeça do corpo, ou seja levaria tudo em seus vasos de recepção.

O principal é não se desesperar. Afinal, a pessoa vê que não atinge nada apesar de seu grande anseio pela conexão, compreensão, sentindo e trabalhando na disseminação, e fazendo tudo que deveria fazer. De repente, ela caiu novamente no ego e até mesmo num estado pior do que antes.

Isto se repete várias vezes no decorrer dos 400 anos. O principal aqui é o apoio do grupo; assumindo deveres regulares, ela se amarra firmemente. É melhor se o grupo percebe seu trabalho, de modo que, se ela cair, o grupo imediatamente presta atenção nisso e começa a tomar conta dela.

A pessoa funciona como um pistão: ela avança, ansiando por chegar à doação e quer fazer qualquer coisa para atingir isso, mas depois — boom — tudo se inverte, e ela cai no egoísmo; a serpente ataca com sua cauda e engole todos os resultados. Então, a pessoa corre à frente mais uma vez, cheia de força e espírito de esperança de vida para sentir e alcançar tudo e, mais uma vez, cai impotentemente, desesperando-se que o desejo de desfrutar levou tudo.

Uma pessoa deve passar por muitos desses estados, e ninguém sabe quando eles vão acabar. Afinal, a escuridão do Egito nos espera no final. Primeiro, nós avançamos dos sete anos de saciedade aos sete anos de fome e depois às pragas do Egito, seguido da escuridão. Na escuridão, nós saímos de forma subida e apressada do Egito.

Não podemos saber o que está para acontecer no momento antes do Êxodo, à meia-noite. Portanto, nós devemos ficar mais fortes. Tudo está baseado num princípio simples: “… que ele engoliu as riquezas, e as vomitou outra vez…” O desejo de desfrutar engole os atributos de doação que a pessoa quer sempre alcançar. O ego leva tudo isso e puxa a pessoa para dentro.

No final, o ego é sufocado e não pode conter tudo o que engoliu. Afinal, o desejo de doar atinge um ponto crítico no desejo de desfrutar, e depois há uma explosão, e a pessoa é libertada da dominação do ego.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/14, Shamati #86

O Trabalho Comum Entre A Pessoa E O Criador

laitman_236_01Nosso trabalho é dividido em duas partes: esclarecimento e correção. O esclarecimento e a correção são feitos pela Luz que Reforma, mas nenhuma operação, nem o esclarecimento, nem a correção, pode ser realizada sem a nossa demanda.

A demanda é chamada de oração, a elevação de MAN, do desejo. O desejo é necessário para que a Luz influencie e implemente precisamente o que nós pedimos, em outras palavras, que a criatura descobre um desejo cada vez maior para se parecer com o Criador, para ascender nível após nível.

Com a ajuda de um esclarecimento mais preciso de todos os detalhes, a pessoa pode chegar à adaptação, ou seja, a uma maior proximidade com o Criador. Então, se não houvesse alterações em cada momento dentro da pessoa, ela não viraria na direção certa com o pedido certo, então não obteria uma reação, uma resposta, uma descoberta e uma mudança; assim é como ocorre ao longo da vida.

Se seu estado não for alterado, ele se encontra no nível animal. Somente se acontecerem mudanças nele como resultado dos estados anteriores em que ficou claro para ela que ela elevou MAN (uma oração), então ela é chamada de Adam (homem). Afinal de contas, ela se constrói com a ajuda da Luz que Reforma, com a ajuda da Torá. Isto é, como está escrito, “A Torá não foi dada exceto para aqueles que comem o maná” (Midrash Tanhuma, BeShalach, seção 20).

Então, através do esforço comum, com a ajuda do Arvut (garantia mútua), da responsabilidade e do apoio mútuo, nós precisamos constantemente ajudar a todos, não apenas a nós mesmos, e sempre devemos nos preocupar que todo o grupo mundial eleve MAN, em oração, com um sentimento de necessidade e o imperativo pela direção certa e a forma correta.

Para ativar corretamente, muitas condições devem ser atendidas simultaneamente. Está escrito: “… ninguém pode entrar no portão do rei vestido com pano de saco” (Ester 4:2); e nós precisamos preceder o pedido com uma bênção, pois isso abre a pessoa e a organiza corretamente em relação à Luz superior, ao nível superior. Cabe a ela organizar suas relações com o grupo para que seu pedido seja ajustado ao nível superior, àquilo que o Rei está pronto para ouvir dela.

A oração deve sair do fundo do coração, deve se elevar para ser uma oração geral por todos, cheia de felicidade, de ação de graças e louvor. Para qualquer obstáculo e tristeza deve haver alegria, porque essa situação única foi dada a ela de cima, e ela quer se conectar ainda mais com o Criador, e tudo isso não é para seu benefício pessoal, mas para se preocupar com a alma coletiva e tornar o Criador feliz.

Em última análise, nosso trabalho está concentrado em elevar uma oração, MAN, e prepararmos a oração através de todos os processos anteriores, com as mudanças nas características humanas, começando desde Adão até Abraão. Depois disso, os Avot (Patriarcas) são despertados nela, mesmo que ela não sinta isso e, depois, atinge uma determinada sensação de exílio. Tudo isso é para que, em última análise, ela receba o método de correção e saiba como voltar-se ao Criador.

Cada vez seu apelo deve ser mais preciso, na mesma onda onde o superior está pronto para absorver. Todas as condições são sempre organizadas de acordo com o nível da pessoa; ela deve apenas realizar o trabalho que é capaz. Isso está de acordo com as condições internas e externas que ela obtém — grupo, professor, livros e estudo — que a pessoa está pronta para projetar a demanda certa. E, em resposta à demanda certa, vem MAD (águas masculinas). Se ela gera uma deficiência, ela recebe poder, Mayin Duchrin (MAD), superando vestida na água. É assim que a pessoa adquire o poder com cuja ajuda ela será capaz de perceber a si mesma.

Precisamente de acordo com seu pedido anterior, de acordo com a elevação de MAN, em resposta, a pessoa recebe uma resposta (MAD), e ela sabe exatamente o que fazer com isso. Portanto, está escrito: “… sua semente é abençoada” (Salmos 37:26). É assim que a pessoa avança da realização do MAD para esclarecer uma maior deficiência adicional, e ela procura por novas oportunidades de doar Criador, ou seja, para que seja possível que o Criador doe às criaturas.

Portanto, a pessoa novamente procura como pensar nas criaturas e não em si mesma e como pensar no Criador, não em si mesma e nas criaturas. É assim que ela organiza o próximo MAN.

Cada vez, ela vai entender, sentir e ajustar-se mais e mais à forma superior. A pessoa e o Criador tornam-se parceiros, e eles trabalham juntos para beneficiar as almas. A pessoa pede pelo bem delas, e o Criador implementa seu pedido. O pedido, a deficiência, vem do lado da pessoa, e o cumprimento vem para todas as almas do lado do Criador.

Portanto, a pessoa adere ao Criador com seu ponto no coração, graças ao trabalho comum delas. Afinal de contas, todas as intenções de ambos são direcionadas apenas para o benefício de uma só alma que elas veem como um lugar para preocupação comum, conexão e amor. Tudo isso é revelado dentro de todas as almas.

Assim, parece que um homem, o Criador e a Divindade, toda a comunidade de almas se encontram em adesão mútua.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/04/14, Escritos do Rabash

Quatro Anjos

laitman_281_02Baal HaSulam, do artigo, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot“. Item 14: Agora nós encontramos a abertura para o estudo acima em relação aos quatro grupo, Misericórdia, Justiça, Verdade e Paz, que negociaram com o Criador sobre a criação do homem. Estes anjos são servos da alma do homem; assim, Ele negociou com eles, visto que todo ato de criação foi criado de acordo com eles, assim como cada alma consiste de dez Sefirot em Ohr Pnimi e Ohr Makif.

•Misericórdia é a Luz Interna (Ohr Pnimi) das nove primeiras Sefirot da alma.

•Justiça é Ohr Pnimi de Malchut da alma.

•Verdade é a Luz Circundante (Ohr Makif) da alma.

E a Paz é a integração entre as três características anteriores que são impossíveis de alcançar. A Paz afirma que a pessoa “é toda a luta.” Em outras palavras, a oposição entre Ohr Pnimi (Luz Interna) e Ohr Makif (Luz Circundante) é tão grande que é impossível superá-la.

Os quatro anjos são quatro partes do Kli que desejam receber a fim de doar e assemelhar-se ao Criador desta forma. Ohr Pnimi e Ohr Makif agem dentro das primeiras nove Sefirot e dentro de Malchut do interno e externo.

Com a conclusão da correção, todos esses anjos se tornarão totalmente satisfeitos, e até então, todos não vão ficar satisfeitos. Isso ocorre porque os Kelim não são preenchidos com suas Luzes planejadas. Ohr Pnimi e Ohr Makif se opõem uma à outra e batem uma na outra.

O anjo da paz destina-se a montar toda a estrutura com a ajuda de todos os componentes, mas ele não pode entender como fazer isso. Não há nenhuma maneira de resolver este problema. Esta é a nossa situação. Todos os estados descritos nos livros dos Cabalistas são sobre as relações entre Zeir Anpin e Malchut, a subida de Malchut e sua descida, os sete períodos de Nukva, os estados de Kadnut (Pequenez), Gadlut (Idade Adulta) e assim por diante; todos estes são estados do anseio da pessoa por conexão com os outros.

Nós passamos por estados como estes, e o livro diz que o que devemos fazer com nossas características internas para nos conectar com os outros com sua ajuda. Com a conexão, nós alcançamos dez Sefirot completas e conquistamos a divindade.

Os anjos são as forças que atuam dentro de nós. Existem forças através das quais eu posso me conectar um pouco, e elas são chamadas de misericórdia e justiça. Há uma força com a qual eu não posso conectar entre elas, e seu nome é verdade. Eu não estou preparado para alcançar a verdade, porque estou vivendo uma mentira absoluta. É impossível que toda Ohr Makif entre em mim.

Mesmo com o anjo da Paz, eu não sei o que fazer. Que tipo de paz pode haver em mim se não há conclusão e plenitude dentro de mim? Estes estados são descobertos nas minhas relações com o grupo ou com toda a humanidade. Através do grau da descoberta do relacionamento certo, eu esclareço que o grupo é apenas o embrulho no qual eu descubro o poder superior, o poder de doação, o Criador.

Todo o Estudo das Dez Sefirot fala sobre o que está acontecendo dentro de nós, dentro de nossos desejos e nos relacionamentos com os outros, mas em termos de uma psicologia superior. Não sentimos o que está acontecendo dentro de nós, e os Cabalistas querem explicar isso para nos ajudar a revelar nossas características e forças internas e começar a trabalhar com elas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/03/14, Escritos do Baal HaSulam