Ao estudar Cabalá em um grupo de indivíduos com ideias semelhantes, gradualmente descobrimos nossa natureza, o quanto somos governados pelo egoísmo. Nós vemos isso um pouco à distância, como se fosse de fora, e então podemos começar a fazer algo sobre isso. Essencialmente, tentamos resistir ao nosso egoísmo e nos unir aos nossos amigos no grupo para nos assemelharmos ao Criador.
No entanto, todos esses esforços são meramente ferramentas para nos ajudar a perceber que não podemos alcançar nada sozinhos. Somente nos ao Criador, a essa força que é oposta a nós e disposta a nos ajudar, pode fazer a diferença, mas apenas na medida em que genuinamente desejamos mudar. Caso contrário, não há outra maneira.
Sem isso, nosso progresso só virá por meio do sofrimento. Em outras palavras, em vez de pedir ao Criador para me corrigir desde o começo, eu poderia simplesmente suportar o sofrimento, o que também age como um tipo de pedido.
Portanto, tudo o que podemos fazer se resume a pedir ou sofrer. Tanto o sofrimento quanto os pedidos alcançam seu alvo, o Criador. Na medida em que alcançamos, Ele se aproxima de nós, nos transforma por meio de Sua presença, e mudamos para nos assemelhar a Ele.
Então temos dois caminhos para a transformação: através do sofrimento, onde o Criador nos muda mesmo sem o nosso pedido consciente, mas apenas na proporção do sofrimento que suportamos; ou pedindo conscientemente a Ele, onde Ele nos muda mesmo antes de começarmos a experimentar o sofrimento real. Esta é a essência do nosso trabalho.
Por que estudamos a sabedoria da Cabalá? Para entender o que precisamos nos tornar e começar a pedir ao Criador muito antes de sentirmos sofrimento. Isso é chamado de “caminho da luz” ou “caminho da Torá”. Se não, estamos destinados ao caminho do sofrimento.
Da Lição Diária de Cabalá 02/09/19, “Perguntas e Respostas”
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