Como Nasceu, Assim Partiu
Serviu como um cão de caça, morreu como um cão (Jerzy Stanislaw Jersey Lec).
Pergunta: A que servimos como cães?
Resposta: “Cão”, acho que afinal, especialmente em polonês, é um nome honroso.
Comentário: Mas “servir como um cão de caça” significa claramente “fielmente”. Lambido por todos os lados.
Minha Resposta: Sim. Mas não obsequiosamente, ao contrário, devotadamente. E foi morto como um cão, ou seja, afastado, negligenciado.
Pergunta: E se tocarmos em seu tema constante – egoísmo neste mundo, como você consideraria “serviu como um cão de caça, morrreu como um cão”?
Resposta: Não sei. Afinal, “morreu como um cão” — não sei. Se uma pessoa deseja se dedicar à causa certa ou ao objetivo certo, não acredito que ela tenha sido morta como um cão. Claro que ela percebe tudo o que acontece com ela, mas em uma perspectiva diferente, em um foco diferente.
Pergunta: Se uma pessoa serve a um propósito real, como você terminaria essa frase? O que está acontecendo? Com o que você substituiria a palavra “morreu”?
Resposta: “Fez tudo o que podia e partiu.” Insignificante. Como ele nasceu, assim ele partiu. Ele queria mais, mas não deu certo.
Pergunta: De que adianta alguém partir como nasceu?
Resposta: Essa é a rotina.
Pergunta: É assim que se deve partir?
Resposta: Claro. Entregue tudo! Absolutamente!
Pergunta: Não se apegue a nada?
Resposta: Nunca. E isso é bom. Se você acha que é assim que o fim deveria ser, esse é um estado de descanso quando você não está tentando segurar nada, mas apenas deixar ir.
De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 02/07/22