Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Conquista Espiritual Da Terra De Israel

Quando o povo judeu entrou na terra de Israel, eles tiveram que lutar continuamente contra os seus desejos egoístas. A primeira coisa que devemos esperar é um período muito longo de conquista da terra, o que significa lutar uma guerra interna entre nós e dentro de cada um de nós.

Grande hostilidade e ódio aparecem entre nós que estão em oposição ao nosso desejo de nos unirmos a fim de receber a Luz de Hochma que brilha na terra de Israel.

Se não podemos receber essa luz, ela vai operar e nos afetar negativamente, invocando problemas diferentes e ódio para com todos, incluindo os nossos amigos e irmãos com quem tivemos boas relações até a alguns dias.

No deserto, no nível de Bina, fomos um todo. De repente, começamos a cair em um abismo escuro e infinito, chamado de “a terra de Israel”. Para onde fomos trazidos? [Leia mais →]

Um Grama De Correção

laitman_528_04Pergunta: O que deve acontecer para se criar um novo Kli (vaso) numa pessoa acima de seus desejos atuais?

Resposta: Para isso, primeiro há a necessidade de apoio, que pode ser obtido graças ao grupo, o professor, o estudo e a disseminação.

A submissão é o primeiro e principal ato com respeito ao Criador sobre o qual, depois, todo o resto é construído. Afinal, o nosso desejo é egoísta, por isso a primeira ação deve ser a submissão do ego. Alguém que está pronto para isso tenta implementar o que o grupo precisa e o que o professor pede, ser estimulado pela aprendizagem e investir-se na disseminação.

O principal trabalho aqui é o esclarecimento pela emoção e o intelecto. Afinal, pode ser que uma pessoa realize muitas ações físicas, mas não faça qualquer cálculo nelas, ou o contrário, todos os dias faça vários cálculos, mas não percebe nada. Estes cálculos não valem nada. É apenas filosofia.

Tudo começa com a submissão, porque sem a submissão do ego, e do intelecto que o serve, é impossível começar a trabalhar nisso. Eu devo tirar o meu desejo de receber para fora, estudá-lo e subjuga-lo. A submissão é a primeira atividade no caminho para a adesão. Afinal, com o desejo que está em mim agora, eu não vou ser capaz de chegar mais perto do Criador de forma alguma.

Então, eu o dobro, critico, e esclareço com qual parte é possível trabalhar e com qual parte não é possível. Eu não tenho nada além de um desejo de receber, assim que começo a aprender como é possível alterá-lo, em que as direções. Por exemplo, eu me aproximo dos amigos, embora não sinta nada, mas entendo que devo fazer isso.

Graças a isso, através da implementação de mudanças no meu estado anterior e fazendo-me avançar um pouco, eu corrijo minha atitude. Eu me sacrifiquei. Eu ajudei os amigos. Eu realizei o conselho do professor. Eu passei do estado F1 para o estado F2. Mesmo que estes dois estados estejam dentro do meu ego, existe uma diferença entre eles, um delta devido à minha mudança. Eu posso aprender com o exemplo da mudança que fiz e os resultados que foram recebidos usando isso como o primeiro tijolo na construção de minha anulação do ego.

Eu já tenho alguma coisa em minhas mãos. O estado que alcancei é melhor do que o estado anterior, e assim que eu o chamo de “noiva agradável e gentil” (Talmud Babyli, Ketubot 16b). Eu recebi um Kli maior e mais bonito, e assim Beit Hillel (a escola de Hillel) não me força a mentir. Ela só me mostra que depende de mim atingir esse estado.

Beit Shamai fala sobre a situação atual, enquanto Beit Hillel fala sobre um estado desejado, mas um que vai acontecer no final. Quando eu o alcanço, o estado F2 se torna o principal estado para mim. Esse estado precisa de mais trabalho, de modo que o estado F2 de Beit Hillel se tornará realista. É o ponto de vista de Beit Shamai a partir do qual eu esclareço o estado desejado F3 de Beit Hillel. É assim que eu continuo e avanço ainda mais.

No entanto, primeiro eu uso o delta entre os estados F1 e F2 como unidade de medida: um milímetro, um centímetro e um grama de correção. Eu o utilizo como modelo, como um padrão, uma escala de medição, e armado com isso, posso avançar.

Pergunta: O que deve ser feito para avançar do estado F1 para o estado F2?

Resposta: É preciso ver os dois estados do ponto de vista de Beit Shamai e do ponto de vista de Beit Hillel, “uma noiva bonita como ela é” e, simultaneamente, “uma noiva agradável e gentil”. No entanto, a pessoa em si não tem nenhuma chance de ver o estado F2 ou seu propósito; ela recebe um professor e os livros, a quem ela deve ouvir. Ela deve aceitar o que é dito pelo professor como verdade, e o professor diz: “Não há outro além Dele”, “o Bom que faz o bem”.

Se ela vê a noiva apenas como pouco atraente como ela é, então é necessário continuar a trabalhar em grupo, estudar e disseminar. Respeitar o professor significa realizar o que ele aconselha a respeito de seu avanço. Isto significa a realização de atividades e esperar por uma resposta da Luz, semelhante a uma noiva que deve se preparar, e só então o noivo chega. As ações corretas irão necessariamente causar uma resposta da Luz Superior.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/03/14

Equipado Com Uma Intenção

Laitman_065Pergunta: Como podemos nos unir se a brecha entre as diferentes correntes e setores parece impossível de atravessar?

Resposta: Essa é a forma como deve ser no fim do exílio. Isso não me surpreende. Chegamos a este estado como resultado de eras de evolução. O mundo moderno é o nível avançado da evolução do nosso ego. É bom porque o ego é revelado em sua forma clara e específica a este nível. A única coisa que falta é o reconhecimento do mal: nós temos que entender que nos sentimos mal precisamente porque o nosso ego nos mostra que ele é a fonte de todo mal.

Nós ainda não temos esse reconhecimento, o que significa que não devemos apenas sofrer porque nos sentimos mal, mas precisamos descobrir a razão para esse mal. No momento nós não associamos a divisão entre nós com uma escalada militar em algum lugar no mundo, com demonstrações, com os problemas que surgem o tempo todo, e com o aumento do custo de vida. Nós não associamos tudo isso com o nosso ego, e, portanto, ainda não temos o reconhecimento do mal e simplesmente nos sentimos mal.

Temos que trabalhar nisso e explicar que, na verdade, a falta de conexão entre nós é a fonte de toda forma de mal e que a correção também reside na mesma causa: a renovação da conexão entre nós.

A própria humanidade nunca será capaz de descobrir essa dependência e que a falta de conexão entre as pessoas tem um efeito destrutivo sobre a natureza e a ecologia. Nós podemos convencer as pessoas de que a separação tem uma má influência sobre a sociedade e leva a quebras entre os setores religiosos e não religiosos, entre o rico e o pobre, entre diferentes correntes; ela também leva a problemas nos sistemas educacionais, mas tudo isso pertence ao nível humano. Quando falamos do efeito nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza torna-se difícil explicar isso.

As pessoas têm que passar por aflições terríveis antes que possam ver a conexão entre essas coisas. Portanto, é nossa obrigação disseminar a sabedoria da Cabalá, e Baal HaSulam diz que o tempo para isso chegou.

Pergunta: Será que podemos convencer as pessoas definindo um exemplo pessoal para elas, mostrando-lhes os bons resultados que o estudo da Cabalá pode trazer?

Resposta: Eu não acho que isso vai ajudar, mesmo que corramos e demonstremos belos exemplos da conexão entre as pessoas. Nosso principal trabalho é usar a nossa intenção. Nós temos que realizar ações, mas acima de tudo temos que nos concentrar em nossa intenção e não procurar soluções além da educação integral.

Eu não acho que seremos capazes de fazer qualquer progresso através de nossas ações. As ações são importantes, mas elas acontecem por conta da Luz Superior que opera de acordo com a nossa intenção. A própria ação na qual a intenção é baseada não é tão importante. Nós simplesmente temos que utilizar todas as opções que se abrem desde cima.

Nós estamos nos aproximando da intenção correta o tempo todo – tudo isso é nosso trabalho. Consequentemente, nós atraímos a Luz e não precisamos de mais nada, exceto da Luz. Não estou armado com uma pistola ou uma lança, mas apenas com a intenção que eu tenho que usar a fim de atrair a Luz.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Ouvir Os Conselhos Dos Cabalistas

laitman_227Pergunta: Será que a pessoa tem uma alma?

Resposta: Nós temos que criar a alma dentro de nós. A alma é a conexão mútua entre nós, ou seja, a complementação dos corações. Se nós alcançarmos pelo menos uma conexão mútua parcial, vamos sentir o próximo estado superior dentro dela. Portanto, “Ama o próximo como a ti mesmo” é a principal lei da Torá.

Pergunta: Será que isso significa que os valores espirituais e atributos mentais são palavras vazias?

Resposta: Esses conceitos são típicos do nível do nosso mundo e servem apenas para estabelecer alguma forma agradável de comunicação entre nós e nada mais que isso.

A fim de me chamar uma criatura espiritual, ou seja, uma criatura que tem uma mente superior e não apenas uma criatura que pode criar a próxima geração e ferir os outros, nós precisamos fazer esforços internos estudando a sabedoria da Cabalá.

Não há nenhum outro método como esse, porque todos os outros métodos resultam do pensamento humano, ao passo que a sabedoria da Cabalá resulta da revelação do sistema superior, da Providência superior.

Pergunta: Isso significa que você sugere que nós nos livremos dos maiores filósofos da história humana que compuseram ideias provenientes de sua própria mente?

Resposta: Não, a sabedoria da Cabalá se refere à ciência com grande respeito, mas a verdadeira ciência. Se você se refere à filosofia, então, como um doutor em filosofia, eu acredito que ela não é uma ciência, porque a filosofia não explorar a natureza e não pode pretender trazer a verdade, porque trata-se apenas de especulações decorrentes da imaginação humana. De qualquer maneira, todos se relacionam com ela hoje.

Pergunta: Nós podemos dizer, que se ouvíssemos o que os Cabalistas dizem, poderíamos evitar diversas catástrofes naturais?

Resposta: Se as pessoas tivessem ouvido os Cabalistas, tudo teria sido diferente há muito tempo. No entanto, quando começamos a ler e a cumprir a regra “Ama o próximo como a ti mesmo”, todos imediatamente viram as costas. Quando você usa palavras bonitas e diz coisas que não entendemos, sentimos que você está pedindo que façamos coisas que são impossíveis de fazer.

As pessoas não entendem que essa é a lei geral da natureza, a harmonia para onde a natureza vai nos levar de qualquer forma, mas pelo caminho do sofrimento. Nós, por outro lado, devemos entender e perceber que podemos avançar em ações positivas e evitar diferentes crises.

De uma Entrevista na RTN, Nova Iorque, 21/07/15

Tornar-se Um Exemplo De Bondade E Amor

laitman_938_02Congresso em Guadalajara “Um Coração para Todos”

Pergunta: O que nós temos que corrigir primeiro: nós mesmos ou o ambiente?

Resposta: É uma questão muito complexa. Eu não posso me corrigir sem o ambiente, e não posso corrigir o ambiente até que eu me corrija. Na medida em que eu me corrijo, eu vejo que o ambiente já está corrigido e só preciso estar me corrigindo, e isso é o que cada um de nós sente.

Em essência, nós estamos numa realidade perfeita que não tem falhas. Só dentro de nós há uma sensação de que nos sentimos mal, que somos falhos e divididos. Mas quando revelamos a realidade, o ambiente e o mundo verdadeiros, nós descobrimos um mundo superior, em vez do atual. Então vemos que além da nossa percepção da realidade, nada mais tinha que ser corrigido.

Acontece que eu existia numa realidade perfeita o tempo todo, e era só na minha percepção não corrigida que ela parecia quebrada, porque eu mesmo estava quebrado. Minhas propriedades estavam corrompidas e, portanto, eu julgava tudo de acordo com as minhas próprias falhas.

Portanto, a pessoa deve entender que só ela está corrompida e todo mundo está corrigido. Mas ela só pode se corrigir se ela se conectar a todos os outros no caminho certo ao ensinar a todos como se unir corretamente.

Todas as outras pessoas que estão fora dela são partes quebradas de sua própria alma. Portanto, o trabalho da nossa correção vai em duas direções: de si mesmo para fora e de volta.

De fato, não há nenhum vício em qualquer pessoa ou na humanidade como um todo. Apenas as conexões entre nós estão corrompidas e é só aí que devemos concentrar nossos esforços: na correção não do próprio ser humano, mas da sua relação com os outros. Se nós alcançamos uma boa conexão em algum grupo, revelamos um mundo superior nela e vemos tudo de forma correta.

A pessoa deve corrigir sua atitude para com os amigos e, através dela, mostrar-lhes um exemplo de como os ama. Não há necessidade de outra coisa senão este exemplo. Se você conseguir isso, vai ver o quanto avança.

Da Convenção de Guadalajara “Um Coração para Todos” 17/07/15, “Lição Preparatória”

Sintonizar-se Às Frequências Mais Elevadas

Laitman_013_03Pergunta: Às vezes, é absolutamente claro para mim que eu sou totalmente dependente de meus sentimentos bons ou ruins. Na verdade, esta é a única coisa que me preocupa, mas eu ouço conselhos de que eu deveria subir acima disso e tentar justificar o Criador, apesar de tudo o que eu sinto. Qual é o meu trabalho se eu vejo que só me preocupo com o que sinto? Como devo me esforçar?

Resposta: Você precisa odiar suas reações ao que está acontecendo.

Comentário: Mas eu digo a mim mesmo que é minha natureza e, portanto, não tenho nenhum controle sobre isso.

Resposta: Esta é uma desculpa verdadeira e simples, mas eu devo atrair até mim a influência de uma natureza diferente que existe na realidade, a influência do Criador, a influência da Luz que está no grupo. Então eu vou sentir até que ponto a minha natureza, que é a de recepção, é oposta à natureza de doação, e depois vou começar a conhecê-la.

Pergunta: Como eu posso despertar a segunda natureza?

Resposta: Através do grupo. Eu estimulo os poderes que me permitem descobrir a natureza de doação pela atitude certa para com o grupo, nas relações entre os amigos que estão conectados em amor mútuo e que falam sobre certo avanço que eu não entendo. Eu olho para eles e não entendo no que eles se envolvem. Eu continuo escutando todos que falam sobre o grupo, a conexão, e sobre as estruturas nós temos que construir.

Eu não entendo para que eles precisam de tudo isso. É verdade que os Cabalistas nos falam sobre isso, mas não explicitamente. É o suficiente. Nós lemos sobre isso e agora podemos ir para outra coisa. Eu ainda não distingo as mudanças internas, e as informações e a interpretação científica das coisas bastam para mim. Mas por que eu preciso me mudar no que diz respeito à sociedade?

Pergunta: Portanto, como eu posso afiar a minha atitude para com o grupo, a fim de ser mais fortemente influenciado por ele?

Resposta: Esta é a razão de vivermos neste mundo. É porque aqui podemos realizar ações na corporeidade e não em nosso desejo. Nós podemos a vergonha corpórea e não a vergonha espiritual.

Eu entro no grupo, e quero ser incorporado nele e permanecer lá. Assim, me disseram que, para permanecer no grupo, eu devo participar em diferentes funções, vir para a lição matinal todos os dias, e assim por diante. Se você não quer, deve sair. Existem regras, e você deve participar do grupo, juntamente com todos os outros. Isso me obriga a ser incorporado, a estar entre os amigos.

Então, goste ou não, eu me encontro num workshop onde todo mundo fala sobre o fato de que devo me ver como pequeno e todos os outros como grandes. Isto é o que é aceito em nosso grupo, e eu sigo os outros e falo no mesmo tom: “Gente, vocês sabem que todo mundo deve abaixar a cabeça diante dos amigos, porque isso é maravilhoso”, e eles também me dizem que isso é maravilhoso!

Ninguém faz nada ainda, mas a Luz que Corrige opera em nós nesse meio tempo e nos transforma. Aos poucos, eu começo a ter uma nova visão que se eu realmente me vejo como pequeno, me beneficiarei grandemente. É, na verdade, ao me anular que vou alcançar o Criador. É por isso que vale a pena.

Este é um incentivo para avançar espiritualmente. Talvez seja um incentivo egoísta privado, mas é um incentivo eficaz. Então, o ambiente, o professor, o estudo e os workshops começam a me afetar de novo. O Criador me envia novas situações e estados cada vez mais avançados, sutis e internos, e eu tenho que separá-los de tempos em tempos, a fim de usá-los corretamente para o meu progresso. Assim, verifica-se que a natureza egoísta não é um obstáculo. Todos nós começamos a partir dela.

Pergunta: Será que essas mudanças ocorrem em mim automaticamente?

Resposta: Essas mudanças ocorrem de acordo com o meu esforço. Se eu não me esforço, não sinto as mudanças. Na verdade, as mudanças ocorrem o tempo todo, mas eu percebo apenas uma pequena parte delas (um milionésimo) e respondo a um milionésimo do que percebo. Quando nós avançamos em nosso mundo, nos tornamos mais sensíveis, sensíveis às alterações.

Todo o mundo espiritual está em frequências espirituais muito altas que não podem ser percebidas. Quando subimos em direção à Luz, transcendemos a frequências muito elevadas que estão acima dos atributos do nosso mundo. Esta é a razão que temos que estar preparados para as rápidas mudanças de estados qualitativos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/02/14, Escritos do Baal HaSulam

O Contraste Entre Luz E Escuridão

laitman_207Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 67: Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a própria interioridade, que é Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é, quando dedica a maior parte dos seus esforços para reforçar e exaltar a própria interioridade, para beneficiar a alma, e dá esforços menores, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo nela, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito (Avot, 1), “Faça a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, ao fazer isso, a pessoa faz os Filhos de Israel subirem na interioridade e também na exterioridade do mundo, e as nações do mundo, que são a exterioridade,  reconhecem e admitem o valor dos Filhos de Israel.

Se nós atribuímos a nós mesmos à parte superior (GE) à parte de Israel na nação de Israel, não temos nenhuma obrigação de nos voltar ao público e disseminar entre aqueles que pertencem ao AHP até subirmos tão alto quanto possível por nossa conexão e unidade, até chegarmos à verdadeira garantia mútua, até que recebamos a Luz que Corrige por essa unidade, que irá realmente nos conectar.

Assim, a iluminação fluirá de nós para o AHP, uma vez que haverá um contraste no vaso geral: não haverá mais Luz em sua parte GE, enquanto na sua parte AHP será exatamente o oposto. No seu conjunto, as nações do mundo reconhecerão a importância dos vasos de doação chamado Israel. Aqueles que são a parte externa serão capazes de reconhecer a parte interna e isso será o resultado direto de nossa correção interna.

Portanto, se nos conectamos e unimos, mesmo aqueles que são contra, que não têm nada a ver com esse trabalho, também recebem uma iluminação disso pelo qual torna-se claro para eles que temos a Luz, enquanto eles estão no escuro.

“E se, Deus nos livre, for o contrário, e um indivíduo de Israel realça e valoriza sua exterioridade, que são as nações do mundo em si, mais do que o Israel interior nele, como está escrito, ‘O estrangeiro, que está no meio de ti, se elevará muito sobre ti, e tu mais baixo descerás’ (Deuteronômio 28: 43), ou seja, a exterioridade nessa pessoa se eleva e sobe, e você mesmo, a interioridade, Israel em você, submerge? Com essas ações, a pessoa faz com que a exterioridade do mundo em geral, as nações do mundo, subam cada vez mais alto e superem Israel, degradando-os ao chão, e os filhos de Israel, a interioridade do mundo, submergem ainda mais”.

As nações do mundo ficam mais forte quando a parte de Israel não funciona adequadamente no vaso. Assim, a escuridão se torna espessa, os filhos de Israel caem de seu nível, e a exterioridade neles supera a interioridade até que as forças destrutivas os esmagam e humilham totalmente …

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/2/14, Escritos de Baal HaSulam

Nascimento De Um Grupo Único

laitman_938_03Pergunta: O que você quer dizer com o termo “grupo”? São as pessoas que estão ao nosso redor o tempo todo: a família e os amigos?

Resposta: Grupo é uma associação de pessoas que têm uma meta, um objetivo. Elas eliminam qualquer tipo de mal-entendido entre elas e agem como um único punho, cujos dedos são diferentes, mas conectados entre si numa única força unificada.

Além disto, o nosso grupo deve possuir uma característica particular. Se eles têm um objetivo comum, eles se reúnem para criar uma força para alcançar esse objetivo. Essa força só pode dar Luz, e nós só podemos obter a Luz necessária para o avanço com a ajuda do Arvut (garantia mútua).

Isto significa que quando eu pego os desejos de alguém e quero corrigir e satisfazê-los, eu sou como a Luz, ela brilha dentro de mim e eu estou incluído num grupo como uma fonte de Luz, embora eu esteja recebendo-a de uma estação de energia superior, porque quero dar satisfação aos outros.

Se todos nós agirmos assim, nos tornamos conectados através do Arvut mútuo e avançamos rumo a um objetivo comum. Em todos os níveis do nosso crescente avanço espiritual nós obtemos mais Luz, que nos conecta com mais força e nós avançamos para a frente. Isto é o que se chama grupo.

Eu acho que nós já começamos essa ação e realmente começamos a sentir que a base para nosso sucesso depende disso. Antes, algumas pessoas entendiam isso e outras nem tanto. Agora nós “penteamos” a todos com um único pente, de um tamanho único, um único estilo. Agora todos nós endireitamos a linha, sabemos e entendemos a mesma coisa. Isto é muito importante, porque agora todo mundo terá uma compreensão idêntica do material e do objetivo do movimento.

Este era o maior problema para todos, porque há muitos grupos entre nós que estão distantes entre si, e por um lado, isso criou uma grande oportunidade potencial para o avanço, mas, por outro lado, todos os grupos estavam em diferentes níveis e não se entendiam.

Mas agora nós estamos fazendo isso por um único todo e realmente nos tornamos um grande grupo.

Da Lição Diária de Cabala 07/02/14, Escritos do Rabash

A Causa Do Antissemitismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo judeu faz um monte de coisas boas e boas ações. Mas eu vejo que os não-judeus veem isso negativamente e, em vez de nos ver como bons, nos veem como maus. Por Quê?

Resposta: Que bem nós, as pessoas mais inteligentes e mais educados, fizemos pelo mundo? Será que realizamos nossa missão de ser a luz para as nações? Por que elas deveriam nos amar?

A humanidade sente intuitivamente que trazemos prejuízos e ódio no mundo. Não podemos imaginar como isso poderia ser possível, portanto perguntamos: “O que estamos fazendo de errado? Nós não desejamos mal a ninguém! Por que todos nos odeiam e não as pessoas que procuram destruir os outros? Por quê?” Comecem a investigar isso e tentem encontrar a verdadeira causa desse fenômeno.

Por que a Coreia do Norte, com quem nunca tivemos qualquer relacionamento, mantém o primeiro lugar no mundo para o antissemitismo? Por que tanto ódio?

Porque o antissemitismo existe na natureza, é sua lei, e não há nada que possamos fazer sobre isso. Nenhuma quantidade de lógica nos ajudará. Se este fenômeno tem sido observado por milhares de anos, nós devemos leva-lo a sério, e não no nível dos sentimentos. Nós temos que chegar ao fundo da razão por que ocupamos um lugar na natureza e o resto do mundo outro.

Eu tenho estudado as leis da natureza nos últimos 40 anos. Antes disso, a minha especialidade era biocibernética. Mas, ao longo destes 40 anos, eu tenho percebido que a unidade é a base principal que existe em toda a natureza, e não há nada que se possa fazer sobre isso, porque não podemos ir contra uma lei da natureza.

Abraão não era judeu, mas um antigo babilônico que adorava ídolos. Mas ansiando em entender por que havia tal desconexão em sua sociedade, ele revelou que, na natureza, há uma lei de unidade e que a humanidade precisa chegar à unificação. Toda a natureza se esforça pela unidade dentro de si desde o momento do Big Bang até a correção final, e tendo revelado esta lei, Abraão começou a ensiná-la a qualquer um que quisesse aprender.

As pessoas mais sensíveis, desenvolvidas e responsivas se juntaram a ele. Com elas, ele saiu da Babilônia. Eles começaram a se chamar Yehudim, da palavra “Yichud” (unidade) ou Ivrim da palavra “Laavor” (atravessar).

Antes da destruição do Segundo Templo, este grupo cumpriu sua missão. Mas, desde o momento em que o último exílio surgiu, eles não têm cumprido. E até nos reunirmos e entendermos a nossa missão, até agarrá-la e anunciá-la ao mundo inteiro, não podemos esperar nada de bom.

Porque, em última análise, todos os babilônios, ou seja, toda a humanidade, devem chegar à unificação. E somos nós que temos que trazer esta unidade para o mundo.

De uma Palestra Pública em Nova Iorque, 20/07/15

Sodoma, Egito E A Terra De Canaã

Midrash Raba, “Beshalach”: Os filhos de Israel agora acampam em Cades, nordeste da terra de Israel. Eles sabiam que iriam subir a montanha na fronteira da terra de Israel. Animados, empurrando uns aos outros, correram para Moisés com o seu pedido: vamos enviar os espiões à frente, de modo que eles explorarão e verificarão a terra; eles aconselhar-nos-ão o caminho que devemos seguir e dir-nos-ão quais cidades seriam facilmente conquistadas; de modo que devemos saber quem atacar primeiro. Mas, claro, eles não tinham necessidade de espiões, porque a coluna de nuvem se movia diante deles. Esta é a razão que eles tinham que pensar em desculpas diferentes, a fim de convencer a Moisés a enviar os espiões.

Os filhos de Israel exigiram que Moisés enviasse os espiões para a terra de Israel, o que significa que não tinham fé no pilar de nuvem, a nuvem de glória, que os guiou no deserto. Mas agora havia chegado o momento de lutar contra os fortes desejos egoístas na terra de Israel, e somente se as pessoas os superarem adquirirão o nível espiritual, que é a terra de Israel. [Leia mais →]