Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Transição Para Uma Direção Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante o trabalho no “aquário”, a partir da nossa perspectiva, os casais foram completamente redescobertos. Sua chegada e partida teve uma enorme influência na disseminação e relações em grupo.

Ambos os parceiros em cada casal realizaram suas atividades como “caminhões” em comparação com “bicicletas”. Quanto disso é uma perspectiva? Vale a pena cultivar isso, ou o contrário, é preferível suprimi-lo?

Resposta: Nós estamos agora entrando num conflito muito sério, nem mesmo um conflito, mas uma crise contínua e dificuldades nos relacionamentos familiares. Isso vai continuar até que as pessoas percam completamente a atração pela vida conjugal, sem manter relações sexuais, o que é chamado de “família”, ou levar em conta obrigações mútuas: a educação para crianças, serviço de casa em comum, etc. O ego não vai deixar a pessoa se submeter a qualquer um desses fundamentos, e nós estamos vendo como tudo isso está em colapso.

Depois disso, uma reversão grave vai acontecer. As pessoas vão começar a entender que, para atingir a espiritualidade, não há parceiro mais fiel e próximo do que um marido ou esposa: ele ou ela, vai construir uma conexão espiritual somente com base na ascensão espiritual. Especificamente isso, e sua aceitação mútua, vão determinar seus relacionamentos, o amor entre um e outro. Seu sonho será o surgimento de um bebê espiritual entre eles, ou seja, a descoberta do Criador.

Eu espero que agora nós comecemos a passar por esse ponto de ruptura na humanidade e, depois, uma atitude espiritual para com o casamento surgirá entre nós. Atualmente, só é possível sonhar com uma situação como esta. Eu não acho que hoje essa seja uma realidade entre nós.

Nós ainda estamos buscando e correndo por aí com uma falta de compreensão, com uma “falta de ordem” entre o exterior e o interior. Nós ainda não estabelecemos a iluminação coletiva da Luz que possa nos mostrar que, especificamente, o primeiro núcleo, que não é social, mas espiritual, é preparado entre um homem e uma mulher.

Pode muito bem ser que hoje existam casais que possam cooperar mutuamente dessa forma, mas, em geral, isso é muito difícil. Nós ainda não atingimos este nível porque estamos em estágios que são dilacerados pelo ego. Entretanto, não temos consciência de que o mais verdadeiro, mais espiritual e próximo parceiro, onde não há segredos, é o seu marido ou esposa.

Eu não sei quanto tempo será necessário para isso. Neste momento, a humanidade está passando por situações mais difíceis do que os problemas familiares. Hoje a questão da liberdade na África gera mais interesse do que assuntos de família. Muito gradualmente vamos chegar a isso também.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 3

Bagagem Velha É Uma Obstrução Para Uma Vida Nova

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo de Israel não tem unidade, um objetivo comum. Qual é a razão para esta separação? Talvez estejamos nos deixando levar em demasia pelo modo de vida ocidental, onde todo mundo tem sua própria ideologia e metas?

Resposta: Nós temos que sair do exílio e carregar todas as suas características dentro de nós mesmos. Mas isso não significa que devemos permanecer assim. Por que nós voltamos a esta terra para viver como o povo de Israel na terra de Israel?

Algumas décadas atrás, eu pertencia a uma nação, você a outra, e ele a uma terceira. Nós vivíamos em diferentes culturas e em diferentes localidades geográficas. Então viemos a Israel, mas nada mudou. Esta é uma reunião de exilados, cada um vem com sua própria bagagem, protegendo o que está dentro. Ou será que vamos querer abrir essa bagagem e, desde dentro, nos unir e tornar uma nação?

A força de união é a principal força da natureza, pela qual vivemos. Porém, a força de separação a confronta. Estas duas forças devem estar em equilíbrio. Isso acontece em todos os lugares e sempre: prós e contras, quente e frio, tensão e relaxamento.

Os dois opostos parecem estar sempre lutando entre si, mas, na verdade, eles se tornam conectados. A vida é a combinação dessas duas forças opostas.

Mas o ser humano tem apenas uma força negativa, o egoísmo, e não tem força de conexão. Mesmo que nos unamos, também é devido à força egoísta. Eu só quero usar alguém para o meu próprio benefício e é por isso que faço algo bom para ele, a fim de me aproximar dele.

Nós não temos nada, exceto a força egoísta negativa. Mas, se diz, “Eu criei a inclinação ao mal, e criei os meios para corrigi-la, a Luz que Reforma”. Há uma força que se opõe a nossa inclinação ao mal, que é a Luz, uma força interna especial da natureza que nos é revelada quando estamos unidos.

Se nos reunirmos para buscar essa força, nos conectando, vamos encontrá-la. Ela permitirá que nos elevemos acima do nosso egoísmo e o subjuguemos. Ou seja, esse poder da unidade deve ser revelado mais do que o nosso egoísmo.

Ao fazermos um esforço para nos conectarmos, nós revelamos cada vez mais a força interior de unidade. Como resultado, esta força de unidade se torna mais forte do que a força de separação e começa a dominar. Assim, nós nos tornamos portadores de duas forças: a força de separação que age internamente e a força unificadora que age externamente.

A sociedade humana viverá uma nova vida especial porque nós temos duas forças, não apenas uma. Através da sabedoria da Cabalá, vamos conseguir uma conexão especial e obter a verdadeira força de união. Esta força não vai ser egoísta, como num bando de terroristas, mas nos elevará acima do nosso ego. A força de conexão e a força de separação vai existir simultaneamente, nos equilibrando e elevando para um novo grau, uma nova vida.

De KabTV “Uma Nova Vida” 27/08/14

Antecipar A Criatura

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá diz que o Criador é o bom que faz o bem. Para realizar a Si mesmo, Ele criou o desejo de receber, que é chamado de “criatura”. Este desejo deve ser desenvolvido de acordo com o plano do Criador, de acordo com seu programa, até que a criatura entenda e sinta-O como o bom que faz o bem, como grande.

Este é o desejo do Criador. Os Cabalistas nos explicam que não é porque Ele quer que reconheçamos Sua grandeza, Sua onipotência, e nossa dependência Dele. Nós estamos falando sobre o mais alto, portanto, é claro que isso é assim. Não, o Criador quer nos elevar ao nível Dele.

Portanto, nós temos que passar por certa consciência da força superior em nossa natureza e revelar como podemos ascender à sua altura. O Criador desfruta que O experimentemos, ou seja, que cheguemos ao Seu nível. De acordo com a lei de equivalência de forma, chegar à adesão com Ele significa adquirir as mesmas propriedades que as Suas.

O período de nossa autocorreção é o caminho, a escada, os degraus que nos levam para cima através dos cinco mundos. A criatura só pode realizar essa subida se tem certeza e sabe com certeza que deve fazer isso. Então, ela tem a força para realizá-lo.

De onde a criatura obtém o poder para realizar as ações que levam para cima, da recepção para a doação, em oposição à sua natureza? A criatura tem que ter uma compreensão, consciência, e sentir que está no mau estado egoísta de recepção, e tem que chegar a um bom estado de doação que é completamente oposto ao seu atual.

Dizem-nos que nós podemos fazer isso se tivermos a ajuda do Criador. A Luz Superior é derramada sobre nós, e assim nós começamos a falar de uma maneira diferente e entender que receber é ruim para nós e doar é bom.

Então, simplesmente deixem o Criador fazer isso! Ele criou o desejo de receber dentro de nós e agora pode “brilhar” em nós para transformar esse desejo em doação. Mas não, isso não pode ocorrer porque, então, perdemos a independência e nos tornamos como “anjos”, isto é, forças que executam apenas determinadas ações. Em vez disso, nós temos que admitir e aceitar para nós mesmos que receber é ruim e doar é bom.

Esta afirmação interna é chamada de “reconhecimento do mal”, e nada mais é necessário. Nós só precisamos reconhecer o mal do desejo de receber e o bem que é inerente ao desejo de doar. Uma vez que isso acontece dentro de nós, nós definitivamente paramos de usar o mal do desejo egoísta que se manifesta neste momento, e começamos a usar o desejo de doar, manifestado como bom.

Parece que isso não é brincadeira de criança: se um médico me explicasse o que é bom e o que é ruim, o que é prejudicial e o que é saudável, eu apreciaria e seguiria o seu conselho. No entanto, eu tenho que reconhecer o mal de mim. Assessores que me dizem o que é bom e o que é ruim não vão me ajudar. Eu tenho que descobrir com muita precisão por conta própria que o desejo de receber é mau e que o desejo de doar é bom.

Aqui, certa “corda” fina é esticada que não pode ser expressa em palavras. Eu preciso me manter neutro internamente, elevando-me acima da criatura, uma vez que o desejo de receber é definido como o mal e o desejo de doar como bom, com a primeira qualidade pertencendo à criatura, e a segunda ao Criador. No entanto, eu preciso me antecipar à criatura, ficar na sua frente, e olhar para esses dois desejos. Então, com base neste ponto completamente independente, eu preciso definir o desejo de receber como mal.

Esta será a verdadeira realização do mal. Isso não é feito “tudo sob encomenda” para mim, não com base no prazer e sofrimento que levam à minha decisão quando, repetidas vezes, eu jogo um “jogo de negociação”, escolhendo de acordo com os critérios do meu egoísmo. Nem o “perito”, o “juiz” e o “provador” em mim deve se destacar, nem do lado do Criador nem do lado da criatura, mas aparentemente um passo em frente.

Este é um pré-requisito. É impossível que o Criador seja bom aos meus olhos. Por que Ele é bom? Será que é porque Ele criou o meu desejo e está desfrutando Seus presentes? Não, é apenas um dado, a criação em que nos encontramos. O Criador deseja que nos “antecipamos” à criatura, para que possamos concordar com Ele, que Ele faça isso dessa forma.

O benefício disso é grande: nós não somos mais dependentes do que e como Ele nos criou. Nós temos que subir acima do bem e do mal, independentemente das intenções conectadas a eles. Nós devemos chegar a um outro grau, elevando-se acima deles até o início do plano da criação que existia antes mesmo Dele nos criar, antes Dele decidir ser revelado à criatura como o doador e ter criado a criatura receptora. Parece que nos encontramos antes desse momento e até mesmo antes de sua causa. E este é o lugar onde realmente nos encontramos.

Portanto, a realização do mal deve ir mais fundo, dentro da profundidade qualitativa. Não se trata do quão terrível é o meu egoísmo sem fim e quão bela é a doação. Trata-se da qualidade e essência: Por que eu defino alguém como mal e alguém como bom? Esta escolha deve ser feita em meus próprios sentimentos. Ela só mede os detalhes de percepção para mim “para as estatísticas”, e acima dela eu revelo um princípio superior, que está acima da criatura e antes dela. Assim, o reconhecimento do mal abrange a totalidade da realidade e nos eleva acima dela.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/09/14, Escritos do Baal HaSulam

A Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós vamos voltar às etapas de como as pessoas se aproximam internamente. Como isso acontece?

Resposta: O primeiro passo é quando eu não quero usar um estranho, outra pessoa, qualquer amigo do meu povo, ou seja, no grupo com o qual vamos ao ideal espiritual, o princípio de “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Quando eu ascendo a este grau, sinto que não quero fazer nada de ruim para o outro; eu não tenho pensamentos ruins sobre ele. Eu posso superar o meu egoísmo, me conter em todas as suas formas, e toda a minha energia está focada em ser totalmente neutro em relação às pessoas, desejando estar conectado a elas, querendo estar com elas. Ou seja, eu não penso e não cuido de mim mesmo, apesar de tudo o resto.

Isso é chamado de “restrição” dos seus desejos egoístas e é aparentemente um estado neutro: não desejar e não fazer ao seu próximo o que você não desejaria para si mesmo.

E o próximo passo é “amar o teu próximo como a ti mesmo”. Isso não é neutralidade, mas uma ação positiva. Porque originalmente a pessoa descobre que todas as suas ações são direcionadas somente em seu próprio benefício, e ela não consegue fazer o bem para os outros, a não ser para o seu próprio benefício.

Assim, nós estamos falando de três etapas:

  • Em primeiro lugar, há o reconhecimento do egoísmo;
  • Em seguida, sua neutralização;
  • E depois, a sua correção, a sua aplicação para o benefício dos outros.

E esta ação final é a essência do amor.

Pergunta: Nós podemos dizer que Abraão construiu uma sociedade perfeita?

Resposta: Sim, é claro. Abraão construiu uma sociedade perfeita dessas pessoas da Babilônia que ele levou consigo.

Mas aqui nós consideramos, em geral, não as pessoas, mas seus desejos! Isso vale também para os seguidores da obra de Abraão, Isaac e Jacó. Sim, eles são seus descendentes diretos, mas apesar de tudo, seus seguidores são chamados de “filhos”, discípulos. Assim, existem conceitos como a “casa de Abraão”, “casa de Isaac” e “casa de Jacó”. A “casa” significa a comunidade de pessoas que continuaram a crescer e se desenvolver.

Elas crescem num sentido físico também, mas o principal é que cresceram espiritualmente até que eles se uniram totalmente em suas aspirações mútuas, em conexão mútua no primeiro grau espiritual, que é chamado de “Jacó”. Este primeiro grau espiritual já é considerado o grau de “Israel”, com uma pitada da futura terra de Israel que será alcançada. Embora não haja nenhuma terra ainda!

Afinal, “Israel” significa “direto ao Criador”. Ou seja, quando você está em algum lugar e aspira à meta, então você é chamado de “Israel”, “direto à meta”. Atingir essa meta significa entrar na terra de Israel.

O que lhe falta para isso? Falta-lhe o egoísmo, que você vai corrigir e transformar na terra de Israel. É por isso que mais tarde eles tiveram que descer para o Egito.

Pergunta: Portanto, o grupo já foi chamado de Israel, e ainda teve que passar por um século de descida antes de adquirir a terra de Israel, o desejo, voltado à meta?

Resposta: Portanto, diz-se que Jacá sabia sobre o futuro e queria dizer a seus filhos, mas não lhe foi dado…

De KabTV “Babilônia, Ontem e Hoje” 27/08/14

O Grupo De Sochi: Uma Atividade Ou Uma Comunidade De Pessoas?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Muitas vezes você chamou as pessoas que se reuniram em Sochi de grupo, mesmo que externamente não se trate de um grupo; ao contrário, é uma atividade composta de pessoas que mudam constantemente. Como é possível entender melhor o que é um grupo de acordo com este exemplo?

Resposta: Para mim, Sochi é um grupo. Esta é uma comunidade de pessoas que ainda não atingiram a unidade, mas que estão com uma inclinação para isso em todas as suas diversas partes: elas se alternam, mudam e são substituídas, mas é um grupo.

Este é um grupo. É uma equipe que não estava presente só aqui, mas também contou com o apoio de longe. Isto porque há pessoas que não estavam em Sochi mas fizeram um esforço para estar dentro com você. Elas participaram virtualmente de suas refeições e workshops. Elas provaram o que você está sentindo aqui e o que aqueles que não estavam aqui não sentiram. E isso é chamado de “Grupo de Sochi”.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 3

Convenção Em São Petersburgo: Reversão Do Ego

Dr. Michael LaitmanNo segundo dia da Convenção, propõe-se que examinemos a questão: “Como nos livramos do “fedor” do ego podre com a ajuda de nossos esforços?” Há artigos do Baal HaSulam e do Rabash nos quais se diz que quando uma pessoa percebe como seu desejo feio morre gradualmente em agonia, ela fica satisfeita com isso, porque com isso nasce. No mesmo grau em que o ego apodrece, ela sente que o Adão (homem) nasce nela.

O ego está como invertido, arado pelo arado. Isso significa que ele é invertido, revertido ao altruísmo. O arado é a Luz do Criador. O fertilizante é o nosso esforço com que anteriormente queríamos preencher o ego.

Em última análise, sob a influência do Criador, a quantidade dos nossos esforços torna-se qualitativa. Nós recebemos um ego oposto no qual o “botão floresce da terra” é revelado, a característica altruísta, a nossa alma. Isso é falado no segundo artigo do Livro do Zohar, “Botões de Flores”.

Depois que o verdadeiro “eu” cresce em nós, devemos examinar se estamos prontos para nos conectar ao “nós”, ou seja, para atingir o mesmo pacto sobre o qual falamos no início. Assim, o segundo dia vai terminar com isso, onde nós (individualistas) estamos conectados num único “nós”, ou seja, no nosso único “eu”. Com isso nós vamos dormir alegres, satisfeitos e felizes.

O resultado de todo o dia deve ser a oração, o nosso desejo reunido, tanto quanto possível, ansiar pela meta, pelo poder de realizar esta meta. Cada etapa deve ser acompanhada por uma moldagem cada vez melhor destes pedidos, desta oração.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 4

Convenção Em São Petersburgo: Sentir Nossa Natureza Primária

Dr. Michael LaitmanUma das palestras programadas para a Convenção de São Petersburgo é chamada de “o ciclo do ego na natureza”. Há mais alguma coisa na natureza, além disso?

Cada um deve extrair todo o seu ego e nos dizer o quanto ama lidar com ele, como um besouro. Não devemos chorar ou bater em nosso peito, mas de forma natural e séria sentir o que o Criador disse: “Eu criei a inclinação ao mal; Eu criei a Torá como tempero”.

Nós temos que tirar tudo o que há em nós e compor uma canção sobre como somos feios internamente e quanto amamos nossa feiura. A nossa ganância, a mentira interior, e nossa incapacidade de ver a verdade, a nossa incapacidade de amar e de doar devem ser expressas nesta canção.

Nós temos que senti-la tão bem que vamos realmente ficar aborrecidos com nós mesmos, mas a coisa mais importante na revelação de nossos terríveis atributos primários é que eles não nos permitem unir.

Pergunta: Nós sempre tentamos terminar o dia de forma positiva. Mas, neste caso, é melhor se todo mundo fosse dormir no estado quebrado, sob a impressão do ego revelado?

Resposta: Não, eu creio que a revelação da nossa interioridade podre deve nos deleitar. Afinal de contas, nós finalmente entendemos qual é a nossa doença, como uma pessoa que descobre a razão de seu estado doente. No dia seguinte, ela vai vir e pegar o remédio, mas vai saber a razão exata, e vai ficar feliz com isso.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 4

Convenção Em São Petersburgo: Fazendo Uma Aliança

Fazemos uma aliança na convenção, porque sem a aliança não podemos chegar ao desejo comum pelo qual nós revelamos o Criador. Não é capricho de ninguém, mas uma condição essencial que é necessária para o trabalho espiritual.

De acordo com a lei de equivalência de forma, um vaso (Kli), que descobre um determinado atributo, deve também assemelhar-se ao atributo em nosso mundo. Tome física, química, fisiologia, ou qualquer coisa que você goste, por exemplo, é o mesmo em todos os níveis.

Assim, devemos alcançar o atributo de nos assemelhar e nos tornarmos igual ao Criador, e é alcançado na conexão entre nós quando subimos acima do ego. Isto é o que devemos aspirar. Tal aceitação do caminho, da intenção e da realização deste estado é chamada de um pacto. Apesar de não a termos alcançado ainda, comprometemo-nos a isto.

Podemos falar às pessoas sobre isto com antecedência. Nós não estamos escondendo nada, e esta é a razão por que estamos a realizar a convenção que tem que trazer a todos nós a máxima conexão e unidade e até mesmo, espero, para o primeiro nível de assemelhar-se e ser igual ao Criador, o que significa para Sua revelação.

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Da Convenção Em Sochi 25/8/14, Lição 4

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O Que Esperamos Da Convenção Em São Petersburgo?

Estamos estabelecendo um padrão simples para a próxima convenção em St. Petersburg: Aqueles que vêm aqui e que irão participar da convenção têm que dedicar-se ao pacto entre nós, de modo que o Criador e a correção geral será revelada neles. Isto não é assunto para debate.

Dizemos a nós mesmos que estamos em um estado ideal e que a distorção da harmonia está dentro de nós. Cada um deve encontrar a deficiência dentro de si, que esconde a revelação espiritual de si mesmo e de todos os outros. Então, a coisa principal é aprofundar-me em auto-exame.

Todas as respostas estão dentro de mim visto que eu estou cercado por inteireza e pelo mundo de Ein Sof (Infinito). Portanto, este auto-exame e olhar profundamente dentro de nós mesmos se resumem a uma oração ao Criador e em aumentar a nossa sensibilidade a Ele.

Isto significa que devemos entender que, mesmo agora estamos em um estado absolutamente ideal, e que todos os problemas estão dentro de nós, em nossos sentidos não corrigidos. Precisamos da ajuda mútua, e juntos podemos alcançar o estado em que nós sentimos o verdadeiro mundo ideal. Esta é a nossa missão na convenção e nossa missão na vida.

Todo dia começará com uma reunião de amigos, em que os amigos de Sochi trazem todos para um estado emocional. A preparação é bastante longa e séria, e aumenta os nossos sentimentos e a tensão interior. Como resultado, cada um compõe a sua oração pessoal, que é emanada de si mesmo e é expressa no papel.

Então, há a primeira palestra sobre o que o Criador demanda de mim. Nas fontes, é dito que o Criador demanda medo. Temos que nos unir e nos conectarmos a fim de reunir, estabelecer e criar a forma correta de medo.

Por que é esta a pré-condição com que entramos no próximo estado? O medo é o sentimento de necessidade, o sentimento de não ter escolha, a sensação de algo que está se aproximando, de algo que não é compreendido. Tem que ser criado sob a forma de uma necessidade especial. Não é medo, mas um tremor interior, porque eu tenho que alcançar o amor dos seres criados e através deles o amor do Criador, mas eu não posso alcançar isto por mim mesmo.

O resultado final no fim do dia deve ser uma oração séria que é alcançada pelos corações partidos, extraindo cada gota de sangue do coração, tudo o que há nele. O dia termina com uma oração geral ao Criador.

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Da Convenção Em Sochi 25/8/14, Lição 4

O Avanço Dos Americanos

Dr. Michael LaitmanPergunta: “Em Sochi nós atingimos tal conexão e unificação que você está chamando todos os participantes na atividade de “Grupo de Sochi”. É possível que na próxima Convenção em São Petersburgo tudo se torne um grupo homogêneo de São Petersburgo?

Resposta: Mesmo sem Sochi, o que eu tenho visto ao longo deste mês na América do Sul e do Norte me espanta: os amigos fizeram um grande avanço e seguiram em frente. Eu nunca participei em tais convenções únicas como no México e Nova York.

De repente, eu vi pessoas que podiam se separar de seu cotidiano, suas famílias e do mundo externo e avançar juntas num denominador comum. Além disso, isso ocorreu nos Estados Unidos, um país onde as pessoas têm medo de se aproximar e se protegem com dedicação feroz. Então, de repente, algo como isto foi revelado.

Havia mais de uma centena de estudantes lá do Centro de Educação, que até a Convenção não haviam participado de nada. Elas sentaram abraçadas, cantaram num bar à noite até as duas da manhã. De repente, as pessoas se “desconectaram” da sua mentalidade americana.

E com o total entusiasmo dos participantes, a Convenção começou com uma subida, e também terminou com esse entusiasmo. Nunca antes os americanos experimentaram isso. Eles sempre viajavam para casa silenciosamente algumas horas antes do final da Convenção, mas nunca houve algo parecido lá!

Quando eu estava saindo, todo mundo se levantou, gritou e assistiu ao final da Convenção. Para a América isto foi algo indescritível. Eu estou muito familiarizado com este continente. Além disso, estes não eram russos, nem judeus, mas realmente americanos! Portanto, nó temos um ponto de partida para realmente criar o nosso Kli unido.

Depois do que fizemos na Rússia, se avançarmos como os norte-americanos, então há simplesmente um estado infinito à nossa frente.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 3