No Início Do Caminho Espiritual
Comentário: Às vezes, pessoas muito bem preparadas se juntam ao nosso grupo, aquelas que passaram pela MAK (a Academia de Cabalá da Língua Russa). No entanto, elas ainda têm uma linha de esquerda muito forte, mas estão tão “apegadas” com a nossa ideia, querem que tudo seja perfeito, que o grupo cresça, e impõem muitas exigências.
Minha Resposta: Sim, isso é compreensível. Mas a questão é que suas demandas podem ser irrealistas.
Estamos lidando com um ser humano. E um humano é a criatura mais repugnante, mais egoísta, do nosso mundo. Sabemos por experiência própria quanto esforço é preciso para lidar com nós mesmos, para, pelo menos parcialmente, nos encaixarmos em certas estruturas.
Especialmente quando falamos sobre a necessidade de nos elevarmos acima de nós mesmos, de restringir todos os nossos desejos e intenções, e de começarmos a nos revestir de uma natureza completamente diferente — a oposta: em vez de Malchut, Bina; em vez de nós mesmos, o Criador.
Uma pessoa — Adão — vem da palavra “Domeh”, que significa semelhante ao Criador. Ou seja, na medida em que nossas qualidades se tornam semelhantes às do Criador, nos tornamos Adão, um humano. Até então, somos os animais mais terríveis.
Eu entendo que os recém-chegados estão “em chamas”. Nós também estávamos em chamas. Mas a questão é que esse fogo precisa ser colocado dentro de certos limites. Eles precisam entender com o que estão lidando. Isso não é nada fácil.
Afinal, “entender” na Cabalá significa que as pessoas começam a sentir mudanças internas dentro de si mesmas, a trabalhar com elas e a perceber o quanto elas resistem a essas mudanças.
Da Lição Diária de Cabalá de 02/09/19, “Perguntas e Respostas”