Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Relações Sociais Moldam A Pessoa

Laitman_115_06Os seres humanos começaram a se desenvolver do nível animal, não porque começaram a andar sobre duas pernas centenas de milhares de anos atrás, mas porque começaram a desenvolver as relações sociais. Estas foram relações não só dentro de seu bando, família ou tribo, onde eles sentiam que todos estavam tão perto deles como sentiam a si mesmos. Eles verdadeiramente começaram a sentir os outros e desenvolveram uma conexão com eles.

Algo assim não existe entre os animais. Eles vivem em famílias e bandos, mas não há nenhuma conexão entre os diferentes bandos. E os seres humanos se desenvolveram para além das conexões familiares. Esta conexão é egoísta, natural, e através desta conexão é possível explorar os outros, tanto quanto possível; eu exploro você e você me explora. Tudo depende do benefício que eu posso extrair da conexão. Você pode pegar uma pessoa e devorá-la, transformá-la num escravo, tomar sua propriedade e matá-la se ela resistir, ou pode fazer uma aliança com ela. Todas as relações egoístas têm existido até hoje. Não há diferença entre o que era há milhares de anos e o que existe hoje, esta é a mesma forma de comportamento para explorar ao máximo os outros para meu benefício ou em benefício da minha tribo, povo ou nação.

É assim que sempre foi e é assim que é hoje também. Mas agora chegamos a um ponto muito interessante na história que ainda não foi descoberto. Ele desperta intensa pressão, dor e situações trágicas cujo propósito é despertar esse ponto.

Todas as famílias, tribos, bandos, nações e povos que estavam anteriormente separados, de repente estão começando a sentir que estão conectados uns com os outros e dependem uns dos outros. E esta dependência os obriga a se comportar de forma diferente. Por um lado, de um ponto de vista egoísta, eu gostaria de explorar todos. Mas, por outro lado, entendo que dependo deles e preciso de todos.

Por enquanto, este é apenas o início do desenvolvimento. Mas, em última análise, vamos chegar a uma situação em que a pessoa vai ser forçada a aceitar todos como uma família, o que significa que vai ver o quanto depende deles, mesmo que o ego não desapareça, como acontece numa família real.

Nós não sentimos uma intenção egoísta em relação às pessoas que estão perto de nós; pelo contrário, queremos fazer tudo em seu benefício. Nós nos comportamos muito bem com eles, pois sentimos que eles são partes próximas de nós como se fôssemos um corpo,

Portanto, o que vamos fazer, se, por um lado, a mente nos disser que estranhos estão perto de nós e que nós dependemos deles cem por cento, e, por outro lado, o ego ainda não desapareceu, como acontece em uma família? Nós ficamos entre duas forças opostas. Uma força me manda amar os outros! E a segunda força se vira e diz que eu odeio os outros! O que pode ser feito quando há uma divisão como essa?

No âmbito do nosso mundo não há nada ser feito e isso é uma grande tragédia! Às vezes isso acontece numa família, e não há nada para corrigir. Este é um conflito insolúvel como os comandos que Abraão recebeu do Criador: “Por meio de Isaac a sua descendência será chamada e agora você deve trazê-lo para o sacrifício. E Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaac será chamada a tua descendência” (Gênesis 21:12).

“E Ele disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaac, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que Eu te direi”(Gênesis 22: 2).

Se isso acontece numa família, não é terrível, é possível se dar bem e resolver o conflito. Mas o que deve ser feito se o nosso desenvolvimento natural nos leva a um conflito como este, onde a nossa vida depende da capacidade de se aproximar dos outros tanto que nos tornamos um só corpo, como um homem com um coração?

Toda a nossa sociedade, toda a nossa civilização de sete bilhões terá que chegar a essa descoberta. O ego está me perturbando e não possibilita que eu me aproxime dos outros, e, por outro lado, eu dependo deles cem por cento.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/03/14

Espiões Na Terra De Canaã

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 13:3-5: Assim Moisés os enviou do deserto de Parã, conforme a ordem do Senhor. Todos eles eram chefes dos israelitas. São estes os seus nomes: da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur; da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori.

Todos os nomes na Torá, e especialmente os nomes dos espiões, têm um significado interno especial. Sua numerologia simboliza atributos pelos quais ao futuro terra de Israel pode ser explorada. Esta é a razão que temos que revelar e expor esses atributos dentro de nós, nos preparar para eles, e torná-los um grupo. Neste grupo, composto dos chefes das tribos, eles estão unidos corretamente. Graças a esta força de unidade, eles avançam rumo a igualdade gradual de seus atributos com aqueles que estão na terra de Canaã e veem até que ponto não podem lutar contra eles.

Em outras palavras, a força de união, conexão e unidade que eles atingiram não é suficiente para superar a força do ego que pode superá-los e despedaçá-los. Eles simplesmente não entendem como superar e dominá-lo. Mas o estado em que estão é absolutamente correto. É impossível dizer que eles perderam alguma coisa ao explorar a terra e que não poderiam esclarecer as coisas. Tudo está correto! Todos os atributos com os quais uma pessoa tem a intenção de conquistar a terra de Canaã não são suficientes para conquistá-la.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/03/15

Um Bom Exemplo De Educação Para Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial no método de educação que você sugere? Afinal, eles também falam sobre o amor a outras pessoas nas escolas e sobre a necessidade de tratar bem os amigos, mas vemos que isso não está funcionando.

Resposta: Falar sobre como se comportar não tem nada a ver com educação, uma vez que a educação é baseada na aprendizagem a partir de exemplos. Apenas exemplos operam e influenciam uma criança. Se quisermos que um adulto seja bem educado, ele também precisa ter os exemplos corretos, assim como uma criança. Nós não temos escolha. Nós precisamos estabelecer sistemas que definam um exemplo das relações corretas entre as pessoas. Mas de onde nós podemos tomar tais exemplos, se todo mundo se odeia? Quem vai dar o exemplo para nós?

Por isso, é necessário organizar workshops especiais em pequenos grupos chamados de dezenas para todos os sectores e classes sociais na população. Nós realizamos esses círculos em todo o país em Israel: em Eilat, no porto de Tel Aviv, em Tiberíades, e em outras cidades. Muitas pessoas já nos conhecem. Se uma pessoa participa de tal círculo, esse círculo se torna um exemplo para ela e ela começa a sentir que algo especial está acontecendo dentro dela.

Estranhos que se encontram sentados lado a lado por acaso começam a se comunicar no círculo de acordo com determinadas regras e sobre um determinado tema, e começam a descobrir sentimentos de conexão, unidade, calor e compreensão. Seus olhos brilham e eles olham um para o outro de uma maneira totalmente diferente do que quando o workshop começou. As pessoas mudam totalmente nestes 15 a 20 minutos. Obviamente, tudo isso desaparece quando elas vão para casa. A pessoa tem que repetir esse processo todos os dias e, assim, depois de uma semana ou um mês, ela vai mudar.

O que eu digo é baseado na grande experiência que tive. Eu tenho muitos alunos em Israel e em todo o mundo que realmente estão mudando e assim são as novas pessoas que sabem do que depende o sucesso do mundo e como podemos subir da crise global geral que se baseia no ódio mútuo entre todos os países, povos e indivíduos.

Nós podemos superá-la em vez de avançar para a destruição terrível. A Torá diz que vamos chegar a um estado em que os “inimigos de uma pessoa estão em sua casa”, o que significa que a pessoa vai ver que todo mundo a rejeita, está distante dela, e se recusam a compreendê-la, dentro de sua própria casa.

É possível viver assim ?! Afinal, nós sabemos que o nosso corpo vive e atua em harmonia entre todas as suas partes, enquanto um corpo morto é destruído. Portanto, vamos escolher o caminho certo!

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 02/08/15

Sozinho É Impossível Separar-se Dos Comedouros

laitman_559Baal HaSulam, Introdução ao livro, Panim Meirot uMasbirot, Secção 7: Assim, há duas maneiras de se alcançar o objetivo acima mencionado: através de sua própria atenção, que é chamada de “Caminho do Arrependimento”. Se eles são recompensados com isso, então “Eu vou apressá-lo” será aplicado a eles. Isto significa que não há tempo definido para isso, mas quando eles são recompensados, a correção termina, é claro.

Se eles não são recompensados com a atenção, há outro caminho, chamado “caminho do sofrimento”. Como o Sinédrio disse: “Eu coloco sobre eles um rei como Hamã, e eles vão se arrepender contra sua vontade”, ou seja, em seu tempo, pois nisso há um tempo definido.

Com isso, eles queriam nos mostrar…

… Como está escrito, “Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui?‘”

Há um caminho de dor que pode limpar qualquer defeito e materialismo até que a pessoa perceba como levantar sua cabeça para fora do berço bestial, ascender e subir os degraus da escada da felicidade e do sucesso humano, porque ela unirá à sua raiz e completará o objetivo.

Nenhum de nós pode tirar a cabeça para fora do comedouro. É impossível se separar do comedouro, e nós temos que perceber isso o mais rápido possível.

No entanto, isso só é possível fazer isso juntos, e, basicamente, nisso está a diferença entre o “caminho do sofrimento” e “o caminho da Torá”, entre Beito (Caminho do Sofrimento) e Achishena (Caminho da Luz).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Sombras Imprecisas Na Escuridão

laitman_423_03Pergunta: O que significa estar num diálogo contínuo com o Criador?

Resposta: A pessoa deve fazer esforços contínuos para trazer a realidade à sua forma correta, em vez de aceitá-la como atualmente sente.

Mesmo quando uma pessoa atinge certos níveis espirituais, ela ainda deve tentar se ver num nível superior e imaginar como é a realidade lá.

Para atingir esse objetivo, ela começa a organizar todos os componentes necessários: o ela mesma, o grupo, o estudo, o professor e o Criador. Existem três componentes principais:

1. A própria pessoa;
2. Tudo o que está entre ela e o Criador, que é o mundo inteiro, incluindo o grupo e o professor, todos os problemas que ela encontra, e o apoio que recebe;
3. O Criador

Todas as formas de ocultação que agora aparecem diante de mim são como diferentes imagens, sombras imprecisas na escuridão, mas graças a elas eu posso discernir que há algo aqui. Embora eu as veja na sua forma errada, artificial, enganosa, ainda é algum discernimento. Isto significa que estar num estado de Lo Lishma (não em Seu Nome) já é uma preparação. Agora, eu peço que essas formas sejam transformadas em reais.

Se não fosse por estas formas fictícias, eu não seria capaz de fazer um esforço e querer que elas se transformem em reais. Isso significa que eu não poderia ver as formas reais e não descobriria o Criador, porque Ele é deve ser revelado nas formas reais. Estas não são Suas formas, mas as formas pelas quais Ele se apresenta para mim. Eu não posso revelá-Lo, a fonte real, e deve haver alguma forma de referência para fazer isso, YHVH.

Esta é a razão de eu ter que começar com os vasos que mais tarde se transformam em Hassadim. Eu devo descobrir e estudar as formas más de ocultação e, assim, descobrir como elas se transformam em formas boas e correta, que é a forma da revelação. A forma oposta é a revelação do Criador.

Portanto, nós não queremos que as sombras desapareçam do mundo já que sem elas não teríamos contato com o Criador e nunca seríamos capazes de senti-Lo. Esta é a razão para a quebra: é assim que vamos remontar as formas da quebra e descobrir todas as brechas entre nós que são a coisa principal. Nós não estudamos todo o vaso, mas como ele é feito de diferentes partes, o que significa que estudamos as rachaduras que nos permitem agarrar a força superior.

Nós temos que ver o Criador diante de nós que nos fala através de todas estas formas imprecisas de ocultação. Nós devemos aceitá-las como um convite, como um chamado para nos voltarmos corretamente ao Criador e perceber que quando todos estes Dinim (Julgamentos) são adoçados e as formas negativas se transformam em positivas, esta é a forma em que descobrimos o Criador.

Todo o nosso trabalho é a utilização de todos esses meios – o professor, os livros, o estudo, a disseminação – para nos ajudar a querer mudar as formas de ocultação que aparecem diante de nós para as formas de revelação. No entanto, eu devo me identificar com o atributo de doação, com o Criador, nas formas de revelação. O adoçar dos Dinim irá ocorrer na medida em que eu desejar de fazer parte do atributo de doação.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 17/03/14

Pressão De Sete Bilhões

laitman_941Pergunta: Qual é o papel da parte externa no que diz respeito à parte interna?

Resposta: A parte externa destina-se a exercer pressão sobre a parte interna. Isso é realmente o que constrói a conexão mútua entre Galgalta ve Eynaim e AHP.

Galgalta ve Eynaim são vasos de doação e eles não querem nada para si. Eles não têm nenhuma necessidade se não for para doar a alguém abaixo deles. O seu estado em relação ao Criador é chamado Hafetz Hesed e eles são incapazes de mais alguma coisa.

É dito, “a menor de todas as nações”. Além disso, isso não se refere à quantidade, não aos 15 milhões de representantes da nação de Israel no mundo, mas ao fato de que não temos um desejo forte o suficiente.

Esta é a razão de Israel serem poucos e não poderem avançar. Eu simplesmente não quero subir; eu não sinto qualquer necessidade disso. Mesmo que eu sinta a necessidade de fazer isso, é só quando tenho uma razão ou alguém para fazer isso, e se eu tiver os meios para fazê-lo. A nação de Israel não pode fazer nada por si só. Esta é a razão pela qual é necessária a pressão das nações do mundo. Além disso, a pressão deve ser grande, sob a forma da pressão de sete bilhões sobre 15 milhões. Nós precisamos desse Aviut (espessura) do desejo, porque ele vai nos forçar a elevar o pedido final, MAN, a levar todos para o fim da correção.

Nós não seremos capazes de superar de outra forma. Nós somos incapazes de querer mais para nós mesmos e até mesmo o estudo não nos transforma em Galgalta ve Eynaim. Nós formatamos os vasos completos de Galgalta ve Eynaim, a fim de ajudar o AHP, mas se eu não defino isso como um objetivo desde o início, não vou sequer receber o estado de Hafetz Hesed.

Hafetz Hesed significa que eu estou entre os vasos de recepção e os vasos de doação e que quero doar e ajudar, e estou pronto para explodir com a doação que me preenche, como uma vaca explode com o leite e não tem ninguém para dar-lhe…

Esta é a razão de Galgalta ve Eynaim não crescer sem AHP. Portanto, a ampla disseminação que fazemos, durante a qual encontramos os desejos de AHP, e não faz nenhuma diferença que desejos, vai nos empurrar a conectar e unir. Nós já sabemos disso pela nossa experiência anterior.

Nada é mais útil do que problemas, mas em vez de esperar problemas reais, nós absorvemos as dificuldades e os problemas dos outros.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 28/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Realização Empírica Da Sabedoria Da Unidade

laitman_939_01Quando nos unimos, os nossos desejos, que são tão diferentes, opostos e distantes, se fundem num único desejo.

Acontece que, por um lado, nós estamos completamente distantes, mas, por outro lado, unidos e, por conseguinte, começamos a revelar a força única da natureza.

Isto ocorre precisamente porque temos um enorme egoísmo, mas acima dele estamos tentando chegar à unidade.

A sabedoria da Cabalá é revelada apenas às pessoas que possuem uma sensibilidade especial, que sentem simultaneamente a sua desconexão e a sua unidade. Deste modo, ela será revelada gradualmente a todos no mundo.

É uma alegria ver como os nossos grupos Cabalísticos estão surgindo por todo o mundo. Muitas pessoas estão vindo estudar e querem aprender sobre o método da conexão. Ano após ano, a humanidade está ficando cada vez mais confusa, perdendo seu propósito, se desesperando como uma criança pequena que se perdeu, se extraviando, e agora não sabe para onde ir.

Nesse meio tempo, nós estamos entendendo cada vez mais claramente que método singular temos à nossa disposição. Nós só precisamos implementá-lo em nós mesmos e oferecê-lo a toda a humanidade para que eles também se unam e se sintam num nível mais elevado de existência, porque todo mundo vai se tornar um todo.

Nós ainda temos muito a aprender com isso. Não se esqueçam que nós aprendemos com essa sabedoria da natureza, não só com os livros. Nós precisamos implementar a conexão entre nós mesmos como um contrapeso ao egoísmo que nos separa. Nós somos como cientistas, revelando este método empírico.

Um grupo Cabalístico é um laboratório onde realizamos um experimento em nós mesmos, ano após ano, lição após lição, registrando todos os detalhes do processo que estamos passando.

Só nos últimos dois anos nós chegamos mais perto da fase de execução direta. Antes disso, nós só estudamos o sistema: como ele está conectado de forma ideal, ou seja, o sistema dos mundos superiores.

Em essência, o mundo superior e o mundo inferior estão no mesmo lugar. Mas quando estamos divididos, nos referimos ao nosso mundo como o mundo material. Quando nos unimos, sentimos uma realidade diferente, um desenvolvimento harmonioso, conectado por uma única força.

Toda a natureza se torna um organismo, que é chamado de revelação da Força Superior – a única força que se manifesta dentro de nós, uma vez que não pode ser revelada em algum lugar externamente, fora da conexão conosco. Isto significa a revelação do Criador às Suas criaturas, de acordo com a condição de equivalência de forma.

Da Convenção Em Guadalajara, “Um Coração Para Todos”, 17/07/15, “Lição Preparatória”

Trabalho No Mundo Do Criador

Laitman_524_01O Teatro de Um Ator

Pergunta: Se o Criador criou tudo, de que forma se resume o nosso trabalho?

Resposta: Certo, se tudo vem do Criador e Ele faz tudo, se Ele organizou este pequeno teatro, isso significa que nós não existimos como pessoas independentes, mas só nos parece assim?

Eu sinto que existo de acordo com o grau de minha separação do Criador e Sua ocultação; ou o oposto: de acordo com o grau de Sua ocultação, eu desapareço. Eu me torno “transparente”. Eu sinto como tudo passa por mim, e eu mesmo não existo.

Desta forma, eu só existo porque o Criador está oculto. Assim, como Ele pode ser revelado? A criação simplesmente desapareceria. Não haveria nada que realmente existisse além Dele, e, apesar de tudo, de acordo com o plano da criação, eu posso adquirir independência e descobrir o Criador com a condição de que, antes desta revelação, eu atue como Ele. Em outras palavras, eu adquiro características particulares do Criador graças às quais Ele pode ser revelado sem me apagar da imagem do mundo, e então eu e Ele nos tornamos um.

Eu Sou Independente. Nós Estamos Unidos

Agora, eu devo agradecer muito pela ocultação, pois somente por meio dela posso adquirir as características, pensamentos, desejos e ações do Criador. Dentro da ocultação, eu quero que eles sejam revelados em mim, nasçam em mim.

Desta forma, o Criador pode ser revelado. Isso vai acontecer de acordo com a lei de equivalência de forma. Neste caso, eu não O apago da imagem. Ao contrário, Ele é revelado desta maneira, e eu não sou apagado. Eu existo independentemente, e, ao mesmo tempo, Ele e eu estamos mutuamente conectados, semelhantes, aderidos. Pode até ser com uma característica singular, mas nós estamos aderidos.

Esta ação deve ser executada com cada um de nossos desejos, de modo que assemelhar-se ao Criador é uma seleção inteiramente grande, interna da pessoa, em mente e coração, no pensamento e no desejo. Isto é o que ainda está por vir para nós.

Atrás do Amigo, o Criador

Nós alcançamos isso com a ajuda da Cabalá quando implementamos o estudo, a base teórica dentro de um grupo, num grupo de dez. Nós nos reunimos e tentamos ficar juntos. Nós nos completamos. Nós concordamos com o outro. Outra maneira de dizer isso é que eu preciso construir uma relação mútua com o amigo que é idêntica àquela com o Criador.

Através deste exercício, nós desenvolvemos a abordagem correta dentro de nós, e os nossos esforços no trabalho com os amigos atraem a Luz que Corrige.

Eu tento me comportar com os amigos como faço com o Criador, como se Ele estivesse atrás de cada um deles, como se só parecesse para mim que é um amigo, mas, na verdade, “Não há outro além Dele”, e através dos amigos eu demonstro e mostro diferentes formas de comportamento a cada instante. No entanto, eu removo essas coberturas e digo que tudo é para melhor. Eu devo superá-los, subir acima deles. Eu preciso me relacionar com o Criador como amoroso e amado.

Se eu faço esse esforço e tento, eu desperto a Luz que Reforma, e ela me corrige, corrige as minhas características, para que elas realmente sejam como as Suas, e dentro delas, eu vou ser como o Criador.

Teoria Carece de Poder

Nós precisamos pensar nisso e tentar implementá-lo depois disso. A principal coisa é especificamente a realização e implementação. Acreditem em mim; é possível ler e falar sobre isso durante anos sem entender nada por causa da falta de implementação.

A sabedoria da Cabalá é uma sabedoria prática, e assim está escrito: “… faremos e ouviremos” (Êxodo 24:7). Faremos isso ativamente, e depois entenderemos. Em outras palavras, vamos adquirir a característica de Bina (Inteligência) e sentir o que ela está falando.

Da Lição Diária de Cabalá 22/07/15, Shamati # 241

Um Jogo Que Se Torna Nossa Vida

laitman_527Pergunta: Por que uma criança joga com tanta naturalidade e sinceridade enquanto que para um adulto um jogo é uma mentira?

Resposta: É porque nós, adultos, nos acostumamos a viver numa mentira: a nossa vida é uma mentira e o jogo é uma mentira. Não é um crime, mas simplesmente a nossa natureza. Um jogo é sempre uma mentira e nunca a verdade, porque, afinal de contas, não jogo como eu sou, mas alguém que eu gostaria de ser.

Nós não seríamos capazes de avançar sem jogos. As crianças percebem um jogo como a verdade absoluta e, portanto, se desenvolvem e crescem. Se nós participássemos incondicionalmente de um jogo, como crianças, nós não conseguiríamos deixá-lo e ficaríamos nele.

Esta é realmente a ferramenta que a sabedoria da Cabalá usa. Disseram-me: “É preciso amar os outros, e neste amor você começará a sentir o Criador! Aqui, você tem um grupo que é feito de dez pessoas; comecem a estabelecer tais relações entre vocês, fingindo que cada um ama o outro. Vocês têm que criar uma atmosfera entre vocês para que cada um desapareça nele e derreta em seu amor pelos outros”.

Eu represento esse amor uma e outra vez, retornando a ele mil vezes a cada dia até que estou incorporado nele a tal ponto que me derreto nesse amor e conexão. Então eu posso alcançar a revelação do Criador.

Ao ser incorporado no amor, eu sou incorporado no Criador. Isso deixa de ser um jogo e torna-se o jogo da minha vida. Mas primeiro eu o jogo artificialmente: finjo que amo os amigos e me anulo diante deles sem qualquer desejo de fazer isso. Eu me forço e me convenço de que tenho que representar esse amor, embora não o sinta.

Mas, de repente, eu sinto uma sensação calorosa. Os outros me influenciam dando um exemplo para mim com sua alegada atitude amorosa; eu vejo que eles são leais a esse amor e me sinto envergonhado de não poder devolver o mesmo amor a eles. Eu me critico e repreendo uma e outra vez, e mais uma vez me forço a amar os outros.

Mas quando eu me anulo dessa forma, de repente começo a ver como todos os objetos corpóreos ao meu redor começam a desaparecer: a mesa, as cadeiras e as paredes. Todos desaparecem da minha percepção e só uma coisa permanece: o amor que eu sinto. Eu também desapareço. Eu me torno escravo deste sentimento de amor, e não há mais nada, exceto aquela sensação que é externa a mim, já que o meu “eu” desaparece.

O meu “eu” é o meu ego, que desaparece, e eu começo a sentir como a força superior, o Criador, preenche tudo. É porque eu me anulei e agora posso senti-Lo. Eu anulei o meu egoísmo e recebi o atributo da força superior, o atributo de doação, e este é o verdadeiro jogo.

De KabTV “Os Capítulos da Torá com Shmuel Vilozni” 02/02/15

Uma Tempestade Na Alma

Laitman_514_04Pergunta: De que depende o sucesso: da conexão interna entre nós, dos sofrimentos que o mundo vai passar, ou da nossa rápida disseminação?

Resposta: Dez anos de sofrimento em toda a nação não aproximarão tanto a Luz Superior quanto um dia de disseminação e algumas lições matinais, mesmo dez anos de sofrimento em toda a nação! Porque sofrimentos que vêm do lado do vaso não são esclarecidos, não calculados; é semelhante a um animal que urra de dor e não sabe o que fazer.

As pessoas não têm conexão consciente com o Criador. Portanto, isso não pode ser comparado à lição que, às vezes, desperta uma oração, um pedido, um anseio. Isso é assim relativo à disseminação, isto é, perceber do que está faltando, que falta apenas a intenção a fim de doar. Portanto, a disseminação é o meio mais eficiente para a correção; os sofrimentos nos orientam. Mas a questão é, para que serve todo esse sofrimento? Do que você está sofrendo?

Comentário: Eu sofro porque me sinto mal.

Resposta: Isso significa que você sofre com o vazio nos desejos mais corporais e comuns: comida, família, dinheiro, honra e conhecimento. Isso ainda está na forma comum dos sofrimentos. O Criador envia-lhe problemas e você chora. Ele coloca mais pressão, e você chora mais alto, se ele coloca menos pressão, você chora menos. Se Ele faz cócegas em você, você começa a rir. Tudo isso é uma ação direta da conduta superior. Onde está a sua reação correta aqui? Você não deve pensar em seus sentimentos dentro do desejo, mas acima disso, onde você constrói a sua Rosh ha Partzuf (cabeça do Partzuf).

O grupo precisa nos permear com a deficiência espiritual, a necessidade de sair do desejo de receber e passar para doação. Se os amigos começassem dizendo agora sobre um perigo iminente, sobre uma tempestade ou uma tempestade feroz que explodirá tudo, que ela está a caminho e transformará tudo num deserto, você ficaria frenético, com medo e preocupação. Você estaria cheio de medo por causa disso; então. por que não eles podem transferir a você pelo menos uma pequena parte desta preocupação a respeito da espiritualidade? Eles devem fazê-lo.

Mas eles são preguiçosos. Portanto, você precisa pagá-los, fazer tudo o que é necessário no grupo. Desta maneira, cada um vai ajudar o outro. Mas se você só esperar que a deficiência pela espiritualidade seja despertada em você e para que ela se torne um desejo dirigido, isso nunca vai acontecer. Através do grupo você sai do ponto bestial egoísta e imediatamente sobe para a rede de forças que já é espiritual. Mesmo que não seja corrigida, é egoísta, “não em prol Dele” (Lo Lishma), já é uma rede, e isso é o principal.

Nós não recebemos bastante pressão do grupo; esse é todo o problema. Outra reunião de amigos (Yeshivat Haverim) e mais outra, isso é apenas mecânico e não vai ajudar. Rabash não nos permitia ter mais de uma Yeshivat Haverim por semana. Tudo depende de uma penetração interna mais profunda, dentro do domínio das intenções.

Da 3ª parte da Lição Diária de CabaláEscritos do Baal HaSulam