“Deus É Físico, Metafísico, Abstrato, Conceitual, Material Ou Imaterial?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Deus É Físico, Metafísico, Abstrato, Conceitual, Material Ou Imaterial?

Na sabedoria da Cabalá, estudamos Deus de forma prática, em relação a nós e como O alcançamos: como uma força superior que nos cria, o universo dentro de nós e ao nosso redor, que governa, sustenta e guia para um predeterminado meta.

Da mesma forma como nos referimos a nossos pais como “mãe e pai” devido ao relacionamento específico deles conosco, quando alcançamos uma conexão com a força superior, alcançamos um relacionamento específico que essa força tem conosco e não podemos dizer nada sobre outros possíveis atributos ou relacionamentos que essa força possa ter. É por isso que dizemos na Cabalá que não nos envolvemos na essência ou no “eu” de Deus, porque não alcançamos esse aspecto.

Portanto, com o método da Cabalá, que é uma pesquisa prática e experimental de nós mesmos e da realidade circundante, passamos por várias mudanças em nós mesmos até que possamos perceber e sentir claramente Deus como uma força superior que nos cria e nos sustenta, e que guia nosso desenvolvimento para um objetivo definido: nosso equilíbrio – ou na linguagem Cabalística, “adesão” (“Dvekut” em hebriaco) – com o Criador. Dizemos “o Criador” porque em hebraico, a palavra para “Criador” (“Boreh”) deriva de duas palavras “venha” (“Bo”) e “veja” (“Reh”), ou seja, só podemos discutir o que o O Criador é uma vez que alcançamos essa força por meio de mudanças que atraímos a nós mesmos usando o método da Cabalá.

Portanto, apenas caracterizamos a força superior (o Criador, Deus) em relação a nós, pessoas que a alcançamos, pois só podemos analisar, sentir e medir algo que entra em nossa percepção e sensação da realidade. Na linguagem da Cabalá, tal obtenção é expressa como a reação do Kli (vaso/receptáculo) à luz (a qualidade do Criador) que o preenche, enquanto a luz em si é inatingível.

Portanto, ao passar por certas mudanças em nós mesmos e desenvolver este Kli, medimos nossas reações a ele e definimos não suas qualidades, mas nossas próprias reações e percepções. É por isso que a Cabalá é melhor definida como uma ciência, que através da aplicação de sua metodologia testada pelo tempo sobre nós mesmos, alcançamos resultados sobre os quais os Cabalistas do passado escreveram, que podemos medir, repetir e reproduzir. O conhecimento desta ciência inclui apenas o que foi empiricamente verificado.

Baseado no artigo “Análise Comparativa da Cabalá e da Filosofia” do Cabalista Dr. Michael Laitman. Escrito/editado por estudantes do Cabalista Dr. Michael Laitman.