Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Encerrados No Universo

laitman_739Um Cabalista é um cientista que investiga as nossas vidas, este mundo, a realidade em que nos encontramos. No entanto, ele a investiga com ferramentas especiais, com novos sentidos desenvolvidos dentro dele. Entretanto, não temos sentidos como estes, com os quais seria possível descobrir o mundo superior que agora está oculto de nós.

Este sexto sentido é a sensação do poder superior, amor e doação, que não possuímos agora. Nós sentimos o nosso mundo através do nosso ego com os cinco sentidos corporais.

Nosso desejo egoísta quer saber, entender e sentir a realidade em que estamos. Uma abordagem como essa nos encerra em algum tipo de esfera fechada, este universo.

O universo só parece gigantesco para nós, mas, na verdade, não é nada em comparação com o mundo que se encontra além dos seus limites. Nós precisamos sair dessa esfera e sentir a realidade que está fora de nós. Para isso, precisamos de um sentido adicional baseado na doação.

Agora, nós só temos sentidos de recepção, de modo que atraímos tudo para nós e somos limitados apenas por este mundo físico. Nós chamamos tudo o que é descoberto através dos cinco sentidos corpóreos de mundo em que vivemos, mas este mundo nos é dado apenas para que durante esta vida nós transcendamos seus limites para um mundo superior, mais externo e extenso. Como podemos sair se atraímos tudo para nós internamente? Portanto, precisamos desenvolver o sentido de doação, em vez do sentido de recepção. Este novo sentido de doação nos leva para fora da nossa esfera física.

A sabedoria da Cabalá é projetada para desenvolver na pessoa o desejo de doar, de amar, para dar-lhe a sensação do mundo exterior. É assim que ela descobre que existe outra realidade que está bem próxima de nós, mas é revelada somente através de uma nova abordagem: de si mesmo para fora.

Portanto, foi escrito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é a grande regra geral da Torá, pois indica que característica nós devemos desenvolver em nós para sentirmos o mundo superior, o poder superior.

Continua…

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 16/08/15

Um Pobre Que É Rico E Um Bilionário Que É Pobre

laitman_285_01Pergunta: Eu sempre ouvi que o Criador é o bom que faz o bem, mas, por enquanto, eu não sinto isso. Então, como posso ser feliz?

Resposta: Nós estamos acostumados a ser felizes quando sentimos que ganhamos. Se o ego ganha a cada momento, se é confortável, bom, quente e agradável para mim, o dinheiro escorre na minha conta, “Um centavo e outro centavo acumulam numa grande soma” (Baba Batra 9b), e eu desfruto. Graças a Deus tudo está bem, em breve vou tirar umas férias, velejar num navio de luxo, no Shabat meu time de futebol favorito vai jogar; há algo para desfrutar em vida!

Isto é o que chamamos de “prazer”, mas isto é alegria agora ou no futuro dentro do desejo de receber. Assim é como vivemos. Se eu não sentir alegria no presente ou no futuro, estou pronto para morrer. Uma pessoa não é capaz de existir sem alegria, se não for agora, então, pelo menos, com a esperança de uma alegria futura. Caso contrário, “é melhor para eu morrer do que viver” (Jonas 4:3).

Agora a pergunta é feita: como podemos ser felizes numa situação onde realmente queremos a revelação espiritual, mas não a temos? Se no momento não a temos, então tudo depende da esperança do futuro; eu estou confiante de que, finalmente, vou tê-la? É claro que no presente eu não tenho nada! “Um juiz só tem o que seus olhos veem” (Sinedrin 6b), e eu vejo que ainda não descobri o mundo espiritual, não o entendo e não o sinto.

Mas eu estou certo de que vou descobri-lo? Se eu estou num grupo e o grupo me irradia confiança de que estamos indo em direção à revelação e vamos alcançá-la, então eu serei feliz! Os amigos me dão a confiança de que seremos bem sucedidos. Sem isso, eu não vou ter sucesso no avanço; sim, eu vou simplesmente dormir o dia todo para não sofrer, porque no momento não tenho nenhuma alegria e também não a espero no futuro. É impossível morrer, e o que resta é apenas dormir, pelo menos não sentir nada.

Isso é exatamente o que acontece com uma pessoa. isto é natural; não há nada a fazer a respeito. A questão é como vamos lidar com isso? Como é possível estimular o ambiente para que ele nos influencie e sejamos felizes e cheios de energia? Para isso depende de nós apreciar os amigos e estar conectados com eles. Além disso, devemos despertar junto a Luz que Reforma para que ela nos estimule o tempo todo e nos proporcione emoção. Assim eu não serei apenas animado com as palavras das pessoas, mas vou receber iluminação de cima através delas.

Esta iluminação é chamada de “fé”. A fé é o poder que eu investo sem receber nada em troca. Parece que isso é impossível, mas a Luz vai me influenciar e vai me dar a possibilidade de fazer isso. Isso é chamado de “fé acima da razão”. De acordo com minha natureza, eu não estou pronto para doar sem receber nada em troca! Mas se a Luz me der uma característica como essa, eu posso. Então a minha felicidade não estará vinculada à satisfação dentro dos meus Kelim. Como se diz: “Quem é rico? É o que está feliz com sua sorte” (Pirkei Avot 4:1).

E qual é a sua sorte? Ele não tem nada! Mas está feliz. Talvez ele seja louco ou estúpido? Não, ele é realmente a pessoa mais rica e feliz! Os ricos não se sentem felizes porque estão buscando uma riqueza ainda maior o tempo todo, e não são “o que está feliz com sua sorte”. Isso é chamado sentir-se rico e feliz. Ele não precisa de nada mais; imagine que maravilhoso é este sentimento. Mesmo os bilionários não se sentem desta forma, porque querem mais e mais dinheiro. Eles são as pessoas mais pobres de todas! Se uma pessoa comum não têm mil dólares, eles não têm milhões, bilhões. Então, qual de nós é mais pobre, quem precisa de mais? Isso significa que tudo depende do ambiente e da iluminação da Ohr Makif (Luz Circundante).

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/14, Escritos do Baal HaSulam

O Que É Possível Pedir Ao Misericordioso E Compassivo?

laitman_239Pergunta: Chegar à oração, esse é o trabalho individual de uma pessoa ou o trabalho de todo o grupo?

Resposta: Claro que é o trabalho compartilhado de todos nós. De onde é que eu recebo a força para isso? Se eu não me identifico com a tristeza da comunidade, não seria capaz de chegar à oração.

Caso contrário, eu vou gritar por mim, mas para isso não irei receber uma resposta de cima. Eu devo transmitir ao Elyon (Superior) o pedido dos outros, a Oração de Muitos. É chamado assim porque eu grito pelos muitos, e não porque muitas pessoas gritam.

Os “muitos” são os meus próprios desejos que são retratados a mim como estranhos. Eu grito porque quero abordá-los, senti-los como sinto a mim mesmo, alcançar o ama ao próximo como a mim mesmo, e conectar.

Eu não grito por ser ruim para eles e que o Criador precisa ajudá-los, mesmo que esta seja também uma oração, como é dito: “Aquele que ora por seu amigo é atendido primeiro” (Baba Kama 90b). A principal coisa é que quando eu os vejo como partes de mim e estou conectado a eles, conforme estou conectado ao Criador.

Afinal, se eu peço ao Criador para ser misericordioso com eles e resolver os seus problemas, desta forma eu O culpo por abusá-los e penso que Ele é cruel, e estou pedindo a Ele para fazer algo de bom para eles. Mas eu não posso me voltar ao Criador dessa forma e não vou ter equivalência de forma com Ele se eu não decidir que Ele é misericordioso e piedoso.

Assim, uma verdadeira oração não é um pedido que algo de bom deva ser feito aos outros. Como posso pedir ao Criador para fazer algo de bom se Ele também é o bom que faz o bem? Eu Lhe peço para fazer essa correção em nós para que todos nós possamos nos aderir a Ele. Esta é toda a oração, não há nada mais para pedir.

Se eu vejo algo ruim, é porque há uma lacuna; as forças da Shevira (quebra) são descobertas. E a Shevira está dentro de mim, de modo que eu vejo a realidade como sendo tão ruim. Por isso, eu peço que todos nós sejamos capazes de aderir ao Criador e dar-Lhe prazer. Afinal de contas, nós somos tão desprezíveis que não estamos preparados para aceitá-Lo como Ele realmente é: o bom que faz o bem.

Isso significa que nós não Lhe pedimos para fazer o bem para nós, porque em todos os casos nós nos encontramos numa situação ideal para nós. Nós pedimos pela correção da nossa visão e sensação distorcidas, por isso não culpamos o Criador como crianças que gritam: “Mamãe má!”.

Pergunta: Mas o que deve ser feito com uma inclinação ao mal que constantemente proclama que tudo é ruim?

Resposta: A pessoa deve tentar superar sua inclinação ao mal e não destruí-la. Nós precisamos ser superiores estar acima dela, porque os desejos de doação devem estar acima dos desejos de recepção. No entanto, é proibido extinguir os desejos de recepção; pois, assim, os desejos de doação não podem existir.

Sem a Yetser Hará (inclinação ao mal), o que nos resta? A Yetser HaTov (a inclinação ao bem) não pode existir em nós, porque este é o Criador, o desejo de doar. Eu não posso ser a Yetser HaTov; a Yetser HaTov só pode existir dentro de mim na medida em que anda sobre a Yetser Hará.


Yetser Hará me garante a separação do Criador, a independência. E a Yetser HaTov que a controla me dá a forma do Criador. No entanto, eu só posso pedir que a Yetser HaTov domine a Yetser Hará dentro de mim. Somente a Luz Superior pode realizar isso; eu mesmo não sou capaz de fazer. Isso não está em meu poder.

Eu só posso esclarecer que isso é o que é exigido de mim. Eu recebo essa possibilidade como resultado da Shevira, que constrói a conexão entre o desejo de receber e o desejo de doar. Então, eu recebo a capacidade de esclarecer, analisar, diferenciar entre um e outro. A Luz Superior começa a iluminar estes conceitos para mim e eu vejo o que é bom e o que é ruim.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 06/03/14

Vamos Disseminar!

laitman_268_01Pergunta: Como a nossa disseminação desenvolve qualitativamente o nosso desejo?

Resposta: É graças à disseminação que eu me torno aquele que doa. Não há nenhuma outra ação em nosso mundo que possa me tornar semelhante ao Criador, exceto a disseminação.

Eu vou a algum lugar à noite e tenho um workshop lá, uma palestra, falo com as pessoas e, gradualmente, as aproximo, incentivando-as a pensar no sentido da vida, e dizendo-lhes como podemos melhorar nossa vida corpórea.

Nossa vida corpórea é apenas uma desculpa para participar na doação mútua. Afinal, o mundo inteiro é apenas uma desculpa, o motivo interno para começar a construir os relacionamentos certos acima disso. Eu digo às pessoas como nós seremos capazes de nos livrar de todos os nossos problemas graças às relações corretas entre nós.

Elas se preocupam com o que vai acontecer com elas neste mundo. Elas querem que eu lhes faça um desenho do amanhã maravilhoso e eu tenho que desenhar para elas o futuro maravilhoso que teremos se estivermos mais conectados um ao outro. Sem ter outra escolha, é um compromisso com as pessoas, e os meios para melhorar o seu futuro corpóreo, enquanto que para mim a vida corpórea é temporária e só o estímulo, a desculpa, a razão, para ascender aos estados espirituais.

Isto significa que nossos objetivos e meios são opostos aos das pessoas, mas essa é a diferença entre os níveis: para mim este é o estado no nível superior e para elas é diferente no nível inferior. Mas eu percebo seus desejos corporais, e para preenchê-los, eu sugiro que elas estabeleçam melhores relações entre si e as pessoas já começam a pensar em melhorar as relações entre elas uma vez que sem isso nossa vida corpórea não vai melhorar.

Eu uso o seu desejo de corrigir as relações entre todos e, na verdade, as elevo ao meu nível. Do meu nível, eu já elevo esses desejos ao nível das relações entre as pessoas que pertencem ao pensamento da criação e peço que o Criador nos dê o poder para superar os obstáculos de modo que a conexão entre nós cure as feridas dolorosas da humanidade. Afinal, o fato de que elas sentem golpes é um sinal da falta de conexão entre nós. Assim, todo mundo chega a um estado de harmonia. Uma pessoa comum alcança certo nível de conexão com outras e um preenchimento corpóreo. Eu tenho uma chance de doar-lhes e, portanto, de doar ao Criador, e o Criador desfruta! Isto significa que todos esses três níveis avançaram na direção certa. Assim eu intensifico a glória do Criador no mundo.

Então, vamos disseminar! Mas antes, nós nos subjugamos diante dessa ação e aprofundamos os esclarecimentos, a fim de entendermos exatamente:

  • Por que fazemos isso,
  • O que as pessoas querem,
  • Por que temos que absorver seus desejos,
  • Como podemos ter certeza de que vamos dar-lhes uma boa vida apenas se estivermos conectados,
  • Como eu começo a sentir que tenho que levar às pessoas o preenchimento correto,
  • Por que preciso do grupo para fazer isso, pois caso contrário não serei capaz de cumprir o meu papel na disseminação,
  • Como precisamos do Criador nesta questão.

Eu realmente saio às pessoas comuns que se queixam por seus problemas corporais e, finalmente, sinto que sem a ajuda do Criador estou totalmente perdido. As pessoas formatam essa deficiência em mim: a necessidade do Criador! Afinal de contas, eu vejo que não posso dar-lhes nada por mim mesmo se o Criador não me ajudar.

Então nós realmente nos conectamos à força superior pelas pessoas, e, portanto, temos que realmente apreciar o nosso trabalho na disseminação, uma vez que isso realmente nos dá a oportunidade de uma ascensão espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 06/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Onde Está O Meu Verdadeiro “Eu” E Não O Imaginário?

laitman_940Pergunta: Se o Criador controla meu coração e minha mente, como eu posso escolher e mudar de direção?

Resposta: Eu, eu sou apenas uma parte do sistema, algo que está incluído no grupo, e com a ajuda da conexão com ele, sou capaz de participar na oração geral, MAN.

Isto não é o meu corpo e nem os meus atuais sentimentos e mente. Tudo isso não é levado em consideração; assim, este mundo é chamado de “imaginário”. É possível apagar completamente tudo o que sentimos, já que não há nada real nisso. Tudo é fictício. Então, o que me resta? O Reshimo (reminiscência) também não é eu, uma vez que também vem de cima. Somente os meus esforços para ser integrado no grupo são levados em conta, com o objetivo de retornar o sistema de volta ao que era no começo. E isso é chamado de MAN.

Pergunta: Quando eu trabalho no grupo, outros tipos de desejo despertam em mim?

Resposta: Claro que é outro tipo de desejo. Meu desejo de ser integrado no grupo e os esforços que faço, a fim de me conectar com os amigos já é o meu esforço para chegar à doação, já que quando faço isso, eu devo me anular.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 09/03/14

O Que Você Pode Doar Às Pessoas?

laitman_549_01Pergunta: Por que é necessário se conectar com amigos e não basta simplesmente estar envolvido com a disseminação ao público?

Resposta: A nossa disseminação para o público em geral é uma ação que vem de cima para baixo. É necessário ir às pessoas e orientá-las, tornar-se sua cabeça. Mas, para ser sua cabeça, eu devo ser o doador. Como eu posso adquirir a característica de doação se não estou conectado com outros dez, ou cem, ou alguns milhares de pessoas como eu, em condições de igualdade absoluta?

Eu preciso do grupo para adquirir a característica de doação com a qual vou sair para o público em geral. Assim, juntamente com o grupo, eu preciso estar conectado à Luz que Corrige. Sozinho, não sou capaz de estar conectado à Luz. A Luz não doa a cada um separadamente; deve haver dez pessoas de acordo com a estrutura espiritual do Kli. Se não houver dez pessoas, a Luz não terá nada em que ser revestida, em que deve ser aproveitada; ela não terá nada a preencher. É como se um Kli tivesse apenas paredes, mas não a décima Sefira, Malchut, ou seja, não há fundo no Kli. Por isso, é chamado de Tsinor (tubo).

Sem o grupo é impossível atrair a Luz, a força que vai corrigi-lo. O que você pode trazer para o público se não está conectado a um Kli e a Luz que o preenche? Como você pode disseminar, se não tem qualquer conexão com a origem da força? Você pode apenas vender livros ou trabalhar na Internet na disseminação dos artigos e não haverá qualquer problema em substituí-lo por algum trabalhador assalariado que só trabalha por um salário. Porque, se você não tem Luz, o que você pode doar aos outros além de papéis?

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 04/03/14

Arrependimento Que Atrai A Luz

laitman_534Pergunta: Se tudo é feito pela Luz, o que exatamente depende de uma pessoa na conquista do amor ao próximo?

Resposta: A pessoa tem que tentar executar determinadas ações. Nem tudo é determinado pela Luz, também depende da pessoa. Ela tenta, vê e entende que é incapaz de realizá-las, e por isso pede ajuda, grita e discorda. Este é o lugar onde ela participa do processo: no trabalho do grupo sobre a pessoa, e no trabalho da pessoa sobre o grupo.

É verdade que as Luzes movem os vasos, mas a pessoa e o grupo são combinados e também o grupo com o professor, e ainda há o esforço pessoal que a pessoa faz nesta combinação.

Se eu começo a executar diferentes ações no grupo, por exemplo, se realizo tarefas na cozinha, embora não queira, mas faço porque tenho vergonha dos outros, porque quero ser amado e respeitado, isso significa que meus motivos são egoístas.

Caso contrário, eu sinto arrependimento porque fiz isso como resultado do meu ego e não agi por mim mesmo com a intenção de amor e doação. O sentimento de arrependimento vem mais tarde, quando não trabalho mais na cozinha, mas durante o estudo. Essas ações se acumulam: o meu arrependimento por ter agido egoisticamente e também as próprias ações em que o meu ego me ajuda. Isto significa que a inclinação ao mal ajuda a uma pessoa, “O Faraó aproxima os filhos de Israel de nosso pai no céu”.

O fato de que vemos um grande lucro nas ações espirituais e corremos para realizá-las, na expectativa de uma recompensa é, na verdade, graças à inclinação ao mal. Sem ela não poderíamos alcançar nada. Mas, depois, eu me arrependo pelo fato de que fiz tudo para o meu próprio bem e essa tristeza atrai a Luz que Corrige. Estas duas forças agem em nós em completa harmonia, como se diz: “o Criador os criou um oposto ao outro”. E assim chegamos de Lo Lishma, que significa para o meu próprio bem, à Lishma, a fim de doar. As ações são as mesmas ações e apenas a intenção muda.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 04/03/14

Um Contrato Com O Criador Em Seus Termos

laitman_551_0Pergunta: Por que o Baal HaSulam escreve no artigo, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, que em nossa geração nós já não vamos temer um estudante indecente, que tomará a sabedoria da Cabalá e venderá os materiais no mercado para muitas pessoas, mas que não encontrará compradores para esta mercadoria, visto que em seus olhos, eles já tiveram o suficiente?

Resposta: Apesar de tudo, você vê como é difícil disseminar a sabedoria da Cabalá. As pessoas arrancam livros de Cabalá de nossas mãos? Mesmo de graça é difícil distribuí-los. Se fôssemos distribuir panfletos coloridos, eles de bom grado os levariam e até mesmo pagariam por eles. As pessoas estão dispostas a viajar distâncias para orar nos túmulos dos santos, mas não são capazes de investir um pouco de tempo para estudar, a fim de entender a interioridade do que aqueles santos escreveram.

Vender a sabedoria da Cabalá no mercado chama-se procurar maneiras de lucrar com o que pertence à santidade. Vender bênçãos, fitas vermelhas, etc., significa comportar-se de acordo com os desejos do mercado e não de acordo com a verdade, por exemplo, em vez de dar aulas matinais de acordo com textos autênticos, dar palestras noturnas para o público para falar sobre misticismo, reencarnação, a influência da lua e poderes mágicos do homem.

Comentário: Mas nós também disseminamos a sabedoria da Cabalá e a tornamos compatível para o público.

Resposta: Quando nós saímos ao público, temos que nos ajustar aos seus desejos, caso contrário não haverá contato entre nós. Mas isso não quer dizer que nós enganamos as pessoas e lhes vendemos mentiras. Nós estamos falando aqui de baixar o nível, como para uma criança. Afinal de contas, você não mente para uma criança, você só quer ensiná-la. Portanto, você se abaixa e começa a ensiná-la pouco a pouco. Isso é outra coisa. Isso é chamado “educar de acordo com o jeito da juventude”.

Ao disseminar estamos dizendo a eles algo que não é verdade? É verdade que escolhemos coisas interessantes para atrair as pessoas, mas em nossas explicações não há nada que não esteja correto. Nós ensinamos disciplinas espirituais que não têm conexão com a corporeidade. E se isso não estiver conectado à vida corpórea, ninguém se interessa!

A matéria da criação é o desejo, e se uma pessoa não tem necessidade de espiritualidade, é impossível fazê-la se interessar. Ela não tem Kli (vaso, desejo), portanto, não há lugar para a revelação do Criador. Um lugar é uma deficiência. A pessoa precisa esclarecer qual é a sua deficiência verdadeira, quais são suas necessidades e com isso chegar até ela. As pessoas querem dinheiro, segurança e educação. A pessoa deve chegar a elas de acordo com esses assuntos.

Não importa de que maneira o Criador apresenta o nosso problema. Eu preciso trabalhar de acordo com as condições que Ele me deu. Para mim, estas são as melhores e mais perfeitas condições para atingir a meta. Esse é o ponto principal. Eu aceito, como dado, que o Criador criou essas condições para mim. Se eu começo a trabalhar na fábrica, eu não reclamo com o patrão por que ele não estabeleceu condições de trabalho para mim de acordo com a maneira como eu as quero e por que a fábrica não foi construída na praia. Eu venho trabalhar e aceito todas as condições e concordo com o salário.

Assim, não importa se a disseminação progride com mais dificuldade ou facilidade. Eu só preciso aceitar o campo de trabalho de uma forma mais correta. Preciso esclarecer as deficiências de uma forma mais correta, encontrar um sistema melhor, a fim de transformar as pessoas, corrigir, ajustar e mudar a mim mesmo, a fim de abordar essa tarefa de uma maneira melhor. Esta é a única coisa com que eu preciso me preocupar: aceitar todos os dados e me ajustar a eles.

No momento em que eu consigo me ajustar às pessoas, uma conexão é imediatamente criada entre nós, como entre uma flecha e uma tomada. De repente eu descubro que sou exatamente apto para a tarefa a minha frente. O único problema é comigo, em que não me ajusto ao mundo, à nação, ou às condições. Não há estudantes estúpidos e sem esperança, mas apenas professores que não estão treinados o suficiente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/03/14, Escritos do Baal HaSulam

O Mundo É Uma Orquestra Harmoniosa

Dr. Michael LaitmanTodos nós somos partes de um todo geral e nos complementamos mutuamente, como resultado das diferenças, contrastes e oposições entre nós. Esta complementação mútua é obrigada a enfatizar e expor todas as rejeições que sentimos internamente um pelo outro.

É somente pela conexão correta entre nós que podemos encontrar a unidade ideal que permitirá a revelação de todas as diferenças e oposições entre nós, e por outro lado, o todo absoluto, harmonioso e a cooperação mútua entre nós. Todas as diferenças entre nós se conectam através do nosso amor mútuo, doação mútua e acordo mútuo. Quando todas as partes trabalham juntas apenas pelo bem dos outros, tornam sua conexão possível.

Pergunta: Como podemos alcançar essa percepção?

Resposta: É o resultado do grande desejo que cada um de nós tem de ser preenchido com a Luz. Nós temos procurado este enchimento, não só por muitos anos, mas também em nossas vidas anteriores. Dentro de uma certa vida, nós paramos e começamos a cavar mais profundamente a questão de como eu posso me satisfazer.

Se fôssemos todos iguais, seríamos como um, mas não pode haver muito da mesma coisa. Nós podemos fazer muitas mesas idênticas em nosso mundo, mas não existe tal coisa no mundo espiritual. Não há uniformidade dentro de nós, e nós vemos isso nas pessoas ao nosso redor. É graças às nossas diferenças que uma orquestra tão global existe. Por enquanto, ainda não é uma orquestra, mas uma cacofonia terrível (uma combinação de sons sem sentido). Mas se as reunirmos sob a liderança de um condutor experiente, haverá uma orquestra maravilhosa, coordenada e harmoniosa.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 05/08/15

A Pirâmide Do Amor

laitman_528_04Pergunta: Qual é o mecanismo para realizar a mudança do amor dos amigos para o amor do Criador?

Resposta: Você tem que passar por uma série de estados no avanço por este caminho. O estado anterior não desaparece na transição de um estado para outro. Cada vez o novo estado é construído com base na intensificação do estado anterior. É assim na espiritualidade. É como se construíssemos uma pirâmide: quanto mais alto subimos, mais temos que ampliar sua base abaixo.

Se a pirâmide é baixa, uma base estreita é suficiente, mas se quisermos alcançar grandes alturas, temos que construir uma base muito grande para a pirâmide.

Esta é a razão de primeiro nos aderirmos aos livros Cabalísticos e seus autores, o que se chama estar em adesão com o estudo e professor. Isto dá à pessoa a direção certa.

Uma vez que há uma direção, o seu cumprimento começa: através da conexão e adesão com o professor chegamos à conexão e adesão com os amigos e construímos uma sociedade, um ambiente. Quando nós cumprimos a construção da sociedade, começamos a descobrir a necessidade da doação do Criador neste círculo. Tudo isto é descrito em grande detalhe nos artigos do Rabash, mas a pessoa nem sempre vê isso. A pessoa pode ver o que os livros dizem apenas de acordo com sua necessidade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 10/03/14